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Seminário vai discutir plantio de sequeiro da palma forrageira

11:04 · 21.04.2017 / atualizado às 11:04 · 21.04.2017 por
Plantio de palma forrageira

O Seminário Nordestino de Pecuária (Pecnordeste) chega a sua XXI edição no período de 6 a 8 de julho, no Centro de Eventos do Ceará, trazendo mais uma vez em sua programação o Seminário Cearense da Palma Forrageira do Sistema Faec/Senar, que completa dois anos.

A palma forrageira, cactácea, é uma das principais fonte de alimento dos rebanhos, principalmente nos longos períodos de estiagem. Além da produtividade, uma pesquisa desenvolvida no Instituto Nacional do Semiárido (Insa) também analisou a qualidade do solo após o plantio e concluiu que a cultura utiliza muitos nutrientes do solo, sendo necessário a reposição desses elementos nutricionais.

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (Faec), através do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) já vem há muitos anos capacitando o produtor no plantio de palma forrageira e na sua utilização, e mais recentemente, a Secretaria de Desenvolvimento Agrário  (SDA) também está fazendo o mesmo trabalho, inclusive distribuindo raquetes para o plantio, conforme informou o engenheiro agrônomo Jorge Prado, do Senar.

Recentemente, a Faec, o Senar  e a Associação dos Produtores de Leite do Estado do Ceará (Aprolece) promoveram uma missão técnica ao Estado de Alagoas, conhecendo algumas experiências exitosas com o uso da palma forrageira.

O II Seminário Cearense de Palma Forrageira do sistema FAEC/SENAR, será realizado nos dias 7 e 8 de julho, abrindo com uma palestra sobre Cultivo e Manejo da Palma Forrageira em Sequeiro. Na seqüência da programação,  serão ministradas mais sete palestras sobre micropropagação da palma, palma na alimentação de ruminantes, caso de sucesso da palma, experiência de consórcio com a palma, mecanização e cultivo da palma forrageira irrigada; convivência com a cochonilha do carmim e reuso da água para produção da palma forrageira. .

Inscrições no site: www.pecnordestefaec.org.br /

SOBRE A PALMA FORRAGEIRA

A cactácea é a principal fonte de alimento dos rebanhos, principalmente nos longos períodos de estiagem. Além da produtividade, pesquisa desenvolvida no Instituto Nacional do Semiáriado (Insa) também analisou a qualidade do solo após o plantio. O estudo feito pelo pesquisador João Macedo, analisou a produção e a absorção de nutrientes no cultivo de três variedades de palma nos municípios de Condado e Riachão, no sertão da Paraíba. Um ano após o plantio, as duas cidades registraram uma produção de 3,5 mil quilos e 1,5 mil quilos de palma por hectare, respectivamente.

“Os agricultores ficaram bastante motivados, porque viram que é possível produzir. A pesquisa nos deu condição de levar informações a partir da base científica”, afirmou o pesquisador João Macedo Moreira, pós-graduando em ciência do solo pela Universidade Federal da Paraíba. Ele ressaltou ainda que o plantio da palma exige cuidados específicos, pois é uma cultura que retira uma grande quantidade de nutrientes do solo, o que também foi analisado na pesquisa. Em Condado, por exemplo, a massa seca acumulou cerca de 1,325 kg de Carbono (C), 20 kg de Fósforo (P) e 391 kg de Potássio (K). As quantidades retiradas são consideradas bastante elevadas, principalmente para Fósforo e Potássio.

“Em uma situação sem reposição de nutrientes, será reduzida drasticamente a fertilidade do solo. Portanto, para que sejam apresentadas condições de fertilidade de solo ideais para o cultivo de palma, é de fundamental importância o conhecimento dos principais nutrientes demandados por essa cultura.”

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