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Vacina contra a febre reumática desenvolvida no Brasil será testada em humanos ainda em 2013

Publicado em 20/05/2013 - 11:37 por | Comentar

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Vacina mostrou eficácia em roedores e porcos e deve ser testada em humanos voluntários ainda em 2013 Foto: USP / Divulgação

Vacina mostrou eficácia em roedores e porcos e deve ser testada em humanos voluntários ainda em 2013 Foto: USP / Divulgação

Pesquisadores do Instituto do Coração (InCor), da Universidade de São Paulo (USP), desenvolveram uma vacina contra a febre reumática – doença inflamatória que acomete pessoas geneticamente suscetíveis após uma infecção bacteriana. O medicamento deve começar a ser testado em seres humanos ainda este ano .

Experimentos feitos em roedores e em pequenos porcos sugerem que o imunizante é seguro e tem capacidade de induzir uma resposta imunológica específica contra a bactéria Streptococcus pyogenes. “Com esses resultados em mãos, estamos prontos para iniciar estudos de fase 1 em humanos. Apenas aguardamos a liberação do financiamento pré-aprovado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)”, projetou cientista. No primeiro momento, serão vacinados apenas indivíduos adultos saudáveis (voluntários). O objetivo é verificar se o imunizante consegue induzir a produção de anticorpos específicos.

Como funciona a febre reumática

Na maioria dos infectados, esse patógeno causa apenas dor de garganta, mas em crianças predispostas, porém, o contato com ela pode desencadear um quadro autoimune.  Na tentativa de se defender da bactéria, o sistema imunológico começa a atacar tecidos do próprio organismo – o coração é o principal alvo. “Isso acontece porque partes da bactéria têm sequências de aminoácidos e a conformação de algumas proteínas muito parecidas com as existentes nas válvulas cardíacas”, explicou Luiza Guilherme, pesquisadora do InCor e coordenadora da pesquisa.

A doença também pode causar um quadro de dor nas articulações conhecido como poliartrite, que costuma melhorar com o tempo. Mas as lesões nas válvulas cardíacas são progressivas e permanentes – levando, cedo ou tarde, à necessidade de cirurgia. “Quando o paciente é operado pela primeira vez ainda criança, a chance de precisar passar por várias cirurgias ao longo da vida é grande. Por isso a febre reumática é uma das doenças com tratamento mais caro no Brasil e no mundo”, afirma a pesquisadora. Estima-se que de 3% ou 4% das pessoas sejam suscetíveis a desenvolver doença autoimune após a infecção pela S. pyogenes.

Ainda assim, o custo do tratamento da febre reumática para o Sistema Único de Saúde (SUS) fica atrás apenas do gasto com a Aids. No levantamento mais recente, feito em 2007 pelo Ministério da Saúde,  foram R$ 60 milhões para custear o tratamento clínico da doença e outros R$ 120 milhões para cirurgias cardíacas. No InCor, onde são atendidos cerca de 600 pacientes com a doença reumática cardíaca por mês, 2 mil pessoas estão na fila para fazer a cirurgia valvular. Quase 40% dos operados são crianças.

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Ornitólogos brasileiros descobrem 15 novas espécies de aves na Amazônia; achado é o maior em 140 anos

Publicado em 19/05/2013 - 15:40 por | Comentar

Nova espécie de gralha descoberta vive apenas no sul do Amazonas e corre risco de extinção Foto: Luciano Moreira Lima / Pesquisa Fapesp

Nova espécie de gralha descoberta vive apenas no sul do Amazonas e corre risco de extinção Foto: Luciano Moreira Lima / Pesquisa Fapesp

A ornitologia brasileira fez sua maior descoberta desde 1871: 15 novas espécies de aves da Amazônia foram descobertas e serão formalmente descritas numa série de artigos científicos que serão publicados em julho num volume especial do Handbook of the birds of the world, da editora espanhola Lynx Edicions. Essa é uma coleção de 17 livros que é adotada como fonte de consulta por ornitólogos profissionais e amadores de todo o mundo.

Os autores das descrições pertencem a três instituições nacionais de pesquisa – Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (MZ-USP), Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), de Manaus, e Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), de Belém – e ao Museu de Ciência Natural da Universidade Estadual da Louisiania (LSUMNS), Estados Unidos. Onze das novas espécies são endêmicas do Brasil e quatro podem ser encontradas também no Peru e na Bolívia.

