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Cientistas independentes acreditam que Voyager já deixou o Sistema Solar; Nasa não confirma

Publicado em 21/03/2013 - 21:10 por | Comentar

Voyager 1 está a 18 bilhões de quilômetros da Terra, ou 123 vezes a distância do nosso planeta para o Sol Imagem: Nasa

Voyager 1 está a 18 bilhões de quilômetros da Terra, ou 123 vezes a distância do nosso planeta para o Sol Imagem: Nasa

Uma pequena polêmica se instalou na comunidade científica internacional. Afinal, a Voyager 1 deixou ou não o Sistema Solar?

O feito seria inédito, mas não é confirmado nem pela Nasa (que construiu e lançou a nave em 1977) e nem pela grande maioria dos cientistas que estudam seus dados.

Mas um pequeno grupo de pesquisadores, que publicaram um trabalho na revista científica  Geophysical Research Letters acha que já é possível considerar a sonda como o primeiro artefato humano viajando pelo espaço interestelar.

De acordo com esses cientistas, a sonda, que está agora a mais de 18 bilhões de quilômetros, detectou duas mudanças claras e relacionadas no seu ambiente em 25 de agosto de 2012. As mudanças dizem respeito aos níveis de dois tipos de radiação: uma que permanece dentro do Sistema Solar e outra que vem do espaço interestelar.

O número de partículas da chamada heliosfera (região sob influência direta do Sol, ou o mesmo que Sistema Solar), diminuiu a menos de 1% dos níveis anteriormente detectados, ao passo que a radiação de fontes interestelares mais do que dobrou, segundo o astrônomo Bill Webber, professor emérito da Universidade Estadual do Novo México e principal autor do estudo.

Webber se refere a área em que a Voyager se encontra como helioabismo. “Está fora da heliosfera normal. Tudo o que estamos mensurando é diferente e interessante.”

Nasa rechaça possibilidade

Em nota, Edward Stone, cientista da Nasa envolvido diretamente no projeto Voyager, disse que são necessários outros indícios para afirmar que a sonda tenha saído do Sistema Solar. “Uma mudança na direção do campo magnético é o último indicador crítico de chegada ao espaço interestelar, e essa mudança de direção ainda não foi observada”, disse ele.

A Voyager 1 e a sonda-irmã Voyager 2 foram lançadas com 16 dias de diferença, em 1977, para passarem ao largo de Júpiter, Saturno, Urano e Netuno e cruzaram 48 luas, das quais 33 foram descobertas por elas. A Voyager 2 viaja em outro caminho, também rumo aos limites do Sistema Solar, e se acredita que ainda não tenha atingido a “rodovia magnética” que leva ao espaço interestelar.

Os dados obtidos pelos nove instrumentos a bordo de cada uma das sondas fizeram desta missão a mais bem sucedida da história da exploração do sistema solar. As Voyagers revelaram numerosos detalhes dos anéis de Saturno e permitiram descobrir os anéis de Júpiter. Também transmitiram as primeiras imagens precisas dos anéis de Urano e de Netuno e revelaram atividade vulcânica em Io, além da estranha estrutura de duas luas de Júpiter.

A sonda está atualmente 123 vezes mais distante que a Terra está do Sol e as mensagens de rádio da Voyager-1 levam 16 horas para chegar ao nosso planeta. A espaçonave caminha para se “aproximar” da estrela chamada AC +793888. No entanto, essa aproximação é relativa já que ela só passará a dois anos luz de distância da estrela e ainda levará cerca de 40 mil anos para fazê-lo. O problema é que suas fontes de energia, feitas de plutônio, devem parar de produzir eletricidade em cerca de 10 a 15 anos, quando seus instrumentos e transmissores irão parar de funcionar.

As duas Voyagers se tornarão espécies de “embaixadores” da Terra enquanto se movem pela galáxia. Ambas transportam discos de cobre banhados a ouro com gravações de saudações em 60 línguas, amostras de música de diferentes culturas e épocas, sons naturais da Terra e outros sons produzidos pelo homem.

