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Tag: UFCA


16:05 · 19.06.2017 / atualizado às 16:06 · 19.06.2017 por

Juazeiro do Norte. Tem início hoje, com o tema “Convergência nas Mídias Digitais”, a II Semana de Jornalismo da Universidade Federal do Cariri (UFCA). O evento será realizado entre os dias 19 e 23 de junho no Campus da UFCA neste Município. De acordo com o professor organizador do evento, Fernando Wisse, a Semana é uma oportunidade de discutir as mudanças no consumo de informação por parte da população em geral através das mídias digitais.

“O objetivo é aproximar a universidade da comunidade de dos profissionais que atuam na área, entendendo as transformações que o uso de algumas tecnologias podem trazer para o Jornalismo.”

A abertura oficial da Semana acontece as 19 horas com presença do professor e pesquisador Edson Fernando Dalmonte, doutor em Comunicação e Culturas Contemporâneas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e docente da mesma universidade. O docente apresentará sua pesquisa nas áreas de Webjornalismo e Comunicação interativa. Ao longo do evento, outros nomes das diversas áreas jornalísticas ministrarão palestras.

Idealizado pelos alunos da disciplina de Assessoria de Imprensa, a II Semana de Jornalismo reunirá durante toda a semana oficinas no período da tarde que contemplam as áreas da Comunicação Social como um todo. Realizando tanto atividades práticas voltadas para texto, fotografia, rádio, marketing e outras áreas, como rodas de conversas que dialoguem com o Jornalismo.

Elas serão ministradas por professores, pesquisadores, fotógrafos e estudantes do curso. A programação ainda conta com mesas-redondas discutindo as atuações profissionais de jornalistas e assessores de comunicação em ambientes digitais.

O evento é aberto a toda a comunidade e serão emitidos certificados para os participantes. Para participar da programação de minicursos, oficinas, palestras e mesas de debate é necessário levar um quilo de alimento não perecível (exceto sal), que serão doados para o projeto Mesa Brasil,

do SESC.

09:33 · 30.05.2017 / atualizado às 09:33 · 30.05.2017 por

O estudo de música apenas ganhou espaço nas escolas brasileiras entre as décadas de 1930 a 1960, com base na proposta de Villa-Lobos que previa a prática de canto amador (orfeônico) nas escolas. Mas foi em 2008, com a Lei 11.769, que o ensino de música tornou-se obrigatório em todas as escolas públicas e particulares do país.

No Cariri, com o objetivo de contribuir para a formação dos novos professores, o curso de Licenciatura em Música iniciou as atividades em 2010, quando a instituição era parte da Universidade Federal do Ceará (UFC). Desde 2014, depois da criação da Universidade Federal do Cariri (UFCA), em 5 de junho de 2013, o curso faz parte do Instituto Interdisciplinar de Sociedade, Cultura e Artes (IISCA), no campus Juazeiro do Norte, ofertando 50 vagas por ano.

No âmbito da graduação, além das atividades de ensino, pesquisa e extensão, os estudantes também atuam na dimensão cultural. São diversos projetos desenvolvidos em parceria com a Pró-reitoria de Cultura (PROCULT) da UFCA. Entre as iniciativas, destaca-se a Orquestra Sinfônica da Universidade Federal do Cariri, coordenada pelos professores Marco Antonio Silva (regente e maestro) e Cláudio Mappa. O projeto é ligado ao programa Música e Educação, da Coordenadoria de Artes da PROCULT. Atualmente conta também com a participação do professor do curso de Música Ricardo Castro, que auxilia, entre outras atividades, na regência da orquestra.

Criada em 2011, a orquestra, surgiu com o intuito de proporcionar aos estudantes do curso de Música e aos instrumentistas da região do Cariri uma vivência musical coletiva e a possibilidade de ampliar e desenvolver a prática em música instrumental. Formada por 40 integrantes, divididos entre discentes de Música, professores e participantes da comunidade externa, o grupo dispõe, atualmente, de dez bolsistas, e os demais são instrumentistas voluntários.

