Categoria: Meio Ambiente


13:04 · 04.04.2019 / atualizado às 13:12 · 04.04.2019 por
Chuvas também fizeram parte da encosta do bairro Seminário desabar. (Foto: VC Repórter)

As chuvas na madrugada desta quinta-feira (04), em Crato, também causaram problemas no abastecimento de água em, pelo menos, cinco bairros do Município. Em três deles, o serviço foi paralisado. A Sociedade Anônima de Água e Esgoto de Crato (SAAEC) informou que algumas bombas foram danificadas pela incidência de raios.

Saiba mais:

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Além disso, após a barreira da nascente do Rio Batateira ceder com as chuvas na noite ontem (03), a areia entrou na calha de captação, alterando a coloração da água nos bairros Lameiro e Sertãozinho. “A empresa ressalta que já está realizando a limpeza necessária para solucionar o problema o mais rápido possível”, disse em nota.

Já com a forte incidência de raios, os sistemas elétricos dos poços que abastecem os bairros Vila Alta, Seminário e Conjunto Novo Crato foram danificados, ocorrendo a paralisação das bombas e, consequentemente, esvaziando os reservatórios e tubulações.

Uma equipe técnica já está realizando a manutenção e prevê que o abastecimento seja normalizado até o fim da tarde de hoje.

Outros transtornos

A chuva de 120 milímetros registrado no posto pluviométrico do Lameiro e de 99,4 milímetros na sede de Crato causou diversos problemas aos moradores. Parte da encosta do bairro Seminário desmoronou e destruiu uma casa ainda na madrugada, mas ninguém se feriu. 30 imóveis foram isolados. Além disso, as precipitações fizeram o canal do Rio Granjeiro transbordar e invadir casas e prédios comerciais.

11:09 · 04.04.2019 / atualizado às 13:28 · 04.04.2019 por
Foto: Isaac Macedo/SVM

A chuva de 102 milímetros registrada em Crato, na madrugada desta quinta-feira (04), fez a encosta do bairro Seminário desmoronar e destruir parte de uma casa. Uma mulher estava dentro de uma residência, mas não ficou ferida. Ainda nesta manhã, a Defesa Civil isolou 30 imóveis que correm risco de desabamento.

As famílias estão instaladas, parcialmente, no Círculo Operário enquanto aguardam seu destino. O mais provável é que todas elas sejam contempladas, por pelo menos seis meses, com aluguel social pago pelo Município.

“Eu só ouvi o estrondo”, narra a aposentada Raimunda Pereira. Ela tinha acabado de se mudar para um destes imóveis e tomou um susto quando começou o desmoronamento. “Ainda estava trazendo as coisas para cá. Mas eu vou voltar”, garantiu.

Segundo a dona de casa Leonilda Bezerra da Silva, os moradores já esperavam que isso fosse acontecer, porque a estrutura já estava apresentando rachaduras há alguns dias. “O pessoal de uma empresa estava aqui mexendo. Já sabiam”, acredita.

Foto: VC Repórter

O secretário de Infraestrutura do Crato, José Muniz, afirmou que a Prefeitura havia realizado um diagnóstico de risco de desabamento do barranco na última semana e que já estava trabalhando para solucionar o problema. “Isso aqui me surpreendeu, porque, quando retornei, estava um cenário de desastre parecido com o de 2011”, disse.

Uma equipe do Corpo de Bombeiros foi acionada para realizar uma vistoria no local durante a manhã desta quinta. No local do deslizamento de terra, a fiação elétrica cedeu e um poste está prestes a cair. Uma lona foi colocada na área do desabamento. Além disso, técnicos da Enel Distribuição Ceará, estão desligando a energia de postes na Rua Bárbara de Alencar, uma das principais afetadas.

Obras

O desabamento ocorre em menos de quatro depois do governador Camilo Santana inaugurar a primeira etapa da obra de recuperação ambiental e urbanização do bairro Seminário. Com investimento de R$ 20 milhões, na época foram realizados serviços de contenção da encosta, de recomposição da vegetação e cerca de 16 km de drenagem e de esgotamento sanitário.

