Categoria: Ciência


15:00 · 21.03.2019 / atualizado às 15:07 · 21.03.2019 por
Foto: Divulgação

Um novo gênero de perereca fóssil, com cerca de 110 milhões de anos, foi descoberto em Nova Olinda, na Bacia do Araripe. Batizado de Cratopipa Novaolindesis, ele foi encontrado em 2017 na Formação Santana, membro Crato, e pertenceu ao período Cretáceo. Sua descrição foi publicada no último dia 15, na revista ScienceDirect.

A pesquisa foi coordenada pelo Instituto de Geociências da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que trabalha na região desde a década de 1960.

A nova espécime consiste de um esqueleto quase completo, com parte da pele e dos músculos ainda preservados, que mostra várias semelhanças anatômicas com outros fósseis da América do Sul. O animal habitava a água doce e não possuía língua. “A primeira questão que nos chama atenção é que ela é de um grupo muito semelhante com as pererecas atuais. Este fóssil é quase que um ancestral”, explica o professor Ismar Carvalho, que coordenou a pesquisa.

A nova análise filogenética reforça hipóteses biogeográficas anteriores que sustentam a dispersão do gênero Pipimorpha entre a África e a América do Sul através de uma cadeia insular ou ponte continental através do Oceano Atlântico. Além disso, como habitava água doce, a existência do Cratopipa Novaolindesis indica que em determinados momentos houve grande incidência de água doce e a presença de uma boa quantidade de chuvas na Região.

Ilustração: Deverson Silva

“Naquele período, começa o rompimento da América do Sul com a África. Nesse momento, há muitos eventos de extinção, em que novos espaços ecológicos estão surgindo. Isso torna o Araripe muito importante. Ele acaba marcando esse momento de transformação na Terra. Vão surgindo novas espécimes”, explica o pesquisador.

Ismar acredita que a Bacia Sedimentar do Araripe faz um registro do momento de grandes transformações no clima, na fauna e na flora do Planeta. “Se quer conhecer esse mundo, a gente tem que ter um olhar nas rochas que se encontra no Araripe”, reforça.

Outro aspecto destacado pelo pesquisador é a preservação dos fósseis. “Você dificilmente encontra um animal e uma planta por completo. O animal não sofreu apodrecimento. A análise que a gente faz é que a matéria orgânica conseguiu preservar. A gente ainda tem resquícios da pele e músculos do animal. Isso mostra as condições que reinavam onde esse organismo se fossilizou”, completa Ismar.

13:24 · 28.12.2018 / atualizado às 16:41 · 28.12.2018 por
(Foto: Antonio Rodrigues)

A Universidade Regional do Cariri (URCA) apresentou, na última quinta-feira (27), uma nova espécie de camarão fóssil, encontrada na Bacia Sedimentar do Araripe, no município de Trindade (PE). Batizado de Prioryncha feitosai, ele faz parte da família Solenoceridae, no qual possui nove gêneros atuais e apenas dois gêneros fósseis. A descoberta dá indícios de incidência marinha na região do Cariri no período Cretáceo.

A descrição da espécie foi aceita há pouco mais de 20 dias, mas o material foi coletado em 2016. De lá, seguiu para o Laboratório de Paleontologia da URCA, onde passou por um processo de triagem, preparação, iniciar a identificação. Uma das responsáveis pelo trabalho foi a estudante Damares Ribeiro, que faz parte do programa de Bioprospecção Molecular da instituição. “Aí entra a revisão bibliográfica, descrição das características, que vão reforçar ser um novo gênero, uma nova espécie. É um processo longo”, explica.  

“Ele apresenta uma série de dentes rostrais na carapaça, esses espinhos são característicos do grupo. Não há essa série de espinhos dispostos na região dorsal como nele. Difere das espécies descritas da Bacia do Araripe e também difere das escritas da família. Por isso, sugerimos um novo gênero”, justifica Damares. Além da ausência de dentes na região ventral, outra característica peculiar apresentada foi a presença de um suco cervical, uma depressão bem profunda, em sua carapaça.  