Em seu repertório, a orquestra busca fazer um diálogo entre peças do cancioneiro regional, popular e moderno com o estilo erudito, sendo executadas por instrumentos de cordas, metais, madeiras e percussão. As peças mais executadas são dos compositores Edvard Grieg, Tomaso Giovanni Albinoni, Richard Wagner, Luiz Gonzaga e, fazendo parte das peças modernas, a trilha sonora do seriado Game of Thrones.

Regente da orquestra, o professor Marco Silva explica que a escolha do repertório procura atender a todos os tipos de público de maneira democrática, abraçando estilos de músicas eruditas, grandes musicais do cinema, música popular brasileira, música regional e peças autorais elaboradas pelos próprios professores do curso de Música e estudantes.

“A ideia inicial que eu e o professor Cláudio Mappa tivemos foi de criar uma orquestra, que não só atendesse aos nossos alunos, mas que pudesse proporcionar aos participantes e ao público a vivência não só de estilos já conhecidos, mas de estilos aos quais não costumam ter acesso, de maneira a possibilitar que a experiência fosse não só eclética, mas também de descoberta de compositores e músicas novas”, ressalta Marco.

O professor ainda destaca a importância da prática de música de maneira coletiva, pois os exercícios em grupo proporcionam estímulo contínuo do aprendizado.

Para o professor Cláudio Mappa, o projeto também é relevante para o público externo. “A importância de uma orquestra aberta à participação da comunidade é fundamental não só para a construção musical dos alunos, mas também, para a formação de plateias. O projeto tem conseguido atingir um público considerável com em média 15 a 20 concertos por ano, levando cultura e o gosto pela música com apresentações realizadas em parceria com o SESC [Serviço Social do Comércio], CCBNB [Centro Cultural Banco do Nordeste] e eventos culturais abertos ao público”.

O estudante Victor Hugo Gomes, que compõe a orquestra como violinista desde 2011, e, por vezes, atua também como regente auxiliar, diz que participar do grupo é uma oportunidade de desenvolver as técnicas instrumentais. Ele conta que projetos como o da orquestra e das escolas de música dão possibilidade para as pessoas que não têm contato com a música ou com instrumentos tenham outra vivência.

Apresentações
Antes de se apresentarem, os membros da orquestra fazem um estudo sobre as obras, os autores, a atmosfera e o ambiente em que estavam submetidos quando compuseram seus trabalhos, justamente para poder provocar no músico a sensação de total imersão na peça que será absorvida por eles e devolvida ao público em suas interpretações.

“A música tem esse viés social. Você aprende a respeitar mais o colega, dar espaço, ouvir e saber calar. A gente não só simplesmente pega as músicas e toca as notas musicais que tem lá. Tem que ter uma intenção. É como amanhecer um dia triste, um dia alegre ou chateado. Nas músicas a gente têm que trabalhar os sentimentos, ora tem que ser incisivo, ter raiva ou ter força. Temos que aprender a decifrar os códigos e nos moldamos para aquilo, porque é necessário naquele caráter de música. O que se torna sublime. A arte é sublime por si só”, comenta o estudante do 5º semestre Julius Patrício, contrabaixista da orquestra.

Ele ingressou no grupo desde que entrou na Universidade há dois anos. Começou a frequentar a orquestra como um lazer, mas logo passou a entender os processos de formação mais intensos do projeto.

A orquestra se apresenta em eventos abertos ao público e culturais, inclusive em outras cidades. Quando os estudantes precisam viajar para as apresentações, contam com auxílios da Pró-reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE). Entre as últimas apresentações de destaque, está a participação na abertura da Reunião Regional da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, ocorrida no dia 2 de maio, no Centro de Convenções do Crato.

O evento, realizado pela SBPC e a Universidade Regional do Cariri (URCA), em parceria com todas as Instituições de Ensino Superior com atuação nas regiões Cariri e Sul Cearense, incluindo a UFCA, teve como tema “Território, Biodiversidade, Cultura, Ciência e Desenvolvimento”.

