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Tag: Urca


09:47 · 18.04.2018 / atualizado às 09:47 · 18.04.2018 por
Desde a reabertura em janeiro, cerca de 4 mil pessoas visitaram o equipamento. (Fotos: Divulgação/URCA)

Santana do Cariri. O Museu de Paleontologia Plácido Cidade Nuvens, da Universidade Regional do Cariri (URCA), detém mais três novas peças para apreciação dos estudiosos e público que visitam o equipamento. O resgate através da paleoarte de animais que viveram na era Cretácea chama a atenção dos que vão ao museu após a inserção das peças. Reaberto em janeiro deste ano, nestes primeiros três meses, o local recebeu cerca de 4 mil pessoas, de diversas partes do País.

O local apresenta uma nova configuração de suas exposições envolvendo mais ainda a cultura regional, interatividade e didática. Agora, um dinossauro, um crocodilo e uma tartaruga mesmo em miniaturas assumem formas tridimensionais e foram desenvolvidos a partir de estudos relacionados aos animais que viveram há milhões anos.

O trabalho envolve exposições permanentes e temporárias de artistas. “Essa reformulação que o museu passa é permanente, e sempre que se consegue fechar alguma parceria com o paleoartista. Algo que interessa, a gente procura estabelecer parcerias e trazer essas novidades para o museu”, diz Sérgio Vilaça, diretor do Museu de Paleontologia Plácido Cidade Nuvens.

Desde que o museu foi reaberto, a partir da reforma realizada no local, essa está sendo a terceira exposição realizada. Ocorreu a Fossilis. Depois da exposição de arte toda a parte superior do museu foi reformulada, além de serem inseridas novas informações, possibilitando um trabalho mais interativo com o público que visita o equipamento.

Semana dos Museus

No mês de maio próximo acontece um grande evento, com a semana de museus. Nesse período será inaugurada a exposição ‘Gigantes do Cariri’ em Santana do Cariri, e que já vem percorrendo alguns espaços da região. A programação está sendo fechada pelos organizadores do evento.

Vida no planeta

Uma parte considerável da história da vida no planeta está contida nas páginas dos fósseis da Chapada do Araripe. O Museu de Paleontologia é o espaço mais importante no mundo de salvaguarda de mais 10 mil peças fósseis da era Cretácea. São registros de cerca de 110 milhões de anos pretéritos. O equipamento fortalece o turismo científico na região e é um dos mais visitados.

O local recebe alunos de escolas da rede pública, particulares e universidades do Brasil, além de visitantes de países do mundo, como a Bélgica, Inglaterra, entre outros. São trabalhos de pesquisadores e cientistas que buscam desvendar as páginas do passado distante, mas que ainda continua contido nos registros dos fósseis bem preservados da região do Araripe.

10:29 · 09.04.2018 / atualizado às 10:39 · 09.04.2018 por
Seminário recebeu propostas para o Plano Estadual de Educação em Direitos Humanos (Foto: Divulgação/URCA)

Crato. O Salão de Atos da Universidade Regional do Cariri (URCA) recebeu, na última sexta-feira (6), o I Seminário de Educação em Direitos Humanos do Cariri. O objetivo do evento é coletar propostas para o Plano Estadual de Educação em Direitos Humanos, que pretende estruturar uma série de iniciativas promovidas pelo Governo do Estado do Ceará.

A Solenidade de abertura contou com a presença da Pró-Reitora de Assuntos Estudantis da URCA, Socorro Vieira, representando o Reitor; o Coordenador Especial dos Direitos Humanos do Estado do Ceará, Demitri Cruz, a Secretária de Educação de Crato, Otonite Cortez, e a Coordenadora Edvânia Gonçalves.

O evento foi uma parceria do Comitê Estadual de Educação em Direitos Humanos, por meio da Coordenadoria Especial de Políticas Públicas dos Direitos Humanos, com a Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará e com a URCA.

