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Categoria: agricultura


17:35 · 14.09.2017 / atualizado às 17:35 · 14.09.2017 por
Plantio de algodão herbáceo. Foto de Honório Barbosa

A Prefeitura de Várzea Alegre firma parceria com a Embrapa e a UFCA com o objetivo de incentivar a produção de algodão no município por meio do projeto Ouro branco. O prefeito de Várzea Alegre, Zé Helder (PMDB), o secretario Desenvolvimento Agrário, Cícero Izidório e o técnico em agropecuária, Estevão Silva, visitaram nesta quarta-feira, 13, o plantio de um campo experimental de algodão, neste município, que servirá como unidade piloto para produção de sementes.

O esforço das instituições e revitalizar a cultura algodoeira em Várzea Alegre e municípios da região. O plantio faz parte do Projeto Ouro Branco, encabeçado pela empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Universidade Federal do Cariri (UFCA) em parceria com o município.

a Embrapa e a UFCA buscam parcerias junto às prefeituras para tentar revitalizar a cotonicultura e criar oportunidade de geração de renda para o agricultor cearense. O prefeito Zé Helder destacou que o município é parceiro neste projeto por compreender que a cultura do algodão pode voltar como forte alternativa econômica. “Abraçamos essa iniciativa que é importante, pois os nossos agricultores precisam diversificar as culturas de plantio para que assim possam buscar alternativas de geração de renda no campo. O agricultor não pode depender apenas de uma cultura para o sustento de sua família”, disse.

O Secretario Desenvolvimento Agrário, Cícero Izidório, disse que já está articulando com a universidade um seminário sobre algodão para que os agricultores de Várzea Alegre se apropriem das novas técnicas de plantio e possam, de fato, retornar à produção no município.

O secretário Izidório adiantou que o programa Terra Trabalhada, de preparo do solo para o plantio na próxima quadra chuvosa, vai beneficiar os agricultores que trabalham com culturas irrigadas.

O agricultor familiar Arimatéia Souza que fez o plantio experimental do algodão mostrou-se animado com o desenvolvimento da cultura. “É um tipo de produto que podemos colher com poucas chuvas. Se no passado já produzíamos muito, por que agora não vamos conseguir, se hoje tem mais apoio?”, questionou.

19:10 · 11.08.2017 / atualizado às 19:10 · 11.08.2017 por
Máquina vai facilitar vida de agricultor familiar. Foto de Fernando Sinimbu

Uma máquina que quintuplica a produtividade da debulha de feijões ainda verdes deverá auxiliar milhares de agricultores familiares que trabalham com essa cultura no Nordeste brasileiro. O processo manual de separação do grão da casca, conhecido como debulha, quando executado por uma pessoa adulta, rende de quatro a seis quilos por hora. Com a máquina, o pequeno produtor consegue debulhar até 25 quilos de grãos de feijão verde por hora.

Desenvolvido com apoio do Banco do Nordeste pelos pesquisadores César Nogueira, da Embrapa Meio-Norte (PI), e Francisco Freire Filho, Embrapa Amazônia Oriental (PA), o equipamento mede 45 centímetros de comprimento por 43 de altura, pesa 12 quilos e funciona com um motor elétrico de 250 Watts.

“Esse avanço acelera o rendimento da mão de obra e incrementa a renda”, destaca César Nogueira, lembrando que a debulha de 25 quilos de feijão verde por hora é suficiente para atender à demanda de grupos familiares que vendem a produção a restaurantes, supermercados e em feiras.

A produção de feijão verde, majoritariamente da espécie caupi (Vigna unguiculata), no Nordeste brasileiro é manual do plantio ao beneficiamento. Nogueira explica que o processo de debulha é relativamente fácil quando se trata de quantidade para o consumo diário de uma família. “No entanto, quando a atividade visa à comercialização, se torna um trabalho cansativo e com baixo rendimento”, frisa o cientista.

 “É importante que os agricultores saibam que a máquina pode ser usada também para debulhar o feijão seco ou maduro, com umidade do grão inferior a 15%”, detalha o pesquisador. Na debulha de feijões ainda verdes, a umidade do grão deve estar entre 35% e 60%. “Mas se a umidade estiver no intervalo de 16% a 35%, há uma tendência de amassar os grãos pelo fato de as vagens e os grãos estarem em estágio plástico”, alerta.

Máquina de debulhar feijão verde. Foto de Fernando Sinimbu

Ponto certo da colheita

Outra orientação dos pesquisadores que deve ser seguida à risca pelos produtores é sobre o momento da colheita. O agricultor que produz feijão verde sabe qual é o ponto ideal. Ele ocorre quando as vagens atingem o volume máximo de desenvolvimento e começam a mudar da cor verde para a roxa ou amarela, dependendo da cultivar.

