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PARA MAIORES/Crítica – cuidado com as ofensas

Publicado em 10/02/2013 - 19:58 por | 8 Comentários

Categorias: CRÍTICAS DE FILMES

Sobre a primeira vez em que pedi o meu dinheiro de volta e sobre um dos filmes mais corajosos do ano. Embora possa ser considerado por muitos como de extremo mal gosto, é possível se divertir bastante com a comédia em segmentos Para Maiores (Movie 43, 2013)

Halle Berry em cena de PARA MAIORES

E neste sábado de Carnaval, pela primeira vez na minha vida de cinéfilo, eu pedi o dinheiro de volta. E não, não é porque eu me senti ofendido com o filme Para Maiores, mas porque a projeção da sala 1 do Cine Benfica estava tremendo. Eu já tinha prometido a mim mesmo que não iria mais ver filme lá, mas já fazia tanto tempo que a mesma coisa tinha ocorrido (com O Filme dos Espíritos, visto em outubro/2011) que eu não imaginei que ia me deparar novamente com o mesmo problema.

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AGENDE-SE – finalmente, AS VANTAGENS DE SER INVISÍVEL

Publicado em 07/02/2013 - 18:19 por | Comentar

Categorias: ESTRÉIAS

Para muitos, o Carnaval é festa para pular, beber e aproveitar os excessos; mas há aqueles que preferem os excessos do cinema. E que bom que há novamente uma variedade de opções entrando em cartaz nesta sexta-feira para o espectador de Fortaleza . Há o drama cult sobre adolescentes As Vantagens de Ser Invisível (The Perks of Being a Wallflower, 2012), cartaz do Cinema de Arte desta semana; o drama estrelado por Denzel Washington O Voo (Flight, 2012); a comédia de horror Meu Namorado É um Zumbi (Warm Bodies, 2013); a comédia episódica Para Maiores (Movie 43, 2013); a aventura infantil brazuca Tainá – a Origem (2013); e a animação infantil As Aventuras de Tadeu (Las Aventuras de Tadeo Jones, 2012). É escolher os favoritos e partir para a folia

Emma Watson e Logan Lerman em AS VANTAGENS DE SER INVISÍVEL (2012), de Stephen Chboski

Lançado em São Paulo e outras praças em setembro/2012, As Vantagens de Ser Invisível foi recebido com muito carinho por críticos e cinéfilos, a ponto de ter se tornado um dos filmes independentes mais cultuados do ano. Demorou, mas o filme chegou aqui, via Cinema de Arte.  O filme acompanha o amadurecimento de um jovem de 16 anos (Logan Lerman) e em sua difícil jornada de socialização. Sorte que ele encontra dois amigos que também são um tanto marginalizados entre os colegas – Emma Watson, a Hermione da franquia Harry Potter, e Ezra Miller, o psicopata adolescente de Precisamos Falar sobre o Kevin. O filme é dirigido pelo próprio autor do romance, Stephen Chbosky. Outro elemento positivo do filme é a trilha sonora, composta pelo melhor do rock das décadas de 80 e 90.

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PREMIAÇÕES-EUA/Análise – as surpresas do Oscar

Publicado em 11/01/2013 - 5:37 por | Comentar

Categorias: OSCAR 2013

Ao antecipar a divulgação dos concorrentes às estatuetas do Oscar-2013 a fim de fugir da concorrência do Globo de Ouro, a Academia causa uma grande confusão com os seus membros votantes, irrita os sindicatos profissionais, revolta cinéfilos de todo o mundo ao surpreender, de forma inesperada, com indicações e ausências de atores e filmes, ocorrida ontem, 10. Finalmente, o Oscar voltou a ser polêmico

Kathryn Bigelow sem indicação como diretora e Michael Haneke, ganhador da Palma de Ouro em Cannes-2012

Comentários dos analistas e críticos de cinema dos EUA salientaram que os membros da Academia passaram por agruras para receber os DVDs com os filmes pré selecionados para a seleção dos indicados, enviar os votos via computador e que os diretores não tiveram interesse em assistir aos filmes dos colegas. Isso quer dizer o que? Que filmes, atores e outros profissionais foram desconhecidos, e, assim, injustiçados.