Segundo Demitri Cruz, esse encontro, além de fazer parte de uma série de seminários que estão sendo realizados em todo o Ceará, tem entre seus objetivos constituir uma rede de apoio a projetos na área de educação em direitos humanos. “Nós, da Coordenadoria de Direitos Humanos do Gabinete do Governador, entendemos nesse momento histórico de tanta intolerância, tanto ódio, que é essencial o fortalecimento das ferramentas de educação em direitos humanos”, destacou.

Durante o evento aconteceu a investigação temática, com uma mesa composta pelos representantes dos grupos GEPAFRO, Maria Yasmim, GRUNEC, Valéria Carvalho, Juventude, Zé Antônio, Coletivo Camaradas, Alexandre Lucas, e Mulheres Cratenses, Verônica Isidoro. A abordagem esteve relacionada aos Direitos Humanos e Defesa da Democracia.

O segundo momento aconteceu com a tematização, onde houve registro das denúncias para articulação, reforçando o papel do Estado como garantia do direito. Ficou decidido propor uma agenda com ouvidoria, e realizar visitas aos locais onde são identificados violação de direitos humanos durante os meses de maio e junho. O plano é importante, pois serve como instrumento de cobrança para as organizações sociais.

05:05 · 04.04.2018 / atualizado às 01:27 · 04.04.2018 por
Após o Crato, Juazeiro e Sobral também receberão o evento. (Foto: Elizangela Santos)
Crato. O campus do Pimenta da Universidade Regional do Cariri (URCA) receberá, nesta sexta-feira (6), o I Seminário de Educação em Direitos Humanos no Cariri.  O objetivo do encontro é coletar propostas para o Plano Estadual de Educação em Direitos Humanos, que pretende estruturar uma série de iniciativas promovidas pelo Governo do Estado do Ceará nessa área. As inscrições serão feitas no local.
O evento é uma parceria do Comitê Estadual de Educação em Direitos Humanos, por meio da Coordenadoria Especial de Políticas Públicas dos Direitos Humanos, com a Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará e com a URCA. Sobral e Juazeiro do Norte também receberão uma edição do Seminário em Direitos Humanos.
De acordo com coordenador especial dos Direitos Humanos do Ceará, Demitri Cruz, além de fazer parte de uma série de seminários que estão sendo realizados em todo o Ceará, o encontro tem entre seus objetivos constituir uma rede de apoio a projetos na área de educação em direitos humanos. “Nós, da coordenadoria de Direitos Humanos do Gabinete do Governador, entendemos nesse momento histórico de tanta intolerância, tanto ódio, que é essencial o fortalecimento das ferramentas de educação em direitos humanos”, destaca.
O evento contará com um debate sobre “Direitos Humanos e Defesa da Democracia”, além da exposição de experiências de Educação e Direitos Humanos. Entre essas experiências estão o trabalho realizado pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher Cratense, pelo Grupo de Valorização Negra do Cariri (Grunec), pelo grupo Raízes e Frutos do Caldeirão e pelo Coletivo Camaradas.
Para a professora Grayce Alencar Albuquerque, coordenadora do Observatório de Violência e Direitos Humanos na região do Cariri pela Urca, o evento consolida-se como um importante espaço de discussão sobre os direitos humanos e a democracia, no intuito de contribuir para o estabelecimento de uma sociedade mais democrática e equitativa.
“Discutir em parceria sobre a consolidação dos direitos humanos, especialmente elencando-se as particularidades do Ceará, é de fundamental importância para a elaboração do Plano Estadual de Educação em Direitos Humanos, documento este que será norteador nas práticas de ensino”, pontua.
De acordo com Grayce, a Urca cumpre seu objetivo ao dar apoio a iniciativas com foco no desenvolvimento de políticas públicas que assegurem a justiça e a democracia cidadã, aproximando a universidade pública da sociedade ao reforçar o seu papel para além de acadêmico, mas também social.
Ouvidoria
Na quinta-feira (5), a Ouvidoria Estadual dos Direitos Humanos fará uma apresentação na Escola Estadual de Educação Profissional Maria Violeta Arraes de Alencar Gervaiseau (Av. Teodorico Teles, S/N, Centro, Crato) sobre o papel que desempenha e de que forma pode auxiliar no atendimento, acompanhamento e monitoramento dos casos de violações de direitos.
Coordenadoria
Criada com o objetivo de assessorar o Governador do Estado quanto à política voltada aos direitos humanos, a Coordenadoria Especial de Políticas Públicas dos Direitos Humanos articula ações junto ao Governo do Estado para garantir o direito à vida e à liberdade, à liberdade de opinião e de expressão, o direito ao trabalho e à educação em todo o Ceará. Uma das atribuições da Coordenadoria é monitorar a elaboração e o acompanhamento das políticas públicas estaduais, assegurando que haja efetividade na garantia dos direitos humanos.
Serviço
I Seminário Estadual de Educação em Direitos Humanos no Cariri
Data: 06/04/2018
Horário: 8h
Local: Universidade Regional do Cariri (Urca) (Rua Cel. Antônio Luis, 1161, bairro Pimenta, no Crato)
Mais informações: (85) 3133-1716 ou (85) 3133-1717
Programação
8h – Credenciamento
9h – Abertura
9h30 – Exposição de experiências de Educação e Direito Humanos
Juventude – Grupo Raízes e Frutos do Caldeirão e Coletivo Camaradas;
Politicas de Cotas – Estudante e Grupo de Valorização Negra do Cariri (Grunec);
Mulheres – Conselho Municipal dos Direitos da Mulher Cratense
11h – Debate: Direitos Humanos e Defesa da Democracia
12h – Almoço
14h – Oficinas de coleta de propostas para o Plano Estadual de Educação em Direitos Humanos Eixos: Educação Básica, Educação Superior, Educação Popular, Educação e Comunicação, Memória, Verdade e justiça.
16h – Encerramento
11:19 · 27.03.2018 / atualizado às 11:19 · 27.03.2018 por
Seminário recebeu grupos de tradição, estudiosos, xilógrafos e representantes de órgãos parceiros. (Foto: Antonio Rodrigues)

