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OS MELHORES FILMES DE 2012 – a preferência por AS AVENTURAS DE PI

Publicado em 01/01/2013 - 17:49 por | 2 Comentários

Categorias: MELHORES DE 2012

 Chega ao fim a temporada 2012. Foi um dos melhores anos em termos de filmes de qualidade de 2000 para cá. Estrearam nos cinemas de todo o Brasil 323 longas-metragens (em Fortaleza foram 262), sendo 84 deles nacionais. E 2012 só não foi melhor em termos de qualidade porque ainda não chegaram ao Brasil as premiadas produções, especialmente europeias, que ganharam destaque nos festivais internacionais no segundo semestre e por aqui só vão pintar em 2013. Na minha relação de 2012 destaco As Aventuras de Pi como o melhor da temporada que se encerra nesta segunda, 31. Uma obra majestosa, belíssima não apenas em sua concepção visual, mas igualmente na comunicação com o público e na coragem de expressar a necessidade da relação do homem com a espiritualidade. Um filme transcendente

Suraj Sharma em AS AVENTURAS DE PI (2012), de Ang: o melhor filme de 2012

Os Melhores Filmes de 2012

1. AS AVENTURAS DE PI
(Life of Pi, EUA, 2012), de Ang Lee

2. A INVENÇÃO DE HUGO CABRET
(Hugo, EUA, 2011), de Martin Scorsese

3. A FONTE DAS MULHERES
(La Source Des Femmes, França–Bélgica–Itália, 2011), de Radu Mihaileanu

4. A PERSEGUIÇÃO
(The Grey, EUA, 2011), de Joe Carnahan

5. SHAME
    (Shame, Reino Unido, 2011), de Steve McQueen

6. MÃE E FILHA
(Brasil, 2012), de Petrus Cariry

7. A SEPARAÇÃO
    (Jodaeiye Nader az Simin, Irã, 2011), de Asghar Farhadi

8. INTOCÁVEIS
(Intouchables, França, 2011), de Olivier Nakache e Eric Toledano

9. Á BEIRA DO CAMINHO
(Brasil), de Breno Silveira

10. ARGO
(Argo, EUA, 2012), de Ben Affleck

(mais…)

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Os melhores filmes do primeiro semestre

Publicado em 18/08/2012 - 12:06 por | 4 Comentários

Categorias: MELHORES DO ANO

 Quais foram os melhores filmes exibidos no primeiro semestre deste ano? Aponto alguns que se destacaram pela qualidade como criação cinematográfica e, também, instrumento de entretenimento. A lista pode servir de recomendação para aquele que tenha deixado de ver algum dos títulos apontados e sirva de motivação para pegá-lo nas locadoras. É, também, uma lista prévia para a seleção dos melhores filmes no final do ano

A PERSEGUIÇÃO, de Joe Carnahan, o meu preferido do primeiro semestre de 2012

ANIMAÇÃO

O LÓRAX – EM BUSCA DA TRÚFULA PERDIDA (Dr. Seuss’ the Lorax, EUA, 2011), de Ken Daurio, Cinco Paul e Chris Renaud. Um adolescente tenta encontrar um ambientalista desaparecido a fim de lhe pedir-lhe uma planta de verdade para impressionar a menina que ele tenta namorar e acaba por desvendar o mistério da ausência de árvores na cidade. Os pais podem ajudar a despertar em seus filhos a consciência ecológica.

VALENTE (Brave, EUA, 2012), de Mark Andrews. Princesa escocesa entra em conflito com os pais e, ao apelar para uma bruxa, coloca o reino em perigo. Bela fábula sobre a emancipação feminina e a independência dos jovens.

AVENTURA

A PERSEGUIÇÃO (The Grey, EUA, 2012), de Joe Carnahan. Um grupo de trabalhadores de uma empresa petrolífera tenta sobreviver após o acidente com o avião que o transportava por uma isolada região gelada do Alaska. Uma matilha de lobos move uma perseguição de forma implacável. Liam Neeson merecia o Oscar de melhor ator. Provoca reflexão sobre a relação entre o homem racional e a natureza selvagem.

Veja o trailer e se encoraje a alugar A Perseguição.

Imagem de Amostra do You Tube

OS VINGADORES – THE AVENGERS (The Avengers, EUA, 2012), de Joss Whedon. O grupo de super-heróis se une para enfrentar o vingativo Lóki, meu irmão de Thor. Enxuta aventura que tem nos diálogos irreverentes, na envergadura técnica e nos efeitos especiais as maiores qualidades.

BRANCA DE NEVE E O CAÇADOR (Snow White and the huntsman, EUA, 2012), de Rupert Sanders. Atualização brilhante do conto de fadas dos irmãos Grimm numa aventura exemplar sobre a busca do poder e o sonho da eterna juventude.

O ESPETACULAR HOMEM-ARANHA (The amazing Spider-Man, EUA, 2012), de Marc Webb. Reboot da história de um dos maiores heróis das histórias-em-quadrinhos numa feliz mistura de romance, ficção, drama e comédia. Uma aventura saborosa e divertida.

Uma cena de AS MULHERES DO SEXTO ANDAR, de Phillippe Le Guay

COMÉDIA

AS MULHERES DO 6º ANDAR (Les femmes Du 6eme etage, França, 2011), de Philippe Le Guay. Na Paris dos anos 60, casal conservador fica chocado com a presença de 3 governantas espanholas que trazem ao prédio as mudanças que se anunciam para as décadas seguintes. Um tratamento sobre as vanguardas.

O ARTISTA (The Artist, França, 2011), de Michel Hazanavicius. Ator do cinema mudo passa por uma série de situações dramática e cômicas quando o cinema começa a ganhar a voz na mudança dos anos 20 para a década de 30 do século passado. Exemplar exposição do processo de evolução do Cinema.

DOCUMENTÁRIO

PINA 3D (Pina, Alemanha-França-Reino Unido, 2010), de Wim Wenders. Um apanhado da vida de Pina Bausch, uma das maiores coreógrafas do teatro europeu.

Cena de A FONTE DAS MULHERES, de Radu Mihaileanu

DRAMA

A FONTE DAS MULHERES (La source dês femmes, França-Bélgica-Itália, 2011), de Radu Mihialeanu. Em um pequeno vilarejo muçulmano, mulheres fazem greve de sexo a fim de que os homens tragam água para casa, serviço até então feito por elas sob um sol escaldante e longa caminhada. 135 minutos. Obra brilhante que deve ser descoberta, principalmente, pelas mulheres. Obra-prima.

Veja o trailer de A Fonte das Mulheres.

Imagem de Amostra do You Tube

A SEPARAÇÃO (Nader az Simin, Irã, 2011), de Asghar Farhadi. Casal em separação cria um dilema, o qual reflete na própria condição social e política do País. 123 minutos. Um retrato do Irã que apenas supomos ser como realmente é.

OS DESCENDENTES (The descendents, EUA, 2011), de Alexander Payne. O estado de coma de sua mulher provocado por um acidente de barco, faz o marido se aproximar de seus filhos e com eles partilhar uma profunda e devastadora revelação. Atuação notável de George Clooney. Fortíssimo drama sobre a integridade do homem e sua responsabilidade para com a família. Este os marmanjos devem ver, obrigatoriamente.

