Categoria: agricultura


12:01 · 29.05.2020 / atualizado às 15:04 · 29.05.2020 por
Produtores rurais fazem roçado do plantio de feijão. Foto: Honório Barbosa

No entorno do Centro de Abastecimento de Iguatu, cidade polo de prestação de serviços e de comércio, o preço do quilo do feijão-verde permanece elevado, em torno de R$ 10. O consumidor ainda está pagando caro pelo produto mesmo com a elevada safra do grão neste ano.

O mercado local ainda não seguiu a queda significativa de preço na região do Cariri e da Ibiapaba, cujo preço do quilo do grão é vendido pelos atravessadores para feirantes por R$ 2,40 e R$2, respectivamente.  Para o consumidor final, o preço nessas duas regiões é de R$ 3,00.

A Central de Abastecimento do Ceará (Ceasa) relaciona a queda de preço do produto em decorrência da elevada oferta. “A colheita já começou e estamos tendo uma elevada produção”, pontuou o analista de mercado da Ceasa, Odálio Girão.

Em Iguatu, os feirantes explicam que a colheita da safra de feijão-verde de sequeiro nas várzeas da localidade de Santa Rosa ainda não começou. “A partir da próxima semana deve começar a colheita e a safra será muito boa”, disse a feirante Mariana Ferreira. “O preço está alto porque está faltando, quase ninguém tem pra vender”. A expectativa é de que o preço do feijão-verde comece a sofrer queda a partir da próxima semana.

Feijão-verde é um produto de elevada procura entre o sertanejo.  Foto: Honório Barbosa
11:30 · 20.05.2020 / atualizado às 11:46 · 20.05.2020 por
Atividade de criação de tilápia em gaiolas gera ocupação e renda para centenas de famílias. Foto: Honório Barbosa

Os pequenos piscicultores do Açude Castanhão, o maior reservatório do Ceará, que tentam retornar à atividade de produção de pescado em gaiolas, mostram preocupação com as manobras para liberação de água realizadas desde a semana passada por determinação da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh).

O reservatório neste ano recebeu significativa recarga de água. No dia 1º de fevereiro acumulava 2,46% e atualmente, conforme dados da Cogerh, registrou 15,6%.

Segundo os piscicultores, o nível de oxigenação da água está muito baixo e eles relacionam a queda com a liberação de água pela Cogerh, através de abertura de maior vazão da válvula. Ao fechar, a água nova retornaria provocando um efeito de subida de matéria orgânica, reduzindo o nível de oxigênio.

Em 2015 e em 2019, houve dois eventos de mortandade que os piscicultores associam à liberação elevada de água e fechamento brusco.

A retomada de água anima os pequenos produtores de tilápia em cativeiro. De acordo com a secretaria de Desenvolvimento Econômico, Turismo, Aquicultura e Pesca de Jaguaribara, Lívia Barreto, cerca de duzentos pequenos produtores de Jaguaribara e de Alto Santo pretendem retomar a atividade. “Há mais de três anos que a cidade sofre um impacto econômico muito grande, sem renda, sem produção de pescado que é a principal fonte de receita local”, frisou Lívia Barreto. “Essas famílias estão sem ocupação, sem renda”.

O piscicultor Laudo Clementino reforça a ideia de que a maioria dos produtores observa que quando se abre a comporta para liberação de água e é fechada rapidamente ocorre o fenômeno da redução dos níveis de oxigênio na água. “Eu tinha 50 gaiolas e perdi todo o pescado quando abriram a válvula e fecharam de uma vez”, contou.

“A nossa ideia era voltar a criar peixe em gaiola, mesmo reduzindo de 800 para 300 por tanque-rede, mas estamos sem capital porque perdemos toda a produção e estamos parados há mais de um ano”, contou Laudo Clementino. “O banco só faz novo financiamento se a Cogerh liberar a outorga de água”.

Os produtores reivindicam a volta da atividade limitando a cada produtor o número de 40 gaiolas e de 15 mil peixes.

Segundo Clementino, o governo do Estado só quer autorizar a retomada da piscicultura quando o Castanhão atingir 20% de seu volume.

Por meio de nota, a Cogerh explicou que houve o aumento da vazão no Castanhão de 1 metro cúbico por segundo para 2 m3/s para atender demanda do município de Limoeiro do Norte, através do rio Jaguaribe.

A Cogerh rebate qualquer relação entre a liberação de água por meio da válvula dispersora do Castanhão com a queda de índices de oxigênio no reservatório e ponderou que a retomada da atividade vai depender de novos estudos de viabilidade para se evitar novos episódios de mortandade.

