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GRACE, DE MÔNACO – novas fotos de Nicole Kidman

Publicado em 16/05/2013 - 18:42 por | Comentar

Categorias: EM PRODUÇÃO, VEM POR AÍ

A biografia sobre a atriz e princesa Grace Kelly, que teve os direitos comprados pela Weinstein Company, ganhou novas imagens oficiais trazendo Nicole Kidman como a princesa de Mônaco

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Nicole Kidman em GRACE, DE MÔNACO (2013), de Olivier Dahan

Tratando-se  do novo longa do diretor francês Olivier Dahan, responsável por um dos maiores sucessos recentes Piaf – Um Hino ao Amor (La Vie en Rose, 2007) e da consagração da atriz Marion Cotillard. Grace, de Mônaco (Grace of Monaco, 2013) mostra o período da vida de Grace Kelly em que ela se casou com o príncipe de Mônaco e abandonou a carreira no cinema. Grace está com 33 anos e acaba de desistir de sua carreira de atriz para se concentrar em ser uma princesa em tempo integral, usa a sua manobra política nos bastidores para salvar Mônaco enquanto o líder francês Charles de Gaulle e o Príncipe de Mônaco Rainier III estão em desacordo sobre os princípios políticos.

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THE IMMIGRANT – as primeiras fotos

Publicado em 04/05/2013 - 18:29 por | Comentar

Sem filmar desde 2008, quando fez Amantes (Two Lovers), o novo longa do diretor James Gray, The Immigrant, será exibido no Festival de Cannes 2013

Marion Cotillard e Joaquin Phoenix em cena de THE IMMIGRANT

Marion Cotillard e Joaquin Phoenix em cena de THE IMMIGRANT

O novo filme do diretor James Gray (Os Donos da Noite) será exibido dia 24 de maio no Festival de Cannes 2013 e fala sobre a a jornada de uma imigrante polonesa (Marion Cotillard) aos EUA, nos meados da década de 20. No seu caminho, um cafetão (Joaquin Phoenix) que a obriga a vender o próprio corpo e um mágico (Jeremy Renner) que pode ser sua salvação.

Confira algumas imagens de The Immigrant

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Data de estreia

Deve chegar aos cinemas brasileiros no segundo semestre.

 

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DIA INTERNACIONAL DA MULHER – da História para o Cinema

Publicado em 08/03/2013 - 14:32 por | Comentar

Mulheres na História e da História para o Cinema. Confira alguns filmes que resgatam as ações e personalidades de mulheres brilhantes e notáveis que enfrentaram as armas, combateram o preconceito, promoveram mudanças sociais, lutaram pelo direito aos próprios, cantaram e expressaram as artes en seus mais diversos campos, e pregaram igualdade, a justiça e o amor. Histórias de grandes e inesquecíveis mulheres

Carmem Miranda

Carmem Miranda

Carmen Miranda

Carmen Miranda – Bananas is myBusiness
(Carmen Miranda – Bananas is my Business, Brasil/Inglaterra, 1995), de Helena Solberg e David Mayer. 95 minutos.

Documentário de longa-metragem que reconstrói a história e a trajetória artística da cantora portuguesa que se tornou uma “célebre brasileira” no mundo do entretenimento com dançariona e cantora, tendo conquistado a fama e Hollywood entre os anos de 1930 e 1950.  (mais…)

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GLOBO DE OURO 2013 – os Indicados

Publicado em 13/12/2012 - 11:45 por | 2 Comentários

Lincoln lidera mais uma vez as indicações de um Globo de Ouro com concorrentes dos mais diversificados e bem aceitos filmes da temporada, todos pelo público e a crítica

O prêmio do sindicato de imprensa estrangeira em Hollywood outrora fora considerado o principal termômetro do Oscar, onde os vencedores de um ganhavam no outro com muita facilidade, mas que nos últimos 5 anos, vem se constituindo em divergência entre os vencedores das duas premiações. Porém a jornalista e crítica de cinema Ana Maria Bahiana – e única votante brasileira do Globo de Ouro -, explica o fato: pessoas de nacionalidades diferentes, com gostos de diferentes e cargas culturais diferentes, que formam a associação da imprensa estrangeira em Hollywood, resultam nessa diversidade de indicados e premiados.

