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Tag: Cultura


08:46 · 19.09.2017 / atualizado às 08:46 · 19.09.2017 por
Os dois grupos se apresentaram na Romaria de Nossa Senhora das Dores, na última sexta-feira (15) (Foto: Antonio Rodrigues)

Juazeiro do Norte. Neste mês de setembro, artistas do Rio de janeiro e do Cariri estão reunidos, durante residência artística, no I Encontro de Artes do Cariri, que está sendo realizado em Juazeiro do Norte. Com apoio da Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria de Cultura, a visita trouxe os grupos Barracão Centelha e o bloco de carnaval Terreirada Cearense, que se apresentaram na Procissão de Nossa Senhora das Dores, no 15 de setembro. Os trabalhos estão sendo desenvolvidos por meio de mobilização do Centro de Artes do Cariri, dirigido pela Cia. Carroça de Mamulengos.

O I Encontro é um acolhimento do grupo carioca, formado por 24 componentes. Entre eles pesquisadores, arte educadores e atores que trabalham diretamente com a Cultura Popular. O evento tem a propostas de promover uma troca de saberes e vivências com mestres da tradição de Juazeiro do Norte.

De acordo com a Diretora do Núcleo de Arte e Cultura Marcus Jussier, Maria Gomide, a residência consiste no compartilhamento de saberes tradicionais, e promove a perpetuação dos saberes da cultura popular, através de convivências dentro de uma dinâmica próxima à vida.  Baseado nessa ideia, esse encontro é o primeiro de outros que estão por vir. Com isso, serão proporcionados encontros vivenciais entre esses grupos que vêm de fora e mestres da tradição popular do Cariri. Além do convívio diário, são realizadas apresentações, oficinas e brincadeiras.

O objetivo da gestão é fazer com esse tipo de residência possa abrir portas para grupos e artistas de Juazeiro do Norte fazerem o mesmo em outras regiões do país.

Arte e transformação social

Uma das coordenadoras do grupo de artistas residentes, Raquel Poti, disse que conheceu a Cia. Carroça de Mamulengos em 2009 e se encantou com o seu trabalho. Segundo ela, vai além de um trabalho artístico. Ela visualizou na arte desenvolvida pela Cia. uma intenção de transformação social. A partir de então, sentiu inspiração para criação de um grupo que pudesse seguir a mesma linha de trabalho e, após três anos de atuação, passaram a estudar a Cultura do Cariri.

Até o momento, eles realizaram três apresentações abertas ao público. Além da Procissão de Nossa Senhora das Dores, outras duas aconteceram na praça da Igreja da Mãe Rainha, no bairro Pirajá, nas proximidades de onde estão alojados, com o espetáculo “Vida de Viajante”.

11:02 · 08.09.2017 / atualizado às 11:05 · 08.09.2017 por

Barbalha. A sede do Instituto Escola de Saberes de Barbalha (ESBA) receberá, entre os das 12 e 16 de setembro, o I Encontro de Culturas, Artes e Saberes dos Sertões. A programação reunirá professores e pesquisadores da Universidade Federal do Cariri (UFCA) e Universidade Regional do Cariri (URCA), além de artistas, escritores e fotógrafos. Serão 14 mesas de debates, rodas de conversas, exposições, mostra de cinema e apresentações culturais. A abertura oficial acontecerá na próxima terça-feira, a partir das 19 horas.

Nos cinco dias de encontro, os debates terão os seguintes temas: cultura, música, políticas públicas, cordel, cinema, arqueologia, antropologia, literatura e fotografia. O objetivo do evento é fazer um diálogo entre a oralidade, as artes, os saberes e as pesquisas acadêmicas. Além disso, o espaço busca discutir e pensar o significado cultural e artístico dos sertões para a formação histórica das tradições e vanguardas presentes nas artes brasileiras.

