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Tag: Juazeiro do Norte


10:22 · 19.08.2017 / atualizado às 10:22 · 19.08.2017 por
Camilo Santana participou da solenidade de inauguração da segunda maior ciclovia do Ceará (Fotos André Costa)

Dezessete quilômetros de extensão. Três cidades cortadas. A segunda maior ciclovia do Ceará foi inaugurada neste sábado, data em que é comemorada o dia nacional do Ciclista. A solenidade aconteceu no início da manhã e contou com a presença do Governador do Estado, Camilo Santana (PT). O chefe do executivo destacou que a obra atende uma demanda antiga da população. “É um compromisso meu com o povo do Cariri. O corredor será bem iluminado e contemplará quem fizer o deslocamento entre o Crato, Juazeiro e Barbalha. Além disso, será um estímulo para a prática de atividade física”, disse. Ainda segundo Camilo, os órgãos de trânsito farão constante fiscalização na ciclovia para garantir a segurança dos ciclistas.

Iniciada em abril de 2016, a obra teve investimento total de R$ 2.925.429,43, oriundos do Tesouro Estadual.  Com a conclusão do projeto da Secretaria das Cidades que fora executado pelo Departamento Estadual de Trânsito do Ceará (Detran), o governo objetiva que seja facilitado o descolamento entre estas cidades de pessoas que utilizam a bicicleta como transporte, por lazer ou a trabalho. De acordo com a pasta, quase 500 mil pessoas serão beneficiadas com a nova ciclovia.

A via liga as cidades de Barbalha, Juazeiro do Norte e Crato, no canteiro central da CE 060 e CE 292, conhecidas como Avenidas Leão Sampaio e Padre Cícero, respectivamente. A ciclovia conta com pavimento asfáltico, sinalização vertical e horizontal. A ciclovia do Cariri fica atrás apenas do equipamento em  Fortaleza, na Avenida Whasington Soares, com 30 km de extensão, e ao lado da ciclovia de Sobral, que também 17 km.

457.253 pessoas na região do Cariri serão beneficiadas com a Ciclovia, de acordo com a Secretaria de Cidades do Estado

Ciclofaixa
Os adeptos carirenses a este tipo de transporte já contam, desde o ano de 2015, com uma ciclofaixa, a primeira do interior do Estado. A ciclofaixa de lazer corresponde a um trecho de seis quilômetros da CE-060, na avenida Leão Sampaio, que liga os municípios de Juazeiro do Norte a Barbalha. Aos domingos, os ciclistas ganham uma faixa exclusiva na Rodovia, separada por cones. Estima-se que cerca de 500 pessoas usufruam do espaço todos os domingos.

Mudança
Para João Almeida, vice-presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Juazeiro do Norte e ciclista há seis anos, a ciclovia irá “fomentar o uso desse modal de transporte, expandido seu uso para além do lazer, mas também para transporte”. João lembra que “a ciclofaixa, apesar de importante, é algo pontual, portanto a região já necessitava há muito tempo da criação de uma ciclovia”. Conforme avalia, a estrutura física vai possibilitar maior segurança a quem utiliza a bicicleta, “fazendo assim com que novas pessoas, outrora receosas com a falta de segurança nas avenidas, comecem a praticar o esporte”.

Somente em Juazeiro do Norte, são pelo menos, cinco grandes grupos de ciclistas. Com tanta gente pedalando e, agora, dispondo de equipamentos com ofertam segurança ao ciclista, Almeida acredita que o comércio irá se beneficiar.  A vendedora Valéria Cristine Santiago, que além de praticar ciclismo trabalha numa loja especializada na venda bicicletas, diz que a procura pelas bikes aumentou muito nos últimos anos. “As pessoas compram principalmente para o lazer”, afirma. Para João Almeida, “os lojistas estimam um crescimento nas vendas com a conclusão da ciclovia e a consolidação dessa prática”.