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Mercúrio estará no melhor período de observação; Nasa divulga imagem de cratera mercuriana

Publicado em 08/02/2013 - 0:21 por | Comentar

Essa imagem de 2004 mostra Marte como um ponto alaranjado no canto inferior e Mercúrio um pouco mais brilhante no canto superior. Fenômeno em 2013 será similar Imagem: Blog Pátio da Astronomia

Essa é para os amantes da astronomia. O “planeta indescritível”, tal como é chamado por astrônomos, Mercúrio está no seu melhor período de observação.

Iniciado no último sábado (2) e prosseguindo até o dia 23 desse mês, o período deve ter como ápice o dia 16. Após o dia 23, Mercúrio permanecerá visível, embora em condições menos favoráveis até pelo menos o dia 7 de março.

Para completar o deleite de astrônomos do mundo todo, na noite desta sexta-feira (8), Mercúrio poderá ser visto em conjunção muito próxima com Marte (de apenas 0,2 graus de separação).

O planeta mais próximo do Sol é um dos de mais difícil avistamento entre os cinco visíveis a olho nu (os outros são Vênus, Marte, Júpiter e Saturno). O motivo dessa dificuldade é exatamente a proximidade do nosso “Astro-rei”.

Assim, mesmo nesse momento em que ele fica mais visível só é possível identificá-lo pouco depois do pôr-do-sol na direção oeste ou pouco antes do amanhecer. Por esta razão nunca tente olhar para Mercúrio mesmo com qualquer tipo de ajuda óptica se qualquer parte do Sol ainda estiver visível acima do horizonte, já que lesões oculares podem ocorrer em decorrência dessa observação. Para quem quiser observá-lo no Ceará, é recomendável procurar locais altos em que o horizonte esteja aberto, sem nuvens, prédios, ou matas cobrindo a visão do pôr do Sol.

Cratera em Mercúrio revela colorações pouco comuns no relevo do planeta mais próximo do Sol Imagem: Messenger/Nasa

E a propósito do planeta, a Nasa divulgou, nessa quarta-feira (6) uma imagem de satélite que mostra o interior de uma cratera de Mercúrio. O planeta não é conhecido por ter uma superfície colorida, mas algumas regiões apresentam fortes contrastes de cor. 

Outras crateras conhecidas no planeta, com a Caloris, são mais escuras e mais azuis do que as planícies tipicamente castanhas.Cientistas coletam dados do planeta através da sonda Messenger, que já conseguiu detectar água no estado sólido no astro. Os depósitos de gelo estão localizados no “Polo Norte”, uma zona que não recebe a luz solar.

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Cientistas querem construir sonda-navio para explorar lagos de metano líquido em Titã

Publicado em 04/05/2012 - 1:10 por | 2 Comentários

Concepção artística de como seria a descida da sonda-navio nos lagos de metano líquido de Titã Imagem: Open University

O corpo celeste extraterrestre conhecido com mais chances de habitabilidade (64%), a lua saturnina Titã (descoberta em 1655), pode ganhar a exploração mais inusitada da história da astronáutica.

Cientistas britânicos da Open University sugeriram a Nasa e a Agência Espacial Europeia (ESA) a construção de uma sonda espacial em forma de navio, que desceria até os lagos de metano líquido do satélite natural com a ajuda de paraquedas. Seria a primeira vez que um objeto construído pela humanidade navegaria fora da Terra.

Titã, que  fica a quase 1 bilhão de quilômetros daqui, tem grandes semelhanças com o que se acredita terem sido as condições primitivas do nosso mundo. O único problema é que lá é uma versão gelada do nosso mundo primordial.

Parecido, mas bem diferente da Terra 

Cerca de 95% da atmosfera  dessa lua é composta de nitrogênio, aqui esse índice é de 78%.  O oxigênio, como nós conhecemos aqui, não existe por lá, mas esse gás também não existia em nosso planeta antes do surgimento dos micro-organismos fotossintetizantes.

Titã, assim como a Terra, é rico em hidrocarbonetos (moléculas, incluindo o próprio metano, que compõem, por exemplo, o nosso petróleo), rochas  e “areia” de gelo, que formam verdadeiras dunas cobrindo 4 milhões de km² (cerca de metade do tamanho do território brasileiro).

Os tais lagos ou mares de metano (e possivelmente etano), segundo indicam dados enviados pela sonda espacial Cassini, tem um ciclo parecido com o da água na Terra, Lá há provavelmente nuvens, névoas, chuva, tempestades e rios desse elemento, que aqui é encontrado no estado gasoso.

