Categoria: Meio Ambiente


16:07 · 10.10.2019 / atualizado às 16:10 · 10.10.2019 por
Foto: Divulgação/Cariri Garden Shopping

Neste mês das crianças, o Cariri Garden Shopping, em Juazeiro do Norte, resolveu inovar e criou um desafio para pais e filhos: trocar seu lixo por brinquedo. O projeto funciona a partir desta quinta-feira (10) e segue até o próximo dia 27.  O stand está montando na Praça de Eventos. Para participar, basta levar, no mínimo, cinco itens de resíduos sólidos domésticos e trocá-los por um brinquedo sustentável, feito pelo artista plástico Cícero Ramos da Silva.

Os itens que podem ser trocados são: embalagens de xampu, condicionador ou desodorante em spray ou rolon, escova de dente, barbeador, brinquedos eletrônicos usados, carregadores de celular e CD’s. No total, serão distribuídos mil brinquedos. Os convidados do Cariri Garden também poderão aprender na prática como transformar os resíduos em brinquedos.

Há 10 anos, Cícero Ramos da Silva aposentou a farda de policial militar e deu início a sua grande paixão: cuidar do meio ambiente. “Desde criança eu sempre fui um protetor do meio ambiente, comecei como escoteiro e após me aposentar da polícia militar, onde trabalhava como professor do Proerd, resolvi me dedicar a essa paixão. Através da arte plástica passei a dar uma pequena contribuição para o meio ambiente”, explica.

O trabalho, que começou como uma brincadeira, foi ganhando forma e espaço, principalmente entre as crianças. Nas mãos do artista plástico, CD’s arranhados, tubos de desodorante, de xampu, brinquedos eletrônicos quebrados, presto barba e até escova de dente viram brinquedos. “Escolhi trabalhar com brinquedos porque as crianças são a nossa esperança de um futuro melhor. Então, tento ensinar com a minha arte, inclusive para os pais, que os resíduos sólidos domésticos podem ter muitas utilidades”, ressalta Cícero.

Segundo a coordenadora de Marketing do Cariri Garden Shopping, Mirelly Sousa, a proposta é, além de ajudar o meio ambiente, levar as famílias a uma reflexão sobre o destino que estão dando aos resíduos sólidos domésticos. “Encontramos no professor Ramos uma fonte inesgotável de criatividade para nos mostrar na prática que é possível fazer mais pelo meio ambiente e por nós mesmos” enfatiza. .

18:37 · 09.10.2019 / atualizado às 18:39 · 09.10.2019 por
O chamado “eixo emergencial”, em Missão Velha, está praticamente concluído. (Foto: Antonio Rodrigues)

O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) anunciou, nesta quarta-feira (09), que efetuou um novo repasse financeiro de R$ 16,6 milhões para as obras do Cinturão das Águas do Ceará (CAC), executadas pelo Governo do Estado. Por outro lado, a Secretaria de Recursos Hídricos (SRH) não confirmou se este recurso será aplicado no pagamento de pendências com as construtoras ou se dará continuidade nos lotes que estão paralisados.

Ao todo, foram repassados R$ 27,2 milhões para o CAC em 2019. Porém, o Governo do Estado aguarda um recurso de R$ 126 milhões, pelo Governo Federal até o fim deste ano. A dívida com as construturas, por exemplo, é estimada em R$ 41,8 milhões.

Em 2019, a obra já foi paralisada duas vezes, em seu Trecho 1, que vai de Jati à Nova Olinda. Em decreto assinado em agosto e publicado no mês passado, o contrato celebrado com o Consórcio Águas do Cariri, formado pelas Empresas Construtora Marquise S/A e EIT Construções S/A, com sub-rogação para a Superintendência de Obras Hidráulicas (Sohidra), no valor de R$ 320,9 milhões, foi suspenso até que as dívidas sejam pagas. Antes disso, em maio, as obras neste mesmo trecho foram suspensas.

