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Tag: Urca


07:26 · 11.12.2017 / atualizado às 09:36 · 11.12.2017 por
A Câmara Municipal participará com dois representantes. (Foto: Divulgação)

Crato. Aprovado no ano passado, por meio da Lei Municipal 3.249, o Conselho Municipal de Água e Esgoto foi lançada na última sexta-feira (08), durante a I Conferência Municipal, promovida pela Sociedade Anônima de Água e Esgoto do Crato (Saaec). Ele será um órgão colegiado, consultivo, deliberativo e de controle social da prestação dos serviços de água e esgoto do município. Terá participação de setores da sociedade cratense, objetivando transparência e controle social.

Segundo o presidente da Saaec, Yarley Brito, a criação do Conselho irá proporcionar um elo entre população e empresa, no contexto de uma gestão participativa.

Além da SAAEC, Conselho terá representantes da Prefeitura do Crato, através das Secretarias municipais de Meio Ambiente e Desenvolvimento Territorial, Saúde e Obras; Câmara Municipal; Universidade Regional do Cariri (URCA); sociedade civil, associações de moradores, organizações não-governamentais que atuam em atividades afins, OAB, entidades empresariais e da área de engenharia.

19:05 · 08.12.2017 / atualizado às 10:56 · 11.12.2017 por
Os estudantes se manifestaram nas paredes do Sesi durante passagem do governador pelo Cariri, no último fim de semana. (Foto: Antonio Rodrigues)

Crato. Os estudantes do Centro de Artes da Universidade Regional do Cariri (URCA) completaram seis meses sem aulas, na última semana. São dois cursos paralisados, Teatro e Artes Visuais, desde que o prédio no bairro do Pirajá, em Juazeiro do Norte, foi interditado. Laudos da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros constataram o risco de desabamento da estrutura. No dia 31 de outubro, o governador Camilo Santana anunciou a aquisição do antigo prédio do SESI, em Crato, mas até agora segue indefinido quando os alunos voltarão às salas de aula.

Após o anúncio, os alunos se dirigiram até o prédio conhecer o local e foram impedidos de, sequer, usar a energia elétrica de lá. Segundo eles, o guarda disse que não podia estar ninguém ali, pois a compra não tinha sido efetivada. No entanto, no dia 17 de novembro o vice-reitor da URCA, Francisco do Ó de Lima Júnior visitou o local, junto com o corpo técnico, para decidir os detalhes da transferência do campus de Juazeiro do Norte para Crato. Há 10 anos sem funcionar, o Sesi do Crato possui salas de aula, apartamentos, estacionamento, áreas com piscinas, quadras e um auditório.

No dia 21 de novembro, a URCA anunciou que estava fazendo um levantamento para as reformas prioritárias, solicitadas pelo Vice-reitor após a visita. Disse que, inicialmente, os membros da administração dos cursos ocupariam as primeiras salas e que todo o mobiliário seria transferido na mesma semana. Mas, até agora, nada aconteceu.

De acordo com a estudante de Artes Visuais, Anália Lobo, que já está no sétimo semestre, seu desejo é que as aulas voltassem, pois está há muito tempo no curso. No entanto, ela acredita que é importante os alunos continuem lutando por um espaço físico de qualidade. “Estamos há quase 10 anos sem um espaço minimamente adequado. Esperamos que a reitoria e o governador, que já anunciaram em diversos veículos de comunicação que o prédio do SESI nos pertence, façam realmente pertencer”, afirma.

Enquanto o aluno de Artes Visuais, José Aparecido de Lima, afirma que os problemas no Centro de Artes estão desde sua fundação. É a segunda vez que os cursos mudam de prédio, já que, em 2010, o Centro de Artes saiu do Casarão da Rua Matriz, em Barbalha, para Juazeiro do Norte. “A partir daí, tem sido uma luta diária de lugar para funcionar e de fantasias que são postas em nossas cabeças, hora de valores que existe para construção de um prédio fabuloso para nos acomodar, hora desaparece tudo e voltamos à estaca zero”, lamenta.

A URCA e a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior foram procuradas, através da Assessoria de Comunicação, por e-mail e telefone durante toda a semana, mas não deram esclarecimentos sobre a efetivação da compra do prédio do Sesi e a previsão do retorno das aulas.

