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Tag: Greve


13:10 · 04.07.2018 / atualizado às 13:13 · 04.07.2018 por
65 motoristas aprovaram indicativo de greve. (Fotos: Antonio Rodrigues)

Juazeiro do Norte. Com assembleia realizada na plataforma de embarque do Terminal Rodoviário, 65 motoristas de ônibus que realizam transporte intermunicipal e interestadual aprovaram o indicativo de greve. Até a próxima sexta-feira (06), pode haver uma paralisação geral, que afetará também o deslocamento entre os municípios vizinhos: Crato, Barbalha e Missão Velha.

A categoria reivindica, principalmente, a manutenção de seu salário e de sua jornada de trabalho, que passaria de 44h para 24h semanais, reduzindo a remuneração em mais de 50%. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Transporte Rodoviário de Passageiros Intermunicipal e Interestadual (Sinteti), a greve acontece depois de quase quatro meses de negociações acompanhadas pelo Ministério do Trabalho.

Na última sugestão do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Intermunicipal e Interestadual do Ceará (Sinter Ônibus) teria um reajuste de 3%, aumento de R$ 0,50 no vale-refeição e R$ 10 na cesta básica, mas não houve acordo pela redução da jornada imposta. Os motoristas iniciaram as negociações pedindo aumento de 8%, mas para evitar o travamento no acordo, reduziu o pedido para 4%. Também fixou o valor de R$ 14 no vale refeição e R$ 140 na cesta básica. A jornada permaneceria a mesma.

Segundo o motorista Osvaldo Landim, desde as manifestações no último dia 20 de junho, realizadas em Juazeiro do Norte e Fortaleza, o sindicato patronal ignorou os motoristas e coagiu a categoria a assinar um aditivo em seu contrato. “Esse documento é o que eles querem colocar: a redução da carga horária, o banco de horas, a redução do tempo de descanso. Eles não querem sentar conosco”, garante.

“A gente leva 48, 60 vidas. Qualquer descuido, morre oito, dez vidas. O patrão reduz nosso salário e a gente fica preocupado sem ter o que comer, o que colocar em casa”, lamenta Osvaldo. O motorista acrescenta que o governador Camilo Santana foi procurado para mediar as negociações. “Mandamos ofício e fomos lá. Infelizmente, está dando as costas para os trabalhadores. Não se manifestou em nada”, completa.

Nas próximas 72 horas, os motoristas vão comunicar os órgãos oficiais, como o Ministério do Trabalho, sobre a paralisação. O transporte coletivo, assim como a segurança e saúde, é um serviço essencial. Por isso, os motoristas esperam que, nesse período, haja uma nova negociação.

09:00 · 13.06.2018 / atualizado às 11:10 · 13.06.2018 por
Caso não cumpra decisão, sindicatos serão multados em R$ 5 mil por dia. (Foto: Guto Vital)

Juazeiro do Norte. O Tribunal de Justiça do Estado do Ceará, por meio de liminar, suspende a greve dos servidores municipais. A determinação partiu do desembargador Paulo Airton Albuquerque Filho, que pede a concessão de tutela de urgência, “tendo em vista, especialmente, que se trata de greve geral deflagrada por servidores públicos do Município de Juazeiro do Norte, colocando em risco a prestação de serviços públicos essenciais a toda a população daquela municipalidade”, afirma no documento.

Conforme a decisão, os servidores devem paralisar o movimento grevista imediatamente, no prazo de 24 horas. Do contrário, haverá penalidade de multa diária de R$ 5 mil para o Sindicato dos Servidores Públicos do Município de Juazeiro do Norte (Sinsemjun) e, também, para o Sindicato Regional dos Agentes de Saúde e Agentes de Endemias da Regional XXI (Sindracse), réus na ação.

A greve foi iniciada no último dia 2 de maio, após os servidores decidirem pela paralisação por tempo indeterminado até que o Governo Municipal apresentasse uma proposta de reajuste salarial. O Sinsemjun defende um aumento de 8,32%. A Prefeitura, no entanto apresentou proposta inferior ao que foi pedido pelos trabalhadores.