O Governo do Estado realizou três operações de crédito, mas os recursos são insuficientes para a conclusão do Trecho 1, e aguarda uma liberação maior pelo Governo Federal. Em julho, 260 funcionários foram demitidos no Cariri.

Maior obra hídrica do estado, o CAC possui três trechos e seis ramais. O primeiro deles, que vai de Jati a Nova Olinda, possui cinco lotes. Até agora, o projeto já custou às contas públicas mais de R$ 1,2 bilhão. Dentro dele, há o chamado “eixo emergencial”, que pretende captar água do Eixo Norte  Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF) e levar até Açude Castanhão.

O CAC vai captar as águas do Rio São Francisco na Barragem de Jati, no Eixo Norte. A partir desse ponto, a água seguirá por gravidade até Missão Velha, onde encontrará o Riacho Seco e seguirá pelo Rio Salgado até o reservatório Castanhão – responsável pelo atendimento da capital cearense e região Metropolitana. Os 53 quilômetros deste “eixo emergencial” estão praticamente concluídos.

Velho Chico

Com o reinício do bombeamento em 30 de agosto deste ano, as águas do rio São Francisco voltaram a percorrer os canais em direção ao Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte. A partir da terceira estação de bombeamento do Eixo Norte (EBI-3), seguirão pelas próximas estruturas – que contemplam 60 quilômetros de extensão – até chegar ao Reservatório de Jati, no Ceará, no primeiro trimestre de 2020.

Atualmente, o Eixo Norte apresenta 97,05% de execução física. A expectativa do Ministério do Desenvolvimento Regional é concluir os trabalhos para o transporte de água no trecho neste segundo semestre.

08:25 · 26.09.2019 / atualizado às 21:40 · 26.09.2019 por
Foto: Divulgação/Cagece

A Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) realizou um serviço de limpeza de sua rede coletora de esgoto no bairro João Cabral, em Juazeiro do Norte, e retirou 1,5 tonelada de resíduos sólidos. Os técnicos da companhia estiveram em diferentes ruas daquela localidade para executar o serviço, a fim de evitar ocorrências de obstrução e extravasamento de esgoto nas vias.

Ao todo, foi percorrido cerca de 1,5 quilômetro de tubulação da rede coletora localizada nas ruas Padre Nestor, Virgínia de Mendonça, Rua Perpetuo Carneiro da Cunha e na Avenida Paraíba. Na Rua Capitão Coimbra o serviço encontra-se em fase de conclusão. Entre os materiais encontrados na tubulação estão areia, sacos plásticos, copos descartáveis, entre outros.

De acordo com a supervisora de tratamento de esgoto e meio ambiente da Cagece em Juazeiro, Juliana Filgueiras, esta ação tem o objetivo de evitar a ocorrência de extravasamento de esgoto, já que a presença de sólidos prejudica o bom funcionamento do sistema.

“Trata-se de uma manutenção preventiva na rede de esgoto, para evitar extravasamento, mas é importante que as pessoas não joguem resíduos sólidos na rede de esgoto, realizem limpezas quinzenais nas caixas de gorduras e deixem as caixas de inspeção sempre acessíveis. O lixo também deve ser disponibilizado para a coleta e não destinado à rede de esgoto. Isso ajuda a evitar o assoreamento da rede e dos equipamentos”, explica Juliana.

Cuidados

A rede coletora de esgoto da Cagece é responsável por recolher o esgoto das residências e direcioná-lo para a estação de tratamento e não deve receber resíduos sólidos, nem água de chuva. Para evitar transtornos, a orientação é não jogar restos de comida e óleo na pia, não jogar lixo na rua e nem rede de esgoto e não levantar a tampa dos Poços de Visita (Pvs), que devem ser manuseados apenas por técnicos da companhia.

Em períodos chuvosos, a água deve ser destina para a rede drenagem, que é de responsabilidade das prefeituras municipais e é utilizada para escoamento de água pluvial.

