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Quase 5 mil asteroides podem ser perigosos para a Terra, avalia Nasa

Publicado em 17/05/2012 - 19:06 por | 3 Comentários

Foto feita em 1927, em expedição realizada à região de Tugunska, na Rússia, quase vinte anos depois da queda de um grande asteroide que destruiu 8 milhões de árvores Imagem: H16free

Se o mundo não vai acabar pelas profecias maias, a Agência Espacial Norte-Americana (Nasa) apresentou outras 4.700 chances de isso (ou coisa parecida) acontecer no futuro. É que a sonda espacial Wise (Wide-field Infrared Survey Explore) identificou exatamente esse número de asteroides como capaz de resistir à entrada na nossa atmosfera e atingir o planeta.

Desse total, é bem verdade que “apenas” 107 são potencialmente perigosos, mas o que preocupa (mais) na pesquisa da Nasa é a estimativa de que apenas 20% a 30% deles foi devidamente catalogado e estudado. Para causar algum dano, um asteroide precisa medir mais de 100 metros de diâmetro. Asteroides menores raramente chegam ao solo sem sofrer desintegração na atmosfera.

Terra já sofreu com impactos de asteroides

Há 65 milhões de anos, um asteroide de aproximadamente 10km de diâmetro se chocou contra a Terra, no que hoje é o território do México. O evento causou extinção em massa, após desastre de proporções apocalípticas, equivalente à detonação de 1 milhão de bombas atômicas.

O choque com nosso planeta, àquela época, causou intensos terremotos, tsunamis e o lançamento de gigantescas quantidades de partículas de poeira na atmosfera.  Os grandes dinossauros, entre outras milhares de espécies animais, não resistiram ao caos climático que se seguiu. Por outro lado, foi graças à morte desses seres, que os mamíferos (incluindo nós) puderam evoluir.

O evento mais recente envolvendo destruição por asteroide ocorreu em 1908, na Rússia, no episódio conhecido como Evento de Tugunska. Oito milhões de árvores foram derrubadas numa área florestal sete vezes maior que a cidade de Fortaleza. O impacto, equivalente a 1 mil bombas atômicas, causou um terremoto de 5º na escala Richter.

No Brasil, fenômeno similar, embora de menor proporção, atingiu o Amazonas, em 13 de agosto de 1930, deixando uma cratera de até 1km de diâmetro no meio da Floresta Amazônica.

Infravermelho ajuda a localizar corpos celestes perigosos

A sonda WISE usa a luz infravermelha como técnica para vasculhar o espaço. “Fizemos um bom começo na busca dos objetos que realmente representam um risco de impacto. Temos de encontrar muitos e será necessário um grande esforço para localizar todos os que podem causar graves danos”, afirmou o coordenador do Programa de Observação de Objetos Próximos à Terra, Lindley Johnson.

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Algas e tectonismo podem ter sido “heróis” da vida na Terra durante maiores glaciações da Pré-História

Publicado em 24/11/2011 - 13:25 por | 1 Comentário

Criogeniano, período geológico em que a maior parte da Terra estava coberta por gelo. Ilustração: AIB

Quem já assistiu a tetralogia de animação “A Era do Gelo” (produzida dentre outros talentos pelo brasileiro Carlos Saldanha) ou quem já leu sobre o último período glacial, ocorrido entre 110 mil e 10 mil anos atrás, pode ter a impressão de que aquele foi o maior “inverno” já enfrentado pelos seres vivos na Terra.

Mas o que poucos leigos sabem é que o “Planeta Azul” já teria sido praticamente branco, ou seja, coberto quase inteiramente por neve, pelo menos duas vezes, entre 550 e 800 milhões de anos atrás (período Criogeniano), em um episódio conhecido na Paleoclimatologia (ciência que estuda o clima na Pré-História) como “Terra Bola de Neve”.

Os episódios, segundo revelam as ainda controversas pesquisas sobre o Criogeniano, teriam durado até 10 milhões de anos, o que representa um período maior que o da passagem do homem pelo globo terrestre. Porém, o que nem os cientistas ainda tinham conseguido entender com precisão é como a vida no planeta não só não se extinguiu nessa “mega-Era do Gelo” como em alguns casos até se sofisticou.

Uma nova pesquisa publicada no periódico Geophysical Research Letters, conduzida por Adam Campbell, da Universidade de Washington, revela que as principais estruturas vivas responsáveis pela manutenção das condições necessárias à sobrevivência das demais foram as algas fotossintéticas. Isso porque foram encontrados fósseis desses ancestrais dos vegetais contemporâneos antes e depois do Criogeniano.

Além disso, e talvez o fator mais importante, pelo menos um estreito e vasto canal ligado aos oceanos (similar ao Mar Vermelho) deve não ter sido completamente congelado, o que permitiu a sobrevivência desses micro-organismos autotróficos (que produzem o próprio alimento a partir de reações químicas e da luz). “Os resultados iniciais da pesquisa mostram que esses canais ficaram relativamente livres do espesso gelo glacial durante o evento Terra Bola de Neve”, afirmou Campbell.

A razão pela qual um ou mais estreitos permaneceram em estado líquido em uma glaciação de proporções globais,  teria sido o processo tectônico, que formou fissuras continentais e permitiu a ligação das regiões de terra firme com os oceanos.  Mesmo com essas brechas aproveitadas pela vida, a “Terra Bola de Neve” pode ter extinguido até 90% das espécies vivas, mas exerceu ao mesmo tempo uma pressão evolucionária positiva.

Essa pressão culminaria com a chamada “explosão Cambriana”, que ocorreu há cerca de 530 milhões de anos atrás.  Foi durante o Cambriano que surgiram a maioria dos grupos animais vivos ainda hoje, incluindo vermes, moluscos, artrópodes e os primeiros ancestrais dos peixes.

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