Categoria: Santana do Cariri


15:51 · 10.11.2018 / atualizado às 16:12 · 10.11.2018 por
Material encontrado apresenta excelente estado. (Fotos: Ypsilon Félix)

Dois moradores do bairro Inhumas, em Santana do Cariri, encontraram, na tarde de ontem (09), uma quantidade significativa de artefatos que, possivelmente, pertenceu aos povos nativos da Região. O Instituto de Arqueologia do Cariri foi acionado para analisar os objetos que se encontram na casa de um deles. Há hipóteses de que tenha uma urna funerária e utensílios para guardar sementes.

Segundo o morador Paulo Bento, a descoberta aconteceu no momento que retiravam barro para uma construção civil. Após o primeiro achado, seu irmão foi ajudá-lo e a quantidade do material foi aumentando conforme exploravam o local. No mesmo lugar, a pouco mais de 2 km da sede do Município, já foram encontradas outras peças, inclusive uma provável urna funerária.

“Ontem a noite fizemos uma visita, porque os moradores estavam sem norte, sem saber o que fazer com a peças. Provavelmente, é um material grande importância pelo excelente estado em que foram encontrados”, conta o pesquisador Ypsilon Félix.

O historiador João Cabral visitou os moradores e conheceu o material encontrado. Imediatamente, acionou o Instituto de Arqueologia do Cariri, instituição que pode salvaguardar este patrimônio e identificar as peças encontradas. “Aqui poderá conter uma grande riqueza para estudos da diversidade do povo antigo que habitou a área da Chapada do Araripe”, acredita

O Instituto de Arqueologia do Cariri deverá fazer uma visita ao local, fazer uma análise preliminar e conscientizar a comunidade sobre os cuidados com estes tipo de peças durante obras. Contudo, somente com um estudo aprofundado de órgãos como o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) poderá detalhar o que são os materiais.

13:14 · 05.11.2018 / atualizado às 13:14 · 05.11.2018 por
O céu voltou a ficar nublado no Crato. (Foto Antonio Rodrigues)

A chuva voltou a cair na região do Cariri no último final de semana. Segundo a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), a maior precipitação aconteceu em Santana do Cariri, que registrou 16 milímetros entre às 7h da último sábado e às 7h do domingo (04). Entre ontem e hoje (05), foi a vez de Milagres receber 4,3 milímetros.

Além de Santana do Cariri, também choveu em Araripe (14.6 mm), sendo a segunda maior do estado registrada no último domingo. Crato e Missão Velha tiveram volumes de 0.8 e 0.2 mm, respectivamente, naquele mesmo período.

Já de ontem para hoje, além de Milagres, o município de Missão Velha voltou a registrar chuvas (4 mm), sendo a segunda maior no Ceará. Em Crato, caiu um volume de 0,2 milímetros.

Segundo o supervisor da Unidade de Tempo e Clima da Funceme, Raul Fritz, fora do período de estação chuvosa é possível acontecer precipitações, mas é muito difícil que ocorram em grandes volumes. “Não é impossível. Na medida que vai aproximando o fim do ano, as chuvas tendem a cair mais, principalmente, na segunda quinzena de dezembro”, completa.

A previsão para hoje é de céu parcialmente nublado e claro em todas as regiões do Ceará. No entanto, amanhã (06), a Funceme acredita que terá nebulosidade variável com possibilidade de chuva no Cariri e no litoral. Já na quarta-feira (07), também há possibilidade de chuva no sul do estado.

18:29 · 24.10.2018 / atualizado às 18:33 · 24.10.2018 por
A santa popular está suputada na Igreja Matriz de Santana do Cariri. (Foto: Antonio Rodrigues)

A Diocese de Crato anunciou, nesta quarta-feira (24), em Santana do Cariri, que a Comissão de Teólogos do Vaticano aprovou a beatificação de Benigna Cardoso da Silva. Com isso, o processo passa agora pela avaliação dos cardeais Congregação para as Causas dos Santos e, em seguida, pelo Papa Francisco. Nomeada “Serva de Deus” pela Igreja Católica, em 2013, a menina foi morta brutalmente há 77 anos.

