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A ESCOLHA PERFEITA/Crítica – divertido e envolvente

Publicado em 08/12/2012 - 7:21 por | Comentar

Categorias: CRÍTICAS DE FILMES

O maior mérito de A Escolha Perfeita é conseguir transitar por um terreno muito fácil de se fazer algo vergonhoso e xaropado e, em vez disso,transformá-lo em belo trabalho, capturando o espectador e envolvê-lo não só pela história, mas também pelos números musicais a capella

Anna Kendrick e Skylar Astin em cena de A ESCOLHA PERFEITA

Dirigido por Jason Moore, diretor de musicais da Broadway e de séries de televisão, A Escolha Perfeita é bem sucedido não apenas pelos números musicais bem orquestrados (quando essa é a intenção), mas também pela condução dos personagens com leveza.

Anna Kendrick, cada vez ganhando mais espaço em papéis de destaque, é nosso representante na história. Assim como ela, a maioria de nós, espectadores, vê aquelas apresentações a capella e com dancinhas coreografadas como algo um tanto brega e estranho. Mas, aos poucos, mesmo com tantos personagens vistos como caricaturas quanto como representações, torna-se fácil ser fisgado por aquele universo. Até porque o filme tem um senso de humor muito agradável.

Na trama, apresentando-se como rivais, há o grupo das meninas, as Belas do Barden, e há o grupo dos rapazes, que desde o começo se mostra bem fácil de ser odiado. O grupo das meninas sofre com um acidente feio logo no início do filme: a líder do grupo vomita litros de gosma em cima do público por puro nervosismo. Desde o começo sabemos que a personagem de Anna Kendrick, Beca, será a salvação daquele grupo. Há o interesse amoroso de Beca e há os comentaristas, vividos por Elizabeth Banks e John Michael Higgins, que ajudam a tornar as apresentações desses campeonatos ainda mais divertidas.

John Michael Higgins e Elizabeth Banks fazendo rir nos poucos momentos em que aparecem em A ESCOLHA PERFEITA

Mesmo sabendo mais ou menos que caminho o filme seguirá, com o inevitável sucesso final do grupo das meninas no campeonato, bem como a bem-sucedida união de Beca com o simpático Jesse (Skylar Astin), isso não impede que todo o percurso seja muitíssimo agradável, mesmo para quem não conhece a maioria das canções executadas. Elas não são tão populares quanto as de Rock of Ages – o Filme, por exemplo.

Aliás, eu diria até que A Escolha Perfeita é um filme bem melhor resolvido do que Rock of Ages. Principalmente pela boa química das garotas. A presença de Rebel Wilson, a gordinha de O Que Esperar Quando Você Está Esperando (What to Expect When You’re Expecting, 2012) e de Quatro Amigas e um Casamento (Bachelorette, 2012), atualmente em cartaz, é muito importante para que o filme ganhe em momentos divertidos. Mas há outras atrizes menos conhecidas que também contribuem, como a oriental que fala baixinho, a moça negra lésbica ou a líder loira controladora vivida por Anna Camp (de Histórias Cruzadas). Sem falar que dá para torcer pelas meninas e apreciar as apresentações como se fossem de verdade.

Algumas das canções de destaque do filme são: “Since u been gone” (Kelly Clarkson); “Like a virgin” (Madonna); “Don’t stop the music” (Rihana); “Eternal flame” (The Bangles); “Hit me with your best shot” (Pat Benatar); “Don’t you forget about me” (Simple Minds); “Just the way you are” (Bruno Mars); entre outras.

Ficha técnica

A ESCOLHA PERFEITA (Pitch Perfect, EUA, 2012), de Jason Moore. Com Anna Kendrick, Skylar Astin, Ben Platt, Brittany Snow, Anna Camp, Rebel Wilson, Alexis Knapp, Ester Dean, Hana Mae Lee, Kelley Jakle, Wanetah Walmsley, Shelley Regner, Elizabeth Banks, John Michael Higgins. 112 min. Paramount. 12 anos.

Veja o trailer

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Os melhores filmes do primeiro semestre

Publicado em 18/08/2012 - 12:06 por | 4 Comentários

Categorias: MELHORES DO ANO

 Quais foram os melhores filmes exibidos no primeiro semestre deste ano? Aponto alguns que se destacaram pela qualidade como criação cinematográfica e, também, instrumento de entretenimento. A lista pode servir de recomendação para aquele que tenha deixado de ver algum dos títulos apontados e sirva de motivação para pegá-lo nas locadoras. É, também, uma lista prévia para a seleção dos melhores filmes no final do ano

A PERSEGUIÇÃO, de Joe Carnahan, o meu preferido do primeiro semestre de 2012

ANIMAÇÃO

O LÓRAX – EM BUSCA DA TRÚFULA PERDIDA (Dr. Seuss’ the Lorax, EUA, 2011), de Ken Daurio, Cinco Paul e Chris Renaud. Um adolescente tenta encontrar um ambientalista desaparecido a fim de lhe pedir-lhe uma planta de verdade para impressionar a menina que ele tenta namorar e acaba por desvendar o mistério da ausência de árvores na cidade. Os pais podem ajudar a despertar em seus filhos a consciência ecológica.

VALENTE (Brave, EUA, 2012), de Mark Andrews. Princesa escocesa entra em conflito com os pais e, ao apelar para uma bruxa, coloca o reino em perigo. Bela fábula sobre a emancipação feminina e a independência dos jovens.

AVENTURA

A PERSEGUIÇÃO (The Grey, EUA, 2012), de Joe Carnahan. Um grupo de trabalhadores de uma empresa petrolífera tenta sobreviver após o acidente com o avião que o transportava por uma isolada região gelada do Alaska. Uma matilha de lobos move uma perseguição de forma implacável. Liam Neeson merecia o Oscar de melhor ator. Provoca reflexão sobre a relação entre o homem racional e a natureza selvagem.

Veja o trailer e se encoraje a alugar A Perseguição.