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A NEGOCIAÇÃO/Crítica

Publicado em 27/12/2012 - 8:08 por | Comentar

Categorias: CRÍTICAS DE FILMES

Está longe de ser um grande filme, mas A Negociação (Arbitrage, 2012) é um bom thriller dramático dirigido pelo estreante em longa-metragem de ficção Nicholas Jarecki

Susan Sarandon e Richard Gere em cena de A NEGOCIAÇÃO

A Negociação tem um jeitão de filme para a televisão, sem muita sofisticação na direção ou no roteiro, mas que prende a atenção até o fim e que ainda conta com um elenco dos bons, encabeçado por um Richard Gere acima da média. O elenco de apoio, principalmente Susan Sarandon, como a esposa traída, e Tim Roth, como o investigador de polícia, também são responsáveis pelo sucesso do filme, sem precisar fazer muito esforço. Até porque seus papéis são mais simples, seus personagens são planos.

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AGENDE-SE – as estreias desta sexta-feira

Publicado em 19/12/2012 - 14:46 por | Comentar

Categorias: ESTRÉIAS

2012 está chegando ao fim e, se o mundo não acabar nesta sexta feira, vamos conferir boas estreias em nossas salas. Entre as opções há a jornada física e espiritual de As Aventuras de Pi; o drama O Impossível; o thriller dramático A Negociação; e o drama A Arte da Conquista. São quatro filmes que prometem mexer com as nossas emoções…

AS AVENTURAS DE PI

Já indicado à categoria principal do Globo de Ouro (melhor filme-drama), As Aventuras de Pi (Life of Pi, 2012) é um dos favoritos também para o Oscar 2013. Portanto, a temporada do Oscar, que já havia se iniciado com Argo, segue ainda mais forte com o novo filme do diretor chinês Ang Lee, vencedor do Oscar de direção por O Segredo de Brokeback Mountain (Brokeback Mountain, 2005). Trata-se de seu filme mais caro (120 milhões de dólares) e bastante ambicioso visualmente. É a adaptação do romance A Vida de Pi, do escritor espanhol Yann Martel. Na trama temos um rapaz indiano que, depois de um naufrágio, se vê sozinho em um barco salva-vidas na companhia de uma hiena, uma zebra, um orogantango e um tigre de bengala. Sua missão principal é sobreviver à inusitada situação.

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EM BÚZIOS – os filmes que você vai ver a partir de dezembro

Publicado em 22/11/2012 - 18:14 por | Comentar

Categorias: VEM POR AÍ

Teve início ontem, quarta, 21, a 18ª edição do Búzios Cine Festival, acompanhado de seu inseparável parceiro há 11 anos, o Show Búzios. O primeiro é um festival popular, cujos filmes inéditos no País e suas distribuidoras os exibirão como pré-estreia em dois palcos: o Gran Cine Bardot e na Praça Santos Dumont, ao ar livre. O segundo é um evento fechado do mercado exibidor, formado por distribuidoras e exibidores. Como terceiro elemento dos eventos, a visão paradisíaca de Búzios

A boa notícia do Búzios Cine Festival é que os filmes serão lançados comercialmente a partir do pr´´oximo mês,  dezembro. Já no Show Búzios, as distribuidoras apresentam os traillers e material e estratégia de divulgação de seus filmes para a temporada 2013. Alguns dos filmes já têm datas para estreia e outros ainda aguardam vagas na grade de lançamentos em 2013.

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PARA A SUA CONSIDERAÇÃO – começa a temporada de prêmios

Publicado em 22/11/2012 - 17:17 por | Comentar

Na primeira semana de dezembro serão anunciados os indicados ao três dos principais prêmios de cinema dos EUA, termômetros para o Globo de Ouro e para o Oscar, com isso, as produtoras começam as campanhas de divulgação de seus filmes em destaque

Parte da campanha de O EXÓTICO HOTEL MARIGOLD

DVDs distribuidos aos votantes, campanhas em sites e revista e entrevistas a programas populares fazem parte da campanha que as grandes produtoras de Hollywood promovem no período de votação da temporada de prêmios. As empresas fazem cartazes e propagandas de seus filmes mais bem criticados do ano e espalham por onde for possível. Entituladas de For Your Consideration (Para a Sua Consideração), essas campanhas geralmente mostram trechos de críticas que elogiaram as produções e as possíveis indicações que os produtores almejam para seus longas.

