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13:10 · 21.04.2017 / atualizado às 13:10 · 21.04.2017 por
O jornalista Acácio Jacinto explicou os vários projetos desenvolvidos em rede pelo Canal Futura.

Juazeiro do Norte. A Universidade Federal do Cariri (UFCA) e o Canal Futura, da Fundação Roberto Marinho, firmaram convênio para realização de produções audiovisuais – curtas metragens, animações, programas curtos, documentários com foco na riqueza cultural do Cariri – a serem exibidas em rede nacional. A parceria compartilhará, ainda, conhecimentos sobre tecnologias e metodologias no âmbito da mídia e seus processos. O convênio tem duração de três anos.

O convênio foi debatido ontem, dia 20, em encontro que reuniu gestores da UFCA e o  jornalista Acácio Jacinto, gerente do Núcleo de Relacionamento com Universidades do Canal Futura. A UFCA é a segunda instituição de ensino do Ceará a firmar parceria educacional com o Canal e trabalhará em rede com as demais parceiras do Canal Futura.

A Universidade de Fortaleza (Unifor) já desenvolve trabalho semelhante. No total são 62 universidades parceiras em todo o Brasil, entre públicas e privadas.

Acácio participou ontem do Projeto Diálogos Criativos, da Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Federal do Cariri, no campus de Juazeiro do Norte. Para uma plateia formada por estudantes dos cursos de Jornalismo e Design, ele explicou os vários projetos desenvolvidos em rede pelo Canal Futura.

Disse que o objetivo é a veiculação em nível nacional da diversidade do País em vários campos e a busca de uma produção de conteúdos nos campos de empreendedorismo, cidadania, sustentabilidade, educação, cultura, língua e linguagem. “Isso se dará através do diálogo permanente, dentro de um espaço aberto às novas ideias diante das muitas mudanças ocorridas nos espaços das mídias e suas convergências”.

Afirmou ainda que as universidades parceiras do Nordeste, como a Universidade Federal do Cariri, têm tido um papel relevante na rede. “Temos parcerias com grandes universidades como a Unicamp, USP, UnB-, mas o Nordeste tem sempre surpreendido”, pontuou.

Em janeiro deste ano, a estudante de Jornalismo da UFCA, Fernanda Simplício, participou do projeto Geração Futura para treinamento durante duas semanas no Canal Futura, no Rio de Janeiro. “Essa parceria dará uma visibilidade para nossas produções em nível nacional e o reconhecimento da região do Cariri”, acrescentou o professor de Jornalismo da UFCA, Paulo Cajazeira.

Os estudantes de Jornalismo em colaboração com professores e estudantes de Agronomia produziram uma reportagem sobre projeto na área de gado leiteiro para o Canal Futura e outra reportagem sobre o jornal “Sertão Transviado”, destinado à visibilidade da comunidade LGBT no Cariri. As matérias serão exibidas em abril.

*Com colaboração do professor de jornalismo José Anderson Freire Sandes.

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09:53 · 19.04.2017 / atualizado às 09:53 · 19.04.2017 por

O livro “Territórios Criativos”, fruto de um projeto da Universidade Federal Fluminense (UFF) e da Secretária de Políticas Culturais do Ministério da Cultura (MinC), em parceria com a Universidade Federal do Cariri (UFCA), será lançado nesta quarta-feira, 19, às 17h, no mini-auditório da UFCA. Na ocasião, haverá participação dos mestres das culturas tradicionais do Cariri, agentes culturais e pesquisadores.

“Territórios Criativos” é um livro que documenta os resultados do projeto “Prospecção e Capacitação em Territórios Criativos” que atuou em quatro eixos culturais brasileiros buscando desenvolver e dar visibilidade às culturas populares específicas do país. Além do Cariri, fazem parte do projeto os municípios fluminenses de Paraty e de Quissamã, e o bairro carioca de Madureira. A pesquisa foi coordenada pelo professor da UFF e pesquisador de Cultura Popular, Leonardo Guelman, que já tinha uma antiga ligação com a cultura do Cariri antes de ser o coordenador geral do projeto.

