Categoria: agricultura


16:30 · 23.04.2019 / atualizado às 16:30 · 23.04.2019 por

 

 

Plantio de mandioca

O engenheiro agrônomo, Henrique Araújo Lima, palestrante da mais recente reunião do Pacto de Agropecuária Cearense – Agropacto, nesta terça feira, 23, afirmou que um hectare de mandioca, no sistema adensado com tecnologia, pode produzir 320 toneladas de ração por hactare/ano, que dá para alimentar aproximadamente mil animais/ano.

O cultivo da mandioca pode ser uma grande alternativa de alimentação dos animais na época da seca e que precisa ser mais incentivada pelos órgãos governamentais, incluindo agora, a assistência técnica e divulgação das novas tecnologias – adensamento da mandioca. A técnica permite plantar 40 mil covas por hectare ano.

A palestra foi realizada no auditório do Sistema Faec/Senar sobre ‘Mandioca Adensada na Alimentação Animal’ consultor do Sebrae em mandioca/agroindústria.

O Ceará já chegou a cultivar 130 mil hectares de terras plantadas com mandioca, mas devido às últimas secas, a área foi reduzida para cerca de 60 mil hectares, disse o engenheiro agrônomo da Ematerce Marcilio de Mel, que participou da reunião do Agropacto.

A mandioca foi apresentada como uma alternativa viável para o semiárido, podendo ser usada na alimentação animal com muita riqueza em proteína e energia, a custo baixo e alternativa para a substituição de soja e milho, que são alimentos caros que o Ceará não produz.

Além disso é uma cultura altamente adaptável ao Semiárido e usada na alimentação de animais ruminantes (boi, carneiro ) e não ruminantes (porco e galinha caipira), inclusive peixe e abelha.

No evento, foram apresentados alguns equipamentos desenvolvidos como a máquina de cortar mandioca para cortar a macaxeira em palito, um cortador de manivas para plantio em ângulo reto, favorecendo maior produtividade da cultura e um tipo de pulverizador, tipos de cultivares de macaxeira amarela com grande riqueza em licopeno, e a silagem de mandioca constituído de raízes e folhas.

Cultivares oriundos do Chile, Santa Catarina e Acre, que se adaptaram muito bem ao Semiárido.

É uma planta genuinamente brasileira e não pode ser tratada como uma cultura de pouca relevância; pode ser cultivada em todo o território nacional. Para os técnicos existe um grande desperdício de parte aérea e casca em todo o Brasil. No Ceará estima-se que esta perda chegue a mais um milhão de toneladas, que se fossem transformadas em carne e leite melhoraria a renda do produtor rural, produzindo ração de baixo custo com alto teor de proteína e energia.

Mandioca na alimentação humana

A mandioca não tem glúten podendo ser usada de diversas formas na alimentação humana. Já estão testados e catalogados mais de 50 produtos: pizzas, cozinha de macaxeira, tapioca enriquecida com vitaminas e sais minerais, pão de macaxeira sem glúten.

As macaxeiras das variedades da cor amarela são rica em licopeno, muito procuradas por nutricionistas porque não tem glúten, tornando o alimento funcional, tendo seis vezes mais vitaminas C do que o limão, segundo pesquisa da Embrapa .

Mais informações: engenheiro agrônomo Henrique Araújo Lima, (85) 9 9912. 4819

14:19 · 12.04.2019 / atualizado às 14:19 · 12.04.2019 por

Nove auditórios funcionando ao mesmo tempo ofertando palestras, mesas redondas e painéis; uma arena para oficinas de capacitação ensinando ao vivo as boas práticas agropecuárias; uma feira de animais de várias raças; caravanas de produtores de vários municípios do estado; estudantes, especialistas e técnicos circulando num espaço de 3.000 M², em busca de novos conhecimentos e de inovações tecnológicas.

O público tem acesso gratuito ao local, pode visitar a Feira de Produtos e Serviços Agropecuários, a Feira PET, o Festival do Queijo, comprar castanha, mel, cachaça ou artesanato no espaço da agricultura familiar, degustar da diversificada gastronomia e até adquirir um veículo.

Tudo isso vai acontecer no 23° Seminário Nordestino de Pecuária que será realizado de 13 a 15 de junho, no Centro de Eventos do Ceará.

O tema central será ‘Tecnologia e Inovação para uma pecuária competitiva’. A realização do evento é da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará- Faec, do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural- Senar, e do Sebrae.