O processo de beatificação está em andamento, desde 2013, na cúpula da Igreja em Roma. Além da extensa documentação que a equipe diocesana já entregou na Sede da Igreja Católica, o Vaticano solicitou, em 2016, depoimentos de pessoas que viveram entre as décadas de 1940 a 1980, relatando graças alcançadas e sobre a consciência popular do martírio de Benigna.

“Um processo muito rápido. Acreditamos que a beatificação pode sair logo”, conta o padre Paulo Lemos, pároco da Igreja Matriz de Santana do Cariri. Para ele, a “heroína da castidade” já é santa popular reconhecida pelo povo e, por isso, sua romaria, realizada há 15 anos, tem crescido. Este ano, foram cerca de 30 mil pessoas. “Cresce as promessas, gente vestida de vermelha, promessas, graças alcançadas. Os devotos se encarregam de divulgar e trazer mais gente”, completa o sacerdote.

A Romaria de Benigna, este ano, celebrou os 90 anos de nascimento da menina, que pode se tornar a primeira cearense beatificada. “Desde 1941, ela já tinha uma fama de santidade. Isso foi crescendo com as primeiras romarias em 2003, 2014. De 2013 para cá, a demanda de visitantes e promessas tem aumentado consideravelmente”, acredita Ypsilon Félix, um dos organizadores do evento. 

Benigna Cardoso da Silva nasceu em 15 de outubro de 1928, na localidade de Sítio Oitis, Distrito de Inhumas a 2 km da sede de Santana do Cariri. Em 1941, aos 13 anos, Benigna foi morta a golpes de facão por um homem que a assediou e tendo ela se recusado a entregar-se foi brutalmente assassinada. Pelo ato a menina passou a ser considerada santa pela população local depois de sua morte, por considerarem o seu gesto de amor e coragem apesar da pouca idade, tornando-se “Heroína da Castidade”.

12:37 · 21.09.2018 / atualizado às 12:37 · 21.09.2018 por
Além de palestras, mesas redondas, rodas de conversa e oficinas, os participantes também poderão fazer trilhas ecológicas. (Foto: Geo Brasil)

Santana do Cariri. Até o dia 10 de outubro estão abertas as inscrições do I Seminário Cearense sobre Patrimônio Imaterial Arqueológico, que será realizado nos dias 19 e 20 de outubro no Sítio Mororó, na zona rural do Município. O evento é organizado pelo campus de Crato do IFCE e pela Associação de Moradores da localidade. As inscrições podem ser feitas pelo site.

Segundo a coordenadora da iniciativa, Verioni Bastos, a ideia é promover a integração com a comunidade, que é formada por descendentes dos índios Kariris e também está empenhada na organização do evento. “Buscamos valorizar, promover e desenvolver as pesquisas e a conscientização sobre o valor que o patrimônio imaterial da nossa região possui, além de entrar em diálogo com a comunidade para desenvolver políticas de conservação e preservação do patrimônio imaterial arqueológico”.

Além de participar de palestras, mesas redondas, rodas de conversa e oficinas, os participantes também poderão fazer trilhas ecológicas no local, visitar o sítio arqueológico em que foram encontrados artefatos indígenas e conhecer os mestres de cultura em seu ambiente. “A gente acredita que é dessa forma que podemos compreender o patrimônio que nos pertence aqui na Chapada do Araripe”, explica Verioni.

A programação também conta com grupos de trabalho, que recebem submissões de artigos, e um concurso de fotografia sobre a temática. Os participantes podem submeter seus trabalhos para grupos sobre novas abordagens para patrimônio imaterial, plantas medicinais, povos originários e seus saberes e o uso da tecnologia da informação na área, entre outros temas.

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