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DE PARTIDA – o fantástico Ray Harryhausen

Publicado em 07/05/2013 - 15:36 por | Comentar

O produtor, diretor e revolucionário criador de efeitos visuais fantásticos está de partida. Ray Harryhausen assinou filmes de sucesso como Fúria de Titãs (1981) e Jasão e o Velo de Ouro (1977). Um artista fantástico

Ray Harryhausen nas gravações de FÚRIA DE TITÃS (1981)

Ray Harryhausen nas gravações de FÚRIA DE TITÃS (1981)

O revolucionário animador de stop-motion Ray Harryhausen faleceu nesta terça, 7,  aos 92 anos. O cineasta é um dos mais influentes dos últimos 40 anos e ficou famoso por criar personagens e dar vida a personagens em filmes de fantasia e ficção científica. Seus mais memoráveis trabalhos são os efeitos do primeiro Fúria de Titãs (1981) e a cena da luta com os esqueletos em Jasão e o Velo de Ouro (1963).

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RANKING INTERNACIONAL – o arraso de OBLIVION

Publicado em 14/04/2013 - 15:11 por | Comentar

Categorias: Geral

Eu adorei Oblivion. Uma ficção científica cerebral e inteligente, com irregularidade em alguns aspectos de roteiro e andamento narrativo, mas ainda assim, um belo filme que lembra O Planeta dos Macacos (1968), de Franklin J. Schaffner, O Exterminador do Futuro 2 (1991), de James Cameron, e Wall-E (2008), de Andrew Stantom, entre outros filmes marcantes do gênero. Fico sabendo agora, através do thewrap, que a ficção científica de Joseph Kosinski e Tom Cruise abriu bem nos mercados internacionais

Tom Cruise em OBLIVION (2013), de Joseph Kosinski

Tom Cruise em OBLIVION (2013), de Joseph Kosinski

Todd Cunningham, analista do site the wrap escreve: a universal, distribuidora internacional de Oblivion, estima que somente neste final de semana o filme estreei em primeiro lugar no Ranking do mercado externo com US$ 61 milhões – em 48 dos 52 países em que ingressou na última sexta, 12, incluindo o Brasil.

Inácio Alaiola vai postar o Ranking EUA e informar a performance desta ficção cientifica que me cativou por sua inteligência e, principalmente, por propor que o homem, no futuro, vai se utilizar do conhecimento angariado através dos tempos – no qual a história, a sociedade, a política e as filosofia integram a construção de sua humanidade –, e quem não lembrar disso – como os ditadores e ideologistas do passado -, vai ficar longe desse processo de entendimento do futuro da sociedade humana.

Para quem se decidir a assistir Oblivion após esse rápido comentário, vai daqui um lembrete: se fascine com a cena de um oásis de uma Terra devastada pelo loucura do poder: uma casinha e um lago, com discos de vinil e o som dos pássaros. Coisas simples para se apreciar na vida, mas que perdemos enquanto vivemos.

Oblivion é uma joia rara em se tratando de Hollywood. Por isso, estou elaborando uma análise do filme para o Caderno 3 do Diário do Nordeste, a qual será postada, também, aqui no Blog de Cinema.

Mas, por enquanto, apreciam a bela crítica do filme de autoria do Aílton Monteiro. É por ali.

 

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AGENDE-SE – as estreias desta sexta-feira

Publicado em 20/02/2013 - 18:53 por | Comentar

Categorias: ESTRÉIAS

Entrando no final de semana do Oscar, temos uma boa surpresa. Para quem, como eu, achava que o premiado Amor (Amour, 2012) não entraria em cartaz aqui tão cedo, eis que ele desponta nesta sexta, dia 22. O outro indicado à categoria principal do Oscar a estrear na cidade é o drama com toques de fantasia Indomável Sonhadora (Beasts of the Southern Wild, 2012). Correndo por fora, mas com a intenção de abocanhar uma parcela maior da bilheteria, está Duro de Matar – um Bom Dia para Morrer (A Good Day to Die Hard, 2013), quinto filme da franquia estrelada por Bruce Willis. Completam as estreias dois filmes que apostam na tecnologia 3D: a animação russa O Reino Gelado (Snezhnaya Koroleva, 2012) e a fantasia Cirque du Soleil – Outros Mundos (Cirque du Soleil – Worlds Away, 2012)