Na ocasião a apresentação da Orquestra surpreendeu o público não só pela execução do repertório variado, como também pela apresentação da música Libertango do compositor argentino Astor Piazzolla com a presença de um casal dançando tango no palco. Além disso, o grupo incluiu na seleção de músicas apresentadas homenagem ao cantor e compositor cearense Belchior, que morreu no último dia 29 de abril.

13:10 · 21.04.2017 / atualizado às 13:10 · 21.04.2017 por
O jornalista Acácio Jacinto explicou os vários projetos desenvolvidos em rede pelo Canal Futura.

Juazeiro do Norte. A Universidade Federal do Cariri (UFCA) e o Canal Futura, da Fundação Roberto Marinho, firmaram convênio para realização de produções audiovisuais – curtas metragens, animações, programas curtos, documentários com foco na riqueza cultural do Cariri – a serem exibidas em rede nacional. A parceria compartilhará, ainda, conhecimentos sobre tecnologias e metodologias no âmbito da mídia e seus processos. O convênio tem duração de três anos.

O convênio foi debatido ontem, dia 20, em encontro que reuniu gestores da UFCA e o  jornalista Acácio Jacinto, gerente do Núcleo de Relacionamento com Universidades do Canal Futura. A UFCA é a segunda instituição de ensino do Ceará a firmar parceria educacional com o Canal e trabalhará em rede com as demais parceiras do Canal Futura.

A Universidade de Fortaleza (Unifor) já desenvolve trabalho semelhante. No total são 62 universidades parceiras em todo o Brasil, entre públicas e privadas.

Acácio participou ontem do Projeto Diálogos Criativos, da Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Federal do Cariri, no campus de Juazeiro do Norte. Para uma plateia formada por estudantes dos cursos de Jornalismo e Design, ele explicou os vários projetos desenvolvidos em rede pelo Canal Futura.

Disse que o objetivo é a veiculação em nível nacional da diversidade do País em vários campos e a busca de uma produção de conteúdos nos campos de empreendedorismo, cidadania, sustentabilidade, educação, cultura, língua e linguagem. “Isso se dará através do diálogo permanente, dentro de um espaço aberto às novas ideias diante das muitas mudanças ocorridas nos espaços das mídias e suas convergências”.

Afirmou ainda que as universidades parceiras do Nordeste, como a Universidade Federal do Cariri, têm tido um papel relevante na rede. “Temos parcerias com grandes universidades como a Unicamp, USP, UnB-, mas o Nordeste tem sempre surpreendido”, pontuou.

Em janeiro deste ano, a estudante de Jornalismo da UFCA, Fernanda Simplício, participou do projeto Geração Futura para treinamento durante duas semanas no Canal Futura, no Rio de Janeiro. “Essa parceria dará uma visibilidade para nossas produções em nível nacional e o reconhecimento da região do Cariri”, acrescentou o professor de Jornalismo da UFCA, Paulo Cajazeira.

Os estudantes de Jornalismo em colaboração com professores e estudantes de Agronomia produziram uma reportagem sobre projeto na área de gado leiteiro para o Canal Futura e outra reportagem sobre o jornal “Sertão Transviado”, destinado à visibilidade da comunidade LGBT no Cariri. As matérias serão exibidas em abril.

*Com colaboração do professor de jornalismo José Anderson Freire Sandes.

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09:53 · 19.04.2017 / atualizado às 09:53 · 19.04.2017 por

O livro “Territórios Criativos”, fruto de um projeto da Universidade Federal Fluminense (UFF) e da Secretária de Políticas Culturais do Ministério da Cultura (MinC), em parceria com a Universidade Federal do Cariri (UFCA), será lançado nesta quarta-feira, 19, às 17h, no mini-auditório da UFCA. Na ocasião, haverá participação dos mestres das culturas tradicionais do Cariri, agentes culturais e pesquisadores.

“Territórios Criativos” é um livro que documenta os resultados do projeto “Prospecção e Capacitação em Territórios Criativos” que atuou em quatro eixos culturais brasileiros buscando desenvolver e dar visibilidade às culturas populares específicas do país. Além do Cariri, fazem parte do projeto os municípios fluminenses de Paraty e de Quissamã, e o bairro carioca de Madureira. A pesquisa foi coordenada pelo professor da UFF e pesquisador de Cultura Popular, Leonardo Guelman, que já tinha uma antiga ligação com a cultura do Cariri antes de ser o coordenador geral do projeto.

