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Tag: UFCA


10:59 · 17.10.2017 / atualizado às 11:03 · 17.10.2017 por
Os debates foram a partir do eixos do programa Ceará Música (Foto: Antonio Rodrigues)

Crato. Ontem (16) foi a vez da região do Cariri receber o Encontro Ceará Música, na Vila da Música Sociedade Lírica de Belmonte (Solibel), que reuniu cantores, compositores, músicos, produtores culturais, donos de estúdios, professores, regentes, técnicos de som e donos de casa de shows para discutir ações que fomentem a música em articulação com todo Estado. A ação foi realizada pela Secretaria de Cultura do Ceará, o Fórum de Música e o Instituto Dragão do Mar de Arte e Cultura.

O objetivo do encontro é desenvolver a produção musical cearense no programa Ceará Música, que é uma política pública cultura para o fortalecimento dos arranjos criativos e produtivos do setor no Estado. As reuniões já foram realizadas em Viçosa do Ceará, dentro do Festival de Música local, e, também, em Sobral, na semana passada.

De acordo com Valéria Cordeiro, coordenadora do núcleo de Artes e Diversidade da Secretaria de Cultura do Estado, a intenção é que as contribuições obtidas nesses debates contemplem o documento Ceará Música, que possa conduzir as entidades e agentes da cadeia produtiva musical. “O documento será apresentado ao Governo do Estado, para que possa ser encampadas as ações propostas nesse programa. Esse encontro é para ouvir e levantar as principais questões e demandas do setor para que se possa trabalhar o plano de desenvolvimento no Ceará”, explica.

A partir da reunião, os agentes convidados criaram propostas, como parcerias entre instituições como a Universidade Federal do Cariri (UFCA), Centro Cultural Banco do Nordeste (CCBNB) e Serviço Social do Comércio (Sesc), em suas unidades locais, e empresários que trabalham no setor artístico. Uma delas apresentou a criação de um laboratório de grupos culturais que criariam um show com o suporte técnico destes agentes.

Outra ação muito discutida foi a formação de técnicos na região do Cariri, desde a capacitação de estúdios, técnicos de som e cenógrafos. De acordo com o cantor e produtor cultural João do Crato, o debate conseguiu mapear algumas necessidades do Cariri. “A gente tem os mestres de cultura aqui, na zona rural, que tem dificuldade de receber informações. A passagem do saber é difícil, principalmente, na questão de tocar instrumentos dos grupos de tradição como uma viola, rabeca, zabumba, uma caixa. Não tem uma coisa específica para a comunidade”, pontuou João.

O cantor também acredita que a formação técnica tem que atender os mestres da cultura e que o plano possa formar uma cadeia musical no estado que construa uma programação contemplando todas as regiões com intercâmbios, troca de saberes e oficinas. “É uma reivindicação que as pessoas não fazem. O pessoal evidenciam a cena em cima do palco, mas e o que está por traz de tudo? A técnica? O som? A produção?”, provoca João do Crato.

O próximo Encontro Música Ceará acontecerá nos dias 23 e 24 de outubro, em Quixadá, na Casa de Saberes Cego Aderaldo. No mês de novembro, entre os dias 2 e 4, terá uma reunião geral dos grupos de trabalho de todas as regiões, em Fortaleza, mas o local ainda não foi definido.

06:55 · 25.09.2017 / atualizado às 09:20 · 25.09.2017 por
Na última sexta-feira, a UFCA debateu a ampliação de espaços para a comunidade surda em Juazeiro. (Foto: Helio Filho)

Juazeiro do Norte. Entre os dias 26 e 29 de setembro, acontecerá a IX Semana Comemorativa ao Dia do Surdo, promovida pela comunidade surda de Juazeiro do Morte e apoio da Prefeitura Municipal. O evento contará com palestras, oficinas e mesas redondas que irão abordar os avanços e os desafios enfrentados pelas pessoas surdas. Abrindo a semana, nesta terça-feira, às 07h30, acontecerá XI Passeata dos Surdos, com concentração no Colégio da Polícia Militar do Ceará.

