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Descoberto calendário maia que “passa” de 2012 e “vai” até depois do ano 5800

Publicado em 16/05/2012 - 13:34 por | Comentar

Categorias: Arqueologia, Comportamento

Calendário astronômico maia, encontrado na Guatemala, revela prováveis ciclos lunares, solares e planetários, bem como uma contagem de tempo que segue até pelo menos o ano 5800 Imagem: William Saturno e David Stuart / National Geographic

O mundo não vai acabar este ano! Pelo menos isso não estava na previsão dos maias, ao contrário do que místicos imaginavam. A descoberta de um novo calendário de origem maia (além de desenhos e hieróglifos) por uma equipe de arqueólogos dos Estados Unidos situa essa data para uma data por volta do ano 5800.

O calendário foi datado pelos pesquisadores como tendo sido escrito no ano 813 (quando a Europa vivia em plena Idade Média) e tinha os números um pouco borrados, mas plenamente visíveis. As inscrições encontradas traziam ainda estudos sobre astronomia, ciência que já tinha relativo grau de sofisticação, àquela época, entre os grandes povos da América Central, como os maias. Para se ter uma ideia havia registro dos ciclos da Lua, do Sol e dos planetas Mercúrio, Vênus e Marte.

Esse é também o mais antigo calendário astronômico maia já descoberto. As inscrições foram encontradas na antiga cidade  de Xultún, localizada na região de Péten, Guatemala, em uma casa antiga, relativamente danificada pela ação de saqueadores ao longo da história. Esse é considerado o maior sítio arqueológico maia, que ainda está sendo estudado, e está próximo de outros dois grandes sítios, já melhor conhecidos: Tikal e San Bartolo.

Em Xultún há ainda  35 pirâmides e 24 estelas, monumentos erguidos normalmente a cada 20 anos, Isso pode indicar que a cidade teve pelo menos 480 anos de duração. É  através do estudo desses monumentos que se estima que a civilização maia existiu pelo menos entre os anos de 292 e 909 da nossa Era (tendo sido contemporâneo dos Império Romano, Bizantino e Árabe).

A antiga cidade maia tinha também dois campos esportivos, cinco reservatórios de água e várias praças.  Nas proximidades do sítio, há ainda um palácio de 8 metros de altura e duas grandes pedreiras, na região conhecida como Chaj K’e'k Cué. Arqueólogos acreditam que essa região era também usada como área residencial da elite de Xultún.

Uma curiosidade sobre  a equipe da Universidade de Boston que conduziu o novo achado (que será publicado na prestigiada revista norte-americana Science) é que o arqueólogo que chefiou as pesquisas em Xultún chama-se William Saturno, sobrenome sugestivo para quem descobriu um dos mais antigos calendários astronômicos das Américas.

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Rússia faz maior fotografia da Terra em único clique

Publicado em 13/05/2012 - 12:38 por | Comentar

Vegetação aparece em vermelho, pois foto foi feita com ondas próximas à luz infravermelha Imagem: Roscosmos

Em tempos da febre Instagram, a Agência Espacial Russa (Roscosmos) divulgou a maior fotografia da Terra feita com apenas um clique. São impressionantes 121 megapixels de resoluções, ou um pixel por quilômetro quadrado do nosso planeta!

A imagem foi feita a partir de um satélite meteorológico russo, que está fazendo uma fotografia similar a cada meia hora. O objetivo é monitorar os efeitos das mudanças climáticas e do aquecimento global. A técnica empregada consiste em usar uma combinação de ondas visíveis e outras próximas ao infravermelho, para que a vegetação apareça em vermelho em vez de verde.

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Cegos voltam a enxergar parcialmente (e em cores) após implante de chips

Publicado em 11/05/2012 - 4:04 por | Comentar

Dois britânicos, Chris James e Robin Millar,  que sofriam de cegueira total, recuperaram parcialmente a visão após passarem por um implante de chip eletrônico na parte de trás de suas retinas.

Eles foram capazes de enxergar luzes e contornos de objeto  e até  a sonhar em cores, devido a pixels fotossensíveis nos chips que mandam os sinais captados para o nervo ótico e para o cérebro. A técnica foi desenvolvida pela equipe do Oxford Eye Hospital, coordenada pelo oftalmologista e professor universitário Robert MacLaren.

