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Categoria: Ciência


13:07 · 19.06.2018 / atualizado às 13:13 · 19.06.2018 por

Juazeiro do Norte. Um misterioso depósito encontrado durante escavações para realização de drenagem na Rua Padre Cícero, ao lado da Praça Padre Cícero, tem chamado atenção dos moradores locais, desde o último final de semana, quando a estrutura foi encontrada. Por isso, amanhã (20), às 9h, uma equipe de arqueólogos irá ao local fazer avaliações na área com a finalidade de identificar algo relevante à história do Município.

A titular da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra), Gizele Menezes, disse que, nesta terça-feira (18), uma equipe da Prefeitura Municipal irá fazer abertura maior no local para dar acesso ao trabalho dos arqueólogos amanhã. “Os técnicos da Pasta estão tendo todo o cuidado necessários de manter a área isolada para que maiores avaliações sejam feitas, no intuito de verificar a relevância do local”, afirmou em nota.

Teorias

O baú encontrado vem sendo motivo de bastante especulação e já surgiram várias teorias. Alguns acreditam que seja uma fossa séptica de algum prédio ou depósito de gasolina do posto de combustível que existia ali próximo. Outras pessoas levantaram a possibilidade de ser um depósito de armas da “Revolução de 1914”, assim como foi encontrado durante a reforma do Museu do Padre Cícero, na Rua São José, no prédio vizinho, onde morava o Coronel Pedro Silvino.

“Em 1914 ficaram muitos armamentos, mas como esse depósito encontrado foi feito no meio da rua, fica esquisito”, afirma o pesquisador Daniel Walker, que escreveu um livro contando a história da Praça Padre Cícero. Pelas fotografias, o depósito parece ter pouca profundidade e extensão, construído em  alvenaria e coberta por uma tampa de madeira. “Não há indícios de manchas, fuligem ou corrosão nas paredes nem no fundo. Não exala nenhum odor fétido de matéria orgânica nem tampouco de combustível”, completa Daniel, descartando que pode ser uma fossa séptica ou local para armazenar combustível.

Outros achados

Em 1959, quando a Praça da Sé, em Crato, foi reformada, os operários da rede hidráulica encontraram duas urnas. Uma delas, contendo ossos humanos e um prato cerâmico. No mesmo ano, na construção da Faculdade de Filosofia – atual campus da Universidade Regional do Cariri (URCA) no bairro Pimenta – foram encontradas cinco urnas. Duas delas, foram destruídas pelos construtores. As demais, continham utensílios líticos e cerâmicos, um crânio e um dente.

Não se sabe o paradeiro dos ossos humanos encontrados nas descobertas. Parte desse acervo lítico e cerâmico encontra-se na guarda do Museu Histórico do Crato. Estes achados foram associados, na época, aos indígenas submetidos a aldeamento na antiga Missão do Miranda – que deu origem ao Município -, pertencentes às tribos Kariri.

Durante os estudos arqueológicos para a obra do Cinturão das Águas do Ceará (CAC), também foram encontradas no Crato algumas peças em cerâmica e lâminas de pedra que podem ter sido usadas na confecção de machadinhas. Já na construção de um loteamento, de frente ao antigo engenho Lagoa Encantada, na Vila São Bento, neste mesmo Município, vários resquícios indígenas do período colonial e pós-colonial foram descobertos, sem ser aproveitados.

10:13 · 29.08.2017 / atualizado às 10:51 · 29.08.2017 por

Juazeiro do Norte. Na última segunda-feira, 28, A Guarda Civil Municipal (GCM) entregou o material, composta de duas peças, ao escritório regional do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). Recuperados no da 4 de agosto, os fósseis foram abandonadas no largo da Basílica Menor de Nossa Senhora das Dores.

Na ocasião, o Inspetor Pereira, o subinspetor Vitorino e o guarda Marco, encontraram os fósseis abandonados. O material foi levado para o quartel da GCM para ser entregue ao órgão competente. Uma comitiva formada pelo Comandante da Guarda, José Cláudio Belino, o subcomandante, Michelanio Cardoso, e os guardas João Ribeiro e Danilo Assis foram até a sede da Agência Nacional de Mineração (ANM) e DNPM, que fica na cidade do Crato e é o órgão responsável pela fiscalização e proteção dos fósseis.

O geólogo e responsável pela entidade na região do Cariri, Artur Andrade, parabenizou a atitude da guarda e explicou como se dá todo o processo com o material que é recuperado. Ainda ressaltou a predisposição para parcerias entre a Guarda juazeirense e a ANM, para palestras, oficinas e cursos sobre a temática, paleontologia e a importância da preservação ambiental.

13:07 · 20.04.2016 / atualizado às 16:53 · 20.04.2016 por
O coração foi estudado em peixe comum encontrado na Chapada do Araripe, sendo o primeiro em 3D Foto : Divulgação
O coração foi estudado em peixe comum encontrado na Chapada do Araripe, sendo o primeiro em 3D
Fotos: Divulgação

 É a primeira vez na história do Planeta Terra que se tem certeza da descoberta de um coração fossilizado de um Vertebrado.

A descoberta inédita de um coração fossilizado de peixe em 3 dimensões – com mais de 100 milhões de anos – chama a atenção de pesquisadores do mundo inteiro e está sendo anunciada hoje, pela revista inglesa, eLife.