Em casos de extravasamento de esgoto, a companhia conta com a colaboração da população para entrar em contato pelos canais de atendimento disponíveis, como a Central (0800.275.0195), o aplicativo Cagece App (disponível para Android e iOS) ou por meio do chat da Gesse, a assistente virtual da companhia que atende pelo site.

14:49 · 20.06.2019 / atualizado às 12:51 · 21.06.2019 por
Foto: Matheus Nicolas Arrais

Um gato-mourisco, também conhecido como jaguarundi, morreu atropelado na CE-292, na comunidade do Sítio Teixeiras, em Araripe, na manhã de ontem (19). Segundo testemunhas, o animal tentava atravessar a rodovia ao lado de outro exemplar de sua espécie, quando foi atingido por um caminhão, morrendo no local. A carcaça foi extraviada.

O veículo seguia de Campos Sales, município vizinho, até Araripe, quando aconteceu o acidente. Os pneus atingiram abaixo do tórax e cortou parte do rabo do felino. A outra espécime que, segundo os moradores, tinha um tamanho maior que a atingida, conseguiu escapar e correu para a mata. O motorista do caminhão seguiu o trajeto sem tentar socorrê-lo.

A população suspeitou que o animal seria uma onça parda, porém, o biólogo Charles Sousa identificou que se trata de Herpailurus yagouaroundi, conhecido como jaguarundi, gato-mourisco ou gato azul. Considerado um felino de pequeno porte, ele possui corpo alongado, a cabeça é pequena e achatada, orelhas pequenas e arrendadas, pernas curtas e cauda longa, podendo medir cerca de 70 cm de altura e pesar 8 quilos.

Charles acredita que o exemplar atropelado era jovem. “Este animal não oferece risco ao ser humano. Eles não atacam. Em geral, eles fogem para evitar contato com a nossa espécie”, completa.

“O gato mourisco naturalmente possui três padrões de coloração uniforme: amarelo, cinza mesclado com branco e cinza mesclado com amarelo. Essa espécie possui uma dieta generalista, com preferência à pequenos vertebrados terrestres como roedores, marsupiais ou tatu-peba. Ocasionalmente, eles também podem a vir se alimentar de pequenas aves ou répteis, como serpentes ou teiú”, explica Charles.

O biólogo, que também é pesquisador da Universidade Regional do Cariri (URCA), lamenta o extravio da carcaça, pois, serviria para estudos dentro da instituição. “Se conseguíssemos (a carcaça) seria muito bom para conhecer mais sobre a biologia desse animal. Tenho colegas que trabalham com mamíferos e que iam adorar ter esse bicho para estudos de dieta, reprodução e parasitismo”, justifica.

Com ampla distribuição nas Américas, a espécie ocorre desde o sul dos Estados Unidos, passando pelo México, América Central até a América do Sul, do leste dos Andes até o Atlântico, descendo até o centro da Argentina. No Nordeste, o gato-mourisco possui registros nos estados do Ceará, Pernambuco e da Paraíba, em áreas de Caatinga e Mata Atlântica.

Quanto ao seu status de conservação, conforme a IUCN (União Internacional da Conservação da Natureza) a espécie foi avaliada como pouco preocupante (LC – Least concern).

19:33 · 18.06.2019 / atualizado às 19:33 · 18.06.2019 por
Foto: Elizângela Santos

A Justiça determinou a suspensão provisória do contrato entre a URS – Tratamento de Resíduos LTDA e a Prefeitura de Barbalha após o Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) apontar diversas irregularidades na forma de seleção e contratação da empresa. Em caso de descumprimento, o poder público municipal deverá pagar R$ 1 mil por dia.

A Ação Civil Pública (ACP), assinada pelo promotor de Justiça Nivaldo Magalhães Martins, aponta que a usina de pirólise foi selecionada através da modalidade “Chamamento Público”, porém, de acordo com a Lei Nº 8.987/95, a Prefeitura deveria ter realizado a modalidade licitatória “Concorrência”, tendo em vista que a concessão seria um contrato duradouro.