09:21 · 21.11.2017 / atualizado às 09:21 · 21.11.2017 por
O vice-reitor da URCA, Francisco do Ó de Lima Júnior, visitou as instalações do prédio do antigo Sesi. (Foto: Divulgação/URCA)

Crato. Adquirido no último mês pelo Governo do Estado, a Universidade Regional do Cariri (URCA) passa a ocupar, a partir desta semana, o prédio do antigo SESI. Lá, funcionará o Centro de Artes da Universidade. Na última sexta-feira (17), o Vice-reitor da URCA, Francisco do Ó de Lima Júnior, Gabinete e corpo técnico estiveram em reunião com a direção dos cursos de Artes Visuais e Teatro para decidir os detalhes da transferência do campus de Juazeiro do Norte para o Crato.

A mudança ocorre em função de uma melhor infraestrutura para os cursos. Alunos, professores, direção do Centro e coordenação estiveram participando da reunião, debatendo os detalhes da transferência. A avaliação dos que fazem os cursos de Artes Visuais e Teatro é positiva quanto ao novo local, que conta com uma grande infraestrutura, incluindo salas de aula, apartamentos, estacionamento, áreas com piscinas, quadras e um auditório, com mobiliário que terá grande parte aproveitada pelos novos ocupantes da Universidade.

Um levantamento para as reformas prioritárias foi solicitado pelo Vice-reitor, para que sejam feitas de forma imediata para os novos ocupantes, além de uma lavagem do local. Inicialmente, os membros da administração dos cursos estarão ocupando as primeiras salas, para organizar todo o processo de mudanças para início das aulas. Mas, todo o mobiliário será transferido ainda esta semana. Uma avaliação das instalações elétricas, hidráulicas e de internet também já vem sendo providenciada para o local.

Reestruturação

Segundo o Vice-Reitor, com a nova estrutura o Centro terá um redimensionamento e uma nova concepção, para a efetivação de suas atividades, no processo de formação. Com isso, haverá uma reestruturação. Durante a reunião, Lima Júnior destacou a necessidade das ações de encaminhamento, para a vinda dos cursos. Com isso, além de inicialmente a administração ser instalada, serão avaliadas as localizações das salas e dos laboratórios, com todas as condições pedagógicas para acolhimento dos estudantes e professores.

Os representantes do Centro de Artes, a diretora Mônica Vianna Mello, e o diretor adjunto, Ricardo Akira, destacaram as necessidades imediatas para o processo de mudança. Além disso, avaliaram o prédio como local de boa estrutura para abrigar os cursos.

Além do Centro de Artes, o prédio do antigo Sesi também contará com a adequação necessária, para possibilitar o funcionamento de equipamentos como piscinas e quadras esportivas, a serem utilizados na formação dos alunos do curso de Educação Física, além de atividades de extensão no espaço.

Conforme o Professor Lima Júnior, a aquisição do prédio vem sendo bastante comemorada pela comunidade acadêmica, num momento de significativa conquista para a Universidade Regional do Cariri. Durante esta semana, o local deve receber a visita do Secretário Adjunto da Casa Civil do Governo do Estado, Quintino Vieira, para realizar uma avaliação das possíveis mudanças que devem ocorrer para melhorias no prédio, com investimentos do Governo do Estado, para a URCA.

Centro de Artes

O Centro de Artes Reitora Maria Violeta Arraes da URCA abriga os cursos de Artes Visuais e Teatro e esta é a segunda vez que os estudantes e professores destas graduações mudam de equipamento. Em 2010, o Centro de Artes saiu do Casarão da Rua Matriz, em Barbalha, e se mudou para bairro Pirajá, em Juazeiro do Norte. Porém, em julho deste ano, o prédio foi interditado após laudo da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros constatar o risco de desabamento da estrutura. Os estudantes estão há cinco meses sem aula.

07:47 · 06.11.2017 / atualizado às 09:24 · 06.11.2017 por

Crato. O Governador do Estado do Ceará, Camilo Santana, anunciou, na sua página do Facebook, na última terça-feira (31), a compra do prédio do antigo SESI, no Município. O local passa a fazer parte da Universidade Regional do Cariri (URCA). A aquisição estava sendo aguardada com expectativa pela Universidade. A luta para a conquista do novo espaço, vinha sendo mantida pelos que integram a comunidade acadêmica e a Administração Superior da Instituição.

