Categoria: Infraestrutura


19:47 · 16.04.2019 / atualizado às 20:18 · 16.04.2019 por
Foto: Henrique Macedo

As chuvas que atingiram Aurora nos últimos meses fizeram o volume do Açude do Coxá subir e inundar a principal estrada de acesso à sede do Município, afetando cerca 50 famílias da zona rural. A lâmina de água chegou a altura de quase dois metros, ocupando cerca 100 metros de extensão da via. Inaugurado em dezembro de 2017, o reservatório já havia causado o mesmo episódio em fevereiro do ano passado. Por causo disso, os moradores se arriscam fazendo o trajeto a nado.

Apesar de não ser a única alternativa de acesso ao Centro de Aurora, o alagamento da estrada aumentou o percurso dos moradores. Se antes, na estrada inundada, eram 18 quilômetros, o trajeto atual é de 25 quilômetros. “Antes, levava meia hora de carro. Hoje, fazemos em uma hora”, conta um morador que não quis se identificar. Duas canoas que foram doadas para facilitar a travessia foram danificados. “O pessoal passa nadando ou com boias”, completa.

Foto: Henrique Macedo

Há mais 40 dias os moradores enfrentam este problema que prejudicou, principalmente, os estudantes, já que os ônibus que fazem o transporte escolar não estava atendendo a comunidade do Sítio Coxá. Para não comprometer a demanda, a Secretaria de Educação de Aurora reabriu uma antiga escola da comunidade. “Agora, os alunos que estudam no Colégio estadual tiveram que se mudar para casa de parentes, porque não tem como o ônibus vir”, acrescenta.

O secretário de Desenvolvimento Urbano e Infraestrutura de Aurora, Wellington Cortez, classificou a reivindicação como “politicagem”, já que as estradas alternativas estão em boas condições. Porém, admitiu que a Justiça já havia pedido para que o reservatório fosse secado e construída uma ponte. “Para construí-la, sairia mais caro que o açude”, explica.

O reservatório, construído através de convênio entre a Prefeitura e o Governo Federal, tem como objetivo garantir o abastecimento de três comunidades naquela região, incluindo o Sítio Coxá. “Eles deveriam era agradecer por agora terem água”, completou Wellington.

12:23 · 15.04.2019 / atualizado às 12:24 · 15.04.2019 por
Foto: Divulgação

A Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) concluiu os serviços de substituição de 80 ramais de ligação de água no bairro João Cabral, em Juazeiro do Norte. O serviço, que teve início no ano passado, faz parte do Plano de Melhorias para cidade e tem o objetivo de prevenir vazamentos na rede de distribuição. Em conjunto com o serviço, a empresa realiza a recuperação asfáltica nas ruas que já receberam a ação.

As equipes da companhia estiveram concentradas no bairro João Cabral para finalizar toda a demanda de recuperação das vias. Na rua Virgínia de Mendonça, por exemplo, 30 ramais de ligação de água foram substituídos e o serviço de recuperação asfáltica já foi concluído. Além o bairro João Cabral, outras áreas da cidade também serão contempladas.

De acordo com o gerente da Cagece na região da Bacia do Salgado, Gilberto Júnior, a companhia realiza esse trabalho em toda a cidade, de forma gradativa, trocando os ramais e executando a recuperação asfáltica. “Nós vamos dar continuidade ao trabalho de substituição de ramais de ligação de água em conjunto com a recuperação asfáltica. Com isso, evitamos ocorrências de vazamentos na rede, além de transtornos nas vias da cidade”, disse.

O Plano de Melhorias para Juazeiro do Norte, lançado em junho 2018, prevê ações de médio e longo prazo para otimização dos serviços de abastecimento de água e coleta e tratamento de esgoto na cidade. Além disso, são feitas ações como mapeamento das zonas com maior incidência de vazamentos, instalação de equipamentos de monitoramento de pressão e substituição de ramais de ligação das redes de abastecimento de água.