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PREMIAÇÕES-EUA – os indicados do SAG

Publicado em 12/12/2012 - 12:47 por | Comentar

Foram divulgados os indicados ao Screen Actors Guild Awards 2013, o prêmio dos sindicatos de atores de Hollywood e principal termômetro para o Oscar 2013

O SAG é a premiação onde os votantes são atores, em sua maioria também votantes do Oscar, ou seja, os atores ganhadores desse prêmio geralmente são os mesmos vencedores do Oscar, salvo rara exceções, como ano passado, onde Viola Davis ganhou Melhor Atriz no SAG Awards por Histórias Cruzadas, e no Oscar, a vencedora foi Meryl Streep por A Dama de Ferro. O prêmio de Melhor Elenco é considerado a categoria Melhor Filme na premiação.

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CRITICS CHOICE AWARDS 2013 – o recorde de LINCOLN

Publicado em 11/12/2012 - 17:16 por | Comentar

O drama Lincoln de Steven Spielberg recebe o número recorde de indicações à premiação: 13. Sorte ou azar de Steven Spielberg que já saiu do Oscar de mãos abanando? Em seguida, Os Miseráveis indicado em 11 categorias

Banner de LINCOLN

O drama biográfico dirigido por Steven Spielberg que conta parte da vida do ex-presidente estadunidense Abraham Lincoln recebeu um número recorde de inficações ao Broadcast Film Critics Association Awards, também conhecido como Critics Choice Awards. Lincoln foi o filme com mais indicações, 13 em um total, seguido pelo musical de Tom Hooper Os Miseráveis, que conseguiu emplacar 11 indicações, e da comédia O Lado Bom da Vida, que recebeu 9.

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NOS EUA – os estrangeiros no circuito independente

Publicado em 04/09/2012 - 18:03 por | Comentar

Categorias: CINEMA INDEPENDENTE

O circuito independente dos EUA está cada vez mais ocupado pelas produções estrangeiras. No Brasil, esse circuito independente se chama salas de filmes de arte. A ocupação é tão expressiva que alguns sites de análise do mercado (como o boxofficemojo.com e o thewrap.com) têm destacado o fortalecimento do cinema independente, seja tanto da produção estadunidense quanto da produção estrangeira que lá tem se destacado. Ocupam os circuitos exibidores estadunidenses, produções inglesas, francesas, mexicanas e até brasileiras. Prepare-se: alguns desses filmes podem chegar ao Brasil, outros já estão em exibição e alguns devem ficar inéditos. Conheça alguns desses filmes ousados e de qualidasde

2 Days in New York (França)

E elas, as produções estrangeiras também têm conquistado o cinéfilo estadunidense. Um exemplo, 2 Days in New York, co-produção europeia envolvendo França, Alemanha e Bélgica, o segundo trabalho da atriz Julie Delpy atrás das câmeras, que estreando em apenas duas telas em Nova York, há 3 semanas, teve uma média 13,5 mil dólares – a melhor entre os filmes em exibição no final da semana -, obtendo estupendos 27 mil dólares.

Veja o trailer de 2 Days in New York.

Imagem de Amostra do You Tube

Imagine quanto o filme arrecadou nestas 3 semanas! Nada menos de US$ 284,1 mil. Uma façanha para uma pequeníssima produção estrangeira – mas falada em inglês, diga-se. 2 Days in New York é a sequência de 2 Dias em Paris (Two Days in Paris, 2007), dirigido pela própria Julie Delpy, que também é, nos 2 filmes, a principal atriz, vivendo Marion, francesa que após romper com o namorado do primeiro filme, Jack, vive agora em Nova Iorque com as incertezas de assumir outro relacionamento. O candidato é um afro americano, Mingus (Chris Rock).

Atualização
Renda = 326,876
Cinemas = 41
Dias exibição = 21

Meet the Fokkens (Holanda)

Outro filme estrangeiro em cartaz por lá e destacado pela crítica, o documentário holandês Meet the Fokkens (Ouwehoeran, 2011), de Gabrielle Provaas e Rob Schröder. Apenas com uma cópia, abriu a sua exibição, 3 semanas atrás, com surpreendente US$ 10,5 mil. Agora, em 19 dias, já alcança os US$ 25 mil. Provaas e Schröder enfocam as irmãs gêmeas Louise e Martine Fokkens, que por mais de 50 anos trabalharam como prostitutas em um bairro de Armsterdã.

