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Categoria: Cultura


14:41 · 17.05.2017 / atualizado às 14:41 · 17.05.2017 por
O cortejo do pau da bandeira é realizado na abertura da festa de Santo Antônio, em Barbalha, tradição que se repete a cada ano. Foto Elizangela Santos

A Câmara dos Deputados promove, amanhã, 18, através da Comissão de Cultura da Casa, audiência pública para debater uma das maiores manifestações de fé popular do Ceará: a Festa do Pau da Bandeira de Santo Antonio de Barbalha. O objetivo é fortalecer, em nível institucional, o importante evento cultural do Cariri cearense, atualmente reconhecido como patrimônio imaterial brasileiro, ao lado de manifestações como o Bumba-Meu-Boi, do Maranhão, e do Senhor Bom Jesus do Bonfim, na Bahia.

Autor do requerimento para a realização da audiência, o deputado federal Raimundo Gomes de Matos (PSDB-CE) destaca que o debate dará maior visibilidade aos festejos, com vistas à expansão da tradição do regional para o nacional. “O Pau da Bandeira de Barbalha pode se transformar em um grande atrativo turístico de abertura das comemorações juninas do Nordeste”, avalia o parlamentar. Para Gomes de Matos, o fortalecimento da festa potencializará parcerias e apoios dos ministérios da Cultura e do Turismo.

Foram convidados para a audiência pública o prefeito de Barbalha, Argemiro Sampaio Neto, o capitão do Pau da Bandeira, Expedito Rildo Cardoso, representante da Universidade Regional do Cariri (CE), e representantes dos ministérios da Cultura, do Turismo e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), entre outros.
A festa do Pau da Bandeira chega a reunir cerca de 300 mil pessoas na cidade de Barbalha e movimenta toda a Região Metropolitana do Cariri, que tem cerca de 600 mil habitantes. A região possui aeroporto e rede de transportes públicos, com metrô de superfície, além de rede hoteleira de classificação diversa e atrativos turísticos variados.

Tradição e fé
Os festejos a Santo Antônio ocorrem desde o final do século XVIII, quando foi erguida uma capela em devoção ao santo, dando origem ao Município de Barbalha. A festa do Pau da Bandeira da forma como é conhecida, atualmente, porém, acontece desde 1928.

São treze dias de festa em homenagem ao padroeiro. A data central é o domingo mais próximo de 31 de maio – o Dia do Carregamento e Hasteamento. A atividade consiste em cortar e transportar o tronco de árvore, previamente escolhido. São percorridos cerca de sete quilômetros. No trajeto, forma-se uma espécie de irmandade, em que centenas de homens se revezam para levar o pau sobre os ombros até a frente da Igreja Matriz de Barbalha, onde é hasteado com a bandeira de Santo Antônio.

À frente vão os mais fortes, fisicamente. No meio, seguem os veteranos e, logo atrás, os mais novos, que estão se iniciando. Além da demonstração de fé e devoção a Santo Antônio, o Pau da Bandeira carrega a crença, segundo a qual as mulheres que conseguem pegar no tronco de madeira conseguirão um casamento, brevemente.

11:20 · 17.05.2017 / atualizado às 11:20 · 17.05.2017 por

Nova Olinda. O Centro Cultural do Banco do Nordeste Cariri apresenta no dia 20 de maio, às 20h, na Fundação Casa Grande de Nova Olinda, a Banda Cabaçal dos Irmãos Aniceto, um grupo folclórico e musical da cidade do Crato.

Considerada um verdadeiro patrimônio cultural com mais de dois séculos de tradição, que resiste ao tempo e enfrenta as diferenças entre quatro gerações, mas mantém suas particularidades, a Banda Cabaçal dos Irmãos Aniceto é a prova que cultura e singularidade se integram e podem fazer parte da cultura de todo um país.

A banda foi fundada por José Lourenço da Silva, o José Aniceto, ainda no século XIX, quando resolveu passar seus conhecimentos musicais para os filhos e netos. Seu nome origina-se dos tambores que, até hoje, são confeccionados de pele de bode estirada sobre cabaças. Inclusive, são os integrantes da banda que fabricam seus próprios instrumentos com peles de carneiro ou bode esticadas em enormes troncos e os pífanos são feitos de tabocas.

O som do grupo é composto por zabumba, pífanos, caixa e pratos de metal. Suas letras são inspiradas, principalmente, na observação da vida sertaneja e do trabalho diário na roça. Entretanto, a banda faz questão de destacar a tradição do povo do Cariri em sua arte.

Atualmente, a Banda Cabaçal é liderada pelo mestre Raimundo e formada por seis descendentes dos índios Kariri, mas todos também são agricultores do Crato.

Serviço:
Data: 20 de maio de 2017
Horário: 20 horas
Local: Fundação Casa Grande – Avenida Jeremias Pereira, 444 – Nova Olinda/CE.
Entrada Gratuita

20:56 · 04.05.2017 / atualizado às 20:56 · 04.05.2017 por

Nos dias 5 e 6 de maio, respectivamente, as cidades de Mauriti e Juazeiro do Norte recebem o espetáculo As Bondosas, da Cia. de Teatro Lua. A partir do projeto Arte Encena, o Sesc, braço social do Sistema Fecomércio-CE, leva as apresentações ao interior do estado, sempre às 19h30 e com entrada gratuita.