14:43 · 09.04.2019 / atualizado às 16:43 · 09.04.2019 por
Pedras para conter avanço da água foram colocados na lateral do canal do Rio Granjeiro. (Foto: Lorena Tavares/SVM)

Apesar de chover pouco no Crato, apenas 10 milímetros registrados entre as 7h de ontem e as 7h desta terça-feira (07), os moradores voltaram a temer um novo transbordamento no Rio Granjeiro. Na manhã de hoje, depois deste período contabilizado pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), uma precipitação de três horas de duração voltou a banhar a cidade. Em Juazeiro do Norte, município vizinho, as ruas afetadas estão sendo recuperadas.

“A cada dia a gente fica mais amedrontada com as chuvas”, resume a empresária Rosane Brito. Em apenas algumas horas, o fio de um poste em sua rua, no Crato, caiu. “‘A gente vai ficar sem luz”, completa. Já o agricultor Elias Cariri da Silva acredita que se a chuva fosse um pouco mais longa, o canal do Rio Granjeiro voltaria a transbordar. “Já está todo mundo de alerta”, garante.

Isso aconteceu, na última quinta-feira (04), com a chuva de 130 milímetros que caiu no Município. Uma cratera que se formou na Avenida José Alves de Figueiredo, ao lado do canal, que continua sem reparos. A via está interditada. “No primeiro dia, vieram e trouxeram pedras, mas só foi isso. Foi só para mostrar ao povo. Desde então, não veio mais ninguém”, denuncia Rosane.

Céu amanheceu nublado em Crato na manhã de hoje. (Foto: Lorena Tavares/SVM)

O secretário de Infraestrutura de Crato, José Muniz, informou as pedras foram colocadas para diminuir o processo de erosão que se aproxima de outras ruas e de uma escola particular. Este mesmo trabalho foi feito no final do canal, próximo do Mercado Walter Peixoto. Porém, por causa da chuva e do volume da água na estrutura, só é possível fazer obras emergenciais. “Material encharcado. Não tem condições de trabalhar”, explica.

No entanto, a Pasta está elaborando um projeto de recuperação da parede do canal nos dois pontos citados. Até quarta-feira, ele deve estar pronto e será encaminhado para o Governo do Estado. “A gente espera celebrar um convênio para adquirir recurso”, explicou.

A mesma dificuldade por contas das chuvas  acontece com parte da encosta do Seminário que desmoronou na última quinta-feira. A empresa responsável pela obra, inaugurada em 2015, vai recuperar o local. “Por enquanto, não pode fazer nada. Lá, não tem acesso de máquinas e manual. Nós já havíamos acionado a empresa, mas a chuva pegou o piso descoberto”, enfatizou Muniz.

Já em Juazeiro do Norte, choveu pouco mais de 9 milímetros no último período registrado pela Funceme. No entanto, com as precipitações da semana passada, vários pontos da cidade foram danificados. Desde o último domingo (07), foi iniciada a limpeza do canal na Rua das Dores, no bairro Salesianos, e o conserto da drenagem na Avenida Plácido Aderaldo Castelo, que se transformou um grande rio em pleno bairro Lagoa Seca.

As máquinas também realizam serviços na Avenida Padre Cícero, que viu o asfalto ceder após as chuvas e terá que passar por uma grande obra de drenagem, de cerca de 350 metros. Outra ordem de serviço será assinada para iniciar uma operação tapa-buracos nas ruas dos bairros Frei Damião e São José.

11:18 · 09.04.2019 / atualizado às 12:04 · 09.04.2019 por

A chuva de 70 milímetros registrada em Santana do Cariri – a maior do Estado entre as 7h de ontem e as 7h de hoje (04) – fez com que as aulas da rede municipal de ensino fossem suspensas por uma semana por conta das péssimas condições nas estradas vicinais. Na segunda-feira pela manhã, estudantes ficaram ilhados e não conseguiram chegar nas escolas.

O decreto assinado ontem pelo prefeito Pedro Henrique Correia suspende as aulas de 9 a 17 de abril. Com o feriado de Semana Santa, os estudantes só retornam no dia 22. No entanto, o prazo pode ser estendido por mais 15 dias, caso as chuvas não diminuam e as condições das estradas não melhorem.