Conheça o trailer de Meet the Fokkens.

Imagem de Amostra do You Tube

A crítica tem destacado a reconstituição crua da trajetória das duas mulheres, as quais se libertaram de seus cafetões, construíram o seu próprio bordel e fundaram o sindicato da categoria na Holanda. Hoje, aposentadas, são vistas como pessoas notáveis, cuja história pessoal se confunde com a do próprio bairro. Atente que dificilmente este filme chegará às telas brasileiras. Talvez, quem sabe, às locadoras.

Atualização
Renda = 26.885
Cinemas = 1
Dias exibição = 23 dias

Queen of Versailles (EUA, Holanda, Reino Unido e Dinamarca)

Documentário dirigido por Lauren Greenfield, acompanha, durante 2 anos, o faraônico investimento de um casal bilionário, David e Jacqueline Siegel, para construir em Las Vegas uma réplica do palácio francês de Versailles. O problema é que essa construção, feita na época em que a bolha imobiliária ameaçava explodir na economia estadunidense, começa a consumir rapidamente o dinheiro do casal.

Conheça o trailer de Queen of Versailles.

Imagem de Amostra do You Tube

Ao fim de sua 4ª semana em cartaz, o documentário, que também fez sucesso no Festival de Sundance, expandiu de 68 para 84 cinemas para alcançar uma inesperada bilheteria de 210 mil dólares, média de dois mil e quinhentos dólares por sala. Agora, ao completar 40 dias em exibição, a Magnólia Pictures comemora a excepcional renda de US$ 1,5 milhão. É outro filme que, apesar dos números, dificilmente chegará aos cinemas ou mesmo ao mercado de vídeo brasileiro.

Atualização
Renda = 1.637,048
Cinemas = 89
Dias exibição = 42 dias

Searching for Sugar Man (Suécia-Reino Unido-África do Sul)

Vencedor do Prêmio do público no Festival de Sundance deste ano, Searching for Sugar Man, de Malik Bendejelloul, é outra produção estrangeira a adentrar aos circuitos de arte dos EUA. E, por se tratar de um documentário produzido na África do Sul em coprodução com a Suécia e o Reino Unido, surpreende que rapidamente tenha alcançado o sucesso, inicialmente, em apenas 7 cinemas com uma arrecadação de 63 mil e 250 dólares.

Veja o trailer de Searching for Sugar Man.

Imagem de Amostra do You Tube

Narrado em forma de crônica jornalística, Searching for Sugar Man encontra-se em 37º lugar no Box Office estadunidense do Mojo com uma arrecadação de US$ 495,1 mil dólares, em 31 dias em cartaz. Aclamado pela crítica como uma obra-prima, o documentário acompanha a jornada de dois fãs de um cantor e compositor mexicano chamado Rodriguez, misteriosamente desaparecido após gravar um CD que bombou instantaneamente nos 70. Malik entrevista familiares e amigos próximos ao artista e, com base numa gravação encontrada anos após ele supostamente ter se suicidado, os fãs são levados à África do Sul, onde as suas investigações desvendam uma história extraordinária e surpreendente. A chance de Searching for Sugar Man chegar às telas nacionais é mínima.

Atualização
Renda = US$ 693,000
Cinemas = 3
Dias exibição = 31

E, finalmente, ocorreu, de forma auspiciosa, a estreia de O Som ao Redor (com o título de Neighboring Sounds), o primeiro longa-metragem do pernambucano Kleber Mendonça Filho. Recebido com rasgados elogios pela crítica estadunidense, se posta, desde já, como um dos favoritos para a disputa do filme a representar o Brasil no Oscar em 2014. Ingressou em 2 cinemas de Nova York e conquistou, nos primeiros 3 dias, 14 mil e 157 dólares. Na segunda semana a sua renda já aumentou em mais 5 mil dólares.

Veja o trailer de O Som ao Redor.