17:40 · 31.07.2017 / atualizado às 22:56 · 31.07.2017 por
Fotos André Costa

Juazeiro do Norte. Um menino de apenas 12 anos de idade morreu soterrado na tarde desta segunda-feira, 31, enquanto trabalhava em um barranco, no conjunto habitacional São Sebastião II, no bairro Betolândia, neste município. De acordo com a moradora Meire Ferreira, o pequeno Patrício José Lima Moreira estava “escavando o barro com outras três crianças” quando a terra desmourou e soterrou o jovem.

Com pás e enxadas, populares tentaram socorrer o garoto. O Corpo de Bombeiros e equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foram acionados, no entanto, Patrício não resistiu aos ferimentos. De acordo com os moradores, era normal as crianças retirarem o barro para terraplenar o quintal das residências do conjunto Minha Casa Minha Vida. A tia do garoto, Cícera Lorena de Sousa Lima, confirmou que o jovem estava trabalhando na hora do acidente.

“A mãe dele não queria que ele trabalhasse, mas ele dizia que estava fazendo esse serviço para juntar dinheiro e comprar um celular bom. Era o sonho dele”, disse Lorena. Para cada dia trabalho, os garotos recebiam entre R$ 20 e R$ 25. O serviço era contratado pelos próprios moradores do conjunto.

O filho de 15 anos da servidora pública Cristiane de Sousa estava junto a Patrício, também fazendo a escavação do barro. Conforme conta, “vários garotos faziam esse serviço na comunidade”. “Para ser sincera, nunca vi nenhum perigo. Ninguém achava que pudesse causar uma tragédia desse tamanho. Mas infelizmente aconteceu. Fica de lição. Meu filho não irá mais para esse barranco”, disse Cristiane.

O barro em que Patrício estava retirando, desde a manhã de domingo (30), serviria para aterrar a área externa da casa vizinha aonde o garoto morava há apenas dois meses. “Nos mudamos em junho, a mãe dele ainda estava organizando as coisas da casa. Até por isso ele ainda não estava estudando, minha irmã estava em busca de um colégio aqui próximo”, completa Cícera Lorena. Patrício era o filho mais velho de Josélia Silva Nascimento Lima. Ele tinha uma irmã, de dez anos, e um irmão, de cinco.

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13:35 · 24.07.2017 / atualizado às 14:22 · 24.07.2017 por
Foto: Henrique Macedo

Juazeiro do Norte. Servidores Municipais, em greve desde o início do mês, realizaram na manhã desta segunda-feira (24) um protesto em frente ao prédio da prefeitura, no centro do município. Funcionários de diversos setores carregaram faixas e cartazes, além de tambores e apitos, durante o ato que durou cerca de duas horas e ocorreu de forma pacífica.

 

A categoria reivindica aumento salarial e realização de concurso público. O Sindicato dos Servidores Municipais de Juazeiro do Norte (Sinsemjum) exige reposição da inflação no valor de 6,58%, enquanto o prefeito Arnon Bezerra propôs reajuste de 2,75% a 4,75%. O imbróglio já dura desde o começo do ano, quando o presidente do Sindicato, Marcelo Alves, pôs em prática a principal agenda da categoria, que trata do reajuste salarial.

De acordo com a Secretaria de Administração e Finanças de Juazeiro do Norte (SEAFIN), “está havendo negociações frequentemente com o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Juazeiro do Norte (SISEMJUN)”. Ainda conforme a Seafin, “aconteceu hoje pela manhã reunião entre sindicato e Prefeitura e ainda essa semana haverá outros encontros para ser definido um percentual”. O que for acertado entre as partes será enviado à Câmara dos Vereadores, onde será votado e, depois de aprovado, repassado aos servidores.

“Destaca-se ainda que a pasta tem apresentado propostas de acordo com o que é possível dentro da realidade e das possibilidades salariais do Municipal, para que futuramente a Prefeitura não deixe de honrar com os pagamentos dos servidores e venha a acontecer atrasos. O desejo do Prefeito Arnon Bezerra é que sejam firmados compromissos que possam ser cumpridos”, finalizou a nota oficial enviada ao Diário do Nordeste.