“Temos muitas escolas na zona rural. Aqui mesmo, na sede, temos alunos que vêm dos sítios. Há um tempo eles estão perdendo aula por conta da estrada, do acesso. Alguns até por 20 dias. Os motoristas estão reclamando. Há perigo de haver acidentes. Nossa preocupação maior é com a vida desses alunos”, justifica a secretária de Educação, Gerlanny Freire.

O agricultor Claudiano Pereira Brito, pai de Matheus Brito, de 10 anos, explica que, sem as aulas, a rotina da família pode se alterada e a criança deve passar este período na casa da avó. “Aluno deveria estar no colégio, mas as estradas estão estragadas. Espero que a chuva dê uma trégua para ajeitar as estradas”, conta.

Matheus e outros alunos foram pegos de surpresa, porque, nesta semana, aconteceriam as provas. “Como vão fazer prova se já estavam perdendo aula?”, pondera Gerlanny. A expectativa é que a primeira semana após o retorno seja de revisão de conteúdo para, na semana seguinte, iniciarem as avaliações. Já a reposição, deve acontecer no próximo ano letivo, entre os dias 6 e 15 de janeiro.

Prejuízo

As aulas em Santana do Cariri já haviam sido suspensas semana passada, por dois dias, pela falta de abastecimento de água na cidade. Na última quinta-feira (04), a chuva de 65 milímetros foi suficiente para formar uma forte correnteza no Rio Cariús, que quebrou cerca de 12 metros de tubulação que passava entre seu leito. O recurso hídrico é captado na fonte Prata, no Sítio Palmeira.

08:52 · 09.04.2019 / atualizado às 13:20 · 10.04.2019 por
Foto: Divulgação

O Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) celebrou, no último dia 29 de março, um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a empresa Deltaville Empreendimentos Imobiliários a fim de garantir a conclusão das obras em um loteamento no Sítio Lagoinha, em Barbalha, até agosto de 2021. Segundos os clientes, a empresa não estava cumprindo o cronograma de entrega e 19 pessoas registraram reclamação contra no órgão estadual após tentarem um acordo com a empresa, sem sucesso.

A coordenadora da unidade Descentralizada do Decon em Juazeiro do Norte, a promotora de Justiça Efigênia Coelho, conta que o empreendimento desrespeitou o Código de Defesa do Consumidor, especialmente em relação à informação adequada e clara sobre os produtos e publicidade enganosa e abusiva (arts. 6º, incisos III e IV, 36, 37). Além disso, a empresa cobrou uma taxa de rescisão maior do que a lei permite, de 30%.

Com o TAC, a empresa se comprometeu a concluir as obras projetadas e previstas na legislação (Lei Federal n.º 6.766/79) até 14 de agosto de 2021; e assumiu a obrigação de restituir os valores pagos pelos compradores do loteamento em 10 parcelas durante o ano de 2019. Cada consumidor titular da reclamação, receberá mensalmente o equivalente a 10% do total efetivamente pago, após deduzida taxa de rescisão de 20%.

A Prefeitura de Barbalha se comprometeu a fiscalizar mensalmente as obras do loteamento e enviar relatórios trimestrais à Unidade Descentralizada do Decon em Juazeiro do Norte até agosto de 2021.

08:09 · 05.04.2019 / atualizado às 15:26 · 05.04.2019 por
Foto: Alex Malheiros

A Enel Distribuição Ceará iniciou, na última quarta-feira (03), um serviço de inspeções na rede elétrica utilizando um helicóptero, em Juazeiro do Norte. O projeto percorrerá todo o Estado e pretende agilizar as ações de manutenção, especialmente em área rurais, onde averiguação por terra leva mais tempo.

Ao todo, mais de 21 mil quilômetros de redes serão inspecionados até o fim de 2019 em todo o Ceará com um investimento de mais de R$ 10 milhões. Só na região Sul, serão inspecionados cerca de 12,4 mil quilômetros.

A aeronave utilizada é equipada com uma câmera de alta resolução, que filma todo o trajeto, um aparelho de tecnologia LIDAR (da sigla inglesa Laser Imaging Detection And Ranging), além de um equipamento termográfico. Com a câmera pode-se registrar possíveis problemas na rede elétrica de diversos ângulos diferentes.

