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Tag: saúde


10:59 · 23.03.2017 / atualizado às 10:59 · 23.03.2017 por

Juazeiro do Norte. Boa parte de um dos bairros mais populosos deste município está atualmente sem profissionais médicos. Os mais de dez mil habitantes que residem no bairro São José contam apenas com dois Postos de Saúde e, segundo a população, “eles não conseguem atender a ampla demanda”. De acordo com a moradora Ana Paula Monteiro Martins, além da falta de médicos em nove ruas do bairro, “os PSF’s necessitam de melhor infraestrutura. Em um dos Postos a sala de prevenção está com o teto praticamente comprometido”, denuncia.

Ana Paula conta que “há bastante tempo a população sofre com falta de profissionais” e acrescenta dizendo que o bairro está desassistida pela Equipe de Saúde da Família. “Aqui são muitos idosos, hipertensos, diabéticos, pacientes reumáticos, gestantes, portadores de necessidades especiais e crianças. Estes pacientes ficam à margem sem sequer poder solicitar prescrição dos seus medicamentos ou realizar consultas rotineiras. Não temos sequer um Agente Comunitário de Saúde”, critica ao avaliar que um “pequeno problema de saúde acaba se agravando por falta de atendimento hábil e adequado”.

A assessoria da Secretaria de Saúde do município informou que o bairro fazia parte do que antes era chamada “área descoberta”, “justamente porque não havia população suficiente para abertura de uma Equipe de Estratégia da Família – ESF”. Conforme a pasta, “atualmente, a população do local é atendida por uma equipe do Programa agente comunitários de saúde (PACS) que possui um enfermeiro, um agente administrativo, um técnico de enfermagem e cinco agentes de saúde”.

Após o processo de territorialização no município, que já está sendo realizado, segundo a assessoria, “serão solicitadas novas equipes ESF ao Ministério da Saúde, uma delas para a área descrita, que já possui população suficiente para tal”.

A Secretaria de Saúde informou ainda que está em busca de um profissional médico para compor a equipe dessa localidade “e que aceite trabalhar 40 horas semanais, uma exigência da gestão”. “Enquanto a situação não é solucionada, os moradores devem se dirigir ao Posto de Saúde da Família 10 (mesmo bairro), onde fica a equipe PACS. A agente administrativa e a enfermeira avaliam o caso, e se for necessário, o paciente será encaminhado ao Serviço de Atendimento Médico Especializado – SAME, que funciona na Policlínica Tasso Jereissati (antigo Hospital Estefânia)”.

Quanto a estrutura física, a Secretaria de Saúde diz já ter feito levantamento de quais os reparos e reformas precisam ser realizados em todas as unidades de saúde, “além de aquisição de equipamentos e materiais para atender as necessidades da comunidade, que serão adquiridos com urgência”.

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14:59 · 14.03.2017 / atualizado às 15:00 · 14.03.2017 por

Juazeiro do Norte. A Coordenação de Atenção Especializada inicia hoje,14, a realização de cirurgias gerais eletivas que estavam na fila de espera. Os procedimentos serão realizados no Hospital Maternidade São Lucas, e o objetivo é atingir o resultado de cerca de 80 cirurgias por mês, reduzindo, ao máximo, ou até zerando essa fila.

Inicialmente, são três médicos realizando atendimento pré-cirúrgico, avaliando os pacientes e exames, e operando. Quando o paciente está com toda a documentação e relação de exames regularizada, já sai do atendimento com a data da cirurgia marcada.

De acordo com o coordenador do setor, Lucimilton Macedo, segundo os próprios pacientes, a maioria deles já estava na fila de espera há pelo menos um ano. Neste momento inicial, estão sendo priorizados aqueles que já estão com a documentação regularizada. Quem não se encontra nesta situação, está sendo chamado através do setor responsável para atualização dos exames e documentos. Para isso, foi feita uma espécie de triagem, identificando os pacientes com demanda reprimida.

Através da realização dessas cirurgias, a Secretaria de Saúde espera acabar com a demanda reprimida de cirurgias eletivas até o mês de dezembro. Os procedimentos que não são necessariamente realizados por médicos especialistas, como retirada de hérnias, vesículas, tumores superficiais, entre outros, são os que serão realizados a partir desta terça-feira.

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09:47 · 23.02.2017 / atualizado às 10:03 · 23.02.2017 por
Hospital São Vicente limitou o atendimento (Foto André Costa)

Juazeiro do Norte. Há uma semana, o Hospital Regional do Cariri recebeu certificação de qualidade, exclusiva para instituições de saúde, de nível III. Concedido a menos de 25 unidades de saúde de todo o país, o título da Organização Nacional de Acreditação (ONA) homologa requisitos de segurança e gestão integrada até o nível de excelência gerencial. No entanto, apesar da importante certificação, o quadro da saúda da região do Cariri passa por um momento delicado.