 

 

 

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16:56 · 17.05.2020 / atualizado às 16:56 · 17.05.2020 por
Plantio de milho e feijão têm bom desenvolvimento. Fotos: Honório Barbosa

As boas chuvas ocorridas em fevereiro e março asseguram a safra de grãos (milho e feijão) de sequeiro nas regiões Centro-Sul, Jaguaribana e Cariri (Sul do Ceará).

Os produtores rurais estão animados, apesar das chuvas reduzidas na primeira quinzena deste mês de maio, que é o último da atual quadra chuvosa (fevereiro a maio).

O produtor rural Carlos Palácio de Queiroz disse que por onde passou viu plantio assegurado. “Choveu bem no trimestre de fevereiro a abril e a gente vê o milho e o feijão seguros”, pontuou. “É verdade que as chuvas estão reduzidas neste mês, mas a terra está bem molhada e mesmo uma chuvinha mais fina vai mantendo o solo com umidade”.

Quem plantou mais cedo está contente. “São poucos os agricultores que deixaram para plantar mais tarde”, disse o gerente local do escritório da Ematerce, em Lavras da Mangabeira, Cléber Correia. “Neste ano vamos ter uma safra no município que deve ser a maior dos últimos oito anos”.

O gerente regional da Ematerce, Mauro Nogueira, disse que o cenário é animador. “As chuvas foram melhor distribuídas no tempo e no espaço, ajudando muito a agricultura neste ano”, frisou. “As sementes de grãos foram distribuídas no tempo certo e quem plantou cedo já tem colheita assegurada”.

O agricultor, Francisco Maciel, da localidade de Barro Alto, zona rural de Iguatu disse que a lavoura de milho e de feijão está segura. “No fim da próxima semana vou começar a colher”, disse. “No ano passado perdi a metade da lavoura por causa de um veranico (ausência de chuva por mais de dez dias), mas neste ano vou tirar mais de 90%”. Ele plantou dois hectares de milho, associado com feijão-de-corda em parceria com um parente.

O diretor do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Iguatu, Evanilson Saraiva, também afirmou que a safra está assegurada na grande maioria das roças. “Sem dúvida, vamos ter uma boa colheita de milho e de feijão”, confirmou. “Em muitas áreas, o feijão já foi colhido”.

IBGE: produção
A produção esperada de grãos no Ceará de acordo com o mais recente Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) do IBGE, para o ano de 2020, é de 637 toneladas. Houve, portanto, um crescimento de 30,94%, em comparação com a projeção feita no mês anterior, que foi de 487t.

Essa estimativa mais recente representa um aumento de 12,96% em relação à safra de grãos efetivamente colhida em 2019 (564.615 t).

Ematerce 

O diretor técnico da Ematerce, Itamar Lemos, prevê uma safra ainda maior do que a estimativa do IBGE. “No início de junho vamos fechar relatórios e teremos uma visão melhor da realidade”, pontuou. “A nossa expectativa é que a safra será superior a 600 mil toneladas de graõs”.

Grãos de sequeiro devem apresentar boa safra
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15:11 · 12.05.2020 / atualizado às 15:11 · 12.05.2020 por
Plantio de milho em Lavras da Mangabeira. Foto: Honório Barbosa

As volumosas chuvas que banharam o Sertão cearense no trimestre fevereiro-abril trazem a expectativa de uma excelente produção de grãos de sequeiro (arroz, milho e feijão). De  acordo com o mais recente Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) do IBGE, para este ano, a safra de grãos de sequeiro estimada é 637 toneladas.

O dado representa um crescimento de 12,96% em relação à safra de grãos efetivamente colhida em 2019 (564.615 t).

Boa quadra chuvosa

No distrito de José de Alencar, em Iguatu, Luís Ferreira plantou quase dois hectares de milho e feijão. “Plantei cedo e vou ter uma boa safra”, disse. “Este ano vai ser bem melhor do que em 2019”.

O diretor técnico da Ematerce, Itamar Lemos, disse que a expectativa da safra de grãos de sequeiro para este ano é a melhor possível. “Tivemos boas chuvas, bem distribuídas em todas as regiões cearenses”, frisou. “Para o Cariri, o milho que responde por 70% do plantio de grãos, deverá ter uma safra excelente”.