AMOR

Jean-Louis Trintgnant e Emmanuelle Riva em AMOR (2012), de Michael Haneke

Palma de Ouro no Festival de Cannes de 2012, Amor inicia mostrando um pouco da rotina de um casal de professores de piano, na casa dos 80 anos, que vive uma vida tranquila, até um problema de saúde da mulher abalar as estruturas. O casal é vivido por Jean-Louis Trintignant e Emmanuelle Riva, nomes importantes do cinema europeu. Há também a participação especial de Isabelle Huppert, no papel da filha do casal. Trata-se de um filme um pouco diferente do que se espera de histórias sobre idosos e doenças. É um filme de Michael Haneke, acima de tudo, um cineasta que já provocou e instigou muitos com seus filmes, vários deles carregados de violência perturbadora, e que aqui mostra sua visão do amor e da morte. Amor é triste e melancólico, mas à maneira do cineasta, outras duas vezes premiado em Cannes – com Caché (2005) e A Fita Branca (Das Weiße Band – Eine Deutsche Kindergeschichte, 2009). Filme para ver e refletir. Amor foi indicado aos Oscar de filme, direção, atriz (Emmanuelle Riva), roteiro original e filme estrangeiro.

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Globo de Ouro 2013

Publicado em 14/01/2013 - 8:26 por | Comentar

Categorias: GLOBO DE OURO

A premiação do Globo de Ouro é uma bela prévia do Oscar. Serve tanto para tirar um pouco do sabor do prêmio máximo do cinema americano quanto para preparar o espectador para ele. Com o tempo, acabou também influenciando o Oscar da Academia, que foi cada vez se despindo de apresentações especiais e focando mais na distribuição dos prêmios

Ben Affleck recebendo seu prêmio de melhor direção por ARGO

Uma das vantagens do Globo de Ouro é ver os atores e diretores do cinema e da televisão juntos e em clima descontraído, tomando suas bebidas em suas mesas. Fica um clima de festa VIP agradável. Pode ser divertido ficar imaginando qual a mesa mais interessante. É também um momento interessante para quem se liga em moda, ver os vestidos que as beldades usam. Isso faz parte do glamour da festa. Passa também a impressão de ser menos competitivo que o Oscar. Talvez por ter menos peso.

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NEW YORK FILM CRITICS CIRCLE – um análise dos vencedores

Publicado em 03/12/2012 - 21:26 por | Comentar

Categorias: PREMIAÇÕES DOS EUA

A premiação do New York Film Critics Circle, o Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York merece uma reflexão. Primeiro, porque coloca luzes sobre o thriller A Hora Mais Escura, que enfoca a caçada ao terrorista Osama Bin Laden pela forças secretas dos EUA, e sua realizadora, Kathryn Bigelow. Não custa lembrar que as duas principais premiações do cinema independente, o Gotham e o Spirit, desconheceram o filme da ex-senhora James Cameron

A caçada a Osama Bin Laden em A HORA MAIS ESCURA (2012), de Kathryn Bigelow

Há 3 anos, quando todas as evidências caminhavam para a premiação de Avatar, de James Cameron, na Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, o NYFCC premiou Guerra ao Terror (The Hurt Locker, 2008) como o melhor filme e elegeu Kathryn Bigelow como o melhor diretor. Avatar ganhou o Globo de Ouro, mas Guerra ao Terror pegou as estatuetas do Oscar, que por sua vez, detesta ficção científica. Na última edição do NYFCC, no ano passado, O Artista, de Michael Hazanavicius, saiu premiado e a França levou o Oscar de melhor filme e diretor – afora outros.

Para quem não sabe, o NYFCC é chamado por lá de o precursor do Oscar. A associação, criada em 1935 por um grupo de críticos com atuação exclusivamente na imprensa novaiorquina, ganhou relevância e credibilidade através dos tempos. A reunião da noite de hoje em Nova York, os críticos levaram 5 horas discutindo o valor das obras pré selecionadas. Deu A Hora Mais Escura (Zero Dark Thirty), que a partir de agora se coloca com a número na corrida ao Globo de Ouro e, principalmente, ao Oscar.

Há aspectos interessantes a ressaltar. Há dois dias, Gotham e Spirit, as principais entidades do cinema independente, desconheceram o filme de Bigelow. O Gotham preferiu Moonrise Kingdom, de Wes Anderson, melhor filme, e Indomável Sonhadora (Beasts of Southern Wild), de Benh Zeitlin, melhor diretor; enquanto o Spirit indicou, além deles, a comédia Bernie, de Paul Thomas Anderson, o drama Keep the Lights On, de Ira Sachs, e o drama romântico O Lado Bom da Vida (Silver Linings Playbook), de David O. Russell.