O Município de Juazeiro do Norte alegou que o movimento paredista é ilegal, pois, a atual diretoria do Sinsemjun não costa nos registros do Cadastro Nacional de Entidades Sindicais (CNES). Além disso, argumenta que não foi respeitado o prazo estipulado para comunicação da paralisação: 72h; não ofereceu o percentual mínimo nos serviços essenciais e da ausência de frustração negocial.
15:10 · 13.09.2017 / atualizado às 16:52 · 13.09.2017 por
Em julho, servidores municipais protestaram em frente à sede da Prefeitura (Foto: Henrique Macedo)

Juazeiro do Norte. O desembargador Paulo Airton Albuquerque Filho, do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), concedeu liminar, na manhã desta quarta-feira (13), que determina a suspensão da greve de servidores das áreas da saúde, educação e segurança de Juazeiro do Norte. A decisão do magistrado foi proferida após as partes não chegarem ao acordo durante audiência de conciliação no Tribunal, em Fortaleza.

O desembargador afirmou que não foi respeitada o artigo 11 da Lei n° 7.783/1989 ,dizendo que “a obrigação de apresentação de plano de atendimento das necessidades essenciais, exatamente para impedir a paralisação absoluta das atividades, impedindo o acesso da população ao serviço público”. Com a medida, o retorno ao trabalho deve ser imediato.

O Município entrou na Justiça com o processo para que fosse considerada ilegal e abusiva a paralisação de profissionais dos seguintes sindicatos: dos Servidores Públicos Municipais (Sisemjun), dos Agentes Comunitários de Saúde e de Combate às Endemias da Regional XXI (Sindracse/XXI), dos Agentes Municipais de Trânsito e Transportes no Ceará (Siatrans) e dos Agentes Municipais de Segurança Pública do Estado (Sindiguardas). O ente público também pediu os descontos nos salários pelos dias não trabalhados.

O Município alegou que o Sisemjun não teria legitimidade para deflagrar greve em nome dos servidores do magistério daquela municipalidade e que os demais sindicatos não teriam comunicado, previamente, a paralisação iniciada no final de julho. A audiência de conciliação foi marcada para esta quarta-feira, no TJCE, com a participação do Ministério Público.

Estiveram presentes, além do subprocurador do Município, Adailton de Oliveira Filho; o chefe de gabinete da Prefeitura, Nildo Rodrigues; o secretário de Administração e Finanças, Evaldo Soares. Além de representantes dos sindicatos citados no processo. As partes não chegaram ao consenso.

Sem o acordo, o desembargador Paulo Albuquerque, que presidiu a sessão, concedeu a liminar. “Configurada, portanto, a probabilidade do direito e o perigo da demora, ante a paralisação dos serviços públicos de natureza essencial ligados notadamente à educação, à saúde e à segurança”, destacou o desembargador. Os envolvidos saíram do Tribunal já intimados sobre a decisão, que também fixa multa diária de R$ 10 mil para cada sindicato, caso não voltem às atividades imediatamente. A contestação deve ser feita em até cinco dias, a partir da data da audiência.

A greve dos servidores municipais já dura mais de dois meses. Os funcionários, conforme o Sindicato, reivindicam reajuste salarial e majoração de gratificações, melhoria de condição de trabalho, realização de concursos públicos e criação de um calendário anual de pagamento salarial. O Sindicato dos Servidores Municipais de Juazeiro do Norte (Sinsemjum) exige reposição da inflação no valor de 6,58%.

 

 

13:35 · 24.07.2017 / atualizado às 14:22 · 24.07.2017 por
Foto: Henrique Macedo

Juazeiro do Norte. Servidores Municipais, em greve desde o início do mês, realizaram na manhã desta segunda-feira (24) um protesto em frente ao prédio da prefeitura, no centro do município. Funcionários de diversos setores carregaram faixas e cartazes, além de tambores e apitos, durante o ato que durou cerca de duas horas e ocorreu de forma pacífica.

