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Tag: saúde


15:36 · 15.06.2017 / atualizado às 15:36 · 15.06.2017 por

Com objetivo de reduzir o número de pessoas que aguardam na fila de espera por uma cirurgia, a prefeitura de Juazeiro do Norte deu início a uma série de procedimentos cirúrgicos. Cirurgias ortopédicas, vasculares, urológicas, otorrinolaringológicas e de cataratas serão realizadas em diversos hospital do Crajubar.

As cirurgias de catarata serão realizadas em diversas clínicas de oftalmologia credenciadas ao Sistema Único de Saúde – SUS, em Juazeiro do Norte. Os outros procedimentos cirúrgicos serão feitos no Hospital São Raimundo, no Município do Crato, e no Hospital São Vicente, em Barbalha. Ao todo, mais de 1.300 pessoas aguardam na fila.

A Secretaria de Saúde já possui os dados dos pacientes que aguardam pelos procedimentos e entrará em contato para encaminhá-los para as consultas e exames pré-operatórios. A prioridade neste primeiro momento é para aqueles que esperam há algum tempo e para os casos urgentes.

10:04 · 31.05.2017 / atualizado às 10:04 · 31.05.2017 por

Crato. Foram liberados, neste Município, procedimentos de média e alta complexidade, entre eles, atendimento oncológico, consultas gastropediátricas; neurologia clínica; solicitação de tomografia infantil e para adulto; exame de cintilografia; eco cardiograma e cateterismo.

De acordo com a Supervisora do Transporte Fora Domicílio (TFD), Kênia Figueiredo, quando é solicitado o transporte de um paciente para um hospital em outra localidade, e sendo este com uma quilometragem acima de 50km, o município se responsabiliza, assim, quando a demanda chega ao setor do TFD, é prontamente atendida. Chegando à unidade hospitalar, o paciente inicia o seu tratamento e o acompanhante é conduzido a uma casa de apoio, onde terá hospedagem e alimentação.

A enfermeira Kênia explica que O Tratamento Fora de Domicílio – TFD, instituído é um instrumento legal que visa garantir, através do SUS, tratamento médico a pacientes portadores de doenças não tratáveis no município de origem por falta de condições técnicas. Assim, o TFD consiste em um auxílio ao paciente, e em alguns casos, também ao acompanhante, encaminhados por ordem médica à unidades de saúde de outra localidade quando esgotados todos os meios de tratamento na localidade de residência.

“Destina-se a pacientes que necessitem de assistência médico-hospitalar cujo procedimento seja considerado de alta e média complexidade eletiva” ,destaca.

09:10 · 23.05.2017 / atualizado às 09:10 · 23.05.2017 por

A Campanha Nacional de vacinação contra a Influenza termina na próxima sexta-feira, 26, em todo o país, depois de mais de 30 dias de mobilização para imunizar a população que faz parte do grupo prioritário (idosos, gestantes, puérperas, crianças de seis meses a cinco anos, trabalhadores da saúde e professores da rede pública e privada). Em Juazeiro do Norte, a expectativa é vacinar 65 mil pessoas.

Porém, a população ainda não aderiu completamente à campanha. Mesmo com a realização do Dia D de vacinação, que aconteceu no último dia 13 de maio, no Município juazeirense apenas 55,8% do grupo prioritário compareceu às unidades para garantir a vacina. Faltando menos de uma semana para o término da campanha, o quantitativo de doses distribuídas preocupa a Secretaria de Saúde de Juazeiro do Norte.

A vacina está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde do Município, e também nas salas de vacina do Hospital Maria Amélia e Policlínica Tasso Jereissati. Durante a campanha, a coordenação de imunização também realizou vacinação em alguns pontos estratégicos, como o Centro de Referência do Idoso – CRI, e o Cariri Garden Shopping.

Segundo a Coordenadora de Imunização, Márcia Rejane, é importante que as pessoas não deixem para vacinar de última hora, para evitar grandes filas. Outro ponto importante ressaltado por ela é o fato de que a vacina não estará disponível após o término da campanha. “Ela só é enviada para o Município durante esse período, uma vez por ano”, afirmou.