J. EDGAR (J.Edgar, EUA, 2011), de Clint Eastwood. A história de J. Edgar Hoover, o homem que durante décadas e ao longo da passagem de diversos presidentes se manteve à frente do FBI mesmo envolvido em acusações e escândalos. Eastwood expõe um pedaço da história dos EUA que era apenas especulado.

PRECISAMOS FALAR SOBRE O KEVIN (We Need to talk about Kevin, Inglaterra, 2011), de Lynne Ramsey. A história de uma mãe que reflete aonde errou na educação do filho, o qual provocou o massacre em uma escola, matando colegas e professores. 112 minutos. Uma reflexão sobre os métodos com os quais educamos os nossos filhos. Duro, mas uma bofetada necessária.

Veja o trailer de Precisamos Falar Sobre o Kevin.
Imagem de Amostra do You Tube

HISTÓRIAS CRUZADAS (The Help, EUA, 2011), de Tate Taylor. Jovem mulher retorna à sua pequena e conservadora cidade dos anos 60 e convence várias mulheres negras que trabalharam nas residências dos brancos ricos a revelarem os dramas que viveram de opressão e humilhação. Belo e envolvente drama sobre o preconceito e seus estreitos limites.

O HOMEM QUE MUDOU O JOGO (Moneyball, EUA, 2011), de Bennett Miller. Brad Pitt, em atuação notável, interpreta o treinador de um time universitário de baisebol que, como um novo método de contratação (o qual lembra muito o método utilizado pelo Fortaleza Esporte Clube para montar o atual time que compete à série C) de jogadores desconhecidos para formar um grupo forte e capaz de disputar com os grandes o competitivo campeonato nacional.

O PORTO (Le Havre, França-Alemanha-Finlândia, 2011), de Aki Kaurismaki. Intelectual que abandonou a alta vida social e agora trabalha com engraxate é despertado para a vida quando ajuda um garoto africano a se esconder da polícia. O que estamos fazendo aqui? Esta é a grande pergunta de Kaurismaki. Assista e responda.

UM MÉTODO PERIGOSO (A dangerous method, Canadá-Reino Unido-Alemanha), de David Cronenberg. A relação entre Fredue e Jung através do envolvimento de Sabina Spielrein, paciente que se tornou amante de Jung. O surgimento da psicanálise e seu processo do poder da carne sobre a ética.

TÃO FORTE E TÃO PERTO (Extremely Loud and Incredibly Close, EUA, 2011), de Stephen Daldry. Um garoto conta com a ajuda de um senhor idoso para encontrar uma fechadura que encaixe numa chave deixada por seu pai, morto nos atentados de 11 de setembro. Bonito é pouco para definir este drama poético sobre a adolescência e o sentido de perda.

Veja o belíssimo trailer do belíssimo filme Tão Forte e tão Perto.

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A INVENÇÃO DE HUGO CABRET (Hugo, EUA, 2011), de Martin Scorsese. Garoto órfão que vive na estação de trem de Paris tenta solucionar o mistério envolvendo o desaparecimento de seu pai e acaba se envolvendo com um dos maiores criadores da história do cinema. Poético, lírico, uma fábula maravilhosa.

SHAME (Shame, Inglaterra, 2011), de Steve McQueen. Homem viciado em sexo é surpreendido com a inesperada chegada de sua irmã, a qual pretende passar uma temporada com ele. A interferência o desestabiliza e arrisca revelar o seu doloroso segredo. McQueen adentra o âmago do vício e a sua dor na alma humana. Simplesmente incômodo, mas necessário.

Cena de O EXCÊNTRICO HOTEL MARIGOLD, de John Madeen

O EXCÊNTRICO HOTEL MARIGOLD (The Best exotic Marigold Hotel, Reino Unido, 2011), de John Madden. 8 aposentados britânicos viajam para a Índia para passar uma temporada em um hotel que imaginam, pela propaganda, ser maravilhoso. Mas, lá, o encontram em ruínas e um adolescente tenta ajudá-las a conhecer a realidade do lugar. As relações humanas em obra digna de aplausos.

NACIONAIS

À BEIRA DO CAMINHO (Brasil, 2012), de Breno Silveira. Caminhoneiro amargurado pelos seus erros que culminaram em tragédia, dá carona a um garoto que quer chegar a São Paulo para procurar o pai. A relação vai mudar a vida de ambos. Um dos mais emocionantes filmes do ano. Não deixe de ver.

EU RECEBERIA AS PIORES NOTÍCIAS DE SEUS LINDOS LÁBIOS (Brasil, 2011), de Beto Brant e Renato Ciasca. Um fotógrafo e uma mulher casada e de dupla personalidade se envolve num triângulo amoroso. Não é o melhor entre os nacionais, mas tem a sua dignidade.

RAUL SEIXAS – O INÍCIO, O FIM E O MEIO (Brasil, 2011), de Walter Carvalho. A trajetória de Raul Seixas, o pai do rock brasileiro, e a sua criação. Posso dizer? Imperdível.

Veja o trailer de Raul Seixas.

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XINGU (Brasil, 2011), de Cao Hamburger. A saga dos irmãos Vilas-Boas para criar o Parque Nacional do Xingu e preservar as terras e a vida das tribos indígenas ao longo de 30 anos. O registro de um pedaço da história do Brasil, amenizado, mas importante.

ROMANCE

UM HOMEM DE SORTE (The Lucky One, EUA, 2011), de Scott Hicks. Durante um ataque inimigo na Iraque, soldado escapa da morte graças a uma carteira que tem o retrato de uma mulher. Ao retornar aos EUA, ele sai à procura da mulher do retrato e, ao encontrá-la, não tem coragem de revelar o que aconteceu. Os homens e suas indecisões.

AMOR IMPOSSÍVEL (Salmon Fishing in the Yemen, Reino Unido, 2011), de Lasse Halstrom. Especialista em pesca é encarregado de ajudar um sheik árabe a povoar um rio com o Salmão, em um plano para agregar os diversos grupos populacionais em conflito. Filosófico, trata do amor como instrumento de mudança.

Conheça o trailer de Amor Impossível.

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POLICIAL

DRIVE (Drive, EUA, 2011), de Nicolas Winding Refn. Ryan Gosling tem uma interpretação memorável como um homem que de dia dublê de filmes de ação e a noite motorista que ajuda assaltantes a fugirem da cena do crime. A paixão pela vizinha o leva a arriscar a sua vida. O romantismo que entremeia a história transforma esse filme numa abordagem sensível sobre a solidão. Imperdível.

SUSPENSE

MILLENIUM – OS HOMENS QUE NÃO ADORAVAM AS MULHERES (The Girl with yt=the dragon tatoo, EUA, 2011), de David Fincher. Primeiro filme da trilogia de Stieg Larsson em adaptação por Hollywood. Jornalista investiga o desaparecimento de uma mulher há 40 anos e se envolve com grupos poderosos que trafegam pelo sistema de poder. Inferior ao sueco, mas digno por dar uma outra visão da obra de Larsson.