11:27 · 29.02.2020 / atualizado às 11:27 · 29.02.2020 por
Agricultura familiar. Casal, Edmilson e Helena, produz hortaliças a partir da água de reúso em Acopiara. Foto de divulgação

O campus do IFCE de Tianguá, na região da Ibiapaba, promoverá o evento “Mulheres na Agricultura” em alusão ao Dia da Mulher, celebrado no dia 8 de março. A iniciativa visa trazer uma mesa-redonda com ex-alunas do curso técnico em Agricultura que conversarão acerca das experiências delas no mercado de trabalho como técnicas agrícolas, assim como suas dificuldades e êxitos na atuação nesta área.

O esforço do IFCE é mostrar que a participação feminina no setor agrícola é expressiva na região da Ibiapaba.

O evento, organizado pelos docentes do curso técnico em Agricultura, acontecerá no auditório do campus de Tianguá, no dia 9 de março a partir das 8h e não tem necessidade de inscrição prévia. A participação é gratuita e voltada para os estudantes do curso técnico em Agricultura.

09:57 · 10.02.2020 / atualizado às 09:57 · 10.02.2020 por
Sementes crioulas precisam ser preservadas. Foto: Honório Barbosa

A oficina sobre ‘Sementes crioulas: aspectos botânicos, genéticos, econômico e social” foi promovida pela secretaria de Meio Ambiente de Várzea Alegre, na comunidade de Caiana, na casa dos produtores rurais Valquíria Fenelon e Francisco Danízio, reunindo dezenas de agricultores.

Os professores da Universidade Federal do Cariri (UFCA) Silvério de Paiva Freitas Júnior e Antônio Gerson falaram sobre a importância de preservação e multiplicação das sementes e germinação. O objetivo é formar um banco de sementes no município. “Buscamos parceria e integração, além da troca de conhecimentos científicos e empíricos”, disse J. Marcílio, secretário de Meio Ambiente de Várzea Alegre.

Saiba mais

Agricultores agroecológicos de várias comunidades rurais do interior estão mobilizados em um esforço coletivo para preservar as sementes crioulas. São os chamados guardiões. Além da preservação dos grãos, há um trabalho de fortalecimento da agricultura de base familiar em andamento na região Centro-Sul do Estado.

Levantamento realizado pela Cáritas Diocesana de Iguatu mostra que existem 15 casas de sementes crioulas nos municípios de Jucás, Cariús, Saboeiro, Senador Pompeu, Acopiara e Pedra Branca. Essas unidades integram a Rede de Intercâmbio de Sementes Centro-Sul, que foi criada em outubro de 2016.

Sementes crioulas. Foto: Honório Barbosa

 

09:29 · 06.02.2020 / atualizado às 09:30 · 06.02.2020 por

 

Máquina de sachê é entregue na zona rural de Cedro. Foto: Marcos Rodrigues

Agricultores da localidade de Serraria, na zona rural de Cedro, receberam 67 títulos de propriedade rural e uma máquina de embalagem em sachê para a Casa de Mel da comunidade, no valor de R$ 30 mil, que vai atender a associação dos apicultores, beneficiando diretamente 26 produtores de mel.

Os títulos de terra fazem parte do programa do governo do Estado por meio do Instituto de Desenvolvimento Agrário (Idace).

O titular da Secretaria de Desenvolvimento Agrário (SDA) De Assis Diniz, destacou a parceira com o município e a associação de produtores, beneficiando os agricultores familiares locais. “De um lado, a SDA fornece o título da terra a quase 70 famílias, simbolizando cidadania e segurança jurídica; do outro, as condições para que a geração de emprego e renda, no fabrico do mel, gerando desenvolvimento”.

O secretário Municipal de Agricultura, Manoel Bezerra, frisou que a entrega dos títulos de terra e da máquina de sachê promoverão mais qualidade de vida. “A posse definitiva do terreno é uma conquista grandiosa. O agricultor da comunidade de Serraria atesta que a parceria entre o Município e o Estado tem resultados efetivos em suas vidas”, pontuou Bezerra.

Máquina de sachê

Além das capacitações, a aquisição da máquina de sachê irá melhorar a vida da comunidade, ampliar a oferta para exportação do mel e a venda para a merenda escolar. “Era um sonho dos apicultores a aquisição desta máquina”, ressaltou o presidente da Associação dos Apicultores da Serraria, José Maria Silva. 

10:11 · 30.01.2020 / atualizado às 10:11 · 30.01.2020 por

A Exposição de Ovinos e Caprinos do município de Cedro, na região Centro-Sul cearense, passou a integrar o calendário de feiras e exposições agropecuárias de 2020 do Estado. A divulgação foi feita pela Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA).