Juazeiro do Norte. Na última quinta-feira (22), aconteceu o “Seminário Lira Nordestina: Diagnósticos e Atualizações”, realizado em favor de mudanças significativas voltadas a um dos maiores patrimônios do Cariri. O encontro reuniu estudiosos para debater alternativas de preservação e manutenção da Gráfica Lira Nordestina. O evento integrou a programação da 36ª Semana Padre Cícero.

O seminário realizado por meio da parceria da Universidade Regional do Cariri (URCA), Secretaria de Cultura de Juazeiro do Norte e Fundação Memorial Padre Cícero, contou com a participação da Associação dos Xilógrafos do Cariri (Axarca). Seu objetivo foi pactuar entre a universidade e Gestão Municipal, ações para o desenvolvimento da Lira Nordestina que, atualmente, funciona no prédio do Centro Multifuncional do Cariri “Vapt Vupt” e está sob a gestão municipal.

A Lira é um equipamento cultural vinculado a Pró-reitoria de Extensão da URCA e é uma referência nacional do cordel e da xilogravura. A Gráfica possibilitou a circulação e popularização dos folhetos de literatura principalmente no Nordeste e no Brasil.

Carta de Pactuação

Uma “carta de pactuação em prol da Lira Nordestina” foi elaborada durante o evento. No documento, as entidades participantes se comprometem a definir um plano de ações que dará novas perspectivas ao trabalho desenvolvido no equipamento. De acordo com a Presidente da Fundação Memorial Padre Cícero, instituição anfitriã e organizadora do evento, Cristina Holanda, uma série de encontros serão realizados entre as partes envolvidas para se definir esse plano. A perspectiva que esse trabalho esteja pronto ainda no primeiro semestre de 2018.

O Reitor da URCA, Patrício Melo, afirmou que o Seminário entrará para o calendário oficial das ações acadêmicas da URCA em parceria com as Secretarias de Cultura de Juazeiro do Norte e do Estado do Ceará. Para ele, essa primeira edição foi uma oportunidade de discutir o nível de importância da Lira Nordestina e as possibilidades de geração de negócios que ela tem com os artistas que fazem parte do equipamento, na produção de cordéis e reedição de exemplares clássicos, da xilogravura e do artesanato.