Por meio de tecnologia LIDAR, é possível detectar a distância exata entre a vegetação e os condutores elétricos. Já a câmera termográfica permite verificar a temperatura de conexões e equipamentos. Em terra, uma equipe da Enel recebe todas as informações geradas pelo helicóptero e, dessa forma, consegue realizar os serviços de correção na rede com precisão.

O objetivo do projeto é ter uma visão aérea das linhas de distribuição de alta tensão e média tensão, localizadas em locais afastados das regiões urbanas, onde os carros da companhia não têm fácil acesso. A inspeção aérea permite planejar melhor o trabalho das equipes, ganhando tempo e atuando com mais precisão e verificar pontos de aquecimento na rede, onde é necessário realizar ações de manutenção eficientes.

11:14 · 01.04.2019 / atualizado às 14:37 · 01.04.2019 por
Loteamento Barão de Araruna é um dos alvos da recomendação. (Foto: Divulgação)

O Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) expediu, na última sexta-feira (29), uma recomendação ao prefeito de Barbalha, Argemiro Sampaio Neto, e ao secretário de Obras e Infraestrutura, Roberto Wagner, a fim de adotem as medidas cabíveis para impedir a comercialização e a continuidade de obras em quatro loteamentos no Sítio Lagoa. O pedido afeta os empreendimentos Lagoa Seca 1 e 2, Vale do Kariri e Barão de Araruna.

Através do promotor de Justiça da Comarca de Barbalha, Nivaldo Magalhães Martins, o MPCE pede que os gestores públicos executem medidas administrativas consistentes na interdição, embargo de obras e retirada de todos os anúncios publicitários até que os empreendedores obtenham a regularização do loteamento junto ao Poder Público e realizem as obras necessárias à solução do problema de escoamento das águas das chuvas no sítio Lagoa e que causaram prejuízos aos moradores daquela localidade.

O documento também requisita que o Município de Barbalha realize, no prazo de 15 dias, levantamento da situação urbana e dos danos sofridos na localidade conhecida por sítio Lagoa, acompanhado de registro fotográfico, apontando casa por casa e seus respectivos moradores os danos materiais sofridos por estes em virtude do escoamento das águas das chuvas em suas propriedades.

Os nomes dos sócios dos empreendimentos imobiliários e suas respectivas qualificações devem ser identificados e informados à Promotoria de Justiça, no prazo de 15 dias, a fim de serem responsabilizados solidariamente, nos termos do artigo 47, da Lei 6.766/79, com relação aos danos causados aos adquirentes, moradores prejudicados e ao Poder Público.

Constatada a existência de qualquer outro loteamento clandestino ou irregular no Município, o secretário de Obras e Infraestrutura deverá comunicar o fato, imediatamente, à Promotoria de Justiça.

Segundo a recomendação, a autoridade que se manter inerte, permitindo a continuidade da obra e a comercialização dos loteamentos, sem a devida e prévia regularização ensejará a adoção de ações administrativas, cíveis e criminais, e, ainda, as necessárias à identificação dos respectivos responsáveis nas suas áreas de atuação, tudo em respeito ao ordenamento jurídico nacional, na defesa do meio ambiente, da ordem urbanística e do consumidor.

Já o responsável pelo empreendimento, em persistindo na prática dos fatos relatados, igualmente ensejará em seu desfavor a adoção de medidas cabíveis administrativas, cíveis e criminais.

Para o promotor de Justiça, é necessário que sejam requisitados todos os projetos complementares para execução da obra dos loteamentos do Lagoa Seca 1 e 2, Vale do Kariri e Barão de Araruna, inclusive de drenagem das águas pluviais, esgotamento sanitário, abastecimento de água, energia elétrica, entre outros.

As autoridades da administração pública devem oferecer abrigo aos moradores de casas que foram destruídas (ou com risco de destruição) por conta da força das águas das chuvas no sítio Lagoa e adjacências, no menor espaço de tempo possível, podendo ainda optar por incluí-los no programa assistencial de auxílio aluguel ou removê-los para casas populares construídas com esse fim, desde que os moradores e as famílias concordem com estas opções e preencham os respectivos requisitos legais.