Oito delas ocorrem somente a oeste do rio Madeira, na parte ocidental da Amazônia; cinco habitam exclusivamente terras situadas entre esse curso d’água e o rio Tapajós, no centro da região Norte; e duas vivem apenas a leste do Tapajós, no Pará, na porção mais oriental da floresta tropical. No entanto, até que o livro seja oficialmente publicado, o nome científico e alguns detalhes sobre a anatomia e o modo de vida das novas espécies não podem ser divulgados. Dessas aves até agora desconhecidas e sem registro na literatura científica, a maior e mais espetacular é uma espécie de gralha (foto), do gênero Cyanocorax, com cerca de 35 cm de comprimento, que vive apenas na beira de campinas naturais situadas, entre os rios Madeira e Purus, no Amazonas.

“Essa gralha está ameaçada de extinção. Seu hábitat está em perigo e podemos perder a espécie antes de ter tido tempo de estudá-la a fundo. A nova gralha também ocorre numa zona de campos naturais no sul do Amazonas, próximo a Porto Velho, onde há muitos colonos do Sul do país, que a confundem com a gralha-azul [um dos símbolos do Paraná”, diz Mario Cohn-Haft, curador da seção de ornitologia do Inpa, principal descobridor do cancão-da-campina, nome popular da ave. Sua principal região de ocorrência fica próxima à rodovia BR-319, que liga a capital amazonense a Porto Velho. A estrada está sendo reformada e os pesquisadores temem que o acesso facilitado ao local coloque em risco o hábitat da espécie.

Com exceção de uma ave da ordem dos Piciformes, que inclui tucanos e pica-paus, as demais espécies amazônicas agora apresentadas à comunidade científica pertencem à ordem dos Passeriformes. Popularmente chamados de passarinhos, os membros desse grupo representam aproximadamente 55% das espécies de aves conhecidas, como os pardais, canários, bem-te-vis e tantas outras. Além da gralha e do parente distante dos tucanos, serão descritos no livro cinco espécies da família Thamnophilidae (na qual se incluem os papa-formigas), quatro da família Dendrocolaptidae (todas novas formas de arapaçus), três da vasta família Tyrannidae (que compreende 400 espécies presentes do Alasca à Terra do Fogo) e uma da pequena família Polioptilidae (composta por menos de 10 espécies, em geral aves vulgarmente denominadas balança-rabo).

Nova espécie de Arapaçu só foi descoberta  com a ajuda do Exército, devido a ameaça do garimpo ilegal Foto: Zig Koch / Pesquisa Fapesp

Nova espécie de Arapaçu só foi descoberta com a ajuda do Exército, devido a ameaça do garimpo ilegal Foto: Zig Koch / Pesquisa Fapesp

Biodiversidade conhecida com ajuda do Exército e ameaça do garimpo

Em termos numéricos, as novas espécies amazônicas representam um acréscimo de quase 1% na biodiversidade nacional de aves. “Somos o segundo país com maior número de espécies de aves conhecidas, cerca de 1.840. Apenas a Colômbia tem mais espécies do que nós, aproximadamente 1.900. Mas, daqui a uma década, devemos chegar às 2 mil espécies de aves conhecidas no Brasil. Há vários exemplares de aves desconhecidas nos museus brasileiros, oriundos de diversos biomas, que serão descritos nos próximos anos”, afirma Luís Fábio Silveira, curador do setor de ornitologia do Museu de Zoologia da USP, um dos coordenadores da iniciativa.

Para conseguir a façanha, os cientistas precisaram até do apoio de proteção armada para entrar em regiões que poderiam abrigar novas formas de aves. A localidade em que vivia um tipo de arapaçu-de-bico-torto (foto), é a Floresta Nacional de Altamira, próxima à rodovia BR-163, no sul do Pará. A área é uma unidade de conservação. “Para podermos trabalhar com seguranç, tivemos de ser escoltados por soldados. Havia um garimpo ilegal em funcionamento na unidade. A tensão de trabalhar num lugar assim é grande e, não fosse a presença do Exército, não teríamos conseguido”, conta Alexandre Aleixo, da seção de ornitologia do MPEG.