Kathryn Bigelow, a diretora de GUERRA AO TERROR volta à baila e se posta a frente dos concorrentes com A HORA MAIS ESCURA Foto: Jason LaViris/Getty Images

Mais dois detalhes no assunto: apesar de distribuído pela Columbia Pictures, A Hora Mais Escura é uma legítima produção independente, já que foi produzida pelo pequeno estúdio, a Annapurna Pictures, a qual investiu US$ 20 milhões. E anote aí: esse pequeno estúdio produziu o já exibido Os Infratores (Lawless), de John Hillcoat, O Homem da Máfia, de Andrew Dominik, em cartaz na cidade, e os inéditos O Mestre (The Master), de Paul Thomas Anderson, e Her (2013), de Spike Jonze, além do novo projeto de David O. Russel, e, para 2014, O Exterminador do Futuro 5.

A seleção do NYFCC só guarda surpresas, como o fato de Frankenwenie ser eleita a melhor animação. E, finalmente,  Matthew McConaughey não mais será chamado de canastrão: ele foi eleito o melhor ator coadjuvante por sua extraordinária atuação em Magic Mike.

Críticos não tiram coelhos de cartolas. Os bons críticos apontam as obras relevantes na atualidade e que no futuro estarão perenes ao passar das décadas. E os críticos novaiorquinos estão mantendo a regra. É aguardar as próximas premiações, as quais você pode acompanhar através do Calendário, no próximo post.

 

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007 – OPERAÇÃO SKYFALL continua quebrando recordes no Reino Unido

Publicado em 15/11/2012 - 18:59 por | Comentar

O novo 007, Skyfall, já deixou para trás Batman: o Cavaleiro das Trevas Ressurge e se tornou a maior bilheteria de 2012  do país. Agora, a dúvida é se ele conseguirá superar os alienígenas azuis de James Cameron e ocupar o posto de maior renda de todos os tempos por lá

Sem dúvida, os britânicos realmente adoraram 007 – Operação Skyfall. Prova disso é que, menos de um mês após a sua estreia nos cinemas, a produção já se tornou a segunda maior bilheteria da história do Reino Unido.

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FESTIVAL DE CINEMA DE TÓQUIO – os vencedores

Publicado em 30/10/2012 - 18:54 por | Comentar

 Revelador de filmes para o mundo, o importante Festival Internacional de Tóquio premia algumas das melhores produções da cinematografia internacional. Concluída na noite de ontem, domingo, 28, a 25ª edição do Tokyo Internacional Film Festival, recebeu do presidente do Júri, o veterano produtor estadunidense Roger Corman, 86, uma declaração humanista: “Todos os filmes foram excelentes. Cada um demonstra a glória e o poder do cinema para entreter, informar e ensinar-nos. Cada filme vindo de diferentes culturas e países e ao redor do mundo demonstrou um tema comum da humanidade. Apesar do país de origem, somos todos iguais e, espero, pessoas maravilhosas”. É para ficar de olho nos vencedores. Conheça-os

Roger Corman promove o encerramento do 25º Tokyo Internacional Film Festival

O Tokyo International Film Festival, considerado um dos mais importantes da cinematografia mundial, tem a característica de revelar produções que despertam o interesse das distribuidoras do ocidente. Não por menos, neste ano, o Festival recebeu 1.332 pedidos de escrições, um aumento de 36% em relação aos anos anteriores.

O OUTRO FILHO (202), de Lorraine Levy, melhor filme e melhor direção

O grande vencedor foi a produção francesa O Outro Filho (Le Fils de L’Autre), de Lorraine Levy, ganhadora do prêmio de melhor direção. O prêmio Especial do Júri foi para o sulcoreano Juvenille Offender, de Kang Yi-kwan.

Mas, anote uma informação extra-premiação: o grande filme do Festival, que deixou estupefatos o público e a crítica, foi o da noite de abertura: The Bottom Line, dirigido por Andrew Adamson e com produção de James Cameron, “um filme de parar o coração”, segundo crítico do The Hollywood Reporter. É sobre o grupo francês Circle du Soleil, que percorre o mundo com seus shows vivos de cores e idéias visualmente deslumbrantes saídos da imaginação e executados em forma de arte por artistas de diversos países. Curta uma das belas fotos do filme.