Imagem de Amostra do You Tube

Atualização
Renda – US$ 19,795
Dias em cartaz – 14
Semanas – 2

O cinema francês, não se tem dúvida, em termos de ocupação do mercado internacional, só perde mesmo para Hollywood. Em lançamento sólido, embora não espetacular, Até a Eternidade (Les Petits Mouchoirs, 2010), de Guillaume Canet, em exibição lá com o título de Little White Lies, arrecadou, apenas em 3 cinemas, 26 mil e 500 dólares – uma média de US$ 8.833. Já em cartaz no Brasil, está tendo muita dificuldade em ser programado por causa de suas quase 3 horas de duração.

Confira o trailer de Até a Eternidade.

Imagem de Amostra do You Tube

Com sua trilha sonora nostálgica de hits clássicos de Creedence Clearwater Revival, Janis Joplin, Nina Simone, entre outros, e um elenco marcado pela presença de vários astros do primeiro time da França – Jean Dujardin, Marion Cotillard, François Cluzet, Benoit Magimel, entre outros -, a crítica o tem classificaco como “um épico contemporâneo” ao tratar das relações de amizade de um grupo de pessoas que se reúne anualmente, mas que agora está ameaçado porque um acidente deixou um deles gravemente ferido e o dono da casa de campo recusa-se a promover as férias em solidariedade ao amigo hospitalizado -o que gera reações adversas. Nesta semana, o filme passou a ser exibido em 12 salas. Veja o resultado.

Atualização
Renda = US$ 37.303
Cinemas = 12
Dias exibição = 10
Renda Mundial = US$ 48.363.685

 

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BATMAN O CAVALEIRO DAS TREVAS RESSURGE/Crítica – os excessos de Nolan

Publicado em 29/07/2012 - 5:38 por | 16 Comentários

Categorias: CRÍTICAS DE FILMES

Estruturado em uma história complexa, desnecessariamente longa e com excesso de temas, ação e personagens centrais, Batman – o Cavaleiro das Trevas Ressurge não chega a ser um bom filme

Batman – o Cavaleiro das Trevas Ressurge, o filme de Christopher Nolan que encerra a trilogia dedicada ao Homem-Morcego criado por Bob Kane (1915-98) em 27 de maio de 1939, recebeu nada menos de 92% de aprovação da crítica estadunidense, expressada por 37 análises positivas, 6 mistas e duas negativas do site Metacrítica; e das 255 compiladas pelo site Rotten Tomatoes, 220 positivas e apenas 35 negativas – 86% de aprovação. Na avaliação do público, segundo o site, 93% da plateia que viu o filme o aprovou.

Sem me deixar influenciar pelas estatísticas, polêmicas e eventos trágicos que se seguiram ao lançamento da película nos EUA, conferi Batman – o Cavaleiro das Trevas Ressurge em uma sessão fechada, a qual me credenciou a uma tranquila avaliação da obra de mister Nolan sem a influência do público ou de companheiros de profissão. E o filme me decepcionou, por vários motivos.

A primeira constatação é de que Nolan quis encerrar a trilogia com uma obra épica, no sentido de grandeza, enfocando e aliando vários temas em só história. Aí ele cometeu o seu grande erro, o maior dos excessos. Essa questão referente ao tempo de duração, aparentemente irrelevante, posta-se, no entanto, como fundamental. Em Batman Begins, Nolan deu o seu recado em 2h20 minutos; e em O Cavaleiro das trevas, chegou a 2h32 minutos. Em ambos, a longa duração flui como um rio tranquilo.

Em 2h46 minutos Batman – o Cavaleiro das Trevas Ressurge mostra-se como um filme “inchado”. A complexa história armada por Nolan com a colaboração de seu irmão Jonathan e o roteirista David S. Goyer preocupa-se muito com a ação e não tem tempo suficiente para desenvolver a contento os diversos temas pelos quais perpassa através de vários gêneros e, principalmente, pela dramaticidade, o elemento de sustentação da narrativa.

Em sua estrutura, o roteiro agrega o exílio voluntário de Bruce Wayne (Christian Bale) e seu drama pessoal, a motivação de sua ausência como Batman; o surgimento de uma ladra, Selina Kyle (Anne Hathaway), que depois se assume como a Mulher-Gato; um vilão com uma máscara de ar chamado Bane (Tom Hardy) e seu plano para desmoronar a democrática sociedade de Gotham City, transformando-a em um caos que a remete ao passado das barbáries humanas; a luta do Comissário Gordon (Gary Oldman) para organizar uma polícia esfacelada; a coragem e a integridade do detetive John Blake (Joseph Gordon-Levitt) e o seu empenho em vasculhar a vida de Bruce Wayne.