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OS VINGADORES – THE AVENGERS (The Avengers, EUA, 2012), de Joss Whedon. O grupo de super-heróis se une para enfrentar o vingativo Lóki, meu irmão de Thor. Enxuta aventura que tem nos diálogos irreverentes, na envergadura técnica e nos efeitos especiais as maiores qualidades.

BRANCA DE NEVE E O CAÇADOR (Snow White and the huntsman, EUA, 2012), de Rupert Sanders. Atualização brilhante do conto de fadas dos irmãos Grimm numa aventura exemplar sobre a busca do poder e o sonho da eterna juventude.

O ESPETACULAR HOMEM-ARANHA (The amazing Spider-Man, EUA, 2012), de Marc Webb. Reboot da história de um dos maiores heróis das histórias-em-quadrinhos numa feliz mistura de romance, ficção, drama e comédia. Uma aventura saborosa e divertida.

Uma cena de AS MULHERES DO SEXTO ANDAR, de Phillippe Le Guay

COMÉDIA

AS MULHERES DO 6º ANDAR (Les femmes Du 6eme etage, França, 2011), de Philippe Le Guay. Na Paris dos anos 60, casal conservador fica chocado com a presença de 3 governantas espanholas que trazem ao prédio as mudanças que se anunciam para as décadas seguintes. Um tratamento sobre as vanguardas.

O ARTISTA (The Artist, França, 2011), de Michel Hazanavicius. Ator do cinema mudo passa por uma série de situações dramática e cômicas quando o cinema começa a ganhar a voz na mudança dos anos 20 para a década de 30 do século passado. Exemplar exposição do processo de evolução do Cinema.

DOCUMENTÁRIO

PINA 3D (Pina, Alemanha-França-Reino Unido, 2010), de Wim Wenders. Um apanhado da vida de Pina Bausch, uma das maiores coreógrafas do teatro europeu.

Cena de A FONTE DAS MULHERES, de Radu Mihaileanu

DRAMA

A FONTE DAS MULHERES (La source dês femmes, França-Bélgica-Itália, 2011), de Radu Mihialeanu. Em um pequeno vilarejo muçulmano, mulheres fazem greve de sexo a fim de que os homens tragam água para casa, serviço até então feito por elas sob um sol escaldante e longa caminhada. 135 minutos. Obra brilhante que deve ser descoberta, principalmente, pelas mulheres. Obra-prima.

Veja o trailer de A Fonte das Mulheres.

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A SEPARAÇÃO (Nader az Simin, Irã, 2011), de Asghar Farhadi. Casal em separação cria um dilema, o qual reflete na própria condição social e política do País. 123 minutos. Um retrato do Irã que apenas supomos ser como realmente é.

OS DESCENDENTES (The descendents, EUA, 2011), de Alexander Payne. O estado de coma de sua mulher provocado por um acidente de barco, faz o marido se aproximar de seus filhos e com eles partilhar uma profunda e devastadora revelação. Atuação notável de George Clooney. Fortíssimo drama sobre a integridade do homem e sua responsabilidade para com a família. Este os marmanjos devem ver, obrigatoriamente.

J. EDGAR (J.Edgar, EUA, 2011), de Clint Eastwood. A história de J. Edgar Hoover, o homem que durante décadas e ao longo da passagem de diversos presidentes se manteve à frente do FBI mesmo envolvido em acusações e escândalos. Eastwood expõe um pedaço da história dos EUA que era apenas especulado.

PRECISAMOS FALAR SOBRE O KEVIN (We Need to talk about Kevin, Inglaterra, 2011), de Lynne Ramsey. A história de uma mãe que reflete aonde errou na educação do filho, o qual provocou o massacre em uma escola, matando colegas e professores. 112 minutos. Uma reflexão sobre os métodos com os quais educamos os nossos filhos. Duro, mas uma bofetada necessária.

Veja o trailer de Precisamos Falar Sobre o Kevin.
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HISTÓRIAS CRUZADAS (The Help, EUA, 2011), de Tate Taylor. Jovem mulher retorna à sua pequena e conservadora cidade dos anos 60 e convence várias mulheres negras que trabalharam nas residências dos brancos ricos a revelarem os dramas que viveram de opressão e humilhação. Belo e envolvente drama sobre o preconceito e seus estreitos limites.

O HOMEM QUE MUDOU O JOGO (Moneyball, EUA, 2011), de Bennett Miller. Brad Pitt, em atuação notável, interpreta o treinador de um time universitário de baisebol que, como um novo método de contratação (o qual lembra muito o método utilizado pelo Fortaleza Esporte Clube para montar o atual time que compete à série C) de jogadores desconhecidos para formar um grupo forte e capaz de disputar com os grandes o competitivo campeonato nacional.

O PORTO (Le Havre, França-Alemanha-Finlândia, 2011), de Aki Kaurismaki. Intelectual que abandonou a alta vida social e agora trabalha com engraxate é despertado para a vida quando ajuda um garoto africano a se esconder da polícia. O que estamos fazendo aqui? Esta é a grande pergunta de Kaurismaki. Assista e responda.

UM MÉTODO PERIGOSO (A dangerous method, Canadá-Reino Unido-Alemanha), de David Cronenberg. A relação entre Fredue e Jung através do envolvimento de Sabina Spielrein, paciente que se tornou amante de Jung. O surgimento da psicanálise e seu processo do poder da carne sobre a ética.

TÃO FORTE E TÃO PERTO (Extremely Loud and Incredibly Close, EUA, 2011), de Stephen Daldry. Um garoto conta com a ajuda de um senhor idoso para encontrar uma fechadura que encaixe numa chave deixada por seu pai, morto nos atentados de 11 de setembro. Bonito é pouco para definir este drama poético sobre a adolescência e o sentido de perda.

Veja o belíssimo trailer do belíssimo filme Tão Forte e tão Perto.

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A INVENÇÃO DE HUGO CABRET (Hugo, EUA, 2011), de Martin Scorsese. Garoto órfão que vive na estação de trem de Paris tenta solucionar o mistério envolvendo o desaparecimento de seu pai e acaba se envolvendo com um dos maiores criadores da história do cinema. Poético, lírico, uma fábula maravilhosa.