Os três hospitais de Barbalha, que juntos atendem cerca de 1.500 pacientes por dia, estão “com dificuldades financeiras”, conforme afirmaram os diretores do Hospital Maternidade São Vicente de Paulo (HMSVP), Hospital do Coração do Cariri e o Hospital Maternidade Santo Antônio. As três unidades referências para mais de 60 municípios do Ceará e Estados vizinhos passam por uma grave crise financeira há, pelo menos, sete meses. “Estamos mendigando, pedindo esmola para conseguir atender a população do Cariri”, afirma o secretário-executivo HMSVP, Antônio Ernani de Freitas.

Juntos, os Hospitais do Coração e São Vicente, acumulam prejuízos milionários pelo não repasse do Ministério da Saúde. A dívida já ultrapassa a ordem dos R$ 3 milhões. “Desde agosto passado o hospital não recebe uma verba de R$ 250 mil do SUS”, diz Ernani. “Estamos operando há meses acima do nosso teto. Isso é, atendemos mais pacientes do que recebemos verba para tal”, acrescenta. Para tentar frear os prejuízos acumulados aos longos dos meses, a direção do hospital limitou, desde a semana passada, os atendimentos.

“Quando ultrapassarem o teto financeiro, o HMSVP para de atender, infelizmente”, pontuou o diretor. Desde o início do mês, o pronto socorro do hospital só está atendendo urgência e emergência, os demais casos estão sendo encaminhados para os PSFs. Já no Hospital do Coração, o teto de atendimento que está fixado em R$ 272 mil, é superado com facilidade. “O hospital tem operado com déficit mensal de R$ 90 mil”, afirma o diretor de projetos Egberto Santos, ao afirmar que o prejuízo chega supera a casa dos R$ 2 milhões. A unidade também estuda a possibilidade de suspender o atendimento a partir de março.

Com a limitação nos atendimentos destas unidades, o HRC, criado para o atendimento terciário, referência em traumatologia e em Acidente Vascular Cerebral (AVC), acaba sofrendo desvio de finalidade, conforme fora identificado durante inspeção realizada por defensores públicos integrantes do Grupo de Trabalho da Saúde da Defensoria Pública do Ceará.

Camilo Santana recebeu a certificação de qualidade do HRC
Segundo Damito Robson Xavier, coordenador da emergência do HRC, atualmente há um “inchaço na demanda”, cujo recursos da unidade não estão suportando. “Antes do HRC, na rede pública, só havia unidade de AVC em Fortaleza, no Hospital Geral. É distante demais, cerca de seis horas via ambulância, e o tempo para evitar sequelas em pacientes que moram no Cariri é de até quatro horas e meia. Então, se o paciente estiver com os primeiros sintomas em qualquer unidade de saúde da região, eles mandam para o HRC. Mas chegou ao ponto de mandarem todos os tipos de demanda, que muitas vezes poderiam ser resolvidas em posto de saúde ou nas UPA’s”, explica.
O diretor de Gestão e Atendimento do Hospital, Bergson de Brito, lembra que “boa parte dos atendimentos eletivos ficaram sacrificados porque os leitos recentes estão sendo consumidos pela nossa emergência”. Desta forma, com a crise vivida nos hospitais da cidade vizinha, o inchaço na demanda pode ser acentuada na unidade que, desde 2011, já realizou 2.944.030 atendimentos.
Acreditação
Em 2014, o HRC iniciou o processo de avaliação externa, no qual a ONA conferiu a certificação de Acreditado Pleno – Nível 2. Com isso, o HRC tornou-se o primeiro hospital público do interior do estado com emergência e mais de 200 leitos das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do País a ser acreditado pleno. Dois anos depois, no processo de recertificação, a ONA atesta o amadurecimento do trabalho realizado por toda a equipe de gestão, colaboradores, além de prestadores de serviços e fornecedores, e desta vez o HRC recebeu o título de Acreditado com Excelência – Nível III.
Acreditação Hospitalar é uma certificação de qualidade, exclusiva para instituições de Saúde. O Sistema de Acreditação é uma metodologia reconhecida pelo Ministério da Saúde e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), sendo concedida pela Organização Nacional de Acreditação. Esta certificação tem o objetivo de comprovar a segurança no gerenciamento de processos, tanto assistenciais como administrativos, reforçando a credibilidade, a confiança e a sustentabilidade da instituição, visando sempre a uma assistência segura e de qualidade para população.
Saiba Mais
Primeiro hospital público terciário construído no interior do Ceará, o HRC atende 1,4 milhão de habitantes dos 45 municípios da macrorregião do Cariri. Com 324 leitos, o HRC tem cobertura 24h para Urgência e Emergência e é referência em traumatologia e em Acidente Vascular Cerebral (AVC). Foram realizadas ainda 49.646 internações e 38.881 cirurgias no hospital, que também faz a captação de órgãos e tecidos para transplante desde junho de 2012.
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15:18 · 13.02.2017 / atualizado às 15:18 · 13.02.2017 por

