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DE PARTIDA – o cineasta Nagisa Oshima

Publicado em 15/01/2013 - 9:20 por | 2 Comentários

Categorias: CINEASTAS, MEMÓRIA

Partiu, nesta terça-feira, 15, o diretor de O Império dos Sentidos (Ai no korîda, 1976), filme erótico que provocou muita polêmica na época de seu lançamento e hoje é um clássico do cinema

O cineasta japonês Nagisa Oshima

O primeiro grande cineasta a passar para o outro lado este ano foi o japonês Nagisa Oshima, nome representativo da chamada Nouvelle Vague japonesa na década de 1960, mas que ficou famoso mesmo depois de ter chocado audiências no mundo todo com seu drama erótico Império dos Sentidos (1976). Sua carreira, porém, foi mais extensa e significativa para o cinema produzido no Japão.

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AS AVENTURAS DE PI/Crítica – a magnífica jornada da fé

Publicado em 22/12/2012 - 7:47 por | 1 Comentário

Ang Lee surpreende e inova com filme de visual e conteúdo de profundeza imensuráveis. As Aventuras de Pi é de longe um dos melhores trabalhos cinematográficos do ano

Sempre admirei a versatilidade do diretor Ang Lee por trabalhar os mais diversos temas e conseguir expressar uma boa carga de emoção em cada um deles. Porém, mesmo identificando que o que se passava em seus filmes era algo cheio de sentimentos, as produções anteriores do diretor não chegaram a me fazer sentir o que estava sendo passado. Até que, depois de passar por vários diretores e chegar às mãos de Lee, o projeto de adaptar o romance metafísico A Vida de Pi de Yann Martel (que por sua vez teve a trama baseada em Max e os Felinos do brasileiro Moacyr Scliar) prova que diferentes temáticas podem atingir diferentes pessoas de diferentes maneiras, pois, como homem de fé, As Aventuras de Pi me tocou da maneira como poucos filmes conseguiram.

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EUROPA-2012 – os melhores, por Cahiers du Cinema e Sight & Sound

Publicado em 05/12/2012 - 19:10 por | 1 Comentário

Ao divulgar as primeiras listas dos melhores filmes da atual temporada, Cahiers do Cinema e Sight & Sound se antecipam aos críticos das Américas, privilegiam os filmes de autor e anunciam para o Brasil uma excelente safra cinematográfica em 2013

Phillip Seymour Hoffman em O MESTRE (2012), de Paul Thomas Anderson: melhor filme do ano pela revista francesa Cahiers du Cinema

SIGHT & SOUND
1. O MESTRE (The Master, EUA, 2012), de Paul Thomas Anderson
2. TABU (Portugal-Brasil, 2012), de Miguel Gomes
3. AMOUR (França, 2012), de Michael Haneke
4. HOLY MOTORS (França, 2012), de Leos Carax
5. INDOMÁVEL SONHADORA (Beasts of a Southern Wild, EUA, 2012), de Benh Zeitlin
6. BERBERIAN SOUND STUDIO (Irlanda, 2012), de Peter Strickland
7. MOONRISE KINGDOM (EUA, 2012), de Wes Anderson
8. ALÉM DAS MONTANHAS (Dupã Dealuri/Beyond the Hills, Romênia-França-Bélgica, 2012), de Christian Mungiu
9. COSMÓPOLIS (Canadá-França, 2012), de David Cronenberg
10. ONCE UPON A TIME IN ANATOLIA (Bir zamanlar Anadolu’da, Turquia-Bósnia, 2012), de Nuri Bilge Ceylan
11. ISTO NÃO É UM FILME (In Film Nist/This is not a Film, Irã, 2011), de Mojtaba Mirtahmasb e Jafar Panahi

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SIGHT & SOUND – os 11 melhores de 2012

Publicado em 02/12/2012 - 8:02 por | Comentar

Categorias: MELHORES DO ANO

Tradicional revista que esse elegeu Um Corpo que Cai como o melhor filme de todos os tempos, agora elegeu The Master como o melhor de 2012

Joaquin Phoenix em cena de THE MASTER

A tradicional revista de cinema Sight & Sound, que ainda esse ano elegeu Um Corpo que Cai (1958), de Alfred Hitchcock, como o melhor filme de todos os tempos, divulgou a lista com seus 11 melhores filmes do ano. O primeiro lugar da lista ficou com o novo longa de Paul Thomas Anderson, The Master. O segundo lugar da lista ficou com o filme português Tabu, de Miguel Gomes.

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V JANELA INTERNACIONAL DE CINEMA DO RECIFE – segundo dia

Publicado em 12/11/2012 - 5:56 por | Comentar

Categorias: FESTIVAIS NACIONAIS

Em uma noite irrepreensível no Cine São Luiz, destacaram-se Tabu, de Miguel Gomes (exibido pelo programa oferecido pelo Cineclube Dissenso), Transpapa,  de Sarah Judith Mettke e a belíssima exibição de Psicose, que foi magicamente redescoberto. Além disso, houve a exibição do primeiro programa de curtas brasileiros, intitulado Interior – Exterior

Dissenso

Aqueles que afirmam entender perfeitamente o sotaque português nunca assistiram ao filme dessa nacionalidade sem legendas – e eis o único empecilho na projeção de Tabu, exibido às 14h do último sábado. Fica difícil se prestar à dura tarefa de criticar ou apenas enunciar um filme que não pôde ser visto da maneira certa, entendendo todos os diálogos e narrações. O que se entende, portanto, é contextual, tenta-se unir a imagem àquilo que se ouviu ou que se pensa que ouviu.

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36ª MOSTRA INTERNACIONAL DE CINEMA DE SP – os destaques

Publicado em 18/10/2012 - 14:46 por | Comentar

A tradicional Mostra Internacional de Cinema que acontece anualmente em São Paulo começa amanhã, 5ª feira, 19 de outubro. Será a Festa dos Cinemeiros com cerca de 350 filmes oriundos de mais de 60 países espalhados em vários espaços culturais de cinema da cidade

Foi um trabalho gigantesco, mas, enfim, está aí lista dos filmes desconhecidos – aqueles que chegam a Mostra sem alarde da imprensa internacional – que são os destaques da programação da 36ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Uma pequena seleção de alguns dos 350 títiulos em exibição, conforme as suas “performances” em mostras e festivais internacionais. Ou seja, os  modestos que deverão ganhar destaques na Mostra.

Confiram as suas sinopses e algumas de suas datas de exibição.

NO

O filme da Mostra Internacional de Cinema será No, que conta a história do plebiscito que em 1988 pôs fim a ditadura de 15 anos de Augusto Pinochet. O filme foi ovacionado pela plateia do Festival de Cannes 2012, onde fora exibido pela primeira vez. O ator Gael Garcia Bernal interpreta um exilado que retorna ao Chile e coloca o seu talento a serviço de uma agência de publicidade que faz campanha para o Não.

O contexto histórico do filme apresenta Pinochet pressionado pelos governos de outros países e “forçado” a fazer um referendo nacional, que aconteceu em 5 de outubro de 1988, para decidir se ele permaneceria no poder até 1997. O resultado foi de 44,01% para o Sim e 55,99% para o Não.

Apesar de restaurar um pedaço da história do Chile, foi um fracasso de público por lá.

NO (2012, Chile), de Pablo Larraín - dia 19 – Sessão 64 – 22h30 – Reserva Cultural 1

Cena do filme de abertura, o chileno NO

Abertura

A abertura acontece nesta 5ª, 18 de outubro, às 20h, para convidados. O credenciamento da imprensa para a cobertura pode ser feita até às 12 h do próprio dia.