As atividades que marcam o dia do surdo (26 de setembro) já deram início na semana passada. A Central de Interpretação de Libras (CIL) desenvolveu palestras e capacitações nos diversos órgãos de serviços públicos em Juazeiro do Norte. Já na última sexta-feira (22), promoveu mais um encontro para a comunidade surda na Universidade Federal do Cariri (UFCA), campus Juazeiro, em parceria com a coordenadoria de acessibilidade da instituição. O objetivo das atividades é reduzir as barreiras de comunicação, enfrentadas cotidianamente por pessoas surdas.

As palestras acontecem com o intuito de expressar a urgência de uma reestruturação na comunicação, principalmente dos setores públicos. “Sabemos que a burocracia dentro de um órgão público é enorme e muitas vezes muito complicado, imagine para as pessoas que utilizam a Língua Brasileira de Sinais para se comunicar. A sociedade como um todo já deveria estar preparada para interagir com a pessoa surda”, disse a diretora da Central de Libras de Juazeiro do Norte, Cleide Barbosa

Licenciatura

Ano passado, foi aprovado a implantação do curso de licenciatura em Letras/Libras na UFCA. O curso será o primeiro do interior do Ceará. Segundo a Coordenadoria de Acessibilidade da UFCA, a implantação tem o propósito de atender às demandas impostas pela inclusão dos surdos na Educação e a inclusão da Língua Brasileira de Sinais, como disciplina no currículo educacional, formando professores para o ensino de Libras nos níveis fundamental, médio e superior. 
06:47 · 22.09.2017 / atualizado às 19:56 · 23.09.2017 por

Juazeiro do Norte. As novas edições da revista “Caracteres” e dos jornais “Entrelinhas” e “Sertão Transviado”, do Curso de Jornalismo da Universidade Federal do Cariri,  foram lançadas na noite de ontem (21), no auditório do campus Juazeiro. As publicações foram distribuídas gratuitamente e, também, estarão nas plataformas digitais. Os produtos são resultados dos trabalhos dos estudantes.

“São publicações voltadas para acontecimentos que transformam diariamente o Cariri cearense, revisitando fatos do passado com um olhar recheado de presente”, disse o professor orientador, José Anderson Sandes, para uma plateia de estudantes, professores de jornalismo e convidados.

O estudante Ribamar Moreira, idealizador do “Sertão Transviado”, narrou suas experiências diante dos desafios da reportagem, segundo ele, algo como “tocar violino em meio à tempestade”. Ele foi autor da reportagem com a mestra Margarida, 78 anos, mais conhecida como a Mestra Margarida Guerreira que, ainda criança, fincou espada e reisado na terra do Padre Cícero. Diante da mestra, também presente ao evento, Ribamar disse que “ela desafiou uma hierarquia masculina e branca e reinventou o reisado na região do Cariri”. Ela foi capa da revista “Caracteres”.

Ao falar da memória sob trilhos, lembranças do tempo da ferrovia e de uma longa reportagem sobre o Mercado do Pirajá – um espaço de muitos sabores, cheiros e o colorido na culinária do Cariri – , o jornalista Breno Árleth refletiu sobre a profissão de jornalista diante dos novos  desafios – “muitos colegas se  desanimam com a profissão, com o curso, mas tenho consciência que o nosso desânimo é que mudará esse quadro”, disse, lembrando as publicações do “Entrelinhas” e “Caracteres”.

Completando dois anos de projeto, o “Sertão Transviado” dedicou sua quinta edição as drag queens que moram – e performam – na região do Cariri; além de travestis e transexuais. O jornal contou com um perfil de Ketlin, travesti assassinada em maio deste ano, em Juazeiro do Norte. “O jornal serve para se afirmar como um espaço de luta das pessoas LGBT’s, marcar esse lugar como nosso, que produzimos e que nos pautamos”, explica Pâmela Queiroz, bolsista do projeto.