O único hospital terciário da macrorregião do Cariri está passando por desvio de finalidade e cortes no orçamento. Esta foi a percepção que defensores públicos integrantes do Grupo de Trabalho da Saúde da Defensoria Pública do Ceará tiveram durante inspeção no Hospital Regional do Cariri, em Juazeiro do Norte, na última sexta-feira, dia 10 de fevereiro.

O Hospital, prestes a completar 6 anos de funcionamento, recebe a população de 45 municípios da região em busca de qualquer tipo de atendimento médico, mesmo tendo sido criado para atender pacientes com AVC e fornecer assistência em trauma.

“Antes do Hospital Regional do Cariri, na rede pública, só havia unidade de AVC em Fortaleza, no Hospital Geral. É distante demais, cerca de seis horas via ambulância, e o tempo para evitar sequelas em pacientes que moram no Cariri é de até quatro horas e meia. Então, se o paciente estiver com os primeiros sintomas em qualquer unidade de saúde da região, eles mandam pra cá. Mas aí chegou ao ponto de mandarem todos os tipos de demanda, que muitas vezes poderiam ser resolvidas em posto de saúde ou nas UPA’s. Dessa forma, o recurso não comporta. Além disso, os outros municípios menores não fazem o que têm que fazer, e mandam para cá. Então, incha. Não tem como. Era inevitável que isso um dia acontecesse”, destaca preocupado o coordenador da emergência do Hospital, Damito Robson Xavier.

O diretor de Gestão e Atendimento do Hospital, Bergson de Brito, confirma que a unidade terciária tem sofrido desvio de função. “Boa parte dos atendimentos eletivos ficaram sacrificados porque os leitos recentes estão sendo consumidos pela nossa emergência. Temos uma perspectiva muito ruim para o ano 2017 em termos financeiros, porque o Brasil inteiro está sofrendo com os cortes econômicos do Governo e, com o Estado, não seria diferente. Então, enquanto ainda não é publicado no Diário Oficial, temos uma estimativa de que seja reduzido o nosso orçamento entre 10 a 15% e já estamos preocupados em saber como vamos fazer. A gente vive com o temor de que algo seja cortado no orçamento para o ano 2017 e estamos direcionando os nossos esforços para aquele paciente que é mais urgente em condição crítica de saúde, que clama por uma urgência”, explica.

Diante da dificuldade de atendimento na unidade, diariamente, a defensora pública Ramylle Maria de Almeida Holanda atende casos de pessoas residentes na região do Cariri que recorrem à Justiça para ter acesso à saúde. “As ações mais comuns que atendemos são de pessoas que solicitam por medicamentos, exames e cirurgias ortopédicas. Recentemente, recebemos a informação de que não estão sendo feitas cirurgias eletivas no Hospital Regional e que a unidade estaria apenas realizando as cirurgias de urgência e emergência. Dessa forma, muitos que estão na fila de espera não conseguem nem mais ter a reparação da lesão devido a demora do atendimento. Então, a inspeção também é voltada para identificar quais são os problemas para o hospital não estar funcionando da forma que ele foi pensado inicialmente, quais são os gargalos e quais as razões de tudo isso estar chegando nas portas da Defensoria Pública”, destaca.

Esta foi a sétima unidade hospitalar a receber a visita dos defensores públicos com o objetivo de conhecer a realidade da unidade hospitalar, diagnosticar os problemas e encaminhar possíveis soluções. O órgão já realizou inspeções nas seguintes unidades: Hospital Geral de Fortaleza (HGF); Hospital Geral César Cals; Hospital e Maternidade Dra. Zilda Arns Neumann, conhecido como Hospital da Mulher, todos localizados na capital; além de unidades no interior do Estado: Hospital Regional de Iguatu, localizado na região Centro-Sul do Estado; o Hospital Regional do Sertão Central, em Quixeramobim; e o Hospital Municipal Abelardo Gadelha da Rocha, em Caucaia. Após Juazeiro do Norte, outro município do Ceará terá a unidade hospitalar inspecionada.