BRUTAL

Em Brutal, Thore é um jovem de 15 anos que vive numa pequena vila no extremo norte da Alemanha. No começo do inverno, Tania, uma atriz de 43 anos, viaja até a vila para escapar de sua vida entediante. Eles se encontram, e surge entre eles um vínculo frágil de atração, rejeição e sexo ocasional. Thore revela uma carência em Tania que ela desconhecia. Ela decide então roubar Thore dos pais dele.

BRUTAL (2011, Alemanha), de Markus Busch – 19 – Sessão 92 – 19h – CINUSP

Confira o trailer de Brutal.

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COLEGAS

Colegas é um road movie que trata de forma poética coisas simples da vida, através dos olhos de três personagens com síndrome de Down. Eles são apaixonados por cinema e trabalham na videoteca do instituto onde vivem. Um dia, inspirados pelo filme Thelma & Louise, resolvem fugir no Karmann-Ghia do jardineiro (Lima Duarte) em busca de três sonhos: Stalone quer ver o mar, Aninha quer casar e Márcio precisa voar. Nesta busca, se envolvem em inúmeras aventuras como se tudo não passasse de um maravilhoso sonho.

COLEGAS (2012, Brasil), de Marcelo Galvão – dia 19 – Sessão 6 – 23h – Espaço Itaú de Cinema – Frei Caneca 1.

Confira o trailer de Colegas

Imagem de Amostra do You Tube

CINE HOLLIÚDY

Representando o Ceará na Mostra Internacional de Cinema, Halder Gomes leva seu irreverente Cine Holliúdy. A chegada da TV no interior do Ceará, na década de 70, colocou em xeque as salas de cinema das pequenas cidades. Mas um herói, chamado Francisgleydisson, resolveu lutar para manter viva sua paixão pela 7ª arte. Suas armas: criatividade e o bom humor cearense.

CINE HOLLIÚDY (2011, Brasil), de Halder Gomes – dia 24 – Sessão 496 – 19h50 – Espaço Itaú de Cinema – Frei Caneca 6

Confira um teaser trailer de Cine Holliúdy

Imagem de Amostra do You Tube

A BELA QUE DORME

O novo filme de Marco Bellocchio faz uma exploração multifacetada da complexa questão da eutanásia, em resposta ao famoso e controverso caso de Eluana Englaro na Itália. Um senador tem que decidir se quer aprovar uma lei que vai contra a sua consciência e a linha de seu partido, enquanto sua filha Maria, uma ativista de um movimento pró-vida, protesta na porta da clínica na qual Eluana está sendo tratada. Ao lado de seu irmão, Roberto é um militante laico, um opositor por quem Maria se apaixona. Em outra parte, uma grande atriz procura por sua fé e um milagre para salvar a filha, que está em coma irreversível há anos, e por quem ela sacrificou sua relação com o outro filho. Por fim, a desesperada Rossa quer morrer, mas um jovem médico chamado Pallido opõe-se radicalmente ao seu suicídio. Essas histórias convergentes são conectadas por uma reflexão sobre o sentido da vida. O filme foi destaque no 69º Festival de Veneza.

BELLA ADORMENTATATA (Itália–França, 2012), de Marco Bellocchio – dia 27 - Sessão 794 – 21h30 – Espaço Itaú de Cinema – Frei Caneca 4

Assista ao trailer de A Bela Que Dorme.

Imagem de Amostra do You Tube

TABU

Uma idosa temperamental, sua empregada cabo-verdense e uma vizinha dedicada a causas sociais partilham o andar de um prédio em Lisboa. Quando a idosa morre, as outras duas passam a conhecer um episódio do seu passado: uma história de amor e crime passada numa África de filme de aventuras. Tabu recebeu os prêmios Alfred Bauer e da Crítica Internacional (Fipresci) no Festival de Berlim e foi um dos elecionados para o Festival de Cinema de Nova Iorque.

TABU (Portugal-Alemanha–Brasil–França, 2012), de Miguel Gomes - dia 20 – Sessão 106 – 23h30 – Espaço Itaú de Cinema – Frei Caneca 1

Banner internacional do filme TABU

AQUI E ALI

Pedro volta para sua casa em uma pequena aldeia nas montanhas de Guerrero, no México, depois de muito tempo trabalhando nos EUA. Lá, ele encontra sua filha, mais velha e mais distante dele do que imaginava, e sua esposa, que continua com o mesmo sorriso de antes. Os habitantes acreditam que a colheita deste ano será abundante e há trabalho na cidade. Mas os moradores estão acostumados a uma vida de insegurança e os seus pensamentos estão sempre em seus parentes e nas oportunidades de trabalho bem longe dali, ao norte da fronteira.

AQUI E ALI (Espanha-EUA-México, 2012), DE Antonio Méndez Esparza – dia 24 - Sessão 520 – 21h30 – Cine Livraria Cultura 2

Banner do filme AQUI E ALI

O GEBO E A SOMBRA

Apesar da idade e do cansaço, Gebo continua trabalhando como contador para sustentar a família. Vive com a mulher, Doroteia, e a nora, Sofia, mas é a ausência do filho, João, que os preocupa. Gebo parece esconder algo em relação a isso, em particular a Doroteia, que vive na espera ansiosa de rever o seu filho. Sofia também espera o regresso do marido, ao mesmo tempo em que o teme. De repente, João reaparece e tudo muda. O longa também foi selecionado para o 69º Festival de Veneza.

O GEBO E A SOMBRA (Portugal-França, 2012), de Manoel de Oliveira - dia 31 – Sessão 1145 – 19h0 – Espaço Itaú de Cinema – Frei Caneca 3

Assista a um trailer de O Gebo e A Sombra

Imagem de Amostra do You Tube

O CORDEIRO

Liz, cujo namorado Joe é um viciado, e Eddie, o pai de Joe, saem um dia para comprar drogas. Mas aliança entre eles é temporária. Liz vai visitar seu filho, que está crescendo com outra família. Eddie, querendo salvar o pescoço de Joe a qualquer preço, pede para que ela seja sua motorista. No caminho, essa dupla sofre uma série de situações cômicas, bizarras e trágicas.

O CORDEIRO (Reino Unido, 2011), de John Mcllduff - dia 20 – Sessão 127 – 22h30 – Espaço Itaú de Cinema – Frei Caneca 5

Pôster de O CORDEIRO

POR ENQUANTO

Joe Fulton é um homem que pode fazer qualquer coisa, desde consertar uma pia até conseguir manter financiamento internacional para o projeto de uma construção. Ele produz publicidade para a internet e está escrevendo um romance gigantesco. Além disso, ele também é um ótimo baterista. Mas o sucesso sempre lhe escapa.

POR ENQUANTO (EUA, 2011), de Hal Hartley – dia 21 - Sessão 226 – 18h00 – Cine SABESP

Confira um trailer do americano Por Enquanto

Imagem de Amostra do You Tube

INVASION

Joseph é um senhor de cinquenta e poucos anos que acabou de perder sua amada esposa. Ele está sozinho e isolado em sua mansão, onde tudo o faz lembrar do  passado. Um dia, supostos parentes de sua mulher aparecem sem avisar. No começo, os “convidados” apoiam Joseph com palavras e ações carinhosas, mas aos poucos a situação começa a mudar. Inicialmente amigáveis, os visitantes se tornam invasores agressivos e hostis e tentam se livrar de Joseph, ocupando sua casa, seu mundo e seus pensamentos.