“Desejamos amenizar os riscos e prejuízos ao meio ambiente e a que estão expostos também a população barbalhense; e que os gestores municipais deem uma solução responsável e ambientalmente adequada ao lixão de Barbalha”, disse o promotor de Justiça.

Outra irregularidade apontada pela Promotoria de Justiça é a ausência de licença ambiental. “Em face da demora na obtenção da licença ambiental, tem-se que a atividade de pirólise desenvolvida pela empresa gera riscos ao meio ambiente, devendo se ter a cautela necessária à luz do princípio da precaução, bem como vai de encontro ao que prescreve a Lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei n. 12.305/10)”, consta na ação.

A ACP foi ajuizada no dia 15 de maio e a decisão foi emitida pela Justiça no dia 27 do mesmo mês. Os citados na ação têm 15 dias para oferecer contestação e, caso o prazo esgote sem apresentação de defesa, a Justiça considerará verdadeiras as ilegalidades apontadas pelo Ministério Público.

12:12 · 06.06.2019 / atualizado às 12:12 · 06.06.2019 por
Foto: Antonio Rodrigues

Remunerar pessoas que contribuem com a preservação e recuperação de áreas naturais, como um reconhecimento econômico. Isso será possível, em Crato, a partir do Programa Municipal Produtor de Água, intitulado Águas do Araripe, que será lançado nesta sexta-feira (07), às 9h, na Câmara de Dirigentes e Logistas.

O programa consiste no Pagamento por Serviço Ambiental, conceito idealizado pela Agência Nacional das Águas (ANA). Em Crato, o programa será implantado pela Sociedade Anônima de Água e Esgoto do Crato (SAAEC), responsável pelo abastecimento e esgotamento sanitário do Município, em parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Territorial.

A remuneração dos produtores se dará pelo Fundo Municipal Produtor de Água (FMPA), instituído pela Lei Municipal Nº 3.296, que já recebe aportes da SAAEC no percentual de 0,3% da tarifa para cada metro cúbico arrecadado, sendo 0,1% cobrado do usuário e 0,2% de sua receita.

Os usuários da SAAEC também poderão decidir doar voluntariamente, através de requerimento informando o valor a ser repassado além de sua tarifa. Empresas, instituições nacionais e internacionais e pessoas físicas, também poderão realizar doações ao FMPA.

Segundo Yarley Brito, diretor-presidente da SAAEC, além do ganho financeiro, o produtor também melhora a quantidade e a qualidade da água na sua região, beneficiando toda população. Outro fator importante na conservação e produção de águas no Crato é a preservação de espécies da fauna local ameaçadas de extinção, como o Soldadinho do Araripe, ave endêmica da região que se reproduz necessariamente sobre cursos d’água.

18:31 · 04.06.2019 / atualizado às 18:31 · 04.06.2019 por
Foto: Divulgação

Com o tema “Produção orgânica de alimentos e tecnologias sustentáveis”, o campus Crato do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE) promove, a partir desta quarta-feira (05), a Semana do Meio Ambiente (Semeia). O evento, que celebra o Dia Mundial do Meio Ambiente, oferece mais de 40 atividades até o próximo sábado, dia 8 de junho.

A programação contará com palestras, feira agroecológica, oficinas, vivências e gincanas. Tudo gratuito e aberto a todos os interessados. As inscrições podem ser realizadas pelo site.

Na programação, o IFCE oferta oficinas de aquaponia, automação de processos de irrigação, poda, adubação verde, compostagem e recuperação de áreas degradadas, além de rodas de conversas sobre temas diversos, como meliponicultura, agroecologia e permacultura.