THE BOTTOM LINE (2012), de Andrew Adamson e produção de James Cameron

O Festival deu algumas pistas das cinematografias para as quais deveremos desviar o nosso olhar. Por exemplo, podemos conferir que o cinema da Coreia do Sul está em alta com a premiação de Juvenille Offender, de Kang Yi-kwan, que assim dá continuidade ao fato de, no mês passado, Pietá, de Kim Ki-duk ter conquistado o Leão de Ouro. Daí, é um sinal para ficarmos de olho no cinema daquele país asiático oriental, assim, também, como o cinema do país que liga a Europa à Ásia,  o da Turquia, também premiado no Festival com 2 filmes, Night of Silênce e Araf – Somewhere in Between. E, se os filmes não chegam aos cinemas brasileiros, os torrents estão por aí através dos sites de compartilhamento para ampliar a nossa cultura e conhecimento cinematográfico.

Mas, vamos aguardar que as distribuidoras brasileiras tragam alguns desses filmes. Senão, vem a lamentação, mas, agora, temos uma esperança na Internet.

JUVENILE OFFENDER (2012), do coreano Kang Yi-kwan

Conheça os vencedores

Tokyo Sakura Grand Prix
O OUTRO FILHO (Le Fils de láutre, France), de Lorraine Lévy.
Rapaz judeu prestes a entrar para o exército de Israel descobre que não é filho biológico de seus pais e que foi trocado ao nascer por uma criança de família palestina. Com a descoberta as duas famílias têm que reconsiderar suas identidades, valores e crenças.

Confira o trailer de O Outro Filho.

Melhor Diretor
Lorraine Levy, LE FILS DE L’AUTRE

Prêmio Especial do Júri
JUVENILE OFFENDER (Coréia do Sul), de Kang Yin-Kwan.
Ji-gu, Adolescente de 16 anos, cumpre liberdade condicional para cuidar do avô doente e estudar, mas mantém interesse apenas na namorada. Ao cometer um assalto em um bairro, perde a condicional. E é lá na prisão que começa a refletir sobre a vida a partir da notícia da morte do avô.

Conheça o trailer de Juvenile Offender.

Melhor Atriz
Neslihan Atagül, ARAF – SOMEWHERE IN BETWEEN (Turquia/Alemanha), de Yesim Ustaoglu.
Numa cidade abandonada pela ausência de emprego, uma jovem mulher que trabalha em um bar à beira da estrada leva vida angustiante com falta de perspectivas e sonha ser arrebatada dali por um homem que por ela se apaixone.

Conheça o trailer de Araf – Somewhere in Between.

Melhor Ator
Seo Young-ju, JUVENILE OFFENDER

Melhor Contribuição Artística
Pankaj Kumar (diretor de fotografia), SHIP OF THESEUS (Índia), de Anand Gadhi.
Drama que aborda a histórias de 3 pessoas frente à mudanças que as afetam ao passarem por transporte de órgãos – uma fotógrafa, um corretor e monge. Anand explora o conceito filosófico do paradoxo de Teseu. Descrito pelo filósofo grego Plutarco, o paradoxo questiona: se um objeto tem uma ou todas as suas peças substituídas, não permanence o mesmo?

Veja o trailer de Ship of Theseus.

Prêmio do Público
FLASHBACK MEMORIES 3D (Japão), de Tetsuya Matsue.
Documentário sobre a tentativa de recuperação da memória do jogador japonês Goma, através de uma técnica auditiva dos nativos aborígenes da Austrália (considerada com propriedades espirituais por seus estudiosos) e a introdução da tecnologia 3D no processo. Goma teve perdeu a memória em acidente de trânsito e tem dificuldades em manter as novas. A técnica tem influenciado a espiritualidade e a vontade de viver no atleta. “Incansavelmente inventivo”, destacou o The Hollywood Reporter.

Toyota Earth Grand Prix
HIMSELF HE COOKS (Bélgica), de Valerie Berteau e Philippe Witjes.
Documentário realizado no Templo Dourado, região de Amritsar (palco de um massacre em 1920 quando soldados britânicos mataram centenas de indianos), acompanhando o trabalho de centenas de voluntários que preparam, diariamente, 50 mil refeições gratuítas à população carente. O filme mistura a essência do trabalho e a atmosfera fascinante e espirtual do lugar.