SHAME (Shame, Inglaterra, 2011), de Steve McQueen. Homem viciado em sexo é surpreendido com a inesperada chegada de sua irmã, a qual pretende passar uma temporada com ele. A interferência o desestabiliza e arrisca revelar o seu doloroso segredo. McQueen adentra o âmago do vício e a sua dor na alma humana. Simplesmente incômodo, mas necessário.

Cena de O EXCÊNTRICO HOTEL MARIGOLD, de John Madeen

O EXCÊNTRICO HOTEL MARIGOLD (The Best exotic Marigold Hotel, Reino Unido, 2011), de John Madden. 8 aposentados britânicos viajam para a Índia para passar uma temporada em um hotel que imaginam, pela propaganda, ser maravilhoso. Mas, lá, o encontram em ruínas e um adolescente tenta ajudá-las a conhecer a realidade do lugar. As relações humanas em obra digna de aplausos.

NACIONAIS

À BEIRA DO CAMINHO (Brasil, 2012), de Breno Silveira. Caminhoneiro amargurado pelos seus erros que culminaram em tragédia, dá carona a um garoto que quer chegar a São Paulo para procurar o pai. A relação vai mudar a vida de ambos. Um dos mais emocionantes filmes do ano. Não deixe de ver.

EU RECEBERIA AS PIORES NOTÍCIAS DE SEUS LINDOS LÁBIOS (Brasil, 2011), de Beto Brant e Renato Ciasca. Um fotógrafo e uma mulher casada e de dupla personalidade se envolve num triângulo amoroso. Não é o melhor entre os nacionais, mas tem a sua dignidade.

RAUL SEIXAS – O INÍCIO, O FIM E O MEIO (Brasil, 2011), de Walter Carvalho. A trajetória de Raul Seixas, o pai do rock brasileiro, e a sua criação. Posso dizer? Imperdível.

Veja o trailer de Raul Seixas.

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XINGU (Brasil, 2011), de Cao Hamburger. A saga dos irmãos Vilas-Boas para criar o Parque Nacional do Xingu e preservar as terras e a vida das tribos indígenas ao longo de 30 anos. O registro de um pedaço da história do Brasil, amenizado, mas importante.

ROMANCE

UM HOMEM DE SORTE (The Lucky One, EUA, 2011), de Scott Hicks. Durante um ataque inimigo na Iraque, soldado escapa da morte graças a uma carteira que tem o retrato de uma mulher. Ao retornar aos EUA, ele sai à procura da mulher do retrato e, ao encontrá-la, não tem coragem de revelar o que aconteceu. Os homens e suas indecisões.

AMOR IMPOSSÍVEL (Salmon Fishing in the Yemen, Reino Unido, 2011), de Lasse Halstrom. Especialista em pesca é encarregado de ajudar um sheik árabe a povoar um rio com o Salmão, em um plano para agregar os diversos grupos populacionais em conflito. Filosófico, trata do amor como instrumento de mudança.

Conheça o trailer de Amor Impossível.

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POLICIAL

DRIVE (Drive, EUA, 2011), de Nicolas Winding Refn. Ryan Gosling tem uma interpretação memorável como um homem que de dia dublê de filmes de ação e a noite motorista que ajuda assaltantes a fugirem da cena do crime. A paixão pela vizinha o leva a arriscar a sua vida. O romantismo que entremeia a história transforma esse filme numa abordagem sensível sobre a solidão. Imperdível.

SUSPENSE

MILLENIUM – OS HOMENS QUE NÃO ADORAVAM AS MULHERES (The Girl with yt=the dragon tatoo, EUA, 2011), de David Fincher. Primeiro filme da trilogia de Stieg Larsson em adaptação por Hollywood. Jornalista investiga o desaparecimento de uma mulher há 40 anos e se envolve com grupos poderosos que trafegam pelo sistema de poder. Inferior ao sueco, mas digno por dar uma outra visão da obra de Larsson.

Os meus 10 melhores do primeiro semestre de 2012

1º – A PERSEGUIÇÃO
2º – A FONTE DAS MULHERES
3º - A INVENÇÃO DE HUGO CABRET
4º – Á BEIRA DO CAMINHO
5º – A SEPARAÇÃO
6º – DRIVE
7º – OS DESCENDENTES
8º – SHAME
9º – O ARTISTA
10º – OS VINGADORES

 

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Ranking Focus-2011 – os mais assistidos nos EUA

Publicado em 23/06/2012 - 16:48 por | 2 Comentários

Como muitos já devem ter notado, o desempenho de um filme no mercado americano (formado por EUA e Canadá) é sempre analisado levando em consideração apenas a sua renda, a qual, convenhamos, é o que realmente importa por lá. No entanto, a revista Focus resolveu fazer diferente e divulgou uma relação dos maiores filmes de 2011 classificados pelo número de espectadores

Lançada no mercado do Festival de Cannes 2012, a 15ª edição da revista Focus trouxe uma interessantíssima lista dos maiores filmes do ano passado nos Estados Unidos. Diferente do que comumente é feito, ordena as produções não pela sua renda, mas sim pelo seu público.

Embora não se trate de algo 100% preciso (a revista chegou aos números de espectadores dividindo o faturamento acumulado do longa pelo preço médio do ingresso), a relação sem dúvida dá uma boa noção da frequência de público do mercado americano em 2011 e comprova o que todo mundo já sabia: Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 foi o filme do ano.

A relação dos 10 primeiros é cuiosíssima e merece que você a avalie, sem pressa.

Confira abaixo os 10 primeiros colocados do ranking da Focus.

As Relíquias da Morte – Parte 2 dominou a lista junto com Transformers 3 e Amanhecer – Parte 1

Como você pode perceber, a maior parte do TOP 10 é composta por sequências e spin-offs, o que de certa forma nos faz entender porque os estúdios apostam tanto em continuações (em 2012, por exemplo, aproximadamente 20% dos filmes lançados pertencem a uma franquia). Mas isso não significa que somente as sequências atraíram a atenção do público americano.