No Cariri, o projeto começou em 2013, com o intuito de promover e fortalecer práticas criativas vinculados às expressões culturais de herança regional, definidos também em quatro frentes específicas de atuação: o fortalecimento do Centro Mestre Noza, a Lira Nordestina de Juazeiro do Norte, mestres e brincantes de tradição do Crajubar e a potencialização do Sítio Caldeirão.

A UFCA, através do Observatório Cariri de Políticas e Práticas Culturais da PROCULT, contribuiu com o estudo selecionando estudantes para fazer o mapeamento e coleta de dados desses grupos para formação de um banco de dados. Rogê Venâncio, bolsista do curso de Design de Produto, atuou de perto no projeto, fazendo pesquisas e promovendo indumentárias de três grupos específicos de reisado.

No ano passado, o projeto realizou o I e o II Encontro de Saberes dos Territórios Criativos na região do Cariri, com palestras, mesas redondas, demonstrações culturais, relatos de ações desenvolvidas e outras atividades.

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15:13 · 10.04.2017 / atualizado às 15:26 · 10.04.2017 por

Juazeiro do Norte. Analisar os níveis de nutrientes e metais pesados presentes na bacia do rio Salgado, que atravessa a região do Cariri, a fim quantificar os fluxos para a bacia do rio Jaguaribe e de contribuir com dados que possam ser usados na efetivação de políticas públicas na área de recursos hídricos. Com esse objetivo, o professor Francisco José de Paula Filho, coordenador da Central Analítica (laboratório multiuso) da Universidade Federal do Cariri (UFCA), desenvolveu o artigo “Níveis de metais pesados nas águas superficiais e partículas em suspensão na bacia do rio Salgado, nordeste do Brasil”. A partir desta pesquisa, ele foi contemplado com o ISTEB Early Career Researcher Award (Prêmio Carreira de Jovem Pesquisador), da International Society of Trace Element Biogeochemistry.

A premiação é voltada para reconhecer realizações científicas significativas por pesquisadores que já possuam até cinco anos de formação em grau mais elevado. Os selecionados receberam o custeio de despesas de viagem, acomodações e inscrições na 14ª International Conference on the Biogeochemistry of Trace Elements ICOBTE, que acontecerá em Zurique, na Suíça, entre 16 e 20 de julho de 2017.

Para o professor Francisco de Paula Filho, o reconhecimento, por parte da International Society of Trace Element Biogeochemistry, além de gratificante, traz um vislumbre sobre o potencial do trabalho. “Ainda há muito que se fazer, mas, para nós, que estamos numa instituição recém-criada e numa cidade do interior, é uma valorização do nosso trabalho e dá um incentivo a mais para continuar, para sentir que estamos no caminho certo, que é o caminho de conciliar a graduação, o ensino e a pesquisa”.

Na opinião dele, a premiação serve de estímulo para estudantes e professores da instituição, “na busca por mudar a situação atual do país com relação a cortes nos incentivos financeiros para desenvolvimento de pesquisas e a falta de reconhecimento dos pesquisadores”.

Pesquisa
A pesquisa pertence ao projeto “Transferência de nutrientes e metais-traço entre bacias do semiárido cearense”, desenvolvido na UFCA, com apoio da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico (Funcap), por meio do Programa de Bolsas de Produtividade em Pesquisa, Estímulo à Interiorização e à Inovação Tecnológica (BPI). O trabalho a ser apresentado no Congresso conta com a participação dos bolsistas Cícero Lucas Martins de Oliveira, Daniel Muller Gomes de Freitas e Andressa Dyalla de Sá Sampaio, estudantes do curso de Engenharias de Materiais e Civil, e parceria do professor José Marcus Godoy, da Pontifícia Universidade Católica – Rio de Janeiro (PUC-RJ).