As carpideiras Astúcia, Angústia e Prudência são as protagonistas na montagem. Através delas, conta-se a trama do que acontece quando as pessoas se veem presas àquilo que conhecem, mesmo sentindo a necessidade de percorrer novos caminhos.

A vida das três figuras transcorre normalmente, acompanhando enterros sempre aos prantos e lamentos. Em meio à rotina fúnebre, um dia elas são encarregadas de velar o corpo da filha mais jovem de uma família aristocrática. Uma série de situações incomuns e hilárias as leva a confrontar suas crenças e a descobrir importantes revelações sobre si mesmas.

SERVIÇO
Arte Encena: As Bondosas – Cia. De Teatro Lua
Local: Auditório do Centro Educacional Mauriti (CEM) (Rua José Leite da Costa, 629, Mauriti)
Data: 5/5
Local: Teatro Sesc Patativa do Assaré (Rua da Matriz, 227, Juazeiro do Norte)
Data: 6/5
Horário: 19h30
Entrada: Gratuita

08:06 · 30.04.2017 / atualizado às 08:06 · 30.04.2017 por

A exposição “Expo Lira URCA”, uma realização da URCA e da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, Lira Nordestina, Proex, GeoPark Araripe e Memorial da Imagem e do Som do Cariri, apresenta a mais antiga gráfica de cordel do Brasil, a Lira Nordestina. A mostra, de acordo com o Curador, Jackson Bantim, permite observar a história da Lira em painéis, fotografias e xilogravuras da própria Lira. Inclusive haverá uma máquina imprimindo xilos pra distribuir ao público”.

O material exposto pertence à gráfica, que datam desde o início dos anos 20, quando era a maior produtora de cordel do Brasil, até os dias atuais. A exposição ficará nos dias no evento da Reunião Regional da SBPC, no Salão da Terra, no campus Pimenta, em Crato, aberta ao público das 8h às 21h.

A história da Lira Nordestina se confunde com a da Literatura de Cordel no Brasil. Sua fundação ocorreu no ano de 1926 pelo romeiro alagoano José Bernardo da Silva, quando da sua vinda a Juazeiro do Norte.

História
A Lira Nordestina, antiga Tipografia São Francisco, localizada em Juazeiro do Norte – CE é um dos espaços mais antigos e famosos do Brasil em termos de produção de cordel e xilogravura. Entre os anos de 1932 e 1982, a Tipografia São Francisco com o nome de “Folhetaria Silva”, funcionou em Juazeiro do Norte como uma editora de cordel, tendo à frente José Bernardo da Silva, que em 1939 mudou o nome para Tipografia São Francisco.

Em 1949, José Bernardo adquire os direitos autorais de João Martins de Athayde, tornando-se a editora mais importante do Brasil. José Bernardo também incentivou a ilustração das capas de cordel com xilogravura, de custo mais baixo que os clichês de metal. Na década de 1950, devido a uma série de fatores econômicos e políticos, há uma forte diminuição da produção de cordéis.

Na década de 1970 com o falecimento de filhos, da esposa e do próprio José Bernardo, ficou à frente da Tipografia sua filha, Maria de Jesus da Silva Diniz. Em 1980, a Tipografia passa a denominar-se Lira Nordestina, por sugestão de Patativa do Assaré, um dos maiores poetas do Ceará.

Com a crise cada vez mais forte, Maria de Jesus vende a Lira Nordestina em 1982 ao Estado do Ceará que, em 1988 passa a fazer parte do patrimônio da Universidade Regional do Cariri (URCA).

10:09 · 24.04.2017 / atualizado às 15:37 · 24.04.2017 por

Barro. Aconteceu nos dias 21 e 22 de abril, o 1º Festival de musicas Canta Barro. A edição tem por objetivo incentivar a Música Popular Brasileira, aprimorar e desenvolver a cultura musical, revelar talentos e valorizar os artistas, os compositores e intérpretes da música, promover o intercâmbio artístico-cultural e revelar novos talentos.

A primeira noite de festival foi aberta com um show de cultura e talento, com dois poetas repentistas, símbolos da musicalidade barrense, Cicero Justino e Cícero Mariano. Em seguida, show de viola. Para o festival, foram selecionados 21 músicos dos 57 que se inscreveram, para competir no primeiro dia do evento.

O encerramento da primeira noite de apresentação, teve show Voz e Violão com Firmino Neto, tocando clássicos da música popular brasileira. No segundo e ultimo dia, se apresentaram os 12 participantes que foram classificados no etapa anterior. Após a apresentação dos finalistas, o corpo de jurados composto por, Sanderley Coelho, Firmino Neto, Welington Soares, Anchieta Mariano e Sócrates Gonçalves, elegeram Ciço Lifrat, de Lavras da Mangabeira, o grande vencedor, com a canção Xerém.

1º Lugar ficou para Ciço Lifrat de Lavras da Mangabeira-CE, com a canção, Xerém (R$ 1.000,00)
2º Lugar ficou para Pedro Henrique e Roberto Ferreira de Barro-CE, com a canção, Saga de um (R$ 700,00) Girassol (interpretada por Waleska Rodrigues)
3º Lugar ficou para Fernando Rosa de Fortaleza-CE, com a canção, Mais Forte ao Coração (R$ 500,00)