De longe alguns dos principais destaques de 2011, Histórias Cruzadas, Missão Madrinha de Casamento e Rio conseguiram espaço na segunda metade do Ranking e mostraram que títulos originais também garantem salas lotadas.

Veja abaixo os 10 restante da lista da Focus.

* O preço médio do ingresso nos EUA em 2011 foi de US$ 7,93.

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OSCAR 2012 – O ARTISTA fez a festa…

Publicado em 27/02/2012 - 1:01 por | Comentar

Categorias: OSCAR 2012

Sem conseguir fugir à sombra do Globo de Ouro, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood premiou na sua 84ª festa de entrega do Oscar, praticamente todos os filmes, atores e realizadores agraciados pela Associação de Imprensa Estrangeira em Hollywood nas principais categorias. A produção francesa O Artista, de Michel Hazanavicius, recebeu 5 Oscar, incluindo os de melhor filme, diretor e ator (Jean Dujardin). Até mesmo Meryl Streep, que ganhara o Globo de Ouro por A Dama de Ferro, também levou o Oscar. A Invenção de Hugo Cabret, de Martin Scorsese, que parecia ser a grande surpresa, também recebeu 5 prêmios, mas todos técnicos

  

Após uma abertura musical na qual o ator e comediante Billy Crystal citou todos os candidatos à categoria de melhor filme em letras engraçadinhas, os 2 primeiros envelopes da 84ª festa do Oscar foram abertos e deram as estatuetas de melhor fotografia e direção de arte para A Invenção de Hugo Cabret, para em seguida O Artista pegar o seu primeiro Oscar, o de Figurino. A Dama de Ferro levou o de melhor maquiagem. Nos 2 primeiros blocos da premiação a tônica foi a dinâmica da presença dos atores convidados, a abertura dos envelopes e os agradecimentos rápidos, dentro dos 45 segundos determinados

Confirmando o favoritismo, Asghar Farhadi levou para o Irã o primeiro Oscar com a sua obra-prima A Separação.  E Octavia Spencer abriu um emocionante agradecimento ao receber o Oscar de atriz coadjuvante por Histórias Cruzadas. Tina Fey e Bradley Cooper abriram o envelope com o Oscar de melhor montagem, que foi, para a surpresa de todos, para Millenium – os Homens que não Amavam as Mulheres.  E  depois de Hugo pegar mais 2 Oscar, o documentário Underfeated, sobre um time de baisebol que perde um campeonato, e a animação Rango, de Gore Verbinski, levaram as premiações em suas categorias. Igualmente favoritos, Jean Dujardin foi agraciado como o melhor ator por O Artista, e Christopher Plummer, 82, recebeu, por sua atuação em Toda Forma de Amor, o prêmio de melhor ator coadjuvante. Surpresa de verdade: Meryl Streeep repete o susto que demonstrou no Globo de Ouro ao ser chamada ao palco para receber o Oscar de melhor atriz por ter sido fidelíssima a Margaret Thatcher em A Dama de Ferro. E, conforme já era esperado, a canção de Os Muppets ficou com o Oscar da categoria, expressando mais uma perda do Brasil em suas disputas. Os Descendentes e Meia-Noite em Paris também confirmaram o favoritismo nas categorias de roteiro adaptado e roteiro original, respectivamente.

Confira todos os vencedores.

Melhor Filme
O ARTISTA (The Artist, França), de Michel Hazavinicius

Melhor Diretor
Michel Hazanavicius, O ARTISTA

Melhor Roteiro Original
Woody Allen, MEIA-NOITE EM PARIS

Melhor Roteiro Adaptado
Alexander Payne, Nat Faxon e Jim Rash, OS DESCENDENTES

Melhor Ator
Jean Dujardin, O ARTISTA

Melhor Atriz
Meryl Streep, A DAMA DE FERRO

Melhor Ator Coadjuvante
Christopher Plummer, TODA FORMA DE AMOR

Melhor Atriz Coadjuvante
Octavia Spencer, HISTÓRIAS CRUZADAS

Melhor Filme Estrangeiro
A SEPARAÇÃO (Irã), de Asghar Farhadi

Melhor Longa de Animação
RANGO, de Gore Verbinski

Melhor Fotografia
Robert Richardson, A INVENÇÃO DE HUGO CABRET

Melhor Montagem
Angus Wail e Kirk Baxter, MILLENIUM – OS HOMENS QUE NÃO AMAVAM AS MULHERES

Melhor Documentário
UNDERFEATED (EUA), de Daniel Lindsay e T. J. Martin

Melhor Trilha Sonora Original
Ludovic Bource, O ARTISTA

Melhor Canção Original
Man or Muppet e Bret McKenzie, OS MUPPETS

Melhor Direção de Arte
Dante Ferretti e Francisca Lo Schiabo, A INVENÇÃO DE HUGO CABRET

Melhor Figurino
Mark Bridges, O ARTISTA

Melhor Mixagem de Som
John Migdler e Tom Fleischman, A INVENÇÃO DE HUGO CABRET

Melhor Edição de Som
A INVENÇÃO DE HUGO CABRET

Melhor Efeitos Visuais
A INVENÇÃO DE HUGO CABRET

Melhor Maquiagem
Mark Coulier e J. Roy Holland, A DAMA DE FERRO

Documentário (curta-metragem)
SAVING FACE

Curta-metragem de animação
THE FANTASTIC FLYING BOOKS OF MR. MORRIS LESSMORE

Melhor Curta-metragem
THE SHORE

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OSCAR 2012 – A Academia precisa se livrar da sombra do Globo de Ouro