10:11 · 23.07.2017 / atualizado às 10:40 · 23.07.2017 por
Foto: VcRepórter

Juazeiro do Norte. Uma mulher de 69 anos de idade e seus dois filhos, morreram na noite deste sábado (22), em uma grave acidente de trânsito, no cruzamento das Avenidas Deputado Duarte Júnior com Virgílio Távora, bairro Aeroporto, neste Município, a 490 quilômetros de Fortaleza. Segundo testemunhas, o acidente teria sido ocasionado após um suposto “racha” entre dois veículos.

De acordo com a Polícia, a aposentada Maria Angelita da Silva, e sua filha, a professora Socorro Lucilene Marques Silva, 41 anos, tiveram morte imediata. Ambas ficaram presas às ferragens. Elas seguiam num veículo Gol, de placas HVD-2798, que era conduzido pelo segundo filha de Angelita, o jovem Gleyson Wesleu Soares Rocha. Ele foi socorrido por um equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ao Hospital Regional do Cariri (HRC), no entanto, não resistiu aos ferimentos e morreu antes mesmo de ingressar no centro cirurgico.

O trio teria sido atingido por um veículo Passat Villace, de placas BRL-9761 (inscrição de Natal-RN), que trafegava pela Avenida em alta velocidade, num suposto “racha” – corrida ilícita praticada em áreas urbanas, também conhecida popularmente como “pega”. O condutor, que ainda não teve seu nome divulgado, está internado, em estado grave.

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09:08 · 19.07.2017 / atualizado às 09:08 · 19.07.2017 por
Vaquejada em Juazeiro do Norte movimentou mais de R$ 1 milhão (Fotos André Costa)

Juazeiro do Norte. Arenas lotadas, premiações milionárias e competidores que podem ganhar até R$ 150 mil vencendo uma única prova, muitos deles tratados como celebridades. A primeira vista, o cenário desenhado pode remeter ao futebol, mas o esporte em questão, já considerado paixão nacional, é a vaquejada. Com ganho de força nas últimas duas décadas, a vaquejada, presente com força sobretudo na região do Nordeste, passou a ser “uma mina de dinheiro”. No entanto, para alcançar a glória e acumular cifras, é preciso muita transpiração.

Anonimato a fama
Para eles o dia começa bem antes de surgirem os primeiros raios de sol. A jornada até chegarem nos grandiosos eventos, que envolvem premiações suntuosas, é árdua e mobiliza uma cadeia de inúmeros profissionais. Do surgimento da vaquejada, entre os séculos XVII e XVIII, até os dias atuais, muita coisa mudou. Do tímido público restrito aos sítios e fazendas, sobretudo no Nordeste, região onde o esporte ganhou força, às arenas lotadas, com públicos que se equiparam as grandes partidas de futebol.

Em Juazeiro do Norte, na região do Cairiri cearense, a história de vida de alguns vaqueiros se confunde com a vaqueja. Gilson Sampaio, de 39 anos, nascido em uma família humilde, cresceu na roça, de onde surgiu, ainda na adolescência, a paixão por cavalos e bois. Sem estudo, ele se dedicou a cuidar de animais caros, cujo preço de mercado pode chegar até R$ 1 milhão. Após quase um década como tratador, o vaqueiro entrou no mundo das vaquejadas. Junto ao esporte, Gilson viu a vida prosperar.

Gilson, um vaqueiro de “incontáveis” vitórias

Campeões
Passados mais de 20 anos desde sua primeira disputa, Gilson hoje é conhecido no meio, e considerado um dos vaqueiros mais experientes do Ceará. “Perdi as conta de quantas vaquejadas fui campeão”, diz ele. Dentre as conquistas, Gilson acumula dois carros, várias motos, e inúmeras premiações em dinheiro. Ele não está só. A cidade hoje atrai os olhares dos grandes eventos. Juazeiro orgulha-se de ter alguns dos melhores vaqueiros do Estado. Ao lado de Gilson, está Davi. Nascido em uma família abastada, o estudante de medicina herdou o amor do pai, Daíta, pela vaquejada. Hoje divide a rotina de estudo, com o prazer pelo esporte.