O projeto surgiu durante o período prolongado de seca no Ceará em 2015 com o objetivo de analisar os níveis de nutrientes e metais pesados presentes na bacia do rio Salgado com base no uso e na ocupação das atividades humanas. A escolha do rio ocorreu por envolver os 24 municípios da região do Cariri e por ser o principal afluente de recarga do maior açude do Ceará, o Castanhão, além de ser a porta de entrada no Ceará das águas da transposição do rio São Francisco.

De acordo com o professor Francisco de Paula Filho, pesquisas desse porte têm função primordial na detecção de contaminação da água por metais, podendo contribuir com importantes informações ambientais, especialmente em áreas com deficit hídrico notável, como é o caso da região semiárida do Nordeste brasileiro. Estudos nessa área apontam que as atividades humanas (por exemplo, urbana, industrial e agrícola) aumentam de forma significativa o suprimento de metais pesados dissolvidos em formas particuladas nos rios, impactando diretamente no equilíbrio dos ecossistemas aquáticos. Qualquer alteração mínima nestas condições de concentrações metálicas podem causar danos a todo o ecossistema.

Os pesquisadores pretendem, com a realização do projeto, ampliar os conhecimentos acerca dos aspectos biogeoquímicos dos nutrientes e metais-traço na bacia do rio Salgado; contribuir para a formação de recursos humanos em nível de graduação e pós-Graduação; subsidiar estratégias governamentais e não-governamentais de monitoramento e mitigação dos possíveis impactos gerados pelas atividades humanas relacionados à emissão dos contaminantes tratados no projeto.

Durante a pesquisa, as amostras de solo e sedimentos colhidas do rio Salgado foram analisadas na Central Analítica da UFCA, e as amostras de água seguiram para determinação dos metais no Laboratório de Caracterização de Águas (LABAGUAS-RJ), sob a supervisão do professor José Marcus Godoy.

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11:03 · 06.04.2017 / atualizado às 14:44 · 07.04.2017 por

A Universidade Federal do Cariri (UFCA) atingiu média de proficiência superior à média nacional na primeira edição da Avaliação Nacional Seriada dos Estudantes de Medicina (Anasem), do Ministério da Educação. A média nacional – que leva em consideração todos os cursos de Medicina das instituições públicas e privadas – foi 100, enquanto a dos estudantes de Medicina da UFCA foi 103,9. O número foi próximo à média do Ceará, 104,2, estado que melhor pontuou nacionalmente. A média do Nordeste ficou em 101,3.

Pela UFCA, dos 77 alunos aptos, que estavam cursando o 2º ano do curso, 74 compareceram à prova, realizada no segundo semestre do ano passado. De acordo com o coordenador do curso de Medicina da universidade, professor João Ananias Machado Filho, as notas dos estudantes da UFCA variaram entre 124.3 e 71.9.

Conforme a Anasem, uma média menor que 85 significa conhecimento básico; uma média entre 85 e 120 corresponde a um conhecimento adequado e uma média igual ou maior que 120 significa conhecimento avançado. “Aqui na UFCA 4,1% dos estudantes atingiram o nível básico. A grande maioria, 93,2%, nível adequado, e um percentual de 2,7% chegou ao nível avançado”, detalhou o coordenador.

Para ele, o resultado aponta para a qualificação dos estudantes de Medicina e o trabalho feito no curso. “A Anasem avalia competências. O curso daqui surgiu já de acordo com o modelo nacional das diretrizes curriculares, como o destaque para a atenção básica, por exemplo. O resultado retrata o trabalho que tem sido feito aqui”, disse.

A estudante do 4º semestre de Medicina, Luíza Alencar Moura, 19, que participou da prova, avalia que o resultado foi positivo. “A gente escuta que o pessoal está saindo daqui [Faculdade de Medicina] muito bem, com espaço nas residências, por exemplo. Os alunos são muito guerreiros, e a universidade tenta ajudar sempre, por mais que tenham empecilhos burocráticos”.