Rios da Amazônia “criam” novas espécies

De cada ave descoberta, os pesquisadores também sequenciaram alguns milhares de pares de bases de genes presentes no DNA nuclear e nas mitocôndrias, organelas celulares responsáveis pela produção de energia que têm genoma próprio, independente. O material genético foi comparado com o DNA de espécies já conhecidas a fim de averiguar sua singularidade e montar, quando possível, relações de parentesco ou uma árvore filogenética. “Para boa parte das novas aves que estamos descrevendo, a confirmação de que se tratava de espécies diferentes foi obtida com a inclusão do aspecto genético”, comenta Aleixo.

Os estudos genéticos são capazes de revelar informações preciosas sobre as origens das espécies. A história evolutiva de duas novas aves agora descritas, dois chorozinhos do gênero Herpsilochmus, é bem ilustrativa do tipo de contribuição que pode ser obtida com essa abordagem. Ambas as espécies são quase iguais do ponto de vista morfológico, mas suas vocalizações são nitidamente distintas. Uma das aves habita um trecho da margem direita do rio Madeira e outra vive apenas na margem esquerda. Nesse caso, o Madeira funciona como uma barreira natural entre as duas populações de aves, que não mantêm contato uma com a outra.

A separação prolongada dos dois grupos de chorozinhos levou ao processo evolutivo que os biólogos denominam especiação: o surgimento de uma nova espécie, no caso de duas, originadas da fragmentação de uma população ancestral comum e que hoje ocorrem em ambientes sem comunicação (efeito vicariante). Apesar das enormes semelhanças morfológicas entre as duas populações de chorozinhos, os estudos genéticos relevaram – e esse é o dado realmente surpreendente – que elas foram isoladas pelo Madeira há 2 milhões de anos atrás.

Com informações da Pesquisa Fapesp

Nasa divulga vídeo de choque de meteorito contra a Lua; explosão pôde ser vista na Terra

Publicado em 18/05/2013 - 19:17 por | 4 Comentários

Categorias: Astronomia
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Explosão ocorrida no dia 17 de março deste ano pôde ser vista a olho nu, mas só agora a Nasa divulgou vídeo mostrando choque do meteorito com a Lua  Foto: Nasa/Divulgação

Explosão ocorrida no dia 17 de março deste ano pôde ser vista a olho nu, mas só agora a Nasa divulgou vídeo mostrando choque do meteorito com a Lua Foto: Nasa/Divulgação

 O monitoramento da Lua por satélites, feito inclusive com parceria cearense, tem registrado muito mais que dados sobre o astro. Na sexta-feira (17), a Nasa (Agência Espacial Norte-Americana) divulgou um vídeo mostrando o maior choque de um meteorito contra o nosso satélite natural em oito anos. 

Confira o vídeo neste link

Uma rocha de 30 centímetros de diâmetro, pesando 40 kg e viajando a 90 mil km/h chocou-se contra a Lua, no último dia 17 de março, mas só agora a Nasa divulgou o vídeo. ”Ele explodiu em um clarão quase 10 vezes mais brilhante do que qualquer coisa que tenhamos visto antes”, disse em comunicado Bill Cooke, do escritório de estudos de meteoritos da Nasa no Centro Espacial Marshall de Huntsville, no Alabama. Ainda segundo ele, “clarão era tão brilhante que qualquer pessoa que estivesse olhando para a lua no momento do impacto poderia tê-lo visto sem telescópio”.

Desde que a agência começou a monitorar esse tipo de impacto já foram registrados cerca de 300 choques. Como a Lua não tem atmosfera todo corpo celeste que for em sua direção se chocará contra sua superfície. Isso explica porque o astro tem tantas crateras, muitas das quais visíveis da Terra a olho nu.

 Cientistas da Nasa acreditam que a explosão acontecida em março deve ter deixado uma cratera de cerca de 20 metros. O mesmo satélite que registrou o choque com o meteorito, agora busca encontrar o local exato da cratera recém-formada.

 

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Dióxido de carbono atinge maior concentração atmosférica na História…e pode piorar muito

Publicado em 11/05/2013 - 12:48 por | Comentar

Eventos climáticos extremos, como a seca 2012-2013 no Nordeste brasileiro podem se agravar em níveis sem precedentes caso níveis de CO² continuem aumentando no ritmo atual Foto: Wellington Macedo

Eventos climáticos extremos, como a seca 2012-2013 no Nordeste brasileiro podem se agravar em níveis sem precedentes caso níveis de CO² continuem aumentando no ritmo atual Foto: Wellington Macedo

Em época de forte seca no Nordeste e outros extremos climáticos pelo mundo, a concentração de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera do Hemisfério Norte superou pela primeira vez na história recente a fronteira simbólica das 400 partes por milhão (ppm). Os dados foram divulgados na sexta-feira (10) pela Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês).