Para o professor Álamo Feitosa, responsável pelo Laboratório de Paleontologia da URCA, esta descoberta é importante, pois, mostra que a Instituição possui um grupo de pesquisa que produz ciência com qualidade. “Também é importante para o Cariri que mostra a importância do Geopark Araripe, que essa região tem que ter uma proteção, vista de forma especial, não apenas pelos caririenses, mas por todo Brasil. Isso é patrimônio nacional e internacional. Em nenhum lugar do mundo foram descritas tantas espécies de camarões como foram descritas aqui na Bacia do Araripe”, exalta.  

Esta é a sexta espécie de camarão descrita na Bacia do Araripe, no entanto, Álamo Feitosa acredita que mais uma ou duas possam ser identificadas. “A gente tem material com mais de 400 espécimes, restos de camarão fóssil, claro que basicamente de duas espécies. Olhando bem, essas impressões, fazendo microscopia e fotomicroscopia eletrônica a gente encontra algumas variações e isso mostra como é rico e como é diverso a fauna pretérita aqui do Cariri”, completa.  

Homenagem  

O nome dado a espécie, Prioryncha feitosai, veio da junção das palavras “prio” e “ryncha”, que significam “rosto” e “serreado”, fazendo alusão as características peculiares encontradas no novo gênero. Já o “feitosai”, homenageia o padre Neri Feitosa, que contribuiu com a Paleontologia na década de 1960 e 1970, iniciando pesquisas no distrito de Jamacaru, em Missão Velha.  

Hipóteses 

Os camarões solenocerídeos, que são estritamente marinhos, reforçam os indícios de que a Região Cariri teve incidência de oceano no período Cretáceo. “São espécies de mar aberto, não costeiro, marinho de profundidade”, ressalta o professor da URCA Allyson Pontes, que faz parte do Laboratório de Crustáceos do Semiárido. No mesmo município de Trindade (PE) foi coletado uma outra espécie, descrita por pesquisadores locais, que pertence a família Luciferidae. “Houve uma influência marinha por aqui, nem que seja eventual, alguma coisa catastrófica, como tsunamis”, completa o pesquisador.  

O fóssil do camarão será depositado no Museu de Paleontologia Plácido Cidade Nuvens, em Santana do Cariri, onde ficará exposto para cientistas e o público em geral possa conhecer. “Entendemos que temos que valorizar o que é da nossa região e promover turismo, economia”, ressalta Allyson. O museu está sendo reformulado, chegando novas peças, novas réplicas, em tamanho natural, de fósseis de pterossauros”.  

As pesquisas do Laboratório de Paleontologia da URCA são financiadas pela Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FUNCAP) através de bolsas de iniciação científica e mestrado. “Com a bolsa, os alunos têm condições de se manter em campo e adquirir experiência não só em campo, mas também em laboratório. Isso nos deixa orgulhoso. Enquanto todo Brasil tem diminuído a verba da pesquisa, o Ceará tem aumentado e temos retribuído com publicações importantes”, finaliza Álamo.

10:12 · 19.12.2018 / atualizado às 10:12 · 19.12.2018 por
A feira já foi realizada no Largo da Rffsa entre os meses de maio e junho. (Foto: Divulgação/IFCE)

Nesta sexta-feira, a partir da 18h, a Praça da Sé, em Crato, recebe a Feira de Peixes Ornamentais do Cariri. A ação faz parte do projeto de extensão “Produção de peixe ornamental: Uma estratégia empreendedora para geração de emprego e renda”, desenvolvido pelo campus de Crato do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE), em parceria com a Prefeitura Municipal.

Cinco produtores da região participarão da feira, comercializando peixes ornamentais de espécies como betta, espada, japonês, molinesia e guppy, além de ração e outros insumos para a criação dos animais.

Segundo o professor Messias Alves, coordenador da iniciativa, o objetivo é estimular a produção e a comercialização de peixes ornamentais na região. “O Cariri tem um potencial muito grande para a área e nosso desafio é mostrar esse novo mercado. Nós temos mão de obra capacitada pelo IFCE, clima propício e aeroporto perto. O que falta é impulsionar”, garantiu.