Davi e Gilson são amigos. O primeiro é proprietário do Haras em que Gilson cresceu e hoje trabalha. O segundo, serve de inspiração para o “patrão”. Ambos, acumulam premiações Brasil a fora. No último evento realizado no Cariri, encerrado há duas semanas, o prêmio ficou em casa. Davi Rolin foi o vencedor de uma das três categorias da 41ª Vaquejada de Juazeiro do Norte, que teve duração de quatro dias e foi considerada, por organizadores e participantes, “sucesso de público e premiação”. Foram R$ 200 mil em prêmios. O evento reuniu mais de 100 mil pessoas e teve quase duas mil senhas vendias, o que representa mais uma estimativa de 600 vaqueiros.

Cifras milionárias
O negócio é lucrativo. São milhões movimentados todos os anos, em mais de 600 eventos, de acordo com a Associação Nacional de Vaquejadas (ANV). Há mais de 40 anos atuando no mundo das vaquejadas, Daíta Rolim Rocha, confirma, o esporte é, de fato, uma mina de ouro. “Não podemos falar em vaquejada e pensar apenas nos eventos, no dia das disputas. Vai muito além disso. São milhares de pessoas envolvidas para organizar uma vaquejada e outras centenas para cuidar dos cavalos, por exemplo. É um esporte que emprega milhões de pessoas e movimenta diversas cadeias da economia”, avalia.

Arenas Brasil a fora ficam lotadas durante os grandes evento (Foto da festa em Barreto: Felipe Albertoni)

Carlos André Ferreira da Cunha, organizador de eventos de vaquejada acrescenta que o fomento na economia de onde a festa está sendo realizada é significativo. “Tratadores de animais, vaqueiros, pessoal de curral, locutores, vendedores ambulantes, vendedores de arreios, as bandas que animam as festas entre vários outros. São várias pessoas e setores envolvidos”, disse. Entre exposições, as corrida em si, os shows e muitos outros negócios que vão desde a compra e venda de animais, a vaquejada de Juazeiro movimentou mais de R$ 1 milhão, afirma André. No Ceará, além de Juazeiro, destacam-se as vaquejadas de Fortaleza, Aquiraz, Brejo Santo, Farias Brito, Missão Velha, Itapebussu e Jaguaribe.

Quarto-de-milha: os melhores
Somente em sua fazenda, no Haras Davi, em Juazeiro do Norte, são mais de 100 animais, 20 deles cavalos já prontos para correrem nas vaquejadas. Todos da raça quarto-de-milha, a mais utilizada para a prática do esporte. “É uma raça de muita explosão. Atinge altas velocidades em um curto espaço. Além disso, é muito dócil”, explica o veterinário Vinícius Tenório Máximo, 26.

O preço de cada cavalo, segundo Daíta, pode variar entre R$ 10 mil até um milhão de reais. “Depende da linhagem, de quantos torneios já ganhou, tudo isso interfere no preço do cavalo”, conta. Para cuidar de um único equino corredor, são demandados, conforme explica Rolin, cerca de três profissionais. “Temos o tratador, vaqueiro, veterinário”, pontua.

Catatau cuida, há oito anos, de cavalos que podem custar até um milhão de reais

Renato Pereira, conhecido como Catatau, é um dos responsáveis por cuidar dos equinos no Haras Davi. No meio há oito anos, ele conta que a vaquejada transformou sua vida. “Se não fosse a vaquejada, não saberia como sustentar minha família”. Entre os planos futuros, acrescenta, está seguir os passos de Gilson. “Também corro vaquejada, ainda não categoria amadora, diferente do Gilson que é profissional e vive exclusivamente disso, mas espero um dia evoluir e passar a ser um bom vaqueiro”, conclui.

Temor da proibição
Tratadores, criadores, vaqueiros, comerciantes e organizadores de eventos. Todos temem a proibição definitiva da vaquejada. A avaliação entre eles é consensual: “Se acabar, milhões de pessoas vão perder o emprego. Uma infinidade de famílias vão ficar sem o sustento”, afirma Daíta. Para o comércio, segundo atesta o empresário iguatuense Jair Victor de Souza, 42, “seria devastador”. Com loja especializada em suplementos agrícolas e estabelecida em Iguatu, na região Centro-Sul do Estado, Jair detalha que durante o imbróglio do Supremo Tribunal Federal (STF), iniciado no ano passado, as vendas caíram consideravelmente.