O Reitor da URCA, Patrício Melo, esteve na última semana, na Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) e também na Casa Civil, para fortalecer o processo de aquisição do novo prédio. O local irá abrigar o Centro de Artes, com os cursos de Artes Visuais e Teatro, além de passar a contar com equipamentos importantes voltados à formação em cursos como o de Educação Física, além de ações de extensão.

O Reitor destacou a luta pelo Curso de Artes de uma infraestrutura para abrigar os cursos durante os últimos anos. Segundo ele, houve muito empenho para essa aquisição. “Essa é uma luta coletiva, com a vitória da Universidade, além do apoio da Secretário da Ciência, Tecnologia e Educação Superior do Estado (SECITECE) e da URCA”, disse.

Conforme o Reitor da Universidade, a aquisição do prédio tem uma grande relevância para a cidade do Crato, principalmente num momento de crise que passa o Brasil. “Era um equipamento que estava desativado e precisava ter vida para dar uma nova visibilidade à geografia do Crato”, avalia.

O secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Estado, Inácio Arruda, também comemorou a conquista do SESI, que foi desapropriado para dar lugar ao um novo campus da URCA. “É uma conquista que faz parte da história dessa gestão e marca o dia que os novos professores entram oficialmente na universidade. É mais um espaço para produção do conhecimento”, afirma.

Centro de Artes

O Centro de Artes Reitora Maria Violeta Arraes da URCA abriga os cursos de Artes Visuais e Teatro e esta é a segunda vez que os estudantes e professores destas graduações mudam de equipamento. Em 2010, o Centro de Artes saiu do Casarão da Rua Matriz, em Barbalha, e se mudou para bairro Pirajá, em Juazeiro do Norte. Porém, em julho deste ano, o prédio foi interditado após laudo da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros constatar o risco de desabamento da estrutura. Os estudantes estão há quatro meses sem aula.

16:30 · 20.10.2017 / atualizado às 22:59 · 20.10.2017 por
A Audiência Pública lotou a Câmara Municipal. Muitos protestaram contra o Projeto de Lei (Fotos: Antonio Rodrigues)

Crato. Com a Câmara Municipal lotada nesta sexta-feira (20), pela manhã, foi realizada a Audiência Pública para debater o projeto de emenda à Lei Orgânica (nº 1610001) do vereador Roberto Anastácio (Podemos), que proíbe o ensino da disciplina “Ideologia de Gênero” nas escolas públicas e privadas do município. O parlamentar propositor não compareceu ao debate. A matéria será votada nos dias 23 e 24 deste mês.

A audiência contou com a presença de vereadores, movimentos sociais, representantes do Conselho Municipal de Educação, do Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres, do Conselho LGBT, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), da Defensoria Pública do Estado do Ceará, da Universidade Regional do Cariri (URCA), além de professores e gestores das escolas municipais de Crato. Muitos levaram cartazes protestando contra o Projeto de Lei.

De acordo com a defensora pública Janayna Sales Nobre, a proposta fere os princípios da Constituição Federal de 1988, destacando o Artigo 3º que diz que o Estado deve “promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”. “O Plano Nacional de Educação também diz que o gênero e a orientação sexual devem ser ensinados para combater a desigualdade. Não podemos negar todos os tratados internacionais, não olhar para Psicologia, para Medicina”, explica a defensora.

Inconstitucional

Enquanto a advogada Camila Pinheiro, presidente da Comissão da Igualdade Racial e Diversidade Sexual da OAB/Ce, subseção Crato, colocou que o projeto é inconstitucional, porque viola o Artigo 22, inciso 24 da Constituição Federal, que prevê que é competência privativa da União legislar sobre as diretrizes e bases da educação. “O Município não pode proibir que determinado assunto seja discutido nas escolas. Afronta, também o princípio da proteção integral da criança e do adolescente. Eles tem direito a ter acesso a uma educação ampla”, garante.

A advogada Camila Pinheiro e a defensora pública Janayna Sales abordaram a parte jurídica do Projeto de Lei.