De acordo com a defensora pública Silvana Matos Feitoza, integrante do GT, “este primeiro momento de inspeções faz parte de um esforço concentrado para solução de conflitos entre usuários e o sistema de saúde. É uma oportunidade também que estamos tendo para conhecer de perto as unidades, suas rotinas e os problemas. Após esta fase, todas as informações colhidas constarão em um relatório feito pelo GT e apresentado em uma audiência pública sobre a temática, quando serão dadas as recomendações às autoridades responsáveis pelos hospitais visitados e, se for o caso, ajuizar ações contra o Estado e o município”, destacou Silvana.

Saiba mais
O Grupo de Trabalho da Saúde da Defensoria Pública do Ceará foi criado em junho de 2016 com defensores públicos preocupados com a crescente demanda de judicialização da saúde, tanto na capital como nas comarcas do interior. As demandas da área de saúde continuam sendo as campeãs na busca por atendimento jurídico na Defensoria Pública. Diariamente cerca de 20 novos pedidos chegam ao Núcleo de Defesa da Saúde (Nudesa), que integra o Núcleo Central de Atendimento do órgão, principal porta para quem busca acesso à justiça gratuita em Fortaleza. Durante o ano de 2016, o Nudesa contabilizou 5.667 atuações.

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10:55 · 13.02.2017 / atualizado às 11:31 · 13.02.2017 por

Juazeiro do Norte. A retração econômica somada à ineficiência administrativa de vários gestores municipais impactou diretamente, nos últimos meses, no pagamento dos servidores. A saúde, tido como um dos setores mais importantes ao lado da educação e segurança, foi uma das áreas mais afetadas. Em pelo menos 33 cidades cearenses, as prefeituras estão em atraso com os pagamentos dos médicos, de acordo com levantamento do Sindicato dos Médicos do Estado do Ceará.

Juazeiro do Norte, a maior cidade do interior cearense, integra essa lista. Nessa semana, o Sindicato estampou o nome do município junto com outros cinco que também estão em débito com os médicos em um outdoor na Avenida Padre Cícero, uma das mais movimentadas do Cariri, região que possui seis cidades ao todo na lista de devedores.

No entanto, a Secretaria de Saúde do Município informou ao Diário do Nordeste que os “profissionais do Programa de Saúde da Família tiveram seus débitos quitados no final de dezembro passado”. Já os médicos plantonistas em unidades de saúde como os Hospitais Maria Amélia e Tasso Ribeiro Jereissati, conhecido como Estefânia Rocha Lima, terão seus vencimentos quitados até a próxima quinta-feira, dia 16, conforme a titular da pasta, Nizete Tavares.

Campanha
Em reposta aos “sucessivos atrasos salariais”, o Sindicato lançou no mês passado a campanha intitulada “Devedometro”, cujo objetivo é divulgar, mensalmente, uma lista das prefeituras e entidades privadas que atrasam ou “praticam calote no pagamento do trabalho médico”. Conforme o Sindicato, os próprios médicos prejudicados estão realizando as denúncias.

“Após recebê-las [as denúncias], o Sindicato percorre, de forma itinerante, os municípios cearenses, visitando unidades de saúde pública e privadas, para confirmar a situação e tentar a resolução. Somente após a confirmação da denúncia e de insucesso na tentativa de resolução administrativa da situação é que são tomadas as medidas jurídicas cabíveis para assegurar o respeito ao trabalho médico e feita a divulgação dos ‘maus pagadores e devedores’ pelas redes sociais oficiais e portal do Sindicato dos Médicos”, pontuou o órgão.

De acordo com a presidente do Sindicato dos Médicos do Ceará, Mayra Pinheiro, a campanha surgiu após uma grande demanda de denúncias. “É revoltante constatarmos todos os dias que centenas de médicos que dedicam seu tempo, sua energia e seus conhecimentos para salvar vidas possam estar sendo enganados e caloteados em diversas localidades do estado do Ceará. Nenhum profissional deve trabalhar sem receber o fruto sagrado do seu suor. O médico também não”, destacou.

Ainda segundo Mayra, “o Sindicato dos Médicos torna público e expõe para a população os nomes das cidades e unidades que desrespeitam o trabalho médico, e que são responsáveis pelo desestímulo que faz com que os profissionais se recusem a atuar em muitas localidades”. Ela lembra que, devido ao atraso, os profissionais da área da saúde acabam migrando para outros centros, deixando o interior muitas vezes desassistidos.

“Somos acusados de não querermos exercer nosso trabalho no interior do estado, porem não é dito a população, em que condições o médico trabalha nestas localidades, nem o desrespeito profissional, o constrangimento e assedio por que passamos frequentemente”, concluiu. Os profissionais anseiam que, com o início da campanha e a divulgação das prefeituras devedores, alguns gestores se mobilizem para quitar as dívidas.

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