09:22 · 04.04.2019 / atualizado às 11:35 · 04.04.2019 por
Foto: VC Repórter

Duas semanas após a última cheia, o canal do Rio Granjeiro, em Crato, voltou a transbordar, na noite de ontem (03), graças à chuva de 130 milímetros registrada no posto pluviométrico do bairro Lameiro. Com ela, os moradores da Avenida José Alves de Figueiredo, no Centro da cidade, vizinhos da estrutura, foram surpreendidos pelo volume da água que trouxe animais, como peixes e cágados, para dentro de suas casas.

Leia mais: Encosta desaba e destrói parte de casa após chuvas no Crato na madrugada desta quinta-feira (4)

Segundo o motorista Nataniel Salvador, após a água baixar, ele notou que um cágado e um peixe estavam dentro de sua residência, trazidos com a força da correnteza. “Quando abri a porta, hoje de manhã, na calçada tinha uns outros dez cágados e uns três peixes mortos, boiando na lama”, narra.

Os répteis que estavam vivos tiveram o mesmo destino que os peixes mortos: foram devolvidos ao canal. “Ali era um rio e um rio não tem culpa”, pondera o motorista.

A chuva começou por volta das 22 horas e só parou no começo da manhã de hoje (04). “Aqui, quando começa a chover, o pessoal já não dorme”, garante Nataniel. Rapidamente, ele e sua família colocaram móveis e eletrodomésticos nas partes mais altas do imóvel. “Em questão de 10 minutos, o canal encheu”, conta.

Foto: VC Repórter

Apesar de ser uma das casas mais altas da Avenida, Nataniel convive com este problema desde que resolveu morar por lá, há 10 anos. “Quando chove no pé da serra, a gente já fica com medo. Já vi vizinho que perdeu tudo”, lembra. Seu filho, de apenas nove anos, já se assusta quando começa a chover. “Ele tava se tremendo e a pressão caiu. Já fica nervoso”, explica.

Na enchente do dia 18 de março, o motorista quase perde seu veículo arrastado pela força da água. Naquele dia, 120 milímetros foram suficientes para a água invadir casas, arrastar carros e deixar, pelo menos, três famílias desabrigadas.

13:26 · 29.03.2019 / atualizado às 13:26 · 29.03.2019 por

O projeto Hortas Comunitárias e Farmácias Vivas, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Agrário e Recursos Hídricos de Crato (SMDARH), contemplou a Escola Cel. Filemon Teles, na Vila São Bento. Ontem (28), a equipa da Pasta instalou a primeira horta na unidade educacional que será cultivada pelos próprios estudantes.

Em um espaço que fica ao lado das salas de aulas, foram plantadas hortaliças como coentro, alface, cebolinha. Lá, também serão cultivadas plantas medicinais como malva, boldo, endro, alecrim e manjericão. O trabalho de preparação dos canteiros e a plantação foi acompanhado pelos alunos.

Os 234 estudantes matriculados nos turnos manhã e tarde na instituição vão ajudar a manter a horta com apoio da coordenação e dos servidores. Segundo a diretora Luzia Vieira, há cinco anos a escola já havia realizado um trabalho de sustentabilidade com os estudantes e, hoje, a horta vem ser um espaço para a ocupação e o aprendizado dos alunos.

“Achei muito interessante para que os meninos possam preencher o tempo ocioso. Eles sempre vêm para a escola no contra turno e a gente permite para que a escola seja esse espaço acolhedor e de aprendizagem”, afirmou.

De acordo com o titular da Secretaria de Desenvolvimento Agrário e Recursos Hídricos, Zilcélio Alves, só em 2019, já foram implantas sete hortas nas escolas e em unidades básicas de saúde. Ainda segundo o gestor, a atividade deverá ter continuidade através de um trabalho educativo.