O processo da pauta, apuração, narração da reportagem e, por fim, a edição foi explicitado pelo professor orientador José Anderson Sandes. A professora Juliana Lotif, também orientadora, falou dos aspectos gráficos da revista e jornais. A “Caracteres” e o jornal “Entrelinhas” são produtos do Laboratório de Jornalismo Impresso da UFCA. Já o “Sertão Transviado” é vinculado às pró-reitorias de Extensão e Cultura.

10:48 · 11.09.2017 / atualizado às 10:59 · 11.09.2017 por

Crato. A secretaria de Cultura do Município do Crato realiza, nesta segunda-feira (11), na Biblioteca Municipal, a primeira edição do Alpendre Literário. Com o tema “O Uso de Aplicativos para Leitura Digital: Uma Nova Perspectiva”, o objetivo do evento é movimentar o espaço da biblioteca e incentivar a prática da leitura na população cratense. A atividade, que começa às 15h30, é destinada para todas as idades e conta com apoio Universidade Federal do Cariri (UFCA), Instituto Federal do Ceará (IFCE), ENACTUS e da ONG Conecta Bibliotecas.

O primeiro Alpendre Literário usará a obra consagrada de Antoine de Saint-Exupéry, “O Pequeno Príncipe”, como proposta de leitura, e será ministrada pela estudante do curso de Biblioteconomia da UFCA, Fabíola da Silva Costa, e pelo aluno Wédson Aguiar, do curso de Sistemas da Informação do IFCE.  Os dois terão o apoio e supervisão do bibliotecário responsável pela gestão da Biblioteca Municipal do Crato, Cícero Silva.

Para participar, é necessário que os interessados compareçam a atividade portanto smartphone, notebook ou tablet para maior aprofundamento sobre como utilizar aplicativos úteis para a leitura digital. Serão utilizados na ação aplicativos como Kobo Ebooks, Foxit Mobile PDF e Adobe Reader.

A Biblioteca Municipal de Crato funciona de segunda à sexta-feira, das 8h às 18h e possui um acervo de mais de 15 mil obras entre literatura geral, literatura infantil, livros técnicos, cordéis, revistas, DVDS, livros em Braille e gibis à disposição do público em geral. É possível, inclusive, que os usuários da biblioteca levem até dois exemplares para casa por até 15 dias. Na biblioteca também são realizados cursos, oficinas, palestras, pesquisas escolares e acadêmicas.

Serviço
I Alpendre Literário
Data: 11 de setembro (segunda-feira), às 15h30
Local:  Biblioteca Municipal de Crato, Largo da RFFSA, Rua Teopisto Abath, S/N, Centro, Crato.

Mais informações: (88) 35232365

 

 

16:05 · 19.06.2017 / atualizado às 16:06 · 19.06.2017 por

Juazeiro do Norte. Tem início hoje, com o tema “Convergência nas Mídias Digitais”, a II Semana de Jornalismo da Universidade Federal do Cariri (UFCA). O evento será realizado entre os dias 19 e 23 de junho no Campus da UFCA neste Município. De acordo com o professor organizador do evento, Fernando Wisse, a Semana é uma oportunidade de discutir as mudanças no consumo de informação por parte da população em geral através das mídias digitais.

“O objetivo é aproximar a universidade da comunidade de dos profissionais que atuam na área, entendendo as transformações que o uso de algumas tecnologias podem trazer para o Jornalismo.”

A abertura oficial da Semana acontece as 19 horas com presença do professor e pesquisador Edson Fernando Dalmonte, doutor em Comunicação e Culturas Contemporâneas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e docente da mesma universidade. O docente apresentará sua pesquisa nas áreas de Webjornalismo e Comunicação interativa. Ao longo do evento, outros nomes das diversas áreas jornalísticas ministrarão palestras.

Idealizado pelos alunos da disciplina de Assessoria de Imprensa, a II Semana de Jornalismo reunirá durante toda a semana oficinas no período da tarde que contemplam as áreas da Comunicação Social como um todo. Realizando tanto atividades práticas voltadas para texto, fotografia, rádio, marketing e outras áreas, como rodas de conversas que dialoguem com o Jornalismo.