Veja vídeo produzido pela BBC

Experiência semelhante já havia sido feita com sucesso na Alemanha, em 2010, (também sob supervisão de MacLaren), entre pacientes que sofriam de distrofia hereditária da retina, mas naquela ocasião os pacientes só puderam distinguir tons de preto, branco e cinza.

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“SuperLua” será observável na noite deste sábado

Publicado em 04/05/2012 - 19:46 por | 2 Comentários

SuperLua de 2011 foi a maior do século XXI: 356,5 mil km. Em 2012, o astro estará à distância muito próxima, 357 mil km Imagem: Nasa

Um fenômeno promete mobilizar astrônomos, astrólogos e curiosos neste sábado (05). A Lua, satélite natural da Terra, estará na menor distância do nosso planeta em 2012, a apenas 357 mil km de nós.

O evento é conhecido popularmente como “SuperLua”, porque possibilita uma visualização 14% maior e um brilho 30% mais intenso do corpo celeste vizinho. Em sua distância média, o astro dista 381,6 mil km da Terra.

Em 19 de março do ano passado, a Lua esteve ainda mais próxima, a 356,5 mil km. Essa proximidade máxima ocorre normalmente a cada 18 anos. Vale lembrar que o corpo celeste orbita em torno do nosso planeta numa trajetória elíptica e não circular, daí a variação na distância.

Embora as variações no tamanho da imagem da “SuperLua” no céu, ao longo do dia de amanhã, não sejam grandes, o melhor horário para observar o fenômeno (em cidades com pouca nebulosidade) será pouco depois do pôr do Sol. Isso porque devido à refração da atmosfera qualquer astro observado próximo à linha do horizonte é visto em dimensões maiores.

SuperLua” só afeta marés

Apesar da cultura popular e dos místicos associarem o fenômeno a desastres, a comunidade científica mundial reconhece  as marés como únicos fenômenos influenciáveis, em níveis significativos, pela proximidade da Lua. Mesmo assim, não faltou quem tentasse relacionar a “SuperLua” de 2011 com o terremoto e o tsunami no Japão, o que é um completo absurdo ´do ponto de vista científico.

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Cientistas querem construir sonda-navio para explorar lagos de metano líquido em Titã

Publicado em 04/05/2012 - 1:10 por | Comentar

Concepção artística de como seria a descida da sonda-navio nos lagos de metano líquido de Titã Imagem: Open University

O corpo celeste extraterrestre conhecido com mais chances de habitabilidade (64%), a lua saturnina Titã (descoberta em 1655), pode ganhar a exploração mais inusitada da história da astronáutica.

Cientistas britânicos da Open University sugeriram a Nasa e a Agência Espacial Europeia (ESA) a construção de uma sonda espacial em forma de navio, que desceria até os lagos de metano líquido do satélite natural com a ajuda de paraquedas. Seria a primeira vez que um objeto construído pela humanidade navegaria fora da Terra.

Titã, que  fica a quase 1 bilhão de quilômetros daqui, tem grandes semelhanças com o que se acredita terem sido as condições primitivas do nosso mundo. O único problema é que lá é uma versão gelada do nosso mundo primordial.

Parecido, mas bem diferente da Terra 

Cerca de 95% da atmosfera  dessa lua é composta de nitrogênio, aqui esse índice é de 78%.  O oxigênio, como nós conhecemos aqui, não existe por lá, mas esse gás também não existia em nosso planeta antes do surgimento dos micro-organismos fotossintetizantes.

Titã, assim como a Terra, é rico em hidrocarbonetos (moléculas, incluindo o próprio metano, que compõem, por exemplo, o nosso petróleo), rochas  e “areia” de gelo, que formam verdadeiras dunas cobrindo 4 milhões de km² (cerca de metade do tamanho do território brasileiro).

Os tais lagos ou mares de metano (e possivelmente etano), segundo indicam dados enviados pela sonda espacial Cassini, tem um ciclo parecido com o da água na Terra, Lá há provavelmente nuvens, névoas, chuva, tempestades e rios desse elemento, que aqui é encontrado no estado gasoso.

Em Titã, a região com maior predominância de metano líquido é o hemisfério norte, embora isso possa variar de acordo com a estação do ano saturniano, que equivale a 29 anos terrestres.  A explicação é simples, o metano ferve à -161ºC e a temperatura média daquela lua é de – 179ºC , embora a máxima possa chegar a -50ºC.

Já em nosso planeta, onde a temperatura mínima é de -89ºC, o metano teve e tem um papel chave para a vida, embora possa se formar em condições não biológicas. Essa molécula simples, por exemplo, é produzida por bactérias que decompõem matéria orgânica, bem como nos sistemas digestivos de animais, como nós humanos.