“É muito importante que tenha uma sequência e que a sequência desse projeto, sirva para fazer aulas nas escolas, nas UBS’s. Já tem histórico de algumas hortas aonde eles fazem esse trabalho de inclusão social, muitas pessoas que tem problema de saúde, quando chega na horta para aguar, para colher, eles se sentem muito bem”, disse o gestor.

10:40 · 28.03.2019 / atualizado às 10:58 · 28.03.2019 por
Foto: Marcos Mendonça

A região do Cariri registrou as maiores chuvas nas últimas 24 horas no Estado, segundo a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). Abaiara, com 102 milímetros, teve a maior precipitação entre às 7h de ontem e às 7h desta quinta-feira (28). Em Juazeiro do Norte, onde também choveu, voltou a ter grandes alagamentos.

Depois de Abaiara, a maior chuva aconteceu em Crato, que registrou 75 milímetros no posto pluviométrico do bairro Lameiro e 59,8 milímetros na sede do município. Também houveram precipitações de destaque em Milagres (64,8 mm), Santana do Cariri (62,8 mm), Altaneira (59 mm) e Araripe (57,8 mm).

Em Juazeiro Norte, que choveu 56 milímetros, as ruas voltaram a alagar. No bairro Lagoa Seca, por exemplo, no trecho conhecido como Lagoa da APUC, formou-se uma lâmina de água com altura aproximada de um metro. Um pescador aproveitou a situação e resolveu passear de canoa em plena Avenida Plácido Aderaldo Castelo, chamando atenção de curiosos. A brincadeira foi feita em protesto.

Avenida Plácido Aderaldo Castelo ficou alagada. (Foto: Marcos Medonça)

A poucos metros dali, ontem a noite, dois rapazes que trafegavam de moto caíram com a força da água na Avenida Leão Sampaio (CE-060), que liga a terra do Padre Cícero ao município de Barbalha. A correnteza ainda arrastou o veículo por alguns metros, mas conseguiu ser recuperado. A dupla voltava de uma aula quando foram pegos de surpresa pela chuva que começou por volta das 21 horas.

Além disso, a chuva que caiu em Juazeiro do Norte fez o asfalto ceder na Avenida Padre Cícero, em frente ao Teatro Marquise Branca, gerando um buraco. Em nota, a Secretaria de Infraestrutura pediu para que os condutores de veículos evitem passar pelo local, procurando trechos alternativos. Neste momento, equipes técnicas estão realizando serviços com máquinas pesadas. O trânsito irá fluir apenas por uma faixa da via.

A Funceme prevê para esta quinta-feira e para os próximos dois dias céu nublado com eventos de chuva em todas as regiões do Estado.

10:55 · 19.03.2019 / atualizado às 11:05 · 19.03.2019 por
(Fotos: Antonio Rodrigues)

As chuvas registradas ontem (18), no sopé da Chapada do Araripe, em Crato, pegaram muitos moradores de surpresa. No centro, apenas os fortes ventos chamaram a atenção. A aproximadamente 300 metros de altitude da sede do Município, o posto pluviométrico do Lameiro registrava 120 milímetros, segundo a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) em pouco mais de 40 minutos. Porém, nenhum alerta foi emitido para a Defesa Civil.

Em 2011, uma forte chuva fez o canal do Rio Grangeiro transbordar, invadindo estabelecimentos comerciais, casas e arrastando carros. Ontem não foi diferente, mas em menor proporção. Na época, o sistema de monitoramento, ligado ao entro Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), que é interligado ao Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad), foi instalado.

Porém, ontem ele não funcionou. “Foi muito atípico. Aconteceu muito rápido. A gente não recebeu nada sistema de alarme. Nós temos um monitoramento 24 horas, que manda todas as situações para o estado. Em nenhum momento a Defesa Civil recebeu nenhum alerta”, lamenta a coordenadora da Defesa Civil de Crato, Josemeire Melo.

Gato morreu afogado na lama. (Foto: Antonio Rodrigues)

Até agora, a Defesa Civil de Crato não confirmou se houve falha no equipamento ou na transmissão do alerta. A equipe do Sistema Verdes Mares entrou em contato com a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (SEDEC), mas não obteve resposta até a publicação desta matéria.

