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100 da Paramount – da 2º Guerra aos VINGADORES

Publicado em 15/07/2012 - 20:21 por | Comentar

Na história da Paramount, foi na época da 2ª Guerra Mundial, a década de 1940, que o estúdio viveu a sua “época de ouro” - o seu faturamento foi fabuloso: US$ 40 milhões. Uma estatuetazinha chamada Oscar ampliou a galeria de prêmios do estúdio. E isso aconteceu porque a empresa se reorganizou com o nome de Paramount Pictures Inc., passando a tarzer para o seus “sets” astros do primeiro escalão de Hollywood, como Gary Cooper, Burt Lancaster e Kirk Douglas

O padre Bing Crosby em O BOM PASTOR e o alcoolatra Ray Milland em FARRAPO HUMANO: obras de arte

É nessa época que surgem os clássicos, como O Bom Pastor (Going my Way, 1944), de Leo McCarey (1896-1969), com Bing Crosby (1903-67), ganhador de 7 Oscar, incluindo os de melhor filme, diretor, ator e roteiro; e Farrapo Humano (The Lost Weekend, 1945), de Billy Wilder (1906-2002), com Ray Milland (1905-1986) e Jane Wyman (1917-2007), um poderoso drama sobre o alcoolismo. Recebeu 4 Oscar, de melhor, diretor, ator e roteiro original, além do prêmio de melhor ator para Milland e o Grande Prêmio do Júri para Wyder no Festival de Cannes daquele ano.

Na chegada da década de 1950, o surgimento da televisão e a decisão da justiça em retirar dos estúdios a posse dos circuitos de cinema, um duro golpe para Hollywood, faz a Paramount produzir poucos filmes marcantes, entre eles, A Guerra dos Mundos (War of the Worlds, 1953), de Byron Haskim, com Gene Barry (1919-2009) e Ann Robinson, 77, a mais brilhante das adaptações do romance de H. G. Wells. A prórpia Paramount faria uma refilmagem, sem brilho, décadas depois.

; a comédia romântica Sabrina (1954), de Billy Wilder, com  Humphrey Bogart (1899-1957) e Audrey Hepburn (1929-93), um dos mais belos filmes do gênero produzidos até hoje; e alguns clássicos de Alfred Hitchcock (1899-1980), como Janela Indiscreta (Rear Window, 1954), com James Stewart (1908-97) e Grace Kelly (1929-82); Ladrão de Casaca (To catch a thief, 55), com Gary Grant e Grace novamente; O Terceiro Tiro (The trouble with Harry, 55), com John Forsyth (1918-2010) e Shirley MacLaine , 79; e O Homem que Sabia Demais (The man Who knew to much, 56), com James Stewart e Doris Day, 89. Em 1957 sai um faroeste vigoroso, Sem Lei e sem Alma (Gunfight at OK Curral), de John Sturges (1910-92), com Lancaster e Kirk Douglas num duelo empolgante, reconstituindo o episódio real, o duelo entre Wyatt Earp Doc Hollidai e os irmãos Clanton.

 

Na década seguinte, o estúdio decai na qualidade dos filmes ao ser adquirida pela empresa petrolífera Gulf + Western, mas mesmo assim produz algumas obras notáveis como o romance Bonequinha de Luxo (Breakfest at Tiffany’s, 61), de Blake Edwards (1922-2010), com Audrey Hepburn e George Peppard (1928-94); o faroeste Eldorado (67), de Howard Hawks (1896-1977), com John Wayne (1907-79), Robert Mitchum (1917-97) e James Caan, 71; o terror, O Bebê de Rosemary (Rosemary’s Baby, 68), de Roman Polanski, com Mia Farrow e John Cassavetes, além de Romeu & Julieta (68), de Franco Zeffirelli, com os jovens e estreantes adolescentes Olivia Hussey e Leonard Whitting.