Um dos organizadores do encontro é o cineasta Rosemberg Cariry, que estará em uma das mesas de debate. Ele acredita que a “cultura nordestina”, que estará em discussão, se trata de um espaço que mescla e sincretiza culturas ocidentais, orientais com a diversidade indígenas e afro-brasileiras. “O evento busca compreender o sertão como espaço onde se deu o encontro e desencontro de mundos; nações, povos e culturas que se enfrentaram e se fundiram”.

Além da Escola de Saberes de Barbalha, o evento movimentará outros locais da cidade, como a Praça Engenheiro Dória,  o Instituto José Bernardo e a Rede de Escolas Públicas e comunidades rurais. A programação completa você encontra no site da instituição.

As inscrições são gratuitas, com direito a emissão de certificado aos participantes. Para se inscrever, é necessário baixar e preencher o formulário através do link e enviar para o e-mail: escoladesaberescariri@gmail.com.

10:37 · 10.07.2017 / atualizado às 07:23 · 12.07.2017 por

Crato. As redes e mídias sociais têm se constituído numa importante ferramenta no resgate cultural e artístico. Neste Município, na região do Cariri, o documentarista Laerto Xenofonte, 48, lançou no mês passado um canal no YouTube cujo objetivo “é resgatar, disseminar e fortalecer a cultura regional e nacional, distribuindo e exibindo conteúdos audiovisuais informativos, culturais e educativos”.

No canal Museu de Arte Kariri, o internauta pode conferir inúmeros vídeos de grandes shows que marcaram época na região, além de documentários e entrevistas com personalidade da terras, como por exemplo Patativa do Assaré e Abdoral Jamacaru. “São centenas de vídeos que carrego comigo ao longo da minha trajetória iniciada na década de 80 e hoje decidi divulgá-los por entender que essas obras pertencem ao grande público. Além disso, os vídeos servirão para que as novas gerações conheçam o que marcou época”, completa Xenofonte.

O canal já conta com quase 30 vídeos publicados e, segundo Laerto, a expectativa é lançar pelo menos dois novos vídeos a cada semana. “O acervo é grande. Tenho quase uma milhar de gravações em meus arquivos. Relíquias que até então estavam privadas somente a mim, passarei a compartilhar com o Cariri e com o mundo, através do YouTube”, disse.

Dentre as publicações, algumas pérolas, como no dia em que Naná Vasconcelos saiu de Nova York diretamente para o Cariri. O canal conta ai com trechos de shows de Cassia Eller, Engenheiros do Hawaii, Paralamas do Sucesso, Caviar com Rapadura, Fagner, João do Crato, Irmãos Aniceto. “O internauta também poderá ver a qualidade das gravações. Mesmo que naquela época os equipamentos não fossem tão sofisticados e tecnológicos como são hoje, conseguíamos atingir um excelente grau de profissionalismo”, recorda Laerto Xenofonte

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12:29 · 04.07.2017 / atualizado às 12:29 · 04.07.2017 por

A 19ª Mostra Sesc Cariri de Culturas já faz história e comemora o recorde de 3.244 inscrições de projetos, que pretendem compor a programação deste ano, superando em 41,13% ao número de grupos inscritos no ano passado (1.857). Como previsto em edital, a próxima etapa acontece de 7 a 11 de agosto, com a seleção das propostas culturais por meio de curadoria, composta por especialistas das múltiplas linguagens artísticas que se unem aos técnicos de cultura do Sesc Ceará e do Sesc Nacional.

A equipe de curadoria tem agora o desafio de avaliar trabalhos de todos os estados do Brasil, com destaque para o volume de inscrições das regiões Sudeste (1.333) e Nordeste (984).

O número de propostas por linguagens artísticas também foi expressivo: 1.251 – artes cênicas, 178 – artes visuais, 184 – audiovisual, 215 – literatura e 902 – música.

A lista com os grupos selecionados está prevista para ser divulgada no dia 16 de agosto, no endereço eletrônico www.mostracariri.com.br. Mas, com o volume de inscrições esse prazo pode ser prorrogado.

No campo das culturas populares, o artista ou grupo será convidado pelo Sesc, não sendo necessária a inscrição neste instrumento de seleção.