“Não se trata só da ração. Aliás, a alimentação é apenas uma pequena parte do que é consumido por esses animais de alta performance. Existem os equipamentos de corrida, tanto para os vaqueiros, quanto para os animais; suplementação, remédios e tantas outras coisas que, caso fosse proibido a vaquejada, teriam o fluxo de vendas reduzidas quase a zero. Ou seja, seria um impacto muito grande para o Brasil”, relata Jair, que também é criador. Segundo ele, por mês, cada animal pode custar aos criadores em média de R$ 1 mil.

Vaquejada impacta, diretamente, em diversos setores da economia

Para Vinícius Tenório, além do impacto econômico, tem a questão da destinação desses cavalos “O que seria feito com esse animais?”, questiona. “A gente sabe que acabando a vaquejada, os bois continuaram sendo abatidos nos matadouros e nada mudaria. Agora e os cavalos? O que seriam feitos? Criar, arcar com o investimento mensal altíssimo para deixá-los parados nas fazendas? Muitos criadores e fazendeiro não iriam fazer isso, eles destinariam, provavelmente, o local onde os cavalos ficam, para criação de gado e os cavalos acabariam parando nas ruas. Isso sim é maltrato”, pondera o veterinário.

“Se a vaquejada fosse realmente proibida seria uma perda muito significativa, aumentaria ainda mais o número de desempregados no nosso pais. Vaqueiro é um profissional e além dele várias outras pessoas que acompanham o evento como: tratadores, locutores, vendedores, comerciantes e toda uma gama de profissionais que acompanham as vaquejadas e que dependem delas para sobreviverem”, adverte Carlos André.

Sofrimento e maus tratos
Em outubro do ano passado, quando decidiu derrubar a lei que regulamentava a vaquejada no Estado do Ceará, ministros do STF consideram que a atividade impõe sofrimento aos animais e, portanto, fere princípios constitucionais de preservação do meio ambiente. A justificativa é amplamente rechaçada por quem vive no meio.

Cavalos passam por rigoroso tratamento e recuperação após as provas
Cavalos passam por rigoroso tratamento e recuperação após as provas

“Não existe isso. Nos últimos anos o esporte avançou bastante. Há um rígido controle tanto com os bois, que agora têm os rabos protegidos e não sofrem qualquer maltrato, quanto com os animais, que passam por cuidados específicos após cada vaquejada”, detalha Máximo.

O tratador Catatau pondera que, após as corridas, os cavalos passam por uma triagem. “Os mais cansados, recebem aplicação de soro e compressas de gelo, além de receberem repouso especial”, pontua. “Tratamos como se fossemos nossos filhos, por isso investimentos tanto dinheiro e tempo de nossas vidas nesses equinos”, finaliza Daíta.

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08:51 · 10.07.2017 / atualizado às 08:51 · 10.07.2017 por
Foto André Costa41ª Vaquejada de Juazeiro do Norte encerra com recorde de inscritos

Uma das maiores vaquejadas dos últimos anos, em Juazeiro do Norte, foi encerrada neste domingo, com recorde de inscritos. Cerca 2 mil participantes fizeram parte da 41ª Vaquejada do Município. O evento contou com vaqueiros de todo o Brasil e foi aberto oficialmente na sexta-feira, com bênção na Basílica Santuário de Nossa Senhora das Dores e Cavalgada com mais de 3 mil cavaleiros, do Centro ao Parque de Eventos Padre Cícero. O espaço foi totalmente recuperado, para receber o grande evento, com competições desde a última quinta-feira. Ontem, o Prefeito Arnon Bezerra, e o Governador do Estado, Camilo Santana, encerraram a Vaquejada, destacando o sucesso dos festejos.

Os shows realizados desde a última sexta-feira, tiveram um público de mais de 40 mil pessoas. Vaqueiros como Celso Vitório e Júnior Latécio, de renome nacional, participaram do evento. Para Daíta Rocha, membro da equipe de organização, o evento foi muito além do que a organização esperava. “Estamos resgatando a vaquejada no Brasil inteiro. É a cultura nordestina. Superou a nossa expectativa, ressaltou.

