Categoria: agricultura


15:25 · 07.11.2018 / atualizado às 15:26 · 07.11.2018 por

 

Programa do BNb tem por objetivo incentivar a cadeia do mel de abelha na região Centro-Sul. Fotos de Honório Barbosa

Foi lançado na manhã desta quarta-feira, 7, no auditório do Instituto Federal de Educação do Ceará (IFCE), no bairro Cajazeiras, em Iguatu, o Plano de Ação Territorial da Apicultura do Território Centro-Sul Cearense, que faz parte do Programa de Desenvolvimento Territorial (Prodeter), do Banco do Nordeste.

O projeto inicialmente vai atender 185 apicultores em seis municípios da região: Iguatu, Quixelô, Cedro, Jucás, Cariús e Orós. Durante o evento houve a assinatura de financiamento para construção de seis casas comunitárias de mel. No total serão liberados R$ 550 mil.

“Temos linhas de financiamento por meio do FNE Rural, Pronaf e Agroamigo”, explicou a gerente executiva de Desenvolvimento Rural do BNB, Jeânia Rogério Gomes. “Os juros são favoráveis de meio por cento a cinco por cento ao ano e de até vinte mil reais, sem aval”.

Jeânia Gomes ressaltou que o programa tem financiamento integrado. “Assistência técnica para o produtor rural, capacitação, organização do negócio, possibilitando lucro, crescimento, geração de emprego para que possa fazer novo empréstimo e expandir a atividade”, pontuou. “Temos um total de 106 ações e queremos a produção com qualidade e uma atividade sustentável”.

O BNB já trabalha há pelo menos três anos com planos de ação por meio do Prodeter em outras regiões do Ceará: Sobral, Vale do Jaguaribe, Sertão Central com bovinocultura de leite; Litoral Leste (cajucultura), Serra da Ibiapaba (Flores). “É um programa que vem dando certo e tem uma avaliação positiva e que tende a se expandir”, observou Jeânia Gomes.

Sebrae 

A analista técnica do escritório regional do Sebrae em Iguatu, Tuany Holanda, disse que a instituição tem um programa de apoio e acompanhamento da apicultura na região, envolvendo 14 municípios. “É uma atividade que dá lucro e proporciona a defesa do meio ambiente, a manutenção da mata nativa”, disse. “Quem aplica as técnicas corretas tem bom resultado”.

Neste ano, a produção estimada de mel na região foi de cerca de 300 toneladas, quantidade semelhante a 2017. Houve, porém, queda no preço do produto, cujo quilo caiu de R$ 12,00 para R$ 6,80 na época de comercialização. O Sebrae promove rodadas de negócios e articula a comercialização em conjunto entre empresas exportadoras e produtores, eliminando o atravessador.

Participantes

Além de apicultores, secretários de Agricultura de municípios da região, representantes do Sebrae, da Ematerce, do Senar, Federação Estadual da Apicultura e de outras instituições participaram do evento.

Lançamento do Plano de ação Territorial da Apicultura

 

 

 

 

14:46 · 31.10.2018 / atualizado às 14:46 · 31.10.2018 por

 

Agricultores recebem sementes no escritório da Ematerce. Foto de arquivo: Honório Barbosa

Os agricultores que receberam as sementes  no início deste ano do programa Hora de Plantar estão isentos do pagamento ao governo do Estado.

Na região Centro-Sul do Ceará o benefício será para os municípios de Iguatu, Quixelô, Acopiara e Catarina, porque tiveram perdas na safra superiores a 50 por cento.

O secretário de Agricultura de Iguatu, Hildernando Barreto, disse que a medida era necessária, pois a maioria dos produtores rurais plantou e não colheu por causa da irregularidade das chuvas. “Tivemos um inverno atrapalhado, a maioria dos que agricultores perderam a safra”, pontuou.

Em anos anteriores, devido às chuvas abaixo da média, houve também dispensa de pagamento das sementes. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Iguatu, Evanilson Saraiva, também avaliou de forma positiva a dispensa de pagamento por parte dos agricultores. “Praticamente não tivemos safra, o milho e o feijão se perderam na roça”, disse.

