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FESTIVAL DE TRIBECA – 3 realizadores

Publicado em 04/04/2013 - 17:38 por | Comentários desativados

O Festival de Tribeca, que ocorre entre os dias 17 e 28 de abril, na cidade de Nova York, é uma vitrine para novos realizadores, assim como para veteranos, alguns consagrados internacionalmente. O blog de cinema do Diário do Nordeste apresenta uma série de matérias com três realizadores selecionados para a XII edição do festival, com os perfis apontados acima: o respeitadíssimo diretor holandês de origem indonésia Leonard Hetel Helmrich, o americano Banker White,  e o jovem diretor israelense Jonathan Gurfinkel, 36 anos, nosso primeiro entrevistado, que, com seu filme de estréia, Six Acts (Shesh Peamim, Israel, 2012) arrebatou os prêmios de melhor filme de estréia e TV5 Outro Olhar, do Festival de San Sebastián, e os prêmios de melhor roteiro e melhor atriz no Festival Internacional de Haifa. Ao contrário do que se pode esperar de uma produção oriunda de um país mais lembrado pelos anos de conflito entre israelenses e palestinos, temos aqui outro tipo de drama, universal, silencioso e que remete à desagregação social, à violência inerente ao sistema capitalista e aos reflexos de tudo isso na esfera das relações pessoais, com destaque para a sexualidade adolescente

O jovem diretor Jonathan Gurfinkel: filme de estréia premiado em San Sebastián

O jovem diretor Jonathan Gurfinkel: filme de estréia premiado em RAIFA e SAN SEXBASTIAN

Six Acts (Shesh Peamim, Israel, 2012) é uma ficção inspirada em acontecimentos reais. Mas essa definição é absolutamente desnecessária para a compreensão imediata do filme. O título A Garota mais Fácil da Escola, cunhado pelo jornal espanhol El Mundo, em matéria a respeito do longa, é revelador tanto da essência realista quanto da universalidade da estória: afinal, quem nunca conheceu, em seus tempos de escola ou faculdade, aquela garota que era considerada a vadia do lugar?

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Peter O”Toole se aposenta – sem o “demônio adorável”

Publicado em 10/07/2012 - 22:37 por | Comentar

Categorias: Geral

Um dos mais notáveis atores do cinema e do teatro deixa, a partir de hoje, terça-feira, 9, as telas e os palcos. Aos 80 anos, Peter O’Toole, o eterno Lawrence da Arábia, se aposenta. O anúncio, por parte do próprio ator, foi divulgado pelo site The Wrap. Apesar de ter sido um dos mais brilhantes astros da constelação do cinema internacional e ter conquistado 8 indicações ao Oscar, nunca levou para casa esse “demônio adorável” – como o denominava – por um dos filmes ao qual foi indicado como melhor ator

Peter O'Toole em O ÚLTIMO IMPERADOR, de Bernardo Bertolucci

Desde que a tela o estampou com os inquietos olhos azuis e uma magreza exemplar como Thomas Edward Lawrence (1888–1935), o oficial britânico que liderou os exércitos árabes contra os turcos no Oriente Médio durante a 1ª Guerra Mundial (1915-18), Peter O’Toole ganhou um lugar entre os inesquecíveis do cinema. Surgia ali um dos mais notáveis e brilhantes atores do século XX, cuja paixão pela interpretação dividiria entre os palcos e as telas.

Nascido na Irlanda em 2 de agosto de 1932, criado em Leeds, Inglaterra, chegou a concretizar o sonho de trabalhar como jornalista e se tornasse um repórter exemplar, a sua carreira estava direcionada para o teatro – e aos 17 anos. Durante a 2ª Guerra trabalhou, por 2 anos, como radiotelegrafista e, ao seu fim, estudou na Academia Real de Artes Dramáticas (a mais expressiva da Inglaterra, fundada em 1904 pelo ator Sir Herbert Beerbohm Tree), de onde saiu para o palco do prestigiado Bristol Old Vic. Passou pela televisão em um seriado e um drama e chegou a fazer 2 filmes, em 1960, 3 filmes: Herança de Sangue (Kidnapped, 1960), capa e espada de Robert Stevenson, com Peter Finch, no qual era o 10º nome do elenco; o policial O Dia em que Roubaram o Banco da Inglaterra (The Day they Robbed the Bank of England), de John Guillermin, com Aldo Ray; e o excepcional Sangue Sobre a Neve (The Savage Innocents), de Nicholas Ray, ao lado de Antony Quinn.