A BONEQUINHA DE LUXO Audrey Hepburn e O BEBÊ DE ROSEMARY de Mia Farrow

Década de 1970

Voltando a se recuperar financeiramente no final dos anos de 1970, a Paramount iniciou a década com um grande sucesso de público, Uma História de Amor (Love Story, 70), de Arthur Hiller, com Ryan O’Neil e Ali McGraw vivendo uma trágica história de amor saída do best seller de Eric Segal. Nos anos seguintes o estúdio produziu grandes filmes, como os premiados O Poderoso Chefão (72) e O Poderoso Chefão 2 (74), de Francis Ford Coppola, com Marlon Brando, Al Pacino e James Caan, os quais abriram as portas para a exploração da Máfia no Cinema; Chinatown (74), de Roman Polanski, com Jack Nicholson e Faye Dunaway, que revelou um lado sórdido da sociedade estadunidense envolvendo corrupção, incesto e assassinato; e Apocalipse Now (79), obra-prima de Coppola desvendando a violência da guerra do Vietnã. Aquela foi, também, a década de Francis Ford Coppola.

Marlon Brando em O PODEROSO CHEFÃO e o uso do Napalm e APOCALIPSE NOW, de Coppola

O estúdio produziu ainda dois grandes sucessos de bilheteria, a aventura King Kong (76), de John Guillermin, com Jeff Bridges e Jessica Lange, remake do clássico da década de 1930.; e o ótimo e antecipatório Embalos de Sábado a Noite (77), de John Badham, revelando John Travolta e Olivia Newton-John, além de levar para a tela grande as aventuras televisivas do Capitão Kirk (William Shatner) e de sua tripulação em exploração das galáxias  em Jornada nas Estrelas – o Filme (Star Trek – the movie, 79), sob a direção de Robert Wise.

Anos 80

A década de 1980 representou a total recuperação financeira da Paramount. Gigolô Americano, de Paul Schrader, elevou Richard Gere eà condição de ídolo; Gente Como a Gente revelou Robert Redford como cineasta em um drama envolvente; e Sexta-Feira, 13 abriu uma das franquias mais bem sucedidas do estúdio, além de recolocar o gênero terror na pauta de Hollywood. Todos produzidos em 1980.

Ao longo da década a Paramount produziria poucos filmes elevados à categoria de arte, como A Testemunha (85), de Peter Weir, com Harrison Ford revelando a comunidade Irish nos EUA; e o policial Os Intocáveis (87), de Brian de Palma, um dos grandes sucessos da carreira de Kevin Costner, mas acertaria em cheio em obras que seriam muito bem recepcionadas pelo público: Flashdance (80), Caçadores da Arca Perdida (81), Indiana Jones e o Templo da Perdição e o musical Footloose (84), de Herbert Ross, com Kevin Bacon e Lori Singer, Top Gun – Ases Indomáveis (Top Gun, 86), de Tony Scott, revelando Tom Cruise a uma geração ávida por ídolos; Atração Fatal (1987), de Adrian Lyne, com Michael Douglas, Glenn Close e Anne Archer um drama sobre infidelidade que provocou verdadeiro furor com o grande público (arrecadou US$ 320 milhões em escala mundial), além das sequências de Sexta-Feira, 13 e Indiana Jones.

Jason em SEXTA-FEIRA, 13, Jennifer Beals em FLASHDANCE e Harrison Ford, o INDIANA JONES: sucessos

Anos 90

O espiritual Ghost – do outro lado da vida, de Jerry Zucker, com Patrick Swayze e Demi Moore; a aventura Caçada ao Outubro Vermelho, de John McTiernan, com Sean Connery, e a conclusão da trilogia O Poderoso Chefão (90), de Coppola, promoveram uma excepcional abertura de década para a Paramount. Nos anos seguintes, surgiram A Família Addams (91), Jogos Patrióticos (92), Proposta Indecente e A Firma (93), de Sydney Pollack, com Tom Cruise, Jeanne Tripplehorn e Gene Hackman; Forrest Gump – o contador de histórias (1994), de Robert Zemeckis, com Tom Hanks; a aventura Congo, de Frank Marshall, o remake de Sabrina, de Sydney Pollack, com Harrison Ford e Julia Osmond, e Coração Valente, de Randall Wallace, com Mel Gibson, todos em 1995.

Demi Moore e Patrick Swayze em GHOST - DO OUTRO LADO DA VIDA, e Tom Hanks, o FORREST GUMP

No ano seguinte, Fuga de Los Angeles, de John Carpenter, com Kurt Russell, o primeiro Missão Impossível, de Brian De Palma, com Tom Cruise, e o notável A Sombra e a Escuridão (The ghost and the darkness) ainda o melhor filme de Stephen Hopkins, com Michael Douglas e Val Kilmer; em 98, a ficção científica Impacto Profundo, o drama de guerra O Resgate do Soldado Ryan, de Steven Spielberg,  e outra obra notável, O Show de Truman, de Peter Weir, com Jim Carrey, Ed Harris e Laura Linney.