Medicina
O curso de Medicina da UFCA iniciou as atividades em 2001, em Barbalha, ainda quando pertencia ao campus Cariri da Universidade Federal do Ceará. Atualmente conta com 77 professores e 428 estudantes. Na região do Cariri, tem convênio com quatro hospitais para atuação dos discentes: São Vicente e Fundação Otília Correia Saraiva (Santo Antônio e Hospital do Coração), em Barbalha; Hospital Regional do Cariri, em Juazeiro do Norte; e Hospital São Francisco, em Crato.

Durante os seis anos de curso, os estudantes têm a oportunidade não só de participar das aulas teóricas, práticas e internatos, mas também de atuar em projetos de Pesquisa, Ensino, Extensão e Cultura, fortalecendo uma formação acadêmica mais completa.

Anasem
A prova é composta por 60 questões objetivas e três questões discursivas. Os desempenhos nas questões objetivas são baseados em três níveis de proficiência – básico, adequado e avançado no qual visa medir as competências estruturais e habilidades dos participantes. A avaliação realizada em 2016 foi apenas com os estudantes do 2º ano do curso de medicina. Será realizado sequencialmente no 4° ano do curso e no 6° ano.

Os dados foram divulgados no final de março pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP).

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15:52 · 30.03.2017 / atualizado às 15:52 · 30.03.2017 por

A região do Cariri, entre os dias 2 e 6 de maio, sediará a reunião regional da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), com o tema “Território, Biodiversidade, Cultura, Ciência e Desenvolvimento”. A Universidade Federal do Cariri (UFCA) está participando da organização da programação científica e também receberá minicursos. O evento é uma parceria entre SPBC, Universidade Regional do Cariri (URCA), UFCA e demais instituições de ensino superior da região do Cariri e Sul do Estado.

“O evento agrega diversos pesquisadores brasileiros de renome e ainda destaca a cultura brasileira com eventos culturais e discussões sobre a temática geral da reunião. O Cariri tem muito a ganhar com o evento desse porte e a participação, sobretudo, dos estudantes contribuirá de forma significativa para a formação científico e cultural deles”, ressaltou o pró-reitor de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação da UFCA, Juscelino Pereira Silva, que faz parte da Comissão Executiva Interinstitucional do evento.

Inscrições
Para quem deseja participar do encontro (com direito à emissão de certificado de participação geral) e dos minicursos, as inscrições podem ser feitas até o dia 29 de abril neste link. O evento será realizado na URCA, campus Crato.

Programação
A programação científica contará com conferências que discutirão, entre outros temas, meio-ambiente, políticas científicas, inovação e educação. Entre as conferências, o evento trará discussões sobre “Física aplicada a problemas ambientais: mudanças climáticas globais, meio ambiente e poluição do ar urbana”, “Resíduos sólidos, gestão e planejamento ambiental em regiões metropolitanas”, “Paleontologia nas bacias do nordeste brasileiro”, “Tecnologias geradas pela Embrapa Semiárido”, “2017-2018: Biênio da Matemática Brasil”, “Propriedade Intelectual: da Pesquisa ao Registro de Patente”, “Lixões: impactos nas cidades e na saúde pública”, “Saneamento Básico: situação atual no nordeste brasileiro” e “O futuro da CT&I no Brasil”.

Já nas mesas-redondas, os convidados debaterão temas como “A seca e os desafios na gestão de recursos hídricos nos semiárido nordestino”, “A importância da Biodiversidade da Floresta Nacional do Araripe (Flona) para pesquisa científica”, “Cultura, Memória e Contemporaneidade”, “O papel da pesquisa na formação e na prática dos professores” e “Planejamento do Espaço Urbano”, entre outros.

O evento contará também com minicursos, cujos temas ainda serão definidos. A novidade é que, diferente de outras edições, desta vez os cursos serão realizados em um único dia e em período diferente da programação científica. A abertura do evento será no dia 2 de maio, os minicursos serão no dia 3, e as conferências e mesas redondas nos dois dias consecutivos.

14:35 · 29.03.2017 / atualizado às 14:40 · 29.03.2017 por

Juazeiro do Norte. O Movimento Estudantil, da Universidade Federal do Cariri (UFCA), promove o I Congresso dos Estudantes da UFCA (CONUFCA) amanhã e quinta-feira, dias 29 e 30 de março, no campus deste município.