Espiga de milho não se desenvolveu por falta de chuva: Foto de Honório Barbosa
12:23 · 26.10.2018 / atualizado às 12:23 · 26.10.2018 por

 

Plantio de algodão. Foto de Honório Barbosa

Produtores rurais de Tauá, Crateús e do Sertão Central produzem algodão agroecológico a partir do apoio do Esplar, uma instituição não governamental que presta apoio técnico aos produtores de algodão orgânico e os aconselha no campo, ajudando-os a promover a agroecologia.

Com sede em Fortaleza, a entidade apoia no processo de abordagem agroecológica no campo, e no fortalecimento das organizações. Os engenheiros da empresa introduzem técnicas agrícolas cada vez mais sustentáveis, como a utilização do Neem para proteger os cultivos, ou a policultura, proporcionando independência alimentar e preservação das terras.

Ronildo Mastroianni, um dos coordenadores do projeto na capital cearense, explica que o trabalho de produção do algodão é desenvolvido nos municípios de Tauá, Novas Russas, Tamboril, Monsenhor Tabosa e Crateús. “São agricultores que plantam pequenos roçados. Ao todo, eles usam uma área de apenas 0,82 hectares por meio de consórcios. A produção esse ano começou com 180 famílias. Houve algumas desistências, por conta da escassez de água. Em algumas localidades choveu pouco e isso influenciou na produtividade. Em 2018, já foram coletado nove toneladas de pluma de algodão”, explica o gestor.

 

No ano de 2017, 107 agricultores/as produziram em seus consórcios 9614 quilos de pluma de algodão:

ADEC – Associação de Desenvolvimento Educacional e Cultural de Tauá
Área de atuação: localidades rurais dos municípios de Independência e Tauá de com sede em Tauá
Sócios/as: 61
Produziram pluma de algodão em 2017: 32 Agricultores/as – 4500 quilos de pluma

ACEPI – Associação Agroecológica de Certificação Participativa Inhamuns/Crateús
Área de atuação: localidades rurais dos municípios de Crateús, Monsenhor Tabosa, Nova Russas, Tamboril
Sócios/as: 86
Produziram pluma de algodão em 2017: 34 Agricultores/as – 1016 quilos de pluma

ACEPA – Associação de Certificação Participativa Agroecológica
Área de atuação: localidades rurais dos municípios de Quixeramobim, Quixadá e Choró
Sócios/as: 87
Produziram pluma de algodão em 2017: 41 Agricultores/as – 4098 quilos de pluma

Fique por dentro 

ESPLAR é uma organização não governamental, sem fins lucrativos, fundada no ano de 1974, com sede no município de Fortaleza, capital do estado do Ceará.

A organização atua diretamente em municípios do semiárido cearense, desenvolvendo atividades voltadas para a agroecologia e o serviço da agricultura familiar, além de realizar trabalhos nas seguintes áreas temáticas:

-Fortalecimento das organizações de trabalhadores e trabalhadoras rurais para incidência nas políticas públicas de interesse da agricultura familiar;

-Promoção da igualdade de gênero, com enfoque feminista, de classe e de combate à discriminação de raça e de etnia;

-Justiça ambiental e qualidade de vida, a partir do direito à terra, à água e à biodiversidade;

-Desenvolvimento de sistemas agroecológicos;

-Processamento e comercialização da produção agrícola na perspectiva da sócio-economia solidária.

22:50 · 18.10.2018 / atualizado às 22:50 · 18.10.2018 por
Plantio de algodão herbáceo. Foto de Honório Barbosa

A secretaria de Desenvolvimento Agrário e Econômico de Várzea Alegre realizou no auditório Raimundo Lucas (Bidinho) do Sindicato dos Trabalhadores Rurais encontro para discutir sobre o projeto de revitalização do algodão e repassar para os produtores rurais orientações sobre o manejo correto da cotonicultura. Entidades parceiras participaram da reunião: Ematerce, Embrapa e Federação das Associações Comunitárias de Várzea Alegre (Famuva).

Uma das orientações é que após a colheita, os agricultores destruam os restos da plantação. Segundo Cícero Izidório, secretário de Desenvolvimento Agrário e Econômico de Várzea Alegre, essa ação é de fundamental importância para combater a praga do bicudo.