Veja o trailer de Himself he Cooks.

Prêmio Especial do Júri
TRASHED (Reino Unido), de Candida Brady.
O ator Jeremy Irons é o narrador presencial deste documentário que expõe a extensão e os efeitos dos resíduos (hospitar, tóxico, etc), aqui, em escala global – o lixão no qual estão transformando o planeta. Uma reflexiva jornada investiga impulsionada pela trilha sonora de Vangelis.

Veja o trailer de Trashed.

Prêmio Ventos da Ásia/Oriente Médio
Melhor Filme
NIGHT OF SILENCE (Turquia), de Reis Celik.
Após a cerimônia de um casamento arranjado, uma noiva de 14 anos de idade, é levada para a quarto nupcial, onde sua irmã-de-lei dá a ela um resumo final sobre costumes nupciais da primeira noite.

Confira o trailer de Night of Silence.

Menção Honrosa
BWAKAW (Filipinas), de Han Rubles Lana.
Comédia dramática sobre um senhor de 70 anos que assume a sua condição de homossexual tardiamente e, solitário e adoentado, considera que é tarde demais para tudo – até que um cachorro vira-latas invade a sua vida e ele começa a descobrir a simplicidade que é a existência.

Conheça o trailer de Bwakaw.

http://www.youtube.com/watch?v=6ekTiaVlv-A

INI AVAN (Him, Here After, Sri Lanka), de Asoka Handagama.
A história de um ex-terrorista que volta ao lar para levar uma vida honesta, mas lá encontra uma cidade em mudanças provocadas pela corrupção.

FULL CIRCLE (China), de Zhang Yang.
O drama de um grupo de idosos em uma casa de repouso e que decide competir em um show de talentos de um programa de televisão.

Olhar Japonês
Melhor Filme
GFP BUNNY, de Yutaka Tcuchiya
Comédia produzida pelo próprio diretor com apenas US$ 50.200.

Conheça o trailer de Ini Avan.

http://www.youtube.com/watch?v=cviuUulfDss

 

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3º FESTCINE MACARACANAU – vai rolar cinema

Publicado em 29/10/2012 - 20:13 por | Comentar

Categorias: FESTIVAIS CEARENSES

Cine Holliúdy, de Halder Gomes, abre, a partir desta terça feira, 30, e até o domingo, 4 de novembro, a 3ª edição do FestCine Maracanau – Festival de Cinema Digital e Novas Mídias, que tem a missão de apresentar, o melhor produção local e nacional em apenas 6 dias. Com a programação aberta gratuitamente ao público, as exibições serão realizadas na Escola Estadual de Educação Profissional Maria Carmem Vieira Moreira, em Pajuçara, bairro de Maracanaú. E terá, ainda, homenagens, exibições em escolas públicas e palestras de profissionais do cinema estadunidense, tudo, obviamente, objetivando o incentivo à produção audiovisual em novas mídias digitais, que terá 4 trabalhos em competição

Edmilson Filho em CINE HOLLIÚDY (2012), de Halder Gomes

Foram recebidos, para inscrição, 587 filmes realizados ou finalizados no formato digital, o que os dirigentes do Festival enxergam como uma demonstração de consolidação do evento. Isso nem se discute. As obras selecionadas participarão das competições de longa e curta metragem e da Mostra Novas Mídias – câmeras fotográficas, webcam, celular, etc -, destinada às produções com até 5 minutos de duração.

Especiais e homenagens

O Cineasta Rosemberg Cariry, por sua fundamental e importantíssima contribuição no desenvolvimento da cultura e do cinema cearense e, quiçá, do País, receberá o Troféu Maracanau (terça, 31, 20h20). O realizador também está com um filme no Festival, o ótimo documentário Cego Aderaldo – o Cantador e o Mito. Outros homenageados com o troféu serão o Secretário de Cultura do governo do Estado, Francisco Pinheiro, e a professora Gláucia Mena Barreto, por seu trabalho dedicado à educação estudantil em Maracanaú.

Dois eventos especiais marcam a programação: sessão especial, nas manhãs e tarde, para as escolas públicas da cidade e de municípios vizinhos – uma média de mil alunos; e o Encontro de Titãs, palestra com Jordu Schell, responsável pela criação dos personagens de Avatar (2009), de James Cameron; e Glenn Vilppu, atuante há mais de 50 anos nos estúdios de cinema, que irão explicar todo o processo de desenvolvimento da produção – será no dia 1º, 5ª feira, às 19h, no auditório da biblioteca da UNIFOR, em Fortaleza.