Segundo o presidente da Faec, Flávio Saboya,  o Pecnordeste é considerado o maior evento da pecuária nordestina, por reunir em um mesmo espaço nove segmentos da cadeia produtiva da agropecuária. Nenhum estado do Nordeste realiza um seminário com este formato e nesta dimensão, com o foco voltado especificamente para a transmissão do conhecimento e pensando na melhoria da vida do produtor rural.

OS NÚMEROS

7 Segmentos pecuários

71 palestras

2 mesas redondas

8 Oficinas

4 Casos de Sucesso

9 Cursos e mini-cursos

TRABALHOS CIENTÍFICOS

O Pecnordeste traz uma novidade importante: a apresentação de trabalhos científicos, que tem a coordenação do médico veterinário, professor de zootecnia da Universidade Estadual Vale do Acaraú- UVA e presidente do Sindicato Rural de Coreaú, Emerson Moreira.

 

16:13 · 11.04.2019 / atualizado às 16:13 · 11.04.2019 por
Reunião tirou dúvida sobre programa de regularização fundiária que vai começar em Várzea Alegre. Foto de divulgação 

Nessa quarta-feira, 10, foi realizada reunião de mobilização para discutir o programa de Regularização Fundiária, em Várzea Alegre.

A mobilização foi feita pela Federação das Associações Comunitárias (Famuva) e a reunião aconteceu no auditório Chico Lino, do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Várzea Alegre, após convocação da secretária de Desenvolvimento Agrário de Várzea Alegre, Menésia Simião. 

Durante a reunião dessa quarta-feira, o técnico do Instituto de Desenvolvimento Agrário do Ceará (Idace), Raimundo Brilhante, e o representante da empresa Top Datum, Francisco Glauber, tiraram dúvidas dos proprietários de terra e de representantes das entidades comunitárias.

Segundo Brilhante, Várzea alegre tem área territorial estimada em 83.570 hectares e a previsão é de que o programa irá beneficiar aproximadamente 2.436 imóveis rurais, com estimativa de emitir 1.462 títulos e beneficiar 1.681 famílias.

Os trabalhos de campo iniciarão na segunda-feira, dia 22 de abril.

O programa de Regularização Fundiária acontece numa parceria do Governo Federal com o Incra, com os governos municipais e visa registrar e documentar as propriedades de terra que não possuem domínio.

Menésia Simião reforçou que o município será parceiro através da Secretaria de Desenvolvimento Agrário. “Este é um programa de fundamental importância para o desenvolvimento econômico do campo. Os proprietários poderão de fato e de direito, obtendo a documentação, ter o domínio de suas terras e explorá-las, gerando renda e crescimento econômico”, disse.

11:46 · 06.04.2019 / atualizado às 11:46 · 06.04.2019 por

 

Programa de incentivo ao cultivo de camarão foi lançado em Iguatu

O prefeito Ednaldo Lavor lançou no sítio Água Fria, na zona rural de Iguatu, o programa ‘Camarão no Iguatu’. O gestor e técnicos debateram sobre o desenvolvimento de uma cadeia produtiva de camarão no município.

Nos últimos anos vem ocorrendo a interiorização dos criatórios de camarão. Os produtores buscam água no sertão.

“Essa nova atividade vai permitir a geração de emprego e renda e a experiência em curso tem sido favorável”, frisou o gestor. “A ideia de implantar o programa surgiu baseada no crescimento da demanda na cidade por alimentos de alto valor nutritivo, saudáveis e de demanda elevada”.

O gestor de Iguatu enfatizou: “Garantimos que esta nova atividade é uma alternativa viável tanto do ponto de vista alimentar quanto de negócio, principalmente para pequenos produtores rurais. Reafirmamos que os produtores interessados em explorar a produção de camarão ganharão assistência técnica especializada através da Secretaria de Agricultura e Pecuária objetivando orientá-los a produzir mais e com qualidade”, disse Ednaldo.

Em Iguatu já há uma unidade produtora que tem alcançado êxito.

15:54 · 21.03.2019 / atualizado às 15:57 · 21.03.2019 por
 Coordenador do projeto de apicultura, Chrístian Arruda

Apicultores do município de Acopiara, na região Centro-Sul do Ceará, receberam, nesta quarta-feira (20), uma máquina de sachê e cinco kits de extração de mel. A iniciativa é parte integrante dos resultados do Projeto  de Agroecologia e Desenvolvimento Produtivo Rural (Agroapi), elaborado e aprovado pelo Instituto Elo Amigo, acessando recursos da Fundação Banco do Brasil.