Sobre a Mostra Sesc Cariri de Culturas
Idealizado pelo Departamento Regional do Sesc Ceará, a Mostra Sesc Cariri de Culturas, palco de difusão das mais diversificadas manifestações artísticas e culturais, chega com sucesso a sua 19ª edição. A mostra cultural acontece no Cariri, que se transforma em cenário para apresentações de espetáculos de teatro, dança, exposições, shows, rodas literárias, performances poéticas e mostras de cinema e vídeo.

A Mostra não tem caráter competitivo e se apresenta como espaço de estímulo à produção nas diversas áreas artísticas, com proposta de intercâmbios interdisciplinares para desenvolvimento de projetos colaborativos nas mais variadas categorias.

SERVIÇO
Curadoria para 19ª Mostra Sesc Cariri de Culturas
Período: 7 a 11 de agosto
Resultado (previsão) 16 de agosto, no www.mostracairi.com.br
Informações: inscricao@mostracariri.com.br

09:33 · 30.05.2017 / atualizado às 09:33 · 30.05.2017 por

O estudo de música apenas ganhou espaço nas escolas brasileiras entre as décadas de 1930 a 1960, com base na proposta de Villa-Lobos que previa a prática de canto amador (orfeônico) nas escolas. Mas foi em 2008, com a Lei 11.769, que o ensino de música tornou-se obrigatório em todas as escolas públicas e particulares do país.

No Cariri, com o objetivo de contribuir para a formação dos novos professores, o curso de Licenciatura em Música iniciou as atividades em 2010, quando a instituição era parte da Universidade Federal do Ceará (UFC). Desde 2014, depois da criação da Universidade Federal do Cariri (UFCA), em 5 de junho de 2013, o curso faz parte do Instituto Interdisciplinar de Sociedade, Cultura e Artes (IISCA), no campus Juazeiro do Norte, ofertando 50 vagas por ano.

No âmbito da graduação, além das atividades de ensino, pesquisa e extensão, os estudantes também atuam na dimensão cultural. São diversos projetos desenvolvidos em parceria com a Pró-reitoria de Cultura (PROCULT) da UFCA. Entre as iniciativas, destaca-se a Orquestra Sinfônica da Universidade Federal do Cariri, coordenada pelos professores Marco Antonio Silva (regente e maestro) e Cláudio Mappa. O projeto é ligado ao programa Música e Educação, da Coordenadoria de Artes da PROCULT. Atualmente conta também com a participação do professor do curso de Música Ricardo Castro, que auxilia, entre outras atividades, na regência da orquestra.

Criada em 2011, a orquestra, surgiu com o intuito de proporcionar aos estudantes do curso de Música e aos instrumentistas da região do Cariri uma vivência musical coletiva e a possibilidade de ampliar e desenvolver a prática em música instrumental. Formada por 40 integrantes, divididos entre discentes de Música, professores e participantes da comunidade externa, o grupo dispõe, atualmente, de dez bolsistas, e os demais são instrumentistas voluntários.

Em seu repertório, a orquestra busca fazer um diálogo entre peças do cancioneiro regional, popular e moderno com o estilo erudito, sendo executadas por instrumentos de cordas, metais, madeiras e percussão. As peças mais executadas são dos compositores Edvard Grieg, Tomaso Giovanni Albinoni, Richard Wagner, Luiz Gonzaga e, fazendo parte das peças modernas, a trilha sonora do seriado Game of Thrones.

Regente da orquestra, o professor Marco Silva explica que a escolha do repertório procura atender a todos os tipos de público de maneira democrática, abraçando estilos de músicas eruditas, grandes musicais do cinema, música popular brasileira, música regional e peças autorais elaboradas pelos próprios professores do curso de Música e estudantes.

“A ideia inicial que eu e o professor Cláudio Mappa tivemos foi de criar uma orquestra, que não só atendesse aos nossos alunos, mas que pudesse proporcionar aos participantes e ao público a vivência não só de estilos já conhecidos, mas de estilos aos quais não costumam ter acesso, de maneira a possibilitar que a experiência fosse não só eclética, mas também de descoberta de compositores e músicas novas”, ressalta Marco.

