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BATMAN- O CAVALEIRO DAS TREVAS RESSURGE/Crítica – apenas o fim…

Publicado em 28/07/2012 - 17:30 por | 4 Comentários

Categorias: CRÍTICAS DE FILMES

Christopher Nolan amarra as pontas soltas e justifica as declarações de amor hiperbólicas dos fãs da trilogia composta por Batman Begins, Batman: o Cavaleiro das trevas e por este capítulo final: Batman: o Cavaleiro das trevas ressurge

Ao final de Batman: o Cavaleiro das trevas, vemos a figura de Harvey Dent (Aaron Eckhart) - o “duas caras” – ser imortalizada como ídolo de justiça e figura moralmente incorruptível, a verdadeira face de Dent – aquela escondida por debaixo das queimaduras – nunca seria revelada, mesmo após a sua morte (atribuída ao Batman). A sequência de abertura de Batman: o cavaleiro das trevas ressurge se passa na mansão Wayne oito anos após os acontecimentos de O Cavaleiro das trevas, uma homenagem ao aniversário de morte de Harvey Dent é realizada pelas autoridades de Gotham, entre elas o Comissário Gordon (Gary Oldman), que, convencido a revelar o que realmente aconteceu na noite do assassinato de Dent, acaba sucumbindo aos seus valores morais. O que seria pior então? Destruir o símbolo que alimentara a esperança do povo de Gotham por todos esses anos ou ser consumido pelo peso de saber a verdade e ter de manter todos os outros na ignorância? Os símbolos e suas funções são temas que já haviam sido trabalhados nos dois filmes anteriores da trilogia (mais particularmente em Batman Begins) e que tomam proporções épicas nesse desfecho de trilogia.

Com roteiro escrito pelos irmãos Nolan (Jonathan e Chris) e direção de Chris Nolan, Batman: o Cavaleiro das trevas ressurge é – apenas – o fim da saga épica do homem morcego. Aposentado e recluso há oito anos, Bruce Wayne está consumido pela melancolia e pelo luto, o seu dever a Gotham já havia sido pago, contudo, os demônios de seu passado continuam a lhe consumir, a morte de Rachel Dawes e Harvey Dent, a perda do simbolismo heroico de seu uniforme negro e sua inaptidão física lhe impedem de sair da mansão Wayne dar qualquer significado de conotação positiva a sua vida. Apenas quando uma ameaça completamente nova e desconhecida é introduzida ao universo de Gotham, o Comissário Gordon, juntamente com o jovem oficial de polícia Blake (Joseph Gordon-Levitt), conseguem convencer Bruce não só da importância do Batman como arma da justiça, mas como um símbolo a ser seguido pelo povo.

O vilão Bane, vivido por Tom Hardy – introduzido no filme com maestria na cena do avião -, é o capanga às avessas. Contratado inicialmente para levar Bruce Wayne a falência (e fatalmente a Wayne Enterprise) com a ajuda de Selina Kyle (a mulher gato vivida por Anne Hathaway), ele tem uma ligação direta com Ra’s Al Ghul (personagem vivido por Liam Neeson) e com a Liga das Sombras, e pretende utilizar um reator nuclear desenvolvido pela Wayne Enterprise para concluir o destino de Gotham: as cinzas.

Aspectos Visuais

Com produção de design de Nathan Crowley e fotografia de Wally Pfister –  com quem Nolan já havia trabalhado nos dois outros filmes da trilogia -, O cavaleiro das trevas ressurge emerge de um universo frio e descolorido assim como em O cavaleiro das trevas e Batman Begins, a escolha de figurino em tons escuros e sets quase sempre sombrios salienta ainda mais a escolha da equipe em deixar o filme menos fantasioso.

É interessante notar detalhes na decoração de set que refletem diretamente na psicologia do personagem, como na arquitetura da mansão Wayne, de fachada impecável mas repleta de móveis encobertos por panos e porta-retratos com fotos de seus pais e de Rachel Dawes, como em uma casa abandonada ou recém mudada, detalhes como esses comunicam visualmente ao espectador o estado de espírito de Bruce, um homem devastado, consumido pelo passado, que nunca poderá reconstruir sua casa como era quando seus pais ainda viviam e que nunca seguirá adiante com suas mortes e da mulher que amava.