A advogada acrescenta que o projeto viola princípios específicos da educação, como a liberdade de ensinar, aprender, expressar-se, divulgar o pensamento e, também, ter a liberdade de se posicionar. “É inconcebível que um tema tão importante como esse seja banido da discussão social. A escola é fundamental para desconstruir esses estigmas sociais construídos ao longo do tempo. É na escola que o preconceito começa”, afirma Camila.

“A gente tem que lembrar que o Poder Legislativo não está serviço da Igreja ou qualquer religião que seja. O Estado é laico. A lei deve ser para todos, inclusive para as crianças que se reconhecem trans e homossexuais na infância. O Brasil é o país que mais mata transexuais e travestis no mundo todo. A evasão escolar de pessoas trans é imensa. O Poder Legislativo tem que fazer propostas de lei que incentivem a inclusão social e não a exclusão”, completa Camila Pinheiro, garantindo que se o projeto for aprovado, a OAB poderá recorrer, até mesmo, ao Superior Tribunal Federal.

O vereador Pedro Lobo (PT), presente na audiência, acredita que a Câmara Municipal não tem competência para decidir sobre este assunto, pois, por mais que a Lei possa fazer suplementação, ela vai contra a Lei de Diretrizes e Base da Educação. “Nós precisamos ser contra à intolerância religiosa, à favor liberdade sexual. Os assuntos como sexualidade devem ser debatidos na escola”, opina o parlamentar.

Violência de gênero

O professor da URCA, Roberto Marques, lembrou que os movimentos sociais e as mulheres mortas entre os anos 2001 e 2003, no Município, é que chamaram a atenção para a desigualdade de gênero e a necessidade de se combatê-la. “É necessário que cada um de nós aprendemos a pensar o local que ocupamos socialmente e esse aprendizado se dá na escola. Pensar não é um ato natural, é um ato crítico. E quero acreditar que os professores colaborarão com esse ato crítico”, provoca Roberto.

Professores levaram cartazes se manifestando contra o Projeto de Lei.

A professora Verônica Isidorio, membro do Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres e da Frente de Mulheres dos Movimentos do Cariri, discursou na Câmara Municipal, destacando que a matéria se trata de uma retirada de direitos e que a Casa deveria garantir o que está no Plano Municipal de Educação. “É estranho tratar de violência contra a mulher em sala de aula e achar que tem alguém vigiando. Falar dos altos índices de violência contra a população LGBT e saber que tem gente espionando o que estamos passando nas escolas”, afirma.

“Quando o vereador cria um projeto desse e não se propõe a vir discutir o projeto, não sei qual seria a reação de uma Casa que a pessoa diz o que quer e não vem, sequer, defender. Não faz sentido votar o projeto se nem o vereador veio discutir”, completa Verônica.

Ausente na audiência, o vereador Roberto Anastácio acredita que o Projeto de Lei é uma adequação do município ao Plano Estadual de Educação. Ele acredita que gênero e sexualidade devem ser tratados, exclusivamente, pela família. Para ser aprovado, o Projeto precisa de maioria simples (metade +1) e não precisará passar pelas mãos do Prefeito José Ailton Brasil.

O projeto

O Projeto (nº 1610001) diz que fica proibido na grade curricular da Rede Municipal de Ensino e na rede privada a disciplina denominada “Ideologia de Gênero”, assim como qualquer disciplina que “tente orientar a sexualidade dos alunos ou que tente extinguir o gênero masculino e/ou feminino como gênero humano”, diz a matéria.

 

11:58 · 16.10.2017 / atualizado às 12:04 · 16.10.2017 por

Crato. Estão abertas as inscrições para o Seminário Nacional de História e Contemporaneidades, que será realizado entre os dias 6 e 9 de março de 2018, na Universidade Regional do Cariri (URCA). Em sua terceira edição, o evento traz como tema “Brasil: autoritarismo, cultura política e Direitos Humanos”, que debaterá, em mesas redondas, minicursos e simpósios temáticos, os desafios de refletir o contexto político nacional e o papel da história como espaço de ponderação sobre fenômenos ligados ao tempo presente. O seminário é uma iniciativa do Laboratório de Pesquisas em História Cultural (LAPEHC) e as inscrições se encerram no dia 15 de novembro.