Século XXI

Uma leva de novos sucessos marcou o início do século XXI para a Paramount. Missão Impossível 2, de John Wood, e o fraquíssimo Náufrago, de Robert Zemeckis, com Tom Cruise, abriram a nova década. Nos anos seguintes saíram dos estúdios da Paramount sucessos como Amigas Para Sempre, Fora de Controle (em 2002), o romance Como Perder um Homem em 10 Dias e o thriller de assalto Uma Saída de Mestre, em 2003; o policial Colateral, de Michael Mann, com Tom Cruise, em 2004; a refilmagem de A Guerra dos Mundos, de Steven Spielberg, em 2005; o terceiro filme da série Missão Impossível, o drama musical Dreamgirls e o de guerra A Conquista da Honra, de Clint Eastwood, em 2006; o policial Zodíaco, de David Fincher; a aventura O Atirador, de Antoine Fuqua, com Mark Walhberg; e o primeiro Transformers, de Michael Bay; e, em 2008, Homem de Ferro, a aventura Indiana Jones e a Caveira de Cristal, de Spielberg, e, o excelente O Curioso Caso de Benjamin Button, de David Fincher.

Atualmente, a Paramount comemora os sucessos de Missão Impossível – protocolo fantasma, de Brad Bird, que faturou neste ano quase US$ 700 milhões no mercado mundial, o que dá esperança de renovação da franquia; e a ficção científica Os Vingadores, que já ultrapassou os US$ 600 milhões no mercado doméstico e US$ 841,1 milhões no circuito internacional. Sem esquecer a animação Madagascar 3 – os Procurados, um dos grandes sucessos da Dreamworks Animation, a sua grande parceira na área de entretenimento infantil que, em cartaz, está chegando a casa dos US$ 500 milhões em arrecadação mundial.

 

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THE THIN MAN – adiada refilmagem de Rob Marshall e Jonnhy Depp

Publicado em 26/06/2012 - 7:34 por | 1 Comentário

Categorias: NÃO DEU CERTO

O diretor Rob Marshall (Chicago) e o ator Jonnhy Depp (Inimigos Públicos) voltariam a trabalhar juntos depois de Piratas do Caribes: Navegando em Águas Misteriosas (2011), porém o filme foi adiado por tempo indeterminado

Jonnhy Depp não obteve suas melhores bilheterias em seus dois últimos filmes, Diário de um Jornalista Bêbado (2011), um fracassão, e o atualmente em exibição Sombras da Noite (2012) e isso fez com que a Warner Bros. adiasse, por tempo indeterminado, o remake de A Ceia dos Acusados (The Thin Man, 1934), que teria Depp como protagonista e Rob Marshall (Nine) como diretor. O projeto estava planejado para começar as gravações ainda em 2012.

A Ceia dos Acusados é uma comédia com suspense que concorreu a 4 Oscars e foi dirigido por W.S. Van Dyke (San Francisco). Na trama, um casal (William Powell e Myrna Loy) formado por um ex-detetive e sua rica esposa passam a investigar um assassinato por puro entretenimento. James Stewart e Maurreen O’Sullivan completam o elenco central. O filme teve nada menos de cinco continuações no cinema.

Marshall e Depp seguirão com seus próximos projetos, Marshall com a adaptação do musical Into The Woods e Depp com o término das filmagens de O Cavaleiro Solitário. Não se sabe se e quando os dois terão agendas disponíveis para voltarem a trabalhar juntos.

Conheça o trailer, sem legendas, de A Ceia dos Acusados, versão original de 1934.