Aqui, Nolan prova novamente seu talento pelo megalomaníaco, cenas de ação de proporções gigantescas e montagens paralelas, camada após camada como em A Origem, embalam o ritmo de tensão do filme – aliados à trilha sonora de Hans Zimmer que novamente consegue extrair até a última gota de tensão em suas batidas mono-rítmicas -. Infelizmente, há algumas falhas no roteiro dos Nolan, falhas em relação a construção de personagens importantes para a trama como o de Selina Kyle e Miranda Tate, e até mesmo falhas temporais e geográficas. O passar dos dias é confuso e o deslocamento dos personagens no universo de Gotham é dubitável. Felizmente o resultado final é excelente, tendo em vista que as falhas expostas são pontuais e – até certo ponto – não atrapalham o decorrer da trama principal.

No elenco principal temos os nomes que já haviam participado dos outros dois filmes da trilogia como: Morgan Freeman (Lucius Fox), Michael Caine (Alfred), Cillian Murphy (Dr. Crane), Liam Neeson (Ra’s Al Ghul), Gary Oldman (Comissário Gordon), Christian Bale (Bruce Wayne/Batman) e outros nomes que já haviam trabalhado anteriormente com Nolan como: Tom Hardy (Bane), Joseph-Gordon Levitt (Blake) e Marion Cotillard. Anne Hathaway (Selina Kyle/Mulher gato) é o único nome do elenco a trabalhar pela primeira vez com Nolan e confere à Selina Kyle uma elegante e irônica mulher gato, sem decepcionar os fans, como os rumores sugeriam.

O cavaleiro das trevas ressurge não é só um final brilhante de trilogia (a lá Inception) como é perceptivelmente arquitetado há anos por Nolan, o resgate de personagens importantes de Batman Begins como Ra’s Al Ghul e momentos importantes na vida de Bruce Wayne vividos no primeiro filme da trilogia são de primeira importância para a construção desse capítulo final. Assim como as figuras de Harvey Dent e de Rachel Dawes de O Cavaleiro das trevas servem como sombra na construção do personagem de Wayne e da própria Gotham. São inúmeras as referências dos capítulos anteriores da saga (em itálico e negrito) do Batman nesse epílogo, e por isso mesmo são minimamente justificáveis as declarações de amor hiperbólicas dos fans da trilogia. Se o Batman de Chris Nolan é a maior trilogia de super herói da história do cinema eu já não sei, mas que é um salto gigantesco para o gênero, disso todos podem ter a mais absoluta certeza.

Observação: Quanto à discussão da continuação ou não do filme (por isso o rápido comentário: a lá Inception), prefiro acreditar na honestidade de Nolan em ter posto de vez por todas o ponto final na saga. Saiba das 5 coisas essenciais antes de assistir ao novo Batman clicando aqui

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Top bilheteria dos EUA

Publicado em 23/08/2010 - 21:31 por | Comentar

Categorias: Geral, Ranking

Os Mercenários, de Sylvester Stallone (na foto, com Jason Statham), consegue a façanha de permanecer no topo do “Ranking” de bilheteria dos EUA pela segunda semana consecutiva. Agora, com mais US$ 16,5 milhões, contabiliza US$ 64.9 milhões, registra o informativo Movieline, analista do mercado mundial. Stallone deve pagar seu filme, que custou US$ 60 milhões, apenas com a bilheteria interna, já que o Movieline aponta uma arrecadação total em torno de US$ 90 milhões.

O sucesso do filme representa um alívio para a Lionsgate, que estava a perigo com o fracasso de Par Perfeito, com Ashton Kutcher (investimento de US$ 75 milhões e apenas US$ 46 milhões em arrecadação). Na semana passada, a produtora e Stallone confirmaram uma continuação, a qual deverá ter a presença de Jean-Claude Van Damme – que destruiu a carreira com o uso de drogas.

À primeira vista, os números obtidos pelos filmes em estréia foram decepcionantes. Os analistas das bilheterias chamaram a semana de “liquidação de agosto”, pois nenhuma dos estreantes chegou sequer aos US$ 15 milhões.

