100 anos de Paramount – de um filme francês aos anos 30
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A história da Paramount, um dos maiores estúdios de cinema de Hollywood, se estabelece principalmente nas obras de arte e nos sucesso de bilheteria que tem criado através de um século
Fundada em 12 de julho de 1912, a Paramount Pictures Inc., tem sido responsável por centenas de filmes que ascenderam à condição de obras de arte e de sucesso junto às plateias de todo o mundo. A sua história pode ser contada de Les Amours de La Reine Elizabeth até Missão Impossível 4, Madagascar 3 e Os Vingadores.
A primeira produção do estúdio, The Squaw Man, datada de 1914, está registrada por historiadores de que foi o primeiro filme rodado na Califórnia, naquela área que seria, mais tarde, denominada de Hollywood. Dirigido por Oskar Apfel (1878-1938) e produzida por Cecil B. De Mille (1881-1959) e Jesse L. Lasky (1880-1958), com Dustin Farnum, era um faroeste baseado em argumento de Edwin Milton Royle.
Na época, os filmes eram produzidos em Nova York e, preocupado com as “patentes” de seu Kinetoscópio, o qual estava sendo pirateado sem o pagamento de direitos, Thomas Edison (1847-1931) passou a processar os que usavam a tecnologia e, para fugir da lei, os novos cineastas passaram a filmar na Califórnia, onde o clima e o cenário ofereciam as melhores condições para a produção de filmes.
Ali seria rodada no ano seguinte, a primeira versão cinematográfica de Madame Buttefly, dirigido por Sidney Olcott (1873-1949), com Mary Pickford (1892-1979) e Marshall Neilan (1891-1958), tendo por base o romance de John Luther Long (1861-1927), um antecipador das causas feministas. O filme teria outras 15 versões, sendo três delas hollywoodianas.
A Paramount só viria a produzir outro filme expressivo em 1927, o clássico Asas (Wings), de William A. Wellman (1896-1975), com Clara Bow (1905-65) e Charles “Buddy” Rogers (1904-99), ganhador dos Oscar de melhor filme e efeitos especiais – entregues em 1929. Asas ficou em cartaz durante 63 semanas consecutivas e sua condição de filme mudo ganhador do Oscar de melhor filme só veio a ser quebrada neste ano, quando o francês O Artista, de Michel Hazanavicius, passou a dividir com o clássico a honraria.
O estúdio seria, historicamente, o pioneiro na produção do primeiro filme falado totalmente em estúdio. Interference, realizado em 1928 sob a direção de Lothar Mendes (1894-1974, diretor da versão muda) e Roy Pormeroy (1892-1947, um dos 36 membros fundadores da Academia de Hollywood, diretor da versão falada), com William Powell (1892-1974) e Evelyn Brent (1899-1975).
Note-se que, na época da transição do mudo para o sonoro, os estúdios rodavam os filmes nas duas versões. E Interference foi um grande sucesso de público, tendo sido, posteriormente, integrado um pacote de 700 filmes rodados entre 1929 e 1970, vendido para a MCA, distribuidora de filmes para a televisão e pertencente a outro estúdio, a Universal, a qual acabou ficando com os direitos de todas as películas.
Ainda em 1929, viria a ser produzido outro grande sucesso, The Love Parade, dirigido pelo alemão Ernest Lubitsch (1892-1947), com Maurice Chevalier (1888-1972) e Jeanette McDonald (1903-65), exibido no Brasil com o título de A Alvorada do Amor.
Com o nome de Paramount Public Corporation, o estúdio produziu alguns dos maiores sucessos da primeira época do cinema sonoro: Os 4 Batutas (Monkey Business, 1931), de Norman Z. McLeod, com os impagáveis irmãos Marx, Groucho (1890-1977), Harpo (1888-1964), Chico (1887-1961) e Zeppo (1901-79); o romance Santa Não Sou (I’m not Angel, 1933), de Wesley Ruggles, com Mae West (1893-1980) e Gary Grant (1904-86); e, entre outras, a superprodução Cleópatra (1934), dirigida por Cecil B. De Mille, com Claudette Colbert (1903-96), Warren William (1894-1948, no papel de Júlio César) e Henry Wilcoxon (1905-84, como Marco Antonio). Um grandioso sucesso de público em todo o mundo.
No entanto, na nova década, Hollywood sofre com a crise financeira causada pela quebra da Bolsa de Nova York ocorrida em 1929 e em 1933, o estúdio, que tinha investido muito na ampliação na rede de cinemas, é declarado falido pelo tribunal de Nova York. Jesse Lasky e B. P. Schulberg, responsáveis pela produção dos filmes, abandonam a produtora.
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