A vacina contra a Influenza protege contra três subtipos do vírus (H1N1, H3N2 e Influenza B) e segundo o Ministério da Saúde, é considerada uma das medidas mais eficazes na prevenção de complicações e casos graves de gripe, podendo reduzir entre 32% e 45% o número de hospitalizações por pneumonias e de 395 a 75% a mortalidade por complicações da influenza.

17:23 · 16.05.2017 / atualizado às 17:23 · 16.05.2017 por

Juazeiro do Norte. Realizado no último sábado (13), o dia D de Vacinação contra a Influenza ficou distante de atingir a meta estipulada pelo Município, que era imunizar cerca de 60 mil pessoas. Apenas 16% do público que faz parte do grupo prioritário (pessoas a partir de 60 anos, crianças de seis meses a cinco anos, puérperas, gestantes, professores da rede pública e privada, e pessoas com doenças crônicas) se vacinaram no sábado.

Somado aos 25% que já tinham tomado a vacina entre os dias 19 abril a 12 maio, o total de juazeirenses imunizados dentro do grupo prioritário chegou a apenas 41%, o que representa pouco mais de 26 mil pessoas. De acordo com a Coordenadora de Imunização da Secretaria de Saúde de Juazeiro do Norte, Márcia Rejane, é importante que a comunidade tenha consciência da importância da vacina contra a Influenza, que imuniza contra três vírus diferentes (H1N1, H3N2 e Influenza).

“Esse vírus é de fácil transmissão, sobretudo entre as pessoas do grupo prioritário. Por isso a importância de se vacinar. Há, por parte de algumas pessoas, o receio de que ao tomar a vacina eles vão gripar. Isso não é regra, mas caso aconteça, é uma gripe de menor intensidade e a vacina impede justamente que futuras gripes se desenvolvam para uma pneumonia. Portanto, é importante destacar que a campanha é segura e já ocorre há 19 anos”, explica a coordenadora.

Ainda conforme Rejane, todas as Unidades Básicas de Saúde, e as salas de vacina do Hospital Infantil Maria Amélia, Policlínica Tasso Jereissati e Centro de Dermatologia, dispõem de vacinas. “Somente com a população buscando os Postos de Atendimento, será possível ter mais pessoas protegidas contra a doença, o que garante mais saúde e qualidade de vida”, acrescenta. A Campanha continua até o dia 26 de maio, após essa data, a população não disporá mais da vacina. “Só recebemos uma vez por ano, por isso faço o apelo para que as pessoas busquem as unidades de saúde o quanto antes”, finaliza.

16:29 · 10.04.2017 / atualizado às 16:29 · 10.04.2017 por
Fotos André Costa

Juazeiro do Norte. “As dificuldades encontradas em nosso município servem de estimulo. Não quero que a cidade seja vista ou tratada com uma coitadinha. Para os nossos problemas, vamos buscar soluções e não lamentos”. Foi com essa análise que o prefeito deste município, Arnon Bezerra, fez um balanço dos cem dias da sua gestão.

Durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta segunda-feira, dia 10, no auditório do Centro de Referência de Saúde do Trabalhador (Cerest), o gestor municipal apresentou as ações já realizadas nos primeiros três meses de governo e anunciou as diretrizes para o futuro de Juazeiro.

Durante o evento, que contou com a presença de vereadores, secretários e comunidade civil, foi apresentado a nova logomarca e slogan da gestão: “Juazeiro do Norte, cidade de Fé e Trabalho”, com tracejados de figuras que lembram, por exemplo, o desenvolvimento vertical da construção civil e a religiosidade na figura do Padre Cícero.

 

No início de sua explanação, Arnon Bezerra destacou o “trabalho exaustivo de todas as secretarias para se adequar ao novo modelo de gestão” e pontuou algumas ações consideradas mais urgentes, como a recuperação da malha viária da cidade, limpeza,  revitalização e paisagismo de logradouros públicos, e o aumento nos atendimentos de saúde. “Em três meses mais de 32 mil consultas médicas foram realizadas”, pontuou.