O gás é também altamente inflamável e mal-cheiroso, mas o mais grave é que ele tem potencial gerador de efeito estufa até maior que o dióxido de carbono (CO2), apontado como o grande vilão do aquecimento global.

Acredita-se que  liberações em larga escala de metano estão por trás de alguns dos grandes ciclos de extinção na Terra pré-histórica e há uma preocupação crescente de ambientalistas quanto ao aumento da emissão desse gás, cuja concentração dobrou nos últimos 200 anos.

Futuro “promissor” para vida em Titã 

Essa é a principal imagem enviada pela Huygens, da superfície de Titã, mostrando rochas de gelo Imagem: Agenciaa Espacial Europeia

Mas mesmo tendo até 60 vezes mais capacidade de aquecimento que o CO2, o metano de Titã não interfere muito nas temperaturas de lá.

Com a enorme distância que separa o satélite do Sol, a quantidade de calor e radiação que atinge sua superfície é mínima e a nossa estrela, vista de lá é pouco mais brilhante que uma lua Cheia, embora bem menor.

Mesmo com essas condições tão adversas, astrobiólogos não descartam a possibilidade de que formas de vida bem diferentes da nossa existam por lá, embora seja improvável encontrar algo mais complexo que algum micro-organismo exótico.

As melhores imagens feitas daquele corpo celeste foram feitas pela sonda Huygens, que foi enviada junto à Cassini, e desceu pela densa atmosfera titânica  em janeiro de 2005.

Infelizmente, para os cientistas e para nós amantes da ciência, a Huygens só conseguiu enviar imagens por 90 minutos, antes de suas baterias solares pararem de funcionar, o que foi suficiente, no entanto, para mostrar a superfície do astro.

Caso não seja colonizado pela raça humana ou por qualquer outra nos próximos 5 bilhões de anos, estima-se que Titã vai se tornar uma espécie de paraíso para a vida quando o Sol começar a se expandir.

Isso porque nessa distante época futura, a energia solar que atingirá Titã será a mesma que atinge a Terra hoje. E todas as condições prévias formadoras da vida se encontram por lá…

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Ver obras de arte ou pessoa amada estimulam mesmas áreas do cérebro

Publicado em 30/04/2012 - 22:32 por | Comentar

Conceitos estéticos que envolvem a apreciação de uma obra de arte, como esta pintura de Salvador Dalí, ou da pessoa amada estimulam a mesma região cerebral, o córtex medial orbitofrontal Imagem: Icollector

Apreciar obras de arte, paisagens bonitas e a pessoa amada são atividades que envolvem as mesmas regiões cerebrais. É o que aponta a pesquisa da equipe do cientista Semir Zeki, do Laboratório de Neurobiologia da College London, na Inglaterra.

De acordo com o estudo, além de envolverem as mesmas regiões, o córtex medial orbitofrontal (que compõe o chamado sistema límbico) e o núcleo caudado (ligado ao aprendizado e à memória), os apaixonados tendem a considerar a pessoa desejada bonita, independente de ela se encaixar ou não nos padrões estéticos socialmente reconhecidos como belos.

Contudo, como já era relativamente bem mapeada a zona cerebral responsável pelo sentimento de desejo e de amor, o foco da pesquisa de Zeki foi ver como as pessoas reagiam diante de obras de arte. As cobaias foram 21 pessoas de diferentes culturas que foram expostas a mais de 100 pinturas e composições musicais.

Na primeira etapa do experimento, os voluntários tinham de classificar as obras de bonitas, feias ou indiferentes.  Na segunda etapa, elas eram novamente expostas às peças artísticas, mas dessa vez com eletrodos que monitoraram sua atividade cerebral.

O resultado, é que houve insignificante reação do cérebro, quando as pessoas estavam diante de obras que julgavam indiferentes. Já quando estavam diante das obras que consideravam bonitas, elas acionavam as mesmas áreas que acionavam quando viam fotografias de pessoas amadas. O estudo será publicado na revista PLoS One.