INVASION (Alemanha-Áustria, 2012), de Dito Tsindzadse - dia 25 – Sessão 647 – 19h – FAAP

RIO DE OURO

Durante o conflito entre índios apaches, mexicanos e soldados americanos em 1853 no norte do México, um tropeiro decide vender seu rebanho em busca de uma nova vida na Cidade do México. Para isso, ele terá que atravessar as montanhas que são território indígena.

RIO DE OURO (México, 2011), de Pablo Aldrete - dia 27 – Sessão 819 – 20h20 – Cinemateca Brasileira/Sala Petrobras

Pôster de RIO DE OURO

O SOM AO REDOR

A produção O Som ao Redor, grande ganhador do Festival do Rio 2012, é dirigido por Kleber Mendonça Filho, foi filmado em Recife e mostra a vida de um jovem sendo alterada após a chegada de uma milícia ao seu bairro natal. O filme é um dos longas nacionais mais comentados entre os festivais de 2012 e já foi exibida em outros 30 festivais.

O SOM AO REDOR (Brasil, 2012), de Kleber Mendonça Filho – dia 20 - Sessão 111 – 20h50 – Espaço Itaú de Cinema – Frei Caneca 2

Confira o trailer do premiado O Som ao Redor

Imagem de Amostra do You Tube

VOANDO ALTO

Annegret Simon, uma senhora atraente, chega a um asilo e logo chama a atenção de Herr Tiedgen. Como ele, ela não gosta da nova rotina: terapia de movimentos, cantos de coral, tardes de leituras – a vida não poderia ser mais chata. Um dia, quando eles são convidados para uma viagem num pequeno avião, Tiedgen tem uma ideia que, além de tirá-los do tédio, pode impressionar Annegret. Quando o avião decola, Tiedgen entra na cabine – e anuncia a todos que é o novo comandante do voo.

VOANDO ALTO (Alemanha, 2012), de Bernd Böhlich – dia 21 – Sessão 205 – 16h20 – Espaço Itaú de Cinema – Frei Caneca 3

Pôster da comédia alemã VOANDO ALTO

MOSQUITA E MARI

Duas estudantes do ensino médio de origem mexicana que moram no Huntington Park em Los Angeles estão prestes a se conhecer. Yolanda é brilhante em seus estudos e dá orgulho aos pais, enquanto Mary acabou de se mudar para a cidade com sua família – que está sem documentos. Em seu primeiro dia na escola, Mari é selecionada para ser a parceira de estudos de Yolanda. Depois de um começo atribulado, as duas se aproximam de uma forma que às vezes as confunde. Para uma das garotas, a atração pode ser sexual.

MOSQUITA E MARI (EUA, 2012), de Aurora Guerrero – dia 21 – Sessão 225 – 16h10 – Cine SABESP

Banner internacional de MOSQUITA E MARI

PANORAMA ANDREI TARKÓVSKI

A Mostra prestará homenagem a um dos maiores diretores russos, Andrei Tarkóvski (1932-86), com diferentes atividades complementares que apresentarão ao público algumas das várias facetas do cineasta.

Cineasta russo Andrei Tarkóvski, que será homenageado na Mostra

Paralelamente à exibição dos filmes de Tarkóvski, a Mostra Internacional de Cinema, em colaboração com o MASP- Museu de Arte de São Paulo, apresentará uma exposição com curadoria do filho de Tarkóvski, Andrei A. Tarkóvski, intitulada Luz Instantânea: polaroides de Andrei Tarkovsky. A exposição exibirá uma coleção dos famosos trabalhos em Polaroide do diretor, uma série de 80 imagens significativamente interligadas com o caráter do seu cinema e que representam uma suspensão no tempo pelo seu formato físico de Polaroid.

LUZ INSTANTÂNEA: POLAROIDS DE ANDREI TARKÓVSKI:
Abertura para Convidados - De 17 de Outubro a 25 de Novembro – MASP- Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand.

Complementando esta iniciativa, a editora Cosac Naify também se une à Mostra para lançar o livro Tarkovski – Iinstantâneos - composto de 60 reproduções dessas mesmas fotografias. O lançamento será no dia 20 de Outubro, no MIS/Museu da Imagem e do Som. Na ocasião também haverá um debate com a presença do filho de Tarkóvski.

TARKÓVSKI - INSTANTÂNEOS
20 de Outubro no MIS/Museu da Imagem e do Som acompanhado de  Mesa de debate às 18h00 – 160 páginas/ 60 ilustrações – R$ 48,00.

 

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36ª MOSTRA INTERNACIONAL DE CINEMA DE SP – programação completa

Publicado em 09/10/2012 - 18:22 por | 1 Comentário

Mais uma Mostra Internacional de Cinema de São Paulo se inicia e esse ano ela traz cerca de 350 filmes oriundos de mais de 60 países. Entre filmes nacionais e internacionais, alguns dos destaques são: o irreverente Cine Holliúdy, do diretor cearense Halder Gomes; Colegas, ganhador do Festival de Gramado 2012, de Marcelo Galvão; A Bela que Dorme (Bella Addormentata, do italiano Marco Bellocchio; e o chileno La Noche de Enfrente, de Raoul Ruiz, que faleceu antes ver seu último filme completo

CINE HOLLIÚDY, de Halder Gomes, representa o Ceará na Mostra Internacional

Entre os dias 19 de outubro e 2 de novembro, 28 espaços e instituições culturais serão palcos da 36ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, tradicional evento composto por filmes clássicos e inéditos em mostras e painéis diversificados.

A Mostra usa uma regra baseada no critério da exclusividade que limita a exibir apenas as produções internacionais que são inéditas para o público brasileiro, com exceção apenas de Tabu do português Miguel Gomes, que será homenageado na Mostra. Entre os panoramas o destaque vai para a retrospectiva Andrei Tarkovsky, com a exibição de todos os filmes que dirigiu e de títulos inspirados por ele, assinados por cineastas como Chris Marker, Tonino Guerra, Aleksandr Sokurov, Evgeny Borzov e José Manuel Mouriño.

O júri de ficção da Mostra 2012 é composto pelo ator alemão Burghart Klaussner (A Fita Branca); o diretor Cao Hamburger (O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias); Danis Tanovic (Terra de Ninguém); Jan Harlan (Stanley Kubrick: A Life in Pictures); e Kanako Hayashi (diretora do Festival TOKYO FILMeX). Enquanto o júri de documentários conta com o jornalista N. Bird Runningwater; o diretor Sergio Machado (Cidade Baixa); a produtora Suzana Amado (Vou Rifar Meu Coração); a produtora Denise Gomes (Violeta foi para o Céu); e Amir Labaki, diretor do festival de documentários É Tudo Verdade.

A nova animação de Tim Burto FRANKENWEENIE encerrará a Mostra

Estudantes de ensino fundamental e médio terão acesso a sessões gratuitas no Cine Sabesp, Cine Livraria Cultura e no MIS (Museu da Imagem e do Som). É necessário apenas levar um comprovante escolar. Haverá também sessões gratuitas no Itaú Cultural, no Vão Livre do Masp, na Faap e na Matilha Cultural. Todas as sessões no Cine Olido custarão R$ 1.

No dia 2 de novembro, feriado de Finados (fora do calendário oficial), haverá uma sessão de Nosferatu, de F.W. Murnau, no Parque do Ibirapuera, acompanhado da Orquestra Sinfônica e Coral, com regência do maestro alemão Pierre Oser.