A quadra invernosa na região do Cariri começa mais cedo, já no mês de janeiro, ao contrário das outras regiões do Estado, que chovem com mais intensidade a partir de fevereiro. Por isso, ano passado, já haviam sido feitos os trabalhos de prevenção e cadastro das famílias em situação de risco. “Hoje, nossa preocupação é tirar as famílias do entorno do canal e vamos pedir a derrubada de alguns imóveis”, completa Josemeire.

Carro foi soterrado pela lama. (Foto: Antonio Rodrigues)

Três famílias famílias que moram em barracos improvisados na Avenida José Alves de Figueiredo, vizinho ao Mercado Walter Peixoto, na beira do canal do Rio Grangeiro, serão removidas e deverão receber um aluguel social, pago pelo Município. Na noite de ontem, a água atingiu a altura de mais de um metro, com lama invadindo os imóveis.

A família do catador Francileudo Firmino de Farias, por exemplo, perdeu móveis, alimentos. Inclusive, animais de estimação morreram afogados. “Aqui foi de repente. Coisa de minuto. Aqui não choveu, só teve vento. Nós se agoniamos, só deu para tirarmos as crianças. Ninguém dormiu mais”, narra. Ele conta que paga um aluguel de R$ 350 pelo barraco de pouco mais de seis metros de comprimento.

15:15 · 14.03.2019 / atualizado às 15:15 · 14.03.2019 por
(Foto: Divulgação)

De 18 a 23 de março, estarão abertas as inscrições para um curso de hidroponia ofertado, de forma gratuita, pelo campus de Crato do Instituto Federal do Ceará (IFCE). As inscrições poderão ser feitas de 8h às 11h30, no Departamento de Ensino/Coordenação de Extensão do campus. São 35 vagas no total: 10 para a comunidade interna e 25 para a comunidade externa. O participante precisa ter completado o Ensino Fundamental.

O curso de Formação Inicial e Continuada (FIC) terá duração de 40 horas/aula e será realizado de 11 de abril a 9 de maio, todas as quintas-feiras, de 8h às 11h e de 13h às 17h, no próprio campus. A capacitação dá direito a certificado. A documentação necessária para a inscrição está disponível no edital, no site.

Hidroponia

A hidroponia é um sistema de cultivo que utiliza uma solução nutritiva balanceada, com água e nutrientes, para promover o desenvolvimento da planta sem o uso do solo. A técnica pode ser utilizada para cultivar alface, morango e coentro, entre outros. Mas, para que o sistema funcione, é preciso adaptar técnicas e materiais para a temperatura da região do Cariri. Essas orientações serão passadas durante o curso.

O sistema é mais eficiente e econômico no uso de água, de fertilizantes e permite a colheita durante todo o ano, com o uso de estufas: “As vantagens são várias. A primeira é que grande parte das doenças que atingem as plantas estão presentes no solo e são facilmente transportadas entre as regiões. Como a hidroponia geralmente é em ambiente protegido, uma estufa, essas pragas não têm acesso às plantas. Outra vantagem é a redução dos gastos com água”, explica o coordenador do projeto, o professor Cley Anderson Freitas.

Mais informações

Curso gratuito de cultivo hidropônico

Inscrições de 18 a 23 de março, de 8h às 11h30

Local: Departamento de Ensino/Coordenação de Extensão do IFCE campus Crato

Endereço: CE 292, km 15, bairro Gizelia Pinheiro

13:28 · 12.03.2019 / atualizado às 13:40 · 12.03.2019 por
O MPCE requereu a construção de um aterro sanitário em Juazeiro do Norte. (Foto: Antonio Rodrigues)

A Prefeitura Municipal de Juazeiro do Norte emitiu uma nota, nesta terça-feira (12), esclarecendo alguns questionamentos colocados em Ação Civil Pública (ACP), ajuizada pelo Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) na última quinta-feira, sobre o lixão do Município.