Os meus 10 melhores do primeiro semestre de 2012

1º – A PERSEGUIÇÃO
2º – A FONTE DAS MULHERES
3º - A INVENÇÃO DE HUGO CABRET
4º – Á BEIRA DO CAMINHO
5º – A SEPARAÇÃO
6º – DRIVE
7º – OS DESCENDENTES
8º – SHAME
9º – O ARTISTA
10º – OS VINGADORES

 

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CARRIE, A ESTRANHA – MGM quer Chloë Moretz no remake

Publicado em 27/03/2012 - 20:43 por | Comentar

Categorias: VEM POR AÍ

Ainda não foi confirmado, mas a MGM ofereceu à jovem atriz Chloë Grace Moretz o papel principal para a nova versão de Carrie, A Estranha, adaptação do romance de Stephen King. Além dela, Haley Bennet pode fazer o papel da irmã, e Jodie Foster ou Julianne Moore, o da mãe

Imagens de Carrie, A Estranha (1976), de Brian De Palma.

A MGM realmente, agora no processo de retomada da produção, está em busca de jovens astros da famosa hollywood teen. Antes queriam Saoirse Ronan, de Hanna, para o papel de Carrie, mas ela está filmando A Hospedeira. Agora, o estúdio está querendo Chloë Moretz, que vem demostrando talento e o qual pode ser conferido na versão hollywoodiana de Deixe-me Entrar, de Matt Reeves, além de A Invenção de Hugo Cabret, de Martin Scorsese – em cartaz na cidade. Certamente, a atriz está crescendo da mesma forma que Jennifer Lawrence, a revelação do bravo Inverno da Alma, um filme independente cujo sucesso lhe rendeu uma indicação ao Oscar e, hoje, por conta disso, já está no papel central do fenômeno mundial Jogos Vorazes. O mesmo também pode acontecer com a jovem Moretz, a qual, dizem os analistas, já está madura para um papel de patamar mais elevado. Será? Recorde-se que Carrie, a Estranha, concedeu a primeira indicação ao Oscar de Melhor Atriz para Sissy Spacek pela interpretação como a personagem Carrie da obra de Stephen King.

Segundo fontes da Deadline, a atriz se reuniu com a diretora de Meninos Não Choram, Kimberly Pierce, na semana passada. Resta saber se a negociação foi efetuada.

Moretz estava recentemente trabalhando no filme que estréia ainda neste ano, Sombras da Noite, de Tim Burton, estrelado por Johnny Depp e Michelle Pfeiffer, onde tem um papel secundário. Mas, nesse remake de Carrie, A Estranha, ela terá a chance de se consagrar? Seria ela uma boa para interpretar a personagem? E para o próprio filme? Ou, ainda, está prematura para viver um papel que consagrou Sissy Spacek? Por que essas perguntas? Spacek tinha 27 anos quando interpretou Carrie. Moretz não chegou, ainda, aos 15 anos.

Sissy Spacek / Chloë Moretz

Além de Moretz, como foi mencionado, Haley Bennet foi ofertada para interpretar a irmã de Carrie White, Margaret W., que no clássico foi interpretada por Piper Laurie, também indicada ao Oscar por Melhor Atriz Coadjuvante. Aliás, Piper e Sissy foram as únicas indicações do filme de Brian De Palma ao Oscar. Enquanto isso, Julianne Moore e Jodie Foster estão “disputando”, por assim dizer, a personagem que será a mãe de Carrie White.

Vale ressaltar, por curiosidade, que Emily Browning, Dakota Fanning, Lily Collins, Bella Heathcote e Shailene Woodley, de Os Descendentes fizeram testes para o filme, mas nenhuma fora selecionada.

O clássico de Brian De Palma teve um surpreendente orçamento de 1 milhão de dólares. Ainda não têm-se a informação de quanto será o orçamento deste novo, mas é provável que, seguindo a tendência dos remakes, tenha um valor 40 ou 50 vezes maior. 

O conto clássico do romance de King que deu origem ao filme narra a estranha vida de Carrie White, uma menina tímida que não tem facilidade em fazer amigos e por conta de viver repreendida pela mãe, uma fanática religiosa, vive solitária e sem amigas. A jovem se constrange com as colegas, e Sue Snell, uma das alunas que tiram sarro dela, arrepende-se e pede ao namorado a convide à um baile no colégio. Mas Chris Hargenson, que foi proibida de ir à festa, prepara uma surpresa para ridicularizar Carrie em público. O que ninguém sabe é que a jovem possui poderes paranormais e muito menos conhece sua capacidade de vingança quando está repleta de ódio.

Quem não conhece o filme que o pegue nas locaadoras. E tenha bons sustos.

Confira o trailer de Carrie, a Estranha.

Imagem de Amostra do You Tube

 

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As estréias deste final de semana

Publicado em 03/03/2012 - 8:28 por | Comentar

Categorias: ESTRÉIAS

Mais 4 filmes ingressam nos circuitos exibidores e saem outros 5. Enquanto o terror A Filha do Mal, o drama espiritual Inquietos, a aventura Sherlock Holmes 2, o drama Os Descendentes e mais o nacional Reis e Ratos são retirados da programação,as novidades são a aventura de terror Anjos da Noite 4, a comédia dramática nacional Amanhã Nunca Mais, a ficção científica Poder sem Limites e a sátira A Saga Molusco – Anoitecer. A lamentar o fracasso de mais uma produção nacional, Reis e Ratos, de Mauro Lima, com um elenco de primeira: Selton Mello, Cauã Reymond, Rodrigo Santoro, Seu Jorge, Rafaela Mandelli e Otávio Müller. Mauro Lima é o diretor de 2 Filhos de Francisco, um dos maiores sucessos de público da história do cinema brasileiro. Está provado: quem define se um filme faz ou não sucesso é o público, não havendo uma “fórmula” para o sucesso

Havia, também, uma grande expectativa sobre Amanhã Nunca Mais, a estréia do premiado curtametragista e publicitário Tadeu Jungle na direção de longa. O filme tem um trailer fantástico, foi muito bem recebido pela crítica que o considera uma das melhores produções nacionais de 2011, mas o grande público não foi vê-lo conforme se esperava – que ultrapassasse a barreira do um milhão de espectadores. Talvez esse seja um dos problemas do cinema brasileiro: os filmes são feitos na expectativa de se transformarem em estupendo sucesso de público e gerem rios de dinheiro com filas entupindo os cinemas.

Veja o trailer de Amanhã Nunca Mais

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 Amanhã Nunca Mais está em cartaz no Multiplex UCI Ribeiro. Seria um desperdício deixar uma produção como esta ficar inédita na cidade e privá-la da opinião dos cinéfilos, daí a decisão de programá-lo para o Cinema de Arte. É a sua chance de assisti-lo. Lázaro Ramos interpreta um anestesista que, por ser bonzinho demais e nunca dizer não para quem quer que seja, está em apuros com a patroa (Fernanda Machado) e, para se recuperar, precisa pegar o bolo de comemoração do aniversário da filha e chegar a tempo da confraternização. Mas essa simples missão se complicando à medida em que as pessoas vão pedindo as coisas para ele e ele vai atendendo… e se atrasando. Lázaro segura o filme, a história e faz de seu personagem alvo de reflexão: devemos ser sempre assim? Confira-o, numa boa.