O professor ainda destaca a importância da prática de música de maneira coletiva, pois os exercícios em grupo proporcionam estímulo contínuo do aprendizado.

Para o professor Cláudio Mappa, o projeto também é relevante para o público externo. “A importância de uma orquestra aberta à participação da comunidade é fundamental não só para a construção musical dos alunos, mas também, para a formação de plateias. O projeto tem conseguido atingir um público considerável com em média 15 a 20 concertos por ano, levando cultura e o gosto pela música com apresentações realizadas em parceria com o SESC [Serviço Social do Comércio], CCBNB [Centro Cultural Banco do Nordeste] e eventos culturais abertos ao público”.

O estudante Victor Hugo Gomes, que compõe a orquestra como violinista desde 2011, e, por vezes, atua também como regente auxiliar, diz que participar do grupo é uma oportunidade de desenvolver as técnicas instrumentais. Ele conta que projetos como o da orquestra e das escolas de música dão possibilidade para as pessoas que não têm contato com a música ou com instrumentos tenham outra vivência.

Apresentações
Antes de se apresentarem, os membros da orquestra fazem um estudo sobre as obras, os autores, a atmosfera e o ambiente em que estavam submetidos quando compuseram seus trabalhos, justamente para poder provocar no músico a sensação de total imersão na peça que será absorvida por eles e devolvida ao público em suas interpretações.

“A música tem esse viés social. Você aprende a respeitar mais o colega, dar espaço, ouvir e saber calar. A gente não só simplesmente pega as músicas e toca as notas musicais que tem lá. Tem que ter uma intenção. É como amanhecer um dia triste, um dia alegre ou chateado. Nas músicas a gente têm que trabalhar os sentimentos, ora tem que ser incisivo, ter raiva ou ter força. Temos que aprender a decifrar os códigos e nos moldamos para aquilo, porque é necessário naquele caráter de música. O que se torna sublime. A arte é sublime por si só”, comenta o estudante do 5º semestre Julius Patrício, contrabaixista da orquestra.

Ele ingressou no grupo desde que entrou na Universidade há dois anos. Começou a frequentar a orquestra como um lazer, mas logo passou a entender os processos de formação mais intensos do projeto.

A orquestra se apresenta em eventos abertos ao público e culturais, inclusive em outras cidades. Quando os estudantes precisam viajar para as apresentações, contam com auxílios da Pró-reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE). Entre as últimas apresentações de destaque, está a participação na abertura da Reunião Regional da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, ocorrida no dia 2 de maio, no Centro de Convenções do Crato.

O evento, realizado pela SBPC e a Universidade Regional do Cariri (URCA), em parceria com todas as Instituições de Ensino Superior com atuação nas regiões Cariri e Sul Cearense, incluindo a UFCA, teve como tema “Território, Biodiversidade, Cultura, Ciência e Desenvolvimento”.

Na ocasião a apresentação da Orquestra surpreendeu o público não só pela execução do repertório variado, como também pela apresentação da música Libertango do compositor argentino Astor Piazzolla com a presença de um casal dançando tango no palco. Além disso, o grupo incluiu na seleção de músicas apresentadas homenagem ao cantor e compositor cearense Belchior, que morreu no último dia 29 de abril.

18:26 · 28.05.2017 / atualizado às 17:05 · 29.05.2017 por
Festa de Santo Antônio, padroeiro de Barbalha, foi aberto oficialmente neste domingo (foto André Costa)

Barbalha. “A Festa de Santo Antônio; Em Barbalha é de primeira; A cidade toda corre; Pra ver o Pau da Bandeira; Olha quanta alegria, que beleza, a multidão faz fileira, hoje é o dia; Vamos buscar o Pau da Bandeira; Homem, menino e mulher, Todo mundo vai a pé”. A canção do músico caririense Alcymar Monteiro, cantada na voz marcante de Luiz Gonzaga, retrata bem a importância cultural que reveste a Festa de Santo Antônio, iniciada oficialmente neste domingo, dia 28.