Elas serão ministradas por professores, pesquisadores, fotógrafos e estudantes do curso. A programação ainda conta com mesas-redondas discutindo as atuações profissionais de jornalistas e assessores de comunicação em ambientes digitais.

O evento é aberto a toda a comunidade e serão emitidos certificados para os participantes. Para participar da programação de minicursos, oficinas, palestras e mesas de debate é necessário levar um quilo de alimento não perecível (exceto sal), que serão doados para o projeto Mesa Brasil,

do SESC.

09:33 · 30.05.2017 / atualizado às 09:33 · 30.05.2017 por

O estudo de música apenas ganhou espaço nas escolas brasileiras entre as décadas de 1930 a 1960, com base na proposta de Villa-Lobos que previa a prática de canto amador (orfeônico) nas escolas. Mas foi em 2008, com a Lei 11.769, que o ensino de música tornou-se obrigatório em todas as escolas públicas e particulares do país.

No Cariri, com o objetivo de contribuir para a formação dos novos professores, o curso de Licenciatura em Música iniciou as atividades em 2010, quando a instituição era parte da Universidade Federal do Ceará (UFC). Desde 2014, depois da criação da Universidade Federal do Cariri (UFCA), em 5 de junho de 2013, o curso faz parte do Instituto Interdisciplinar de Sociedade, Cultura e Artes (IISCA), no campus Juazeiro do Norte, ofertando 50 vagas por ano.

No âmbito da graduação, além das atividades de ensino, pesquisa e extensão, os estudantes também atuam na dimensão cultural. São diversos projetos desenvolvidos em parceria com a Pró-reitoria de Cultura (PROCULT) da UFCA. Entre as iniciativas, destaca-se a Orquestra Sinfônica da Universidade Federal do Cariri, coordenada pelos professores Marco Antonio Silva (regente e maestro) e Cláudio Mappa. O projeto é ligado ao programa Música e Educação, da Coordenadoria de Artes da PROCULT. Atualmente conta também com a participação do professor do curso de Música Ricardo Castro, que auxilia, entre outras atividades, na regência da orquestra.

Criada em 2011, a orquestra, surgiu com o intuito de proporcionar aos estudantes do curso de Música e aos instrumentistas da região do Cariri uma vivência musical coletiva e a possibilidade de ampliar e desenvolver a prática em música instrumental. Formada por 40 integrantes, divididos entre discentes de Música, professores e participantes da comunidade externa, o grupo dispõe, atualmente, de dez bolsistas, e os demais são instrumentistas voluntários.

Em seu repertório, a orquestra busca fazer um diálogo entre peças do cancioneiro regional, popular e moderno com o estilo erudito, sendo executadas por instrumentos de cordas, metais, madeiras e percussão. As peças mais executadas são dos compositores Edvard Grieg, Tomaso Giovanni Albinoni, Richard Wagner, Luiz Gonzaga e, fazendo parte das peças modernas, a trilha sonora do seriado Game of Thrones.

Regente da orquestra, o professor Marco Silva explica que a escolha do repertório procura atender a todos os tipos de público de maneira democrática, abraçando estilos de músicas eruditas, grandes musicais do cinema, música popular brasileira, música regional e peças autorais elaboradas pelos próprios professores do curso de Música e estudantes.

“A ideia inicial que eu e o professor Cláudio Mappa tivemos foi de criar uma orquestra, que não só atendesse aos nossos alunos, mas que pudesse proporcionar aos participantes e ao público a vivência não só de estilos já conhecidos, mas de estilos aos quais não costumam ter acesso, de maneira a possibilitar que a experiência fosse não só eclética, mas também de descoberta de compositores e músicas novas”, ressalta Marco.

O professor ainda destaca a importância da prática de música de maneira coletiva, pois os exercícios em grupo proporcionam estímulo contínuo do aprendizado.