AMANHÃ NUNCA MAIS (Brasil, 2011). Direção: Tadeu Jungle. Com Lázaro Ramos, Fernanda Machado, Maria Luiza Mendonça, Milhaz Cortaz e Paula Braun. Fox. 77 minutos. 12 anos.

Filmado no estilo dos falsos documentários, tipo Bruxa de Blair, Cloverfield e a recente barbaridade Apollo 18, Poder sem Limites (Chronicle) mescla aventura e ficção científica para contar a história de três adolescentes que adquirem super poderes e, após utilizá-los em futilidades para proveito pessoal, resolvem direcioná-los para atividades mais apropriadas à família.

Veja o trailer de Poder sem Limites

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O título do filme em português foi escolhido através de um concurso realizado pela Fox brasileira junto aos internautas. Mas, a boa notícia é que o filme foi muito bem recebido pela crítica estadunidense, o que o credencia a se pagar o preço do ingresso. Todos os elogios vão para o diretor Josh Trank em direcionar o seu filme não para o super espetáculo dos efeitos especiais, mas para promover uma reflexão sobre o que faríamos caso tivéssemos, repentinamente, super poderes. Co-produção do Reino Unido com Hollywood, tem roteiro de Max Landis (filho de John Landis, lembram-se, da série Um Tira da Pesada, com Eddie Murphy?) e o elenco é totalmente composto por atores jovens e desconhecidos.

PODER SEM LIMITES (Chronicle. EUA, 2011). Diretor: Josh Trank. Com Dale DeHaan, Ashley Hingshaw, Alex Russell e Michael B. Jordan. Fox. 100 minutos. 12 anos.

A quarta aventura da série Anjos da Noite é pura ação do início ao fim. O Despertar (Underworld: awekening) traz a atriz inglesa Kate Beckinsale vivendo a sua personagem mais famosa, a vampira Selene, a humana transformada em vampiro e que vive em uma sociedade futurista em guerra entre os humanos, os vampiros e os Lycans (lobisomens).

Veja o trailer de Anjos da Noite – o Despertar.

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Nesta nova aventura, Selene é aprisionada pelo ambicioso e inescrupuloso médico Jacob Lane (Stephen Rea) e mantida por 12 anos em estado criogênico, durante o qual ele gera uma criança, um híbrido, a partir do DNA da vampira. Ao conseguir fugir, as duas passam a ser perseguidas pelo exército de Jacob e ainda têm de lidar com a rivalidade entre vampiros e lobisomens. Violento e de ação incessante, o filme, que é dirigido pelos suecos Mans Marling e Björn Stein, realizadores de Identidade Paranormal, atende perfeitamente aos anseios dos fãs da série.

ANJOS DA NOITE: O DESPERTAR (Underworld: awekening, EUA, 2011), de Mans Marling e Björn Stein. Com Kate Beckinsale, Stephen Rea, Michael Ealy, India Eisley, Theo James e Charles Dance. Sony/Columbia. 89 minutos. 16 anos.

Como se não bastante um horroroso Vampiros que se Mordam (Vampire Suck), de Jason Friedberg e Aaron Seltzer, agora surge A Saga Mosluco – Anoitecer, outra sátira aos filmes da série Saga Crepúsculo. Assim como a antecessora, esta nova comédia foi muito mal recebida pela crítica estrangeira e sequer ainda estreou nos Estados Unidos. No enredo, a humana Bella (Heather Ann Davis) namora o branquelo vampiro Edward (Frank Panheco) e o gorducho lobisomem Jacob (Eric Callero) fica direto “pegando no seu pé” e não tem uma só coisa que faça que não se transforme em trapalhadas. A direção é do desconhecido Craig Moss, também autor do enredo.

A SAGA MOLUSCO – ANOITECER (Breaking Wind, EUA, 2011), de Craig Moss. Com Heather Ann Davis, Frabk Panheco, Eric Callero, Michael Adam Hamilton e Alice Rivetveld. Playarte. 82 minutos. 14 anos.
 
Confira o trailer de A Saga Mosluco – Anoitecer.

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O Oscar é francês

Publicado em 28/02/2012 - 9:50 por | Comentar

Categorias: OSCAR 2012

Enquanto a França leva cinco Oscar de Hollywood para a Europa, o Brasil continua sem conseguir a sonhada estatueta da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood

A equipe de O ARTISTA faz a festa no palco do Oscar da Academia Foto: Mike Blake/Reuters

A 84ª entrega do Oscar da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood teve um duelo inédito: um filme francês falando sobre o cinema de Hollywood e um filme de Hollywood falando sobre o cinema francês. Fortalecido por ter sido um grande sucesso não apenas na França, mas em todos os países nos quais tem sido exibido, O Artista, de Michel Hazavenicius, sobrepujou o seu concorrente estadunidense e saiu consagrado com cinco troféus – melhor filme, diretor, ator (Jean Dujardin), trilha sonora e figurino.

Enfraquecido por não ter obtido sucesso junto ao público de seu país e não ter indicações nas principais categorias, como de filme e ator, o estadunidense A Invenção de Hugo Cabret, a obra igualmente mágica de Martin Scorsese, obteve as mesmas cinco estatuetas, mas todas de categorias do segundo escalão, a área técnica. Não se pode dizer que tenha ocorrido injustiças na premiação, mas o Oscar trafega na trilha do Globo de Ouro ao premiar os mesmos filmes. Em Hollywood campeia a reverência ao filme bem sucedido em termos de público.

Uma obra pode ter grandes qualidades, mas se não obter sucesso de bilheteria está arriscada ao ostracismo. A própria indústria marginalizou A Invenção de Hugo Cabret, o melhor filme de Martin Scorsese em anos – desculpem-me, mas não guardo simpatia nem por Os Infiltrados e muito menos por Ilha do Medo – , pelo simples fato de ter custado estimados US$ 170 milhões e, em 14 semanas em cartaz, ter arrecadado menos da metade, US$ 69,4 milhões. Fracassou nos cinemas, fracassa junto à Academia.

Alguém pode se lembrar de Avatar – um marco divisor de águas na História do Cinema – e a premiação de Guerra ao Terror, um mero bom filme de guerra, que em 2010 recebeu da Academia os Oscar de melhor filme e diretor. A única explicação para essa decisão é o fato da entidade ter ojeriza à ficção científica – em 2009 fizeram o mesmo com 2001: uma Odisséia no Espaço, de Stançeu Kubrick, e até hoje ninguém nem sabe onde está um tal de Oliver!, o musical de Carol Reed. De tão envergonhado, o filme sequer se encontra nas locadoras.

A premiação de O Artista representa o reconhecimento de Hollywood à criatividade e a ousadia de um filme criado com estimados US$ 15 milhões, em preto e branco e praticamente mudo e que trata do próprio cinema em um de seus momentos fundamentais: a passagem do mudo para o sonoro. O Artista expressa o talento e a simplicidade em uma obra cativante e que traz de volta a emoção ao público.