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(Mais um) Cientista afirma ter descoberto o “ponto G”

Publicado em 29/04/2012 - 1:10 por | Comentar

Prazer sexual feminino seria mais intenso a partir da estimulação do chamado "ponto G", supostamente localizado na entrada da vagina. No entanto, maior parte dos ginecologistas e sexólogos considera que pesquisas feitas são falhas e duvidam da existência da estrutura Imagem: Deviant Art

Polêmica no mundo da anatomia, ginecologia e sexologia! Uma das mais controversas teorias científicas, a da existência de uma zona extremamente erógena no corpo feminino, provocadora de orgasmos intensos, apelidada de “ponto G”, ganhou mais um defensor.

O pesquisador norte-americano Adam Ostrzenski, do Instituto de Ginecologia de São Petersburgo, na Flórida (EUA), afirma ter encontrado a localização exata do “ponto G” ao fazer a autópsia de uma mulher de 83 anos que morreu de traumatismo craniano. A descoberta foi publicada na revista médica “The Journal of Sexual Medicine”.

 De acordo com Ostrzenski, a misteriosa zona erógena consiste numa estrutura bem delineada localizada na parede “da frente” da vagina e comprimida em um “casulo” de cerca de 3,3 mm. Uma vez desencapsulado, o suposto “ponto G”  se estendeu para as dimensões de 8,1 mm de comprimento, por 3,6 mm de largura e 0,4 mm de altura.

O tecido pesquisado tinha consistência fibrosa e coloração azulada. “É o único tecido que apresenta essa cor. Não há outra estrutura similar ao ponto G. Nunca se tinha ido tão profundamente dentro da vagina como essa pesquisa. Essa estrutura mostrou ter potencial de se esticar, de ficar maior, quando estimulada”, explica o ginecologista.

Mas porque ponto G? 

As pesquisas sobre a suposta estrutura anatômica erógena vem alimentando controvérsias desde 1950. O primeiro a propor a existência de uma região provocadora de orgasmos na genitália feminina foi o cientista alemão Ernst Grafenberg, ao pesquisar o funcionamento da uretra e sua eventual ligação com o prazer sexual nas mulheres.

Em 1981, uma nova pesquisa se debruçou sobre a pesquisa de uma região na vagina que foi batizada de zona de Grafenberg e logo de “ponto G”. No entanto, diversas pesquisas já aconteceram de lá para cá, desmentindo ou minimizando a importância dessas estruturas anatômicas no orgasmo feminino.Entre os que minimizam os resultados da pesquisa de Ostrzenski, está o ginecologista brasileiro Gerson Lopes, presidente da Comissão Nacional de Sexologia da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).

Ele diz que “já é consenso médico é que a única parte sensível da vagina é o músculo localizado logo na entrada do genital, que pode ficar erétil quando a mulher fica excitada ou a partir da entrada do pênis, mas nunca definiram uma região anatomicamente e histologicamente na vagina. É muito mais fácil imaginar que seja o corpo clitoridiano abordado do que um ponto especial”.

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Primeiro voo privado para ISS é adiado em uma semana

Publicado em 25/04/2012 - 11:00 por | Comentar

Depois de ser agendado para o dia 30 de abril, o primeiro voo espacial privado até a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla inglesa) vai ter de esperar mais uma semana, ficando para 7 de maio. Foi o que anunciou o diretor do projeto da empresa norte-americana SpaceX, Elon Musk.

“Adiamos o lançamento em uma semana para realizar mais testes dos códigos de acoplamento da Dragon (à ISS)”, explicou Musk. Na segunda-feira (23), a Agência Espacial Norte-Americana (Nasa), que assessora o projeto, avaliou como viável o lançamento do foguete da Space X, Falcon 9, a partir da base de Cabo Canaveral, na Flórida (EUA), bem como o acoplamento da nave não tripulada Dragon à ISS.

De acordo com os engenheiros da Nasa, há compatibilidade entre os softwares da SpaceX e da ISS. A cápsula Dragon pesa seis toneladas e mede 5,2 metros de altura por  3,6 metros de diâmetro. Em seu primeiro acoplamento à ISS, a nave será acessada através do braço robótico da estação orbital, comandado pelos astronautas em órbita.

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Chineses criam ovelha que produz gordura boa para o coração

Publicado em 25/04/2012 - 4:05 por | 1 Comentário

Ovelha transgênica Peng Peng produz gorduras polinsaturadas, boas para prevenir doenças e mau funcionamento do o coração humano Imagem: Reuters

Cientistas chineses deram mais um passo na produção de alimentos transgênicos voltados para a saúde humana.  A equipe do Instituto de Genômica de Pequim, comandada pelo pesquisador Du Yutao, modificaram um embrião de ovelha introduzindo o gene do verme Caenorhabdtis elegans que produz a chamada gordura boa.