Publicado em 24/02/2012 - 21:04 por | 1 Comentário

Categorias: OSCAR 2012

Depois de uma semana sem sinal de internet no meio do mato de uma área rural de Cascavel, no qual posso trabalhar no ócio e ao som dos pássaros, o assunto premente chama-se Oscar 2012, cuja entrega ocorre neste domingo, 26, no Centro Hollywood e Highland, em Los Angeles. Na matéria que fiz para o Caderno 3 do Diário do Nordeste publicar neste sábado, coloquei que o Globo de Ouro estava além de ser uma simples “prévia do Oscar”, como costumam expressá-lo. Na verdade, significa uma incômoda preocupação para a Academia. O que se entende de “prévia do Oscar”, é que os filmes indicados pela Associação de Imprensa Estrangeira em Hollywood sejam, também, aqueles destinados a figurar na seleção da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood. O problema é o fato do Oscar se tornar um referendo à premiação do Globo de Ouro, ou seja, entregar a sua estatueta aos mesmos filmes premiados pela Associação da Imprensa Estrangeira em Hollywood


Talvez eu esteja fazendo uma colocação que ainda não se configure como real. Mas, aposto na minha percepção. Basta conferir as premiações do Globo de Ouro e do Oscar. Percebo essa questão como uma tendência em crescimento de alguns anos para cá. Para a minha alegria, nesta sexta recebo a newsletter do The Wrap, jornal estadunidense, e uma análise de Steve Pond, o seu articulista de cinema, segue a minha percepção: “O Oscar tem uma desesperada necessidade de surpresas”. Nesse artigo, Pond coloca que O Artista, seu diretor e ator, Michel Hazavenicius e Jean Dujardin, além de Viola Davis, Christopher Plummer e Octavia Spencer “tem todas as razões para preparar os discursos de premiação” (45 segundos para cada um, segundo a regra da Academia). Note que foram os premiados com o Globo de Ouro (e de quebra, pelos respectivos sindicatos, cujos membros são os mesmos que votam no Oscar).

“Mas tenho notado um desejo – na verdade, um desespero – por parte de um número de membros da Academia para que estejam de acordo com esse plano. Eles querem, por exemplo, Meryl Streep perturbando Viola Davis, Gary Oldman conquistando um milagre sobre Dujardin e George Clooney. E até mesmo Max von Sydow lutando pelo ouro de Christopher Plummer”, assina o analista.

Concordo que terá de haver algum choque na premiação do dia 26. “E de onde ele virá?”, pergunta Pond. O articulista reconhece ser muito difícil os listados acima não lerem os seus discursos. Mas… alternativas existem para a Academia.

Para a categoria de melhor filme, ele escreve que “nenhum outro filme se estabeleceu como alternativa a O Artista”. Mas, Clooney é uma alternativa para a categoria de melhor ator.

Melhor filme estrangeiro

Pond lamenta ausência de A Pele que Habito, de Pedro Almodóvar, e não vê favoritismo de A Separação, de Asghar Farhadi, também indicado ao Oscar de roteiro. Ele lembra que “essa é uma das poucas categorias nas quais os membros da Academia são obrigados a assistir aos 5 finalistas”. Por isso, analisa, “é impossível prever um vencedor”, lembrando que, há 2 anos atrás, o francês O Profeta tinha um favoritismo semelhante ao filme iraniano e o Oscar foi para o argentino O Segredo dos Seus Olhos.

Encerrando, Pond sinaliza que O Artista ficará com 6 Oscar (concorre em 10 indicações), A Invenção de Hugo Cabret irá para casa com 4 (concorre em 11 categorias), Histórias Cruzadas com 2 dois 4 prêmios de interpretação e que Os Descendentes terá de se contentar com a estatueta de roteiro. Será?

Minhas alternativas para a premiação do Oscar:

Melhor filme – A Invenção de Hugo Cabret
Melhor Diretor – Michel Hazanavicius
Roteiro original – Meia Noite em Paris
Roteiro adaptado – Os Descendentes
Atriz – Viola Davis
Ator – George Clooney

Ou o Oscar repetirá a premiação do Globo de Ouro?

 

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As estreias da sexta

Publicado em 24/02/2012 - 16:43 por | Comentar

Categorias: ESTRÉIAS

Nessa sexta-feira, 24, são poucas as novidades que chegam ao circuito nacional. Ao todo, apenas três filmes entram em cartaz no país e desses somente dois serão exibidos nos cinemas fortalezenses: o terror A Mulher de Preto, com o ex-Harry Potter Daniel Radcliffe, e o drama Tão Forte e Tão Perto, que como todo cinéfilo deve saber, está na disputa pelo Oscar

Chegando com três semanas de atraso em relação à estreia americana, o terror A Mulher de Preto é o principal destaque entre os (poucos) lançamentos dessa sexta no Brasil. Primeiro trabalho de Daniel Radcliffe após o fim da série Harry Potter, o filme está tendo um bom desempenho lá fora e deve repetir esse feito por aqui, já que milhares de brasileiros estão curiosos para conferir Radcliffe em um papel mais sério e bem diferente do bruxo adorado por muitos. Vamos ver se essa curiosidade irá gerar dinheiro suficiente para colocar a produção nas primeiras posições do ranking dos mais rentáveis do fim de semana…

Assista ao trailer de A Mulher de Preto:

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Baseado no livro homônimo de Susan Hill, o longa conta a história de Arthur Kipps, um advogado que é enviado à um vilarejo da Inglaterra para cuidar dos papéis de um cliente recém-falecido. Ele fica hospedado em uma casa cheia de segredos trágicos e acaba descobrindo que o vilarejo onde está é assombrado pelo fantasma de uma mulher magoada em busca vingança.

Ficha técnica:

A Mulher de Preto (The Woman in Black, Reino Unido, 2012), de James Watkins, com Daniel Radcliffe, Ciarán Hinds e Janet McTeer. Paris Filmes. 95 minutos. 14 anos.

O segundo estreante é o drama Tão Forte e Tão Perto, que adapta para as telonas o livro Extremamente Alto e Incrivelmente Perto, de Jonathan Safran Foer, e chega aos cinemas tendo como o principal atrativo o fato de ser um dos nove indicados na categoria Melhor Filme do Oscar 2012. Dirigido pelo inglês Stephen Daldry (Billy Elliot), o filme tem sua trama centrada em Oskar Schell, um excepcional garoto de onze anos que embarca em uma incrível jornada por Nova York após encontrar uma chave que pertencia a seu pai, que morreu nos atentados de 11 de setembro.