A Invenção de Hugo Cabret, expressão do poder financeiro de Hollywood, igualmente criado com talento e profundo conhecimento do cinema do passado, também, da sétima arte em sua origem e do homem que o levou ao conceito de indústria. Hollywood deve isso a George Mèlies. Mas, Hugo, é a própria expressão do cinema de hoje e o projeta para o futuro com o avanço das conquistas tecnológicas dos efeitos especiais e do 3D, do desenvolvimento da tecnologia que tornam as câmeras menores e mais leves e com alta qualidade de som e definição, barateando o custo da produção. Igualmente, uma obra-prima. Ambos expressam e explicam o Cinema como fruto da tecnologia. Não há como negar ser agregado visceralmente à tecnologia. E não apenas aquela que facilita o seu desenvolvimento como criação, mas igualmente aos palcos nos quais é exibida: a sala de cinema.

O que se pode dizer do resultado consagrador de O Artista é que o cinema ganhou do próprio cinema. A obra francesa vem um roteiro consagrador de prêmios em festivais internacionais e de, nos países em que é exibido, eleições que lhe dão título de melhor filme do ano. Agora, quebra a hegemonia de Hollywood e dá à Europa, pelo segundo ano consecutivo, o Oscar de melhor filme – no ano passado o vencedor foi o inglês O Discurso do Rei, de Tom Hopper. No entanto, se de um lado a Academia e os representantes dos sindicatos que o integram reconhecem as qualidades e o que representa O Artista para o cinema e o premia, por outro lado dá outro passo calculado para colocar a sua premiação em constrangedora situação como mero prêmio de reverência às escolhas do Globo de Ouro.

Não estou falando aqui em justiça ou injustiça, de torcer por um ou por outro filme. Estou falando de um fato que vem se repetindo e que já está se tornando incômodo. Tanto que já tem gente de dentro da Academia questionando o tema. A informação é do crítico Steve Pond, do site The Wrap, cuja análise já comentamos na matéria anterior sobre o Oscar.

Oscar de roteiro adaptado para Os Descendentes, de Alexander Payne, Oscar de roteiro original para Meia-Noite em Paris, de Woody Allen, Oscar para a Dama de Ferro Meryl Streep, Oscar para a coadjuvante Octavia Spencer de Histórias Cruzadas, Oscar de coadjuvante masculino para Christopher Plummer pelo pai gay de Toda Forma de Amor, e Oscar de filme estrangeiro para A Separação, de Asghar Farhadi, fazem a Academia concordar com o Globo de Ouro: sim, é isso mesmo. Mas a Academia poderia ter mudado o rumo da premiação, agraciando outros concorrentes. E em nenhum dos casos haveria injustiça.

A Academia poderia ter, também, deixado de ser protecionista e injusto com a animação Rio, de Carlos Saldanha. Enquanto os franceses comemoram 5 Oscar numa tacada só, nós brasileiros lamentamos a injustiça cometida com a animação Rio, que é uma produção de US$ 90 milhões da poderosa Fox. Além de não ser indicado em sua categoria – e olha que o filme foi um sucesso internacional com US$ 484,6 milhões -, ainda perdeu o Oscar de canção para uma canção chinfrim dos bonecos da televisão Os Muppets, um filme sem a menor criatividade. Repete-se a história de Central do Brasil, cuja interpretação soberba de Fernanda Montenegro foi injustamente desconhecida  em detrimento de Gwyneth Paltrow por sua atuação comum em Shakespeare Apaixonado.

Assim é o Oscar. De certa forma, a premiação consecutiva de dois filmes europeus como melhor filme expressa que Hollywood ainda continua com o poder econômico capaz de produzir cerca de 400 filmes por ano, mas não é a produtora dos melhores filmes do ano? Bem, não é bem assim. Hollywood continua sendo praticamente “dona” do mercado internacional de cinema e é quem leva o público para os cinemas. Isso é inegável. Mas está se rendendo ao fato de que seus filmes não são produzidos com a criatividade, a ousadia e a inteligência do cinema europeu, por exemplo. Isso também é inegável.

Portanto, após se render ao cinema estrangeiro, certamente Hollywood terá de aprender a ser tão inteligente e esperto quanto a cinematografia europeia. Um sinal da mudança dos tempos.

 

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OSCAR 2012 – O ARTISTA fez a festa…

Publicado em 27/02/2012 - 1:01 por | Comentar

Categorias: OSCAR 2012

Sem conseguir fugir à sombra do Globo de Ouro, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood premiou na sua 84ª festa de entrega do Oscar, praticamente todos os filmes, atores e realizadores agraciados pela Associação de Imprensa Estrangeira em Hollywood nas principais categorias. A produção francesa O Artista, de Michel Hazanavicius, recebeu 5 Oscar, incluindo os de melhor filme, diretor e ator (Jean Dujardin). Até mesmo Meryl Streep, que ganhara o Globo de Ouro por A Dama de Ferro, também levou o Oscar. A Invenção de Hugo Cabret, de Martin Scorsese, que parecia ser a grande surpresa, também recebeu 5 prêmios, mas todos técnicos

  

Após uma abertura musical na qual o ator e comediante Billy Crystal citou todos os candidatos à categoria de melhor filme em letras engraçadinhas, os 2 primeiros envelopes da 84ª festa do Oscar foram abertos e deram as estatuetas de melhor fotografia e direção de arte para A Invenção de Hugo Cabret, para em seguida O Artista pegar o seu primeiro Oscar, o de Figurino. A Dama de Ferro levou o de melhor maquiagem. Nos 2 primeiros blocos da premiação a tônica foi a dinâmica da presença dos atores convidados, a abertura dos envelopes e os agradecimentos rápidos, dentro dos 45 segundos determinados

Confirmando o favoritismo, Asghar Farhadi levou para o Irã o primeiro Oscar com a sua obra-prima A Separação.  E Octavia Spencer abriu um emocionante agradecimento ao receber o Oscar de atriz coadjuvante por Histórias Cruzadas. Tina Fey e Bradley Cooper abriram o envelope com o Oscar de melhor montagem, que foi, para a surpresa de todos, para Millenium – os Homens que não Amavam as Mulheres.  E  depois de Hugo pegar mais 2 Oscar, o documentário Underfeated, sobre um time de baisebol que perde um campeonato, e a animação Rango, de Gore Verbinski, levaram as premiações em suas categorias. Igualmente favoritos, Jean Dujardin foi agraciado como o melhor ator por O Artista, e Christopher Plummer, 82, recebeu, por sua atuação em Toda Forma de Amor, o prêmio de melhor ator coadjuvante. Surpresa de verdade: Meryl Streeep repete o susto que demonstrou no Globo de Ouro ao ser chamada ao palco para receber o Oscar de melhor atriz por ter sido fidelíssima a Margaret Thatcher em A Dama de Ferro. E, conforme já era esperado, a canção de Os Muppets ficou com o Oscar da categoria, expressando mais uma perda do Brasil em suas disputas. Os Descendentes e Meia-Noite em Paris também confirmaram o favoritismo nas categorias de roteiro adaptado e roteiro original, respectivamente.

Confira todos os vencedores.