A programação fílmica

Terça, 30
18h – Solenidade de abertura

19h – Mostra Competitiva de Curta Metragem
UM E OUTRO (Brasil-EUA, 2012, 14’), de Victor Rodrigues e Danielle Rotholi. Ficção.
O CONTADOR DE FILMES (PB, 2010, 15’), de Elianaldo Rodrigues.

19h30 – Mostra Competitiva de Longa Metragem
CINE HOLLIÚDY (CE, 2012, 91’), de Halder Gomes. Ficção.

Quarta, 31
19h - Mostra Competitiva de Curta Metragem
JUS (CE, 2012, 18’), de Marcelo Dídimo. Documentário.
SEU ARLINDO VAI Á LOUCURA (SP, 2012, 19’), de Raoni Reis Novo. Ficção.
ZULENO (PE, 2012, 17’), de Felipe Peres. Documentário.
A ARTE DE ANDAR PELAS RUAS DE BRASÍLIA (DF, 2011, 17), de Rafaela Camelo. Ficção

20h30 – Mostra Competitiva de Longa Metragem
CEGO ADERALDO – O CANTADOR E O MITO (CE, 2012, 78’), de Rosemberg Cariry. Documentário.

Quinta, 1º
19h – Mostra Competitiva de Curta Metragem
COURO TECIDO (CE, 2012, 19’), de Adriana Botelho. Documentário.
REALEJO (SP, 2011, 12’), de Marcus Vinícius. Animação.
FURICO & FIOFÓ (SP, 2011, 8’), de Fernando Miler. Animação.
RATÃO (DF, 2010, 20’), de Satiago Dellape. Ficção.

20h10 – Mostra Competitiva de Longa Metragem
RÂNIA (CE, 2011, 85’), de Roberta Marques. Ficção.

Sexta, 2
19h – Mostra Competitiva de Curta Metragem
ALDEIA (RJ, 2012, 20’), de Zeca Ferreira. Ficção.
LAURA (RJ, 2011, 20’), de Thiago Valente. Ficção.
O CÃO (RS, 2011, 9’), de Abel Roland e Emiliano Cunha. Ficção.

20h – Mostra Competitiva de Longa Metragem
O CARTEIRO (RS, 2011, 103’), de Reginaldo faria. Ficção.

Confira o trailer de O Carteiro.

Imagem de Amostra do You Tube

Sábado, 3
16h - Mostra Novas Mídias
MIOMA (RJ, 2010, 1’44), de Isaac Chueke.
TECNOLOGIA DE PONTA (RJ, 2010, 4’30), de Isaac Chueke.
PESQUE E PAGUE (RJ, 2011, 2’08), de Ricardo Rodrigues.
ANIMÁGICO! LE GRAND FINALE (SP, 2011, 1’24), de Paulo Henrique de Aragão.

16h15 – Mostra Rodolfo Teófilo
MEMÓRIAS VIVAS (CE, 2012, 20’), Direção Coletiva – Curso Educando o Olhar. Documentário.
SAUDADE (CE. 2012, 9’), Direção Coletiva – Curso Educando o Olhar. Animação.
UM DIA QUE CORRE (CE, 2012, 13’), de Arthur Leite. Ficção.
SOL E CORES DE JERI (CE, 2012, 9’), de Célia Gurgel. Documentário.

19h – Mostra Competitiva de Curta Metragem
O BRASIL DE PEDRO VAZ DE CAMINHA (RJ, 2011, 17’), de Bruno Laet. Documentário.
RAIZ FORTE (RJ, 2011, 15’), de Marcos Pasquim. Ficção.
COISADO (Brasil-EUA, 2011, 15’), de Gabby Egito. Ficção.

20h10 – Mostra Competitiva de Longa Metragem
NO FUNDO NEM TUDO É MEMÓRIA (SP, 2012, 75’), de Carlos Segundo. Documentário.

Conheça o trailer do documentpario, No Fundo nem tudo é Memória.

Imagem de Amostra do You Tube

Domingo, 4
19h – Premiação
Exibição Especial
O ÚLTIMO APITO – A HISTÓRIA DA ESTRADA DE FERRO NO CEARÁ (CE, 2011, 82’), de Aderbal Nogueira. Documentário.