Desde sua primeira edição, em setembro de 2013, o Seminário Nacional de História e Contemporaneidades tem se caracterizado por debater temas pulsantes de nosso tempo. Inclusive, é um evento interdisciplinar, que convida estudantes, professores e pesquisadores de diferentes áreas. De acordo com Sonia Meneses, professora da URCA e membro do LAPEHC, o seminário reunirá pessoas de vários lugares e instituições de educação do País.

“Antropólogos, advogados, historiadores, sociólogos. A ideia é fazer um debate bastante plural sobre este momento que estamos vivendo. Inclusive, momento que estamos notando essa emergência de movimentos conservadores, discussões que estão tomando vários rumos, principalmente com a crise cultural, política e econômica”, aponta a professora.

Na próxima edição, no ano que vem, as quatro mesas principais terão o seguintes debates: movimentos conservadores no século XXI; História, memória e sensibilidades; o ensino da História; cultura política no Brasil. “O seminário propõe não apenas a reflexão de tais problemas, mas um debate que possa apontar alternativas possíveis para a crise na qual nos encontramos”, completa Sonia.

Além disso, o seminário terá 12 simpósios temáticos que terão debates sobre gênero, sexualidade, cultura popular, religiosidade, literatura, patrimônio, entre outros temas. Ainda serão realizados dez minicursos durante os quatro dias de evento. Outra atração será a exposição “Memórias”, do artista plástico Pablo Manyé.

Nas edições anteriores, em 2013 e 2015, o Seminário Nacional de História e Contemporaneidades teve cerca de 700 e 500 inscritos, respectivamente. A expectativa para o ano que vem é de um número ainda maior. Para se inscrever e conferir a programação completa, os interessados podem acessar através do site.

09:31 · 30.05.2017 / atualizado às 09:31 · 30.05.2017 por

Entre os dias 23 e 26 de maio, aconteceu na cidade de Arequipa, Peru, o IV Simpósio Sulamericano y el Caribe de Geoparks.O evento contou com as participações dos já nomeados Geoparks Mundiais da Unesco: Araripe (Brasil, o primeiro das américas), Grutas del Palácio (Uruguai), Mixteca Alta e Comarca Mineira (ambos do México).

Diversos integrantes da rede mundial da Unesco contribuíram com falas importantes que serviram como workshop para afinar as propostas de vários projetos proponentes à Geoparks, como o Rio Coco (Nicarágua), San Martin de Los Andes (Argentina), Toro Toro (Bolívia), Volcánico Del Ruiz (Colômbia), Imbabura, Volcán Tungurahua e Napo Sumaco (Equador), Litoral del BioBio (Chile), Huallay, Pasco e Colca y Volcanes de Andagua (Peru) e também um Geoparque em Cuba.

O Geopark Araripe esteve representado pelo Reitor da Universidade Regional do Cariri, professor José Patrício Pereira Melo, que contou um pouco sobre as conquistas já consolidadas, projetos para o futuro, bem como a importância da comunidade e de parcerias governamentais e privadas na gestão de um Geopark como garantia de sucesso.

Também estiveram presentes o Coordenador de Geoconservação, professor Rafael Celestino Soares e o Coordenador de Comunicação, professor Michel Macedo Marques, responsáveis pelo stand de exposição do GeoPark Araripe que funcionou durante o evento. Novos contatos profissionais e técnicos foram definidos e houve troca de experiências e estratégias implantadas. Também esteve presente Moara Giasson, representando o Ministério do Meio Ambiente do Brasil.

O Simpósio definiu metas e prazos para o estabelecimento da Rede Latino Americana e Caribenha de Geoparks UNESCO, um avanço considerável para a evolução dos Geoparks no Hemisfério Sul.

13:13 · 05.05.2017 / atualizado às 13:25 · 05.05.2017 por

A política de resíduos sólidos tem sido um dos principais desafios das cidades brasileiras, no que se refere ao enfrentamento dos problemas ambientais, sociais e econômicos decorrentes do manejo inadequado dos resíduos sólidos. Apesar da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) ter sido instituída em 2010, estima-se que cerca de 60% dos municípios brasileiros ainda dispõem seus resíduos de forma ambientalmente inadequada em lixões ou aterros controlados (lixões com cobertura precária).