Arnon citou os bairros Novo Juazeiro e Lagoa Seca como principais pontos a receberem, em breve, um robusto investimento para o sistema de drenagem dessas regiões. “Quando chove, várias ruas ficam alagadas. Já estamos fazendo um estudo para iniciar as obras. O valor é alto, cerca de R$ 35 milhões ao todo, então, vamos começar por partes. O importante é iniciar”, disse.

Arnon garantiu também empenho para instalação do aterro sanitário em conformidade com a lei da política nacional de resíduos sólidos. Mostrou-se inclinado a dialogar com os professores afim de resolver o problema do pagamentos dos precatórios do FUNDEF e afirmou que o turismo religioso de Juazeiro do Norte terá atenção especial. “Nossa intenção é fazer com que o Centro de Apoio aos Romeiros funcione de fato, de modo que possa atender os fieis”, pontuou.

No setor econômico, o gestor destacou que a principal luta será a criação de postos de empregos, para impulsionar os demais setores da cidade e dando, assim, incremento no capital do município. Como alternativa, Arnon citou parceiras com os setores públicos e privados de outros centros e até outros países. Na educação, o prefeito mostrou-se preocupado com as péssimas avaliações do SPAECE, mas, em contrapartida, disse ter “certeza da melhoria no setor”.

“Juazeiro dispões de ótimos professores, os salários não são ruins, os alunos são assíduos e, ainda assim, a cidade foi a última colocada no Estado. Então, é preciso uma análise mais profunda para identificar o problema. Recentemente, fechamos uma parceria com a Fundação Lemann e, dentre outras ações, temos certeza que o município sairá dessa incomoda posição”. Na avaliação do prefeito da cidade que conta com 29 mil analfabetos, a educação deve receber atenção especial, pois é o propulsor de desenvolvimento de qualquer região.

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14:16 · 05.04.2017 / atualizado às 14:17 · 05.04.2017 por

Barbalha. Enfrentando graves problemas financeiros há meses, os maiores hospitais deste município, referência para mais de 60 cidades do Ceará e Estados vizinhos, vão receber, juntos, R$ 11 milhões para ampliar e qualificar os serviços de média e alta complexidade oferecidos por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) no Hospital Maternidade São Vicente de Paulo e no Hospital do Cariri.

De acordo com o Mistério da Saúde, as duas unidades de saúde, poderão utilizar os recursos nos atendimentos de pacientes que necessitam de tratamentos oncológicos e/ou cardiológicos, especialidades das respectivas unidades. “Essa medida certamente vai fazer com que as unidades atendam com sua capacidade máxima, com a qualidade de referência que possuem e com um fôlego financeiro maior”, ponderou o ministro da Saúde, Ricardo Barros. A portaria que libera os recursos está disponível no Diário Oficial da União (D.O.U).

Aporte
Nos últimos seis anos, conforme informou o Ministério, houve crescimento superior a 46% nos repasses federais para o município de Barbalha, passando de R$ 44,2 milhões para R$ 64,7 milhões. Este ano, entre janeiro e março, já foram enviados R$ 18,9 milhões. Nos primeiros 300 dias da gestão do ministro Ricardo Barros foram adotadas medidas para otimizar os gastos públicos, que levaram a uma eficiência econômica de R$ 2,9 bilhões, plenamente revertida para o atendimento da população com habilitação ou qualificação de novos serviços e unidades para a saúde pública do país.

Fique por dentro
Em dezembro de 2016, o município de Barbalha recebeu R$ 4,23 milhões/ano para reforçar os atendimentos na rede de Urgência e Emergência do Hospital Maternidade São Vicente de Paulo e R$ 893,8 mil para o Hospital do Coração de Cariri, com foco nos serviços e procedimentos de terapia nutricional enteral e parenteral e Unidade de Terapia Intensiva Coronariana oferecidos pela instituição. Outros R$ 4,7 milhões/ano foram incorporados ao teto MAC do município com habilitações específicas.