Também direcionado aos loteadores, o documento requer que se abstenham de comercializar qualquer lote até que se efetive a devida regularização perante o Poder Público, mediante a apresentação dos projetos complementares à Prefeitura e a Autarquia do Meio Ambiente de Barbalha (AMASBAR); e executem medidas/obras tendentes a solucionar definitivamente o escoamento das águas pluviais que estão causando problemas de ordem ambiental, urbanística e prejuízos materiais e morais aos moradores do sítio Lagoa.

A diretora da AMASBAR deverá realizar o devido embargo das obras dos loteamentos descritos que estiverem em desacordo com a legislação ambiental. O órgão ambiental também realizará um completo levantamento dos danos ambientais, inclusive com relatório fotográfico dos locais atingidos, demonstrando o impacto ambiental causado pela instalação dos loteamentos, apontando ainda quais medidas são necessárias para a devida recuperação do meio ambiente.

Os adquirentes também devem suspender os pagamentos das prestações aos loteadores, na forma do artigo 38, da Lei n. 6766/79.

12:29 · 28.03.2019 / atualizado às 14:17 · 28.03.2019 por
Moradores formaram barricadas de pneus e colocaram fogo. (Foto: Mariana Barros)

Cerca de 500 pessoas bloquearam a CE-293, no distrito de Jamacaru, em Missão Velha, formando barricadas com pneus em chamas, na manhã desta quinta-feira (28). A manifestação, que começou a partir das 5h, foi motivada pelas péssimas condições que se encontra a estrada que dá acesso aos sítios Pau D’Arco e Olho D’Água de Fora. Os moradores acreditam que sua inviabilidade foi causada pelas obras do Cinturão das Águas do Ceará (CAC).

Os manifestantes impediram a passagem de veículos nos dois sentidos da rodovia, em frente ao canteiro de obras da empresa S/A Paulista de Construções e Comércio, responsável pela etapa do CAC que atinge aquela localidade. A Polícia Militar foi ao local e as pessoas acabaram se dispersando. O bloqueio durou cinco horas.

Segundo os manifestantes, há pelo menos três dias, se formou uma alta camada de lama na estrada, que fica vizinha ao canal do CAC, após o excesso de água escorrer da estrutura. Na manhã de ontem, uma caminhonete que fazia o transporte de alunos ficou atolada e um trator da própria empresa que executa as obras foi responsáveis por “guinchar” o veículo. O Olho D’Água possui aproximadamente 200 famílias, já o Pau D’Arco tem cerca 120 famílias.

Cerca de 500 manifestantes protestaram contra condições da estrada. (Foto: Mariana Barros)

A professora Karina Cruz conta que muitos moradores estão ilhados, alunos estão perdendo aulas e  agricultores não estão escoando suas mercadores. “Não tem como a gente passar. A lama tá dando na canela. Os pneus dos carros ficam atolados”, descreve.

“A comunidade nunca falou sobre a necessidade da estrada. Não houve diálogo. Vieram logo bloqueando a pista”, rebateu um funcionário do consórcio responsável pela obra que não quis se identificar.

Isso não é a primeira vez que os moradores daquelas localidades reclamam das obras do CAC. Na última ocasião, a população cobrou que diminuíssem a poeira provocada pelas máquinas na estrada. A empresa responsável disponibilizou caminhões pipas para minimizar este transtorno.

A Secretaria de Recursos Hídricos do Ceará (SRH) enviou técnicos para averiguar a situação. Através de sua assessoria, informou que mediou uma conversa entre a S/A Paulista e os moradores. Apesar de não confirmar que os estragos foram causados pela obra, a empresa se comprometeu em fazer o reparo do trecho de aproximadamente 1 km.

Uma comissão foi formada pelos moradores e agendou uma reunião para a próxima quarta-feira (03) com a própria empresa.