O Governador afirmou estar surpreso com grandiosidade da vaquejada. “Estou impressionado com o nível de organização, a quantidade de pessoas que está participando desta vaquejada. O grande objetivo do Prefeito Arnon Bezerra é resgatar esta tradicional festa que é a vaquejada de Juazeiro e em seu primeiro mandato ele já conseguiu retomar este grande evento, superando as expectativas”, disse.

A vaquejada hoje é Patrimônio Cultural Brasileiro e é desejo do Poder Público de Juazeiro do Norte aumentar as proporções do evento, nos próximos anos. “Estamos cumprindo com o nosso trabalho. Fico feliz com o apoio da população. A gente tem feito de tudo, diante das limitações, das dificuldades, transformando gastos em investimentos e proporcionando alegria para a população”, afirmou o Prefeito Arnon Bezerra.

Além da tradicional derrubada de boi, o Parque de Eventos recebeu artistas regionais e nacionais como Felipão, Forró do GG, Carlinhos Baby, Arreio de Ouro e Bonde do Brasil. No encerramento, domingo ,09, também esteve presente o Vice-prefeito, Giovanni Sampaio, e outras autoridades.

09:01 · 04.07.2017 / atualizado às 09:01 · 04.07.2017 por

Será iniciada no próximo dia 6, a 41ª Vaquejada de Juazeiro do Norte. A Vaquejada será realizada no Parque de Eventos Padre Cícero, com shows gratuitos e abertos ao público todas as noites. O público previsto até 9 de julho é de 40 mil pessoas, no espaço. A tradição de mais de quatro décadas faz do evento um dos maiores do interior do Estado do Ceará.

O parque passo por recuperação, com melhoria da pista, pintura, além da estrutura da área onde acontece a vaquejada. A área de acesso ao Parque foi inteiramente renovada, com asfaltamento e sinalização. Além desse trabalho, como forma de deixar a área do parque mais receptiva ao público, foi realizada melhoria paisagística do local.

Programação
A programação da manhã de sábado, 7, seguindo a tradição, será com uma missa na Basílica Santuário de Nossa Senhora das Dores, às 8 horas, e a presença dos participantes do evento, ocorrendo em seguida o cortejo com os vaqueiros pelas principais ruas do Centro de Juazeiro do Norte até o Parque de Vaquejada.

Os shows musicais serão à noite. No dia 7, se apresentam as bandas Bonde do Brasil, Carlinhos Baby, Giulliam Monte e Fábio Carneirinho; no dia 8, serão realizados os shows dos cantores Felipão, Erika Diniz, Ranieri e Forró do GG. O último dia de festa no Parque de Eventos, será com as apresentações das bandas Arreio de Ouro, Namoro Novo, John John e Luquinhas Barão.

10:19 · 03.07.2017 / atualizado às 10:19 · 03.07.2017 por

A partir de julho, os interessados podem participar do programa de apadrinhamento de crianças e adolescentes acolhidas no abrigo de Juazeiro do Norte, programa idealizado pela Defensoria Pública do Ceará e instituído pela Justiça Estadual, por meio de portaria que regulamentou três tipo de apadrinhamento: afetivo, financeiro e de prestação de serviço.

O programa de apadrinhamento surgiu para atender a um público específico dos abrigos, onde estão crianças e adolescente que, para serem protegidas, precisaram ser segregadas da família biológica, ou, ainda, que se encontravam em situação de abandono. De acordo com a defensora pública de Juazeiro do Norte, Ramylle Maria de Almeida Holanda, atualmente 17 crianças estão no único abrigo da cidade e, apesar de nem todas estarem aptas para adoção, podem participar do programa.

“O Programa vai possibilitar que a sociedade possa se engajar e contribuir para garantir a todas essas crianças uma vida melhor, facilitado o acesso aos serviços e o atendimento das demandas particulares de cada um deles. Na modalidade do apadrinhamento afetivo, atenderá a crianças acima de sete anos, com problemas de saúde grave ou grupo de irmãos, público considerado de difícil adoção, propiciando que tenham referencial de afeto por meio do apadrinhamento. O padrinho não adota o afilhado, mas poderá oferecer amor, cuidado e laços de afeto”, destacou.

