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DURO DE MATAR 5/Crítica – um vazio à saída do cinema

Publicado em 01/03/2013 - 21:30 por | Comentar

Categorias: CRÍTICAS DE FILMES

Bruce Willis retorna com o quinto filme da franquia Duro de Matar, que já se saiu bem nas bilheterias internacionais. Mas será que se trata de um filme que faz jus aos belos trabalhos de John McTiernan (o primeiro e o terceiro Duro de Matar)?

Bruce Willis e Jai Courtney em cena de DURO DE MATAR - UM BOM DIA PARA MORRER

Bruce Willis e Jai Courtney em cena de DURO DE MATAR – UM BOM DIA PARA MORRER

Há atores que se preocupam com bons roteiros. Só entram num novo projeto se há um roteiro bom. E também se preocupam com o sujeito que irá dirigi-lo. Ao que parece, não deve ser o caso de Bruce Willis, que está rodando um filme atrás do outro pura e simplesmente pelo dinheiro. Uma franquia que rendeu três filmes bem decentes nas décadas de 80 e 90, dois deles dirigidos por um mestre do cinema de ação como John McTiernan, acabou retornando com cineastas medíocres no comando. Mesmo assim, Duro de Matar – um Bom Dia para Morrer (A Good Day to Die Hard, 2013) acabou tendo uma excelente abertura no mercado internacional. Só não sei se haverá um boca-a-boca positivo, a fim de que o filme se mantenha no topo do Ranking.

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O ÚLTIMO DESAFIO/Crítica – a volta do velho herói solitário

Publicado em 24/01/2013 - 5:27 por | Comentar

Categorias: CRÍTICAS DE FILMES

No surpreendente O Último Desafio, o coreano Kim Jee–woon
estreia em Hollywood resgatando em Arnold Schwarzenegger a figura do velho herói cansado e solitário que moldou em místico o faroeste estadunidense

Arnold Schwarzenegger em O ÚLTIMO DESAFIO (2013), de Jee Kim-woon

Uma inesperada e agradabilíssima surpresa. O thriller policial O Último Desafio (The Last Stand, EUA, 2012) traz de volta para o século XXI uma das figuras mais emblemáticas do cinema, a do herói que, à sombra da chegada de velhice, se recolhe em uma cidadezinha pacata e toca a sua vida na solidão e no anonimato. Essa figura heroica do homem consciente de sua decadência física moldou a si próprio e o velho Oeste americano como algo místico, reduto dos bravos e honrados, cujo senso de decência e justiça ajudou a formalizar uma nação.

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100 da Paramount – da 2º Guerra aos VINGADORES

Publicado em 15/07/2012 - 20:21 por | Comentar

Na história da Paramount, foi na época da 2ª Guerra Mundial, a década de 1940, que o estúdio viveu a sua “época de ouro” - o seu faturamento foi fabuloso: US$ 40 milhões. Uma estatuetazinha chamada Oscar ampliou a galeria de prêmios do estúdio. E isso aconteceu porque a empresa se reorganizou com o nome de Paramount Pictures Inc., passando a tarzer para o seus “sets” astros do primeiro escalão de Hollywood, como Gary Cooper, Burt Lancaster e Kirk Douglas

O padre Bing Crosby em O BOM PASTOR e o alcoolatra Ray Milland em FARRAPO HUMANO: obras de arte

É nessa época que surgem os clássicos, como O Bom Pastor (Going my Way, 1944), de Leo McCarey (1896-1969), com Bing Crosby (1903-67), ganhador de 7 Oscar, incluindo os de melhor filme, diretor, ator e roteiro; e Farrapo Humano (The Lost Weekend, 1945), de Billy Wilder (1906-2002), com Ray Milland (1905-1986) e Jane Wyman (1917-2007), um poderoso drama sobre o alcoolismo. Recebeu 4 Oscar, de melhor, diretor, ator e roteiro original, além do prêmio de melhor ator para Milland e o Grande Prêmio do Júri para Wyder no Festival de Cannes daquele ano.