Lá, estão sendo realizadas as obras do Lote 02 do CAC, que tem avanço físico de mais 90%. Esta etapa faz parte do Trecho 01, que vai de Jati a Nova Olinda. Seu objetivo é perenizar os rios e garantir a segurança hídrica da população cearense. Ali, passa o chamado “eixo emergencial”, que conduzirá as águas do Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF) até o Açude Castanhão, que abastece a Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).

17:53 · 15.03.2019 / atualizado às 17:53 · 15.03.2019 por
(Foto: Divulgação)

A Enel Distribuição Ceará concluiu a construção de uma nova linha de alta tensão na região do Cariri. Com 43 quilômetros de extensão, a linha liga as cidades de Milagres a Juazeiro do Norte. Outros 7 quilômetros já estão em construção até o município do Crato. Ao todo, cerca de 227 mil clientes estão sendo beneficiados pelo novo investimento, que atende nove municípios.

Com a energização da nova linha ao eixo, que opera atualmente com 108 MVA de potência, serão acrescidos mais 110 MVA.

Os municípios atendidos são Juazeiro do Norte, Barbalha, Missão Velha, Caririaçu, Crato, Nova Olinda, Santana do Cariri, Farias Brito e Altaneira.

Com esse investimento, de cerca de R$ 20 milhões, a companhia trabalha para melhorar a qualidade e a confiabilidade do fornecimento de energia, além de contribuir com a modernização da rede de distribuição e garantir infraestrutura para novos empreendimentos.

Investimentos

No ano passado, a companhia investiu cerca de R$ 912 milhões no Ceará, um aumento de 27,3% em relação ao ano anterior. A maioria dos investimentos foi destinado à conexão de novos clientes, bem como para a modernização e a digitalização da rede de distribuição da companhia.

13:27 · 15.03.2019 / atualizado às 13:29 · 15.03.2019 por
(Foto: Antonio Rodrigues)

A Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) iniciou a instalação de quase 1 km de rede de água no bairro Campo Alegre, em Juazeiro do Norte. O objetivo é ampliar o sistema de abastecimento e permitir que mais cidadãos tenham acesso à água tratada e regularizada naquela localidade. As obras deverão ser concluídas até o final do mês de março. Ao final do serviço, a companhia iniciará o trabalho de sensibilização da população local.

A tubulação assentada será injetada e em seguida, interligada aos imóveis. No momento dessa interligação, a Cagece atuará no bairro com os agentes de interação e responsabilidade social, por meio de visitas porta a porta, para explicar sobre os benefícios de se interligar à rede e os prejuízos de uma ligação irregular.

Segundo o gerente da Cagece na Bacia do Salgado, Gilberto Junior, o serviço de sensibilização no local é de extrema importância para a diminuição de ligações indevidas no bairro, uma vez que essa prática prejudica com baixa pressão e desabastecimento tanto quem utiliza, quando o setor de abastecimento inteiro. Isso porque a ligação clandestina reduz a vazão e o volume de água distribuído, já que não há uma medição do consumo.

Gilberto explica que o Campo Alegre é um bairro em crescimento e a Cagece está acompanhando essa ascensão. “O local vem recebendo investimentos em equipamentos como escolas, postos de saúde e o próprio anel viário que está sendo construído na área. O nosso objetivo é ampliar a rede, regularizar áreas com ligações clandestinas e garantir a continuidade do abastecimento com água de qualidade na vida dessas pessoas”, conclui o gerente.

Até o final de 2019, a Cagece pretende ampliar mais 3 km de rede no bairro Campo Alegre. No total, 2.500 pessoas serão beneficiadas com as novas ligações de água ao fim dos trabalhos. Atualmente, a companhia também realiza ações de melhoria na rede de abastecimento em outras áreas de Juazeiro do Norte, como remanejamento de tubulação no bairro Rui Barbosa. Nessas obras, ao todo, a companhia está investindo quase R$ 90 mil.

Pesquisar

Faça uma busca em nosso blog:

Diário Cariri

Belezas naturais, fé, trabalho e cultura. Sob os pés da Chapada do Araripe, aqui você encontra as principais notícias dos municípios da região. Por Antônio Rodrigues.

VC REPÓRTER

Flagrou algo? Envie para nós

(85) 98887-5065

Tags