Para o professor Cláudio Mappa, o projeto também é relevante para o público externo. “A importância de uma orquestra aberta à participação da comunidade é fundamental não só para a construção musical dos alunos, mas também, para a formação de plateias. O projeto tem conseguido atingir um público considerável com em média 15 a 20 concertos por ano, levando cultura e o gosto pela música com apresentações realizadas em parceria com o SESC [Serviço Social do Comércio], CCBNB [Centro Cultural Banco do Nordeste] e eventos culturais abertos ao público”.

O estudante Victor Hugo Gomes, que compõe a orquestra como violinista desde 2011, e, por vezes, atua também como regente auxiliar, diz que participar do grupo é uma oportunidade de desenvolver as técnicas instrumentais. Ele conta que projetos como o da orquestra e das escolas de música dão possibilidade para as pessoas que não têm contato com a música ou com instrumentos tenham outra vivência.

Apresentações
Antes de se apresentarem, os membros da orquestra fazem um estudo sobre as obras, os autores, a atmosfera e o ambiente em que estavam submetidos quando compuseram seus trabalhos, justamente para poder provocar no músico a sensação de total imersão na peça que será absorvida por eles e devolvida ao público em suas interpretações.

“A música tem esse viés social. Você aprende a respeitar mais o colega, dar espaço, ouvir e saber calar. A gente não só simplesmente pega as músicas e toca as notas musicais que tem lá. Tem que ter uma intenção. É como amanhecer um dia triste, um dia alegre ou chateado. Nas músicas a gente têm que trabalhar os sentimentos, ora tem que ser incisivo, ter raiva ou ter força. Temos que aprender a decifrar os códigos e nos moldamos para aquilo, porque é necessário naquele caráter de música. O que se torna sublime. A arte é sublime por si só”, comenta o estudante do 5º semestre Julius Patrício, contrabaixista da orquestra.

Ele ingressou no grupo desde que entrou na Universidade há dois anos. Começou a frequentar a orquestra como um lazer, mas logo passou a entender os processos de formação mais intensos do projeto.

A orquestra se apresenta em eventos abertos ao público e culturais, inclusive em outras cidades. Quando os estudantes precisam viajar para as apresentações, contam com auxílios da Pró-reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE). Entre as últimas apresentações de destaque, está a participação na abertura da Reunião Regional da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, ocorrida no dia 2 de maio, no Centro de Convenções do Crato.

O evento, realizado pela SBPC e a Universidade Regional do Cariri (URCA), em parceria com todas as Instituições de Ensino Superior com atuação nas regiões Cariri e Sul Cearense, incluindo a UFCA, teve como tema “Território, Biodiversidade, Cultura, Ciência e Desenvolvimento”.

Na ocasião a apresentação da Orquestra surpreendeu o público não só pela execução do repertório variado, como também pela apresentação da música Libertango do compositor argentino Astor Piazzolla com a presença de um casal dançando tango no palco. Além disso, o grupo incluiu na seleção de músicas apresentadas homenagem ao cantor e compositor cearense Belchior, que morreu no último dia 29 de abril.

13:10 · 21.04.2017 / atualizado às 13:10 · 21.04.2017 por
O jornalista Acácio Jacinto explicou os vários projetos desenvolvidos em rede pelo Canal Futura.

Juazeiro do Norte. A Universidade Federal do Cariri (UFCA) e o Canal Futura, da Fundação Roberto Marinho, firmaram convênio para realização de produções audiovisuais – curtas metragens, animações, programas curtos, documentários com foco na riqueza cultural do Cariri – a serem exibidas em rede nacional. A parceria compartilhará, ainda, conhecimentos sobre tecnologias e metodologias no âmbito da mídia e seus processos. O convênio tem duração de três anos.

O convênio foi debatido ontem, dia 20, em encontro que reuniu gestores da UFCA e o  jornalista Acácio Jacinto, gerente do Núcleo de Relacionamento com Universidades do Canal Futura. A UFCA é a segunda instituição de ensino do Ceará a firmar parceria educacional com o Canal e trabalhará em rede com as demais parceiras do Canal Futura.