Serviço

3º FestCine Maracanau – Festival de Cinema Digital e Novas Mídias. Produção Abraham Filmes e Estúdios Digitais, sob a direção geral de Afonso Celso.
De 30 de outubro a 4 de novembro.
Escola Estadual de Educação Profissional (EEEP) Maria Carmem Vieira Moreira
Rua Maria Ferreira, 150, Pajuçara.
Maracanaú – CE

Mais informações

www.festcinemaracanau.com.br
www.facebook.com/festcine.maracanau
@FestMaracanau

Para se entusiasmar a ver O Último Apito – a História da Estrada de Ferro no Ceará, o belo documentário de Aberbal Nogueira, veja um compacto.

Imagem de Amostra do You Tube

 

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LOOPER-ASSASSINOS DO FUTURO/Crítica – o amor e a esperança

Publicado em 08/10/2012 - 6:40 por | Comentar

Categorias: CRÍTICAS DE FILMES

 Apresentando uma história complexa envolvendo a viagem no tempo, Looper – Assassinos do Futuro, de Rian John é um dos mais brilhantes filmes de ficção científica desde Os 12 Macacos

Bruce Willis e Joseph Gordon-Levitt em LOOPER - ASSASSINOS DO FUTURO (2012), de Rian Johnson

Uma das temáticas mais fascinantes da ficção científica, a viagem no tempo, requer histórias inteligentes, roteiros consistentes e desfechos reflexivos. Quando H. G. Wells escreveu A Máquina do Tempo em 1895, obra literária pioneira no gênero, ficou estabelecido que o alvo seria o homem e a sua sociedade e seus aspectos sociais, políticos e históricos. Assim se solidificou através dos tempos. A ideia do socialista e pacifista Wells (1866-1946) foi acompanhada por outros autores notáveis como Phillip K. Dick, Poul Anderson, Richard Matherson, A. E. Van Vogt, Ray Bradbury, e, o maior de todos no gênero, Clifford D. Simak, até hoje inexplicavelmente ignorado por Hollywood.

Looper – Assassinos do Futuro é a mais inteligente ficção científica com a temática desde o surpreendente O Exterminador do Futuro (1884), de James Cameron, e do brilhante 12 Macacos (1996), de Terry Gillian. Na verdade, Looper flutua com entre esses dois filmes e as obras de Simak.

Rian Johnson, 39, realizador de A Ponta de um Crime (2008) e Vigaristas (2008), lançados em DVD no Brasil, e diretor das séries de TV Terrier (2010) e Breaking Bad (2010-12), há 10 anos rabiscou as primeiras ideias para um curta-metragem cuja história que se passava em dois tempos no futuro tendo como elementos básicos uma organização mafiosa, um jovem assassino em 2044 e o “ele mesmo” mais velho que é enviado para ele próprio  executá-lo. Confuso? Aparentemente sim. Mas só na aparência. Na companhia de seu parceiro Ram Bergman, Johnson desenvolveu uma história complexa, a qual requer a extrema atenção do espectador. Por isso, o enredo merece ser explicado.

Paul Dano e Joseph Gordon-Levitt ouvem as instruções do diretor Rian Johnson

O ambiente da história é o ano de 2044, quando a viagem no tempo ainda era impossibilidade. Mas, do futuro, uma máquina foi criada e uma organização mafiosa envia pessoas de lá para serem executadas no presente. Joe (Joseph Gordon-Levitt), é um looper, assassino contratado para executar esse serviço. Junto com a pessoa a ser executada, vem uma quantia em barras de ouro, a forma de pagamento.

Há dois detalhes interessantes no enredo. Os loopers, após um determinado tempo de trabalho, têm 30 anos de aposentadoria, após o qual a organização mafiosa os captura e os envia para o passado para execução sumária pelo seu próprio looper. Com isso, aquela pessoa não existe no futuro. O segundo detalhes, a rápida exposição social através das cenas em que Joe anda pelas e vê gente maltrapilha e pelo chão, as quais sugerem ser uma época de desempregados e mendigos resultantes de uma grave crise social em andamento.

O enredo reserva, ainda, outra situação intrigante: o chefe da organização criminosa do futuro não aparece durante todo o filme, sendo apenas sugerido através dos diálogos entre personagens. Era um garoto que, segundo consta, viu o assassinato da mãe e, solitário, foi adotado pela marginalidade e, uma vez adulto, tornou-se um poderoso e cruel chefão da referida organização mafiosa.