Expansão

Um trabalho de expansão de todas as capacidades da Lira Nordestina é defendido pelo Reitor, inclusive o de pesquisa feito pela URCA e outras instituições de ensino superior da Região do Cariri e de outras partes do país. “A nova pactuação deixará clara a responsabilidade que cada entidade envolvida tem com a Lira Nordestina, inclusive o investimento financeiro que cada uma deve fazer”, ressalta.

GeoPark

De acordo com Patrício Melo, o Georpark Araripe se agrega nesse pacto institucional para fortalecer a Lira Nordestina, apoiando financeiramente. A atuação dele dá a possibilidade de ampliar o raio de atuação da gráfica, de modo que ela seja visualizada numa rede internacional que hoje envolve 130 territórios em 37 países dos cincos continentes. “É uma ambição que já é real por já termos um território que é o Araripe Geopark Mundial da Unesco”, ressaltou o Reitor Patrício Melo.

13:35 · 21.03.2018 / atualizado às 13:35 · 21.03.2018 por
Memorial recebeu solenidade de abertura. (Foto: Samuel Macedo)

Juazeiro do Norte. Teve início, na manhã de ontem (20), a 36ª Semana Padre Cícero, que terá uma vasta programação cultural e religiosa em comemoração ao 174º aniversário do fundador do Município. O lançamento do evento foi realizado no Auditório do Memorial Padre Cícero, e acontecerá por meio da Secretaria de Turismo e Romaria, em parceria com a Cultura e demais pastas.

A programação cultural inclui a feira de artesanato, visitas mediadas à exposição “Padre Azarias Sobreira: o Padim de meu Padim”, II Mostra de Cinema Luz das Artes e o seminário “Lira Nordestina: Diagnósticos e Atualizações”, este último, realizado em parceria com a Universidade Regional do Cariri (URCA) e Geopark Araripe.

O Prefeito Arnon Bezerra declarou aberta a Semana Padre Cícero, enfatizando a importância do patriarca de Juazeiro do Norte para todo o Nordeste, ressaltando a sua contribuição religiosa, política e humanitária. “Padre Cícero se tornou um exemplo de fé e trabalho, uma constante inspiração para todos nós”, disse. “Mesmo depois de tantos anos ele continua despertando a fé em muitos fiéis”, declarou o prefeito, destacando o legado do sacerdote quanto homem visionário responsável por grandes mudanças na sociedade.

O encerramento será no domingo, 25, com a 36ª edição da  corrida Pe. Cícero, pela primeira vez Meia Maratona. A largada da corrida será às 6h no Seminário São José em Crato e a chegada na Praça Beata Maria de Araújo, às 9h, onde será feita a premiação e entrega das medalhas e troféus.

Parcerias

A 36ª Semana Padre Cícero é realizada pela Prefeitura Municipal de Juazeiro do Norte em parceria com a Fundação Memorial Padre Cícero, Basílica Santuário Nossa Senhora das Dores, Universidade Regional do Cariri (Urca), Serviço Social do Comércio (Sesc), além de Grupos de Tradição e colaboradores diversos. Para o Secretário de Turismo e Romaria, Junior Feitosa, a parceria destas instituições com a Gestão Municipal é fundamental para oferecer uma programação diversificada, que inclui cultura, tradição e religiosidade, traços característicos do Município de Juazeiro do Norte.

11:46 · 16.03.2018 / atualizado às 11:57 · 16.03.2018 por
Na URCA, o “pátio da Pedagogia” foi o local escolhido pro ato. (Foto: VC Repórter)

Crato/Juazeiro do Norte. O assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL), na noite da última quarta-feira (14), mobilizou atos em todo País. Na região do Cariri, os estudantes, professores e servidores da Universidade Regional do Cariri (URCA) e da Universidade Federal do Cariri (UFCA) organizaram ato nos pátios de cada uma de suas instituições, na noite de ontem (15).