O evento contou com a participação de mais de 100 participantes, entre apicultores e organizações inseridas na estratégia de atuação do Agroapi. Foram certificados 100 apicultores que participaram do projeto e receberam capacitações técnicas de apicultura em módulo avançado.

De acordo com o coordenador do projeto, Chrístian Arruda, o intuito é fortalecer e tornar sustentável a cadeia produtiva do mel em Acopiara, melhorando o padrão tecnológico dos apicultores e gerando renda para as famílias, pois a máquina de sachê possibilita acesso a outros mercados como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE)  e Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

“O projeto Agroapi realizou ações de capacitações, de assessoria técnica qualificada e agora entrega a parte de infraestrutura. Desta forma, possibilita a agregação de valor do mel e o acesso a outros mercados”, explicou Arruda.

O chefe de Gabinete da Prefeitura de Acopiara, Gleirton Dias, destacou a importância do projeto e disse que iria viabilizar uma unidade para beneficiamento de mel. “O nosso objetivo é apoiar os apicultores locais”, pontuou. “Eu conheço o trabalho sério do Instituto Elo Amigo, os bons resultados e assim a prefeitura vai viabilizar a construção de uma casa de mel, melhorando a estrutura de agregação de valor”.

 

O Agroapi vem sendo executado no município desde março de 2018 e tem como objetivo apoiar o desenvolvimento produtivo de agricultores familiares inseridos na atividade de apicultura do município de Acopiara, por meio de ações de capacitação, assessoria técnica, inserção mercadológica.

Parceiros 

O evento contou com a participação de mais de 100 participantes: apicultores e organizações inseridas na estratégia de atuação do Agroapi.

Parceiros presentes: Banco do Brasil; Prefeitura Municipal de Acopiara; Condecom; Associação de Apicultores de Acopiara; Secretaria de Agricultura; Cooperativa de Apicultores; Sebrae; e Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais da Agricultura Familiar de Acopiara.

Produtores de mel beneficiados com equipamentos

Saiba mais
O projeto Agroapi foi elaborado e aprovado pelo Instituto Elo Amigo, acessando edital aberto da Fundação Banco do Brasil, em março de 2018, apenas este projeto fora financiado em todo o Estado.

A ação é voltada para um grupo produtivo de 100 agricultores familiares inseridos na atividade em Acopiara, por meio de ações de capacitação, assessoria técnica, inserção mercadológica.

Os kits compostos com centrífugas, mesas, decantadores e outros equipamentos necessários para o processamento do mel produzido pelos apicultores foram aos grupos de apicultores entregues em regime de comodato, possibilitando assim, a manutenção da parceria entre apicultores e o Instituto Elo Amigo.

A máquina de sachê será implantada em local adequado que possibilite o acesso aos sistemas de inspeção municipal e estadual.

Foi realizada a capacitação de 100 famílias agricultoras em desenvolvimento tecnológico da atividade de apicultura. O grupo recebeu assessoria técnica, com foco no aumento da produtividade e na integração da apicultura com as demais atividades produtivas familiares.

Apicultores participaram de evento em Acopiara
21:53 · 18.02.2019 / atualizado às 22:01 · 18.02.2019 por

 

Pescado morto foi colocado na margem do açude para depois ser retirado por máquina e enterrado. Foto: Você Repórter?WhatsApp

Mais peixes morreram no Açude Castanhão na manhã desta segunda-feira, 18. A mortandade atingiu além das tilápias criadas em tanques-redes, o pescado que vive solto, nativo, no reservatório. Sobe para mil toneladas de pescado mortos nos últimos dez dias.

No último dia 9, ocorreu episódio de mortandade de peixe criado em cativeiro no Castanhão. A estimativa foi de 500 toneladas. 

Nesta segunda-feira, 18, milhares de peixes foram levados para a margem do açude e há registro também de mortalidade no leito do Rio Jaguaribe, após o reservatório, e até no Canal da Integração (Eixão das Águas). A informação é da secretária Municipal de Desenvolvimento Econômico, Aquicultura e Pesca, Lívia Barreto. 