Somente pouco mais de duas mil e trezentas cidades do país dispõem seus resíduos sólidos urbanos coletados em aterros sanitários, individuais ou compartilhados por mais de um município. Esta problemática foi tema de debate durante o terceiro dia da Reunião Regional Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (RR-SBPC), notabilizado como um dos maiores eventos científicos do Nordeste e realizado pela primeira vez na região do Cariri cearense.

Em sua fala de abertura, a palestrante Vitória Moraes, da Autarquia Municipal de Meio Ambiente de Juazeiro do Norte, destacou dois importantes números que estão em desconformidade, mas que servem para ilustrar o problema dos resíduos e que são desproporcionais. “Cada pessoa produz por dia 1,04 kg de resíduos sólidos. Em contrapartida, não há quantidade suficiente de cidades que atuem de forma correta no que diz respeito a coleta e destinação do lixo”, pontua.

Conforme explica, o alto número de lixões gera, consequentemente, um diminuto número de resíduos reciclados, “fato que acaba desencadeando uma série de problemas, como por exemplo, o crescimento de doenças”. Samuel Ricarte, também da Amaju, explica que “a baixa quantidade de aterros está diretamente relacionada ao alto custo de implantação”. Para implantar um aterro de médio porte, isto é, com capacidade para 800 toneladas por dia, são necessários, em médio, investimento de R$ 18,4 milhões.

“Por isso é tão importante os chamados aterros consorciados, aqueles que contam com parcerias de várias cidades”, acrescenta o palestrante. Vitoria lembra, no entanto, que os impactos ambientais, a médio e longo prazo, podem ser bem mais onerosos aos governos. “São inúmeros. Destaco os possíveis problemas de saúde, o bem-estar da população, as condições sanitárias do meio ambiente, a qualidade dos recursos ambientais, dentre outros”, elenca Vitória.

Ao explanar sobre as soluções para conter os lixões e os problemas ocasionados por ele, Samuel destacou que a PNRS incentiva a formação de associações intermunicipais que possibilitam o compartilhamento das tarefas de planejamento, regulação, fiscalização e prestação de serviços de acordo com tecnologias adequadas à realidade regional.

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11:02 · 05.05.2017 / atualizado às 11:02 · 05.05.2017 por

A importância da educação para o crescimento do país e a atual situação da área de ciência, tecnologia e inovação (CT&I) no Brasil, foram destaques na conferência que encerrou a vasta programação do terceiro dia da Reunião Regional da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (RR-SBPC). A conferencista Helena Nader, presidente da SBPC, destacou os acanhados números da educação brasileira, nos ensinos fundamental, médio e superior, se comparado a outros países do mundo e avaliou que a “a ciência é porta para o crescimento de qualquer nação”.

Ao citar a importância das pesquisas científicas, Nader destacou que, além de o país dispor de poucos pesquisadores, a grande maioria nunca saiu do Brasil. “A meta é alcançar a internacionalização”, pontua, ao afirmar que 63% dos pesquisadores nunca foram ao exterior. Outro número negativo que chamou a atenção da presidente da SBPC se refere ao mais importante exame educacional do mundo, elaborado a cada três anos pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) com o intuito de aferir a qualidade, equidade e eficiência dos sistemas escolares, mostraram mais uma vez os alunos brasileiros nas últimas posições do ranking.

Nas três áreas (ciências, leitura e matemática) avaliadas pelo Pisa em 2015, os estudantes brasileiros tiveram desempenho abaixo da média da OCDE. “É assustador”, disse. Dentre 72 países, o Brasil ocupa a 63ª posição em ciências, a 59ª em leitura e a 66ª colocação em matemática. “Falta aplicar mais recursos na educação e de forma correta. Nenhum governo pode avaliar educação e ciência como gastos, mas, sim, investimento”, acrescentou.

Além de evidenciar o quanto o Brasil precisa avançar nas políticas públicas de ensino e em estratégias estruturantes para a melhoria da educação, o índice do Pisa pode servir para mostrar o que as outras nações estão fazendo para alcançarem bons resultados. Na avaliação de Helena Nader, a implantação imediata do Marco legal de ciência, tecnologia e inovação é fundamental para o salto de qualidade educacional no Brasil.