A exposição é anual e acontece de 20 a 25 de outubro. Neste ano, a oitava edição acontece em meio às comemorações do centenário da cidade.

No ano passado, a VII Exposição de Ovino e Caprino de Cedro atraiu produtores rurais e moradores. O secretário de Agricultura, Manuel Bezerra, disse que em 2019 foram movimentados no evento quase R$ 300 mil.

A exposição tem o apoio dos Governos Federal e Estadual, da Confederação Nacional das Indústria (CNA), do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar; do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebare), da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará (Ematerce), do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) e da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Ceará (Adagri).

09:36 · 26.01.2020 / atualizado às 09:36 · 26.01.2020 por
Encontro foi realizado em Várzea Alegre e reuniu produtores do segmento orgânico. Fotos: Fábio Oliveira

Várzea Alegre sediou o Encontro de Produtores Orgânicos do Nordeste. A XIX edição aconteceu na Escola Dr. Dário Batista Moreno, no bairro Riachinho, e teve como tema “Novas tecnologias para sustentabilidade da Agricultura Orgânica”.

O secretário de Meio Ambiente de Várzea Alegre, J. Marcílio, destacou que o encontro foi importante para o município por ajudar a divulgar a agroecologia e, especialmente, a cultura de orgânicos, que tem novas formas de produção e abre mercados.

Representantes de sete estados nordestinos participaram do evento: Ceará, Alagoas, Bahia, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe. O próximo encontro de produtores orgânicos do Nordeste será na Bahia.

O produtor rural José Neto, proprietário da Floresta do Bode, em Lavras da Mangabeira, projeto que foi visitado pelos participantes do encontro, destacou as dificuldades da população para adquirir alimentos saudáveis. Para ele, a preocupação com a produção de alimentos orgânicos, portanto saudáveis, deve envolver grupos cada vez maiores para que a população conheça seu potencial.

Edileusa Santos, de Santa Luza, na Bahia, falou que nestes encontros a expectativa é sempre boa pela troca de conhecimentos e experiências. Ela pontuou que há um intercâmbio que envolve a cadeia da produção de orgânicos e que no encontro de Várzea Alegre a ênfase foi na participação dos jovens no universo da produção de orgânicos.

Visitas

A programação do encontro incluiu palestras, oficinas e visitas a projetos exitosos. Em Várzea Alegre, no distrito de Canindezinho, os participantes conheceram o Ecoponto do sítio Juazeirinho, a Mandala e a criação de caprinos e suínos do sítio Exu; No Calabaça, os projetos de apicultura e de produção de polpa de frutas e horta orgânica do sítio Graiado; no Ibicatu os projetos de bioágua e de fruticultura e horta ecológica da Escola Joaquim Alves de Oliveira. Em Lavras da Mangabeira conheceram a Floresta do Bode, no sítio Cajazeiras, e o Engenho Chá de Pai, em Quitaús.

Produtos agroecológicos foram vendidos durante encontro
11:08 · 17.01.2020 / atualizado às 11:08 · 17.01.2020 por
Produtores vão visitar projetos em Várzea Alegre e Lavras da Mangabeira. Foto: VC/Repórter

A cidade de Várzea Alegre vai sediar, de 20 a 22 deste mês, o Encontro de Produtores Orgânicos do Nordeste. O tema é  “Novas tecnologias para sustentabilidade da Agricultura Orgânica”.

O encontro será no auditório da Escola Dr. Dário Batista Moreno e terá apoio da Universidade Federal do Ceará, do Sebrae, Banco do Nordeste e da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira – Unilab.

Além do Ceará, produtores de cinco estados já confirmaram presença: Rio Grande Norte,Pernambuco, Sergipe, Bahia e Alagoas.

A programação inclui debates, oficinas e visitas a projetos, implantados em Várzea Alegre, de produção de hortaliças, frutas e legumes e forma orgânica. No distrito de Canindezinho, os participantes conhecerão o Ecoponto do sítio Juazeirinho, a Mandala e a criação de caprinos e suínos do sítio Exu; Na localidade de Calabaça, os projetos de apicultura e de produção de polpa de frutas e horta orgânica do sítio Graiado; No Ibicatu, os projetos de bioágua e de fruticultura e horta ecológica da Escola Joaquim Alves de Oliveira. Também será apresentada a experiência da Floresta do Bode – sítio Cajazeiras e o Engenho Chá de Pai, em Quitaús – Lavras da Mangabeira.

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