O número representa um preocupante  marco já que foi registrado em Mauna Loa, no Havaí, a estação de medição de dióxido de carbono contínua mais antiga do planeta e que é considerado o principal local de medição de gases do efeito estufa desde que começou a operar em 1958. “É impossível parar a chegada do CO2 aos níveis de 400 partes por milhão. Isso já é um fato. Mas o que acontece a partir de agora ainda importa para o planeta e está sob nosso controle”, afirmou Ralph Keeling, geoquímico do Centro Oceanográfico de San Diego, no comunicado da NOAA.

Os cientistas determinaram que, antes da revolução industrial do século 19, os níveis de CO2 eram de 280 partes por milhão. A taxa de aumento se acelerou desde que começaram as análises contínuas em 1958, ao passar de cerca de 0,7 partes por milhão ao ano naquela época a uma média de 2,1 partes por milhão ao ano na última década.

A última vez em que o nível de CO2 chegou a 400 ppm foi durante o período geológico do Plioceno, entre 3,2 milhões e 5 milhões de anos atrás, quando a Terra marcava de 2 a 3 graus a mais. Esse período coincidiu com a separação entre a espécie humana e as espécies do chimpanzé e do bonobo.

Em ritmo atual haverá colapso da agricultura em 100 anos e gigantesca extinção em massa nos 500 anos seguintes

Já havia uma expectativa de que os índices pudessem ultrapassar o limite de 400 ppm, mas os pesquisadores não previam que isso aconteceria tão rápido, segundo Hilton Silveira Pinto, do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas a Agricultura, da Unicamp.

“No início do século, os índices de concentração de CO2 eram de 370 ppm. Os 400 ppm são equivalentes a um aumento de cerca de 10% no conteúdo de carbono. Pode ser que, em 30 anos, estes números cheguem a 500 ppm, fazendo com que plantas tenham dificuldade em se desenvolver. Caso alcancem os 700 ppm, as plantas não se desenvolverão mais”, relatou o pesquisador. No ritmo atual, isso levaria pouco mais de um século e levaria a um colapso na agricultura.

Mas o quadro poderia ser muito pior num futuro um pouco mais distante. A concentração do gás gerador de efeito estufa poderia chegar a estonteantes 2.000 ppm, em cerca de 600 ou 700 anos, índice similar ao registrado durante a extinção do Permiano-Triássico, há cerca de 250 milhões de anos. A extinção foi a maior conhecida e vitimou 90% das espécies marinhas e 70% das terrestres.

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Vídeo na web mostra golfinho “pedindo” ajuda a mergulhador para se livrar de anzol

Publicado em 09/05/2013 - 16:49 por | 1 Comentário

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Mais uma demonstração de inteligência animal extrapola o campo da pesquisa científica e se torna um viral na rede de compartilhamento de vídeos Youtube.

Um golfinho da espécie Tursiops truncatus, o popular “nariz-de-garrafa” se aproximou do mergulhador Keller Laros e mostroua ele sua nadadeira, onde um anzol com linha de pesca estava enrolado. Laros  entendeu o pedido e ajudou o animal.

O fato inusitado, mas que não surpreende pesquisadores da espécie, ocorreu em Kona, no Havaí (EUA). O benfeitor e sortudo mergulhador estava observando o comportamento das arraias-mantas e agora seu vídeo já rendeu 352 mil visualizações em todo o mundo.

Confira vídeo

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Vírus híbrido de gripes aviária e suína pode matar até 100 milhões de pessoas, alerta pesquisador

Publicado em 04/05/2013 - 13:16 por | 1 Comentário

Gripe aviária, causada pelo vírus H5N1, pode ser letal em 60% dos casos e já matou quase 400 pessoas em todo o mundo, mesmo não sendo transmitida entre humanos Imagem: Animal People News

Gripe aviária, causada pelo vírus H5N1, pode ser letal em 60% dos casos e já matou quase 400 pessoas em todo o mundo, mesmo não sendo transmitida entre humanos Imagem: Animal People News

Uma pesquisa polêmica e considerada perigosa pela comunidade científica internacional foi publicada na prestigiada revista científica Science. A equipe da Academia Chinesa de Ciências Agrícolas e da Universidade Agrícola Gansu teriam criado um novo vírus misturando os genes da “gripe das aves” H5N1 e o da “gripe suína” H1N1.