Em 1962, numa decisão surpreendente, David Lean o escolheu pessoalmente para viver o arqueólogo, militar, agente secreto, diplomata e escritor inglês T. E. Lawrence em Lawrence da Arábia, o líder da Revolta Árabe no período 1916-18 no Oriente Médio. O’Toole, ao lado de vetranos como Omar Shariff, Alec Guiness, Anthony Quinn, Jack Hawkins, José Ferrer, Anthony Quayle, Claude Rains e Arthur Kennedy,  compôs uma interpretação visceral, a qual Lean explora em closes que espalham ao longo dos 210 minutos de duração da superprodução que custou, à época, US$ 15 milhões (arrecadou US$ 70 milhões em todo o mundo).

Confira o trailer original de Lawrence da Arábia.

Imagem de Amostra do You Tube

O’Toole comporia, ainda, vários personagens notáveis ao longo da carreira, entre figuras reais e de ficção. Entre os seus grandes papéis estão o Thomas Becket de Becket, o Favorito do Rei (64), de Peter Glenville, com Richard Burton; o James Burke de Lord Jim, de Richard Brooks, e o Michael James de O Que é que Há, Gatinha? (65), de Clive Donner, com Romy Schneider, o terceiro anjo de A Bíblia… no Principio (66), de John Huston, o general Ganz de A Noite dos Generais (67), de Anatole Litvak, o Henrique II de O Leão no Inverno (68), de Anthony Harvey, com Katherine Hepburn; o Arthur Chipping de Adeus Mister Chips (69), de Herbert Ross, com Petula Clark; e o Don Quixote de La Macha em O Homem de La Mancha (72), de Arthur Hiller, com Sofia Loren.

Na década de 70 ele interrompeu a carreira para cuidar de dores no estômago, que se pensava seria devida ao seu hábito de beber, mas que acabou se revelando um câncer, o qual ele acabou superando após sério tratamento.

Ainda no final da década O’Toole retornou vigoroso em 2 filmes: a aventura Zulu, de Douglas Hickox, com Burt Lancaster, e no drama fajuto histórico Calígula (79), de Tinto Brass, no qual viveu o tirano Tibérius. Nos anos 80 registrou o seu talento em O Fugitivo (80), de Richard Rush, com Barbara Hershey, na comédia Um Cara Muito Baratinado (82), de Richard Benjamin, no qual dá um show como um ator em decadência. Restaria, ainda, um papel secundário em O Último Imperador (89), de Bernardo Bertolucci, e em seguida a carreira entrou em declínio, passando a atuar na televisão e retornando ao teatro, onde, disse, se sentia mais confortável do que nos sets.

Mas, esporadicamente, O’Toole aparecia brilhante em filmes menores como As Filhas de Rebecca (92), de Carl Francis, no épico Tróia (2004), de Wolfgang Petersen, e na deliciosa comédia Vênus (2006), de Roger Michel (imperdível, está em DVD), e na fantasia Stardust – o Mistério da Estrela (2008), de Matthew Vaughn. Também deve ser contabilizada a sua atuação na minissérie The Tudors, no qual interpreta o Papa Paulo III, e no empréstimo de sua voz ao Anton Ego do excepcional Ratatouille (2007), a animação de Brad Bird.

Ele recebeu indicações ao Oscar pelos personagens marcantes de Lawrence da Arábia, Adeus Mister Chipps, o cineasta de O Fugitivo, A Classe Governante (72), de Peter Medak, os reis ingleses de O Leão no Inverno e Becket, o Favorito do Rei, e ator velhinho e sedutor de Vênus. O’Toole tem duas filhas, de seu casamento com a atriz Sian Phillips e um filho com a modelo Karen Brown. Em 2003, a Academia lhe outorgou um Oscar honorário pela carreira, mas mesmo assim ele lamentou não tê-lo conquistado em competição com os outros colegas.

Peter O’Toole, feliz aposentadoria!

 

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Estréias desta sexta – A ÚLTIMA ESTAÇÃO e pré de GATO DE BOTAS

Publicado em 30/11/2011 - 16:43 por | 1 Comentário

Categorias: ESTRÉIAS

A rotatividade dos filmes nos circuitos continua acelerada e você tem ainda hoje, 4ª, 30, a amanhã, 5ª, 1º, para conferir Os Smurfs 3D, dublado, o excepcional Lola, de Brilhante Mendoza, o polêmico A Pele que Habito, de Pedro Almodóvar e o horror 11.11.11. A partir de sexta ingressam nos circuitos a animação Operação Presente, de Sarah Smith, o thriller de ação Os Especialistas, de Gary McKendry, a comédia Uma Professorinha Muito Maluquinha, de André Alves Pinto e César Rodrigues, e A Última Estação, de Michael Hoffman. Somente sábado e domingo, sessões de pré-estréia de Gato de Botas 3D, de Chris Miller