Mais de 200 mil pessoas lotaram as ruas da cidade para participar da abertura dos festejos alusivos ao padroeiro de Barbalha. O tradicional cortejo do Pau da Bandeira começou por volta das 11 horas. Cerca de 300 homens conduziram o mastro pesando mais de duas toneladas até a Praça da Matriz, que leva o nome do padroeiro. O percurso de quase 8 km, com saída do Sítio Flores, local onde foi selecionada a árvore Jatobá de 25 metros de comprimento, durou cerca de seis horas.

Cortejo do Pau da Bandeira levou mais de 200 mil pessoas as ruas de Barbalha (foto André Costa)

“Capitão do Pau” há 15 anos, Rildo Teles, destaca que a condução do mastro é uma demonstração de fé, persistência, força e espírito coletivo. Como diz a tradição, nos intervalos de descanso dos carregadores durante o percurso, as mulheres se aproximaram para pegarem no mastro que será erguido a bandeira do Santo casamenteiro. “Além de pegarem no tronco, diz à lenda que elas também podem sentar ou até mesmo retirar suas lascas para fazer chás, óleos e lembranças. Tudo em busca de um companheiro”, explica Rildo.

Simbolismo
O hasteamento do tronco aconteceu às 17h50. Esse ato marca o início da festa que prosseguirá até o dia 13 de junho, data do Padroeiro. De acordo com a Secretaria de Cultura e Turismo de Barbalha, até o dia do encerramento devem passar 500 mil pessoas pela cidade. A festa de Santo Antônio é considerada a maior do país em louvor ao santo. Para a segurança do evento, o efetivo policial foi reforçado. Além dos seguranças contratados, serão 150 homens da Polícia Militar, além de agentes do Departamento Municipal de Trânsito (Demutran).

Segundo a tradição, a condução do mastro é uma demonstração de fé, persistência, força e espírito coletivo (Foto André Costa)

Tradição
Dois anos após ter sido reconhecida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), como patrimônio imaterial brasileiro, a festa tem fortalecido a tradição e buscado o resgate da originalidade presente no início dos festejos, ainda no século XVIII, antes mesmo do surgimento da cidade. São mais dois séculos de tradição, cultura, fé e devoção, levando às ruas de Barbalha, mais de 40 grupos folclóricos e cerca de 500 brincantes que desfilam com os seus grupos de maneiro-pau, incelenças, penitentes, reisados, quadrilhas, bacamarteiros, entre outros.

Homenagens
Este ano, grandes mestres da cultura popular estão sendo homenageados na Festa de Santo Antônio. Os palcos das apresentações musicais levam os nomes do Capitão Zé Veloso, Carregador Careca e Mestre Tico Neves. José da Costa Veloso, o Capitão Zé Veloso, também conhecido como Pavão, começou a participar do carregamento do Pau da Bandeira aos 10 anos e tornou-se o “animador do Pau” com suas músicas e tiradas surpreendentes.

 

Hasteamento do pau, de 25 metros, simboliza a abertura dos festejos alusivos ao Santo casamenteiro (Foto André Costa)

Cícero Ricart, o Careca, perdeu sua vida em 2015, aos 39 anos, fazendo o que mais gostava: carregando o Pau da Bandeira, o que ocorria há 15 anos, com dedicação e alegria. Há dois anos, com o cortejo já próximo à Matriz, sofreu um acidente e morreu. O mastro caiu por sobre seu corpo.

Francisco Belizário dos Santos, o Mestre Tico Neves, era um líder e brincante do Reisado do Sítio Lagoa, com atuação de mais de quatro décadas. Com sua morte, em 2011, o grupo passou a se chamar Reisado de Congo Mestre Tico Neves. Tem apresentações não só em Barbalha mas em diversas cidades da Região do Cariri.