Na Urca, a manifestação aconteceu no campus do Pimenta, em Crato, e mobilizou cerca de 30 estudantes portando velas, cartazes e faixas lembrando a morte da ativistas. “Marielle presente!”, “Contra o genocídio da juventude negra” foram algumas das frases carregadas pelos alunos.

Na UFCA, estudantes, professores e servidores usaram o pátio do campus de Juazeiro do Norte para projetar imagens de Marielle Franco em vídeos. O microfone ficou aberto para cada um se manifestar. Segundo a estudante Pâmela Queiroz, marcar o espaço da universidade é necessário. “Não podemos deixar que essas situações passem despercebidas”, pontua.

Para Pâmela, a morte da vereadora e ativista dos Direitos Humanos  mostra a gravidade da situação política que o País se encontra. “Ataram nossas mãos. Tudo que levou a essa execução se deu justamente pela atuação política dela. Foi um crime político. O que fica pra nós é a força que Marielle se dispôs de transformar a dor, as adversidades em uma luta”, completa a estudante.

O crime

A vereadora Marielle Franco e seu motorista Anderson Pedro Gomes foram mortos a tiros dentro de um carro, na noite da última quarta-feira (14). Sua assessora, que também vinha no veículo, foi atingida por estilhaços das balas e sofreu ferimentos leves. A Polícia Civil investiga o caso, mas acredita que o carro da parlamentar vinha sendo seguido há 4 km.

Marielle era ativista dos Direitos Humanos, movimento negro e de mulheres. Antes do seu assassinato, denunciou violência policial nas comunidades do Rio de Janeiro e, há duas semanas, assumiu a relatoria da Comissão que acompanha a intervenção militar na cidade.

Nascida e criada no Complexo da Maré, uma das regiões mais violentas da cidade, Marielle foi a quinta vereadora mais votada do Rio nas eleições de 2016 com 46.502 votos. Na Câmara, presidia a Comissão da Mulher. Na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), assessorou o deputado estadual Marcelo Freixo na coordenação da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos. Ela era Socióloga e mestre em Administração Pública.
10:11 · 16.03.2018 / atualizado às 10:11 · 16.03.2018 por
Refúgio de xológrafos, seminário vai debater alternativas para manter o local. (Foto: Antonio Rodrigues)

Juazeiro do Norte. Nos últimos dois anos, a Lira Nordestina tem enfrentado várias dificuldades, sobretudo, no que diz respeito a sua sustentabilidade e condições de mercado de trabalho para cordelistas e xilógrafos. Por isso, no dia 22 de março, estará sendo realizado o seminário “Lira Nordestina: diagnósticos e atualizações.

O encontro será realizado pela Universidade Regional do Cariri (URCA), em parceria com a Secretaria de Cultura do Juazeiro do Norte, a fim de enfrentar essa atual situação a partir das reflexões de pesquisadores, artistas locais, representantes do poder público (municipal e estadual) e do Sebrae, encaminhando ações que tragam resultados positivos para a reestruturação desse representativo patrimônio cultural do Cariri.

A Lira

A Lira Nordestina, assim batizada pelo poeta Patativa do Assaré, era a antiga Tipografia São Francisco, criada na década de 1930, em Juazeiro do Norte, por José Bernardo da Silva. Alcançou, nos anos 1950 a posição de maior folheteria do País, com títulos considerados clássicos da literatura de cordel. Com o desenvolvimento das tecnologias de impressão e a morte de seu antigo dono, a Tipografia entrou em decadência.

Em 1982, seu acervo e equipamentos foram adquiridos pelo Governo do Ceará. Hoje, a Universidade Regional do Cariri (URCA) responde por sua administração, que atualmente está no prédio do Centro Multiuso. Não funciona mais como editora, mas tornou-se ponto de encontro e divulgação dos artistas do Cariri, em especial os xilógrafos.