Com a nova medida em Juazeiro do Norte, pode-se, ainda, estabelecer parcerias com empresas, profissionais das mais diversas áreas, escolas, cursos, faculdades e pessoas físicas que desejem prestar auxílio financeiro, de bens ou serviços a casa de acolhimento. “Apostamos no potencial do programa para possibilitar a essas crianças e adolescentes a construção de vínculos fora da instituição em que vivem e melhorar a qualidade de vida deles durante o período em que estiverem acolhidos”, destaca Ramylle.

O programa foi elaborado após dois anos de pesquisas nas unidades de acolhimento de Fortaleza em parceria com a equipe multidisciplinar atuantes nas unidades e em fevereiro de 2016 instituído na capital. Com isso, os possíveis padrinhos passaram a ser conduzidos pelo Setor de Procedimentos Administrativos do Juizado da Infância e Juventude, cuja equipe técnica fica responsável pela gestão dos procedimentos administrativos necessários. Em Juazeiro do Norte, seguindo o exemplo de Fortaleza, o programa será acompanhado pela 2 Vara Civel (com competência para Infância) por meio de uma equipe técnica nomeada.

RESOLUÇÃO nº 13/2015
A Resolução nº 13/2015 normatiza os critérios de inscrição para os programas de apadrinhamentos afetivo, financeiro e para prestação de serviços. Além disso, define as atividades, os perfis dos voluntários à função de padrinho, entre outras, padronizando os programas de apadrinhamento. Visa também estimular a adoção de crianças e adolescentes que se encontram há longo tempo em situação de acolhimento institucional, em especial as chamadas “adoções tardias”, de grupos de irmãos e de crianças e adolescentes com problemas de saúde.

FORMAS DE APADRINHAMENTO
AFETIVO – criado para incentivar a manutenção de vínculos afetivos, ampliando as oportunidades de convivência familiar e comunitária. Nesse caso, o voluntário pode visitar o apadrinhado na unidade de acolhimento, levá-lo para passear, passar fins de semana, férias escolares (por período não superior a sete dias), entre outras ações lazer.
FINANCEIRO – consiste em contribuir economicamente para atender as necessidades do acolhido, sem criar necessariamente vínculos afetivos. Ele poderá custear os estudos do apadrinhado, atividades extracurriculares, tratamentos de saúde, além de poder presentear o jovem com livros, vestimentos e outros bens.
PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS – é realizado por profissional liberal ou pessoa jurídica que poderá executar, junto à instituição de acolhimento, cursos direcionados ao público infantojuvenil, custear atividades diversas que garantam acesso à dignidade dos acolhidos, além de colaborar com serviços inerentes às atividades do voluntário de acordo com sua qualificação técnica profission

10:17 · 03.07.2017 / atualizado às 10:17 · 03.07.2017 por

O Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), através da 2ª Promotoria de Justiça Auxiliar da Comarca de Juazeiro do Norte, vem, por meio desta, esclarecer que está impossibilitado de atuar como mediador nas negociações para acordo que diz respeito ao pagamento de 60% do valor do precatório do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

O impedimento se deve ao fato do recurso se encontrar bloqueado devido à decisão liminar do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) em ação ajuizada pelo Sindicato dos Professores e Servidores da Educação e Cultura do Estado e Municípios do Ceará (Sindicato APEOC), cujo recurso foi incluído em pauta para julgamento no dia 6 de julho de 2017. Uma vez que não houve desistência da ação do Sindicato APEOC que tramita na Justiça Federal, onde o Ministério Público Estadual não pode atuar, as Promotorias de Justiça de Juazeiro do Norte não podem mais dar continuidade à mediação do acordo. O MPCE pontua ainda que, além da ação na Justiça Federal, de forma incompreensível e em afronta às regras do Direito Processual, o Sindicato APEOC também ajuizou ação na 2ª Vara Cível da Justiça Estadual, ou seja, há duas ações ajuizadas pela mesma entidade com o mesmo objeto em órgãos distintos do Poder Judiciário, apesar dos professores municipais de Juazeiro do Norte não a reconhecerem como legítima representante dos seus interesses.