O vírus híbrido seria capaz de se disseminar pelo ar entre cobaias, através de gotículas respiratórias, e estaria mantido no freezer de um laboratório. Com a pesquisa e o experimento, a equipe chinesa indicou ter provado que o vírus H5N1, que apresenta até 60% de letalidade, pode precisar apenas de uma simples mutação genética para “adquirir transmissibilidade entre mamíferos” e, por tabela… em humanos.

Híbridos de gripe podem aparecer na natureza quando duas cepas infectam a mesma célula e trocam genes em um processo conhecido como reagrupamento, mas não existem evidências de que o H1N1 e o H5N1 tenham feito isso até agora. O temor é que experimentos como os realizados na China estejam colocando a humanidade em risco ao criar mutantes desses dois vírus.

Vírus podem causar pandemias e até 100 milhões de mortes no mundo

De acordo com o professor de virologia Simon Wain-Hobson, do Instituto Pasteur, da França, a preocupação é reforçada pelo histórico de “um vazamento em laboratório de febre aftosa, uma doença que afeta o gado e que causou um surto na Grã-Bretanha seis anos atrás”. Wain-Hobson alertou ainda que “estes vírus podem causar pandemias. Isto é, se acontecer algum erro e eles escaparem ou coisa parecida, isso pode afetar as pessoas e provocar entre 100 mil e 100 milhões de mortes”.

Wain-Hobson teme que o risco possa ser maior que o valor científico da pesquisa. As descobertas, argumenta, têm pouco valor para a descoberta de uma vacina ou de um tratamento que levaria anos para desenvolver, provavelmente muito antes de um surto. Segundo afirmou Robert May, ex-presidente da Royal Society of Science britânica, ”o registro de retenção nos mais importantes laboratórios de contenção não é bom. Tem havido repetidos vazamentos. Você não faz estas coisas a menos que exista algum apelo de emergência extrema. Estamos enfrentando um perigo presente e real com benefícios extremamente dúbios para o público”.

O virologista John Oxford, da Universidade Queen Mary, de Londres, no entanto, disse que o experimento era um alerta importante. Ele demonstrou como dois vírus, ambos que ainda infectam pessoas ao redor do mundo, podem trocar genes. “A matemática dirá que cedo ou tarde uma pessoa será infectada pelos dois vírus, provavelmente levando a um  híbrido que começará a se disseminar. Precisamos nos reorganizar, rever nossos planos de pandemia e estar certos de que temos estoques de vacina para o H5N1″.

EUA e Holanda também tem pesquisa polêmica com vírus

Em janeiro, cientistas dos Estados Unidos e da Holanda retomaram a controversa pesquisa sobre seus próprios vírus híbridos após uma pausa de um ano para reduzir temores de que o vírus possa escapar do laboratório ou cair nas mãos de terroristas. 

A criação conseguiu ser transmitida entre furões, considerados bons modelos de pesquisa para a disseminação de doenças entre seres humanos. As equipes estadunidense e holandesa citaram uma “responsabilidade de saúde pública” para retomar o trabalho, interrompido após um clamor público e sondagens sobre segurança global.

H5n1 mata muito e H1N1 infecta muito

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o H5N1 infectou 628 pessoas e matou 374 desde 2003.

O H1N1, que surgiu no México, é altamente transmissível e infectou um quinto da população mundial em uma pandemia registrada entre 2009 e 2010, mas é quase tão letal quando uma gripe comum.

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Droga anti-HIV é obtida a partir de variedade brasileira transgênica da soja

Publicado em 29/04/2013 - 15:06 por | Comentar

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Soja transgênica pode ser nova aliada no combate à Aids Imagem: Embrapa

Soja transgênica pode ser nova aliada no combate à Aids Imagem: Embrapa

Um experimento feito na unidade de Recursos Genéticos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em Brasília, desenvolveu uma variedade de soja com um viricida ou microbicida, capaz de prevenir a contaminação pelo vírus causador da Aids, o HIV.

Com a ajuda da engenharia genética, essa leguminosa está produzindo sementes com a enzima cianovirina-N, que já teve comprovada sua eficácia contra o vírus em testes laboratoriais.  Ela foi isolada na década de 1990 de uma cianobactéria, que leva o nome científico de Nostoc ellipsosporum, em pesquisas do Instituto Nacional de Câncer (NCI) e dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos. 