Nesse momento, os grãos atingem o peso máximo. Ou seja: é o ponto em que os grãos param de crescer, dando início ao processo de desidratação natural. Isso é importante sob o aspecto econômico, porque o grão rende mais e pode ser mais bem trabalhado. Segundo Nogueira, nesse intervalo a umidade pode variar entre 40% e 60%.

Simplicidade

Criada para ser usada em feiras livres, a máquina é simples, de fácil construção e de baixo custo. Se produzida por unidade, em Teresina (PI), seu custo fica em cerca de R$ 800,00, ou mais. Se a produção for em série de pelo menos dez, o preço diminui para R$ 500,00 ou até menos do que isso, de acordo com César Nogueira.

Os pesquisadores levaram dois anos para desenvolver a debulhadora e contaram com investimentos de R$ 15 mil. Para chegar ao projeto definitivo da máquina, os cientistas foram buscar detalhes em um equipamento que debulha ervilha desenvolvido nos Estados Unidos.

Revolução na agricultura familiar

A primeira comunidade agrícola beneficiada com a debulhadora foi a Cooperativa dos Produtores Agropecuários do Portal do Parnaíba (Cooperagro), na zona rural norte de Teresina. Vinte famílias já testam a máquina há cerca de um ano e com ela conseguiram mudar de vida. “Essa debulhadora está sendo uma revolução na agricultura familiar”, exalta Marcos Venicíos Andrade de Araújo, 48 anos, presidente da cooperativa.

Segundo ele, com o uso da máquina, a Cooperagro deu um salto de eficiência no beneficiamento de feijão verde. “O que antes parecia impossível, hoje se tornou uma realidade. Antes, debulhávamos uma média de 30 quilos de feijão por dia. Hoje, com apenas um operador, conseguimos alcançar cerca de 200 quilos por dia”, comemora Araújo.

Além da velocidade no beneficiamento de feijões verdes, que têm vida curta de prateleira, a debulhadora está permitindo que os agricultores façam o plantio de forma escalonada, com irrigação, podendo colher o produto no tempo certo. “Estamos atendendo o mercado consumidor com maior rapidez e precisão”, comemora Araújo.

Cooperado-padrão
Domingos Ferreira Silva, de 50 anos, o Dominguinho, agente de saúde da Prefeitura de Teresina e nas horas vagas agricultor, obteve destaque da produção de feijão verde na Cooperagro. Trabalhando sempre com a cultivar de feijão-caupi BRS Guaribas, desenvolvida pela Embrapa, ele foi o cooperado que mais teve ganho real em 2016 e é o agricultor que mais vem se beneficiando da debulhadora na cooperativa.

Além de faturar mil reais todo mês, Dominguinho obteve seis mil reais de ganho real, no fim do ano passado. Também foi eleito cooperado-padrão pelo desempenho na produção, beneficiamento e comercialização de feijão verde. Sozinho, ele produziu 1,2 tonelada em pouco mais de um hectare. “Foi um esforço grande que fizemos, em horários fora do meu expediente de trabalho na prefeitura, para conseguir essa produção”, explica.

“A debulhadora desenvolvida pela Embrapa é um grande avanço na melhoria de vida da comunidade agrícola do Portal do Parnaíba, ” considera Dominguinho. O cooperado conta que as famílias estão entusiasmadas com a perspectiva de aumentar ainda mais a produção de feijão verde ao longo do ano. “Isso porque aquele trabalho duro de debulhar à mão acabou. É uma evolução”, sentencia.

A Cooperagro, mesmo ainda em construção, conseguiu produzir, beneficiar e comercializar cerca de três toneladas de feijão verde no ano passado, ao preço de doze reais o quilo, faturando quase R$ 40 mil. A cooperativa produz, beneficia e vende também macaxeira, outro produto nordestino de forte apelo culinário em todo o País.

Feijão verde tem elevada demanda em feiras livres. Foto de Honório Barbosa

Estratégico e fonte de proteínas

O pesquisador Francisco Freire Filho lembra que o feijão-caupi, feijão-de-corda ou feijão macassar (Vigna unguiculata), como é conhecido principalmente pelos nordestinos, continua sendo uma das mais importantes fontes de proteínas nas regiões tropicais e subtropicais no mundo. No Nordeste brasileiro, ele é estratégico na segurança alimentar e vem gerando emprego e renda.

