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Categoria: Meio Ambiente


12:56 · 04.10.2016 / atualizado às 12:56 · 04.10.2016 por

Nova espécie de caranguejo descoberta por pesquisadores da região
Nova espécie de caranguejo descoberta por pesquisadores da região. Foto: Divulgação

Uma nova espécie de caranguejo, de nome científico kingleya attenboroughi, foi descoberta no território do Geopark Araripe, pelos pesquisadores Alysson Pinheiro, da Universidade Regional do Cariri (Urca) e Willian Santana, da Universidade do Sagrado Coração (USC) em Bauru, SP. O crustáceo foi encontrado no distrito de Arajara, em Barbalha, e descrito e ilustrado no artigo “A new and endangered species of Kingsleya Ortmann, 1897 (Crustacea:Decapoda: Brachyura: Pseudothelphusidae) from Ceará, northeastern Brazil”, em  tradução livre “Uma nova e ameaçada espécie de Kingsleya Ortmann, 1897 (Crustacea: Decapoda: Brachyura: Pseudothelphusidae) do Ceará, Nordeste do Brasil”.

Trata-se de uma espécie de caranguejo de água doce. Segundo os pesquisadores, ele já foi descoberto em condição de ameaça de extinção, assim como o Soldadinho-do-Araripe, pássaro endêmico da mesma região considerado criticamente em perigo de extinção pela Lista Vermelha Internacional da IUCN (2015) e pela lista oficial brasileira (MMA, 2014). Como explica o professor William Santana, o caranguejo kingleya attenboroughi existe em pouquíssimos lugares, com um número reduzido de espécimes e por causa do impacto do homem ao meio em que ele vive, é considerado ameaçado de extinção.

O caranguejo foi coletado durante o mês de abril no Córrego do Arajara e em pequenos cursos de água da região. Recebeu esse nome em homenagem ao grande naturalista inglês Sir. David Attenborough, que completa 90 anos em 2016, considerado o padrinho do Soldadinho- do- Araripe.

De acordo com o professor Alysson Pinheiro, esse achado ratifica a importância da região para a biodiversidade, bem como, reforça o valor do Geopark Araripe, da Floresta Nacional do Araripe (Flona) e da Área de Proteção Ambiental da Chapada do Araripe (APA).

Para a realização do trabalho, foram importantes o apoio da Urca, USC, Governo do Estado do Ceará através da Fundação Cearense de Apoio Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap) e da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior (Secitece), bem como da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

 

Para ter acesso ao artigo, clique aqui.

 

10:27 · 06.06.2016 / atualizado às 10:27 · 06.06.2016 por

lixaoO município de Juazeiro do Norte busca a gestão correta dos resíduos sólidos a exemplo do que já acontece em países desenvolvidos e algumas iniciativas já foram adotadas, enquanto outras estão por acontecer. Uma delas com caráter de extrema importância é a promoção de um seminário internacional com duração de dois dias e atraindo pessoas ligadas e interessadas na questão. O engenheiro químico Gleysson B. Machado está amadurecendo essa idéia com o Superintendente da AMAJU, Eraldo Oliveira.

Juazeiro tem procurado adotar uma gestão de resíduos sólidos de conformidade com a Política Nacional de Resíduos Sólidos por meio de metodologias e tecnologias para o alcance das metas da legislação e poderá até servir como modelo para o Brasil. Na Europa, Gleysson está traçando metas em relação ao evento que deve acontecer até o final do próximo mês e seria uma espécie de audiência pública. No primeiro momento, a prestação de contas com a sociedade sobre o que foi feito e o que está sendo realizado.

Nas etapas seguintes serão mostradas tecnologias européias que podem ser utilizadas para tratar os resíduos de Juazeiro; um debate sobre linhas de financiamentos e uma mesa redonda fechando o seminário. Gleysson disse a Eraldo Oliveira ter conversado sobre o assunto com representante da comunidade européia no Brasil e a idéia é atrair participantes da Itália, Alemanha e Áustria para apresentar tecnologias. Um momento seguinte deve ser a ida de técnicos da AMAJU à Europa para conhecer de perto modelos e soluções como o Parque de Resíduos Sólidos e Reciclagem do estado de Hesse na Alemanha.

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15:41 · 16.05.2016 / atualizado às 15:42 · 16.05.2016 por

Barbalha. Promover a difusão de práticas integradas de produção de amendoim, com ênfase no controle biológico de fungos para reduzir a contaminação do produto no Mali. Esse é o objetivo do projeto “Transferência de tecnologias de produção de amendoim geradas pela Embrapa para adoção por produtores familiares na África (Aflamali)”.

Executado pela Embrapa e Universidade de Ciência e Tecnologia de Bamako, o projeto integra a plataforma África-Brasil de Inovação Agropecuária. As ações do projeto têm início amanhã (17). Pesquisadores e técnicos do Brasil e Mali participam de curso sobre “Boas práticas agrícolas (BPAs) e produção integrada de amendoim no Semiárido brasileiro” no Campo Experimental da Embrapa Algodão, em Barbalha, no Ceará. A programação inclui visitas a áreas de produção para conhecer cultivos de amendoim nas condições do Cariri cearense e técnicas de processamento de amendoim verde.