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MOVIE 43 – o primeiro pôster

Publicado em 13/11/2012 - 5:42 por | Comentar

Categorias: Geral, VEM POR AÍ

A comédia que conta com um dos maiores elencos já reunidos em um filme ganhou o seu primeiro cartaz

Primeiro pôster de MOVIE 43

Kate Winslet, Halle Berry, Hugh Jackman, Naomi Watts,  Emma Stone, Richard Gere, Terrence Howard, Uma Thurman, Gerard Butler, Anna Faris, Josh Duhamel, Justin Long, Elizabeth Banks, Chloë Grace Moretz, Leslie Bibb, Christopher Mintz-Plasse, Seann William Scott, Kiera Culkin e cerca de mais uma dezena de atores formam o elenco da comédia Movie 43, cujo enredo mostará várias situações cômicas do dia-dia, a maioria delas envolvendo sexualidade.

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100 da Paramount – da 2º Guerra aos VINGADORES

Publicado em 15/07/2012 - 20:21 por | Comentar

Na história da Paramount, foi na época da 2ª Guerra Mundial, a década de 1940, que o estúdio viveu a sua “época de ouro” - o seu faturamento foi fabuloso: US$ 40 milhões. Uma estatuetazinha chamada Oscar ampliou a galeria de prêmios do estúdio. E isso aconteceu porque a empresa se reorganizou com o nome de Paramount Pictures Inc., passando a tarzer para o seus “sets” astros do primeiro escalão de Hollywood, como Gary Cooper, Burt Lancaster e Kirk Douglas

O padre Bing Crosby em O BOM PASTOR e o alcoolatra Ray Milland em FARRAPO HUMANO: obras de arte

É nessa época que surgem os clássicos, como O Bom Pastor (Going my Way, 1944), de Leo McCarey (1896-1969), com Bing Crosby (1903-67), ganhador de 7 Oscar, incluindo os de melhor filme, diretor, ator e roteiro; e Farrapo Humano (The Lost Weekend, 1945), de Billy Wilder (1906-2002), com Ray Milland (1905-1986) e Jane Wyman (1917-2007), um poderoso drama sobre o alcoolismo. Recebeu 4 Oscar, de melhor, diretor, ator e roteiro original, além do prêmio de melhor ator para Milland e o Grande Prêmio do Júri para Wyder no Festival de Cannes daquele ano.

Na chegada da década de 1950, o surgimento da televisão e a decisão da justiça em retirar dos estúdios a posse dos circuitos de cinema, um duro golpe para Hollywood, faz a Paramount produzir poucos filmes marcantes, entre eles, A Guerra dos Mundos (War of the Worlds, 1953), de Byron Haskim, com Gene Barry (1919-2009) e Ann Robinson, 77, a mais brilhante das adaptações do romance de H. G. Wells. A prórpia Paramount faria uma refilmagem, sem brilho, décadas depois.

; a comédia romântica Sabrina (1954), de Billy Wilder, com  Humphrey Bogart (1899-1957) e Audrey Hepburn (1929-93), um dos mais belos filmes do gênero produzidos até hoje; e alguns clássicos de Alfred Hitchcock (1899-1980), como Janela Indiscreta (Rear Window, 1954), com James Stewart (1908-97) e Grace Kelly (1929-82); Ladrão de Casaca (To catch a thief, 55), com Gary Grant e Grace novamente; O Terceiro Tiro (The trouble with Harry, 55), com John Forsyth (1918-2010) e Shirley MacLaine , 79; e O Homem que Sabia Demais (The man Who knew to much, 56), com James Stewart e Doris Day, 89. Em 1957 sai um faroeste vigoroso, Sem Lei e sem Alma (Gunfight at OK Curral), de John Sturges (1910-92), com Lancaster e Kirk Douglas num duelo empolgante, reconstituindo o episódio real, o duelo entre Wyatt Earp Doc Hollidai e os irmãos Clanton.