Perpassando por gêneros

O que se vê na tela é um filme longo que começa como uma aventura de ação (a sequência do avião e o aparecimento do vilão Bane), passa a drama com requintes de Ladrão de Casaca (a relação de Bruce com Selina), depois derrapa no “thriller” de assalto (à Bolsa de Valores), trafega pela ficção científica (o reator atômico, o Bat-Pod, a devastação de Gotham), envereda pelo romance (entre Bruce e Miranda Tate, vivida pela francesa Marion Cotillard), adentra à trama política (a derrubada do governo democrático, a supressão dos direitos constitucionais do povo), retorna a aventura com as sequências do poço, chega ao policial (a rebelião dos policiais comandada por Foley (Matthew Modine), que acaba morrendo; e se conclui novamente como um drama com elementos de suspense e abertura para a retomada em um “reboot”. Não é pouco.

A conclusão aqui é óbvia: Nolan e seus colaboradores estruturaram um roteiro que trafega por diversos gêneros sem se fixa em nenhum deles. Esse é o sentido épico ao contar a história de Gotham e seus personagens, centrais e secundários.

Quanto a estes, os personagens centrais, o enredo é dividido em pedaços a fim de cada um deles tenha a sua cota de participação. Na trama, não são apenas as figuras de Bruce Wayne e Batman postadas como heróis. O Comissário Gordon (mesmo ferido deixa o hospital, reúne os policiais sem comando e desarma a bomba), o detetive Blake (com sua postura moral e íntegra) e a Mulher-Gato (salvadora da vida de Batman) têm sua cota de participação como heróis. Este é outro aspecto da intenção “épica” do filme.

Entre todos esses personagens o que mais se sobressai é a do detetive John Blake. Vivido com desenvoltura por Joseph Gordon-Levitt, já no meio da trama se sente que, pelo exemplar comportamento e comprometimento com a ética, bem que poderia ser o substituto de Bruce Wayne e o homem com todas as condições de assumir a vestimenta do Homem-Morcego. Tiro e queda.

Não posso afirmar com certeza absoluta (mesmo porque o absoluto pode não ser), mas deverá ser este o caminho do “reboot” que Nolan estaria compromissado em comandar para uma nova trilogia, a qual deverá ser iniciada em 2015 (uma última notícia dá conta de que ele está acertando contrato com a Sony para um reboot de 007). O Cinema seguindo os passos dos quadrinhos na reformulação de seus super heróis.

Dramaticidade esfacelada

Percebam que, nos filmes anteriores, a dramaticidade estava acima de todas as ações das histórias. Era o drama angustiante de Bruce Wayne, a sua dor e a solidão que serviam de desenvolvimento às tramas, tendo como pano de fundo uma Gotham “dark” e melancólica, na qual se desenvolve uma luta silenciosa entre a corrupção e a marginalidade e a lei e a honra.

Era o Bruce Wayne traumatizado que ditava as ações em luta contra a marginalidade. O Espantalho (Cillian Murphy) era o louco da hora em Batman Begins; em O Cavaleiro das Trevas era um anárquico Coringa o vilão de questionamentos filosóficos envolvendo crime, ética e honra, além de um político, Harvey Dent (Aaron Eckhart) mostrando como qualquer humano pode se tornar um Duas Caras.

Essa dramaticidade viva, latente e condutora dos filmes anteriores não está presente em O Cavaleiro das Trevas Ressurge. Nem o drama de Bruce, tampouco o do vilão Bane se impõem ao longo da trama, a qual apela para as reviravoltas a fim de, em vão, sustentá-la, mesmo com a incisiva e excepcionalmente funcional trilha sonora de Hans Zimmer.

Bane, inclusive, não é aquele vilão capaz de se impor, sequer pela extremada maldade, tampouco pela falta de astúcia em roubar o filme do herói, como fez o Coringa de Heath Ledger. Não há dúvida: sente-se falta de um vilão fascinante como o Coringa de Ledger. Christy Lemire tem razão na observação.