O projeto, promovido pela área de piscicultura do curso de Zootecnia, realizou sua primeira feira entre os dias 31 de maio e 3 junho, no largo da RFFSA, durante a XVIII Exposição dos Produtos da Agricultura Familiar do Cariri (Exproaf), em parceria com a Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado do Ceará (Fetraece).

15:51 · 10.11.2018 / atualizado às 16:12 · 10.11.2018 por
Material encontrado apresenta excelente estado. (Fotos: Ypsilon Félix)

Dois moradores do bairro Inhumas, em Santana do Cariri, encontraram, na tarde de ontem (09), uma quantidade significativa de artefatos que, possivelmente, pertenceu aos povos nativos da Região. O Instituto de Arqueologia do Cariri foi acionado para analisar os objetos que se encontram na casa de um deles. Há hipóteses de que tenha uma urna funerária e utensílios para guardar sementes.

Segundo o morador Paulo Bento, a descoberta aconteceu no momento que retiravam barro para uma construção civil. Após o primeiro achado, seu irmão foi ajudá-lo e a quantidade do material foi aumentando conforme exploravam o local. No mesmo lugar, a pouco mais de 2 km da sede do Município, já foram encontradas outras peças, inclusive uma provável urna funerária.

“Ontem a noite fizemos uma visita, porque os moradores estavam sem norte, sem saber o que fazer com a peças. Provavelmente, é um material grande importância pelo excelente estado em que foram encontrados”, conta o pesquisador Ypsilon Félix.

O historiador João Cabral visitou os moradores e conheceu o material encontrado. Imediatamente, acionou o Instituto de Arqueologia do Cariri, instituição que pode salvaguardar este patrimônio e identificar as peças encontradas. “Aqui poderá conter uma grande riqueza para estudos da diversidade do povo antigo que habitou a área da Chapada do Araripe”, acredita

O Instituto de Arqueologia do Cariri deverá fazer uma visita ao local, fazer uma análise preliminar e conscientizar a comunidade sobre os cuidados com estes tipo de peças durante obras. Contudo, somente com um estudo aprofundado de órgãos como o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) poderá detalhar o que são os materiais.

13:25 · 07.11.2018 / atualizado às 10:41 · 14.02.2019 por
Em Assaré, foram registradas chuvas no início do dia. (Foto: Antonio Rodrigues)

Sete municípios da região do Cariri registraram chuvas entre as às 7h de ontem e às 7h desta quarta-feira (07). A maior delas aconteceu em Porteiras, que registrou 14 milímetros no Sítio Saco – a terceira em todo Estado. Também houveram boas precipitações em Missão Velha (13.4 mm), Crato (12 mm) e Campos Sales (9.1 mm). Os dados são da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme).

As cidades de Assaré (5.2 mm), Brejo Santo (2 mm) e Barbalha (1 mm) também registraram chuvas, mas sem a mesma intensidade. As últimas precipitações na região, segundo a Funceme, aconteceram entre às 7h da última segunda-feira e às 7h ontem (06), atingindo Aurora, Assaré, Porteiras e Caririaçu.

As chuvas antecedem o período de pré-estação chuvosa, que acontece em dezembro no Sul do Estado. Diferente do restante do Ceará, onde a quadra invernosa vai de fevereiro a maio; no Cariri, o período com maior intensidade de chuvas acontece de janeiro a abril. “Na medida que vai aproximando o fim do ano, as chuvas tendem a cair mais”, explica o supervisor da Unidade de Tempo e Clima da Funceme, Raul Fritz.

Segundo a Funceme, a previsão para esta quarta-feira (07) é de nebulosidade variável com possibilidades de chuva no Cariri e, também, no Maciço do Baturité, na Ibiapaba e no Sertão Central. Já nos próximos dois dias, o céu deve permanecer parcialmente nublado e claro, mas sem possibilidade de chuvas no Sul do Estado.

11:46 · 12.10.2018 / atualizado às 11:46 · 12.10.2018 por
As inscrições são gratuitas. (Foto: Geo Brasil)

Crato. Estão abertas as inscrições para a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SEMATEC), realizada pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE), campus Crato, que acontece de 16 a 19 de outubro. A programação de palestras e minicursos é gratuita e aberta a todos os interessados nas áreas de Tecnologia da Informação, Agropecuária e Zootecnia.