Houve apresentação de medidas fitossanitárias para a prevenção e o controle da praga bicudo do algodoeiro e critérios para o cultivo de algodão no Ceará.

”Mesmo com toda limitação financeira, o município de Várzea Alegre conseguiu revigorar a nossa agricultura familiar, prova disso é o sucesso do projeto “Ouro Branco”, disse o secretário, Cícero Izidório.

Pedro Bezerra, técnico do escritório local da Ematerce destacou a importância da retomada do cultivo do algodão para fortalecer o agricultor e incentivá-lo a produzir com eficiência.

Evilásio José, gerente da Ematerce, ressaltou que o projeto de revitalização do algodão tem grande importância econômica para os agricultores e que essa normatização só irá ajudar no processo de resgate da cotonicultura.

Gildo Pereira – técnico da Embrapa, detalhou a portaria do governo que regulamenta o plantio do algodão no Estado. “O governo tem a preocupação com a volta do bicudo, portanto, através da Adagri (Agência de Defesa Agropecuária), haverá fiscalização dos plantios. A normatização só vem a ajudar o nosso agricultor no manejo correto durante plantio, colheita e no período entressafra” – afirmou Gildo.

09:42 · 13.10.2018 / atualizado às 09:42 · 13.10.2018 por
Casal, Elinaldo e Dina Jerônimo, colhe os primeiros fruros no sítio Sobradinho em Cedro. Foto de Wandemberg Belém

Começa a colheita de manga no sertão cearense. Na região Centro-Sul do Ceará, as mangueiras já começam a dar os primeiros frutos que são comercializados nos mercadinhos, feira-livre, esquinas e nas lojas especializadas em venda de frutas e verduras.

A mangueira é originária da Índia e obteve boa adaptação no Brasil. Há várias variedades, mas as mais comuns são jasmim, manguita (pequenina), espada e manga-rosa.

Nos sítios, os pés estão floridos e cheios dos primeiros frutos. A safra deve se estender até janeiro próximo.

Em Cedro, no sítio Sobradinho, o casal de agricultores de base familiar, Elialdo Jerônimo e Nina, colhe em uma área de dois hectares, onde estão plantados, 25 pés. O fruto é vendido por R$ 0,50 e a caixa de 25 quilos, por R$ 25,00.

“Eu gosto muito de manga e espero a safra chegar a cada ano”, disse o comerciário, Francisco Lopes. “Acho bom comer após o almoço”.

Na feira e no mercado central das cidades é intensa a comercialização do fruto. “Estou vendendo bem”, disse o feirante, Francisco Oliveira, que há 15 anos comercializa frutas em Iguatu. “É a fruta da época que as pessoas gostam muito”. O doce da fruta é muito apreciado pela população.

A secretaria de Agricultura de Cedro estima uma safra em torno de 60 toneladas de manga, ou seja, 10% a mais do que na colheita passada.

 

 

21:59 · 01.10.2018 / atualizado às 13:12 · 10.10.2018 por
Mogno dá lucro após 15 anos de cultivo com o corte das toras. Fotos de Wandemberg Belém

 

Cresce o cultivo de mogno no Ceará. A árvore pode ser uma alternativa econômica para muitos produtores rurais que estão investindo no chamado ouro verde. No município de Várzea Alegre, pelo segundo ano seguido, foi realizado um seminário voltado para incentivar o plantio dessa cultura, que além de rentável, ajuda no reflorestamento de grandes áreas de terra antes devastadas, ou que já foram utilizadas para outras culturas.

Um exemplo vem da fazenda Jaburu, no distrito de Canindezinho. Os cinco mil pés de mogno africano se destacam em meio ao cenário seco, típico do Semiárido. De grande porte e com copas verdes e frondosas, as árvores chamam a atenção. Foram plantadas em uma área que antes era utilizada para o cultivo de capim para formação de pastagem para os bovinos, culturas de sequeiro, fruteiras e até café.

A propriedade pertence ao médico e agropecuarista, Raimundo Sátiro. Apaixonado pela vida no campo, apostou no cultivo do mogno. “Tomei conhecimento da espécie por um amigo, Carlos Kleber, que trouxe algumas sementes e iniciou o plantio aqui em nossa cidade, em sua propriedade na Serra dos Cavalos. Pesquisei mais na internet, e resolvi investir. É um negocio que requer longo prazo, mas é bastante rentável. É uma poupança que fiz para meus filhos, meus netos”, comentou o agropecuarista.