O aporte financeiro será liberado imediatamente e incorporado ao Limite Financeiro de Média e Alta Complexidade (Teto Mac) do município, que terá os R$ 11 milhões incorporados, incrementando o orçamento mensal de Barbalha. O dinheiro será administrado e enviado conforme as necessidades dos hospitais pela gestão local.

Crise e Redução
De acordo com o secretário-executivo do Hospital Maternidade São Vicente de Paulo (HMSVP), Antônio Ernani de Freitas, desde agosto passado o hospital não recebe a verba de R$ 250 mil do SUS. O não repasse do valor por parte do Ministério da Saúde gerou uma dívida de R$ 1,5 milhão que afetou diretamente diversos setores do Hospital, conforme relata.

“Estamos operando há meses acima do nosso teto. Isso é, atendemos mais pacientes do que recebemos verba para tal. Ao longo dos meses, isso acarretou grandes prejuízos. Estamos em atraso com fornecedores de medicamentos e alimentos, os médicos estão sem receber desde dezembro e a situação só piora”, descreve.

O efeito da crise financeira foi a redução nos atendimentos do pronto socorro e em outros setores, como na radioterapia, onde há uma fila de pacientes para serem atendidos. Essas pessoas estão esperando para morrer. É uma situação grave”, pontuou Ernani. No final de março, a unidade encerrou o Centro Oncológico Infantil. A decisão, segundo a direção, foi pautada exclusivamente pela crise financeira. “Encerrado como medida de contenção de gastos, necessário à nossa recuperação financeira e manutenção dos serviços”, dizia a notificação que fora entregue à Prefeitura, ao Ministério Público Federal, à Coordenadoria Regional de Saúde do Ceará e à Central de Regulação do Estado.

Com a medida, o Centro deixa de receber novos pacientes e, os que já são atendidos, serão encaminhados de forma gradativa aos hospitais da capital cearense. Após o anúncio da injeção de dinheiro, o hospital ainda não se manisfestou se a verba será suficiente para normalizar todos os atendimentos limitados ou encerrados.

Déficit
No Hospital do Coração, a situação é igualmente preocupante. O teto de atendimento está fixado em R$ 272 mil, valor inferior à ampla demanda da unidade. Segundo o diretor de projetos, Egberto Santos, o hospital tem operado com déficit mensal de R$ 90 mil. “Esse valor seria ainda maior caso não tivéssemos freado um pouco os atendimentos. Portanto, o acumulo é grande. Mais de R$ 2 milhões sem receber. O ideal seria recebermos o dobro desse teto. Vale frisar que esses três hospitais são referência de atendimento”.

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14:54 · 31.03.2017 / atualizado às 14:56 · 31.03.2017 por
Eunício Oliveira anunciou a liberação de R$ 10,9 milhões para as três unidades de saúde (Foto Henrique Macedo)

Barbalha. Os três maiores hospitais deste município, referência para mais de 60 cidades do Ceará e Estados vizinhos, que enfrentam uma grave crise financeira há meses, devem receber, juntos, aporte superior a R$ 10 milhões, conforme anunciou na manhã desta sexta-feira (31), o senador Eunício Oliveira (PMDB). A informação foi repassada pelo presidente do Congresso Nacional durante uma manifestação realizada por populares, funcionários e diretores das três unidades de saúde, que percorreu as principais ruas da cidade.

De acordo com Eunício, o Hospital do Coração do Cariri, Hospital São Vicente de Paulo e Hospital Santo Antônio, receberão R$ 10,9 milhões, destinados em R$ 10,472 milhões para serviços de oncologia e R$ 519 mil para cardiologia. Segundo explicou, esses recursos federais são valores liberados de forma extraordinária, devido às dificuldades enfrentadas pelos hospitais.