O Cavaleiro das Trevas Ressurge se sustenta graças a momentos isolados marcados pela presença de alguns personagens, como Anne Hathaway como a Mulher-Gato, a do Espantalho como o juiz louco dos julgamentos ilegais comandados pelos aliados de Bane em uma Gotham envolta pelo caos, a filantropa Miranda Tate (Marion Cotillard) em seu romance com Bruce Wayne e, posteriormente, revelando em qual lado está, e, claro, John Blake.

Todos esses aspectos sofrem a influência da ação incessante dada a Batman – o Cavaleiro das Trevas Ressurge. Nada se torna empolgante, a trama não é capaz de puxar o espectador para dentro da história e, por conta disso, impossível o filme alcançá-lo com a emoção. O filme é justamente isso: sem emoção.

Batman – o Cavaleiro das Trevas Ressurge detém uma excelente qualidade técnica (embora algumas cenas de ação deixem a desejar), principalmente quanto aos efeitos especiais. Quanto a esses, são responsáveis pelo melhor momento do filme, o do processo de devastação de Gotham – um primor de tecnologia.

O elenco também trata de dar relevância ao filme, brindando o espectador com interpretações extraordinárias. E os responsáveis por isso são os veteranos. Do Alfred de Michael Caine, passando pelo Comissário Gordon de Gary Oldman, o genial Lucius Fox de Morgan Freeman, até o medroso Foley de Matthew Modine, todos estão soberbos.

No entanto, um ator, entre todos, se sobressai em Batman – o Cavaleiro das Trevas Ressurge: Joseph Gordon-Levitt. Dono e ladrão das cenas nas quais intervém, concede uma justa e angustiante dimensão humana ao seu personagem Blake, em sua preocupação com os rumos da sociedade, com a morte lenta e gradual da integridade humana e dos perigos que cercam a liberdade e a democracia.

Concluindo, Batman – o Cavaleiro das Trevas Ressurge não é um filme ruim, mas tem sérios problemass estruturais. E vejo como lamentável que tenha resultado em uma obra tão irregular, repleta de boas ideias, mas que tenha falhado justamente em sua estrutura dramática, preterida pelo excesso em tudo aquilo que contém – de temas, gêneros, personagens centrais e de uma ação incessante (e para lá de barulhenta), que poderá agradar aos fãs do herói, mas sinceramente não sei se capaz de contentar a todos, principalmente aqueles mais exigentes.

Ficha técnica

Batman – o Cavaleiro das Trevas Ressuirge (Batman the dark night rises, EUA, 2012), de Christopher Nolan, com Christian Bale, Anne Hathaway, Joseph Gordon-Levitt. 164 minutos. 12 anos. Warner.

Confira o trailer.

Imagem de Amostra do You Tube

 

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BATMAN- O CAVALEIRO DAS TREVAS RESSURGE/Crítica – apenas o fim…

Publicado em 28/07/2012 - 17:30 por | 4 Comentários

Categorias: CRÍTICAS DE FILMES

Christopher Nolan amarra as pontas soltas e justifica as declarações de amor hiperbólicas dos fãs da trilogia composta por Batman Begins, Batman: o Cavaleiro das trevas e por este capítulo final: Batman: o Cavaleiro das trevas ressurge

Ao final de Batman: o Cavaleiro das trevas, vemos a figura de Harvey Dent (Aaron Eckhart) - o “duas caras” – ser imortalizada como ídolo de justiça e figura moralmente incorruptível, a verdadeira face de Dent – aquela escondida por debaixo das queimaduras – nunca seria revelada, mesmo após a sua morte (atribuída ao Batman). A sequência de abertura de Batman: o cavaleiro das trevas ressurge se passa na mansão Wayne oito anos após os acontecimentos de O Cavaleiro das trevas, uma homenagem ao aniversário de morte de Harvey Dent é realizada pelas autoridades de Gotham, entre elas o Comissário Gordon (Gary Oldman), que, convencido a revelar o que realmente aconteceu na noite do assassinato de Dent, acaba sucumbindo aos seus valores morais. O que seria pior então? Destruir o símbolo que alimentara a esperança do povo de Gotham por todos esses anos ou ser consumido pelo peso de saber a verdade e ter de manter todos os outros na ignorância? Os símbolos e suas funções são temas que já haviam sido trabalhados nos dois filmes anteriores da trilogia (mais particularmente em Batman Begins) e que tomam proporções épicas nesse desfecho de trilogia.