A primeira árvore foi plantada há seis anos. De lá para cá, atualmente, são cinco mil árvores em desenvolvimento. A ideia é que a produção da madeira de lei, se torne mais uma alternativa econômica para a propriedade, mesmo que os resultados venham a longo prazo.

“O mogno africano pode ser a saída para quem deseja plantar e também para quem tem paciência de esperar a árvore crescer, um processo que pode chegar a 15 anos e começar a vender as primeiras ‘toras’ por metro cúbico”, explicou Francisco Rosa, engenheiro agrônomo, especialista em mogno e incentivador do cultivo da árvore no Ceará.

Ainda de acordo com o especialista, o mogno africano foi a espécie que mais se adaptou no Brasil, principalmente na região Nordeste por apresentar características mais parecidas com o clima do país de origem, Senegal, na Africa. “A espécie africana é resistente e cresce mais rápido”, acrescentou ressaltando que a cultura do mogno no Ceará já deixou de ser uma novidade.

Em 47 municípios já há áreas plantadas. O mogno cultivado em terras cearenses até já foi batizado de ouro verde, por conta da alta rentabilidade financeira que a planta pode proporcionar aos investimentos feito com a cultura. No Ceará tem cerca de 100 hectares do cultivo de mogno. A ideia é difundir o valor comercial da madeira e incentivar as pessoas a fazerem o plantio mesmo em áreas reduzidas.

Uma dona de casa que tenha um pequeno pedaço de chão, uma estudante, um agricultor qualquer pessoa pode investir. É uma poupança para ser colhida em 15 anos. O metro cúbico do mogno tem alto valor comercial. O mercado mundial está crescendo e a demanda por madeira de lei aumenta a cada ano. “Um hectare dá em média 400 metros cúbicos de madeira serrada, que pode ser vendida por R$ 1 mil, o metro cúbico, ou até mais. É um bom investimento”, disse o Francisco Rosa.

Médico e agropecuarista, Dr. Raimundo Sátiro. Foto de Wandemberg

Após o corte da “tora”, o mogno rebrota novamente para um novo ciclo de igual período.

O mogno é resistente também ao ataque de pragas e doenças. O manejo também é fácil. O cultivo exige irrigação nos primeiros três anos de desenvolvimento da planta. Cada árvore consome em média cinco litros de água em dias alternados através do sistema de irrigação por gotejamento, e adubação deve ser feita também por cinco anos.

Os cuidados com o solo é importante para o bom desenvolvimento da planta e nutrição da planta. De acordo com Sebastião Cavalcante, que é doutor em desenvolvimento do meio ambiente, e professor do curso de Agronomia da Universidade Regional do Cariri, a cultura do mogno é viável economicamente e para o meio ambiente contribui para o reflorestamento de áreas que estão desmatadas.

O cultivo do mogno em Várzea Alegre tem atraído a curiosidade de produtores rurais que já plantam a árvore e de muitas pessoas interessadas em conhecer mais sobre essa cultura. Ambientalistas, empresários, professores e estudantes de agronomia, agricultores e produtores rurais tiveram a oportunidade de visitar a plantação de mogno de Raimundo Sátiro, recentemente, durante o II Seminário voltado para o meio ambiente com foco no Reflorestamento.

De acordo com José Marcílio, secretário do Meio Ambiente de Várzea Alegre, a ideia da visita técnica foi apresentar aos agricultores para que produzam mogno, por meio da agrofloresta, dos quintais produtivos que é uma a atividade rentável e que contribui para o meio ambientes quanto à sua preservação. “A cultura do mogno é promissora para o município e para a região.  Pelos bons resultados e desenvolvimento com as plantações existentes no nosso município, podemos ver que além de forte aliado ao processo reflorestamento, vai ser futuramente um grande impulsionador da nossa economia local. A nossa ideia é incentivar o plantio porque os resultados aparecem”, disse.

