Quase 5 mil asteroides podem ser perigosos para a Terra, avalia Nasa
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Foto feita em 1927, em expedição realizada à região de Tugunska, na Rússia, quase vinte anos depois da queda de um grande asteroide que destruiu 8 milhões de árvores Imagem: H16free
Se o mundo não vai acabar pelas profecias maias, a Agência Espacial Norte-Americana (Nasa) apresentou outras 4.700 chances de isso (ou coisa parecida) acontecer no futuro. É que a sonda espacial Wise (Wide-field Infrared Survey Explore) identificou exatamente esse número de asteroides como capaz de resistir à entrada na nossa atmosfera e atingir o planeta.
Desse total, é bem verdade que “apenas” 107 são potencialmente perigosos, mas o que preocupa (mais) na pesquisa da Nasa é a estimativa de que apenas 20% a 30% deles foi devidamente catalogado e estudado. Para causar algum dano, um asteroide precisa medir mais de 100 metros de diâmetro. Asteroides menores raramente chegam ao solo sem sofrer desintegração na atmosfera.
Terra já sofreu com impactos de asteroides
Há 65 milhões de anos, um asteroide de aproximadamente 10km de diâmetro se chocou contra a Terra, no que hoje é o território do México. O evento causou extinção em massa, após desastre de proporções apocalípticas, equivalente à detonação de 1 milhão de bombas atômicas.
O choque com nosso planeta, àquela época, causou intensos terremotos, tsunamis e o lançamento de gigantescas quantidades de partículas de poeira na atmosfera. Os grandes dinossauros, entre outras milhares de espécies animais, não resistiram ao caos climático que se seguiu. Por outro lado, foi graças à morte desses seres, que os mamíferos (incluindo nós) puderam evoluir.
O evento mais recente envolvendo destruição por asteroide ocorreu em 1908, na Rússia, no episódio conhecido como Evento de Tugunska. Oito milhões de árvores foram derrubadas numa área florestal sete vezes maior que a cidade de Fortaleza. O impacto, equivalente a 1 mil bombas atômicas, causou um terremoto de 5º na escala Richter.
No Brasil, fenômeno similar, embora de menor proporção, atingiu o Amazonas, em 13 de agosto de 1930, deixando uma cratera de até 1km de diâmetro no meio da Floresta Amazônica.
Infravermelho ajuda a localizar corpos celestes perigosos
A sonda WISE usa a luz infravermelha como técnica para vasculhar o espaço. “Fizemos um bom começo na busca dos objetos que realmente representam um risco de impacto. Temos de encontrar muitos e será necessário um grande esforço para localizar todos os que podem causar graves danos”, afirmou o coordenador do Programa de Observação de Objetos Próximos à Terra, Lindley Johnson.
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