 

Na década seguinte, o estúdio decai na qualidade dos filmes ao ser adquirida pela empresa petrolífera Gulf + Western, mas mesmo assim produz algumas obras notáveis como o romance Bonequinha de Luxo (Breakfest at Tiffany’s, 61), de Blake Edwards (1922-2010), com Audrey Hepburn e George Peppard (1928-94); o faroeste Eldorado (67), de Howard Hawks (1896-1977), com John Wayne (1907-79), Robert Mitchum (1917-97) e James Caan, 71; o terror, O Bebê de Rosemary (Rosemary’s Baby, 68), de Roman Polanski, com Mia Farrow e John Cassavetes, além de Romeu & Julieta (68), de Franco Zeffirelli, com os jovens e estreantes adolescentes Olivia Hussey e Leonard Whitting.

A BONEQUINHA DE LUXO Audrey Hepburn e O BEBÊ DE ROSEMARY de Mia Farrow

Década de 1970

Voltando a se recuperar financeiramente no final dos anos de 1970, a Paramount iniciou a década com um grande sucesso de público, Uma História de Amor (Love Story, 70), de Arthur Hiller, com Ryan O’Neil e Ali McGraw vivendo uma trágica história de amor saída do best seller de Eric Segal. Nos anos seguintes o estúdio produziu grandes filmes, como os premiados O Poderoso Chefão (72) e O Poderoso Chefão 2 (74), de Francis Ford Coppola, com Marlon Brando, Al Pacino e James Caan, os quais abriram as portas para a exploração da Máfia no Cinema; Chinatown (74), de Roman Polanski, com Jack Nicholson e Faye Dunaway, que revelou um lado sórdido da sociedade estadunidense envolvendo corrupção, incesto e assassinato; e Apocalipse Now (79), obra-prima de Coppola desvendando a violência da guerra do Vietnã. Aquela foi, também, a década de Francis Ford Coppola.

Marlon Brando em O PODEROSO CHEFÃO e o uso do Napalm e APOCALIPSE NOW, de Coppola

O estúdio produziu ainda dois grandes sucessos de bilheteria, a aventura King Kong (76), de John Guillermin, com Jeff Bridges e Jessica Lange, remake do clássico da década de 1930.; e o ótimo e antecipatório Embalos de Sábado a Noite (77), de John Badham, revelando John Travolta e Olivia Newton-John, além de levar para a tela grande as aventuras televisivas do Capitão Kirk (William Shatner) e de sua tripulação em exploração das galáxias  em Jornada nas Estrelas – o Filme (Star Trek – the movie, 79), sob a direção de Robert Wise.

Anos 80

A década de 1980 representou a total recuperação financeira da Paramount. Gigolô Americano, de Paul Schrader, elevou Richard Gere eà condição de ídolo; Gente Como a Gente revelou Robert Redford como cineasta em um drama envolvente; e Sexta-Feira, 13 abriu uma das franquias mais bem sucedidas do estúdio, além de recolocar o gênero terror na pauta de Hollywood. Todos produzidos em 1980.

Ao longo da década a Paramount produziria poucos filmes elevados à categoria de arte, como A Testemunha (85), de Peter Weir, com Harrison Ford revelando a comunidade Irish nos EUA; e o policial Os Intocáveis (87), de Brian de Palma, um dos grandes sucessos da carreira de Kevin Costner, mas acertaria em cheio em obras que seriam muito bem recepcionadas pelo público: Flashdance (80), Caçadores da Arca Perdida (81), Indiana Jones e o Templo da Perdição e o musical Footloose (84), de Herbert Ross, com Kevin Bacon e Lori Singer, Top Gun – Ases Indomáveis (Top Gun, 86), de Tony Scott, revelando Tom Cruise a uma geração ávida por ídolos; Atração Fatal (1987), de Adrian Lyne, com Michael Douglas, Glenn Close e Anne Archer um drama sobre infidelidade que provocou verdadeiro furor com o grande público (arrecadou US$ 320 milhões em escala mundial), além das sequências de Sexta-Feira, 13 e Indiana Jones.

Jason em SEXTA-FEIRA, 13, Jennifer Beals em FLASHDANCE e Harrison Ford, o INDIANA JONES: sucessos

Anos 90

O espiritual Ghost – do outro lado da vida, de Jerry Zucker, com Patrick Swayze e Demi Moore; a aventura Caçada ao Outubro Vermelho, de John McTiernan, com Sean Connery, e a conclusão da trilogia O Poderoso Chefão (90), de Coppola, promoveram uma excepcional abertura de década para a Paramount. Nos anos seguintes, surgiram A Família Addams (91), Jogos Patrióticos (92), Proposta Indecente e A Firma (93), de Sydney Pollack, com Tom Cruise, Jeanne Tripplehorn e Gene Hackman; Forrest Gump – o contador de histórias (1994), de Robert Zemeckis, com Tom Hanks; a aventura Congo, de Frank Marshall, o remake de Sabrina, de Sydney Pollack, com Harrison Ford e Julia Osmond, e Coração Valente, de Randall Wallace, com Mel Gibson, todos em 1995.