Segundo a pesquisadora da Embrapa Acre, Cleísa Cartaxo, líder do projeto no Brasil, a troca de experiência será importante para a geração de conhecimentos e produtos que possam beneficiar agricultores de amendoim dos dois países. “A Embrapa dispõe de procedimentos de boas práticas e de produção integrada consolidados, que podem ser adaptados à realidade dos maleses”, afirma. As técnicas apresentadas durante o curso serão difundidas junto a agricultores familiares do Mali.

A agenda de atividades no Brasil inclui também capacitação na Embrapa Agroindústria de Alimentos (RJ), com foco na identificação de fungos e análise de quantificação de aflatoxinas. O amendoim é um alimento de alto valor nutricional e bastante suscetível à contaminação por fungos. O problema afeta a qualidade do produto e tem como causa principal a exposição a altas temperaturas e umidade, nas diversas etapas da cadeia produtiva, condições que favorecem o desenvolvimento de microorganismos. Quando presente no amendoim, os fungos podem produzir toxinas danosas à saúde humana por terem efeitos cancerígenos.

Mali
Localizado na África Ocidental, o Mali, atualmente, possui cerca de 15 milhões de habitantes e é o segundo produtor de amendoim do continente. O alimento representa uma das principais culturas oleaginosas e importante fonte de gorduras e proteínas para a população local. Assim como no Brasil e em outras partes do mundo, a contaminação do amendoim por aflatoxinas é um fator limitante da produção malesa, prejudicando agricultores, indústrias de alimentos e consumidores.

Como alternativa de controle biológico, pesquisadores maleses estão trabalhando na formulação de um biopesticida, a partir de uma bactéria. A idéia é associar a adoção de boas práticas à aplicação do biopesticida, a fim de controlar a presença de fungos na cultura para reduzir os níveis de aflatoxinas no amendoim a limites estabelecidos pela legislação.

Do lado brasileiro, as boas práticas agrícolas (BPAs) serão adaptadas para o cultivo de amendoim nas aldeias da Terra Indígena Kaxinawá de Nova Olinda, localizada no município de Feijó, interior do Acre. “Nessa perspectiva, o projeto permite vislumbrar alternativas tecnológicas que promovam o aumento da produção e melhoria da qualidade do produto também em cultivos indígenas, como forma de garantir segurança alimentar, respeitando as especificidades culturais dessa população”, esclarece Cleísa Cartaxo.

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16:08 · 08.04.2016 / atualizado às 16:08 · 08.04.2016 por

 

Será realizada nos dias 7 e 8 de abril, no largo da RFFSA, em Crato, exposição do Geopark Araripe, dentro do projeto Cariri Criativo, que tem realizado edições do evento na cidade e atraído significativo público para o local.

Também acontece neste dia 7 o projeto Geopark Araripe na comunidade, no ‘Vale do Amanhecer’, com programação das 8 horas até às 16h45. Na oportunidade, serão desenvolvidas várias ações, incluindo uma apresentação do projeto, cursos e atividades recreativas. Entre essas atividades, está a oficina de réplica de fósseis e reciclagem para jarro contra o mosquito de dengue.

Este ano, o projeto do Geopark Araripe, da Universidade Regional do Cariri (URCA), completa uma década de criado. Com chancela internacional da Unesco, o trabalho vem sendo realizado por meio de uma equipe multidisciplinar.

09:42 · 29.03.2016 / atualizado às 10:45 · 29.03.2016 por

Juazeiro do Norte. A região do Cariri registrou os maiores volumes pluviométricos das últimas 24 horas, de acordo com a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). Ao todo, choveu em 38 municípios cearenses. A cidade de Aurora obteve o maior índice, com 92 milímetros, seguida por Várzea Alegre (60 mm), Orós e Ipaumirim (ambos com 29 mm).

Todas as regiões do Ceará, executando o Maciço do Baturité, tiveram registros de pluviosidade. Na região litorânea, o órgão explica que “a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), principal sistema indutor de chuvas no estado do Ceará, no período de fevereiro a maio, no setor norte do Nordeste brasileiro, mantém sua atuação próximo ao litoral do estado”. A Funceme prevê, para o longo do dia, nebulosidade variável com eventos de chuva em todas as regiões do estado.

10 maiores chuvas por Municípios no dia:
Aurora (Posto: Aurora) : 92.0 mm
Várzea Alegre (Posto: Varzea Alegre) : 60.0 mm
Orós (Posto: Guassussê) : 29.0 mm
Ipaumirim (Posto: Ipaumirim) : 29.0 mm
Icó (Posto: Ico) : 28.6 mm
Lavras Da Mangabeira (Posto: Iborepi) : 26.0 mm
Umari (Posto: Umari) : 22.0 mm
Jucás (Posto: Jucas) : 22.0 mm
Grana (Posto: Pessoa Anta): 18.0 mm
Baixio (Posto: Baixio): 14.0 mm

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