Em Titã, a região com maior predominância de metano líquido é o hemisfério norte, embora isso possa variar de acordo com a estação do ano saturniano, que equivale a 29 anos terrestres.  A explicação é simples, o metano ferve à -161ºC e a temperatura média daquela lua é de – 179ºC , embora a máxima possa chegar a -50ºC.

Já em nosso planeta, onde a temperatura mínima é de -89ºC, o metano teve e tem um papel chave para a vida, embora possa se formar em condições não biológicas. Essa molécula simples, por exemplo, é produzida por bactérias que decompõem matéria orgânica, bem como nos sistemas digestivos de animais, como nós humanos.

O gás é também altamente inflamável e mal-cheiroso, mas o mais grave é que ele tem potencial gerador de efeito estufa até maior que o dióxido de carbono (CO2), apontado como o grande vilão do aquecimento global.

Acredita-se que  liberações em larga escala de metano estão por trás de alguns dos grandes ciclos de extinção na Terra pré-histórica e há uma preocupação crescente de ambientalistas quanto ao aumento da emissão desse gás, cuja concentração dobrou nos últimos 200 anos.

Futuro “promissor” para vida em Titã 

Essa é a principal imagem enviada pela Huygens, da superfície de Titã, mostrando rochas de gelo Imagem: Agenciaa Espacial Europeia

Mas mesmo tendo até 60 vezes mais capacidade de aquecimento que o CO2, o metano de Titã não interfere muito nas temperaturas de lá.

Com a enorme distância que separa o satélite do Sol, a quantidade de calor e radiação que atinge sua superfície é mínima e a nossa estrela, vista de lá é pouco mais brilhante que uma lua Cheia, embora bem menor.

Mesmo com essas condições tão adversas, astrobiólogos não descartam a possibilidade de que formas de vida bem diferentes da nossa existam por lá, embora seja improvável encontrar algo mais complexo que algum micro-organismo exótico.

As melhores imagens feitas daquele corpo celeste foram feitas pela sonda Huygens, que foi enviada junto à Cassini, e desceu pela densa atmosfera titânica  em janeiro de 2005.

Infelizmente, para os cientistas e para nós amantes da ciência, a Huygens só conseguiu enviar imagens por 90 minutos, antes de suas baterias solares pararem de funcionar, o que foi suficiente, no entanto, para mostrar a superfície do astro.

Caso não seja colonizado pela raça humana ou por qualquer outra nos próximos 5 bilhões de anos, estima-se que Titã vai se tornar uma espécie de paraíso para a vida quando o Sol começar a se expandir.

Isso porque nessa distante época futura, a energia solar que atingirá Titã será a mesma que atinge a Terra hoje. E todas as condições prévias formadoras da vida se encontram por lá…

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Partículas de forte erupção solar atingirão a Terra em até três dias

Publicado em 05/03/2012 - 23:13 por | 8 Comentários

Sol passa por período de maior atividade desde 2005 e pode prejudicar comunicações na Terra Imagem: Nasa

Não é para grandes sustos, mas não se espante se nos próximos dias acontecer alguma breve queda ou interferência nas comunicações por aparelhos celulares, rádio ou televisão.

O Sol enviou às 01h13 desta segunda-feira uma grande quantidade de partículas e ondas de plasma em direção à Terra, a partir de uma forte erupção em sua superfície. A informação é Centro de Prognósticos Climatológicos Espaciais (na sigla inglesa SWPC), órgão ligado ao governo dos Estados Unidos.

De acordo com o órgão, a explosão foi classificado como de classe X1.1, o que significa dizer que foi, sim, considerada como de forte intensidade. Essas erupções que estão se intensificando desde o início do ano podem obrigar até mesmo alguns aviões comerciais que fazem rota nas regiões polares a evitar certos destinos.

Vale lembrar que são exatamente as regiões próximas aos pólos as mais afetadas pelas grandes erupções solares, por conta da interação das partículas lançadas pelo “astro-rei” com o campo magnético da Terra e com as partículas da alta atmosfera. O efeito positivo disso é o aumento do fenômeno das auroras polares, de rara beleza.