Demi Moore e Patrick Swayze em GHOST - DO OUTRO LADO DA VIDA, e Tom Hanks, o FORREST GUMP

No ano seguinte, Fuga de Los Angeles, de John Carpenter, com Kurt Russell, o primeiro Missão Impossível, de Brian De Palma, com Tom Cruise, e o notável A Sombra e a Escuridão (The ghost and the darkness) ainda o melhor filme de Stephen Hopkins, com Michael Douglas e Val Kilmer; em 98, a ficção científica Impacto Profundo, o drama de guerra O Resgate do Soldado Ryan, de Steven Spielberg,  e outra obra notável, O Show de Truman, de Peter Weir, com Jim Carrey, Ed Harris e Laura Linney.

Século XXI

Uma leva de novos sucessos marcou o início do século XXI para a Paramount. Missão Impossível 2, de John Wood, e o fraquíssimo Náufrago, de Robert Zemeckis, com Tom Cruise, abriram a nova década. Nos anos seguintes saíram dos estúdios da Paramount sucessos como Amigas Para Sempre, Fora de Controle (em 2002), o romance Como Perder um Homem em 10 Dias e o thriller de assalto Uma Saída de Mestre, em 2003; o policial Colateral, de Michael Mann, com Tom Cruise, em 2004; a refilmagem de A Guerra dos Mundos, de Steven Spielberg, em 2005; o terceiro filme da série Missão Impossível, o drama musical Dreamgirls e o de guerra A Conquista da Honra, de Clint Eastwood, em 2006; o policial Zodíaco, de David Fincher; a aventura O Atirador, de Antoine Fuqua, com Mark Walhberg; e o primeiro Transformers, de Michael Bay; e, em 2008, Homem de Ferro, a aventura Indiana Jones e a Caveira de Cristal, de Spielberg, e, o excelente O Curioso Caso de Benjamin Button, de David Fincher.

Atualmente, a Paramount comemora os sucessos de Missão Impossível – protocolo fantasma, de Brad Bird, que faturou neste ano quase US$ 700 milhões no mercado mundial, o que dá esperança de renovação da franquia; e a ficção científica Os Vingadores, que já ultrapassou os US$ 600 milhões no mercado doméstico e US$ 841,1 milhões no circuito internacional. Sem esquecer a animação Madagascar 3 – os Procurados, um dos grandes sucessos da Dreamworks Animation, a sua grande parceira na área de entretenimento infantil que, em cartaz, está chegando a casa dos US$ 500 milhões em arrecadação mundial.

 

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O PODER E A LEI – a ética e a dimensão do mal

Publicado em 21/08/2011 - 9:45 por | Comentar

Categorias: CRÍTICAS DE FILMES

Em exibição na cidade, O Poder e a Lei, adaptação do romance de Michael Connelly pelo cineasta estadunidense Brad Furman e pelo roteirista Mark Romano, faz uma exposição do sistema judiciário a partir de um advogado sujo e durão ávido por dinheiro ao defender pequenos criminosos e que de repente conhece a dimensão da maldade em um de seus clientes, um jovem rico e de família bem conceituada

Identificado como “sujo e durão” por seu intérprete, o ator Matthew McConaughey, Mickey Haller é um advogado másculo, esquálido, inteligente, “conhecedor das ruas” e com uma ficha de clientes composta por quase excluídos da sociedade – pobres, latinos e motoqueiros – envolvidos em pequenos delitos. Haller é criação de Michael Connelly, um estadunidense de 46 anos que como jornalista da área policial do Los Angeles Times adquiriu conhecimento da criminalidade e do sistema judiciário da cidade e desde 1992 se tornou autor de romances policiais ligados ao mundo dos advogados, criminalistas e dos tribunais. Seus romances ganharam notoriedade quando, em 2002, Clint Eastwood adaptou Dívida de Sangue, e agora chega a vez de The Lincoln Lawyer, escrito em 2005 e lançado por aqui dois anos depois com o título de “Advogado de Porta de Cadeia”, recentemente relançado pela Record com o título do filme, O Poder e a Lei