Melhor Filme
O ARTISTA (The Artist, França), de Michel Hazavinicius

Melhor Diretor
Michel Hazanavicius, O ARTISTA

Melhor Roteiro Original
Woody Allen, MEIA-NOITE EM PARIS

Melhor Roteiro Adaptado
Alexander Payne, Nat Faxon e Jim Rash, OS DESCENDENTES

Melhor Ator
Jean Dujardin, O ARTISTA

Melhor Atriz
Meryl Streep, A DAMA DE FERRO

Melhor Ator Coadjuvante
Christopher Plummer, TODA FORMA DE AMOR

Melhor Atriz Coadjuvante
Octavia Spencer, HISTÓRIAS CRUZADAS

Melhor Filme Estrangeiro
A SEPARAÇÃO (Irã), de Asghar Farhadi

Melhor Longa de Animação
RANGO, de Gore Verbinski

Melhor Fotografia
Robert Richardson, A INVENÇÃO DE HUGO CABRET

Melhor Montagem
Angus Wail e Kirk Baxter, MILLENIUM – OS HOMENS QUE NÃO AMAVAM AS MULHERES

Melhor Documentário
UNDERFEATED (EUA), de Daniel Lindsay e T. J. Martin

Melhor Trilha Sonora Original
Ludovic Bource, O ARTISTA

Melhor Canção Original
Man or Muppet e Bret McKenzie, OS MUPPETS

Melhor Direção de Arte
Dante Ferretti e Francisca Lo Schiabo, A INVENÇÃO DE HUGO CABRET

Melhor Figurino
Mark Bridges, O ARTISTA

Melhor Mixagem de Som
John Migdler e Tom Fleischman, A INVENÇÃO DE HUGO CABRET

Melhor Edição de Som
A INVENÇÃO DE HUGO CABRET

Melhor Efeitos Visuais
A INVENÇÃO DE HUGO CABRET

Melhor Maquiagem
Mark Coulier e J. Roy Holland, A DAMA DE FERRO

Documentário (curta-metragem)
SAVING FACE

Curta-metragem de animação
THE FANTASTIC FLYING BOOKS OF MR. MORRIS LESSMORE

Melhor Curta-metragem
THE SHORE

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O ARTISTA leva até o Spirit Awards-2012

Publicado em 25/02/2012 - 23:20 por | Comentar

Categorias: PRÊMIO SPIRIT

O prêmio Spirit-2012, o Oscar do cinema independente foi para… O Artista. A produção francesa dirigida por Michel Hazanavicius arrebatou nada menos de quatro estatuetas – melhor filme, diretor, ator e fotografia. Podem ser consideradas supresas as premiações de Michelle Williams como a melhor atriz por sua atuação em 7 Dias Com Marilyn e de Shailene Woodley como coadjuvante no papel de uma adolescente rebelde em Os Descendentes  – que ganhou também o Spirit de roteiro adaptado. O iraniano A Separação também foi eleito o melhor filme estrangeiro. Com essas vitórias arrebatadoras, fica muito difícil as produções francesas e iranianas não abiscoitarem, também, neste domingo, 26, o Oscar da Academia de Hollywood

Michel Hazanavicius (2º da esq. para a direita) e o elenco de O ARTISTA Foto: Kevork Djansecian/Getty Images

Confira todos os vencedores.

MELHOR FILME
O ARTISTA (França, The Artist)

MELHOR DIRETOR
Michel Hazanavicius, O ARTISTA

MELHOR PRIMEIRO FILME
MARGIN CALL – O DIA ANTES DO FIM, de J. C. Chandor

MELHOR ATOR
Jean Dujardin, O ARTISTA

MELHOR ATRIZ
Michelle Williams, 7 DIAS COM MARILYN

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Christopher Plummer, TODA FORMA DE AMOR

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Shailenne Woodley, OS DESCENDENTES

MELHOR DOCUMENTÁRIO
THE INTERRUPTERS (EUA), de Steve James

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
Alexander Payne, Nat Faxon e Jim Rash, OS DESCENDENTES

MELHOR PRIMEIRO ROTEIRO
Will Reiser, 50%

MELHOR FOTOGRAFIA
Guillaume Schiffman, O ARTISTA

MELHOR FILME ESTRANGEIRO
A SEPARAÇÃO (Irã),de Asghar Farhady

PRÊMIO JOHN CASSAVETES
(Filmes feitos com menos de US$ 500.000)
PARIAH (EUA), de Dee Ress

PRÊMIO ROBERT ALTMAN
Concedido ao Diretor e ao Elenco de
MARGIN CALL – O DIA ANTES DO FIM
Diretor: J. C. Chandor
Diretores de Elenco: Tiffany Little Canfield e Bernard Telsey
Elenco: Penn Badgley, Simon Baker, Paul Bettany, Jeremy Irons, Mary McDonnell, Demi Moore, Zachary Quinto, Kevin Spacey, Stanley Tucci.

PRÊMIO SOMEONE TO WATCH
Mark Johnson, WITHOUT

PIAGET PRODUCERS AWARDS
Sophia Linn, O ABRIGO

TRUER THAN FICTION AWARD
Heather Courtney, WHERE SOLDIERS CAME FROM

 

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Hoje tem a entrega do Spirit Awards-2012

Publicado em 25/02/2012 - 12:32 por | Comentar

Categorias: SPIRIT AWARDS

Entre a entrega do César, o Oscar da França, ocorrido ontem (confira rolando a página), e o Oscar de Hollywood, que acontece amanhã, 26, acontece na noite desta sábado, 25, a entrega do Spirit, o Oscar do cinema independente. Não acredito que O Artista ganhe a estatueta, mas gostaria que fosse para Drive, de Nicolas Winding Refn, ou O Abrigo, de Jeff Nichols, embora reconheça que as coisas estejam se encaminhando para Os Descendentes, de Alexander Payne

Observe 2 detalhes: no primeiro, que os títulos em competição representam as produções independentes, ou seja, feitas fora dos grandes estúdios, sem grandes orçamentos, atores ou temas bombásticos, mas todos, sem exceção, muito bem recebidos e premiados pelas associações de críticos estadunidenses. No segundo, que alguns, designados por suas distribuidoras para ingressar nos cinemas brasileiros, não mais seguirão para as telas grandes, mas sim para as telas pequenas dos televisores, pois serão jogados diretamente em DVD e Bluray – são os casos de Toda a Forma de Amor, Margin Call – o dia antes do fim (já disponíveis), O Abrigo, 50%, Rampart, entre outros. Quanto aos demais é bom ficar de olho pois alguns estão em negociação com distribuidoras brasileiras.

Confira todos os concorrentes.