Com o tema “A UFCA que queremos”, o congresso tem por objetivo “reunir a comunidade acadêmica e discutir coletivamente interesses dos próprios estudantes, como a construção de um Diretório Central (DCE) e a estrutura da universidade”. Durante os dois dias, haverá rodas de conversa, debates, atividades e espaços artístico-culturais para a comunidade. As inscrições podem ser feitas presencialmente ou no formulário on-line.

Programação

Na mesa de abertura, às 10h desta quarta-feira, no auditório novo do campus Juazeiro do Norte, a professora Camila Prado, o professor Roberto Cunha, o educador popular Joelmir Pinho e o produtor cultural da Pró-reitoria de Cultura (PROCULT), Thiago Rodrigues, abordarão o tema Rumos e Desafios da Educação na UFCA. Logo depois, das 11h30 às 12h30, estudantes participarão de mesa que falará sobre o Histórico do Movimento Estudantil da UFCA.

À tarde, às 16h, o pró-reitor de Ensino, professor Ericsson Coriolano; o assistente social da Pró-reitoria de Assuntos Estudantis, Marcos Bueno; e o professor e assessor da Reitoria, Ivânio Azevedo, discutirão o tema Estruturação da Universidade e Permanência Estudantil. À noite, os estudantes participarão ainda de um espaço com a Pró-reitoria de Planejamento e Orçamento (PROPLAN).

Na quinta, 30, pela manhã, às 8h30, haverá Grupos de Trabalho sobre Machismo, Racismo e LGBTfobia. Às 9h40, discussão sobre Criação e Gestão de C.A (Centro Acadêmico). Logo depois, sobre Estrutura Organizacional do DCE (Diretório Central dos (das) Estudantes). À tarde, será realizada a assembleia geral para aprovação estatutária.

Veja a programação completa:
29/03 (quarta-feira)
8h – Credenciamento
10h – Mesa de abertura: Rumos e Desafios da Educação na UFCA
11h30 às 12h30 – Mesa-redonda: Histórico do Movimento Estudantil da UFCA
12h30 às 13h30 – Almoço
16h – Mesa-temática: Estruturação da Universidade e Permanência Estudantil
18h às 19h30 – Jantar
19h às 20h – Espaço com a PROPLAN (Pró-Reitoria de Planejamento)
A partir das 20h – Sarau

30/03 (quinta-feira)
7h30 às 8h30 – Café da manhã
8h30 às 9h30 – Grupos de Trabalho (GTs): Machismo, Racismo e LGBTfobia.
9h40 às 10h40 – Criação e Gestão de C.A (Centro Acadêmico)
10h50 às 11h50 – Estrutura Organizacional do DCE (Diretório Central dos(das) Estudantes
12h às 13h – Almoço
14h às 17h – PLENÁRIA FINAL: ASSEMBLEIA GERAL PARA APROVAÇÃO ESTATUTÁRIA
18h às 19h – Jantar
A partir das 20h – Cultural

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17:41 · 13.03.2017 / atualizado às 17:50 · 13.03.2017 por

Juazeiro do Norte. A Universidade Federal do Cariri (UFCA) passa a contar com dez novos estudantes estrangeiros que chegam à região em busca de uma formação acadêmica e novos desafios. Os acadêmicos vão cursar Medicina e Jornalismo. São sete de Cabo Verde, um da Colômbia, um do Paraguai e um de Gana. A “Recepção de Boas-vindas dos Estudantes Internacionais 2017” do Programa de Estudante Convênio de Graduação (PEC-G) ocorreu na última quinta-feira, 9, nos campi de Barbalha (manhã) e Juazeiro do Norte (tarde).

Durante o momento de boas-vindas, o secretário de Cooperação Internacional (SCI), David Vernon, apresentou o processo de seleção pelo qual os estudantes passaram, por meio do Ministério da Educação e das embaixadas dos países, e as atividades desenvolvidas pelo setor. É na SCI que estão concentradas as demandas de intercâmbio internacional, convênios interinstitucionais, acompanhamento de estudantes internacionais, além de editais de bolsa PEC-G, Mérito e Promisaes.