Confira o trailer de Tão Forte e Tão Perto:

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A dúvida agora é se a produção conseguirá empolgar o público brasileiro, algo que outros indicados ao Oscar, como O Artista (The Artist) e Histórias Cruzadas (The Help), não conseguiram muito.

Ficha técnica:

Tão Forte e Tão Perto (Extremely Loud and Incredibly Close, EUA, 2011), de Stephen Daldry, com Thomas Horn, Tom Hanks, Sandra Bullock, Jeffrey Wright, Max von Sydow, Viola Davis e John Goodman. Warner. 129 minutos. 10 anos.

A terceira novidade da semana trata-se do drama Albert Nobbs, que está sendo lançado em um circuito restrito que infelizmente não engloba Fortaleza. Mas em compensação teremos nessa sexta uma pré-estreia de Drive, um excelente filme no qual Ryan Gosling (Tudo Pelo Poder) interpreta um dublê de Hollywood que nas horas vagas trabalha como motorista para criminosos. Apaixonado pela sua vizinha, ele resolve ajudar o marido dela em um “serviço” na intenção de protegê-la, mas as coisas acabam fugindo do controle e ele passa a ter a cabeça a prêmio.

Veja o trailer de Drive:

Imagem de Amostra do You Tube

Como mencionei anteriormente, o filme é excelente e sem dúvida merece ser visto, seja na pré-estreia de sexta ou quando chegar oficialmente nos cinemas, no dia 2 de março.

Ficha técnica:

Drive (EUA, 2011), de Nicolas Wind Refn, com Ryan Gosling, Carey Mulligan, Oscar Isaac, Ron Perlman, Christina Hendricks e Kaden Leos. Imagem. 100 minutos. 16 anos. Estreia: 2 de março.

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BAFTA 2012 – O ARTISTA domina a premiação

Publicado em 13/02/2012 - 10:32 por | Comentar

Categorias: BAFTA AWARDS

O Oscar do cinema do Reino Unido, o BAFTA-2012 da Academia Britânica de Cinema e Televisão, entregou, na noite deste domingo, 12, as suas 12 estatuetas aos melhores filmes produzidos em 2011. Rango, do estadunidense Gore Verbinski, melhor animação; Meryl Streep, melhor atriz, O Espião que Sabia Demais, de Tomas Alfredson, melhor filme britânico, e a grande surpresa, A Pele que Habito, eleito o Melhor Filme Estrangeiro. Mas quem fez a festa foi ele, O Artista

Ator Juan Dujardin, produtor Thomas Langman, e Michel Hazanavicius, O ARTISTA no Bafta 2012 Foto Ian West/Pres A.Images

Das 12 categorias, O Artista ganhou em 7. Como a produção francesa era a grande favorita, nada a estranhar. Mas, como geralmente ocorre nessas premiações, há uma grande surepresa. E ela veio a galope na categoria de Melhor Filme Estrangeiro, quando o favorito, o iraniano A Separação, de Asghar Farhadi, viu o Bafta ser entregue a A Pele que Habito, de Pedro Almodóvar. Uma premiação surpreendente e corajosa. Igualmente, houve perdedores: A Invenção de Hugo Cabret, de Martin Scorsese, que concorria em 11 categorias, ficou com duas. Senna, o documentário de Asif Kapadia foi eleito o melhor documentário e, aos 82 anos, Christopher Plummer recebeu a estatueta de melhor ator coadjuvante por Toda Forma de Amor.

Confira os vencedores.

Os diretores: Paddy Considine, de TURANNOSAURO, e Asif Kapadia, de SENNA Foto Dave Hogen/Getty Images

Melhor Filme
O ARTISTA (The Artist, França), de Michel Hazavenicius
 
Melhor Filme Britânico
O ESPIÃO QUE SABIA DEMAIS (Tinker Tailor Soldier Spy), de Tomas Alfredson

Melhor Diretor
Michel Hazanavicius, O ARTISTA

Melhor Estreia de Argumentista/Realizador ou Produtor Britânico
TIRANOSSAURO (Tyrannosaur), de Paddy Considine

 
Melhor Filme Estrangeiro
A PELE QUE HABITO (The Skin I Live In, Espanha), de Pedro Almodóvar
 
Melhor Documentário
SENNA (Senna, Inglaterra), de Asif Kapadia 
 
Melhor Filme de Animação
RANGO (Rango, EUA), de Gore Verbinski
 
Melhor Argumento Original
Michel Hazavenicius, O ARTISTA
 
Melhor Argumento Adaptado
Tomas Alfredson, O ESPIÃO QUE SABIA DEMAIS, do romance de John Lé Carré
 
Melhor Ator
Jean Dujardin, O ARTISTA

Atrizes com o Bafta: Meryl Streep e Octavia Spencer Fotos: Ian West/Press Association Images e Reuters

Melhor Atriz
Meryl Streep por A DAMA DE FERRO (The Iron Lady)

Melhor Ator Secundário
Christopher Plummer, TODA FORMA DE AMOR (Begginers)

Melhor Atriz Coadjuvante
Octavia Spencer, HISTÓRIAS CRUZADAS

Atores premiados: John Hurt e Christopher Plummer Foto: Dave M. Benett/Getty Images

Melhor Contribuição para o Cinema Britânico
John Hurt

Melhor Trilha Sonora
Ludovic Bource, O ARTISTA
 
Melhor Fotografia
Guillaume Schiffman, O ARTISTA

Melhor Edição
Chris King e Gregers Sall, SENNA
 
Design de Produção
Dante Ferretti, A INVENÇÃO DE HUGO CABRET
 
Guarda-roupa
O ARTISTA
 
Cabelo e Maquilhagem
A DAMA DE FERRO
 
Som
A INVENÇÃO DE HUGO CABRET
 
Efeitos Visuais
HARRY POTTER E AS RELÍQUIAS DA MORTE – PARTE 2
 
Curta-metragem de Animação
A MORNING STROLL
 
Curta-Metragem
PITCH BLACK HEIST

Veja o belíssimo trailer de Toda Forma de Amor.