Com roteiro escrito pelos irmãos Nolan (Jonathan e Chris) e direção de Chris Nolan, Batman: o Cavaleiro das trevas ressurge é – apenas – o fim da saga épica do homem morcego. Aposentado e recluso há oito anos, Bruce Wayne está consumido pela melancolia e pelo luto, o seu dever a Gotham já havia sido pago, contudo, os demônios de seu passado continuam a lhe consumir, a morte de Rachel Dawes e Harvey Dent, a perda do simbolismo heroico de seu uniforme negro e sua inaptidão física lhe impedem de sair da mansão Wayne dar qualquer significado de conotação positiva a sua vida. Apenas quando uma ameaça completamente nova e desconhecida é introduzida ao universo de Gotham, o Comissário Gordon, juntamente com o jovem oficial de polícia Blake (Joseph Gordon-Levitt), conseguem convencer Bruce não só da importância do Batman como arma da justiça, mas como um símbolo a ser seguido pelo povo.

O vilão Bane, vivido por Tom Hardy – introduzido no filme com maestria na cena do avião -, é o capanga às avessas. Contratado inicialmente para levar Bruce Wayne a falência (e fatalmente a Wayne Enterprise) com a ajuda de Selina Kyle (a mulher gato vivida por Anne Hathaway), ele tem uma ligação direta com Ra’s Al Ghul (personagem vivido por Liam Neeson) e com a Liga das Sombras, e pretende utilizar um reator nuclear desenvolvido pela Wayne Enterprise para concluir o destino de Gotham: as cinzas.

Aspectos Visuais

Com produção de design de Nathan Crowley e fotografia de Wally Pfister –  com quem Nolan já havia trabalhado nos dois outros filmes da trilogia -, O cavaleiro das trevas ressurge emerge de um universo frio e descolorido assim como em O cavaleiro das trevas e Batman Begins, a escolha de figurino em tons escuros e sets quase sempre sombrios salienta ainda mais a escolha da equipe em deixar o filme menos fantasioso.

É interessante notar detalhes na decoração de set que refletem diretamente na psicologia do personagem, como na arquitetura da mansão Wayne, de fachada impecável mas repleta de móveis encobertos por panos e porta-retratos com fotos de seus pais e de Rachel Dawes, como em uma casa abandonada ou recém mudada, detalhes como esses comunicam visualmente ao espectador o estado de espírito de Bruce, um homem devastado, consumido pelo passado, que nunca poderá reconstruir sua casa como era quando seus pais ainda viviam e que nunca seguirá adiante com suas mortes e da mulher que amava.

Aqui, Nolan prova novamente seu talento pelo megalomaníaco, cenas de ação de proporções gigantescas e montagens paralelas, camada após camada como em A Origem, embalam o ritmo de tensão do filme – aliados à trilha sonora de Hans Zimmer que novamente consegue extrair até a última gota de tensão em suas batidas mono-rítmicas -. Infelizmente, há algumas falhas no roteiro dos Nolan, falhas em relação a construção de personagens importantes para a trama como o de Selina Kyle e Miranda Tate, e até mesmo falhas temporais e geográficas. O passar dos dias é confuso e o deslocamento dos personagens no universo de Gotham é dubitável. Felizmente o resultado final é excelente, tendo em vista que as falhas expostas são pontuais e – até certo ponto – não atrapalham o decorrer da trama principal.

No elenco principal temos os nomes que já haviam participado dos outros dois filmes da trilogia como: Morgan Freeman (Lucius Fox), Michael Caine (Alfred), Cillian Murphy (Dr. Crane), Liam Neeson (Ra’s Al Ghul), Gary Oldman (Comissário Gordon), Christian Bale (Bruce Wayne/Batman) e outros nomes que já haviam trabalhado anteriormente com Nolan como: Tom Hardy (Bane), Joseph-Gordon Levitt (Blake) e Marion Cotillard. Anne Hathaway (Selina Kyle/Mulher gato) é o único nome do elenco a trabalhar pela primeira vez com Nolan e confere à Selina Kyle uma elegante e irônica mulher gato, sem decepcionar os fans, como os rumores sugeriam.