Confira abaixo a programação da 36ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo

Panorama Novos Diretores | Competição Internacional

 

O português A CASA. de Júlio Alves, é destaque na Competição Internacional

111 GAROTAS (Nahid Ghobadi)
A CASA (Júlio Alves)
A CULPA DO CORDEIRO (Gabriel Drak)
A HISTÓRIA DE TOMI UNGERER (Brad Bernstein)
ALÉM DO HORIZONTE (Pola Schirin Beck)
AQUI E ALI (Antonio Mendez Esparza)
ARCADIA (Olivia Silver)
AS HISTÓRIAS DO SR. SPALEK (Gregor Eppinger)
AUGUSTINE (Alice Winocour)
BABELDOM (Paul Bush)
CRÔNICAS DA INFÂNCIA
(Brahim Fritah)
DEBAIXO DA SOMBRA DA CRUZ (Alessandro Pugno)
DIENTE POR DIENTE (Miguel Bonilla Schnaas)
EL RESQUICIO (Alfonso Acosta)
ENCONTRANDO LEILA (Adel Yaraghi)
ESTRADA DE PALHA (Rodrigo Areias)
FORMENTERA (Ann-Kristin Reyels)
HEMEL
(Sacha Polak)
HERANÇA (Hiam Abbass)
L (Babis Makridis)
LA SIRGA (William Vega)
LOS DÍAS (Ezequiel Yanco)
LOS SALVAJES (Alejandro Fadel)
MAD SHIP (David Mortin)
MEMORIES LOOK AT ME (Song Fang)
METEORA (Spiros Stathoulopoulos)
MEU CARO AMIGO CHICO (Joana Barra Vaz)
MEUS 13 ANOS (Christian Klandt)
MINHA VIDA EM NAIRÓBI (Tosh Gitonga)
MIRADAS MÚLTIPLAS – O UNIVERSO DE GABRIEL FIGUEROA (Emilio Maillé)
MOSQUITA E MARI (Aurora Guerrero)
NOOR (Cagla Zencirci & Guillaume Giovanetti)
O COMEDIANTE (Tom Shkolnik)
O FILHO QUERIDO (Chou She Wei)
O FRÁGIL SOM DO MEU MOTOR (Leonardo António)
O PESO DA CULPA (Lars-Gunnar Lotz)
O QUASE HOMEM (Martin Lund)
O ÚLTIMO PASSO (Ali Mosaffa)
OH BOY (Jan Ole Gerster)
OS DESCRENTES (Mohcine Besri)
OS VISITANTES (Constanze Knoche)
OURO COLOMBIANO: 400 ANOS DE MÚSICA DA ALMA (Sanjay Agarwal & Ivan Higa)
PADAK (Lee Dae Hee)
PARVIZ  (Majid Barzegar)
PAUL BOWLES: A PORTA DA JAULA ESTÁ SEMPRE ABERTA
(Daniel Young)
PEDAÇOS DE MIM (Nolwenn Lemesle)
PREENCHENDO O VAZIO (Rama Burshtein)
QUANDO VI VOCÊ (Annemarie Jacir)
RUA DA REDENÇÃO (Miroslav Terzic)
SALSIPUEDES (Mariano Luque)
SATELLITE BOY (Catriona Mckenzie)
SEM OUTONO, SEM PRIMAVERA (Iván Mora Manzano)
SEQUESTRO (Tobias Lindholm)
SHAMELESS (Filip Marczewski)
SOBRE O CÉU ROSA  (Keiichi Kobayashi)
SPEED- EM BUSCA DO TEMPO PERDIDO (Florian Opitz)
TEMPO DE CRISE (Anika Wangard)
TRANSPAPA (Sarah Judith Mettke)
VOZ DA PRIMAVERA (Houshang Falah Rezaei)
WATER (Vários Diretores)
WE CAME HOME (Ariana Delawari)
YOU AND ME FOREVER (Kaspar Munk)

Perspectiva Internacional
10+10
(Hou Hsiao-Hsien & Outros)
25/11: O DIA EM QUE MISHIMA ESCOLHEU O SEU DESTINO (Koji Wakamatsu)
38 TESTEMUNHAS (Lucas Belvaux)
A ÁRVORE DOS MORANGOS (Simone Rapisarda Casanova)
A BELA QUE DORME (Marco Bellocchio)
A CAÇA (Thomas Vinterberg)
A FEITICEIRA DA GUERRA (Kim Nguyen)
A GLÓRIA DAS PROSTITUTAS (Michael Glawogger)
A HORDA (Andrei Proshkin)
A PAREDE (Julian Roman Pölsler)
A PARTE DOS ANJOS (Ken Loach)
A RIQUEZA DO LOBO (Damien Odoul)
A ROYAL AFFAIR (Nikolaj Arcel)
À SOMBRA DA REPÚBLICA(Stéphane Mercurio)
A VOZ DO MEU PAI (Orhan Eskikoy)
ABENDLAND (Nikolaus Geyrhalter)
ÁFRICA NEGRA MÁRMORE BRANCO (Clemente Bicocchi)
ALÉM DAS MONTANHAS (Cristian Mungiu)
ALOIS NEBEL (Tomas Lunak)
ALPES (Yorgos Lanthimos)
AMANHÃ (Andrey Gryazev)
AMANHÃ? (Christine Laurent)
ANO DE GRAÇA (Ventura Pons)
ANTIVIRAL( Brandon Cronenberg)
AOS 80 (Sabine Hiebler & Gerhard Ertl)
AVANTI (Emmanuelle Antille)
BARBIE (Lee Sang-Woo)
BERGMAN & MAGNANI: A GUERRA DOS VULCÕES (Francesco Patierno)
BULLY (Lee Hirsch)
CITY STATE (Olaf de Fleur Johannesson)
CRIANÇAS DE SARAVEJO (Aida Begic)
DE PAI PARA FILHO (Paul Lacoste)
DEPOIS DA BATALHA (Yousry Nasrallah)
DESCULPE INCOMODAR (Henrik Ruben Genz)
DINOTASIA (David Krentz & Erik Nelson)
DOM – UMA FAMÍLIA RUSSA
(Oleg Pogodin)
DUANE MICHAELS – THE MAN WHO INVENTED HIMSELF (Camille Guichard)
EL GUSTO | Safinez Bousbia
EM FAMÍLIA (Patrick Wang)
EM SEGUNDA MÃO (Catarina Ruivo)
ENTRE O AMOR E A PAIXÃO (Sarah Polley)
ESPAÇOS INACABADOS (Alysa Nahmias & Benjamin Murray)
ESTUDANTE (Darezhan Omirbayev)
EU, ANNA (Barnaby Southcombe)
FELICIDADE… TERRA PROMETIDA (Laurent Hasse)
FLORBELA
(Vicente Alves do Ó)
FOGO (Yulene Olaizola)
FRISSON DES COLLINES | Richard Roy
GENTE FINA (Olaf De Fleur Johannesson)
HASTA NUNCA
(Mark Street)
HEADSHOT (Pen-Ek Ratanaruang)
IMPERDOÁVEL (André Téchiné)
INDIGNADOS (Tony Gatlif)
INGRID CAVEN, MÚSICA E VOZ (Bertrand Bonello)
ISTAMBUL (Török Ferenc)
KEYHOLE (Guy Maddin)
LA DEMORA (Rodrigo Plá)
LA JUBILADA (Jairo Boisier)
LADO A LADO (Chris Kenneally)
LADRÃO (Matt Rusking)
LAURENCE ANYWAYS (Xavier Dolan)
LIV & INGMAR – UMA HISTÓRIA DE AMOR (Dheeraj Akolkar)
LONGE DO AFEGANISTÃO (Vários Diretores)
MANTENHA-ME EM PÉ
(Zoé Chantré)
MELHOR NÃO FALAR DE CERTAS COISAS (Javier Andrade)
MELODIA DOS BÁLCÃS (Stefan Schwietert)
MICHAEL (Ribhu Dasgupta)
MORANGOS SELVAGENS (Dominique Choisy)
MOTHER (Tae Jun Seek)
MÚSICA DA PRIMAVERA (Benni Torati)
MY GERMAN FRIEND (Jeanine Meerapfel)
MYSTERY (Lou Ye)
NA SUA AUSÊNCIA (Sandrine Bonnaire)
NÃO ESTOU MORTO (Mehdi Ben Attia)
NO (Pablo Larraín)
NO LIXO (Benoît Pilon)
NOITE Nº1 (Anne Émond)
NUM LUGAR CONHECIDO (Stéphane Lafleur)
NUNCA HOUVE UM IRMÃO MELHOR (Murad Ibragimbekov)
O COMBOIO (Alexey Mizgirev)
O CORDEIRO (John Mc Ilduf)
O DANÇARINO (Christian Bonke & Andreas Koefoed)
O FIM DO AMOR (Mark Webber)
O GEBO E A SOMBRA (Manoel De Oliveira)
O LAGO BALATON (Péter Forgács)
O PARAÍSO DOS ANIMAIS (Estelle Larrivaz)
O REI DO CURLING (Ole Endresen)
O RESTO DO MUNDO (Damien Odoul)
O RITUAL DA COMIDA (Valerie Berteau & Philippe Witjes)
O SORRISO DO CHEFE (Marco Bechis)
O ZELADOR (Katrine Wiedemann)
OFF THE BEATEN TRACK (Dieter Auner)
OPERATION LIBERTAD (Nicolas Wadimoff)
OS ITALIANOS NA ÓPERA (Franco Brogi Taviani)
OUTRAGE: BEYOND (Takeshi Kitano)
PÂNTANOS (Guy Édoin)
PARA ELLEN (So Yong Kim)
PARA SEMPRE (Nic Balthazar)
PARADA (Srdjan Dragojevic)
PARADISE: LOVE (Ulrich Seidl)
PARAÍSO (Panagiotis Fafoutis)
PASTORELA: UMA PEÇA DE NATAL (Emilio Portes)
PEQUENAS MENTIRAS (Maya Kenig)
PERDER A RAZÃO (Joachim Lafosse)
(Julio Hernández Cordón)
POR ENQUANTO
(Hal Hartley)
POSTCARDS FROM THE ZOO (Edwin)
PURGATÓRIO (Yesim Ustaoglu)
QUATRO SÓIS (Bohdan Sláma)
REALITY (Matteo Garrone)
RENOIR (Gilles Bourdos)
RIO (Ryuichi Hiroki)
RIO DE OURO (Pablo Aldrete)
RISTABBANNA (Gianni Cardillo & Daniele De Plano)
SAUDAÇÕES DE TIM BUCKLEY (Daniel Algrant)
SILÊNCIO NA NEVE (Gerardo Herrero)
SOLDIER/CITIZEN (Silvina Landsmann)
SOMBRA DO MAR (Nawaf Al-Janahi)
SONHO E SILÊNCIO (Jaime Rosales)
TÃO PERTO TÃO LONGE | Michel Favre
TENHO 11 ANOS (Genevieve Bailey)
THE CREATORS (Laura Gamse & Jacques De Villiers)
THE KAMPALA STORY (Donald Mugisha & Kasper Bisgaard)
THE LOST WORLD CUP
(Lorenzo Garzella & Filippo Macelloni)
ÚLTIMA
SEXTA-FEIRA (Yahya Alabdalla)
UM ALGUÉM APAIXONADO (Abbas Kiarostami)
UM ATO DE CARIDADE (Mani Haghighi)
UM LINDO VALE (Hadar Friedlich)
UMA BALA PARA O CHE (Gabriela Guillermo)
VIDAS CURDAS (Shiar Abdi)
WALK AWAY RENÉE (Jonathan Caouette)
WINTER OF DISCONTENT (Ibrahim El Batoot)