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SCREEN ACTORS GUILD AWARDS – HISTÓRIAS CRUZADAS desbanca O ARTISTA

Publicado em 01/02/2012 - 7:03 por | Comentar

Domingo, 29, foi a vez do Screen Actors Guild anunciar os vencedores de suas categorias. O grande vencedor  foi o longa do diretor Tate Taylor, Histórias Cruzadas, levando 60% dos premios da área do cinema. Com 3 estatuetas, incluindo a principal, o filme se consagrou, surpreendendo àqueles que imaginavam que O Artista, de Michel Hazanavicius fosse levá-las. Na área da televisão também teve surpresas, e o conservadorismo do sindicato predominou, premiando novamente a série de comédia Modern Family e o drama Boardwalk Empire – Império do Contrabando, deixando para trás o favorito Game of Thrones

Viola and Octavia

A noite do último dia 29 foi de vitórias para o drama Histórias Cruzadas (The Help, EUA, 2011), de Tate Taylor, pois  conseguiu derrubar todos os favoritos à premiação do Sindicato dos Atores, levando todas as 3 nomeações. Um grande passo para o filme, que agora ganha consistência e confiança na corrida pelo Oscar, para o qual está com 4 nomeações da academia. Viola Davis e Octavia Spencer levaram por Melhor Atriz e Melhor Coadjuvante, respectivamente. Elas venceram no lugar de Meryl Streep, que era a esperada para levar o prêmio de Melhor Atriz, e de Bérénice Bejo, que concorria como coadjuvante por O Artista, que ficou com o prêmio de melhor ator para Juan Dujardin. Christopher Plummer foi o ganhador da estatueta de melhor astor cpadjuvante pelo ainda inédito Toda Forma de Amor (Beginners), de Mike Mill.

Confira o treiler do grande premiado: Histórias Cruzadas, em cartaz na cidade.

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Confira, abaixo, a lista completa dos concorrentes, para a sua orientação, e os vencedores, marcados em negrito.

MELHOR ELENCO

Histórias Cruzadas (The Help, EUA, 2011)
Missão Madrinha de Casamento (Bridesmaids, EUA, 2011)
The Artist (The Artist, França/Bélgica, 2011)
Os Descendentes (The Descendants, EUA, 2011)
Meia-noite em Paris (Midnight in Paris, Espanha/EUA, 2011)

MELHOR ATOR

Jean Dujardin, por O Artista (The Artist, França/Bélgica, 2011)
George Clooney, por Os Descendentes (The Descendants, EUA, 2011)
Demian Bichir, por A Better Life (EUA, 2011)
Leonardo DiCaprio, por J. Edgar (EUA, 2011)
Brad Pitt, por O Homem que Mudou o Jogo (Moneyball, EUA, 2011)

MELHOR ATRIZ

Viola Davis, por Histórias Cruzadas (The Help, EUA, 2011)
Michelle Williams, por Sete Dias Com Marilyn (My Week With Marilyn, EUA, 2012)
Glenn Close, por Albert Nobbs (EUA, 2012)
Meryl Streep, por A Dama de Ferro (The Iron Lady, EUA, 2012)
Tilda Swinton, por Precisamos falar sobre o Kevin (We Need to Talk About Kevin)

MELHOR ATOR COADJUVANTE

Christopher Plummer, por Toda Forma de Amor (Beginners, EUA, 2011)
Nick Nolte, por Guerreiro (Warrior, EUA, 2011)
Kenneth Branagh, por Sete Dias Com Marilyn (My Week With Marilyn, EUA, 2012)
Armie Hammer, por J. Edgar (EUA, 2011)
Jonah Hill, por O Homem que Mudou o Jogo (Moneyball, EUA, 2011)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Octavia Spencer, por Histórias Cruzadas (The Help, EUA, 2011)
Berenice Bejo, por O Artista (The Artist, França/Bélgica, 2011)
Jessica Chastain, por Histórias Cruzadas (The Help, EUA, 2011)
Melissa McCarthy, por Missão Madrinha de Casamento (Bridesmaids, EUA, 2011)
Janet McTeer, por Albert Nobbs (EUA, 2012)

 

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HISTÓRIAS CRUZADAS – segregação e escravidão em história emocionante

Publicado em 28/01/2012 - 8:08 por | Comentar

Categorias: CRÍTICAS

Melhor estréia da semana, Histórias Cruzadas promove um retorno aos EUA da década de 60 para relatar as histórias das empregadas negras que dedicaram suas vidas a educar as crianças brancas. Para se entender bem a exposição racial que a escritora Kathryn Stockett faz em seu romance The Help e que o diretor Tate Taylor mantém em seu segundo longa, urge recordar o passado de segregação racial nos EUA, pois Histórias Cruzadas reflete, com vigor, essa história de horror que mancha, como uma nódoa, a grande nação do norte da América e está longa de ser extirpado de suas entranhas

Mississipi e Alabama fixam-se na história dos EUA como os estados mais segregacionistas do sul do país e evocam para si a criação da maior das guerras civis do século XIX, a Guerra da Secessão. Esse conflito durou de 1861 a 1865, tirou a vida de 970 mil pessoas – cerca de 3% da população do país à época –, levou ao primeiro assassinato de um presidente – Abraham Lincoln (1809-65) e tem a sua origem no racismo. Essa guerra, gerada entre os estados do sul aristocrata e latifundiário que necessitava da escravidão para se manter economicamente e os do Norte industrializado foi o primeiro passo para a libertação dos negros no País. Na continuidade do processo histórico, Alabama e Mississipi se constituíram nos estados mais racistas da nação com as suas histórias de opressão, assassinatos e impunidade.