Na chegada da década de 1950, o surgimento da televisão e a decisão da justiça em retirar dos estúdios a posse dos circuitos de cinema, um duro golpe para Hollywood, faz a Paramount produzir poucos filmes marcantes, entre eles, A Guerra dos Mundos (War of the Worlds, 1953), de Byron Haskim, com Gene Barry (1919-2009) e Ann Robinson, 77, a mais brilhante das adaptações do romance de H. G. Wells. A prórpia Paramount faria uma refilmagem, sem brilho, décadas depois.

; a comédia romântica Sabrina (1954), de Billy Wilder, com  Humphrey Bogart (1899-1957) e Audrey Hepburn (1929-93), um dos mais belos filmes do gênero produzidos até hoje; e alguns clássicos de Alfred Hitchcock (1899-1980), como Janela Indiscreta (Rear Window, 1954), com James Stewart (1908-97) e Grace Kelly (1929-82); Ladrão de Casaca (To catch a thief, 55), com Gary Grant e Grace novamente; O Terceiro Tiro (The trouble with Harry, 55), com John Forsyth (1918-2010) e Shirley MacLaine , 79; e O Homem que Sabia Demais (The man Who knew to much, 56), com James Stewart e Doris Day, 89. Em 1957 sai um faroeste vigoroso, Sem Lei e sem Alma (Gunfight at OK Curral), de John Sturges (1910-92), com Lancaster e Kirk Douglas num duelo empolgante, reconstituindo o episódio real, o duelo entre Wyatt Earp Doc Hollidai e os irmãos Clanton.

 

Na década seguinte, o estúdio decai na qualidade dos filmes ao ser adquirida pela empresa petrolífera Gulf + Western, mas mesmo assim produz algumas obras notáveis como o romance Bonequinha de Luxo (Breakfest at Tiffany’s, 61), de Blake Edwards (1922-2010), com Audrey Hepburn e George Peppard (1928-94); o faroeste Eldorado (67), de Howard Hawks (1896-1977), com John Wayne (1907-79), Robert Mitchum (1917-97) e James Caan, 71; o terror, O Bebê de Rosemary (Rosemary’s Baby, 68), de Roman Polanski, com Mia Farrow e John Cassavetes, além de Romeu & Julieta (68), de Franco Zeffirelli, com os jovens e estreantes adolescentes Olivia Hussey e Leonard Whitting.

A BONEQUINHA DE LUXO Audrey Hepburn e O BEBÊ DE ROSEMARY de Mia Farrow

Década de 1970

Voltando a se recuperar financeiramente no final dos anos de 1970, a Paramount iniciou a década com um grande sucesso de público, Uma História de Amor (Love Story, 70), de Arthur Hiller, com Ryan O’Neil e Ali McGraw vivendo uma trágica história de amor saída do best seller de Eric Segal. Nos anos seguintes o estúdio produziu grandes filmes, como os premiados O Poderoso Chefão (72) e O Poderoso Chefão 2 (74), de Francis Ford Coppola, com Marlon Brando, Al Pacino e James Caan, os quais abriram as portas para a exploração da Máfia no Cinema; Chinatown (74), de Roman Polanski, com Jack Nicholson e Faye Dunaway, que revelou um lado sórdido da sociedade estadunidense envolvendo corrupção, incesto e assassinato; e Apocalipse Now (79), obra-prima de Coppola desvendando a violência da guerra do Vietnã. Aquela foi, também, a década de Francis Ford Coppola.

Marlon Brando em O PODEROSO CHEFÃO e o uso do Napalm e APOCALIPSE NOW, de Coppola

O estúdio produziu ainda dois grandes sucessos de bilheteria, a aventura King Kong (76), de John Guillermin, com Jeff Bridges e Jessica Lange, remake do clássico da década de 1930.; e o ótimo e antecipatório Embalos de Sábado a Noite (77), de John Badham, revelando John Travolta e Olivia Newton-John, além de levar para a tela grande as aventuras televisivas do Capitão Kirk (William Shatner) e de sua tripulação em exploração das galáxias  em Jornada nas Estrelas – o Filme (Star Trek – the movie, 79), sob a direção de Robert Wise.