“Fui procurado em Brasília pelo prefeito Argemiro, pela irmã Rosa e pelos diretores das unidades, que informaram das dificuldades e da possibilidade inclusive de fechamento. Fui ao presidente Michel Temer, que determinou ao Ministério da Saúde o pronto atendimento da demanda. Agora, vidas serão salvas com esses recursos, que não são muitos, mas que serão providenciais para o atendimento da população de toda a região”, declarou Eunício.

Crise
De acordo com o secretário-executivo do Hospital Maternidade São Vicente de Paulo (HMSVP), Antônio Ernani de Freitas, desde agosto passado o hospital não recebe a verba de R$ 250 mil do SUS. O não repasse do valor por parte do Ministério da Saúde gerou uma dívida de R$ 1,5 milhão que afetou diretamente diversos setores do Hospital, conforme relata. “Estamos operando há meses acima do nosso teto. Isso é, atendemos mais pacientes do que recebemos verba para tal. Ao longo dos meses, isso acarretou grandes prejuízos. Estamos em atraso com fornecedores de medicamentos e alimentos, os médicos estão sem receber desde dezembro e a situação só piora”, descreve.

O efeito da crise financeira foi a redução nos atendimentos do pronto socorro e em outros setores, como na radioterapia, onde há uma fila de pacientes para serem atendidos. Essas pessoas estão esperando para morrer. É uma situação grave”, pontuou Ernani. No Hospital do Coração, a situação é igualmente preocupante. O teto de atendimento está fixado em R$ 272 mil, valor inferior à ampla demanda da unidade. Segundo o diretor de projetos, Egberto Santos, o hospital tem operado com déficit mensal de R$ 90 mil. “Esse valor seria ainda maior caso não tivéssemos freado um pouco os atendimentos. Portanto, o acumulo é grande. Mais de R$ 2 milhões sem receber. O ideal seria recebermos o dobro desse teto. Vale frisar que esses três hospitais são referência de atendimento”.

Dentre as três unidades, o Hospital Santo Antônio é o que apresenta um quadro menos crítico, apesar de também ter baixa destinação de recursos. De acordo com os diretores dos hospitais, que juntos atendem 1.500 pessoas por dia, “há dez anos não há reajuste na tabela de repasse dos SUS”.

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10:59 · 23.03.2017 / atualizado às 10:59 · 23.03.2017 por

Juazeiro do Norte. Boa parte de um dos bairros mais populosos deste município está atualmente sem profissionais médicos. Os mais de dez mil habitantes que residem no bairro São José contam apenas com dois Postos de Saúde e, segundo a população, “eles não conseguem atender a ampla demanda”. De acordo com a moradora Ana Paula Monteiro Martins, além da falta de médicos em nove ruas do bairro, “os PSF’s necessitam de melhor infraestrutura. Em um dos Postos a sala de prevenção está com o teto praticamente comprometido”, denuncia.

Ana Paula conta que “há bastante tempo a população sofre com falta de profissionais” e acrescenta dizendo que o bairro está desassistida pela Equipe de Saúde da Família. “Aqui são muitos idosos, hipertensos, diabéticos, pacientes reumáticos, gestantes, portadores de necessidades especiais e crianças. Estes pacientes ficam à margem sem sequer poder solicitar prescrição dos seus medicamentos ou realizar consultas rotineiras. Não temos sequer um Agente Comunitário de Saúde”, critica ao avaliar que um “pequeno problema de saúde acaba se agravando por falta de atendimento hábil e adequado”.

A assessoria da Secretaria de Saúde do município informou que o bairro fazia parte do que antes era chamada “área descoberta”, “justamente porque não havia população suficiente para abertura de uma Equipe de Estratégia da Família – ESF”. Conforme a pasta, “atualmente, a população do local é atendida por uma equipe do Programa agente comunitários de saúde (PACS) que possui um enfermeiro, um agente administrativo, um técnico de enfermagem e cinco agentes de saúde”.

Após o processo de territorialização no município, que já está sendo realizado, segundo a assessoria, “serão solicitadas novas equipes ESF ao Ministério da Saúde, uma delas para a área descrita, que já possui população suficiente para tal”.