O cavaleiro das trevas ressurge não é só um final brilhante de trilogia (a lá Inception) como é perceptivelmente arquitetado há anos por Nolan, o resgate de personagens importantes de Batman Begins como Ra’s Al Ghul e momentos importantes na vida de Bruce Wayne vividos no primeiro filme da trilogia são de primeira importância para a construção desse capítulo final. Assim como as figuras de Harvey Dent e de Rachel Dawes de O Cavaleiro das trevas servem como sombra na construção do personagem de Wayne e da própria Gotham. São inúmeras as referências dos capítulos anteriores da saga (em itálico e negrito) do Batman nesse epílogo, e por isso mesmo são minimamente justificáveis as declarações de amor hiperbólicas dos fans da trilogia. Se o Batman de Chris Nolan é a maior trilogia de super herói da história do cinema eu já não sei, mas que é um salto gigantesco para o gênero, disso todos podem ter a mais absoluta certeza.

Observação: Quanto à discussão da continuação ou não do filme (por isso o rápido comentário: a lá Inception), prefiro acreditar na honestidade de Nolan em ter posto de vez por todas o ponto final na saga. Saiba das 5 coisas essenciais antes de assistir ao novo Batman clicando aqui

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BATMAN O CAVALEIRO DAS TREVAS RESSURGE – pela última vez..

Publicado em 20/11/2011 - 7:51 por | Comentar

Categorias: VEM POR AÍ

O terceiro longa de Christopher Nolan baseado no herói criado por Bob Kane e produzido pela DC Comics, Batman – o Cavaleiro das Trevas Ressurge é também o último da franquia nas mãos do diretor. O protagonista da franquia, Christian Bale, intérprete do homem morcego, disse em entrevista concedida ao site UOL que deixar o personagem é como “dar adeus a um velho amigo” e que interpretar um mesmo personagem por tanto tempo lhe permite aprofundar-se no relacionamento com ele. A revista de cinema Empire, uma das mais respeitadas, em sua nova edição, traz duas capas destacando o vilão Bane e o herói mascarado

 

PEDRO AZEVEDO
Colaborador

Também na entrevista, Bale comentou o processo de criação do personagem em suas mãos e de Nolan, enfatizando nos conflitos emocionais de Bruce Wayne, o dor e o luto pela morte dos pais, a justiça feita com as próprias mãos como maneira de suprir a perda, e, a máscara de mauricinho milionário que sustenta com tanta veemência, tentando esconder sua própria idiossincrasia. Nolan, em Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge traz um Bruce Wayne ainda mais “cataclísmico”, influência direta da HQ Batman Ano Um, de Frank Miller e David Mazzucchelli, que reconta com maestria a origem do personagem tal como suas dores e o que o levou tornar-se cavaleiro das trevas.
Em O Cavaleiro das Trevas Ressurge, como de costume nos filmes de Christopher Nolan, foram usadas sete locações ao redor do globo, entre elas, em cidades da Índia, Inglaterra e Escócia, além dos Estados Unidos da América. Estarão também no seu elenco Anne Hathaway como Selina Kyle a mulher gato, Tom Hardy como o vilão principal Bane, Joseph Gordon-Levitt como John Blake, Gary Oldman como Comissário Gordon, Marion Cotillard como Miranda Tate, Liam Neeson de volta com Ra’s Al Ghul, Morgan Freeman como Lucius Fox  e Michael Caine como o eterno mordomo Alfred.

O filme terá o seu primeiro trailer completo em exibição junto ao novo Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras, de Guy Ritchie.

A revista de cinema Empire Magazine, edição estadunidense, em sua nova edição que chega às bancas na próxima 5a.feira, 24, traz duas capas dedicadas ao filme. Segundo consta, a revista trará tudo sobre a produção, além de entrevistas com o diretor e atores. Confira, abaixo, as duas capas.

Datas de Estréia
Batman – o Cavaleiro das Trevas Ressurge
Brasil – 27 de Julho de 2012

Sherlock Holmes: o Jogo das Sombras
Brasil – 13 de Janeiro de 2012

Confira o primeiro teaser-treiler de Batman – o Cavaleiro das Trevas Ressurge.

Imagem de Amostra do You Tube

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