Noitários
Os noitários, que também fazem parte da tradição, iniciam hoje, com visitas da imagem do santo a instituições, residências, entidades, comunidades e escolas. No dia 13 de junho, acontece a tradicional procissão que marca o encerramento da festa alusiva ao padroeiro da cidade.

Shows
Nove atrações musicais se apresentaram após o cortejo do pau em três espaços distintos. No Marco Zero, tocaram as Bandas Cabloco Nordestino, Flávio Leandro e Alcymar Monteiro. No palco ao lado da Igreja do Rosário, Dorgival Dantas, Pra Xotear e Chambinho do Acordeom animaram a multidão e, na Praça da Estação, se apresentaram Santanna, Forró Tapera e a grande atração da noite, Solange Almeida.

Ao todo, a festa do padroeiro da cidade vai reunir mais de 20 bandas, em cinco dias de festa. A programação no Parque de Eventos, que inicia no próximo dia 7 de junho, contará com os mais variados estilos. Serão quatro ações por noite, com destaque para Xandy Aviões, Leo Santana, Jonas Esticado, Toca do Vale, Victor e Léo, Thiaguinho, Pablo e muito mais.

Confira as imagens do Cortejo (clique para ampliar):

 

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09:53 · 19.04.2017 / atualizado às 09:53 · 19.04.2017 por

O livro “Territórios Criativos”, fruto de um projeto da Universidade Federal Fluminense (UFF) e da Secretária de Políticas Culturais do Ministério da Cultura (MinC), em parceria com a Universidade Federal do Cariri (UFCA), será lançado nesta quarta-feira, 19, às 17h, no mini-auditório da UFCA. Na ocasião, haverá participação dos mestres das culturas tradicionais do Cariri, agentes culturais e pesquisadores.

“Territórios Criativos” é um livro que documenta os resultados do projeto “Prospecção e Capacitação em Territórios Criativos” que atuou em quatro eixos culturais brasileiros buscando desenvolver e dar visibilidade às culturas populares específicas do país. Além do Cariri, fazem parte do projeto os municípios fluminenses de Paraty e de Quissamã, e o bairro carioca de Madureira. A pesquisa foi coordenada pelo professor da UFF e pesquisador de Cultura Popular, Leonardo Guelman, que já tinha uma antiga ligação com a cultura do Cariri antes de ser o coordenador geral do projeto.

No Cariri, o projeto começou em 2013, com o intuito de promover e fortalecer práticas criativas vinculados às expressões culturais de herança regional, definidos também em quatro frentes específicas de atuação: o fortalecimento do Centro Mestre Noza, a Lira Nordestina de Juazeiro do Norte, mestres e brincantes de tradição do Crajubar e a potencialização do Sítio Caldeirão.

A UFCA, através do Observatório Cariri de Políticas e Práticas Culturais da PROCULT, contribuiu com o estudo selecionando estudantes para fazer o mapeamento e coleta de dados desses grupos para formação de um banco de dados. Rogê Venâncio, bolsista do curso de Design de Produto, atuou de perto no projeto, fazendo pesquisas e promovendo indumentárias de três grupos específicos de reisado.

No ano passado, o projeto realizou o I e o II Encontro de Saberes dos Territórios Criativos na região do Cariri, com palestras, mesas redondas, demonstrações culturais, relatos de ações desenvolvidas e outras atividades.

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09:53 · 17.04.2017 / atualizado às 09:53 · 17.04.2017 por

Crato. Na próxima quinta-feira, dia 20, o Sesc apresenta o show da Banda Nuverse, no Teatro Sesc Adalberto Vamozi, às 19h30, na Unidade deste município. A apresentação faz parte da programação do mês de abril do projeto Sesc Sonoridades, com entrada gratuita.

Numa mistura de rock, funk, jazz e new age, a apresentação da Banda Nurvese envolve também recursos do audiovisual. O grupo retrata sua singularidade nas satíricas, que contestam as injustiças do mundo atual. O primeiro trabalho autoral da banda foi intitulado de “Teias”, com 10 canções autorais.