A Secretaria de Saúde informou ainda que está em busca de um profissional médico para compor a equipe dessa localidade “e que aceite trabalhar 40 horas semanais, uma exigência da gestão”. “Enquanto a situação não é solucionada, os moradores devem se dirigir ao Posto de Saúde da Família 10 (mesmo bairro), onde fica a equipe PACS. A agente administrativa e a enfermeira avaliam o caso, e se for necessário, o paciente será encaminhado ao Serviço de Atendimento Médico Especializado – SAME, que funciona na Policlínica Tasso Jereissati (antigo Hospital Estefânia)”.

Quanto a estrutura física, a Secretaria de Saúde diz já ter feito levantamento de quais os reparos e reformas precisam ser realizados em todas as unidades de saúde, “além de aquisição de equipamentos e materiais para atender as necessidades da comunidade, que serão adquiridos com urgência”.

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14:59 · 14.03.2017 / atualizado às 15:00 · 14.03.2017 por

Juazeiro do Norte. A Coordenação de Atenção Especializada inicia hoje,14, a realização de cirurgias gerais eletivas que estavam na fila de espera. Os procedimentos serão realizados no Hospital Maternidade São Lucas, e o objetivo é atingir o resultado de cerca de 80 cirurgias por mês, reduzindo, ao máximo, ou até zerando essa fila.

Inicialmente, são três médicos realizando atendimento pré-cirúrgico, avaliando os pacientes e exames, e operando. Quando o paciente está com toda a documentação e relação de exames regularizada, já sai do atendimento com a data da cirurgia marcada.

De acordo com o coordenador do setor, Lucimilton Macedo, segundo os próprios pacientes, a maioria deles já estava na fila de espera há pelo menos um ano. Neste momento inicial, estão sendo priorizados aqueles que já estão com a documentação regularizada. Quem não se encontra nesta situação, está sendo chamado através do setor responsável para atualização dos exames e documentos. Para isso, foi feita uma espécie de triagem, identificando os pacientes com demanda reprimida.

Através da realização dessas cirurgias, a Secretaria de Saúde espera acabar com a demanda reprimida de cirurgias eletivas até o mês de dezembro. Os procedimentos que não são necessariamente realizados por médicos especialistas, como retirada de hérnias, vesículas, tumores superficiais, entre outros, são os que serão realizados a partir desta terça-feira.

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09:47 · 23.02.2017 / atualizado às 10:03 · 23.02.2017 por
Hospital São Vicente limitou o atendimento (Foto André Costa)

Juazeiro do Norte. Há uma semana, o Hospital Regional do Cariri recebeu certificação de qualidade, exclusiva para instituições de saúde, de nível III. Concedido a menos de 25 unidades de saúde de todo o país, o título da Organização Nacional de Acreditação (ONA) homologa requisitos de segurança e gestão integrada até o nível de excelência gerencial. No entanto, apesar da importante certificação, o quadro da saúda da região do Cariri passa por um momento delicado.

Os três hospitais de Barbalha, que juntos atendem cerca de 1.500 pacientes por dia, estão “com dificuldades financeiras”, conforme afirmaram os diretores do Hospital Maternidade São Vicente de Paulo (HMSVP), Hospital do Coração do Cariri e o Hospital Maternidade Santo Antônio. As três unidades referências para mais de 60 municípios do Ceará e Estados vizinhos passam por uma grave crise financeira há, pelo menos, sete meses. “Estamos mendigando, pedindo esmola para conseguir atender a população do Cariri”, afirma o secretário-executivo HMSVP, Antônio Ernani de Freitas.

Juntos, os Hospitais do Coração e São Vicente, acumulam prejuízos milionários pelo não repasse do Ministério da Saúde. A dívida já ultrapassa a ordem dos R$ 3 milhões. “Desde agosto passado o hospital não recebe uma verba de R$ 250 mil do SUS”, diz Ernani. “Estamos operando há meses acima do nosso teto. Isso é, atendemos mais pacientes do que recebemos verba para tal”, acrescenta. Para tentar frear os prejuízos acumulados aos longos dos meses, a direção do hospital limitou, desde a semana passada, os atendimentos.