Programação

Dia 22/3 (manhã)

8h30 – Mesa de abertura: Prof. Patrício Melo (Reitor da URCA); Fabiano dos Santos (Secretário da Cultura do Estado); Arnon Bezerra (Prefeito de Juazeiro do Norte); Renato Fernandes (Secretário Interino da Cultura de Juazeiro do Norte); Júnior Feitosa (Secretaria de Turismo e Romaria de Juazeiro do Norte), Joaquim Cartaxo Filho (SEBRAE); José Lourenço (AXARCA – Associação dos Xilógrafos e Artesãos do Cariri).

9h. Grupo de Incelenças de Juazeiro do Norte

9h30 – Palestra. Os caminhos do cordel em Juazeiro do Norte numa perspectiva histórica. Palestrante: Rosilene Melo.

10h30 – Intervalo

11h – Lira Nordestina hoje: diagnósticos e atualizações. Palestrante: Renato Dantas; Abraão Batista. Mediadora: Rosário Lustosa.

Dia 22/3 (tarde)

14h – Mesa redonda. Percursos da xilogravura de Juazeiro do Norte: de arte utilitária à “relíquia” de museu. Palestrantes: Geová Sobreira; Sandra Nancy Freire; Stênio Diniz. Mediador: Renato Casimiro.

15h30 – Reisado Menino Deus João Cabral

16h – Intervalo

16h30. Lira Nordestina: rumos e perspectivas. Palestrantes: Prof. Patrício Melo (Reitor da URCA); Fabiano dos Santos (Secretário da Cultura do Estado); Arnon Bezerra (Prefeito de Juazeiro do Norte) e Joaquim Cartaxo Filho (SEBRAE); José Lourenço (AXARCA). Mediadora: Arlene Pessoa (Pró-Reitora de Extensão URCA).

17h30 – Leitura do Documento: Carta de Pactuação em prol da Lira Nordestina.

08:11 · 05.03.2018 / atualizado às 12:27 · 05.03.2018 por
Entrega oficial reuniu alunos novatos que participaram da Gincana. (Foto: Divulgação/URCA)

Crato. Na última sexta-feira (2), foram entregues 5 toneladas de alimentos, cerca de 300 cestas básicas, para 15 instituições, arrecadados durante a IV Gincana Solidária. O evento, realizado há quatro semestres pela Universidade Regional do Cariri (URCA), por meio da Pró-reitoria de Extensão, reuniu alunos novatos na sala de aula do Programa de Pós-Graduação em Bioprospecção Molecular.

Além disso, foram arrecadados 1.534 livros que serão utilizados em um projeto social integrado entre PROEX e ONGs, com o objetivo de democratizar a leitura. O objetivo da Gincana Solidária é integrar os alunos novatos com os veteranos, além de levá-los a desenvolver o sentimento de solidariedade, conforme destacou a Pró-Reitora de Extensão da URCA, Professora Arlene Pessoa.

As atividades contaram com o engajamento de mais de 1.400 alunos de 12 cursos de graduação da URCA. Também foi entregue, na ocasião, o prêmio à equipe vencedora, liderada pela aluna do curso de Ciências Biológicas, Maria Sanádia Alexandre da Silva.

A ação foi realizada por meio de uma parceria com as pró-reitorias de Ensino de Graduação e de Assuntos Estudantis. Segundo Professora Arlene, é uma ação solidária muito importante e merece ser divulgada para que, na próxima versão, tenha mais alunos participando. “A comunidade cratense foi muito solidária doando alimentos e livros”, destacou.

15:53 · 26.02.2018 / atualizado às 15:53 · 26.02.2018 por
Com gravuras rupestres, Santa Fé foi local de culto dos índios Kariris. (Foto: Helio Filho)

Crato. A diretoria do GeoPark Araripe e seu setor de Geoconservação se reuniu, na última sexta-feira (23), com representantes da Fundação Casa Grande para discutir o gerenciamento da proposta de geossítio Santa Fé, no Distrito de Santa Fé. O encontro marcou o início dos estudos para que o local integre a área de atuação do Geopark.