Diante de um mercado promissor, os produtores rurais contam com linhas de créditos, através de financiamentos bancários para implantação de florestas. Segundo Samuel Sá, gerente do Banco do Nordeste de Lavras da Mangabeira, há linhas específicas para obtenção de recursos financeiros para investir na atividade de reflorestamento.

Plantio de mogno africano em Várzea Alegre
10:00 · 15.09.2018 / atualizado às 10:00 · 15.09.2018 por

 

Dia de campo do melão atraiu produtores da região. Fotos de Honório Barbosa

A secretaria de Agricultura de Iguatu promoveu nesta sexta-feira, 14, o I Dia de campo da cultura do melão japonês. O objetivo é incentivar os produtores rurais a produzir a fruta. “O nosso esforço é apresentar a cultura do melão para os pequenos produtores rurais da agricultura familiar”, observou o secretário adjunto, José Teixeira Neto. 

O dia de demonstração da cultura ocorreu em uma área de quatro hectares no sítio Penha, zona rural de Iguatu. O plantio é uma iniciativa do próprio Teixeira, que é fruticultor, produtor de mamão. “Iguatu tem terras planas, férteis, água no subsolo e vocação agrícola”, frisou Teixeira. “Queremos incentivar e apoiar a produção de frutas na agricultura de base familiar”.

Essa é a primeira área de cultivo da fruta na região Centro-Sul do Ceará.

A secretaria vai tentar mobilizar um grupo de produtores para o cultivo orgânico de acerola e expandir a área de produção de goiaba.

No Baixo-Jaguaribe, havia uma área cultiva de melão japonês de 4,5 mil hectares e produção estimada de 115 mil toneladas.

O prefeito de Iguatu, Ednaldo Lavor, o secretário de Agricultura, Hildernando Barreto, técnicos e agricultores da região participaram do evento.

Os produtores rurais reivindicaram mais apoio dos governos municipal e estadual para a produção agrícola. “Falta apoio efetivo e temos apenas iniciativas isoladas de cultivo de frutas e hortaliças”, observou o produtor, Ednaldo Barros.

14:03 · 30.08.2018 / atualizado às 14:03 · 30.08.2018 por
Jovens defendem mais incentivo para permanência no campo. Foto de Silvana Frota 

Segundo dados do Censo Agropecuário 2017 do IBGE, 61% dos produtores rurais estão na faixa de 30 a 60 anos. Com relação ao sexo, o Censo demonstrou que 80% dos produtores são homens e 19% são mulheres. A sucessão no campo é uma realidade que tem que ser enfrentada pelos jovens produtores.

Aqui no Ceará, na Fazenda Ferreira, município de Palhano, encontramos a jovem Tainar Ferreira, 23 anos, que desde os 15 anos assumiu a parte jurídica e contábil da Fazenda de seu pai, estuda Zootecnia na UFC, e é articuladora do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).

Tainar Ferreira é uma dessas mulheres que segue seu destino defendendo a bandeira do campo. “Nunca o trabalho foi empecilho para mim nem para meu irmão, que começou a dirigir trator aos oito anos e hoje é um operador agrícola surpreendente, e eu aos 11 anos, fui estudar na cidade de Aracati, mas voltava nos finais de semana para a propriedade rural”, contou. “Ingressei na Universidade Federal do Ceará no curso de Zootecnia, e há dois anos articuladora Senar”.

A estudante quer mais incentivo para o jovem permanecer no campo. “A gente precisa ter mais informação, incentivar outros jovens a produzir, trazer a tecnologia para o Semiárido, porque temos que otimizar a produção agrícola”, pontuou.

 

Centro de treinamento em equinocultura e vaquejada

Como estudante de zootecnia, Tainar Ferreira montou na Fazenda dos seus pais , um Centro de Treinamento de Equinos, equipado com brete para contenção de animais, onde se realizam também vaquejadas, um hobby da jovem, ocorrem ofertas de cursos de doma racial. Em 11 de setembro será ofertado curso sobre inseminação artificial.

Em 22 de setembro, quando se comemora o Dia do Produtor, a jovem está organizando um dia especial sobre a agricultura familiar no assentamento Vale Santa Maria, no distrito de São José, em Palhano.