Anos 80

A década de 1980 representou a total recuperação financeira da Paramount. Gigolô Americano, de Paul Schrader, elevou Richard Gere eà condição de ídolo; Gente Como a Gente revelou Robert Redford como cineasta em um drama envolvente; e Sexta-Feira, 13 abriu uma das franquias mais bem sucedidas do estúdio, além de recolocar o gênero terror na pauta de Hollywood. Todos produzidos em 1980.

Ao longo da década a Paramount produziria poucos filmes elevados à categoria de arte, como A Testemunha (85), de Peter Weir, com Harrison Ford revelando a comunidade Irish nos EUA; e o policial Os Intocáveis (87), de Brian de Palma, um dos grandes sucessos da carreira de Kevin Costner, mas acertaria em cheio em obras que seriam muito bem recepcionadas pelo público: Flashdance (80), Caçadores da Arca Perdida (81), Indiana Jones e o Templo da Perdição e o musical Footloose (84), de Herbert Ross, com Kevin Bacon e Lori Singer, Top Gun – Ases Indomáveis (Top Gun, 86), de Tony Scott, revelando Tom Cruise a uma geração ávida por ídolos; Atração Fatal (1987), de Adrian Lyne, com Michael Douglas, Glenn Close e Anne Archer um drama sobre infidelidade que provocou verdadeiro furor com o grande público (arrecadou US$ 320 milhões em escala mundial), além das sequências de Sexta-Feira, 13 e Indiana Jones.

Jason em SEXTA-FEIRA, 13, Jennifer Beals em FLASHDANCE e Harrison Ford, o INDIANA JONES: sucessos

Anos 90

O espiritual Ghost – do outro lado da vida, de Jerry Zucker, com Patrick Swayze e Demi Moore; a aventura Caçada ao Outubro Vermelho, de John McTiernan, com Sean Connery, e a conclusão da trilogia O Poderoso Chefão (90), de Coppola, promoveram uma excepcional abertura de década para a Paramount. Nos anos seguintes, surgiram A Família Addams (91), Jogos Patrióticos (92), Proposta Indecente e A Firma (93), de Sydney Pollack, com Tom Cruise, Jeanne Tripplehorn e Gene Hackman; Forrest Gump – o contador de histórias (1994), de Robert Zemeckis, com Tom Hanks; a aventura Congo, de Frank Marshall, o remake de Sabrina, de Sydney Pollack, com Harrison Ford e Julia Osmond, e Coração Valente, de Randall Wallace, com Mel Gibson, todos em 1995.

Demi Moore e Patrick Swayze em GHOST - DO OUTRO LADO DA VIDA, e Tom Hanks, o FORREST GUMP

No ano seguinte, Fuga de Los Angeles, de John Carpenter, com Kurt Russell, o primeiro Missão Impossível, de Brian De Palma, com Tom Cruise, e o notável A Sombra e a Escuridão (The ghost and the darkness) ainda o melhor filme de Stephen Hopkins, com Michael Douglas e Val Kilmer; em 98, a ficção científica Impacto Profundo, o drama de guerra O Resgate do Soldado Ryan, de Steven Spielberg,  e outra obra notável, O Show de Truman, de Peter Weir, com Jim Carrey, Ed Harris e Laura Linney.

Século XXI

Uma leva de novos sucessos marcou o início do século XXI para a Paramount. Missão Impossível 2, de John Wood, e o fraquíssimo Náufrago, de Robert Zemeckis, com Tom Cruise, abriram a nova década. Nos anos seguintes saíram dos estúdios da Paramount sucessos como Amigas Para Sempre, Fora de Controle (em 2002), o romance Como Perder um Homem em 10 Dias e o thriller de assalto Uma Saída de Mestre, em 2003; o policial Colateral, de Michael Mann, com Tom Cruise, em 2004; a refilmagem de A Guerra dos Mundos, de Steven Spielberg, em 2005; o terceiro filme da série Missão Impossível, o drama musical Dreamgirls e o de guerra A Conquista da Honra, de Clint Eastwood, em 2006; o policial Zodíaco, de David Fincher; a aventura O Atirador, de Antoine Fuqua, com Mark Walhberg; e o primeiro Transformers, de Michael Bay; e, em 2008, Homem de Ferro, a aventura Indiana Jones e a Caveira de Cristal, de Spielberg, e, o excelente O Curioso Caso de Benjamin Button, de David Fincher.