A Universidade de Fortaleza (Unifor) já desenvolve trabalho semelhante. No total são 62 universidades parceiras em todo o Brasil, entre públicas e privadas.

Acácio participou ontem do Projeto Diálogos Criativos, da Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Federal do Cariri, no campus de Juazeiro do Norte. Para uma plateia formada por estudantes dos cursos de Jornalismo e Design, ele explicou os vários projetos desenvolvidos em rede pelo Canal Futura.

Disse que o objetivo é a veiculação em nível nacional da diversidade do País em vários campos e a busca de uma produção de conteúdos nos campos de empreendedorismo, cidadania, sustentabilidade, educação, cultura, língua e linguagem. “Isso se dará através do diálogo permanente, dentro de um espaço aberto às novas ideias diante das muitas mudanças ocorridas nos espaços das mídias e suas convergências”.

Afirmou ainda que as universidades parceiras do Nordeste, como a Universidade Federal do Cariri, têm tido um papel relevante na rede. “Temos parcerias com grandes universidades como a Unicamp, USP, UnB-, mas o Nordeste tem sempre surpreendido”, pontuou.

Em janeiro deste ano, a estudante de Jornalismo da UFCA, Fernanda Simplício, participou do projeto Geração Futura para treinamento durante duas semanas no Canal Futura, no Rio de Janeiro. “Essa parceria dará uma visibilidade para nossas produções em nível nacional e o reconhecimento da região do Cariri”, acrescentou o professor de Jornalismo da UFCA, Paulo Cajazeira.

Os estudantes de Jornalismo em colaboração com professores e estudantes de Agronomia produziram uma reportagem sobre projeto na área de gado leiteiro para o Canal Futura e outra reportagem sobre o jornal “Sertão Transviado”, destinado à visibilidade da comunidade LGBT no Cariri. As matérias serão exibidas em abril.

*Com colaboração do professor de jornalismo José Anderson Freire Sandes.

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09:53 · 19.04.2017 / atualizado às 09:53 · 19.04.2017 por

O livro “Territórios Criativos”, fruto de um projeto da Universidade Federal Fluminense (UFF) e da Secretária de Políticas Culturais do Ministério da Cultura (MinC), em parceria com a Universidade Federal do Cariri (UFCA), será lançado nesta quarta-feira, 19, às 17h, no mini-auditório da UFCA. Na ocasião, haverá participação dos mestres das culturas tradicionais do Cariri, agentes culturais e pesquisadores.

“Territórios Criativos” é um livro que documenta os resultados do projeto “Prospecção e Capacitação em Territórios Criativos” que atuou em quatro eixos culturais brasileiros buscando desenvolver e dar visibilidade às culturas populares específicas do país. Além do Cariri, fazem parte do projeto os municípios fluminenses de Paraty e de Quissamã, e o bairro carioca de Madureira. A pesquisa foi coordenada pelo professor da UFF e pesquisador de Cultura Popular, Leonardo Guelman, que já tinha uma antiga ligação com a cultura do Cariri antes de ser o coordenador geral do projeto.

No Cariri, o projeto começou em 2013, com o intuito de promover e fortalecer práticas criativas vinculados às expressões culturais de herança regional, definidos também em quatro frentes específicas de atuação: o fortalecimento do Centro Mestre Noza, a Lira Nordestina de Juazeiro do Norte, mestres e brincantes de tradição do Crajubar e a potencialização do Sítio Caldeirão.

A UFCA, através do Observatório Cariri de Políticas e Práticas Culturais da PROCULT, contribuiu com o estudo selecionando estudantes para fazer o mapeamento e coleta de dados desses grupos para formação de um banco de dados. Rogê Venâncio, bolsista do curso de Design de Produto, atuou de perto no projeto, fazendo pesquisas e promovendo indumentárias de três grupos específicos de reisado.

No ano passado, o projeto realizou o I e o II Encontro de Saberes dos Territórios Criativos na região do Cariri, com palestras, mesas redondas, demonstrações culturais, relatos de ações desenvolvidas e outras atividades.