Ao todo, são 35 minicursos que tratam de temas como automação residencial para reuso de água, criação de e-commerces, testes de softwares, manutenção de computadores, criação de equinos e de galinhas caipiras, nutrição de bovinos e jardinagem e paisagismo, entre outras opções. A programação conta ainda com palestras sobre empreendedorismo, desenvolvimento web e os desafios da irrigação no século XXI, por exemplo.

Entre os palestrantes estão o secretário de Desenvolvimento Econômico de Juazeiro do Norte, Michel Araújo, que vai falar sobre o conceito de Smart City (Cidades Inteligentes), a professora do Instituto Federal de Pernambuco, Raquel Lira, que abordará, em workshop, sobre os problemas encontrados em negócios,  e o pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Ramon Araújo, que trabalhará a integração entre lavoura e pecuária.

As inscrições podem ser feitas através deste link. A programação completa está disponível do site.

08:34 · 24.09.2018 / atualizado às 11:46 · 24.09.2018 por
Evento deve contar com oficinas, workshops, torneio de games, maratona de robótica e programação. (Foto: Agência Brasil)

Juazeiro do Norte. A Terra do Padre Cícero irá sediar, ainda este ano, a Campus Day, uma versão da maior feira de tecnologia da América Latina, a Campus Party. A iniciativa conta com a articulação da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação (Sedeci), e é realizada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

A programação irá contar com palcos de conteúdo, oficinas, workshops, torneio de games, maratona de robótica e programação, cursos de fotografia entre outras atividades. O público terá entrada gratuita e poderá participar de forma ativa, interagir com os jogos e robores e desenvolver relações de trabalho e ideias.

Em seu formato original, o evento promove durante sete dias, as mais diversas atividades voltadas a produção de inovação, ciência, criatividade e entretenimento digital, atraindo o olhar de empreendedores, cientistas, gamers e fãs de tecnologia de todo o mundo. A ideia é misturar todas as experiências da Campus Party em um só dia, explica o diretor da Sedeci, Emerson Silva.

Esta será uma das quatro edições da Campus Day que devem acontecer no País e a primeira a ser realizada no Ceará. Para o titular da Sedeci, Michel Araújo, promover um evento desse porte só é possível porque o município adota a inovação como um motor de crescimento.

Na sua avaliação, a iniciativa revela o êxito das estratégias de fomento ao setor e apresenta uma fase de transição favorável, ampliando a visibilidade das oportunidades de investimento desenvolvidas a nível local. “Acreditamos que vai existir um antes e um depois da Campus Party. Estaremos sobre os holofotes dos gigantes das empresas e indústrias, dos maiores líderes de tecnologia e informação do mundo inteiro”, destacou o secretário.

09:12 · 14.09.2018 / atualizado às 09:12 · 14.09.2018 por
Casa do Mestre Antônio Luiz se tornou museu orgânico. (Foto: Samuel Macêdo)

Potengi.  Um território vivo de cultura popular, alinhado pela preservação de memórias com desígnios de arquitetura da afetividade são algumas das características que denotam os espaços chamados de Museus Orgânicos dos Mestres de Cultura Tradicional do Cariri. Este projeto será lançado na próxima terça-feira (18), a partir das 16h, com a inauguração do Museu Orgânico Casa do Mestre Antônio Luíz, no Sítio Sassaré.

Em contraste com as tradicionais instituições que usam peças extraídas para serem organizadas num espaço diferente do originário, nos museus orgânicos os visitantes vivenciam uma experiência ímpar. Isso porque na própria residência dos mestres de cultura é desenvolvido um acervo vivo, onde é possível interagir e até mesmo prosear com anfitrião para conhecer a manifestação da sua arte e entender sobre seu saber.