De acordo com dados divulgados pela Prefeitura de Jaguaribara com a mortandade registrada nesta segunda-feira, 18, subiu para mil toneladas o pescado morto criado de forma intensiva em gaiolas nos últimos dias. “Só hoje tivemos mais de 400 toneladas de peixes mortos”, disse Lívia Barreto. “Estamos retirando e enterrando o pescado bem longe do açude”.

Para a secretária Lívia Barreto, a presença de peixes mortos no rio Jaguaribe e até no Canal da Integração é um indicativo de que o problema é complexo e mais amplo e mais grave do que se imaginava. “Em todas as partes do açude estão aparecendo peixes mortos, trazidos pela marola (onda pequena)”, disse. “Vamos mandar analisar a água para averiguar o que está ocorrendo, chegando no açude”.

Lívia Barreto lembrou que o açude é federal, administrado pelo Dnocs, além de ter sua água gerida pela Cogerh, que é uma órgão estadual. “Até agora só o poder municipal está buscando alternativas para resolver o problema”, pontuou. “Na próxima quinta-feira, 21, iremos novamente levar o problema ao governo estadual”.

Na tarde desta segunda-feira, 18, foi formada uma comissão com os produtores de tilápia para debater o problema e buscar solução.

O açude Castanhão acumula apenas 3.52 % de seu volume e continua liberando 9085 litros por segundo para atender demanda da Bacia do Baixo Jaguaribe e da Região Metropolitana de Fortaleza. O reservatório é o maior do Ceará.

 

Produtores retiram pescado morto do Castanhão

 

 

Vídeo

Um produtor gravou um vídeo em que mostra os peixes mortos na margem do açude e faz uma narração em um misto de surpresa e de raiva por terem liberado água do reservatório.

 

12:01 · 15.02.2019 / atualizado às 15:21 · 15.02.2019 por
Reunião esclarece sobre o PAA e PNAE. Foto de Augusto César

A Secretaria de Desenvolvimento Agrário e Econômico da Prefeitura de Várzea Alegre realizou reunião nessa quinta-feira, 14, no auditório Chico Lino, do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais para receber as propostas dos agricultores que participarão do Programa de Aquisição de Alimentos – PAA, edição 2019.

A reunião contou com a participação de mais de 50 agricultores de base familiar que receberam orientações sobre o funcionamento do programa. Neste ano, foram liberados R$ 45 mil para o programa. Cada agricultor, não pode receber mais do que R$ 6.500,00. 

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O coordenador da Vigilância Sanitária, José Jean de Sousa, fez esclarecimentos sobre o alvará sanitário e a necessidade dos agricultores terem esse documento para comercializarem a produção com o PAA e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

A secretária de Desenvolvimento Agrário e Econômico,  Menésia Simião, destacou o compromisso da gestão com com a agricultura familiar, por meio de diversas políticas públicas implantadas no município. “Com a comercialização não é diferente. Temos um Termo de Cooperação com o Estado para execução do PAA. Vamos intensificar a assistência técnica para que nossos agricultores possam estar preparados para vender sua produção”, disse Menésia Simião.

O coordenador do PAA no município, Estêvão Silva, destacou a importância do programa para a geração de emprego e renda no campo, beneficiando o setor de base familiar.

 

16:57 · 12.02.2019 / atualizado às 16:57 · 12.02.2019 por

 

Peixes morreram nas gaiolas no Açude Castanhão. Foto: divulgação

A Secretária Municipal de Desenvolvimento Econômico, Aquicultura e Pesca de Jaguaribara atualizou os números de mortandade de peixe ocorrida na última sexta-feira no açude Castanhão, o maior do Ceará, que acumula apenas 3,6% de seu volume.

Os números atualizados são bem maiores do que a estimativa inicial de 100 toneladas. O total de pescado que os cooperados perderam foi de 283 toneladas, um prejuízo avaliado em R$ 1,5 milhão. 

A Prefeitura informou que também houve perdas em criatórios de empresários e produtores de outras associações. Um montante de peixes mortos que ultrapassa 500t.

“Estivemos, juntamente com o engenheiro de pesca da Emartrce. Édson Sousa, e com um representante da Câmara Municipal, vereador Neudo Oliveira, levantando informações sobre a mortandade de tilápia nos criatórios, na bacia do Castanhão, na sede da Cooperativa dos Criadores de Peixes do Curupati, conversamos com os criadores e todos estão tristes, preocupados com o prejuízo que tiveram”, disse a secretária de  Desenvolvimento Econômico, Aquicultura e Pesca de Jaguaribara, Lívia Barreto.