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15:13 · 10.04.2017 / atualizado às 15:26 · 10.04.2017 por

Juazeiro do Norte. Analisar os níveis de nutrientes e metais pesados presentes na bacia do rio Salgado, que atravessa a região do Cariri, a fim quantificar os fluxos para a bacia do rio Jaguaribe e de contribuir com dados que possam ser usados na efetivação de políticas públicas na área de recursos hídricos. Com esse objetivo, o professor Francisco José de Paula Filho, coordenador da Central Analítica (laboratório multiuso) da Universidade Federal do Cariri (UFCA), desenvolveu o artigo “Níveis de metais pesados nas águas superficiais e partículas em suspensão na bacia do rio Salgado, nordeste do Brasil”. A partir desta pesquisa, ele foi contemplado com o ISTEB Early Career Researcher Award (Prêmio Carreira de Jovem Pesquisador), da International Society of Trace Element Biogeochemistry.

A premiação é voltada para reconhecer realizações científicas significativas por pesquisadores que já possuam até cinco anos de formação em grau mais elevado. Os selecionados receberam o custeio de despesas de viagem, acomodações e inscrições na 14ª International Conference on the Biogeochemistry of Trace Elements ICOBTE, que acontecerá em Zurique, na Suíça, entre 16 e 20 de julho de 2017.

Para o professor Francisco de Paula Filho, o reconhecimento, por parte da International Society of Trace Element Biogeochemistry, além de gratificante, traz um vislumbre sobre o potencial do trabalho. “Ainda há muito que se fazer, mas, para nós, que estamos numa instituição recém-criada e numa cidade do interior, é uma valorização do nosso trabalho e dá um incentivo a mais para continuar, para sentir que estamos no caminho certo, que é o caminho de conciliar a graduação, o ensino e a pesquisa”.

Na opinião dele, a premiação serve de estímulo para estudantes e professores da instituição, “na busca por mudar a situação atual do país com relação a cortes nos incentivos financeiros para desenvolvimento de pesquisas e a falta de reconhecimento dos pesquisadores”.

Pesquisa
A pesquisa pertence ao projeto “Transferência de nutrientes e metais-traço entre bacias do semiárido cearense”, desenvolvido na UFCA, com apoio da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico (Funcap), por meio do Programa de Bolsas de Produtividade em Pesquisa, Estímulo à Interiorização e à Inovação Tecnológica (BPI). O trabalho a ser apresentado no Congresso conta com a participação dos bolsistas Cícero Lucas Martins de Oliveira, Daniel Muller Gomes de Freitas e Andressa Dyalla de Sá Sampaio, estudantes do curso de Engenharias de Materiais e Civil, e parceria do professor José Marcus Godoy, da Pontifícia Universidade Católica – Rio de Janeiro (PUC-RJ).

O projeto surgiu durante o período prolongado de seca no Ceará em 2015 com o objetivo de analisar os níveis de nutrientes e metais pesados presentes na bacia do rio Salgado com base no uso e na ocupação das atividades humanas. A escolha do rio ocorreu por envolver os 24 municípios da região do Cariri e por ser o principal afluente de recarga do maior açude do Ceará, o Castanhão, além de ser a porta de entrada no Ceará das águas da transposição do rio São Francisco.

De acordo com o professor Francisco de Paula Filho, pesquisas desse porte têm função primordial na detecção de contaminação da água por metais, podendo contribuir com importantes informações ambientais, especialmente em áreas com deficit hídrico notável, como é o caso da região semiárida do Nordeste brasileiro. Estudos nessa área apontam que as atividades humanas (por exemplo, urbana, industrial e agrícola) aumentam de forma significativa o suprimento de metais pesados dissolvidos em formas particuladas nos rios, impactando diretamente no equilíbrio dos ecossistemas aquáticos. Qualquer alteração mínima nestas condições de concentrações metálicas podem causar danos a todo o ecossistema.