Atualmente, a Paramount comemora os sucessos de Missão Impossível – protocolo fantasma, de Brad Bird, que faturou neste ano quase US$ 700 milhões no mercado mundial, o que dá esperança de renovação da franquia; e a ficção científica Os Vingadores, que já ultrapassou os US$ 600 milhões no mercado doméstico e US$ 841,1 milhões no circuito internacional. Sem esquecer a animação Madagascar 3 – os Procurados, um dos grandes sucessos da Dreamworks Animation, a sua grande parceira na área de entretenimento infantil que, em cartaz, está chegando a casa dos US$ 500 milhões em arrecadação mundial.

 

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The Guardian elege CIDADE DE DEUS

Publicado em 20/10/2010 - 11:58 por | Comentar

Categorias: MEMÓRIA

Cidade de Deus, de Fernando Meirelles, 6º melhor filme de ação da História do Cinema

A fase auspiciosa do cinema brasileiro continua produzindo boas novas. Em sua edição de ontem, 19, o jornal britânico The Guardian elegeu Cidade de Deus, de Fernando Meirelles, como sexto melhor filme de ação da história do cinema. Tanto este quanto o The Observer vêm publicando listas com os 25 melhores de cada gênero. Os dois jornais têm um grupo de críticos de vasta cultura cinematográfica. O The Guardian destaca-se por analistas conceituados como Peter Brashaw, Michael Hann e Joe Queenan, entre outros.

Lembrando que Cidade de Deus obteve 4 indicações ao Oscar há seis anos e se tornou uma das obras mais cultuadas do cinema nacional e referência obrigatória quando os estrangeiros falam da nossa cinematografia.

Essas listas, com suas justiças, injustiças, esquecimentos e citações imerecidas, têm uma grande virtude: motivar aos cinéfilos, especialmente os das novas gerações, a conhecerem os filmes antigos. Somente assim se forma uma cultura cinematográfica. Os jovens críticos de hoje, que não conhecem o cinema do passado e julgam desnecessário conhecê-lo para escrever sobre filmes, poderiam muito bem pegar esse trem, pois afinal, a história continua avançando.

Confira os 25 eleitos pelo jornal britânico

1º – Apocalipse Now (EUA, 1979), de Francis Ford Coppola, com Marlon Brando e Martin Sheen – uma das mais viscerais exposições da Guerra do Vietnã, na grande obra referência do gênero.

2º – Intriga Internacional (North by Northwest, EUA, 1959), de Alfred Hitchcock, com Gary Grant e Eva Marie Saint – aventura de suspense considerada pela maioria da crítica como o melhor trabalho de Hitchcock (ainda fico com Os Pássaros), o qual, de certa, antecipou-se aos filmes que tratam de teorias da conspiração. Espetáculo ágil e simplesmente eletrizante.  

3º – Era uma Vez no Oeste (C’era uma Volta Il West, Itália, 1969), de Sérgio Leone, com Cláudia Cardinale e Charles Bronson – obra-prima de Leone, este faroeste maravilha pelos grandes planos que se constituem autênticas aulas de cinema, interpretações memoráveis e trilha sonora inesquecível de Ennio Morricone e pela visão política (marxista) de recontar a história da formação do capitalismo dos EUA a partir da época da colonização de suas terras a Oeste, quando as ferrovias acabaram com índios, cowboys e a época épica.

4º – Meu Ódio Será Sua Herança (Wild Bunch, 1969), de Sam Peckinpah, com William Holden e Robert Ryan – Centrado na psicologia, este faroeste, considerado a melhor criação do diretor, faz um estudo sobre a ambição, a ideologia e a violência, tendo como ambiente o início do século passado quando, durante a revolução mexicana, pistoleiros estadunidenses tentam se apoderar de um trem carregado de armas.

5º – Amargo Pesadelo (Deliverance, EUA, 1972), de John Boorman, com Burt Reynolds e Jon Voight – mutilado pela censura brasileira à época do lançamento, esta obra incomoda do inglês Boorman faz uma exposição dolorosa da crueldade humana a partir da aventura de quatro amigos que atravessam uma floresta utilizando canoas para vencer um rio violento e são atacados por um bando de caçadores. A história na centra na dor de um deles, estuprado por um dos bandidos.