Perspectiva Internacional – Foco Alemanha

Cena do filme BARBARA que estará no Foco Alemanha

A TERRA QUE RESPIRA (Thomas Riedelsheimer)
A ÚLTIMA AMBULÂNCIA DE SÓFIA (Ilian Metev)
BARBARA (Christian Petzold)
BRUTAL (Markus Busch)
CAMINHO PARA O PASSADO (Didi Danquart)
CAMP 14 – TOTAL CONTROL ZONE (Marc Wiese)
FELICIDADE (Doris Dörrie)
FIM DE SEMANA EM CASA (Hans-Christian Schmid)
FORTALEZA (Kirsi Marie Liimatainen)
HANNAH ARENDT (Margarethe Von Trotta)
IMPLOSÃO (Sören Voigt)
INVASION (Dito Tsindzadse)
INFERNO (Tim Fehlbaum)
KILL ME (Emily Atef)
LUA CRESCENTE | Christian Zübert
MAR CALMO (Volker Schlöndorff)
O PERDÃO (Matthias Glasner)
PARA ELISE (Wolfgang Dinslage)
PROMETENDO A LUA (Hans Steinbichler)
QUATRO DIAS EM MAIO (Achim Von Borries)
UMA JANELA PARA O VERÃO (Hendrik Handloegten)
VOANDO ALTO (Bernd Böhlich)

Mostra Brasil | Perspectiva

Cena de O QUE SE MOVE, um dos destaques nacionais

A BUSCA (Luciano Moura)
A COLEÇÃO INVISÍVEL (Bernard Attal)
A FLORESTA DE JONATHAS (Sergio Andrade)
A MEMÓRIA QUE ME CONTAM (Lúcia Murat)
A ÚLTIMA ESTAÇÃO (Marcio Curi)
BALANÇA MAS NÃO CAI (Leonardo Barcelos)
BOA SORTE, MEU AMOR (Daniel Aragão)
CHAMADA A COBRAR (Anna Muylaert)
CINE HOLLIÚDY (Halder Gomes)
COLEGAS (Marcelo Galvão)
CUTBACK (Alex Miranda)
DORES DE AMORES (Raphael Vieira)
ELENA (Petra Costa)
ENTRETEMPOS (Henri Arraes Gervaiseau)
ERA UMA VEZ EU, VERÔNICA (Marcelo Gomes)
ESTADO DE EXCEÇÃO (Juan Posada)
JARDS (Eryk Rocha)
KÁTIA (Karla Holanda)
LAURA (Fellipe Gamarano Barbosa)
MARGARET MEE E A FLOR DA LUA (Malu De Martino)
MEU AMIGO CLAUDIA (Dácio Pinheiro)
NOITES DE REIS (Vinicius Reis)
O DIA QUE DUROU 21 ANOS (Camilo Tavares)
O QUE SE MOVE (Caetano Gotardo)
O SOM AO REDOR (Kleber Mendonça Filho)

Trailer de O Som ao Redor, do pernambucano Kleber Mendonça Filho

Imagem de Amostra do You Tube
OLHO NU (Joel Pizzini)
PERNAMCUBANOS – O CARIBE QUE NOS UNE (Nilton Pereira)
REPARE BEM (Maria De Medeiros)
SATYRIANS, 78 HORAS EM 78 MINUTOS (Daniel Gaggini, Fausto Noro & Otávio Pacheco)
SEMENTES DO NOSSO QUINTAL (Fernanda Heinz Figueiredo)
SUPER NADA (Rubens Rewald)
UM FILME PARA DIRCEU (Ana Johann)
UMA HISTÓRIA DE AMOR E FÚRIA (Luiz Bolognesi)

Mostra Brasil | Competição – Novos Diretores

 