Sol passa por período de grande atividade

O aumento da quantidade e da intensidade das erupções solares é um fenômeno cíclico que costuma se repetir a cada 11 anos.  Conforme o Ceará Científico noticiou em janeiro, o atual ciclo é o mais forte desde 2005.

Naquela ocasião, foram lançadas partículas de plasma, durante quatro dias consecutivos, à velocidade de até 8 milhões de km/h que atingiam a Terra em até 34 horas, quando o normal é de 48h a 72h.

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Marte está na menor distância da Terra desde 2010

Publicado em 05/03/2012 - 11:48 por | 1 Comentário

Categorias: Astronomia

Imagem de Marte obtida a partir do telescópio espacial Hubble Foto: Nasa

Prepare o telescópio, luneta  ou binóculo! Nesta segunda-feira (05), o planeta Marte atinge a maior proximidade da Terra nos últimos dois anos.  Estamos a 100, 7 milhões de km do nosso vizinho.

Em janeiro de 2010, a proximidade foi ainda maior: 99,3 milhões de km. No século, a menor distância entre os dois planetas foi registrada em agosto de 2003: “apenas” 55, 7 milhões de km. Aquela também foi a maior aproximação desde o ano 57.617 antes de Cristo. Em julho de 2018 (em plena Copa do Mundo da Rússia!)  haverá uma nova super-aproximação: 57, 6 milhões  de km.

No caso da atual aproximação, ela ocorre dois dias após a Terra formar um alinhamento quase perfeito com o Sol e o próprio Planeta Marte, num fenômeno chamado de oposição afélica. A combinação dos dois eventos astronômicos deve deixar o planeta com um brilho forte e levemente avermelhado.

A Terra tem órbita mais próxima do Sol e nos movemos em torno de nossa estrela mais rapidamente do que Marte. Assim, nosso mundo está oposto à Marte, em relação ao Sol,  em média a cada 780 dias terrestres, ou cerca de 26 meses (a próxima será no fim de abril de 2014).

No entanto, essa proximidade Terra-Marte é ainda maior em ciclos que variam de 15 a 17 anos (oposição periélica) devido a distância relativa que os dois planetas apresentem também em relação ao Sol.

Ao anoitecer Marte será visto na direção Leste, pouco abaixo da posição onde serão vistas a Lua e a estrela Regulus, da constelação de Leão Imagem: EarthSky

Como observar

Marte estará visível a noite toda, mesmo a olho nu, embora para ver detalhes como os pólos, as manchas na superfície e as tempestades de areia seja melhor usar algum instrumento óptico como os citados acima.

Quem quiser também pode usar um filtro colorido entre o olho e a lente ocular do telescópio ou luneta.

Olhe para Marte no céu do leste (nascente ou em direção à Praia do Futuro para quem estiver em Fortaleza) ao anoitecer  e o mais alto no céu em torno da meia-noite.

Também é recomendável, se possível, observar o planeta a partir de uma região com pouca iluminação urbana e com poucas nuvens  no horizonte.

A propósito, a própria luminosidade da Lua, que está próxima de completar o ciclo e se tornar “Cheia” (o que acontece na próxima quinta-feira), pode atrapalhar um pouco a observação de Marte no céu.

 

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Erupção solar iniciada segunda-feira é a mais forte desde 2005

Publicado em 25/01/2012 - 3:36 por | 5 Comentários

Categorias: Astrofísica, Astronomia

Aurora boreal sobre o céu do lago Chena, no Alasca, Estados Unidos. Fenômeno é intensificado após erupções solares e já foi registrado até nos trópicos em 1859 Imagem: My Polar World

Os dias de baixa atividade solar estão acabando. O astro-rei está entrando novamente no período conhecido como máximo solar. O sinal mais recente disso foi que última segunda-feira a agência espacial norte-americana (Nasa) registrou a maior erupção do Sol desde 2005.

Como os prótons (partículas com carga elétrica positiva) ionizados viajam a 7,2 milhões de km/h e a distância da estrela para a Terra é em média de 150 milhões de km, os primeiros impactos dessas partículas com o campo magnético do nosso planeta ocorreram cerca de 21 horas depois da primeira explosão e devem seguir pelos próximos dias.

É, aliás, a proteção desse campo magnético o que evita consequências danosas para a vida na Terra, já que a maior parte da radiação solar é desviada por ele e não atinge nossa superfície.