Os pesquisadores pretendem, com a realização do projeto, ampliar os conhecimentos acerca dos aspectos biogeoquímicos dos nutrientes e metais-traço na bacia do rio Salgado; contribuir para a formação de recursos humanos em nível de graduação e pós-Graduação; subsidiar estratégias governamentais e não-governamentais de monitoramento e mitigação dos possíveis impactos gerados pelas atividades humanas relacionados à emissão dos contaminantes tratados no projeto.

Durante a pesquisa, as amostras de solo e sedimentos colhidas do rio Salgado foram analisadas na Central Analítica da UFCA, e as amostras de água seguiram para determinação dos metais no Laboratório de Caracterização de Águas (LABAGUAS-RJ), sob a supervisão do professor José Marcus Godoy.

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11:03 · 06.04.2017 / atualizado às 14:44 · 07.04.2017 por

A Universidade Federal do Cariri (UFCA) atingiu média de proficiência superior à média nacional na primeira edição da Avaliação Nacional Seriada dos Estudantes de Medicina (Anasem), do Ministério da Educação. A média nacional – que leva em consideração todos os cursos de Medicina das instituições públicas e privadas – foi 100, enquanto a dos estudantes de Medicina da UFCA foi 103,9. O número foi próximo à média do Ceará, 104,2, estado que melhor pontuou nacionalmente. A média do Nordeste ficou em 101,3.

Pela UFCA, dos 77 alunos aptos, que estavam cursando o 2º ano do curso, 74 compareceram à prova, realizada no segundo semestre do ano passado. De acordo com o coordenador do curso de Medicina da universidade, professor João Ananias Machado Filho, as notas dos estudantes da UFCA variaram entre 124.3 e 71.9.

Conforme a Anasem, uma média menor que 85 significa conhecimento básico; uma média entre 85 e 120 corresponde a um conhecimento adequado e uma média igual ou maior que 120 significa conhecimento avançado. “Aqui na UFCA 4,1% dos estudantes atingiram o nível básico. A grande maioria, 93,2%, nível adequado, e um percentual de 2,7% chegou ao nível avançado”, detalhou o coordenador.

Para ele, o resultado aponta para a qualificação dos estudantes de Medicina e o trabalho feito no curso. “A Anasem avalia competências. O curso daqui surgiu já de acordo com o modelo nacional das diretrizes curriculares, como o destaque para a atenção básica, por exemplo. O resultado retrata o trabalho que tem sido feito aqui”, disse.

A estudante do 4º semestre de Medicina, Luíza Alencar Moura, 19, que participou da prova, avalia que o resultado foi positivo. “A gente escuta que o pessoal está saindo daqui [Faculdade de Medicina] muito bem, com espaço nas residências, por exemplo. Os alunos são muito guerreiros, e a universidade tenta ajudar sempre, por mais que tenham empecilhos burocráticos”.

Medicina
O curso de Medicina da UFCA iniciou as atividades em 2001, em Barbalha, ainda quando pertencia ao campus Cariri da Universidade Federal do Ceará. Atualmente conta com 77 professores e 428 estudantes. Na região do Cariri, tem convênio com quatro hospitais para atuação dos discentes: São Vicente e Fundação Otília Correia Saraiva (Santo Antônio e Hospital do Coração), em Barbalha; Hospital Regional do Cariri, em Juazeiro do Norte; e Hospital São Francisco, em Crato.

Durante os seis anos de curso, os estudantes têm a oportunidade não só de participar das aulas teóricas, práticas e internatos, mas também de atuar em projetos de Pesquisa, Ensino, Extensão e Cultura, fortalecendo uma formação acadêmica mais completa.

Anasem
A prova é composta por 60 questões objetivas e três questões discursivas. Os desempenhos nas questões objetivas são baseados em três níveis de proficiência – básico, adequado e avançado no qual visa medir as competências estruturais e habilidades dos participantes. A avaliação realizada em 2016 foi apenas com os estudantes do 2º ano do curso de medicina. Será realizado sequencialmente no 4° ano do curso e no 6° ano.

Os dados foram divulgados no final de março pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP).

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