6º – Cidade de Deus (Brasil, 2004), de Fernando Meirelles, com Matheus Nachetergaele e Seu Jorge – expressando a realidade das favelas brasileiras, Meirelles impacta como uma história crua de uma juventude sem perspectivas e com as amplas possibilidades do morro descer à cidade grande – o que já está ocorrendo.

7º – Glória Feita de Sangue (Paths of Glory, 1957), de Stanley Kubrick, com Kirk Douglas e Adolphe Menjoe – quem não conhece, corra às locadoras e confira este drama de guerra baseado em fato real. Durante a Primeira Guerra Mundial, oficiais franceses enviam soldados para o campo de batalha sabendo que eles serão alvos fáceis dos alemães. Quando a tragédia é revelada, eles transferem a culpa o militar que foi obrigado a executar a ação. Os franceses não perdoaram Kubrick e o filme foi proibido por lá.

8º – O Salário do Medo (Le Salaire de La Peur, Itália-França, 1953), de Henri Georges-Clouzot, com Yves Montand e Charles Vanel – a aventura de quatro caminhoneiros que arriscam suas vidas transportado cargas de nitroglicerina ainda é uma obra-prima. Clouzot aproveita o romance de Georges Arnaud para fazer um estudo da personalidade humana com as suas ambições e desejos.

9º – O Tigre e o Dragão (Wo Hu Zang Long, China, 2000), de Ang Lee, com Chon Yun Fat e Michelle Yeoh – recordista de público em todo o mundo e ganhador de prêmios em dezenas de festivais, esta aventura de artes marciais ofereceu ao gênero os novos caminhos para percorrer, incluindo a fantasia, o romantismo e o tom político. Eletrizante.

10º – Além da Linha Vermelha (The Thin Red Line, EUA, 1998), de Terrence Mallick, com Sean Penn e John Travolta – outra abordagem cruel da Guerra do Vietnã e os sofrimentos que ela acarretou a milhares de jovens soldados estadunidenses. Existencialista, o filme é um percurso para o interior da alma humana em transformação pela violência.

11º – Caçadores da Arca Perdida (Raiders of the Lost Ark, 81), de Steven Spielberg, com Harrison Ford e Karen Allen – divertida e saborosa aventura que traz para o presente o sabor dos antigos seriados dos anos 30 e 40 e que transformou Indiana Jones em uma referência aos filmes do gênero.

12º – Ran (Japão, Japão/França, 1985), de Akira Kurosawa, com Tatsuya Nakadai e Satoshi Terao – uma visão do Japão medieval moldado na ambição humana pelo poder. Um rei determina que o reino deve ser dividido entre seus filhos e isso desencadeia as rivalidades entre eles, cujo áice é uma guerra brutal. Inspirado em Rei Lear, de William Shakespeare, trata-se de um espetáculo com fulgurante beleza plástica.

13º – Bullitt (EUA, 1968), de Peter Yates, com Steve McQueen e Jacqueline Bisset – thriller policial ágil e vertiginoso que se utiliza da montagem para criar uma narrativa de tensão em alta velocidade, na qual as perseguições, com especialidade as de carro, ainda hoje servem de referência. A perseguição nas ruas de San Francisco se tornou clássica e nunca superada.

14º – Duro de Matar (Die Hard, 1988), de John McTiernan, com Bruce Willis e Alan Rickman – este thriller revolucionou o gênero ao utilizar um ambiente fechado, no caso um prédio, como cenário para uma história de ação vertiginosa e quase incessante. Apesar da violência, o filme expôs seu personagem entre o medo e o instinto de sobrevivência.

15º – As Aventuras de Robin Hood (The Adventures of Robin Hood, EUA, 1948), de Michael Curtiz e William Keighley, com Erroll Flynn e Olivia de Havilland – adaptação do romance de Sir Walter Scott, este clássico éa grande referência do gênero da época. Ambientado no século XII, celebrizou o herói que roubava dos ricos para doar aos pobres. O sentido de aventura, romance e humor transformam o filme numa aventura encantadora.