Leia Mais: MPCE requer construção de aterro sanitário em Juazeiro do Norte em até um ano

Em um deles, o órgão municipal solicitou à Justiça a suspensão dos pagamentos da locução do terreno onde funciona o lixão, pois, ele é de propriedade do irmão do prefeito, José Arnaldo. Os promotores apontaram indícios que o valor do aluguel estava acima do valor de mercado.

No entanto, a gestão municipal esclareceu que o terreno onde funciona o lixão está locado ao Município há 28 anos, passado pelas seis administrações anteriores: Carlos Cruz (dois mandatos), Mauro Sampaio, Raimundo Macedo (dois mandatos) e Manoel Santana.

O MPCE também argumentou que os valores pagos para os serviços de coleta de resíduos sólidos eram muito altos. Os promotores calculam que os valores pagos a empresa MXM são quase o dobro investidos no serviço em 2013 e 2014.

Porém, a Prefeitura de Juazeiro do Norte destacou que a contratação da empresa responsável pela coleta foi realizado por meio de licitação, obedecendo todos os trâmites legais, inclusive, convidando o MPCE a acompanhar. “Os valores atuais (…) estão relacionados a uma ação ampliada, que inclui não apenas a limpeza e coleta na sede da cidade, mas nos distritos e zona rural, entre outras ações”, justifica.

A nota pode ser lida na íntegra aqui.

08:26 · 08.03.2019 / atualizado às 13:37 · 12.03.2019 por
Nos meses mais quentes do ano, o lixão gera muita fumaça causando problemas de saúde para os moradores das proximidades. (Foto: Antonio Rodrigues)

O Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), por meio das promotorias de Justiça do Meio Ambiente e do Patrimônio Público de Juazeiro do Norte, ajuizou uma Ação Civil Pública (ACP), na última quinta-feira (7), requerendo a construção de um aterro sanitário e o fechamento do lixão do Município em até um ano. Entre os documentos, consta ofícios da Infraero informando que o funcionamento irregular daquele local compromete a segurança operacional da aviação, podendo ocasionar acidentes aéreos.

Os promotores de Justiça Efigênia Coelho e Silderlândio do Nascimento constataram que a destinação dos resíduos sólidos em Juazeiro do Norte não atende à legislação ambiental, “verificando-se um número razoável de catadores de material reciclável sem a mínima observância das normas de segurança do trabalho, a ineficiência do adequado tratamento do terreno que recebe os resíduos e a constante queima do lixo captado, causando poluição e comprometendo a saúde dos cidadãos e o meio ambiente”, apontam.

Além disso, os moradores que vivem próximo ao local reclamam constantemente dos danos à saúde causados pelo lixão. Irritação nos olhos e inalação de fumaça são comuns no período de combustão dos resíduos sólidos, principalmente, nos meses mais quentes do ano.

Valores altos

O MPCE também argumentou na ACP que, de 2013 a 2018, o Município de Juazeiro do Norte gastou mais de R$ 100 milhões com os serviços de coleta de resíduos sólidos residenciais e comerciais “para apenas arremessar o material coletado no lixão de Juazeiro do Norte, poluindo o meio ambiente”, conta os promotores.

Somente em 2018, foram pagos aproximadamente R$ 31 milhões para a empresa MXM, valor que representa quase o dobro dos valores pagos à empresa PROEX, em 2013 e 2014 (R$ 15 e 16 milhões, respectivamente); e um aumento de cerca de 60% e 57% em comparação aos pagamentos dos anos de 2015 e 2016 à empresa PROEX pelo mesmo serviço.

O órgão estadual apontou ainda que o Poder Público Municipal tentou, em 2018, contratar uma empresa com aterro sanitário por meio de concorrência pública, pretendendo repassar à iniciativa privada mais de R$ 10 milhões por 12 meses de serviço. Porém, o Tribunal de Contas do Estado suspendeu a concorrência por vislumbrar direcionamento da licitação.