Foi criada uma comissão para buscar apoio junto aos órgãos competentes. Ainda nesta semana, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Aquicultura e Pesca de Jaguaribara fará o relatório dos impactos econômicos e a Ematerce vai concluir o laudo técnico que apontará as causas da mortandade.

“Todos reconhecem os riscos assumidos para produzir tilápias com a atual condição do açude, os produtores que vivem na península do Curupati Peixe só tem essa fonte de renda e optaram por tentar produzir, mesmo com toda essa crise hídrica, alguns perderam, e outros não, ainda resistem”, pontuou Lívia Barreto.

O parque de criação do Curupati Peixe foi o mais afetado com a mortalidade de pescado em gaiolas, criados de forma intensiva. 

Curupati 
A península do Curupati Peixe é um assentamento que foi construído para as famílias das comunidades rurais que foram inundadas da antiga Jaguaribara, com a construção do Castanhão.

É um projeto de características diferenciadas dos demais, pois os reassentados foram induzidos à piscicultura em tanques-redes.

O projeto produtivo foi criado pelo governo do Estado do Ceará, no ano de 2007 para atender as famílias que cederam suas terras produtivas para dar espaço às águas do Castanhão.

Morte de tilápias em gaiolas traz prejuízo aos piscicultores. Foto: Honório Barbosa

 

09:14 · 10.02.2019 / atualizado às 09:15 · 10.02.2019 por

 

Operários contratados pela Prefeitura de Jaguaribara concluem neste domingo a retirada de peixes mortos no açude Castanhão. A mortandade de pescado começou na última quinta-feira e se intensificou na manhã deste sábado. Calcula-se em cerca de 100 toneladas de peixes tilápia o, em Jaguaribara.

Toda a produção de tilápia dos piscicultores das regiões do Curupati Peixe, Jaburu e proximidades do escritório do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) morreu causando enormes prejuízo aos produtores.

A morte decorre da diminuição do oxigênio da água do açude, que atualmente acumula menos de 4% de sua capacidade.

Durante todo o sábado, usando tratores e caçambas trabalharam na retirada dos peixes da água para evitar a contaminação.

Em nota, a Prefeitura de Jaguaretama informou que vem dando suporte necessário aos piscicultores da região.

Nos últimos anos, houve pelo menos três grandes mortandades de peixe criado em gaiolas no Açude Castanhão, causando prejuízo financeiro aos criadores e afetando a economia local. A cidade vive em crise de desemprego e perda de renda.

Mortandades

Em julho de 2015, o prejuízo foi estimado em R$ 18 milhões. 

Em junho de 2016, o problema se repetiu. 

O baixo volume de água no açude além de contribuir para a redução da produção, favorece a perda de oxigênio da água e a morte dos peixes. “A produção está inviabilizada”, disse o pescador, Luís Pereira. “Em mesmo perdi tudo”. A situação nas comunidades é de desolação.

14:34 · 08.02.2019 / atualizado às 14:34 · 08.02.2019 por

 

Cadastro de agricultores interessados em produzir algodão

A secretária de Desenvolvimento Agrário e Econômico de Várzea Alegre, Menésia Simeão, articulou com a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Ceará (Adagri) a vinda de técnicos para realizar o cadastro de agricultores que irão plantar algodão neste município.

O cadastro faz parte do cumprimento a Portaria 1540 de 16 de novembro de 2018, que estabelece, entre outras diretrizes, o vazio sanitário para cultura algodoeira, uma das formas mais eficientes de combate ao bicudo, praga capaz de destruir as plantações e de forte resistência.

De acordo com a secretária, o município é destaque na revitalização do algodão no Ceará. “Não podemos retroagir. A portaria veio para contribuir no controle do bicudo e de outras pragas”, frisou Menésia Simeão.

Segundo a Adagri, Várzea Alegre foi o primeiro município que faz parte do escritório regional que solicitou o serviço.

Mais de 60 agricultores compareceram ao Sindicato dos Trabalhadores Rurais e fizeram seus cadastros para plantar de algodão em Várzea Alegre.

No ano passado, a Prefeitura de Várzea Alegre, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Agrário iniciou o incentivo à produção de algodão, e o resultado da colheita, em julho, animou os produtores do município. Houve parceria com a Embrapa e Ematerce.

Plantio de algodão herbáceo. Foto de Honório Barbosa

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