O princípio ativo inibe a replicação do HIV ao se ligar aos oligossacarídeos (açúcares) do vírus. “A cionovirina-N está no estágio de desenvolvimento pré-clínico, portanto ainda não foi testada em seres humanos. Falta um meio comercialmente viável, de baixo custo, de produção em larga escala da cianovirina-N, e as plantas são um bom caminho para esse fim”, diz o pesquisador Barry O’Keefe, vice-chefe de biologia molecular do laboratório de alvos moleculares do NCI. 

A solução encontrada foi procurar o professor Elíbio Rech, da Embrapa, coordenador do grupo brasileiro que havia depositado uma patente no exterior, de uma técnica para inserção de genes em soja. “Os norte-americanos nos procuraram em 2007 e fizemos a parceria. Eles nos repassaram a sequencia genética codificadora do gene que inserimos no genoma de uma variedade de soja da Embrapa, a 10-16. E deu certo, já temos as sementes das plantas engenheiradas por nós produzindo a cianovirina”, diz Rech.

O ensaio viral para a confirmação da ação da cianovirina produzida pela Embrapa foi feito pelo professor Amilcar Tanuri, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e também no laboratório de O’Keefe, nos Estados Unidos. E o resultado foi positivo. O desafio atual é melhorar o processo de extração da proteína, purificando quantidades maiores da cianovirina das sementes de soja.

“Nossos resultados apontaram a presença de 10 gramas (g) da proteína por quilo de sementes frescas. Sabemos que não podemos tirar os 100% de fármaco do grão da leguminosa porque é normal que ocorram perdas no processo de purificação. Até agora já atingimos os 20%, ou 2 g, e nossa meta é atingir 50%”, diz Rech.

Primeiros testes devem ser feitos em macacas

De acordo com Elíbio Rech, a ”intenção é produzir uma quantidade suficiente da proteína para testar o princípio ativo em macacas nos Estados Unidos, e posteriormente em seres humanos”.  A produção da cianovirina também está sendo testada em plantas de tabaco na Inglaterra, na Universidade de Londres, e nos Estados Unidos.

Entre as vantagens da geração de fármacos em plantas estão os custos mais baixos, com produção de larga escala e também com a segurança se comparada com células humanas, fungos, bactérias e animais. “A vantagem da soja ou de outro vegetal é que podemos colher e estocar”, conclui Rech.

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Nanotecnologia e inteligência artificial podem levar humanidade à extinção, alertam pesquisadores

Publicado em 24/04/2013 - 13:31 por | Comentar

Nick Bostrom acredita que perda de controle sobre tecnologias como a engenharia genética, inteligência artificial e nanotecnologia podem ser maiores ameaças à vida humana que guerras nucleares, pandemias ou choques de asteroides Imagem: BBC Brasil

Nick Bostrom acredita que perda de controle sobre tecnologias como a engenharia genética, inteligência artificial e nanotecnologia podem ser maiores ameaças à vida humana que guerras nucleares, pandemias ou choques de asteroides Imagem: BBC Brasil

A tecnologia pode trazer dois destinos extremos para a civilização, avalia o Instituto do Futuro da Humanidade, ligado à Universidade de Oxford. Um deles é o controle total sobre a biologia humana, o outro é exatamente o contrário: a extinção da espécie humana devido justamente à perda de controle sobre esses avanços tecnológicos.

As maiores ameaças de acordo com a equipe de pesquisadores, podem vir da nanotecnologia, inteligência artificial e engenharia genética. O diretor do instituto, o sueco Nick Bostrom, afirma que existe uma possibilidade plausível de que este venha a ser o último século da humanidade. Para ele, “as ameaças existentes são comparáveis a uma arma perigosa nas mãos de uma criança pois o avanço tecnológico superou nossa capacidade de controlar as possíveis consequências”.Experimentos tecnológicos estariam avançando para dentro do território do não intencional e do imprevisível. Segundo Bostrom, “a nanotecnologia, se realizada a nível atômico ou molecular, poderia ser altamente destrutiva ao ser usada para fins bélicos. Governos futuros terão um grande desafio ao controlar e restringir usos inapropriados. Há também temores em relação à forma como a inteligência artificial ou maquinal possa interagir com o mundo externo. ”

Já o pesquisador norte-americano Daniel Dewey alerta para  uma “explosão de inteligência”, em que o poder de aceleração de computadores se torna menos previsível e menos controlável. “A inteligência artificial é uma das tecnologias que deposita mais e mais poder em pacotes cada vez menores. Isso pode gerar um efeito em cadeia, de modo que, mesmo começando com escassos recursos, você pode criar projetos com potencial de afetar todo o mundo”, afirma o especialista em super inteligência maquinal que trabalhou anteriormente na Google.