Uma das empresas que já possui licenciamento ambiental para operar na área, a Revert Soluções Ambientais LTDA, tinha como um dos sócios o genro do prefeito de Juazeiro do Norte, Arnon Bezerra, e atual secretário municipal de Cultura, Renato Fernandes. Em 2018, o senador Major Olímpio Gomes denunciou ao MPCE que este licenciamento ambiental estava irregular por se encontrar em área de segurança aeroportuária, sem observar os requisitos pertinentes.

Terreno do irmão do prefeito

Além disso, o MPCE solicitou à Justiça a suspensão dos pagamentos da locação do terreno onde funciona o lixão, pois, é ele de propriedade do irmão do prefeito, José Arnaldo*. Os promotores de Justiça apontam indícios de que o valor da locação do imóvel esteja acima do valor do mercado.

O terreno de 113 hectares fica na zona rural, no Sítio Palmeirinha, e foi avaliado em 2009 pela Secretaria da Fazenda em R$ 250 mil reais. O Município avaliou, em 2017, uma parte do imóvel (20 hectares) em cerca de dois milhões e por esta parte do imóvel, o Município paga mensalmente R$ 19 mil ao irmão do prefeito.

Por este motivo, o Ministério Público solicitou a realização de perícia para avaliação do valor da locação e o depósito judicial dos valores até a definição do valor de mercado. Já foram pagos mais de um milhão de reais, de 2013 a 2018, pelo aluguel do terreno. O MP não dispõe dos dados sobre os valores pagos em anos anteriores.

*Anteriormente, foi publicado que o terreno pertencia a Luiz Ivan Bezerra, irmão do prefeito e atual secretário de Juazeiro do Norte. Porém, a informação, repassada pelo MPCE estava errada. A matéria foi corrigida às 13h36 no dia 12 de março.

16:47 · 07.03.2019 / atualizado às 16:53 · 07.03.2019 por
Parque passa por obras, inclusive, no seu sistema de drenagem. (Foto: Antonio Rodrigues)

Durante as obras de revitalização do Parque Natural Municipal das Timbaúbas, em Juazeiro do Norte, os técnicos da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra) detectaram alguns despejos irregulares de esgoto na rede de drenagem de águas pluviais das avenidas Padre Nestor Sampaio e Ailton Gomes. Cerca de 50 residências próximas são responsáveis pelo esgotamento ilegal.

A Pasta enviou ofícios à Secretaria de Meio Ambiente e Serviços Públicos (Semasp), à Autarquia Municipal de Meio Ambiente (Amaju), à Procuradoria Geral do Município (PGM), ao Ministério Público do Estado Ceará (MPCE) e à Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece), a fim de que tomem conhecimento da situação.

Todos os moradores responsáveis também foram notificados com prazo para regularização da situação que pode acontecer das seguintes formas: ligação domiciliar de redes coletoras com destinação à estação de tratamento ou, não havendo essa condição, na construção de fossa séptica e sumidouros.

Essas especificações encontram amparo legal na Lei 2571/2000, do Código de Obras e Posturas do Município. Após o prazo estipulado, os moradores que não adotarem qualquer uma das medidas sugeridas, a Seinfra irá interromper a ligação clandestina dos infratores à rede de drenagem pluviais deste Município.

Única área verde dentro da cidade, o Parque das Timbaúbas está no Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC) e no Sistema Estadual de Unidades de Conservação do Ceará (SEUC), que garante sua proteção integral nas três esferas governamentais. Lá, estima-se que seja responsável pelo abastecimento de 70% do Município.

Obra

A Unidade de Conservação passa por obras de revitalização desde agosto de 2018 e deve ser concluído até junho deste ano. Orçado em R$ 2,8 milhões, o projeto dispõe da criação de playgrounds, duas academias, banheiros públicos, recuperação e instalação de iluminação no local. Além disso, será criada uma pista com três extensões: 800m, 1,5 km e 3 km. Ao redor, também terá uma área de passeio público com a ampliação da calçada, que passará de 1,5 m para 3m de largura.

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