No entanto, a erupção considerada como “relativamente forte”  deve ter como consequência imediata a redução das atividades dos astronautas no espaço (que devem permanecer dentro da Estação Espacial Internacional) e eventualmente pode danificar ou atrapalhar a comunicação de algum satélite.

O ciclo solar a as auroras polares

Um efeito colateral positivo dessa maior atividade solar (que deve chegar ao seu auge em 2013) será o aumento das auroras polares, fenômeno de extrema beleza, caracterizado por um brilho (geralmente esverdeado, mas podendo aparecer em outras cores) observado no céu à noite, em decorrência do impacto de partículas do chamado vento solar (e também da poeira espacial da nossa galáxia) com a alta atmosfera do nosso planeta.

As erupções no Sol, por sua vez têm origem nas chamadas manchas solares, regiões onde o campo magnético da nossa estrela é mais intenso e que chegam a ser três vezes maiores que a Terra. Os ciclos de atividade solar costumam ser muito regulares oscilando de mínimo a máximo a cada 11 anos.

As maiores erupções solares registradas

A maior erupção solar (na verdade o termo mais correto nesse caso devido à intensidade seria tempestade solar) já registrada ocorreu em 1º de setembro de 1859 e produziu auroras mesmo em regiões tropicais como Cuba e o Havaí, além de ter danificado sistemas de telégrafos da época.

No século XX, um dos períodos de maior atividade solar ocorreu entre 6 de março e 16 de agosto de 1989, quando ocorreram nada menos que 22 erupções solares. Redes elétricas e de computadores foram afetadas naquele ciclo.

No século XXI, a maior erupção  ocorreu em 04 de novembro de 2003. Estima-se que uma manifestação solar similar a que ocorreu em 1859 teria graves consequências sobre os sistemas elétricos e de comunicação modernos, podendo queimar redes inteiras.

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Buraco negro da Via Láctea vai “devorar” nuvem com massa três vezes maior que a Terra

Publicado em 15/12/2011 - 20:11 por | 5 Comentários

Categorias: Astrofísica, Astronomia

Representação artística do fenômeno em que o buraco negro localizado no centro de nossa galáxia começa a "devorar" nuvem de gás três vezes maior que a Terra Imagem: ESO

O fenômeno já era especulado, mas jamais tinha sido registrado antes. Uma nuvem de gás, de massa três vezes maior que a Terra está sendo “devorada” pelo buraco negro situado no centro da nossa galáxia, a Via-Láctea.

A descoberta, liderada por Reinhard Genzel, do Instituto Max-Planck, só foi possível graças ao telescópio de última geração VLT  (Very Large Telescope), do Observatório Europeu do Sul. O estudo será publicado na edição de janeiro da  prestigiada publicação científica Nature.

A nuvem composta pelos gases hidrogênio e hélio dobrou sua velocidade em apenas sete anos e já está viajando pelo espaço a 8 milhões de km/h. Para se ter uma ideia, esse valor é mais de 130 vezes superior ao da nave mais rápida desenvolvida pela humanidade e chega a 1% da velocidade da luz. Isso significa dizer que levaria menos de dois minutos para chegar da Terra à Lua.

Nuvem condenada à destruição

Os cientistas calculam que em 2013, o objeto gasoso, passará a uma distância de 40 bilhões de quilômetros do horizonte de eventos (ponto a partir do qual não há volta) do buraco negro. Essa distância é oito vezes maior que a distância entre o Sol e Plutão, mas em termos astronômicos significa que a nuvem de gás já está condenada à destruição.

“A imagem de um astronauta esticado como um espaguete, por estar próximo de um buraco negro, é bastante comum em ficção científica. Agora podemos efetivamente ver isso a acontecer com a nova nuvem descoberta, que não vai sobreviver à experiência”, explica o astrofísico Stefan Gillesseen.

Buracos-negros, verdadeiros “monstros espaciais”

O buraco negro que fica no centro da Via-Láctea, tem massa 4 milhões de vezes maior que a do nosso Sol, ou cerca de 1,3 trilhão de vezes maior que a da Terra. Os cientistas estimam que todas as grandes galáxias possuem buracos negros, que consistem em regiões do espaço da qual nem a luz pode escapar, devido à deformação do espaço-tempo que eles causam.

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