No Cariri, o projeto começou em 2013, com o intuito de promover e fortalecer práticas criativas vinculados às expressões culturais de herança regional, definidos também em quatro frentes específicas de atuação: o fortalecimento do Centro Mestre Noza, a Lira Nordestina de Juazeiro do Norte, mestres e brincantes de tradição do Crajubar e a potencialização do Sítio Caldeirão.

A UFCA, através do Observatório Cariri de Políticas e Práticas Culturais da PROCULT, contribuiu com o estudo selecionando estudantes para fazer o mapeamento e coleta de dados desses grupos para formação de um banco de dados. Rogê Venâncio, bolsista do curso de Design de Produto, atuou de perto no projeto, fazendo pesquisas e promovendo indumentárias de três grupos específicos de reisado.

No ano passado, o projeto realizou o I e o II Encontro de Saberes dos Territórios Criativos na região do Cariri, com palestras, mesas redondas, demonstrações culturais, relatos de ações desenvolvidas e outras atividades.

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15:13 · 10.04.2017 / atualizado às 15:26 · 10.04.2017 por

Juazeiro do Norte. Analisar os níveis de nutrientes e metais pesados presentes na bacia do rio Salgado, que atravessa a região do Cariri, a fim quantificar os fluxos para a bacia do rio Jaguaribe e de contribuir com dados que possam ser usados na efetivação de políticas públicas na área de recursos hídricos. Com esse objetivo, o professor Francisco José de Paula Filho, coordenador da Central Analítica (laboratório multiuso) da Universidade Federal do Cariri (UFCA), desenvolveu o artigo “Níveis de metais pesados nas águas superficiais e partículas em suspensão na bacia do rio Salgado, nordeste do Brasil”. A partir desta pesquisa, ele foi contemplado com o ISTEB Early Career Researcher Award (Prêmio Carreira de Jovem Pesquisador), da International Society of Trace Element Biogeochemistry.

A premiação é voltada para reconhecer realizações científicas significativas por pesquisadores que já possuam até cinco anos de formação em grau mais elevado. Os selecionados receberam o custeio de despesas de viagem, acomodações e inscrições na 14ª International Conference on the Biogeochemistry of Trace Elements ICOBTE, que acontecerá em Zurique, na Suíça, entre 16 e 20 de julho de 2017.

Para o professor Francisco de Paula Filho, o reconhecimento, por parte da International Society of Trace Element Biogeochemistry, além de gratificante, traz um vislumbre sobre o potencial do trabalho. “Ainda há muito que se fazer, mas, para nós, que estamos numa instituição recém-criada e numa cidade do interior, é uma valorização do nosso trabalho e dá um incentivo a mais para continuar, para sentir que estamos no caminho certo, que é o caminho de conciliar a graduação, o ensino e a pesquisa”.

Na opinião dele, a premiação serve de estímulo para estudantes e professores da instituição, “na busca por mudar a situação atual do país com relação a cortes nos incentivos financeiros para desenvolvimento de pesquisas e a falta de reconhecimento dos pesquisadores”.

Pesquisa
A pesquisa pertence ao projeto “Transferência de nutrientes e metais-traço entre bacias do semiárido cearense”, desenvolvido na UFCA, com apoio da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico (Funcap), por meio do Programa de Bolsas de Produtividade em Pesquisa, Estímulo à Interiorização e à Inovação Tecnológica (BPI). O trabalho a ser apresentado no Congresso conta com a participação dos bolsistas Cícero Lucas Martins de Oliveira, Daniel Muller Gomes de Freitas e Andressa Dyalla de Sá Sampaio, estudantes do curso de Engenharias de Materiais e Civil, e parceria do professor José Marcus Godoy, da Pontifícia Universidade Católica – Rio de Janeiro (PUC-RJ).