20:27 · 24.08.2018 / atualizado às 20:34 · 24.08.2018 por
Encontro articula ações entre as casas de sementes. Foto: divulgação

Agricultores de base familiar e agroecológica oriundos de várias comunidades do Ceará participaram recentemente do Encontro da Rede de Intercâmbio de Sementes do Centro-Sul, RIS. O evento aconteceu no sítio dos Lucas, na zona rural de Jucás, e contou com a participação de representantes de 15 Casas de Sementes dos municípios de Jucás, Cariús, Saboeiro, Senador Pompeu, Acopiara e Pedra Branca.

Debates, intercâmbio, troca de experiência e de sementes, além de uma feirinha movimentou o evento que foi realizado em um clima de muita animação e partilha entre os participantes.

O objetivo é o fortalecimento da agroecologia com foco na preservação da biodiversidade genética das sementes crioulas. O evento teve como tema central: ‘É no semiárido que o povo vive e resiste’.

“Esse encontro é uma articulação de todas as Casas de Sementes, juntamente com a Cáritas Diocesana de Iguatu e outras entidades para que a gente possa trocar sementes crioulas, conhecimentos”, disse Mara de Oliveira, técnica da Cáritas Diocesana de Iguatu.

Durante o encontro foram discutidas estratégias coletivas e de segmentos específicos para o fortalecimento da agricultura familiar através da produção com o uso das sementes crioulas.

Ainda de acordo com Mara de Oliveira, o encontro que chegou à quarta edição, acontece duas vezes ao ano também como forma de potencializar e compartilhar experiências, que são desenvolvidas através das comunidades com as Casas de Sementes.

“A casa de sementes organiza os guardiões dos grãos antigos, crioulos e permite a troca das sementes”, ressaltou Mara Oliveira. Ela explicou que os encontros têm a missão de contribuir para o melhor funcionamento das casas nos aspectos organizacional, político, social e, principalmente, possibilitar o resgate das sementes crioulas.

14:39 · 22.08.2018 / atualizado às 14:39 · 22.08.2018 por

 

Agricultura de base familiar movimenta economia rural

Nos últimos dois anos, as grandes cidades assistiram o desemprego acentuar-se enquanto fenômeno urbano. Na contramão dessa realidade, a agricultura familiar tem assumido protagonismo preponderante na geração de trabalho e renda no campo.

A atividade representa 84% dos estabelecimentos rurais no país. O Ceará ocupa o quarto lugar no ranking dos estados brasileiros com o maior número de estabelecimentos familiares, com mais de 340 mil propriedades desse tipo, o que corresponde a 90% das unidades rurais do estado de acordo com o Censo Agropecuário do IBGE.

Para Francisco Júlio, 55 anos, que fez o caminho inverso de milhares de agricultores que saem do campo em direção à cidade, essa foi a alternativa para melhorar as condições de vida família. O contador trocou a vida em Quixadá, a maior cidade do Sertão Central, onde residia, pelo campo, por necessidade.

“Meu pai foi agricultor e criou os 14 filhos com muito suor na lida com a terra. Ele nos deixou em uma situação financeira confortável. Não era rico, mas morreu sem deixar nenhuma dívida. Tínhamos algumas propriedades, mas o maior legado que ele nos deixou foi o trabalho. E eu sempre tive muita vontade de voltar a morar no campo”, conta.

Em 2001, Francisco Júlio era presidente da Associação dos Colonos do Riacho Verde, em Quixadá. Em busca de uma terra onde houvesse água, encontrou no pequeno município de Morada Nova, às margens do Rio Banabuiú, o começo de uma nova história. “Eu cheguei em uma situação de não pedir esmola porque não tinha um saco plástico. Mas com persistência, comprei 50 pintos. Minha mulher brigava porque não tínhamos dinheiro para nada. Hoje, tenho 4 mil aves”, explica o agricultor que também produz ovos e pimentões.

Com os três filhos, a esposa e a nora no negócio da família, o ex-contador garante que está satisfeito com os resultados do trabalho e não pretende voltar para a cidade grande. Hoje, os principais desafios que Francisco Júlio lista são a estiagem prolongada aliada aos cortes no orçamento das políticas públicas de fortalecimento da agricultura familiar, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). “O agricultor cria uma expectativa e acaba, muitas vezes, perdendo sua produção. Outro grande gargalo está na falta de orientação. Essa é nossa única fonte de renda, mas muitos não sabem nem quem procurar para participar dos programas do governo”.