MELHOR FILME
O ABRIGO (Take Shelter)
DRIVE (Drive)
TODA FORMA DE AMOR (Beginners)
50% (50/50)
OS DESCENDENTES (The Descendents)
O ARTISTA (The Artist)

MELHOR DIRETOR
Michel Hazanavicius, O ARTISTA
Mike Mills, TODA FORMA DE AMOR
Jeff Nichols, O ABRIGO
Alexander Payne, OS DESCENDENTES
Nicolas Winding Refn, DRIVE

 

MELHOR PRIMEIRO FILME
ANOTHER EARTH, de Mike Cahill
IN THE FAMILY, de Patrick Wang
MARGIN CALL – O DIA ANTES DO FIM, de J. C. Chandor
MARTHA MARCY MAY MARLENE, de Sean Durkin
NATURAL SELECTION, de Robbie Pickering

MELHOR ATOR
Demian Bichir, A BETTER LIFE
Jean Dujardin, O ARTISTA
Ryan Gosling, DRIVE
Woody Harrelson, RAMPART
Michael Shannon, O ABRIGO

MELHOR ATRIZ
Elizabeth Olsen, MARTHA MARCY MAY MARLENE
Michelle Williams, 7 DIAS COM MARILYN
Rachael Harris, NATURAL SELECTION
Adepero Oduye, PARIAH
Lauren Ambrose, THINK OF ME

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Albert Brooks, DRIVE
John Hawkes, MARTHA MARCY MAY MARLENE
Christopher Plummer,TODA FORMA DE AMOR
Corey Stoll, MEIA-NOITE EM PARIS
John C. Reilly, NEGÓCIO FECHADO (Cedar Rapids)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Jessica Chastain, O ABRIGO
Anjelica Huston, 50%
Janet McTeer, ALBERT NOBBS
Harmony Santana, GUN HILL ROAD
Shailenne Woodley, OS DESCENDENTES

MELHOR DOCUMENTÁRIO
AN AFRICAN SELECTION (Suiça-EUA-Gana), de Jarreth J. e Kevin  Metz
BILL CUNNINGHAM NEW YORK (EUA-França), de Richard Press
THE INTERRUPTERS (eua), DE Steve James
THE REDEMPTION OF GENERAL BUTT  NAKED (EUA-Geórgia-Libéria), de Daniele Anastasion e Eric Strauss
WE WERE HERE (EUA), de David Weissman e Bill Weber

MELHOR ROTEIRO
Mike Mills, TODA FORMA DE AMOR
Alexander Payne, Nat Faxon e Jim Rash, OS DESCENDENTES
Joseph Cedar, HEARAT SHULAYIM (Footnote)
Michel Hazanavicius, O ARTISTA
Tom McCarthy, GANHAR, GANHAR

MELHOR PRIMEIRO ROTEIRO
Mike Cahill e Brit Marlimng, A OUTRA TERRA (Another Earth)
J. C. Chandor, MARGIN CALL – O DIA ANTES DO FIM
Patrick Dewitt, TERRI
Phil Johnston, NEGÓCIO FECHADO (Cedar Rapids)
Will Reiser, 50%

MELHOR FOTOGRAFIA
Joel Hodge, BELLFLOWER
Darius Kondji, MEIA-NOITE EM PARIS
Guillaume Schiffman, O ARTISTA
Benjamin Kasulke, THE OFF-HOURS
Jeffrey Waldron, THE DYNAMITER

MELHOR FILME ESTRANGEIRO
A SEPARAÇÃO (Irã),de Asghar Farhady
MELANCOLIA (Dinamarca, Suécia, França e Alemanha), de Lars von Trier
VERGONHA (Shame, Reino Unido), de Steve McQueen
O GAROTO DA BICICLETA (Bélgica, França e Itália), de Luc e Jean-Pierre Dardenne
TYRANNOSAUR (Reino Unido), de Paddy Considine

PRÊMIO JOHN CASSAVETES
(Filmes feitos com menos de US$ 500,000)
BELLFLOWER (EUA), de Evan Godell
CIRCUMSTANCE (França-EUA, Irã), de Maryam Kershavarz
HELLO LONESOME (EUA), de Adam Reid
PARIAH (eua), de Dee Ress
THE DYNAMATER (EUA), de Matthew Gordon

PRÊMIO ROBERT ALTMAN
Concedido ao Diretor e ao Elenco de
MARGIN CALL – O DIA ANTES DO FIM
Diretor: J. C. Chandor
Diretores de Elenco: Tiffany Little Canfield e Bernard Telsey
Elenco: Penn Badgley, Simon Baker, Paul Bettany, Jeremy Irons, Mary McDonnell, Demi Moore, Zachary Quinto, Kevin Spacey, Stanley Tucci.

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OSCAR 2012 – A Academia precisa se livrar da sombra do Globo de Ouro

Publicado em 24/02/2012 - 21:04 por | 1 Comentário

Categorias: OSCAR 2012

Depois de uma semana sem sinal de internet no meio do mato de uma área rural de Cascavel, no qual posso trabalhar no ócio e ao som dos pássaros, o assunto premente chama-se Oscar 2012, cuja entrega ocorre neste domingo, 26, no Centro Hollywood e Highland, em Los Angeles. Na matéria que fiz para o Caderno 3 do Diário do Nordeste publicar neste sábado, coloquei que o Globo de Ouro estava além de ser uma simples “prévia do Oscar”, como costumam expressá-lo. Na verdade, significa uma incômoda preocupação para a Academia. O que se entende de “prévia do Oscar”, é que os filmes indicados pela Associação de Imprensa Estrangeira em Hollywood sejam, também, aqueles destinados a figurar na seleção da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood. O problema é o fato do Oscar se tornar um referendo à premiação do Globo de Ouro, ou seja, entregar a sua estatueta aos mesmos filmes premiados pela Associação da Imprensa Estrangeira em Hollywood


Talvez eu esteja fazendo uma colocação que ainda não se configure como real. Mas, aposto na minha percepção. Basta conferir as premiações do Globo de Ouro e do Oscar. Percebo essa questão como uma tendência em crescimento de alguns anos para cá. Para a minha alegria, nesta sexta recebo a newsletter do The Wrap, jornal estadunidense, e uma análise de Steve Pond, o seu articulista de cinema, segue a minha percepção: “O Oscar tem uma desesperada necessidade de surpresas”. Nesse artigo, Pond coloca que O Artista, seu diretor e ator, Michel Hazavenicius e Jean Dujardin, além de Viola Davis, Christopher Plummer e Octavia Spencer “tem todas as razões para preparar os discursos de premiação” (45 segundos para cada um, segundo a regra da Academia). Note que foram os premiados com o Globo de Ouro (e de quebra, pelos respectivos sindicatos, cujos membros são os mesmos que votam no Oscar).

“Mas tenho notado um desejo – na verdade, um desespero – por parte de um número de membros da Academia para que estejam de acordo com esse plano. Eles querem, por exemplo, Meryl Streep perturbando Viola Davis, Gary Oldman conquistando um milagre sobre Dujardin e George Clooney. E até mesmo Max von Sydow lutando pelo ouro de Christopher Plummer”, assina o analista.

Concordo que terá de haver algum choque na premiação do dia 26. “E de onde ele virá?”, pergunta Pond. O articulista reconhece ser muito difícil os listados acima não lerem os seus discursos. Mas… alternativas existem para a Academia.

Para a categoria de melhor filme, ele escreve que “nenhum outro filme se estabeleceu como alternativa a O Artista”. Mas, Clooney é uma alternativa para a categoria de melhor ator.

Melhor filme estrangeiro

Pond lamenta ausência de A Pele que Habito, de Pedro Almodóvar, e não vê favoritismo de A Separação, de Asghar Farhadi, também indicado ao Oscar de roteiro. Ele lembra que “essa é uma das poucas categorias nas quais os membros da Academia são obrigados a assistir aos 5 finalistas”. Por isso, analisa, “é impossível prever um vencedor”, lembrando que, há 2 anos atrás, o francês O Profeta tinha um favoritismo semelhante ao filme iraniano e o Oscar foi para o argentino O Segredo dos Seus Olhos.