Como não foi possível finalizar o acordo que estava sendo mediado pelo MPCE, cabe ao órgão continuar firme na atuação de sua atribuição de fiscalizar irregularidades, apurar a prática de atos de improbidade e eventuais condutas criminais, por se tratar de uma verba pública que passou a integrar o patrimônio municipal com interesse dos profissionais incumbidos de prestar o serviço de educação à população.

O Ministério Público de Juazeiro do Norte lembra que obteve, junto à 3ª Vara Cível de Juazeiro do Norte, o bloqueio de outros R$ 18.206.559,85, de recursos da educação, que seriam pagos ao escritório Ferraz & Oliveira Advogados Associados. Apesar do contrato mencionar que a contratação de profissionais da advocacia ter decorrido de inexigibilidade de licitação, foi constatado que, na verdade, tratou-se de contratação direta e indevida, configurando verdadeira contratação particular, sem previsão de cláusulas obrigatórias típicas de contratos públicos, em que os órgãos de fiscalização não tiveram conhecimento oportunamente da existência do contrato.

Entenda o caso

O Ministério Público instaurou um Inquérito Civil Público com o objetivo de apurar possíveis irregularidades no pagamento do percentual de 60% do valor do Precatório do Fundeb, pelo fato da Prefeitura de Juazeiro do Norte ter celebrado, em setembro de 2016, um acordo para repassar ao Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Juazeiro do Norte (SISEMJUN) o valor aproximado de R$ 60.000.000,00 para ser rateado pela entidade com os profissionais do magistério.

Foi expedida, então, uma recomendação pelos promotores de Justiça Francisco das Chagas da Silva e José Silderlândio Nascimento ao prefeito do Município, Arnon Bezerra, para não transferir a sindicatos ou outras associações de natureza privada qualquer quantia do valor do precatório relacionado ao Fundeb, devido ao fato deles não terem legitimidade para receber o recurso e, se a transferência fosse concretizada, o Município cometeria ato de improbidade administrativa, defendendo o MPCE que o pagamento deveria ocorrer diretamente aos professores, que são os legítimos credores.

O prefeito respondeu afirmando que daria integral cumprimento aos termos da recomendação e foi realizada uma audiência pública em que foram ouvidos o SISMEMJUN, a Câmara de vereadores, o Sindicato APEOC, os professores, o prefeito Arnon Bezerra, a secretária Municipal de Educação, tendo sido formada uma comissão para analisar os critérios que seriam utilizados para pagamento do percentual de 60% do precatório aos professores.

Em outra audiência realizada no dia 31 de maio, o SISEMJUN apresentou uma proposta para que metade do percentual fosse pago aos professores de 2001 a 2006 e a outra parte aos profissionais do magistério em atividade no período de janeiro de 2007 a novembro de 2016, comprometendo-se a desistir da ação judicial em andamento na 3ª Vara Cível da Comarca de Juazeiro do Norte, em que pleiteia a execução do acordo considerado irregular, o que já fora cumprido pelo Sindicato dos Professores do Município de Juazeiro do Norte.

10:16 · 03.07.2017 / atualizado às 10:16 · 03.07.2017 por

Juazeiro do Norte. A Secretaria de Saúde deste Município reiniciou os serviços do Centro de Especialidades Odontológicas – CEO. O equipamento atende pacientes que precisam de atendimento especializado, e também encaminha algumas demandas para o CEO Regional. O trabalho, que estava paralisado há alguns meses, retorna para atender a população com novo fluxo de marcação.

No momento, estão disponíveis as especialidades de Prótese, Periodontia (tratamento de gengivas), e endodontia (tratamento de canal), mas outras especialidades também estarão disponíveis em breve.

Para ter acesso ao atendimento, os pacientes devem levar a guia de referência do dentista da Unidade Básica de Saúde, juntamente com a cópia do Cartão SUS, e outros documentos pessoais, bem como o comprovante de residência.

O CEO funciona das 7hs às 18hs, de segunda-feira à sexta-feira, e atende à população em serviços especializados. Em caso de urgências, os pacientes devem buscar a Unidade de Pronto Atendimento – UPA.