Os coordenadores do curso de Jornalismo e Medicina, professores Ricardo Rigaud Salmito e João Ananias, respectivamente, apresentaram informações básicas sobre as duas graduações e deram as boas-vindas aos estudantes. “O Cariri é um lugar de cruzamento cultural intenso. É acolhedor porque tem gente de vários lugares”, ressaltou o professor Salmito. João Ananias destacou o bom relacionamento que os estudantes de outros países mantêm ao chegarem aqui. “A interação é sempre muito satisfatória”, disse.

O pró-reitor de Gestão de Pessoas, professor Roberto Ramos, no Exercício da Reitoria, explicou a recente mudança do setor de Cooperação Internacional, que passou de Diretoria para Secretaria e, dessa forma, o tema tornou-se uma demanda transversal na instituição. “Foi um reconhecimento da importância deste tema para toda a universidade”, pontuou. Ressaltou a importância de toda a UFCA trabalhar a internacionalização. “Todos os setores estão abertos a receber vocês para o que precisarem”.

A estudante Keila Sousa Fonseca, 18, de Cabo Verde, está entre os novos discentes de Medicina. Ela, que sempre estudou para ser médica e já sabe inclusive qual especialidade quer seguir após os seis anos de graduação – oftalmologia -, espera que a experiência seja proveitosa. “Quero conseguir atingir meus objetivos de adquirir conhecimentos para ser uma boa profissional. Quero voltar para o meu país e trabalhar lá”, disse.

Na ocasião, estiveram presentes cinco estudantes novatas e uma veterana. Todas de Cabo Verde. Os demais chegarão à universidade nas próximas semanas.

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09:47 · 10.03.2017 / atualizado às 09:47 · 10.03.2017 por

Intitulado Novos dados sobre a anatomia do caule e folha de duas coníferas do Cretáceo Inferior da Bacia do Araripe, Nordeste do Brasil, e suas implicações taxonômicas e paleoecológicas (https://goo.gl/odNjee), o artigo é resultado de pesquisa realizada por integrantes de instituições nacionais e estrangeira: além de Maria Edenilce (UFC), Delmira da Costa Silva (Universidade Estadual de Santa Cruz), Marcos A. F. Sales (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), Artur A. Sá (Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Portugal), Antônio A. F. Saraiva (Universidade Regional do Cariri) e Maria Iracema Bezerra Loiola (UFC).

Maria Edenilce Peixoto Batista é orientada pela Profª Maria Iracema Bezerra Loiola e vinculada ao Laboratório de Sistemática e Ecologia Vegetal (Lasev) da UFC.

O artigo aborda características anatômicas de Pseudofrenelopsis e Brachyphyllum, duas coníferas fósseis datadas do Cretáceo Inferior e encontradas na Formação Crato da Bacia Sedimentar do Araripe, no Nordeste brasileiro. Pseudofrenelopsis inclui, até agora, P. capillata e espécies indeterminadas, enquanto Brachyphyllum é representado principalmente por B. obesum, o megafóssil vegetal mais comum presente nessa unidade estratigráfica. Juntamente com algumas implicações paleoecológicas, os dados sugerem a presença de mais de uma espécie de Pseudofrenelopsis na flora pretérita da Bacia do Araripe e, ainda, corroboram o posicionamento taxonômico de B. obesum dentro da família Araucariaceae, a qual inclui atualmente o pinheiro-do-paraná (Araucaria angustifolia).

Os resultados apresentados no estudo advêm de pesquisa empreendida desde o mestrado de Maria Edenilce, bem como dos primeiros dados obtidos durante seu doutorado em andamento. Os próximos passos da pesquisa incluem a análise macro e microscópica de outros espécimes de plantas fósseis da bacia sedimentar em questão e a comparação destes com espécimes de coleções internacionais.

Segundo Maria Edenilce, ao fim de sua pesquisa de doutorado, espera-se que a flora que havia há mais de 100 milhões de anos na Bacia Sedimentar do Araripe esteja mais bem caracterizada em termos de diversidade florística e estratégias adaptativas às condições paleoecológicas da época.