“Quando ultrapassarem o teto financeiro, o HMSVP para de atender, infelizmente”, pontuou o diretor. Desde o início do mês, o pronto socorro do hospital só está atendendo urgência e emergência, os demais casos estão sendo encaminhados para os PSFs. Já no Hospital do Coração, o teto de atendimento que está fixado em R$ 272 mil, é superado com facilidade. “O hospital tem operado com déficit mensal de R$ 90 mil”, afirma o diretor de projetos Egberto Santos, ao afirmar que o prejuízo chega supera a casa dos R$ 2 milhões. A unidade também estuda a possibilidade de suspender o atendimento a partir de março.

Com a limitação nos atendimentos destas unidades, o HRC, criado para o atendimento terciário, referência em traumatologia e em Acidente Vascular Cerebral (AVC), acaba sofrendo desvio de finalidade, conforme fora identificado durante inspeção realizada por defensores públicos integrantes do Grupo de Trabalho da Saúde da Defensoria Pública do Ceará.

Camilo Santana recebeu a certificação de qualidade do HRC
Segundo Damito Robson Xavier, coordenador da emergência do HRC, atualmente há um “inchaço na demanda”, cujo recursos da unidade não estão suportando. “Antes do HRC, na rede pública, só havia unidade de AVC em Fortaleza, no Hospital Geral. É distante demais, cerca de seis horas via ambulância, e o tempo para evitar sequelas em pacientes que moram no Cariri é de até quatro horas e meia. Então, se o paciente estiver com os primeiros sintomas em qualquer unidade de saúde da região, eles mandam para o HRC. Mas chegou ao ponto de mandarem todos os tipos de demanda, que muitas vezes poderiam ser resolvidas em posto de saúde ou nas UPA’s”, explica.
O diretor de Gestão e Atendimento do Hospital, Bergson de Brito, lembra que “boa parte dos atendimentos eletivos ficaram sacrificados porque os leitos recentes estão sendo consumidos pela nossa emergência”. Desta forma, com a crise vivida nos hospitais da cidade vizinha, o inchaço na demanda pode ser acentuada na unidade que, desde 2011, já realizou 2.944.030 atendimentos.
Acreditação
Em 2014, o HRC iniciou o processo de avaliação externa, no qual a ONA conferiu a certificação de Acreditado Pleno – Nível 2. Com isso, o HRC tornou-se o primeiro hospital público do interior do estado com emergência e mais de 200 leitos das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do País a ser acreditado pleno. Dois anos depois, no processo de recertificação, a ONA atesta o amadurecimento do trabalho realizado por toda a equipe de gestão, colaboradores, além de prestadores de serviços e fornecedores, e desta vez o HRC recebeu o título de Acreditado com Excelência – Nível III.
Acreditação Hospitalar é uma certificação de qualidade, exclusiva para instituições de Saúde. O Sistema de Acreditação é uma metodologia reconhecida pelo Ministério da Saúde e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), sendo concedida pela Organização Nacional de Acreditação. Esta certificação tem o objetivo de comprovar a segurança no gerenciamento de processos, tanto assistenciais como administrativos, reforçando a credibilidade, a confiança e a sustentabilidade da instituição, visando sempre a uma assistência segura e de qualidade para população.
Saiba Mais
Primeiro hospital público terciário construído no interior do Ceará, o HRC atende 1,4 milhão de habitantes dos 45 municípios da macrorregião do Cariri. Com 324 leitos, o HRC tem cobertura 24h para Urgência e Emergência e é referência em traumatologia e em Acidente Vascular Cerebral (AVC). Foram realizadas ainda 49.646 internações e 38.881 cirurgias no hospital, que também faz a captação de órgãos e tecidos para transplante desde junho de 2012.
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