Com o reconhecimento dos museus orgânicos, as casas dos mestres da cultura tradicional são aprimoradas como lugares de memória para o fortalecimento das raízes culturais, preservando a história, a memória, a sabedoria dos ícones da cultura de tradição. No Museu Orgânico Casa do Mestre Antônio Luíz, todo o acervo é disposto, seja de vestimentas, fotografias, instrumentos e tudo que contribuiu para a criação do seu grupo Reisado de Caretas de Couro, de Potengi, com a tradição cultural das Máscaras.

Mestre Antônio Luiz e o Grupo Reis de Couro

Filho de Luiz Gonzaga de Souza e Neuza Francisca de Souza, Antônio Luiz de Souza, o Mestre Antônio Luiz nasceu em Potengi, em 1957, cidade em que mora até hoje. Aos 61 anos de idade, é referência como Mestre de Cultura, idealizador e brincante do Reisado de Máscaras, no Sítio de Sassaré, em Potengi, região do Cariri.

O gosto pela prática da cultura de tradição começou quando era menino e ouvia as histórias de sua avó como brincante de reisado pela longínqua década de 1930. O Mestre Luiz Antônio integrou o primeiro reisado ainda jovem na região como brincante. Com o tempo tornou-se o mestre do mesmo grupo, o Reisado de Caretas de Couro, que brincava desde 1975, o qual comanda há mais de 30 anos.

O grupo o qual ele está à frente traz referências diferenciadas em relação a outros reisados, como o Velho Bacurau e a Velha Quitéra, acompanhadas pelos caretas, um boi, um urubu, uma burrinha, um jegue, um cavalo, um carneiro e uma ema. O enredo se dá por meio de sons e ruídos produzidos pelos personagens e brincantes, construindo uma linguagem própria do grupo, que pelo uso das caretas de madeira de “mulugum” (árvore nativa da região), contribui para que os sons entoados se caracterizem como uma melodia peculiar no universo dos reisados.

O projeto

O projeto nasceu com o amadurecimento da parceira com a Fundação Casa Grande, localizada na cidade de Nova Olinda, para o fortalecimento de uma rede formada por lugares de memória, sendo o Sesc um ativador desses espaços. Assim como a casa do Mestre Antônio Luiz, os demais museus orgânicos que integram o projeto passam por pesquisa e estudo consistentes a respeito de cada tradição cultural, suas referências coletivas e o impacto na comunidade.

Deste modo, são organizados os espaços com os acervos de vestimentas, fotografias e instrumentos utilizados pelos Mestres e seus brincantes, dentro da perspectiva de arquitetura do afeto e memória afetiva. As intervenções durante o desenvolvimento do Museu Orgânico foram realizadas de maneira colaborativa da equipe do Sesc Ceará junto ao acompanhamento do Mestre e de sua família.

Para selecionar os Mestres, o Sesc Ceará foi a campo para visitar espaço a espaço com o intuito de entender suas histórias e a sua importância enquanto patrimônio imaterial. Até 2019, o Sesc Ceará fará a implementação de todos os 16 museus integrantes do projeto.

Programação

16h Recepção do público com Grupo Bacamarteiros da Paz

16h45 Apresentação do Reisado Discípulos do Mestre Pedro

17h Início da cerimônia de inauguração do Museu

17h30 Visitação ao Museu Orgânico Casa do Mestre Antônio Luíz

18h Reisado de Caretas de Couro (Mestre Antônio Luiz)

13:46 · 05.09.2018 / atualizado às 13:46 · 05.09.2018 por
O secretário Michel Araújo apresentou o Plano Diretor de Tecnologias de Cidade Inteligente de Juazeiro do Norte. (Foto: Divulgação)

Juazeiro do Norte.  No último dia 14 de Junho, a Lei Complementar de número 117/2018 entrou em vigor, após ser aprovada, por unanimidade, na Câmara Municipal. Com ela, este Município caririense se tornou o primeiro a ter uma lei municipal de Inovação e “Smart City” no Brasil. Por isso, a Terra do Padre Cícero esteve presente no Fórum Nacional – Connected Smart Cities, que aconteceu ontem e hoje (5), em São Paulo.