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A Era dos Remekes

Publicado em 04/09/2011 - 2:38 por | Comentar

Categorias: MEMÓRIA, PESQUISA

Não é raro se ouvir falar em remakes. Antigamente, também muitos filmes eram refeitos e um bom exemplo é o caso de O Grande Gatsby, que teve várias adaptações em décadas diferentes e já está vindo outra por aí. A diferença entre os remakes de “antigamente” e os de hoje era que, naquele tempo, produzidos em menor quantidade, não tinham a baixa qualidade e eram feitos mais cuidadosamente, com melhor tratamento dado ao roteiro, produção, etc. Só Moisés para explicar essa Era dos Remekes

 

OTÁVIO AUGUSTO
Colaborador

 
Antigamente, muitos fãs de filmes que marcariam época – como A Marca do Zorro (1920), Os 3 Mosqueteiros (1921) e Os 10 Mandamentos (1923), refilmados em 1940, 1935 e 1956, entre outros -, entendiam que o remeke era a evolução do cinema. Não havia tanta rejeição. Hoje, há uma crítica veemente a essa tal de Era dos Remakes, a qual estamos vivenciando, pois nunca foram feitas tantas versões e readaptações como nessas 3 últimas décadas. E pior: dificilmente sai alguma refilmagem digna ao original. Em contrapartida, existem muitos remakes que os próprios fãs do original simpatizam, outros que não tiveram sucesso junto à crítica, mas que nas bilheterias fizeram grana dez vezes mais que os seus originais.

Confira alguns remakes que admiro e venero e que você conferir em DVD. São boas dicas.

 

FOGO CONTRA FOGO (Heat, 1995) – Policial estrelado por Al Pacino, Robert De Niro e Val Kilmer. Remeke que Michael Mann fez de Os Tiras de Los Angeles (L.A. Takedown), com Scott Plank e Michael Rooker, na verdade, uma produção feita para a televisão. Para muitos, Mann não fez uma releitura eficiente do original, elogiadíssimo e visto como um dos melhores thrillers polciais daquela época.

Veja um treiler comparando algumas cenas idênticas ou parecidas nas duas versões.

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Ambos os roteiros foram escritos por Mann, narram a mesma história: um detetive de Chicago, obcecado pelo trabalho que enfrenta problemas familiares enquanto combate uma quadrilha de ladrões. Seria bom você dar uma checada nos 2 filmes e ver se realmente tem razão quem considera a produção de TV com qualidade superior ao do remeke.


O ENIGMA DO OUTRO MUNDO (The Thing, 1982), com Kurt Russell e Wilford Brimley. Remake de O Monstro do Ártico (The Thing from Another World, 1951), dirigido por Christian Nyby (1913-93), com Kenneth Tobey (1917-2002), Margareth Sheridan (1926-82) e James Arness. À época do lançamento, parte da crítica estadunidense levantou a suspeita de que Howard Hawks (1896-1977), que iria dirigir e acabou ficando apenas como produtor, teria sido na verdade o diretor, mas há alguns anos o ator James Arness (1923-2011), que faz o papel do extraterrestre, desmentiu e deu todo crédito a Nyby.

Confira o treiler de O Monstro do Ártico.

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Ambos baseiam-se no romance Who’s Goes There?, de John W. Campebll Jr, que ambientado no ártico, acompanha uma equipe de cientistas que encontra uma nave espacial e enfrenta um alienígena que tem a capacidade de assumir a forma humana. Esta versão de Carpenter, ao contrário da anterior, não tem nenhuma mulher como personagem. São 12 machos em cena. 

Veja o treiler de O Enigma de Ouro Mundo.

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Na época, mal recebido pela crítica, hoje considerado um clássico da ficção científica. Honras para o diretor John Carpenter, que conduziu a adaptação mais próxima ao romance de Campbell, um dos mestres da ficção científica literária. Considerado um ótimo filme – infelizmente, ainda não tive a oportunidade de conferir e que coloquei aqui por conta da opinião da crítica. Em outrubro, será lançado um novo remeke.


SCARFACE (Scarface, EUA, 1983). Outro remake estrelado por Al Pacino, que tem uma atuação emblemática. Dirigido por Brian De Palma (Os Intocáveis) e com roteiro de Oliver Stone (Platoon), narra a história de um cubano que tenta criar um império do tráfico nos EUA e faz jus ao original de mesmo título, feito em 1932.

Confira o treiler de Scarface, de 1983.

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Dirigido pelo famoso Howard Hawks (de A Beira do Abismo e Sargento York) e estrelado por Paul Muni (O Fugitivo), George Raft (Dentro da Noite) e Boris Karloff (Frankestein e A Noiva de Frankestein), Scarface, a Vergonha de uma Nação (1932), continua como um clássico imbatível, expressando todas as questões políticas e sociais dos EUA a caminho da Grande Depressão.

Veja o treiler de Scarface, a Vergonha de uma Nação.