Produção independente e de baixo orçamento (em torno de US$ 40 milhões), O Poder e a Lei surpreende pelo roteiro enxuto desenvolvido por John Romano, autor das séries de TV Dark Angel (1996) e Third Watch (1999-2000), entre outras, além do romance O Amor Custa Caro (2002), produzido e dirigido pelos irmãos Ethan e Joel Coen. Romano foi, ainda, o responsável pela adaptação do romance de Nicholas Sparks, Noites de Tormenta (2008), dirigido por George C. Wolfe, com Richard Gere e Diane Lane.

Herói ou anti-herói?

Um dos aspectos relevantes em O Poder e a Lei é a forma como Romano e o diretor Brad Furman expõem a figura de Mick Haller. Charmoso e auto-suficiente, ele tem a agilidade de ter o banco de trás de seu Lincoln como escritório, o que o possibilita atender vários casos por dia circulando entre vários tribunais. Assim como o serviço é rápido, o dinheiro também entra rápido pela janela do carro – sem impostos. E, para ele, nada mais importa, se o cliente é culpado ou inocente e nem que tipo de maldade praticou, daí ser mal visto como o “advogado que tira a escória da cadeia”, tanto pelo assistente da promotoria, Ted Minton (Josh Lucas), quanto pelo detetive de homicídios, Lankford (Bryan Cranston), e até mesmo pela ex-mulher, a promotora Maggie (Marisa Tomei).

É aí que reside a complexidade e a contradição do personagem bem interpretado por Matthew McConaughey. Sob o seu próprio ponto de vista, ele atende a um “código de ética” segundo o qual está ajudando oprimidos e desfavorecidos a ter uma chance perante a lei. Ele poderia ser um advogado bem conceituado, admirado pelos colegas e empregado num grande escritório, mas prefere trabalhar basicamente na faixa de baixo da sociedade. Por que? Não se desgasta muito, não pega casos pesados e tem tempo livre para si. Além disso, o dinheiro é garantido e rápido. Ou seja, é um sujeito solitário que tem a sua vida sob controle, até mesmo bafejado pela sorte do fato de sua ex-mulher continuar livre e com ela encontrar-se para conversar e colocar o sexo em dia, aliviando ambas as pressões.

É o personagem Louis Roulet (Ryan Phillippe), de família rica e conceituada, que o retira dessa complexidade. Haller passa a conhecer a real dimensão do mal através desse jovem tão charmoso quanto ele. Rico, de família poderosa, Roulet  jura, além da inocência por todos os santos, estar sendo vítima de uma armação. Roulet, a figura de cima da pirâmide social, a qual com o dinheiro compra tudo, transformará a vida do “advogado do Lincoln” em um inferno.

É a partir dessa situação opressiva para Haller que o filme ganha contundência, expondo o mundo dos advogados e os labirintos dos tribunais e das leis e chama a tenção do espectador para pensar sobre o mal em termos de escala social – aonde está?, entre os “excluídos” clientes de Haller – nessa condição talvez pela falta de oportunidades - ou com os ricos e poderosos do pico da pirâmide social? A questão é: há uma dimensão do mal entre as classes sociais? Ao ficar estagnado em um beco sem saída, Haller, o advogado que gira de acordo com o movimento das ondas pessoais, é obrigado pensar, raciocinar além do seu “código de ética” e vislumbrar como as mentes criminosas pensam e agem – e a agir como elas. Utilizando o suspense como instrumento de reflexão para o espectador, O Poder e a Lei desvenda a capacidade humana em exercer a maldade e a manipulação e enganar e dissimular as pessoas, a ética, as leis, enfim, a sociedade em seu conjunto. Um ótimo filme que vale também como um entretenimento de primeira.

Mais informações

O Poder e a Lei (The Lincoln Lawyer, EUA, 2010), de Brad Furman, com Matthew McConaughey, Marisa Tomei, Ryan Phillipe e John Leguizamo. 118 minutos. Imagem Filmes. 14 anos.

Veja o treiler de O Poder e a Lei.

Imagem de Amostra do You Tube

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