O secretário de Desenvolvimento Econômico e Inovação, Michel Araújo, acompanhado do Secretário Executivo da Sedeci, Douglas Feitosa, e da Secretária de Relações Institucionais, Cremilda Bringel, esteve no encontro onde apresentou durante o painel Cooperação e Assessoria a Municípios brasileiros – Planejamento e  Estruturação de Projetos, o Plano Diretor de Tecnologias para Cidades Inteligentes.

Na ocasião, o secretário teve a oportunidade de divulgar o projeto como uma experiência bem sucedida a ser referência das atividades que são hoje desenvolvidas em Juazeiro do Norte. Entre elas a Parceria Público Privada, o Plano Diretor de Tecnologias e a Lei Municipal de Inovação, recém aprovada. Com ela, o Município terá segurança jurídica para implementar os recursos de cidade inteligente.

“Poder mostrar o case de Juazeiro do Norte, em um evento de relevância internacional, demonstra um trabalho que vem se consolidando e que culminará com o fortalecimento e promoção de um território, com qualidade de vida para a sociedade e que é possível sim, estarmos entre as cidades com destaque na implantação do conceito de smart city”, destaca Michel.

O Fórum que congrega todos os estados do Brasil, traz em pauta a discussão sobre as principais temáticas relacionadas ao conceito de Cidades Inteligentes, como Iluminação Pública, Empreendedorismo, Segurança, Saúde, entre outros. Esta é a segunda participação de Juazeiro do Norte no simpósio.

16:07 · 03.09.2018 / atualizado às 17:02 · 03.09.2018 por
Única no mundo, esqueleto fóssil completo do Santanraptor placidus deve ter sido consumido pelas chamas (Ilustração: Rodolfo Nogueira)

Juazeiro do Norte. O incêndio que destruiu o Museu Nacional na noite de ontem, no Rio de Janeiro, também teve impacto na região do Cariri. Especializado em história natural, o equipamento completou 200 anos em junho e coletava peças do Sul cearense desde 1863. De mais de 20 milhões de itens, há milhares de fósseis da Bacia Sedimentar do Araripe, mas o levantamento ainda não foi feito.

“Alguns milhares”, estima o paleontólogo e professor da Universidade Regional do Cariri (URCA), Álamo Feitosa, descrevendo a quantidade de peças do Cariri que possivelmente estavam no Museu Nacional no momento que as chamas consumiu o prédio. Há alguns anos, uma escavação no distrito de Jamacaru, em Missão Velha, mais de mil peças foram encontradas. Alguns destes exemplares também foram enviados. “Virou cal”, lamenta Álamo.

A última vez que foram doadas peças da região foi em 2014. No entanto, as mais importantes, são uma nova espécie de crocodilo e outra de dinossauro, ambas encontradas na Bacia Sedimentar do Araripe, em Araripina (PE) e Santana do Cariri, respectivamente. Nenhuma delas ainda tinha sido descrita, ou seja, sequer haviam recebido um nome. Há também aranhas, escorpiões, crustáceos. “É perda total. Não é uma perda do Brasil. É pra humanidade”, garante o pesquisador.

Além disso, no Museu Nacional se encontrava o único exemplar de esqueleto fóssil completo do Santanraptor placidus, que viveu há aproximadamente 110 milhões de anos e foi escavado em 1996 na formação Santana. O espécime encontrado media 1,6 metro e foi uma das mais importantes descobertas, pois, na peça, foram encontrados tecidos moles como músculos e vasos sanguíneos ainda preservados.

Segundo Álamo Feitosa, a instituição tem uma forte ligação com o atual diretor do Museu Nacional, Alexander Kellner, e que os itens excedentes eram levados para o Rio de Janeiro. “Eles ajudam a formar gente da URCA. A gente também sempre colabora emprestando material”, descreve Álamo.

Para Álamo, a tragédia de ontem também serve de alerta para os museus da região, inclusive, o Museu de Paleontologia Plácido Cidade Nuvens, em Santana do Cariri, que teve sua área de exposições e reserva técnica reformadas, mas o que restante do prédio necessita de cuidados. “Mesmo assim tem problemas. Tem coisa que pode melhorar. Essa coisa de cultura não é uma coisa que gostam de investir, não”, acrescenta.

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