Em 2044, os problemas de Joe começam quando decide proteger um amigo looper que se recusou a matar o ele mesmo vindo futuro. E complica de vez quando ele também não executa o ele mesmo também oriundo de lá. Este ele mesmo é vivido por Bruce Willis. Levitt, para ficar parecido com Willis usou maquiagens e próteses no rosto e teve de aprender o andar, falar e a gesticular como Bruce Willis.

Joseph Gordon-Levitt submeteu-se a maquiagens e próteses para se parecer com Bruce Willis

O enredo se centra no antagonismo entre os Joe do presente e o do futuro. Willis está determinado a matar o chefe da organização mafiosa do futuro, o qual, em 2044, é uma criança. Ele já vem de lá com informações que o localizam. O Joe de Joseph Gordon-Levitt também de posse do endereço, segue para lá com a mesma missão. Ali tudo será definido.

Mas, é justamente a partir desse momento da história que entra em cena dois temas: o amor e a esperança. Não vamos estragar o filme revelando mais alguma particularidade do enredo. No entanto, há outras particularidades a serem ressaltadas em Looper.

Embora transgrida na questão da impossibilidade da viagem no tempo para o passado (a ciência abre possibilidades disso apenas no âmbito da velocidade do tempo para o futuro, o fluxo da temporalidade para a frente que transforma o futuro em presente e o passado como estacionário), o enredo concede uma visão, digamos dark, para a nossa sociedade no futuro.

Na premissa de Looper, o mundo será regido pelo desemprego e a violência como frutos das ações do presente. Não deixa de ser uma perspectiva verdadeira. Mas a pedra de toque do enredo está justamente nas condições em que insere o amor e a esperança como elementos de mudanças e propostas de um mundo melhor.

Emily Blunt e Joseph Gordon-Levitt

Outro tema a se destacar, o auto-sacrifício, rechaçado por quase todas as religiões. O suicídio, aqui motivado por uma circunstância maior, foi à saída encontrada por Johnson e Bergman para o enredo obter um desfecho impactante e reflexivo. E conseguiu: não se sai do cinema impune, pois o filme fica em nossas mentes exigindo reflexões.

Não menos do que brilhante, Looper – Assassinos do Futuro, com seu enredo intrigante e exigente de reflexões, pode ser catalogado como um dos melhores filmes em exibição neste ano. E quanto a Ryan Johnson, uma expectativa maior quanto aos seus próximos trabalhos.

Ficha técnica

LOOPER – ASSASSINOS DO FUTURO (Looper, EUA, 2012), de Rian Johnson, com Joseph Gordon-Levitt, Emily Blunt, Bruce Willis, Pierre Gagnon, Paul Dano e Jeff Daniels. Paris Filmes. 102 minutos. 16 anos.

Veja o segundo trailer de Looper.

Imagem de Amostra do You Tube

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Ranking Mundial – 1,5 bilhão para OS VINGADORES

Publicado em 02/09/2012 - 17:55 por | Comentar

Mais uma vitória para a Marvel Studios e o diretor Joss Whedon: neste domingo, graças ao mercado internacional, a aventura dos super-heróis alcança uma bilheteria de US$ 1,5 bilhão, assumindo a terceira posição no Ranking mundial de rendas

A informação está no Ranking das Maiores Bilheterias do Box Office Mojo e também no Hollywood Reporter. Neste, a análise acrescenta que o filme recebeu uma “recauchutagem” agressiva em termos de divulgação para o Dia do Trabalho, a ser comemorado amanhã nos EUA (primeira segunda feira de setembro), a ponto de fazer o filme ultrapassar a 1,369,6% em presença de público nas bilheterias deste final de semana e ocupar o 14º lugar no Ranking EUA dos filmes em cartaz. Em termos de números, Os Vingadores chegou a arrecadação de US$ 619,545 milhões no mercado interno e mais US$ 882,300 milhões no exterior (onde também continua em cartaz em vários países). Total: US$ 1.501,845 milhões.

Avatar continua líder

Depois de 12 anos, Titanic (1997), de James Cameron, perdeu a liderança no Ranking Mundial de Bilheteria. O novo líder é outro filme assinado por James Cameron, Avatar, com US$ 2.782,3 bilhões. Titanic tem US$ 2.185,4 bilhões – incluindo o seu recente relançamento.

Confira os 30 filmes de maior arrecadação conforme o Ranking de Bilheteria Mundial do Box Office Mojo.

 

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