A paródia de terror Os Vampiros que se Mordam (Fox Filmes), da dupla Jason Friedberg e Aaron Seltzer, de A Liga da Injustiça e Espartalhões, abriu em segundo lugar com 12,6 milhões na boca do caixa. Com um elenco de jovens atores desconhecidos, a comédia leva na pagodeira a série Saga Crepúsculo. Estréia no Brasil em 1º de outubro. O treiler tem cenas engraçadíssimas. Confira.

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Comer Rezar Amar (Columbia/Sony), de Ryan Murphy, o novo trabalho de Julia Roberts, soma mais US$ 12 milhões e agora acumula US$ 47 milhões. Produzido por Brad Pitt, traz Julia no papel de Elizabeth Gilbert, uma estadunidense de 30 anos que após um divórcio conturbado viaja pelo mundo num processo de auto descoberta. E obtém sucesso: em três países diferentes descobre o prazer da alimentação (na Itália), a força da fé (na Índia) e o verdadeiro amor (em Bali).

Gilbert, que anotou a vivência em um diário, transformou-o num livro de memórias que, ao chegar às livrarias, se tornou um “best seller” (no Brasil, pela Objetiva). Estréia prevista no Brasil também em 1º de outubro. Veja o treiler.

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Quarto lugar para Lottery Ticket (Warner), dirigido por Erik White, com Loretta Devine, Bow Wow e Ice Cube. Na história, rapaz que ganha na loteria tem de fugir dos vizinhos, amigos e das candidatas a namoradas que querem o seu bilhete premiado. Não consta no Calendário de estréias no Brasil.

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Quinto lugar no Ranking, Piranha 3D (Imagem Filmes), de Alexandre Aja, faturou apenas US$ 10,3 milhões. Apesar do baixo faturamento, a crítica o classificou como “muito divertido”. Custou US$ 24 milhões. Estréia no Brasil 15 de outubro.

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Em sexto, a comédia Os Outros Caras (Sony/Columbia), de Adam McKay, no qual Will Ferrell e Mark Wahlberg interpretam dois desacreditados policiais de Nova York que investigam assassinato e têm a chance da remissão quando o caso ganha espaço na imprensa. Faturou mais US$ 10,1 milhões, alcançando US$ 88,2 milhões em três semanas. Estréia aqui em 1º de outubro.

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Nanny McPhee Retuns (2010), a continuação de Nanny McPhee, a Babá Encantada (2005), de Kirk Jones, não foi bem:  ficou em sétimo no Top com US$ 8,3 milhões arrecadados. Dirigido por Suzanna White, traz novamente Emma Thompson como a babá que se utiliza da magia para colocar as crianças mal comportadas no caminho reto. Também não consta, ainda, no calendário de estréias brasileiro. Em tempo: chegou a ser anunciado no Brasil com o título de Nanny McPhee e as Lições Mágicas.

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Coincidências de Amor (Imagem Filmes), de Josh Gordon e Will Speck, garantiu o oitavo lugar com US$ 8,10 milhões. No enredo, Jennifer Aniston vive uma mulher de 40 anos que após ralar com vários namorados e nada de casamento decide  fazer uma “produção independente”. Pede, então, ao seu melhor amigo, interpretado por Jason Bateman, para ajudá-la a escolher o “esperma perfeito”. Estréia aqui em 17 de setembro.

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Com mais US$ 7,6 milhões arrecadados no final de semana, A Origem (Warner), de Jonathan Nolan, com Leonardo Di Caprio, chega aos US$ 261,8 milhões nas bilheterias. Nono no Top, mas com lugar assegurado entre os campeões de bilheteria da temporada é também um dos melhores do ano. Não ainda não o conferiu, comece pelo treiler…

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Apesar de considerado pela maioria da crítica estadunidense como “uma mistura perfeita de histórias em quadrinhos, música, videogames, artes marciais, humor e romance”, o público jovem desconheceu Scott Pilgrim Contra o Mundo, de Edgar Wright (de Todo Mundo Quase Morto), despencando vertiginosamente nesta segunda semana ao arrecadar “merrecos” US$ 5,3 milhões.

Adaptação da “graphic novel” de Brian Lee O’Malley, conta a história de um rapaz (Michael Cera) líder de uma banda de rock que se apaixona por uma garota misteriosa e, para conquistá-la, tem que enfrentar os sete ex-namorados dela. Estréia em novembro, mas sem data definida.

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