 

A categoria reivindica aumento salarial e realização de concurso público. O Sindicato dos Servidores Municipais de Juazeiro do Norte (Sinsemjum) exige reposição da inflação no valor de 6,58%, enquanto o prefeito Arnon Bezerra propôs reajuste de 2,75% a 4,75%. O imbróglio já dura desde o começo do ano, quando o presidente do Sindicato, Marcelo Alves, pôs em prática a principal agenda da categoria, que trata do reajuste salarial.

De acordo com a Secretaria de Administração e Finanças de Juazeiro do Norte (SEAFIN), “está havendo negociações frequentemente com o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Juazeiro do Norte (SISEMJUN)”. Ainda conforme a Seafin, “aconteceu hoje pela manhã reunião entre sindicato e Prefeitura e ainda essa semana haverá outros encontros para ser definido um percentual”. O que for acertado entre as partes será enviado à Câmara dos Vereadores, onde será votado e, depois de aprovado, repassado aos servidores.

“Destaca-se ainda que a pasta tem apresentado propostas de acordo com o que é possível dentro da realidade e das possibilidades salariais do Municipal, para que futuramente a Prefeitura não deixe de honrar com os pagamentos dos servidores e venha a acontecer atrasos. O desejo do Prefeito Arnon Bezerra é que sejam firmados compromissos que possam ser cumpridos”, finalizou a nota oficial enviada ao Diário do Nordeste.

11:00 · 25.01.2017 / atualizado às 23:14 · 24.01.2017 por

Crato. Após 15 meses em greve, os Agentes Comunitários de Saúde decidiram voltar a atender a população durante o turno da manhã em seus respectivos postos. A decisão veio após assembleia realizada na semana passada. À tarde, durante os próximos 45 dias, os agentes irão realizar capacitações nas áreas de dengue, chikungunya, zika vírus, vacinação, E-SUS, PSE, informações sobre os setores da secretaria e seus responsáveis.

De acordo com o Secretário de Saúde do Crato, André Barreto, será apresentado uma nova proposta para a categoria, e, caso seja aceita, o trabalho dos ACS será totalmente normalizado. “Nesse primeiro momento nossa maior preocupação é com o início do período chuvoso com risco do aumento do mosquito Aedes Aegypti. Vamos realizar as capacitações para que eles possam retornar ao trabalho e continuaremos trabalhando juntos para que em breve a situação esteja regularizada”, pontuou o titular da pasta.

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16:55 · 11.01.2017 / atualizado às 17:08 · 11.01.2017 por

greveBarbalha. Servidores municipais da área da saúde desta cidade encerraram hoje, dia 11, a greve iniciada há mais de 630 dias. De acordo com a presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Barbalha (Sindmub), Maria Jacqueline Ferreira de Sá Barreto , a paralisação  de 21 meses “foi a mais longa registrada no país em âmbito municipal”.

Os profissionais reivindicavam reajuste salarial, concurso público e melhores condições de trabalho. “A classe já acumula perda salarial de 130% ao longo dos últimos dez anos”, pontuou a sindicalista. Na manhã desta quarta-feira, os servidores grevistas se reuniram com o prefeito Argemiro Sampaio Neto e, a tarde, durante assembleia, os servidores deliberam pelo fim da greve.

Conquistas
Os servidores em greve conquistaram boa parte das pautas reivindicadas. Ficou acordado aumento de 20% de insalubridade para todas as categorias; 18% de reposição salarial de forma escalonada: 4,5% a cada ano mais o índice inflacionário; criação da lei do PENAC; implantação do anuênio e melhorias das condições de trabalho. Para Jaqueline, a categoria sai vitoriosa.