18:55 · 28.05.2019 / atualizado às 11:28 · 29.05.2019 por
Foto: Isaac Macedo/SVM

Problema antigo, o lixão a céu aberto de Juazeiro do Norte, às margens da CE-060, voltou a registrar focos de incêndio, na tarde desta terça-feira (28). O vento transporta a fumaça e tem incomodado os moradores, principalmente, do bairro Vila Padre Cícero, a popular Palmeirinha, e também do Sítio Massapê. O local foi alvo de uma Ação Civil Pública (ACP), ajuizada pelo Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) no último dia 7 de março, que requereu seu fechamento a construção de um aterro sanitário em até um ano.

“Se o vento der de lá pra cá, ninguém dorme. Aqui fica horrível, pode nem respirar. Eu coloco um pano na cara e fico até sem fôlego”, conta a aposentada Maria Josefa da Silva, moradora do Sítio Massapé. Irritação nos olhos e inalação de fumaça são comuns no período de combustão dos resíduos sólidos, principalmente, nos meses mais quentes do ano. “A gente fica aqui porque é o jeito”, admite.

A fumaça também é motivo de preocupação para as pessoas que transitam na CE-060, que liga Juazeiro do Norte à Caririaçu, rodovia que também dá acesso mais rápido à capital cearense. “Agora, de dia, está melhor, mas quando for mais tarde a visibilidade fica horrível. Há risco de correr acidente”, garante o motorista Cícero Vieira. Para ele, o problema é recorrente e nunca é solucionado. “É completamente desprezado. Todo ano, todo mês, sempre tem reclamação com esse lixão, que é totalmente errado”, completa Cícero.

Maria Josefa observa o lixão ao lado de sua casa. (Foto: Isaac Macedo/SVM)

O diretor de Serviços Públicos da Secretaria de Meio Ambiente e Serviços Públicos de Juazeiro do Norte, (SEMASP), Elói Silva, garantiu que o caso já foi repassado para a empresa responsável pela coleta dos resíduos sólidos de Juazeiro do Norte, a MXM Soluções Ambientais. “Amanhã tem uma reunião agendada para solucionar o problema”, conta.

Por outro lado, Elói admite que a situação já havia sido detectada ontem (27), quando foi visto um foco de incêndio. Hoje, há pelo menos três. “O secretário queria resolver jogo hoje. Já houve este mesmo problema ano passado. Na época, solicitamos EPI, trator, placas e cobertura do material, mas só fizeram o paliativo. Agora, queremos resolver tudo de uma vez”, completa.

Segurança aeroviária

Na ACP, ajuizada pelas promotorias de Justiça do Meio Ambiente e do Patrimônio Público de Juazeiro do Norte, consta ofícios da Infraero informando que o funcionamento do lixão compromete a segurança operacional da aviação, podendo ocasionar acidentes aéreos. Além disso, o MPCE constatou que a destinação dos resíduos sólidos do Município não atende à legislação ambiental. Uma das observações é que os catadores de material reciclável não seguem as mínimas normas de segurança do trabalho.

Com população estimada em 270 mil habitantes, Juazeiro do Norte produz, diariamente, cerca de 250 toneladas de lixo, segundo o Conselho de Política e Gestão do Meio Ambiente. Tudo isso é depositado no lixão.

17:22 · 24.05.2019 / atualizado às 17:28 · 24.05.2019 por
Fotos: Adriano Duarte

Estudantes de três escolas do Cariri participaram, na manhã desta sexta-feira, (24), do plantio de 200 mudas no Sítio Flores, em Barbalha. O local escolhido foi onde retiraram o angico de 26 metros de comprimento, que servirá de mastro para Festa de de Santo Antônio. A iniciativa faz parte de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), assinado entre o Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), a Prefeitura Municipal e os carregadores do pau da bandeira.

A ação contou com a participação do analista ambiental do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o engenheiro agrônomo William Brito, que facilitou uma roda de conversa sobre a sustentabilidade e os cuidados com o meio ambiente para as futuras gerações. Os alunos do Colégio Militar de Juazeiro do Norte e da rede municipal de ensino participaram do replantio.