A ARTE DE INTERPRETAR – A SAGA DA NOVELA ROQUE SANTEIRO (Lucia Abreu)
A PORTA LARGA (Aleandro Tubaldi)
ANTES DO FIM DO MUNDO (Sabrina Marostica & Herbert Gondo)
CORES (Francisco Garcia)
EMBU – TERRA DAS ARTES (Maria De Fátima Seehagen)
FRANCISCO BRENNAND (Mariana Brennand Fortes)
HÉLIO OITICICA (Cesar Oiticica Filho)
JARDIM ATLÂNTICO (Jura Capela)
LACUNA (André Lavaquial)
MUITO ALÉM DO PESO (Estela Renner)
NOVE CRÔNICAS PARA UM CORAÇÃO AOS BERROS (Gustavo Galvão)
PRA LÁ DO MUNDO (Roberto Studart)
SINFONIA DE UM HOMEM SÓ (Cristiano Burlan)
METRO (Guilherme B. Hoffmann)

 

Panorama Especial (Retrospectiva) | Andrei Tarkóvski
A INFÂNCIA DE IVAN (Andrei Tarkóvski)
ANDREI RUBLEV (Andrei Tarkóvski)
ANDREI TARKÓVSKI: O COLECIONADOR DE SONHOS (Evgeny Borzov)
DIRIGIDO POR ANDREI TARKÓVSKI (Michal Leszczylowski)
ELEGIA MOSCOVITA (Aleksandr Sokurov)
HOJE NÃO HAVERÁ SAÍDA (Andrei Tarkóvski)
MAGNETISMO DA MEMÓRIA (Evgeny Borzov)
NOSTALGIA (Andrei Tarkóvski)
O ESPELHO (Andrei Tarkóvski)
O ROLO COMPRESSOR E O VIOLINISTA (Andrei Tarkóvski)
O SACRIFÍCIO (Andrei Tarkóvski)
OS ASSASSINOS (Andrei Tarkóvski)
OS DIAS BRANCOS (José Manuel Mouriño)
SOLARIS (Andrei Tarkóvski)
STALKER (Andrei Tarkóvski)
TEMPO DE VIAGEM (Andrei Tarkóvski & Tonino Guerra)
UM DIA NA VIDA DE ANDREI ARSENIEVITCH (Chris Marker)

Panorama Especial | Sergei Loznitsa
A COLÔNIA (Sergei Loznitsa)
A ESTAÇÃO DE TREM (Sergei Loznitsa)
ARTEL (Sergei Loznitsa)
BLOQUEIO (Sergei Loznitsa)
CINEJORNAL (Sergei Loznitsa)
FÁBRICA (Sergei Loznitsa)
HOJE VAMOS CONSTRUIR UMA CASA (Sergei Loznitsa)
MINHA FELICIDADE (Sergei Loznitsa)
NA NEBLINA (Sergei Loznitsa)
O MILAGRE DE SANTO ANTÔNIO (Sergei Loznitsa)
PAISAGEM (Sergei Loznitsa)
RETRATO (Sergei Loznitsa)
VIDA, OUTONO (Sergei Loznitsa)

Panorama Especial (Retrospectiva) | Minoru Shibuya
O DIA DE FOLGA DO MÉDICO (Minoru Shibuya)
O PARAÍSO DOS BÊBADOS (Minoru Shibuya)
O RABANETE E A CENOURA (Minoru Shibuya)
OS PASSARINHOS (Minoru Shibuya)
PESSOAS MODERNAS (Minoru Shibuya)
RETIDÃO (Minoru Shibuya)
UM BOM HOMEM, UM BOM DIA (Minoru Shibuya)

Apresentações Especiais | Sessões de Gala

NOSFERATU (Friedrich W.Murnau)
ALMA CORSÁRIA (Carlos Reichenbach)
CANÇÃO PARA O MEU PAI (Amos Gitai)
CARMEL (Amos Gitai)
CORONEL BLIMP – VIDA E MORTE (Michael Powell & Emeric Pressburger)
LAWRENCE DA ARÁBIA (David Lean)
MURIEL (Alain Resnais)
O GUIA PERVERTIDO DA IDEOLOGIA (Sophie Fiennes)
O GUIA PERVERTIDO DO CINEMA (Sophie Fiennes)
O INCUBADOR DO SOL (Ammar Al-Beik)
O MANUSCRITO PERDIDO (José Barahona)
OS DEUSES E OS MORTOS (Ruy Guerra)
QUANDO ELEFANTES LUTAM, É A GRAMA QUE SOFRE (Iara Lee)
RAROS SONHOS FLUTUANTES (Eizo Sugawa)
SONATA SILENCIOSA (Janez Burger)
TUBARÃO (Steven Spielberg)
LA JETÉE (Chris Marker)
NÍVEL CINCO (Chris Marker)

Apresentações Especiais | Raoul Ruiz
LA NOCHE DE ENFRENTE (Raoul Ruiz)
LINHAS DE WELLINGTON (Valeria Sarmiento)
BALLET AQUATIQUE (Raoul Ruiz)

Apresentações Especiais | Miguel Gomes
A CARA QUE MERECES (Miguel Gomes)
AQUELE QUERIDO MÊS DE AGOSTO (Miguel Gomes)
CÂNTICO DAS CRIATURAS (Miguel Gomes)
ENTRETANTO (Miguel Gomes)
INVENTÁRIO DE NATAL (Miguel Gomes)
KALKITOS (Miguel Gomes)
TABU (Miguel Gomes)
TRINTA E UM (Miguel Gomes)

Mais informações, acesse o sute da Mostra, aqui > http://36.mostra.org/

Confira o trailer de Tabu.

Imagem de Amostra do You Tube

 

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Os vencedores do 62º Festival de Berlim

Publicado em 20/02/2012 - 20:27 por | Comentar

Categorias: Festival de Berlim

O vencedor do Urso de Ouro, anunciado esta tarde pelo júri da 62ª edição festival, foi o drama italiano dirigido por Paolo e Vittorio Taviani Caesar Must Die, onde homens de um presídio romano interpretam a célebre peça Júlio César, de William Shakespeare

Vittorio e Paolo Taviani (Respectivamente) recebendo o prêmio Urso de Ouro

Além de ganhar o Urso de Ouro, Caesar Must Die também venceu o prêmio do Júri Ecumênico. O Urso de Prata e o grande prêmio do júri, foi atribuído ao longa Just The Wind, do diretor húngaro Bence Fliegauf, que conta uma história verídica de assassinato em uma família de ciganos.

Cena do filme premiado Just the Wind

O prêmio de melhor direção ficou com Christian Petzold pelo drama Barbara, que retrata a guerra fria na Alemanha.

Os prêmios de melhor atuação ficaram com os atores Mikkel Bos Fosgaard, por A Royal Affair e com Rachel Mwanza, por War Witch. Também pelo drama de época A Royal Affair ganharam o prêmio de melhor roteiro Nikolaj Arcel e Rasmus Reisterberg.

A coprodução brasileira, portuguesa e francesa Tabu, de Miguel Gomes levou o prêmio Alfred Bauer. Além de Tabu, o Brasil também foi representado pelo curta-metragem Licuri Surfe de Guile Martins.

Ivo Mueller, Teresa Madruga, Miguel Gomes e Ana Moreira na premiação

Lutz Reitemeier levou o Urso de Prata de conjunto artístico pela direção fotográfica nos filmes White Deer Plain e Sister.