 

Com mais de 6 meses de atraso finalmente o drama histórico A Última Estação (The Last Station, 2010) chega a Fortaleza. É a reconstituição de um fato histórico: os últimos anos de vida do escritor russo Leon Tolstoi (1828-1910). O autor de Anna Karenina e Guerra e Paz, nesse período, tornou-se um pacifista, empreendendo uma campanha pela vida simples e a aproximação com a natureza, renunciando às coisas materiais e até querendo se despojar de suas propriedades, legando-as ao povo russo.

Confira o trailer de A Última Estação.

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É nesse cenário, em 1910, que o filme explora o desespero da mulher do escritor (Christopher Plummer, simplesmente extraordinário), a Condessa Sofia (Helen Mirren), vê 50 anos de convivência e amor se esvaindo em nome de uma religião que ele fundou se espalhando em adeptos pelo país. Um desses, o jovem Valentin Bulgakov (James McAvoy), é empregado como o novo secretário do marido, e, mais tarde, ela desconfia que esteja incutindo na cabeça dele a idéia de mudar o testamento, deixando a família sem nada. Em um relato emocionante que em suas linhas trata da incondicionalidade do amor, o filme envolve o espectador, embarca-o à fria Rússia do início do século passado e o faz acompanhar um drama repleto de paixões, questões religiosas e ideologias. Atenção para a personagem Marsha (Anne Marie Duff), cuja independência e liberalidade sexual atormenta tanto o jovem Valentin quanto quem está na platéia. Um belo filme, recomendável sob todos os aspectos.


Infelizmente, Uma Professorinha Muito Maluquinha está sendo lançado numa época imprópria, o do final do ano letivo. Um pouco mais de tato da Downtown e este filme teria sido programado para o início do ano, quando os colégios estivessem em atividade, pois certamente poderia se constituir em boas sessões para professores e alunos e até debates. Ambientado na Minas Gerais dos anos 40, conta a história de uma jovem professora, Catarina (Paola Oliveira), que retorna da cidade grande, passa a lecionar numa escola primária e provoca rebuliço ao mudar os métodos pedagógicos e introduzir as artes nas atividades, como leitura de gibis, ida ao cinema e encenação de peças, como Cleópatra.

Veja o trailer de Uma Professorinha Muito Maluquinha.

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Os métodos pouco ortodoxos da professorinha passam a incomodar os colegas de profissão, autoridades da área do ensino, pais, o pároco local e até as ex-professoras. A chegada do Monsenhor Félix (Chico Anysio) e do novo padre, Beto (Joaquim Lopes), aumenta a confusão na cidade. Como terceiro elemento da história, a atração que jovem e bela professorinha desperta na macharada: o professor de geografia Mário (Max Fercondini), o conquistador local, Rodolfo Valentino (Ricardo Pereira), Carlito (Cadu Fávero) e o poeta Pedro (Rodrigo Pandolfo). Mas, de todos, com quem mais se identifica é com o jovem padre Beto, com o qual estabelece uma relação entre tapas e beijos… claro, se pudesse beijá-lo. O filme é a adaptação do romance homônimo de Ziraldo e tem a direção de seu sobrinho, André Alves Pinto, que divide a tarefa com César Rodrigues. Imperdível.

Você se lembra da Animação A Fuga das Galinhas? Já se passaram 11 anos desde o seu lançamento, mas ainda continua em nossa mente, como uma obra marcante. Pouca gente sabe que se trata de uma produção britânica feita por um pequeno estúdio chamado Aardman Animations. Fundado em 1973 pelos animadores Peter Lord e David Sproxton, ficou conhecido pela série de animação Wallace e Grommit (que virou longa) e por trabalhar exclusivamente com a produção de filmes com a antiga técnica de stop-motion, também conhecida como massinhas. Pois bem, de lá para cá a Aardman já ganhou mais de 400 prêmios e 4 Oscar. Operação Presente 3D (Arthur Christmas, 2011) é sua mais nova produção, uma criação que levou 3 anos para ficar pronta. Terceiro longa-metragem da produtora, foi feito de encomenda para a Sony Pictures e procura responder a uma pergunta a qual ninguém até agora conseguiu responder: como é que Papai Noel consegue entregar todos os presentes em uma única noite?

Confira o trailer de Operação Presente.