Encerrando, Pond sinaliza que O Artista ficará com 6 Oscar (concorre em 10 indicações), A Invenção de Hugo Cabret irá para casa com 4 (concorre em 11 categorias), Histórias Cruzadas com 2 dois 4 prêmios de interpretação e que Os Descendentes terá de se contentar com a estatueta de roteiro. Será?

Minhas alternativas para a premiação do Oscar:

Melhor filme – A Invenção de Hugo Cabret
Melhor Diretor – Michel Hazanavicius
Roteiro original – Meia Noite em Paris
Roteiro adaptado – Os Descendentes
Atriz – Viola Davis
Ator – George Clooney

Ou o Oscar repetirá a premiação do Globo de Ouro?

 

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OS DESCENDENTES – a tragédia e uma jornada para o perdão

Publicado em 09/02/2012 - 20:49 por | Comentar

Categorias: CRÍTICAS DE FILMES

Aparentemente apenas um drama sobre um homem que tenta entender porque foi traído pela mulher, Os Descendentes explora uma série de temas baseado na percepção do sujeito sobre a própria existência

 

Existem pelo menos três temas centrais em Os Descendentes: os laços de família, a dor da traição e o perdão como instrumento de recomeço. Impossível distingui-los na preferência do diretor e roteirista Alexander Payne, que aqui tem por base o romance The Descendants, obra de estréia de Kaui Hart Hemmings. Mas, o elemento a embalar esses três temas chama-se a percepção humana, no caso, a de Matt King (George Clooney), personagem central da história. Advogado rico e de família conceituada na sociedade havaiana, a partir do acidente que deixa sua mulher em estado vegetativo, ele percebe ter sido indiferente à família ao deixá-la exclusivamente a cargo dela. Mas, o que o abala mesmo é saber, através da própria filha, que estava sendo traído.

Nenhum homem, em momento algum, está preparado para essa velha dor das relações entre homens e mulheres – e nem tampouco, mesmo agora, com a entrada em cena da Nova Família. Para Matt, o sentimento é de que o seu barco está afundando. E, como a grande parte dos traídos faz, ele sai em busca das razões. Razões, as quais, vai percebendo ao longo de sua dura jornada, estão em si mesmo: o homem do jeito que ele é. Bom profissionalmente, ruim como pai de família.

E aí, logo no início do filme está em uma frase de Matt, em off, a qual expressa uma das três temáticas de Os Descendentes: “família é como arquipélago, se separando como se fossem sozinhas. Todos parte de um todo, mas ainda assim, lentamente, uns se afastando dos outros”. E Matt tem uma típica família disfuncional. É quando cai a ficha. Na composição desse personagem cheio de amor e dor, George Clooney surge como a essência de Os Descendentes.

Por isso, defendo, deve receber o Oscar de melhor ator. Clooney, que teve um casamento tão devastador a ponto de se decidir a jamais repetir a experiência, concede a Matt King aquilo que chamamos de “máscara interpretativa”, através da qual o ator promove o personagem como ele mesmo, definindo o movimento da sua natureza humana em cada olhar e em cada expressão – dor, sentimento do vazio, revolta, quietude. Grande Clooney! É com a percepção de que a família está em pandarecos e precisa ser consertada urgentemente que ele se aproxima das filhas. O legado da morte de Elizabeth pertence a ele: uma caixa de problemas. E saber disso o põe na percepção de que chegou a sua vez de assumir a família – começando pelas filhas. E nova percepção: a de que não integra o mundo delas. Aí desperta em Matt a consciência da dura missão do pai responsável: a de não deixar desgarrar o futuro.

A viagem a quatro – George, as duas filhas, Scottie (Amara Miller) e Alexandra (Shailene Woodley), e Sid, o namorado desta – expressa o início da recomposição do real sentido de família, estabelecido na relação democrática de participação de todos. Conquistar a confiança, angariar a admiração. George, nesse processo, vai deixando de se lamentar de nunca ter entendido as mulheres: com Elizabeth, a da relação com motos, barcos e bebidas; a da filha Alexandra, com as drogas e caras mais velhos. E com Scottie, a filha mais nova, como será? Nesse processo, a base é a temática da aprendizagem. E é para os adultos aprenderem sobre os jovens que está lá um personagem simplesmente brilhante, o adolescente Sid (Nick Krause), com o qual George vai trabalhar a aceitação, superar a antipatia, e, aos poucos, abrir uma relação amigável e reveladora. O mundo é uma escola.

Nesse momento em que tudo veio em um pacote, George o desembrulha em partes. A família, aquele arquipélago, está sem laços de comunicação. A venda de um terreno preservado ao longo de mais de 200 anos serve como metáfora dos interesses das ilhas, também uma recorrência ao efeito capitalista do setor imobiliário, esse destruidor de florestas e ambientes naturais do planeta. Urge acomodar à modernidade do dinheiro comprando tudo ou legar aos filhos e netos uma alternativa junto à natureza?

A terceira temática, simbolizada na busca de George em conhecer o amante da mulher, firma-se como a mais dolorosa. E por que George empreende essa jornada de dor, angústia e sofrimento? Obviamente, em princípio, vingança. Pode ser entendida também como uma tentativa de “limpar a área”, recomeçar do zero para recompor a família, a partir do conhecimento das filhas à infidelidade da mãe. George percebe, mais tarde, que foi ele o facilitador para que ocorresse a traição. Elizabeth era, também, um poço de solidão e angústia com a ausência dele. Como somos falhos em nossa igualdade pessoal e frágeis em nossa infinita diversidade, o que fazermos para a aceitação dos os erros alheios, mesmo que em relação a nós mesmos? No filme de Payne, essa fragilidade da diversidade humana – exposição essa que perpassa a narrativa de Os Descendentes – só encontra sentido com a prática da excepcional grandeza humana, ostentada ao final da jornada, por George: o perdão.

Obra comovente sobre a reconexão dos laços familiares, Os Descendentes confirma Alexander Payne como o grande explorador da alma masculina. O homem tem sido a grande temática desse brilhante cineasta estadunidense que fará 52 anos nesta sexta, 10 de fevereiro. Os Descendentes expressa esse homem que, em estado de aprendizagem é capaz de esquecer o passado e, em mudança, planejar o futuro nesses tempos pós-modernos. A cena em que ele e as filhas vislumbram as terras as quais ele se recusou a vender, expressa essa confiança de que o passado serve como ponto de reflexão para o estudo dos valores familiares (é a foto que abre esta análise do filme). Clooney compõe, assim, um grandioso personagem masculino. Nesta sociedade de interesses e parcos valores, a ética e a honra ainda se sinalizam como as grandes pilastras da família. Quanto a isso, não há dúvida: as mulheres estão à frente, mas, com óbvia certeza, poderemos alcançá-las com igual grandeza.

Mais informações

Os Descendentes (The Descandants, EUA, 2011), de Alexander Payne. Com George Clooney, Shailene Woodley, Nick Krause e Amara Miller. 117 minutos. 14 anos.

Confira o trailer 3 de Os Descendentes.

Imagem de Amostra do You Tube

 

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