Brito destacou que a iniciativa é importante, pois, poderia reverter problemas ambientais, como enchentes e aumento das temperatura. “As crianças vivem este momento, sentem esse riacho e percebem que é uma dádiva dessa floresta. Quero que elas sintam como nossa vida depende da árvore”, justifica.

Como exemplo, o agrônomo ressaltou a importância da replantação na sobrevivência humana. “São necessárias 22 árvores para garantir o ar que uma pessoa respira. Cada árvore adulta, trabalha por 10 aparelhos de ar-condicionado. São benefícios que a gente chama de serviço ambiental, que muitas pessoas não se dão contam, não valorizam. Fora o uso das plantas como medicamentos, na conservação dos solos”, enumera.

O estudante Guilherme Leite, de 14 anos, gostou da iniciativa. Aliás, não é a primeira vez que o adolescente participa do replantio de árvores nativas. “As árvores são importantes para a gente, para nossa respiração. Faz bem e sempre que puder, vou ajudar, como em outras vezes”, conta.

O corte do angico de 26 metros de comprimento, pesando cerca de duas toneladas, aconteceu no último dia 17 e reuniu dezenas de barbalhenses numa tradicional celebração que começou ainda cedinho, pela manhã. O transporte do mastro, que contará com mais de 200 carregadores, será no próximo dia 2 de junho, dia da abertura oficial da festa do padroeiro. Apenas neste dia, são esperadas 350 mil pessoas nas ruas do Centro Histórico.

A Festa do Pau da Bandeira de Santo Antônio, em Barbalha, é reconhecida como Patrimônio Cultural de natureza imaterial do Ceará. A decisão do IPHAN ocorreu no dia 13 de dezembro do ano passado. O ato permite ao governo estadual implementar uma política efetiva voltada para o evento, com ações de salvaguarda por seu valor histórico, cultural e religioso. Em 2015, o festejo  entrou no livro das celebrações registradas como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, a primeira no Estado a ter esse reconhecimento.

18:13 · 11.05.2019 / atualizado às 18:20 · 11.05.2019 por
Ônibus escolar foi parado para a travessia do animal. (Foto: Reprodução/Vídeo Rafael Celestino)

Uma jiboia de aproximadamente dois metros foi encontrada atravessando a CE-292, que liga os municípios de Crato e Nova Olinda, na manhã deste sábado (11). Com a ajuda de pesquisadores, o animal foi levado até o outro lado da rodovia. Neste mês de maio, as aparições de cobras têm sido comuns na região do Cariri.

O réptil foi avistado por uma equipe do GeoPark Araripe, que estava a caminho de Santana do Cariri, para realizar um trabalho de campo sobre a reestruturação dos geossítios. Prontamente, os pesquisadores paralisaram o trânsito na rodovia para ajudar o animal no trajeto. Por coincidência, um funcionário do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que estava em um dos carros, acompanhou o trabalho.

Segundo o geólogo Rafael Celestino Soares, coordenador setor de Geoconservação do Geopark Araripe e professor da Universidade Regional do Cariri (URCA), que auxiliou a travessia da jiboia, o animal aparentava ter se alimentado há pouco tempo, por isso, estava mais dócil. “Maio é um mês de reprodução e também de troca de peles delas, pega o fim do período chuvoso, então é comum”, afirma.

A rodovia fica vizinha à Floresta Nacional do Araripe (Flona), por isso, a incidência de cobras, principalmente neste mês, é comum. “Até nas próprias trilhas. A gente fez um serviço e encontramos uma coral”, acrescenta. Além das serpentes, outros animais peçonhentos como escorpiões e aranhas podem ser avistados. “Qualquer um pode tomar iniciativa de prover a salvaguarda de um animal, silvestre ou não. No caso de serpente, tomando as devidas precauções, claro”, reforça Rafael.

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