16º – Rastros de Ódio (The Seachers, EUA, 1958), de John Ford, com John Wayne e Natalie Wood – um soldado conferado passa anos de sua vida à procura dos índios que mataram o seu irmão, a cunhada e os sobrinhos e ainda raptaram a sobrinha. Retratando a solidão provocada pelo ódio em um cenário despojado do Oeste estadunidense, o filme expõe a amargura do fracasso através do personagem vivido com brilhantismo por John Wayne. Um dos grandes faroestes de Ford, inegavelmente uma obra-prima.

17º - 007 Contra Goldfinger (Goldfinger, Inglaterra, 1964), de Guy Hamilton, com Sean Connery e Honor Blackman – curiosamente, esta aventura do agente James Bond é a continuação do segundo filme da série, Moscou Contra 007. O crítico John Patterson explique que a escolha se deu porque este é o filme referência da série e cujos ingredientes, a partir dali, serviriam de modelo para a franquia.
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18º – O Último dos Moicanos (The Last of the Mohicans, EUA, 1992), de Michael Mann, com Daniel Day-Lewis e Madeleine Stowe – faroeste ambientado no Oeste americano do século XVIII, um índio moicano ajuda duas irmãs inglesas a atravessar uma região ocupada por invasores franceses. Segunda adaptação do romance de James Feminore Cooper;

19º – Nascido Para Matar (Full Metal Jacket, Inglaterra, 1987), de Stanley Kubrick, com Matthew Modine e Vincent D’Onofrkio – grupo de recruta sai do treinamento para adentrar ao cenário da guerra do Vietnã. Grande filme antimilitarista baseado no livro “The Short Times”, do jornalista Gustav Hasford.

20º – O Franco-Atirador (The Deer Hunter, EUA, 1978), de Michael Cimino, com Robert De Niro e John Savage – de uma pacata cidade, três de seus jovens habitantes são jogados na catástrofe da guerra do Vietnã, onde perderão as suas identidades. Cimino, que posteriormente seria rejeitado por Hollywood, realizaum espetáculo violento, mas marcado por uma reflexão sobre o sentido da guerra. Ganhador de 5 Oscar, incluindo filme, direção, montagem e som, além de ator coadjuvante, para Christopher Walken. Uma obra impactante e incômoda.

21º – Gladiador (Gladiator, EUA, 2000), de Ridley Scott, com Russell Crowe e Joaquin Phoenix – o início da decadência da Roma imperial após a morte do imperador Marco Aurélio através de uma espetacular história de um homem comum que se torna gladiador das arenas pelo tirânico Commodus, numa eletrizante mistura de história e ficção.

22ª – Roma, Cidade Aberta (Roma, Cittá Aperta, Itália, 1946), de Roberto Rossellini, com Aldo Fabrizzi e Anna Magnani – na Itália ocupada pelos nazistas, um padre ajuda um grupo de resistentes comunistas a escapar da Gestapo. Obra marco do neorealismo, responsável por dar novos rumos e conceitos à exploração dos dramas de guerra.

23º – Butch Cassidy (Butch Cassidy e Sundance Kid, EUA, 1969), de George Roy Hill, com Robert Redford e Paul Newman – faroeste recontando de forma ficcional as aventuras dos dois mais conhecidos ladrões de bancos da época épica do Oeste americano. O ritmo ágil da ação, as canções de Burt Bacharch e o clima romântico embalam o espectador numa reunião de estilos bem sucedida.

24º – O Desafio das Águias (Where Eagles Dare, EUA, 1968), de Brian G. Hutton, com Richard Burton e Clint Eastwood – aventura ambientada durante a II Guerra Mundial desenvolvida sob sólida narrativa na qual dois oficiais aliados tentam resgatar oficial estadunidense aprisionado numa fortaleza no alto de uma montanha. Baseado em romance de Alastair MacLean.

25º – Os Incríveis (The Incredibles, EUA, 2004), de Brad Bird – uma das animação revolucionárias da Pixar, a qual explora um tema raramente explorado do mundo das histórias-em-quadrinhos, que é a angústia de ser um super-herói. Uma animação que vai além da superfície do gênero.

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