Com trabalhos lançados no canal do Youtube, a banda ganhou destaque no nordeste e participou do festival “Bandas de Garagem”, oportunidade em que dividiu o palco com Marcão, ex- Charlie Brown e Happin Hood.

Para o grupo de Juazeiro do Norte a apresentação no projeto Sesc Sonoridades é oportunidade para mostrar o talento para os conterrâneos caririenses, num show intimista, formando plateias e promovendo a democratização artística.

SERVIÇO
Sesc Sonoridades- Banda Nuverse
Local: Teatro Sesc Adalberto Vamozi (Rua André Cartaxo,443)
Data: 20/4
Horário: 19h30
Informações: (88) 3523.4444
Gratuito

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11:04 · 03.04.2017 / atualizado às 11:04 · 03.04.2017 por

Crato. O teatro é uma ferramenta de inserção social e, no Sesc, integra também as atividades do Trabalho Social com Idosos (TSI), no Crato. Assim, o Grupo de Teatro Raios de Sol, do TSI, apresenta o espetáculo Meu Álbum de Memórias – A Menina Impingenta no Teatro Sesc Adalberto Vamozi na próxima quinta-feira, 6/4. A apresentação acontece às 16h e tem entrada gratuita.

O Grupo Teatral Raios de Sol desenvolveu a montagem em uma oficina de arte e inserção grupal, em conjunto com o pedagogo e educador Luciom Caeira. A peça, que surge da memória dos idosos, apresenta como o sofrimento proporcionado pelo bullying é transformado em um movimento positivo de conquista da autonomia.

SERVIÇO
Meu Álbum de Memórias – “A Menina Impingenta”, do Grupo de Teatro Raios de Sol
Local: Teatro Sesc Adalberto Vamozi – Unidade Crato do Sesc (Rua André Cartaxo, 443)
Data: 6/4
Horário: 16h
Informações: (88) 3523.4444
Gratuito

11:14 · 23.03.2017 / atualizado às 11:14 · 23.03.2017 por

Crato. Com o objetivo de preservar a Folia de Reis e fortalecer o tombamento desta manifestação popular pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN, será realizado entre os dias 24 a 26 de março, neste município, a terceira edição do festival de cultura Canto de Reis.

A programação inicia amanhã, às 15 horas, com um cortejo de abertura que percorrerá o trajeto da Praça da Prefeitura à Praça do Memorial, onde as atividades vão ocorrer. Terreiradas, apresentações musicais e teatrais estarão disponíveis gratuitamente para toda a comunidade caririense até o período da noite.

“O Canto de Reis é um projeto que visa não só a fruição, mas também formação dos grupos de Reisado”, pontua a a idealizadora do evento, Elizabeth Fernandes. Neste ano, os grupos de reisado do Mestre Aldenir e do Mestre Zezinho foram contemplados com oficinas artísticas de dança, teatro, música, além de técnicas de produção cultural. Esse processo pretende estimular uma ressignificação da tradição na atualidade.

Conforme Elizabeth, a grande meta do projeto é trabalhar os grupos de Reisado para que eles possam se manter de forma sustentável, sem necessariamente depender de uma programação cultural, cronograma ou calendário anual da cidade. “O Canto de Reis é mais um espaço que eles podem estar aproveitando para otimizar suas atividades”, completa a produtora cultural.

O encerramento do festival acontecerá no Crato, na Escola de Reisado Mestre Aldenir. Haverá mesa debate sobre os “Caminhos e Saberes da Tradição”, com representantes do IPHAN, Secretaria de Cultura do Estado do Ceará, Secretaria de Cultura do Crato e ONG Beatos. Além de apresentações de reisado destacando a cultura do Cariri em vermelho, azul e amarelo, ao som da zabumba.

Serviço
Canto de Reis – 3ª Edição
Data: 24, 25 e 26 de Março
Local: Praça do Memorial e Escola de Reisado Mestre Aldenir
Mais informações: Betha Produções (88)3155-5949

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