O corpo de Júri do 62º festival de Berlim foi dirigido pelo cineasta britânico Mike Leigh e composto pelos atores Charlotte Gainsbourg (França), Jake Gyllenhaal (Estados Unidos), Barbara Sukowa (Alemanha); pelos diretores François Ozon  (França) e Asghard Farhadi (Irã); pelo escritor Boualem Sansal (Argélia) e pelo designer, fotógrafo e diretor Anton Corbijn (Holanda).

Membros do Júri Internacional da 62ª Edição do Festival de Berlim. Foto: PacificCoastNews

 

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FESTIVAL DE BERLIM – conheça os filmes que você verá em breve

Publicado em 11/02/2012 - 21:41 por | Comentar

Categorias: Festival de Berlim

Quinta-feira, 9, começou o Festival de Berlim, um dos mais esperados do ano e, desta vez, o cinema chinês, pouco reconhecido, terá o seu destaque na Europa. Três filmes chineses estão no festival, sendo um na competição oficial e outros dois em mostras. Assim como o Brasil, que depois de Tropa de Elite 2, Besouro e Garapa, terá Xingu como novo representante na Mostra Panorama

Filme brasileiro Xingu, de Cao Hamburger, que está na Mostra Panorama

Como o objetivo da Berlinale é selecionar filmes inéditos de arte de baixo orçamento, este ano nos deparamos com mais uma lista cheia de títulos desconhecidos. Por isso decidi pesquisar sobre as fontes dos filmes selecionados com o objetivo de colher o número máximo de informações para que você saiba o que está rolando no festival alemão.

Para quem não conhece, a Berlinale é um festival divido em 10 mostras, incluindo a principal. Entre elas, as mais famosas são Curtas da Berlinale, Mostra Cinema Culinário e Mostra Panorama. Essa última, a Panorama, é para onde os fitas brasileiras, na maioria das vezes, são selecionadas para exibição. Assim, o aguardado filme de Cao Hamburger, Xingu, será o nosso representante. Muitas produções brasileiras, como Tropa de Elite 2 e Garapa, ambos de José Padilha, foram selecionados para essa mostra. Para saber mais sobre o filme brasileiro e essa mostra acesse o link da matéria do nosso blog feita semanas atrás: XINGU – selecionado no Festival de Berlim 2012.

Na 62º edição do Festival, foram selecionados 18 filmes para a mostra principal. Dentre os mais conhecidos, está Tão Forte e Tão Perto, de Stephen Daldry, indicado à categoria de Melhor Filme no Oscar-2012, que logo estará nas telonas do cinema brasileiro. Outros filmes do Oscar, que também estrearão por aqui, como a animação Um Gato em Paris (Une vie de cat, França, 2011) e A Dama de Ferro (The Iron Lady, EUA, 2011) – que esteve em pré-estréia neste final de semana -, integram as outras mostras.

A Berlinale começou com a exibição do francês Les adieux a la Reine (O Adeus à Rainha, em tradução literal), do diretor Benoit Jacquot, que retrata os primeiros dias da revolução francesa na visão de uma dama de companhia, interpretada por Diane Kruger. Outra grande atração, será o chinês Bai lu yuan (China, 2012), de Wang Quan′an, uma epopéia sobre a vida de vários camponeses antes da chegada do comunismo. O drama é baseado em um best-seller do escritor Chen Zhongshi, que para o diretor da Berlinale, Dieter Kosslick, tem uma vertente bem polêmica. Provavelmente, será mais um filme amado e odiado por muitos.

Cinéfilos do mundo inteiro virando a noite à espera pela abertura das bilheterias. Enquanto isso, ficam lendo, mostrando o quanto amam as artes.

O Júri da 62ª edição

Mike Leigh, diretor britânico (Presidente do Júri).

Anton Corbijn, diretor alemão de fotografia e filmes.

Asghar Farhadi, diretor iraniano, de A Separação.

Charlotte Gainsbourg, atriz francesa, coadjuvante de Melancolia.

Jake Gyllenhaal, ator americano, de Contra o Tempo.

François Ozon, diretor francês, de Ricky.

Boualem Sansal, roteirista algeriano.

Barbara Sukowa, atriz alemã.

Membros do Júri Internacional da 62ª Edição do Festival de Berlim. Foto: PacificCoastNews

Os Filmes da Mostra Competitiva

À moi seule (França, 2012), de Frédéric Videau.

Uma jovem mulher se senta em uma parada de ônibus, olha para a imagem de uma garota desaparecida, e acaba vendo seu próprio rosto. Oito anos atrás, Gaëlle foi seqüestrada e tornou-se bastante sedentária do mundo. Agora ela tem que lidar com a experiência traumática de sua estranha liberdade recém-descoberta.

Aujourd’hui (França/Senegal, 2011), de Alain Gomis.

Hoje é o último dia da vida de Satché. Ele sabe que isso é verdade, mesmo sendo saudável e forte. No entanto, Satché (interpretado pelo ator e músico americano Saul Williams) aceita sua morte iminente. Andando pelas ruas de sua cidade natal, no Senegal, ele leva o seu passado como se estivesse vendo-o pela última vez: a casa de seus pais, seu primeiro amor, os amigos de sua juventude, sua esposa e filhos. Vez por outra, ouve a mesma reprovação: por que ele não fica na América, onde teria um  grade futuro? Satché encontra seus últimos momentos angustiantes, mas também tem um sentimento de alegria. O diretor Alain Gomis é conhecido pelo drama Como Um Homem (L’afrance, França, 2001), filme premiado em festivais e inédito no Brasil.

Barbara (Alemanha, 2012), de Christian Petzold.

É verão na República Democrática Alemã, em 1980. Bárbara, uma médica, apresenta um pedido de emigração para o Ocidente, mas é punida por ser transferida de um hospita na capital para outro em uma pequena cidade. Enquanto isso, Jörg, seu amante do Ocidente, está ocupado planejando uma fuga pelo Mar Báltico. Christian Petzold, diretor do filme, é o mesmo dos dramas O Estado em Que Estou (Alemanha, 2001) e Jerichow (Alemanha, 2008), também muito premiados – e, também, inéditos por aqui.

Cesare deve morire (Itália, 2012), de Paolo Taviani e Vittorio Taviani.

A atuação do Júlio César de Shakespeare chega ao fim e os artistas são recompensados ​​com aplausos. As luzes se apagam, os atores deixam o palco e retornam às suas celas. Todos eles são os presos do presídio romano Rebibbia. Antes de ir, um deles comenta: “Desde que descobri a arte, este lugar tornou-se verdadeiramente uma prisão”. Os cineastas italianos Paol e Vittorio Taviani passaram um semestre, depois dos ensaios, para fazer a produção. O filme  mostra como a universalidade da linguagem de Shakespeare ajuda os atores a entender suas funções e mergulhar na interação do bardo na relação de amizade e traição, poder, desonestidade e violência. Este documentário não se contém sobre crimes cujo seus homens cometeram em suas vidas reais, mas sim, traça um paralelo entre este drama clássico e o mundo de hoje, descreve o comprometimento demonstrado por todos os envolvidos, e mostra como as suas esperanças e medos pessoais fluem para o desempenho.

Captive (França/Filipinas/Alemanha, 2012), de Brillante Mendoza.

Um grupo de homens armados e mascarados que pertencem ao grupo muçulmano Abu Sayyaf  invade um hotel em um ilha e sequestra 12 estrangeiros. O ataque visa direcionar os funcionários do Banco Mundial, mas eles acabam deixando o resort. Os abduzidos são turistas e missionários cristãos, os quais agora são forçados a empreender uma cansativa marcha pela selva filipina.

Dictado (Espanha, 2012), de Antonio Chavarrías.