“Primeiro vale ressaltar que a luta não era apenas por dinheiro. Lutamos e resistimos pelo aumento, mas também por melhores condições de trabalho. O Diário do Nordeste esteve aqui ano passado, visitou vários e vários postos de saúde e viu o quão precário é a situação. Então, após esse longo período de greve, a população de Barbalha será a grande vitoriosa”, explicou Jaqueline.

Efeitos
Ao longo da paralisação, mais de 100 profissionais, entre médicos, dentistas, enfermeiros e técnicos de enfermagem cruzaram os braços em protesto.  Por um ano e nove meses, o atendimento ficou comprometido em todos os 22 Postos de Saúde do município, nas unidades do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), no Centro Materno Infantil e no Serviço de Verificação de Óbitos (SVO).

Neste período, entretanto, os 17 médicos do Programa Mais Médicos, continuaram atendendo normalmente. Já entre enfermeiros, dentistas, atendentes de consultórios e outras oito categorias, 50% do efetivo se mantiveram prestando serviços à sociedade.

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10:15 · 20.12.2016 / atualizado às 10:16 · 20.12.2016 por

Juazeiro do Norte. Os servidores técnico-administrativos em educação da Universidade Federal do Cariri (UFCA) retornam às atividades ontem, dia 19, após encerramento da greve que já durava quase dois meses. A decisão foi tomada durante assembleia realizada no último dia 14, no campus Juazeiro do Norte da UFCA.

Em nota, o coletivo local de greve dos servidores técnico-administrativos da UFCA afirmou que “o movimento paredista esteve alicerçado no descumprimento do acordo de greve estabelecido em 2015 e no posicionamento contra a Proposta de Emenda Constitucional no 55 (PEC 55) apresentada pelo atual governo federal”.

De acordo com os servidores, mesmo diante do forte movimento nacional de combate à PEC 55 e a outras medidas do governo, os servidores técnico-administrativos tinham ciência da dificuldade de barrar a Proposta. “No entanto, compreendia-se a importância de haver posicionamento e resistência, e a greve foi o instrumento encontrado para tal”, acrescenta a nota.

Ainda de acordo com o informe, nos dias de greve, foram realizados debates, assembleias, oficinas, reuniões, visitas aos setores, e houve participação nas atividades organizadas pelos estudantes do Movimento Ocupa UFCA. “Além disso, os técnicos participaram de atos e manifestações nas ruas de Juazeiro do Norte e Brasília, e de sessão popular na Câmara Municipal de Juazeiro do Norte”.

Após o encerramento da greve, os servidores pretendem “dar continuidade às atividades que promovam o diálogo entre estudantes, técnicos, docentes e a comunidade externa, no que concerne às políticas nacionais que afetam o cotidiano da UFCA, pois acreditamos que pensar o mundo é pensar a universidade, e que pensar a universidade é criar um novo paradigma de mundo”.

Os técnico-administrativos estavam de greve desde o dia 1° de novembro, após decisão em assembleia realizada no dia 27 de outubro, no pátio do campus Juazeiro do Norte.

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09:26 · 07.11.2016 / atualizado às 09:26 · 07.11.2016 por

Juazeiro do Norte. Os servidores técnico-administrativos em educação da Universidade Federal do Cariri (UFCA) estão em greve desde a última terça-feira (1º), após decisão em assembleia realizada no dia 27 de outubro, no pátio do campus Juazeiro do Norte.

Na pauta da greve está a luta contra a PEC 241/PEC 55, que altera o regime fiscal do país, congelando os gastos públicos. A PEC 241 foi aprovada pela Câmara dos Deputados e seguiu para o Senado como PEC 55 para votação.

Bibliotecas
Devido à mobilização dos servidores, as bibliotecas estão com horários de funcionamento alterados: as bibliotecas dos campi Juazeiro do Norte e Icó estão fechadas; a biblioteca do campus Barbalha está funcionando apenas no período da manhã; e as bibliotecas dos campi Crato e Brejo Santo estão funcionando normalmente.