Para Martin Rees, ex-presidente da Sociedade Real de Astronomia Britânica “este é o primeiro século na história mundial em que as maiores ameaças provêm da humanidade”. Mas por outro lado, o instituto avaliou que a humanidade está menos propensa a ser exterminada por pandemias ou desastres naturais, incluindo colisões com asteroides. Além disso, mesmo uma guerra nuclear pode ser um risco menor que as ameaças por trás das novas tecnologias.

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Meteoro risca céus do norte da Argentina

Publicado em 21/04/2013 - 21:13 por | 2 Comentários

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Meteoro causou susto em Santiago de Estero, na Argentina, mas não chegou a causar danos, nem deixar feridos, pois corpo celeste se desintegrou na atmosfera a uma distância segura do solo Imagem: La Nación

Meteoro causou susto em Santiago de Estero, na Argentina, mas não chegou a causar danos, nem deixar feridos, pois corpo celeste se desintegrou na atmosfera a uma distância segura do solo Imagem: La Nación

Jornais e sites argentinos repercutiram a passagem de um meteoro pelos céus da cidade argentina de Santiago de Estero, que fica no norte daquele país.

O fenômeno foi registrado por volta das 3h30 (horário cearense). Milhares de pessoas afirmam ter visto uma bola de fogo no céu e muitos fotógrafos e cinegrafistas amadores registraram o clarão que transformou a noite em dia por alguns segundos.

As imagens do evento astronômico foram amplamente divulgadas nas redes sociais argentinas, principalmente porque na hora em que o meteoro foi avistado  um número significativo de pessoas estava saindo de bares, pubs e clubes. A polícia local afirmou que não houve vítimas.

De acordo com o internauta Arnaldo Kusy Diaz, o fenômeno foi “a coisa mais linda que eu já vi. Um meteoro sobre a cidade … Incrível! Iluminou o céu durante cinco segundos. Eu estava na rua abrindo a garagem e quando vi a emoção foi tanta que minha mão tremia e eu não conseguia tirar uma foto.”

De acordo com autoridades policiais da cidade, as linhas telefônicas ficaram congestionadas  durante vários minutos, não só devido o grande número de chamadas recebidas em busca de informações sobre o fenômeno como também as de pais procurando informações sobre os filhos que estavam fora de casa, durante a passagem do meteoro.

O evento acontece pouco mais de dois meses depois da queda de um meteorito nas proximidades da cidade russa de Chelyabinsk, que deixou cerca de 1200 feridos. Mas o incidente argentino até o momento despertou apenas curiosidade e espanto.

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Telescópio Hubble faz a melhor imagem da nebulosa Cabeça de Cavalo na história

Publicado em 21/04/2013 - 20:33 por | 1 Comentário

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Nebulosa Cabeça de Cavalo foi descoberta no século XIX, mas nunca tinha sido registrada com tantos detalhes como pelas lentes do telescópio Hubble, que completou 23 anos de atividades Imagem: EFE

Nebulosa Cabeça de Cavalo foi descoberta no século XIX, mas nunca tinha sido registrada com tantos detalhes como pelas lentes do telescópio Hubble, que completou 23 anos de atividades Imagem: EFE

O telescópio espacial Hubble fez um registro diferente da nebulosa Cabeça do Cavalo usando infravermelho em vez de luz visível.

O resultado, divulgado para a celebração dos 23 anos do observatório no espaço, mostra “uma estrutura etérea e de aparência frágil, feita de delicadas camadas gasosas, muito diferente da aparência da nebulosa na luz visível”, informou, em nota, a equipe responsável pelo telescópio.

Órion fica a cerca de 1.500 anos-luz daqui. A nebulosa Cabeça do Cavalo, descoberta no século 19, fica perto de outras formações também muito conhecidas, como a nebulosa da Chama, e é muito fotografada por profissionais e amadores.

A câmera de alta resolução usada pelo Hubble para registrar a nova imagem foi instalada em 2009. O telescópio está em órbita desde 1990.

Com: Folhapress

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