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O enredo tem como ambiente a época da lei seca em que um gangster (Muni) que anseia ascender ao submundo de da cidade de Chicago tirando o seu chefe do caminho e assumir a liderança do bando. Mas ao saber que sua irmã (Ann Dvorak), pela qual nutre paixão incestuosa está envolvida com um de seus homens de confiança (Raft), fica profundamente abalado e planeja eliminá-lo.

NOSFERATU – O VAMPIRO DA NOITE (Nosferatu, phanton der nacht, 1979). Dirigido pelo cultuado diretor alemão Werner Herzog e estrelado pelo seu grande parceiro Klaus Kinski (1926-91, de Aguirre – a Cólera dos Deuses, Woyzeck e Fitzcarraldo, todos dirigidos por Herzog), apesar não ter muito a ver com o clássico Drácula (1931), estrelado por Bela Lugosi e dirigido por Tod Browning, é um dos mais cultuadas criações do gênero.

Veja o treiler de Nosferatu, o Vampiro da Noite.

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Herzog fez um remake de Nosferatu – uma Sinfonia de Horror (Nosferatu, eine Symphonie dês Grauens, 1922), clássico mudo do expressionismo alemão, dirigido por Friedrich Wilhelm Murnau, com Max Schreck, uma adaptação disfarçada do romance Drácula, de Bram Stoker (1847-1912).

Conheça o treiler do Nosferatu original.

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Na época, o filme foi considerado um plágio pela viúva do escritor e que conseguiu, na justiça, que as cópias fossem destruídas na Alemanha – as que “sobreviveram” estavam em outros países. Hoje em domínio público, o filme, com uma hora e 24 minutos de duração, encontra-se disponível – para conferi-lo, clique no link abaixo

http://www.youtube.com/watch?v=rcyzubFvBsA

- no youtube. Vale a pena conferi-lo.

O HOMEM QUE SABIA DEMAIS (The Man Who Knew to Much, 1956), com James Stewart e Doris Day. Remake de Hitchcock do seu próprio filme feito na Inglaterra em 1934, com o mesmo título. É um dos remakes mais conhecidos por amantes dos clássicos do cinema, considerado tão bom quanto o original.

Confira a abertura e a sequência inicial da primeira versão de O Homem que Sabia Demais.

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Ambas as produções têm porbase o enredo escrito por Charles Bennett e D. B. Wyndham–Lewis. No primeiro filme o cenário é a suíça, e, no segundo Marrocos. Em viagem de turismo, um médico e sua esposa presenciam um homem levar um tiro e, ao socorre-lo, este revela ao estadunidense ser um espião internacional e lhe confidencia algo extremamente importante. É por esse segredo que o casal passa a ser perseguido. É clássica a cena em que Doris Day canta Que Será Será e Stewart (1908-97) está em um de seus melhores papéis.

Conheça o treiler da segunda versão de O Homem que Sabia Demais.

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Usando da humildade, Hitchcock (1899-1980), entrevistado pelo então crítico de cinema François Truffaut (1932-84), afirmou que a primeiro era um trabalho menor, quase amador. E a segunda versão foi o filme que deu início ao que os críticos consideram a “grande fase” do cineasta.

Cabo do Medo (Cape Fear, 1991). Remeke de Martin Scorsese do thriller de suspense O Círculo do Medo (Cape Fear, 1962), dirigido por J. Lee Thompson. Estrelado por Robert De Niro, Jessica Lange, Nick Nolte, Juliette Lewis e Joe Don Baker, o filme de Scorsese é considerado um dos melhores já feitos até hoje. Impressionante o duelo de interpretação entre Nolte e De Niro, o qual cria uma máscara impressionante para o seu personagem, tornando-o ainda mais sinistro. 

Veja o treiler de Cabo do Medo (1991).

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Ambos os filmes têm por base o romance de John D. MacDonald (1916-86) , que conta a história de um estuprador que fuge da penitenciária e sai em busca de seu advogado de defesa, o qual ele julga não ter utilizado de todas as provas que tinha para inocentá-lo. O Círculo do Medo tem no enredo Gregory Peck (1916-2003) no papel do advogado e Robert Mitchum (1917-97) como o psicopata. Peck faz um pequeno papel na versão de Scorsese, o qual acabou sendo o seu último trabalho no cinema.

Veja o treiler de O Círculo do medo.

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