Um bom exemplo é a história da agricultora Arnóbia Galiza, 42 anos, moradora da comunidade do Arraial, zona rural de Limoeiro do Norte, que montou uma pequena queijaria no quintal de casa. Ela conta que em 2007 recebeu incentivo para realizar cursos na área de laticínios no Instituto Federal (IFCE). Quatro anos depois, em 2011, começou uma pequena produção em casa. “No início não foi fácil. Mas logo surgiu um convite para participar de uma capacitação e ampliar nossos conhecimentos também através da assistência técnica. Aos poucos fomos investindo em equipamentos e na melhoria do espaço com recursos da oferta de crédito. E hoje nossos produtos abastecem tanto o mercado interno, quanto o de outras cidades”.

Ciclo de Seminários

Diante desta percepção sobre o potencial da agricultura para o sustento da família e como forma de renda, o Instituto de Arte, Cultura, Lazer e Educação do Ceará (Iarte), com o patrocínio do Instituto Agropolos, realizará no próximo sábado, dia 25 de agosto, das 8h às 13h, a 5ª e última etapa do Ciclo de Seminários “Cenários para o Fortalecimento da Agricultura Familiar”, na Escola Profissionalizante, no município de Morada Nova.

A região escolhida para sediar a última etapa do Ciclo de Seminários se destaca na produção de carne, leite e derivados. Criações de ovinos, bovinos e caprinos garantem para muitas famílias o sucesso do agronegócio. A cidade de Morada Nova, por exemplo, empresta seu nome a uma espécie de ovinos deslanados, bastante apreciada no mercado internacional. Além disso, o município tem potencial para que se implante um Polo de Fruticultura Orgânica, com foco na cultura da acerola.

A ideia, de acordo com o coordenador técnico do evento, Antônio José, é debater o cenário e as perspectivas para agricultura familiar, tendo como objetivo discutir medidas práticas para o desenvolvimento social e econômico do Vale do Jaguaribe. “A importância dessa iniciativa vai desde a conscientização da sociedade sobre o potencial da agricultura para o sustento da família e como forma de renda para uma comunidade, até as ações de orientação do produtor sobre os melhores meios de produção, as soluções para as dificuldades de se lidar com as culturas, a comercialização dos produtos e o acesso às políticas públicas de fortalecimento do setor”.

Dentre as atividades programadas para o Ciclo de Seminários destacam-se palestras com temáticas importantes para o setor, como “políticas públicas para agricultura familiar”; “empreendedorismo na agricultura familiar”; e “segurança alimentar e nutricional na agricultura familiar”.

O Ciclo de Seminários “Cenários para o Fortalecimento da Agricultura Familiar” percorreu outras quatro cidades, representando as macrorregiões do Estado: Barbalha (Cariri), Quixadá (Sertão Central), Aracati (Litoral Leste) e Itapipoca (Litoral Oeste).

Programação

8h – Acolhida: Atividade Cultural

8h30 – Café da manhã regionalizado

9h – Solenidade de abertura

9h30 – Painel: Políticas Públicas para a Agricultura Familiar no estado do Ceará

Presidente do Instituto Agropolos, Ana Teresa Carvalho

Secretário do Desenvolvimento Agrário, De Assis Diniz

10h30 – Painel: Empreendedorismo na agricultura familiar – Experiência exitosa do Vale do Jaguaribe. Apresentação dos agricultores familiares:

José Weliton Rodrigues

João de Deus Girão Filho

Raimundo de Moura Tomaz

Exibição de vídeo – Depoimento da agricultura familiar Arnóbia de Sousa Lima de Galiza

11h30 – Painel: Segurança alimentar e nutricional na agricultura familiar (Debate/ Ação de interatividade)

Presidente do Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), Francisca Malvinier Macedo

13h00 – Almoço e encerramento

Serviço: 5ª etapa do Ciclo de Seminários “Cenários para o Fortalecimento da Agricultura Familiar”

Data: 25 de agosto

Horário: 8h às 13h

Local: Escola Profissionalizante – Rua Aluízio Gonzaga Lima, S/N, bairro 02 de Agosto – Morada Nova

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