O projeto surgiu durante o período prolongado de seca no Ceará em 2015 com o objetivo de analisar os níveis de nutrientes e metais pesados presentes na bacia do rio Salgado com base no uso e na ocupação das atividades humanas. A escolha do rio ocorreu por envolver os 24 municípios da região do Cariri e por ser o principal afluente de recarga do maior açude do Ceará, o Castanhão, além de ser a porta de entrada no Ceará das águas da transposição do rio São Francisco.

De acordo com o professor Francisco de Paula Filho, pesquisas desse porte têm função primordial na detecção de contaminação da água por metais, podendo contribuir com importantes informações ambientais, especialmente em áreas com deficit hídrico notável, como é o caso da região semiárida do Nordeste brasileiro. Estudos nessa área apontam que as atividades humanas (por exemplo, urbana, industrial e agrícola) aumentam de forma significativa o suprimento de metais pesados dissolvidos em formas particuladas nos rios, impactando diretamente no equilíbrio dos ecossistemas aquáticos. Qualquer alteração mínima nestas condições de concentrações metálicas podem causar danos a todo o ecossistema.

Os pesquisadores pretendem, com a realização do projeto, ampliar os conhecimentos acerca dos aspectos biogeoquímicos dos nutrientes e metais-traço na bacia do rio Salgado; contribuir para a formação de recursos humanos em nível de graduação e pós-Graduação; subsidiar estratégias governamentais e não-governamentais de monitoramento e mitigação dos possíveis impactos gerados pelas atividades humanas relacionados à emissão dos contaminantes tratados no projeto.

Durante a pesquisa, as amostras de solo e sedimentos colhidas do rio Salgado foram analisadas na Central Analítica da UFCA, e as amostras de água seguiram para determinação dos metais no Laboratório de Caracterização de Águas (LABAGUAS-RJ), sob a supervisão do professor José Marcus Godoy.

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11:03 · 06.04.2017 / atualizado às 14:44 · 07.04.2017 por

A Universidade Federal do Cariri (UFCA) atingiu média de proficiência superior à média nacional na primeira edição da Avaliação Nacional Seriada dos Estudantes de Medicina (Anasem), do Ministério da Educação. A média nacional – que leva em consideração todos os cursos de Medicina das instituições públicas e privadas – foi 100, enquanto a dos estudantes de Medicina da UFCA foi 103,9. O número foi próximo à média do Ceará, 104,2, estado que melhor pontuou nacionalmente. A média do Nordeste ficou em 101,3.

Pela UFCA, dos 77 alunos aptos, que estavam cursando o 2º ano do curso, 74 compareceram à prova, realizada no segundo semestre do ano passado. De acordo com o coordenador do curso de Medicina da universidade, professor João Ananias Machado Filho, as notas dos estudantes da UFCA variaram entre 124.3 e 71.9.

Conforme a Anasem, uma média menor que 85 significa conhecimento básico; uma média entre 85 e 120 corresponde a um conhecimento adequado e uma média igual ou maior que 120 significa conhecimento avançado. “Aqui na UFCA 4,1% dos estudantes atingiram o nível básico. A grande maioria, 93,2%, nível adequado, e um percentual de 2,7% chegou ao nível avançado”, detalhou o coordenador.

Para ele, o resultado aponta para a qualificação dos estudantes de Medicina e o trabalho feito no curso. “A Anasem avalia competências. O curso daqui surgiu já de acordo com o modelo nacional das diretrizes curriculares, como o destaque para a atenção básica, por exemplo. O resultado retrata o trabalho que tem sido feito aqui”, disse.

A estudante do 4º semestre de Medicina, Luíza Alencar Moura, 19, que participou da prova, avalia que o resultado foi positivo. “A gente escuta que o pessoal está saindo daqui [Faculdade de Medicina] muito bem, com espaço nas residências, por exemplo. Os alunos são muito guerreiros, e a universidade tenta ajudar sempre, por mais que tenham empecilhos burocráticos”.