Foram discutidas as propostas de estudos arqueológicos e o mapeamento geológico do local. Os estudos arqueológicos ficarão a cargo da Casa Grande, por meio de uma parceria, tendo a frente os arqueólogos, Agnelo Fernandes Queiroz e Heloísa Bitu Ferraz.

De acordo com o diretor da Fundação Casa Grande, Alemberg Quindins, deverá ser construído um centro de estudos com alojamento para pesquisadores. Já o mapeamento geológico ficará por conta da equipe de Geoconservação do GA, composta pelos geólogos Idalécio Freitas e Roncy Oliveira e pelo geógrafo Rafael Celestino.

Para o diretor executivo do GeoPark Araripe, Nivaldo Soares, a reunião foi um importante momento para o GeoPark Araripe.  O geossítio Santa Fé possui como principal atrativo as inscrições rupestres deixadas pelos índios kariri, antigos habitantes que viveram na Região do Cariri cearense, ao sul do estado do Ceará. A área do local é de 8,3 hectares.

Cerca de 20 km da sede Crato e a 800 metros de altitude, o sítio arqueológico de Santa Fé se encontra carente de preservação e será o primeiro geossítio de grande importância para a Arqueologia. Por sua posição e pelas gravuras nas rochas, acredita-se que o local tratava-se de um santuário para rituais dos índios kariri.

Geosssítios

Hoje, nove geossítios compõe o território do GeoPark Araripe: Colina do Horto, em Juazeiro do Norte; Cachoeira de Missão Velha e Floresta Petrificada, em Missão Velha; Batateira, em Crato; Riacho do Meio, em Barbalha; Ponte de Pedra, em Nova Olinda; Pedra Cariri, Parque dos Pterossauros e Pontal de Santa Cruz, em Santana do Cariri.

17:02 · 07.02.2018 / atualizado às 17:02 · 07.02.2018 por
O professor Allysson Pinheiro representou a URCA na Antártida. (Fotos: Divulgação/URCA)

Crato. O professor Allysson Pinheiro, da Universidade Regional do Cariri (URCA), participou do projeto Paleoantar, vinculado ao Programa Antártico Brasileiro, que se propõe a estudar fósseis do ‘Continente Gelado’, principalmente, vertebrados. A expedição aconteceu de dezembro do ano passado até fevereiro deste ano, sob a coordenação do Professor Dr. Alexander Kellner, do Museu Nacional “Paleoantar”.

Essa foi a 36a edição do Projeto, que contou com a ampliação de pesquisadores de diversas instituições, como pesquisadores da Universidade Federal do Pernambuco (UFPE), Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e Universidade Federal do ABC (UFABC). O professor Allysson Pinheiro destaca que a Antártica como o último ambiente verdadeiramente natural do planeta e por isso necessita de atenção especial.

Dentre o material coletado nesta campanha estão ossos de vertebrados, conchas de moluscos e lagostas que habitaram a Antártica há aproximadamente 70 milhões de anos. O material, que estima-se pesar cerca de 400 kg, será levado para o Brasil para que então se iniciem as pesquisas de laboratório. Esta é a quarta participação de paleontólogos brasileiros do projeto Paleoantar em terras Antárticas, desde o início de suas atividades em 2007.

As pesquisas têm sido voltadas principalmente para os estudos de vertebrados. Os pesquisadores foram levados pelo Navio de Apoio Oceanográfico Ary Rongel, da Marinha do Brasil, para a ilha de James Ross na Península Antártica, onde permaneceram acampados de 07 de dezembro de 2017 a 25 de janeiro de 2018.

A paleontóloga da UFPE, Juliana Sayão, participou de três expedições à Antártica. Ela coordenou a equipe em campo. Conforme a pesquisadora, a Antártica é uma das últimas fronteiras do conhecimento a ser explorada, o que faz com que todas as informações e materiais coletados constituam importantes descobertas científicas. Segundo a pesquisadora, entre os materiais encontrados, está um crânio de um grupo de vertebrados nunca antes encontrado na Antártica. Ela acredita que esta será a maior descoberta feita pelo projeto desde seu início.