Quando o estranho romancista Mário aparec, um dia, na escola onde Daniel ensina, essa vai ficar convencido de que o escritor é um espírito de seu passado reprimido, enterrado no fundo do seu subconsciente. Como crianças, os dois poderiam ter sido quase irmãos, sendo que o casamento entre o pai de Daniel e a mãe de Mário nunca se concretizou.

Les adieux à la reine (França/Espanha), de Benoît Jacquot.

Versailles, julho de 1789. Há uma inquietação crescente na corte do Rei Luís XVI: as pessoas estão desafiantes e o país está à beira da revolução. Nos bastidores dos palácios reais, planos de emergência estão sendo feitos. Embora ninguém acredite que este anuncia o fim da ordem estabelecida, todo mundo fala de fuga, incluindo a Rainha Maria Antonieta e sua comitiva. Uma das Marias Antonietas  damas-de-espera é Sidonie Laborde, que, como leitora da Rainha, é um membro do círculo íntimo da monarca. Preocupados com a falha de sua fuga, a rainha dá instruções para a menina a entrar em sua carruagem com roupas da rainha, enquanto essa vai tentar escapar do palácia, à noite.

Was bleibt (Alemanha), de Hans-Christian Schmid.

Marko está na casa dos trinta. Desde que terminou a faculdade que fez em Berlim, não mais falou com seus pais, Gitte e Günter, que vivem em dificuldades na classe média alemã. Ele lhes paga uma ou duas visitas por anos para falarem com seu filho Zowie, de 5 anos. Marko está ansioso para um fim de semana relativamente bem na pequena cidade onde seus pais moram. Mas há novidades: Gitte, que tem sido bipolar desde a infância de Marko, anuncia que um tratamento homeopático a faz se sentir melhor em relação aos últimos anos. Ela então decidiu acabar com sua medicação e agora está ansiosa para compartilhar o resto de sua vida com o marido. Mas com a recuperação inesperada da Gitte, Gunter, seu marido, se frusta com alguns planos seus.

Jayne Mansfield’s Car (Rússia/ Estados Unidos, 2012), de Billy Bob Thornton.

Reunidos pela morte de uma mulher que era casada, primeiro com o norte-americano Southern Jim Caldwell (Robert Duvall) e, depois, com o britânico Kingsley Bedford (John Hurt), as famílias de Naomi se encontram pela primeira vez nos Caldwells Alabama com uma inquieta curiosidade. O choque cultural dos anos 60 entre o Velho Mundo e o Velho Sul torna-se um pano de fundo para os Caldwells e os Bedfords.

Csak a szél (Hungria/Alemanha/França, 2012), de Benedek Fliegauf.

Notícias se espalham rapidamente sobre o assassinato de uma família cigana em uma aldeia húngara. Os criminosos fugiram e ninguém sabe quem poderia ter cometido o crime. Para outra família cigana que vive por perto, o assassinato só servirá para amedrontá-la e fazê-la se sentir reprimida.

Gnade (Alemanha/Noruega, 2012) de Matthias Glasner.

Hammerfest é uma cidade à beira do Ártico. Entre 22 de novembro e 21 de janeiro o sol nem sequer aparece no horizonte. Nessa perigosa cidade, por conta do gelo, mora um casal alemão. Niels é um engenheiro que trabalha em uma fábrica de liquefação de gás natural com base em uma pequena ilha em frente à Hammerfest. Maria, uma enfermeira de um hospital, que decidiu se juntar ao marido, chega ao lugar para apoiar esta transição importante na carreira. O casal parece ter se adaptado bem a esse mundo sombrio e por vezes até surreal. Mas um dia, depois do trabalho, a caminho de casa, Maria acaba se envolvendo em um acidente – ela julga ter atropelado alguém ou algo. Sentindo-se impossibilitada de enfrentar a situação, ela tenta segurar o estado de pânico e empreende uma dura jornada de volta para casa.

Metéora (Alemanha/Grécia, 2012), de Spiros Stathoulopoulos.

Nas planícies quentes da Grécia central, os mosteiros ortodoxos de Metéora são empoleirados no topo de pilares de arenito, suspensos entre o céu e a terra. O jovem monge Theodoros e a freira Urania dedicam suas vidas aos rituais rigorosos e as práticas de sua comunidade. Mas a afeição crescente de um pelo outro coloca a suas monásticas vidas em questão.

Kebun Binatang (Indonésia/Alemanha, 2012), de Edwin.

Os animais de um zoológico estão ansiando por liberdade. É neste ambiente, onde se imagina ser um outro mundo, que Lana cresce. Quando ela era uma garotinha, seu pai a deixou para trás nesse colorido zoológico de Jacarta para nele ser criada. Mas, que sonhos e desejos uma mulher que cresceu entre girafas, elefantes e hipopótamos, pode ter?

En kongelig affære (Dinamarca/República Tcheca/Alemanha/Suécia, 2012), de Nikolaj Arcel.

Johann Friedrich Struensee, médico da cidade e dos pobres de Altona – cidade então governada pelo rei da Dinamarca -, acompanha o monarca, em 1768, na viagem de um ano de duração por toda a Europa. Como médico do monarca – que tem um problema psicológico -,  durante a viagem, utilizando-se da manipulação, Johann ganha a sua confiança. Mas Struensee quer mais: junto com a rainha Caroline Mathilde, que se apaixonou por ele, ele assume cada vez mais os assuntos do Estado.

L’enfant d’en haut (Suíça/França, 2012), de Ursula Meier.

O garoto de 12 anos Simon vive ao lado de sua irmã, Louise, empregada na estância do esqui de luxo na Suíça. Todos os dias, ele leva seu equipamento para o mundo opulento do esqui e aproveita-se para roubar equipamentos dos turistas ricos para revender às crianças locais. Como um sócio trabalhador britânico sazonal, Simon perde seus limites, o que afeta o relacionamento com sua irmã. Confrontado com a realidade, Simon acaba buscando refúgio depois que comete um grave erro. 

Tabu (Portugal/Alemanha/Brasil/França, 2012), de Miguel Gomes.

Aurora, uma portuguesa idosa, e sua governanta Cap Verdiana, vivem ao lado de Pilar, que as inspirou a fazer o bem. Quando a velha morre, Pilar fica entra no caminho de um antigo amante dela.

Rebelle (Canadá, 2012), de Kim Nguyen.

O filme se ambienta na guerra civil na África. Depois de sua aldeia ser incendiada por rebeldes e seus pais serem assassinados, Komona, se alien, na selva, como uma criança-soldado. Seu comandante brutal não apenas a treina no uso de armas, como também ordena que ela durma ao seu lado. Procurando abrigo em meio ao horror, ela se vira para um rapaz mais velho que, por causa dos cabelos brancos, ela chama de “Mago”. Por ele se apaixona. Depois que saem juntos do campo, Komona faz todo o possível para voltar para sua aldeia.

White Deer Plain (China, 2012), de Wang Quan’na.

O filme épico de Wang Quan’an tem lugar no fim da China imperial em um período de agitação política e social dramática. É ambientado na Vila Veado Branco na província de Shaanxi, onde vivem as famílias mais importantes – Bai e Lu – e seus filhos, os quais sempre viveram juntos e em paz. Mas o tumulto leva a uma luta feroz pela posse da terra. Uma jovem da aldeia logo se vê presa entre os dois campos. O diretor Wang Quan’an usa a história dessas duas famílias como uma metáfora para o destino do povo chinês como os primeiros senhores de guerra a serem invadidos por japoneses e, no processo histórico, desemborca na guerra civil que segue violenta nos trilhos da Segunda Guerra Mundial e na vitória dos maoístas, os quais agitam as bandeiras vermelhas.

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