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Pesquisa feita pela Aardsman, adiantou que o bom velhinho teria de entregar cerca de 2 bilhões de presentes rodando todo o planeta. A história foi escrita visando mostrar que, na verdade, Papai Noel conta com uma grande equipe de colaboradores que se empenha em efetivar uma mega operação de alta tecnologia elaborada em seu reduto, o qual fica escondido sob o gelo do Polo Norte. E que a família de Papai Noel tem os mesmos problemas e características das famílias humanas, como a disfuncionalidade, por exemplo. A figura central é Arthur, o filho caçula de Papai Noel, ao qual resta executar a mais importante missão da noite de véspera de Natal: entregar o último presente antes do sol raiar. Contando com a ajuda do politicamente incorreto vovô Noel e da elfo Bryony, uma obcecada embrulhadora de presentes, ele corre contra o tempo em meio a uma série de trapalhadas e dificuldades que se apresentam. Operação Presente é diversão garantida.

Produzido por dois estúdios pequenos que investiram 70 milhões de dólares, Os Especialistas tem por base o controverso romance The Feather Men, da autoria de Ranulph Fiennes, lançado na Inglaterra em 1991. Controverso porque o autor garante que a história ali relatada é real, mas que é contestada porque ele nunca apresentou provas para confirmá-la. Há mais coisas sobre esse imbróglio literário, talvez até mais fascinante do que o próprio filme. Apesar de ser uma aventura de ação com temática de espionagem e ter no elenco Robert De Niro e Jason Statham, Os Especialistas foi um retumbante fracasso nas bilheterias. Nos EUA, onde já saiu de cartaz, rendeu apenas US$ 25,1 milhões e, no mercado internacional, mais US$ 24,9 milhões. Pouco mais de US$ 50 milhões, o que o configurado como um dos “canos de 2011”.

Veja o trailer de Os Especialistas.

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E por que esse filme, com tudo para ser um sucesso de bilheteria não emplacou? Porque o enredo é muito confuso. Caso você não tenha paciência e não se esteja ligado no que se passa na tela, vai simplesmente perder o fio da meada. Além disso, a história, com assassinatos, complôs, seqüestros, espiões, tiroteios, traições e assassinos está mais para ficção do que realidade. De Niro e Statham são assassinos profissionais que alugam seus serviços de “operações especiais” para ação em qualquer lugar do mundo. O primeiro vive Hunter, um veterano assassino, mestre e mentor, o qual ensina tudo o que sabe a Danny, o seu aprendiz. Quando um sheik de um país do Oriente Médio rapta o veterano Hunter, Danny tenta libertá-lo, mas acaba sendo obrigado a executar um serviço de “vingança” na Inglaterra contra uma organização militar chamada SAS, cujos soldados mataram 2 dos filhos do sheik. É uma missão praticamente impossível. A ação vai dos EUA ao Oriente Médio, passando pela Austrália, Londres e Paris, sempre com um terceiro personagem, Spike (Clive Owen) em perseguição a Danny. Poderia ter resultado em um grande filme sobre o mundo da espionagem, mas, enfim, é um espetáculo interessante, marcando a estréia de Gary McKendry na direção.

O Gato de Botas é, todos sabem, uma criação do francês Charles Perrault (1628-1703), que o lançou em 1697, criando, então, as bases para um novo gênero literário que ficou conhecido como o conto de fadas. Esse personagem acabou introduzido na animação Shrek (2001), assim como outros personagens do mundo da fantasia – o Lobo Mau, Robin Hood, Pinóquio, os 3 Porquinhos, entre outros. Dublado pelo espanhol Antônio Banderas, Gato de Botas ganhou o charme do latin lover, sendo um dos mais hilários personagens da série que chegou até a 4ª produção. Agora, por insistência de Antônio Banderas e do diretor Chris Miller, Gato de Botas ganha um filme que, pelo sucesso que obtém por onde é exibido, deve virar uma franquia. Tendo custado US$ 130 milhões, a animação já arrecadou US$ 135,7 milhões nos EUA e mais US$ 197,7 milhões no mercado internacional. Essa primeira aventura do gato sedutor é estabelecida antes dele conhecer Shrek, Burro e a princesa Fiona. Com a ajuda da durona e malandra Kitty Pata-Mansa e do astuto Humpty Alexandre Dumpty, Gato de Botas tenta salvar a sua cidade da invasão de um bando de foras da lei. Uma animação em 3D desenvolvida com ação e aventura.

Veja o trailer de O Gato de Botas.

Imagem de Amostra do You Tube

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