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Descoberta no Cariri cearense é divulgada por revista inglesa

O mais novo exemplar volta os olhares do mundo da Paleontologia para a Chapada do Araripe. A revista mostra o coração fossilizado em 3D perfeitamente preservado de um peixe com cerca de 113 a 119 milhões de anos de idade, encontrado no Brasil, chamado Rhacolepis.

É a primeira vez na história do Planeta Terra que se tem certeza da descoberta de um coração fossilizado de um Vertebrado.

A descoberta demonstra o imenso potencial para mais descobertas dessa natureza, permitindo que discussões sobre a anatomia comparada dos órgãos moles em organismos extintos e como eles evoluíram ao longo do tempo.

Encontrar um coração fossilizado completo em um peixe com mais de 100 milhões de anos foi um grande avanço para o pesquisador José Xavier Neto, do Laboratório Nacional de Biociências brasileira, Lara Maldanis da Universidade de Campinas, Vincent Fernandez, da Facilidade Europeia Síncrotron Radiação, e colegas de todo o Brasil e na Suécia.

Coração fossilizado de 100 milhões de anos é encontrado em Jardim

Para o pesquisador Ypsilon Félix, pela primeira vez realmente há um ponto de dados para estudar a anatomia em detalhe de um coração fossilizada em um grupo extinto de peixes da Chapada do Araripe. O material foi encontrado há alguns anos, na área próxima ao Município de Jardim, no Cariri, e vinha sendo estudado por vários pesquisadores brasileiros. Um deles, o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Ismar Carvalho, que integrou a equipe do professor Xavier. Há décadas que ele estuda os fósseis da Chapada do Araripe.

12:23 · 12.04.2016 / atualizado às 12:23 · 12.04.2016 por

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O projeto ‘Quidiverte’ faz parte do Projeto de Extensão da Estácio FMJ e possibilita melhor aprendizado de química, envolvendo alunos

Um trabalho que vem chamando a atenção do público e dos próprios alunos que estão envolvidos com uma forma diferente de aprender química na prática e de forma agradável, com o projeto de extensão da Estácio FMJ, em Juazeiro do Norte, QuimiDiverte. Com isso, professoras mudam a forma de ensinar a disciplina temida pelos alunos, que se transforma em show de “mágica” e dramaticidade, com “truques” mirabolantes.

Os alunos podem transformar água em vinho ou vinho em água e até espetar palito no balão sem estourar. É o fundamento da química sendo experimentado pelos alunos, a partir de todo um processo, que começa com reuniões, debates, até as experiências práticas.

No meio dessa atrativa forma de aprendizado, há a agradável descoberta de um campo que poderia ser visto apenas na teoria. As alunas do curso de Farmácia da Estácio FMJ estão desenvolvendo essa forma divertida de conhecer a utilização dos elementos fundamentais da química. Todos os truques são reações químicas, que os alunos aprenderam com as docentes.

O estudante Daniel Oliveira destaca a dificuldade que antes tinha de aprendizado, que era para ele uma barreira, agora superada. A forma lúdica e divertida do projeto, faz com os que alunos superem as dificuldades com a disciplina.

Para a professora Sheyla Xenofonte, bióloga com mestrado e doutoranda em Química e Farmacologia, através desse trabalho é possível mostrar que as metodologias empregadas no aprendizado, podem ser mais atrativas para os alunos. Ela ressalta que desde o início do desenvolvimento do projeto, é possível avaliar um desempenho maior dos alunos na faculdade. “Por trás das fórmulas incríveis, os alunos se sentem estimulados, com o fascínio do aprendizado”, comenta.

O projeto

QuimiDiverte é um projeto de extensão da Estácio-FMJ, coordenado pelas professoras de química Patrícia Pinheiro e Sheyla Xenofonte, com participação dos alunos do curso de farmácia.

Nasceu da necessidade de ensinar e aprender química de forma divertida, lúdica e com a responsabilidade da informação descodificada. Este projeto busca aproximar os alunos, levar a uma maior intimidade com a Química de forma interativa e dinâmica.

A Química está presente no cotidiano das pessoas, porém há uma visão fóbica diante do seu aprendizado, sendo de vital importância métodos alternativos de transmissão criando um elo que liga o conhecimento à realidade que nos cerca.

Através de “mágicas”, teatro e muita história QuimiDiverte busca romper as barreiras que distanciam os estudantes dessa ciência primordial na construção do conhecimento e na formação profissional.

O projeto poderá ser levado às escolas para quem deseja conhecer mais de perto o trabalho. Para isso, deve entrar em contato pelo telefone (88): 3572.7810.

16:12 · 08.04.2016 / atualizado às 16:12 · 08.04.2016 por

allysson pinheiro

Os professores Álamo Saraiva e Allysson Pinheiro, do Curso de Biologia da Universidade Regional do Cariri-URCA, participam da expedição La Paloma, no Uruguai. Essa é uma iniciativa da Universidade Regional do Cariri – URCA, Universidade do Sagrado Coração, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho e Universidad de la República – Uruguai.

Os pesquisadores estão reunidos no Balneario de La Paloma e Cidade de Rocha, desde o último domingo, 03/04, até dia 10/04, para integrar conhecimentos e compartilhar experiências sobre a fauna de crustáceos fósseis e atuais. Além deles, os professores William Santana, Daniel Lima e Fabrizio Scarabino participam da expedição.

A expectativa, além de publicações, é propiciar a mobilidade entre instituições da América Latina. O Centro Universitario Regional Este – CURE Rocha, é uma recente iniciativa da Universidad de La República que visa a descentralização e apresenta uma excelente infraestrutura com novas possibilidades de trabalho no Cone Sul.