O enredo de Histórias Cruzadas se desenvolve quase 10 anos depois do episódio da costureira Rose Parks (1913-2005), ocorrido em 1º de dezembro de 1955, quando ela se recusou a deixar o assento reservado aos brancos no ônibus que os separava. Iniciava-se, ali, o movimento pelos Direitos Civis no país, o qual se estenderia até 1965 quando o Congresso aprovou a Lei de Direito ao Voto, e que deu passagem aos negros para a política; sem esquecer, evidentemente, de outro episódio memorável, o de James Meredith, o primeiro negro a ingressar numa Universidade, no caso a do Mississipi. Os movimentos Black Power, Panteras Negras e a Ku-Klux-Klan nasceram em seguida.

A escritora estreante Kathryn Stockell, nascida naquele estado e formada na Universidade do Alabama, escreveu Histórias Cruzadas como homenagem à empregada negra Demetrie – a qual, durante a sua infância de ausência dos pais, a criou e educou –, como uma forma de encontrar respostas às suas perguntas que sua mente fazia sobre o paradeiro dela. Ela ouviu relatos de várias mulheres negras que tinham se dedicado a trabalhar nas fazendas dos brancos e uma delas chegou processá-la, segundo ela, por ter relatado a sua história sem sua autorização, mas perdeu a causa nos tribunais.

Stockett começou a escrever The Help, sua obra de estréia, logo após os atentados de 2001, levou cinco anos para concluí-lo e, em seguida, recebeu 60 recusas de agentes literários. Editado em 2009, o romance ficou no Ranking do The New York Times por 120 semanas, no do Publishers Weekly (para  conhecê-lo, acesse > http://www.publishersweekly.com/pw/home/index.html) por 80, foi eleito um dos melhores livros do ano pela então apresentadora de TV Oprah Winfrey e se tornou o favorito dos atores, diretores e roteiristas de Hollywood nos dois anos seguintes. Até agora, vendeu mais de cinco milhões de exemplares. Está sendo lançado no aqui pela Bertrand Brasil (451 páginas, R$ 39,90), com o título de A Resposta.

Para saber mais sobre a escritora, acesse o site de katryn stockett http://www.kathrynstockett.com/

A escritora entregou a adaptação do romance a Tate Taylor, seu amigo de infância e adolescência, o qual conheceu nos anos 70. Essa proximidade facilitou a que o diretor pudesse fazer as mudanças estruturais no enredo, já que o romance tem, segundo os que o leram, uma história complexa com dezenas de personagens e prima pela exposição dos contrastes entre as mulheres negras e brancas. Há, aí, uma particularidade: a criação das filhas das patroas e o empenho dessas mulheres de cor em estabelecer em cada uma a afirmação e a auto-estima frente ao desleixo e ausência de amor entre mães e filhas.

Ambientado em 1962, Histórias Cruzadas se desenvolve em um ambiente particularmente racista do Mississipi enquanto pelo país se alastrava o Movimento Pelos Direitos Civis com a sua pregação de igualdade perante a lei – daí a necessária situalização histórica a qual nos referimos. O filme trata de dois temas distintos: a confiança, desenvolvido na relação da jovem pretendente a escritora, e a coragem, estabelecida na decisão das senhoras de cor em revelarem as suas vidas atreladas ao fechado mundo da sociedade branca. O outro tema libertário do enredo é a literatura como reduto do processo e registro da história.

Histórias Cruzadas reúne esses temas e os coloca no ambiente das relações humanas, estabelecendo a diversidade como destino de nossa capacidade de amar e odiar os semelhantes. Tate cria vários momentos em que prevalece a emoção e em outras provoca a reflexão – como aquele em Aibileen (Viola Davis) diz educar as crianças em suas fases mais dependentes para depois se transformarem em “tiranos brancos”.

Eugenia Skeeter Phelan (Emma Stone), Aibileen e Minny (Octavia Spencer), expressadas por Tate como são personagens históricas, as promotoras das mudanças que geram a evolução para uma sociedade mais justa e efetivamente humana. Daí que este filme é para assim ser visto, como um momento do processo da história em evolução, com todas as matizes humanas que marcam o embate entre o velho e o novo.

Observem, por exemplo, Stuart Whitworth (Chris Lowell), o qual é empurrado para a vida de Eugenia pela mãe a as amigas, as quais querem vê-la casada – o que representa o “status quo” da condição feminina. Ele representa essa geração de homens que se perdeu no tempo e ainda, até hoje, não atinou que a mulher está há pelo menos duas gerações à sua frente.  

Exame histórico da escravidão e do racismo, Histórias Cruzadas é um desses filmes que necessitam ser descobertos. Promove uma reflexão em nossa condição humana e fundamenta a mulher como instrumento propulsor do processo de mudança do mundo. Não apenas um grande, mas um belíssimo filme.

Mais informações

Histórias Cruzadas (The Help, EUA, 2011), de Tate Taylor. Com Emma Stone, Viola Davis, Octavia Spencer e Jessica Chastain. 146 minutos. 12 anos.

Confira o trailer A de Histórias Cruzadas.

Imagem de Amostra do You Tube

 

 

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HISTÓRIAS CRUZADAS – barato e ainda em cartaz

Publicado em 28/01/2012 - 8:08 por | Comentar

Categorias: CRÍTICAS DE FILMES

Recusado por dezenas de estúdios, Histórias Cruzadas foi produzido graças a interferência de Chris Columbus (da série Esqueceram de Mim) que levou o roteiro para a Steven Spielberg e este o levou a cabo com US$25,5 milhões da Dreamwroks, do qual é o seu principal executivo

Tendo estreado em 14 de agosto no mercado americano (EUA e Canadá), Histórias Cruzadas ainda está em cartaz, apesar de já estar disponível em DVD e BluRay. De lá para cá, já arrecadou US$ 169,603 milhões. Muito bem recebido pela crítica, a Dreamworks resolveu colocá-lo no mercado internacional somente a partir deste mês de janeiro no Brasil e em fevereiro nos demais países da Europa, a fim de se aproveitar das indicações que receberia do Oscar – o que realmente aconteceu, estando concorrendo a 4 estatuetas. No mercado internacional já arrecadou US$ 35,7 milhões.

 

 

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