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08:24 · 05.05.2017 / atualizado às 10:57 · 05.05.2017 por

A reunião regional será encerrada nesta sexta-feira, com palestras e mesas redondas que serão realizadas durante todo o dia, além da SBPC Jovem, que acontece das 9 horas às 17 horas, no Ginásio Poliesportivo. A Programação Cultural contará com apresentação de Reisado do Congo do Mestre Aldenir e da Banda Cabaçal dos Irmãos Aniceto, às 19 horas, no Picadeiro do Parque Pedro Felício Cavalcante. Também estão abertas à visitação até o final da reunião regional, as exposições Expo – Lira e Patativa do Assaré – de Poeta Matuto a Poeta Doutor. A feira de artes e produtos orgânicos, Cariri Criativo, e feira de artesanato podem ser vistas no local.

A RR tem mobilizado cerca de 200 palestrantes e quase 4 mil pessoas inscritas no evento. É a primeira vez que acontece no interior do Estado, tendo a Universidade como sede, no campus do Pimenta, em Crato, com instituições de curso superior, públicas e privadas da região, como parceiras. A reunião está sendo promovida pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), com o apoio do Governo do Estado, por meio da Secretaria da Ciência. Tecnologia e Educação Superior (SECITECE).

O evento foi aberto na última terça-feira, no Centro de Convenções do Cariri, com a presença do Governador do Estado, Camilo Santana, o Secretário de Ciência, Tecnologia e Educação Superior do Estado (SECITECE), Inácio Arruda, a presidente da SBPC, Helena Nader, o Reitor da URCA, Patrício Melo, e o Vice-Reitor, Francisco do Ò Lima Júnior, entre outas autoridades.

PROGRAMAÇÃO SEXTA-FEIRA

Mesas-redondas

Nesta sexta-feira estão sendo realizadas mesas-redondas sobre Biodiversidade e Biotecnologia aliadas no Desenvolvimento de Novas Tecnologias para o Aproveitamento de Alimentos, com os palestrantes Henrique Douglas de Melo (URCA), Maria de Fátima Gossi de Sá (CENARGEN) e Ruy Caldas (UCDB), no auditório Missão Velha (Miniauditório do Renasf); Empreendedorismo Regional e Desenvolvimento Territorial do Geopark Araripe, com o Reitor José Patrício Pereira Melo (URCA) e Édio Callou (SEBRAE), no auditório Barbalha (Auditório do Geopark Araripe); Cultura, Memória e Contemporaneidade, com Francisco Regis Lopes (UFC), Alexandre Almeida Barbalho (UECE) e Rosilene Alves de Melo (UFCG), no auditório Nova Olinda (I Semestre de Biologia); O Papel da Pesquisa na Formação e na Prática dos Professores, com Marcelo Câmara dos Santos (CAPES), Luiz Roberto Liza Curi(CNE), Izolda Cela (vice-governadora do Estado) e José Fernandes de Lima (UFS), no auditório Crato (Salão de Atos).

Ainda serão abordados os temas Os impactos da Intersecção da Arte e Sociedade na Formação e Transformação de Sujeitos-Cidadãos-Pensantes, A Seca e os Desafios na Gestão de Recursos Hídricos no Semiárido Nordestino.

Conferências encerram programação Científica, a partir das 14h

A programação de conferências será aberta às 14 horas desta sexta-feira, com Física para os Poetas, com Adilson J.A. de Oliveira (UFRGS), no auditório Barbalha (Geopark Araripe); Água, Fonte de Múltiplos Usos, com Plínio Barbosa de Camargo (USP), no auditório Juazeiro do Norte (Prédio da Bioprospecção Molecular); Produtividade de Florestas de Rápido Crescimento no Semiarido Brasileiro, tendo como conferencista José Antônio Aleixo da Silva (SBPC/UFRPE).

Às 15h30, a RR entra na sua fase final, com as conferências sobre Saneamento básico: situação atual no Nordeste Brasileiro, com o conferencista Álvaro José Menezes da Costa (ABES), no auditório Juazeiro do Norte (Prédio da Bioprospecção Molecular); Economia, Território e Desenvolvimento Econômico do Nordeste, com o Professor Doutor Wilson Cano (Unicamp), no auditório Barbalha (Geopark Araripe), fechando com a conferência Ciência e Pós-Graduação: A Glória , A Virtude e a Loucura (Ou “As nossas missões em tempos de incertezas), com o conferencista Adalberto Ramon Vieira (UFRJ).

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