Presente em nozes, peixes e alguns tipos de verduras, a gordura polinsaturada também é produzida por vermes nematódeos (como o utilizado na pesquisa chinesa). Na alimentação humana, ela auxilia no combate a doenças cardiovasculares, prevenindo risco de ataques cardíacos. A ovelha modificada geneticamente, apelidada de Peng Peng, nasceu no último dia 26 de março, pesando 5,74 kg e segundo os cientistas vem crescendo com saúde desde então.

A técnica consistiu na inserção do gene ligado à produção de ácidos graxos em uma célula retirada da orelha de um carneiro, que em seguida foi fundida a um óvulo não fertilizado e implantada no útero de uma ovelha. O governo chinês vem incentivando a pesquisa em alimentos geneticamente modificados tanto para aumentar a produtividade quanto a qualidade dos produtos agropecuários. Vale lembrar que a China, apesar de ser a segunda maior economia, ter a maior população e a terceira maior área, possui apenas 7% da terra arável do mundo.

“O governo chinês encoraja projetos de transgênicos, mas precisamos ter métodos e resultados melhores para provar que plantas e animais transgênicos são inofensivos e seguros para o consumo. Isso é crucial”, disse Du. No mundo, apesar da grande quantidade de alimentos transgênicos de origem vegetal, ainda é tímida a produção animal transgênica. Uma das pesquisas mais avançadas envolvendo animais é a da empresa norte-americana AquaBounty com o salmão do Atlântico.

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Cientista brasileiro cria DNAs artificiais e pode revolucionar Medicina e Astrobiologia mundial

Publicado em 22/04/2012 - 1:48 por | 1 Comentário

Mudança de açúcares de um DNA criou um código genético artificial apelidado de XNA e que pode ajudar a curar doenças na Terra ou encontrar vida fora dela Imagem: Open Four

Essa é para encher de orgulho qualquer brasileiro. O bioquímico Vítor Pinheiro, de 34 anos, é o autor de uma técnica revolucionária que desenvolveu os primeiros DNAs artificiais, denominados de XNAs.

Na natureza o DNA (ácido desoxirribonucléico) e o seu parente químico, o RNA (ácido ribonucléico), estão por trás da transmissão de informações genéticas e a ausência ou a presença dessas moléculas gigantes (também chamadas de polímeros) era praticamente usada para diferenciar os seres vivos de todos os outros elementos, substâncias e materiais.

Mas com o êxito da pesquisa que o paulistano realizou em parceria com cientistas da Universidade Cambridge, no Reino Unido, uma nova fronteira está sendo aberta tanto na busca pela cura de doenças como também na astrobiologia, a pesquisa sobre formas de vida extraterrestre.  Até o momento a equipe conseguiu criar seis tipos diferentes de “XNA” e aptâmeros (pequenas moléculas capazes de se ligar e bloquear outras) a partir deles.

O feito da técnica anglo-brasileira incluiu não só a construção química do XNA, mas também que o composto artificial conseguisse transferir informação para um DNA tradicional, de modo similar ao que o RNA de vírus faz quando invade o código genético de seu hospedeiro.  “Até agora, parecia que apenas DNA e RNA podiam guardar informação genética. Se a gente mostra que outro tipo de polímero é capaz de fazer isso, o DNA e o RNA deixam de ser especiais”, explica Pinheiro.

Consequências para Medicina e Astrobiologia

Uma das maiores consequências da descoberta é ampliar as possibilidades de descoberta de vida extraterrestre ou mesmo de formas de vida exóticas em nosso próprio planeta, já que a técnica mostra que outros tipos de compostos químicos podem se reproduzir.  Outra grande consequência é a possibilidade de se criar medicamentos mais eficazes e que apresentem menos rejeição do organismo.

Para conseguir essa proeza, Pinheiro e seus colegas, trocaram a molécula de açúcar de uma DNA tradicional, que possuem cinco átomos de carbono e substituiu por moléculas diferentes compostas por quatro, cinco ou seus átomos de carbono. DNAs, RNAs e XNAs são formados por três tipos de submoléculas: açúcares, fosfatos e bases nitrogenadas.

A outra engenharia do processo foi descobrir polimerases nos DNAs que pudessem se comunicar com os XNAs e com isso estava completo o ciclo de criação dos novos compostos genéticos artificiais. O estudo será publicado na tradicional revista científica Science.

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