Medicina
O curso de Medicina da UFCA iniciou as atividades em 2001, em Barbalha, ainda quando pertencia ao campus Cariri da Universidade Federal do Ceará. Atualmente conta com 77 professores e 428 estudantes. Na região do Cariri, tem convênio com quatro hospitais para atuação dos discentes: São Vicente e Fundação Otília Correia Saraiva (Santo Antônio e Hospital do Coração), em Barbalha; Hospital Regional do Cariri, em Juazeiro do Norte; e Hospital São Francisco, em Crato.

Durante os seis anos de curso, os estudantes têm a oportunidade não só de participar das aulas teóricas, práticas e internatos, mas também de atuar em projetos de Pesquisa, Ensino, Extensão e Cultura, fortalecendo uma formação acadêmica mais completa.

Anasem
A prova é composta por 60 questões objetivas e três questões discursivas. Os desempenhos nas questões objetivas são baseados em três níveis de proficiência – básico, adequado e avançado no qual visa medir as competências estruturais e habilidades dos participantes. A avaliação realizada em 2016 foi apenas com os estudantes do 2º ano do curso de medicina. Será realizado sequencialmente no 4° ano do curso e no 6° ano.

Os dados foram divulgados no final de março pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP).

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15:52 · 30.03.2017 / atualizado às 15:52 · 30.03.2017 por

A região do Cariri, entre os dias 2 e 6 de maio, sediará a reunião regional da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), com o tema “Território, Biodiversidade, Cultura, Ciência e Desenvolvimento”. A Universidade Federal do Cariri (UFCA) está participando da organização da programação científica e também receberá minicursos. O evento é uma parceria entre SPBC, Universidade Regional do Cariri (URCA), UFCA e demais instituições de ensino superior da região do Cariri e Sul do Estado.

“O evento agrega diversos pesquisadores brasileiros de renome e ainda destaca a cultura brasileira com eventos culturais e discussões sobre a temática geral da reunião. O Cariri tem muito a ganhar com o evento desse porte e a participação, sobretudo, dos estudantes contribuirá de forma significativa para a formação científico e cultural deles”, ressaltou o pró-reitor de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação da UFCA, Juscelino Pereira Silva, que faz parte da Comissão Executiva Interinstitucional do evento.

Inscrições
Para quem deseja participar do encontro (com direito à emissão de certificado de participação geral) e dos minicursos, as inscrições podem ser feitas até o dia 29 de abril neste link. O evento será realizado na URCA, campus Crato.

Programação
A programação científica contará com conferências que discutirão, entre outros temas, meio-ambiente, políticas científicas, inovação e educação. Entre as conferências, o evento trará discussões sobre “Física aplicada a problemas ambientais: mudanças climáticas globais, meio ambiente e poluição do ar urbana”, “Resíduos sólidos, gestão e planejamento ambiental em regiões metropolitanas”, “Paleontologia nas bacias do nordeste brasileiro”, “Tecnologias geradas pela Embrapa Semiárido”, “2017-2018: Biênio da Matemática Brasil”, “Propriedade Intelectual: da Pesquisa ao Registro de Patente”, “Lixões: impactos nas cidades e na saúde pública”, “Saneamento Básico: situação atual no nordeste brasileiro” e “O futuro da CT&I no Brasil”.

Já nas mesas-redondas, os convidados debaterão temas como “A seca e os desafios na gestão de recursos hídricos nos semiárido nordestino”, “A importância da Biodiversidade da Floresta Nacional do Araripe (Flona) para pesquisa científica”, “Cultura, Memória e Contemporaneidade”, “O papel da pesquisa na formação e na prática dos professores” e “Planejamento do Espaço Urbano”, entre outros.

O evento contará também com minicursos, cujos temas ainda serão definidos. A novidade é que, diferente de outras edições, desta vez os cursos serão realizados em um único dia e em período diferente da programação científica. A abertura do evento será no dia 2 de maio, os minicursos serão no dia 3, e as conferências e mesas redondas nos dois dias consecutivos.