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14:30 · 07.10.2016 / atualizado às 14:33 · 07.10.2016 por

filaJuazeiro do Norte. Os transtornos causados pela paralisação das agências bancárias por mais de um mês não se encerraram com o fim da greve, anunciado na noite de ontem, após os bancários aceitaram as propostas da Federação Nacional do Bancos. Clientes deste município tiveram que enfrentar longas filas e alguns caixas eletrônicos bloqueados ou sem dinheiro ao longo desta manhã.

Em uma agência localizada no centro de Juazeiro, a fila dobrou o quarteirão. Os que conseguiram atendimento, reclamaram da superlotação no interior das agências e demora no atendimento. Ansioso pelo fim da greve, o autônomo Bruno Lucas Barreto da Silva, de 37 anos, foi um dos primeiros a chegar na agência do centro, onde foram registrados as maiores filas. Apesar da longa espera, ele afirma ter sido um “mal necessário”.

“Estava há duas semanas esperando o desenrolar de um pedido de empréstimo e com o banco em greve, o processo estava parado e eu sem dinheiro para renovar minha mercadoria. Espero que até o fim do dia eu possa sair daqui com alguma posição concreta e o dinheiro na mão”, torceu.

Fim da paralisação
Ontem, os bancários aceitaram as propostas da Federação Nacional do Bancos, durante assembleia-geral. Com a decisão, bancários de empresas privadas, Banco do Brasil, Banco do Nordeste e Caixa Econômica Federal retomaram as atividades na manhã de hoje, paralisadas desde 6 de setembro.

A Federação Nacional do Bancos ofereceu aos bancários um reajuste de 8% neste ano e abono de R$ 3.500. A proposta também inclui aumento de 10% no vale refeição e no auxílio-creche-babá e de 15%, no vale alimentação. Os bancos também se comprometeram a garantir aumento real de 1% em todos os salários e demais verbas.

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16:39 · 20.09.2016 / atualizado às 16:43 · 20.09.2016 por

2016-09-20-PHOTO-00001547Profissionais da educação municipal de Crato e servidores de várias categorias decidem paralisar as atividades, com greve deflagrada na manhã de hoje. Um dos principais motivos seria os constantes atrasos no pagamento do funcionalismo. Cerca de 500 servidores estiveram presentes na assembleia, no Palácio do Comércio.

As mobilizações na cidade vêm ocorrendo de forma constante. Segundo a presidente do Sindicato dos Servidores da cidade do Crato, Denise Pinheiro, foram esgotadas as formas de negociação e não restou outra alternativa. A greve é por tempo indeterminado. Uma das medidas do Sindicato é pedir o bloqueio das contas da administração para garantir o pagamento dos professores.

Desde que começaram os atrasos no pagamento dos docentes, que eles notificaram o Ministério Público sobre o problema. No próximo dia 22, está marcada uma nova reunião com O Ministério Público Estadual para tratar da questão e avaliar a situação de pagamento do funcionalismo.

Além dos efetivos, os professores temporários também estarão em greve. O direito de greve é assegurado para as condições de participação dessa categoria.

Na última semana, foi realizada reunião junto ao Ministério Público, para que houvesse uma forma de negociação, mas, a administração, conforme a presidente do sindicato, alegou não ter condições de pagar aos professores, já que os recursos não estão sendo suficientes. Além dos docentes, as merendeiras também aderiram à greve.

A decisão da categoria foi praticamente unânime. A assessoria jurídica do sindicato afirma que levará a greve ao conhecimento da gestão, pais e alunos, e isso deverá ocorrer até 72 horas antes da paralisação começar.

O Município alega que os recursos do Fundo de Manutenção do Desenvolvimento da Atenção Básica (Fundeb) não estão sendo suficientes para cobrir a folha de pagamento de todos os servidores da secretaria. Antes, esse valor era compensado com recursos próprios da administração, mas, em função da queda na arrecadação, não houve de onde tirar o complemento salarial.