A cultura também tem ganhado força e destaque na produção agrícola das regiões Norte e Centro-Oeste do País. O Mato Grosso é o estado que vem liderando nos últimos anos a produção de feijão-caupi. Em 2015, por exemplo, segundo o Levantamento Sistemático de Produção Agrícola do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foram produzidas 230.897 toneladas, numa área colhida de 224.683 mil hectares.

De origem africana, o feijão-caupi aportou no Brasil na segunda metade do século XVI, no Estado da Bahia, então centro administrativo do País, pelas mãos dos colonizadores portugueses. De lá, o produto foi levado para os outros estados nordestinos, onde conquistou espaço na agricultura e na mesa dos sertanejos.

11:13 · 19.07.2017 / atualizado às 11:14 · 19.07.2017 por

 

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Algodão em parceria com a Ematerce promoveu um dia de campo para demonstrar aos produtores rurais a viabilidade de cultivo de algodão convencional, variedade BRS Aroeira, e transgênico, na localidade de Gameleira, zona rural de Iguatu.

A área de demonstração atraiu vários produtores rurais. Os técnicos informaram que o uso de tecnologia (semente selecionada, aplicação correta de herbicidas, destruição e queima dos restos culturais, adequado preparo de solo) viabiliza o cultivo da cultura. Os dados demonstraram que a área de cultivo convencional permitiu uma renda de R$ 800,00 e a área de transgênico de R$ 1.000,00.

Um dos entraves é a falta de semente no mercado. O combate ao bicudo e o preço do produto são outros desafios a serem vencidos. O quilo do algodão está sendo vendido por R$ 2,00.

O município de Iguatu já foi um dos maiores produtores de algodão do Ceará, chegando a ter uma área de 20 mil hectares cultivados em meados da década de 1980. Hoje, praticamente, a cultura desapareceu.

17:02 · 07.07.2017 / atualizado às 17:02 · 07.07.2017 por

Uma caravana de produtores rurais do município de Cedro participa do XXI Seminário Nordestino de Pecuária (PEC Nordeste), realizado entre os dias 06 e 08 de julho, no Centro de Eventos em Fortaleza.

A comitiva contará com mais de 40 produtores locais, além do secretário de Agricultura, Manoel Bezerra e do representante do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). “Este é o momento de acompanharmos os nossos produtores auxiliando na capacitação e conhecimento de novas tecnologias, compromisso que assumimos desde 2013”, afirmou o prefeito Dr. Nilson Diniz.

O secretário Municipal de Agricultura, Manoel Bezerra, explica que a comitiva deste ano conhecerá novas tecnologias que poderão auxiliar em ações nos diversos distritos do município. “O evento cria novas oportunidades para que nossos produtores possam se qualificar e colocar em prática o aprendizado recebido durante a PEC Nordeste”.

 PECNORDESTE 
O Seminário Nordestino de Pecuária – Pecnordeste é um importante evento do agronegócio promovido pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará – FAEC; Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Ceará – SENAR/CE; Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil – CNA; Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado do Ceará – SEBRAE e pelos Sindicatos dos Produtores Rurais.
O evento apresenta alternativas de produção, debate sobre temas relevantes para o agronegócio nordestino, buscando, sempre, a melhoria das condições de trabalho e o acesso ao conhecimento pelos produtores rurais e micro e pequenos empresários do meio rural.

11:06 · 04.07.2017 / atualizado às 11:06 · 04.07.2017 por


As secretarias de Desenvolvimento Agrário e Econômico e de Meio Ambiente do município de Várzea Alegre estão articulando a realização de um seminário sobre a viabilidade da cultura do algodão, com a participação de técnicos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Algodão e da Universidade Federal do Cariri (UFCA).

A ideia de realização do seminário surgiu após técnicos das duas secretarias municipais participarem de visitas em área de plantio experimental nos municípios de Iguatu e de Acopiara, na região Centro-Sul do Ceará.

O coordenador da Unidade de Pecuária de Várzea Alegre, José Marcondes Saldanha, e o secretário J. Marcílio acompanharam programação técnica ‘Dia de campo’ realizada nas cidades de Iguatu e Acopiara, com o objetivo de revitalizar a cultura do algodão na região Centro-Sul.

A iniciativa faz parte do Projeto Ouro Branco, coordenado Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Algodão e a Universidade Federal do Cariri (UFCA).

Foi observado que com manejo correto, a praga do bicudo, que dizimou a cultura do algodão do Ceará na década de 1980, não atacou as plantações.

Com o sucesso dos projetos, a Embrapa e a UFCA buscam parcerias junto às prefeituras, para tentar revitalizar a cotonicultura e criar oportunidade de geração de renda para o agricultor cearense.

Há, no município de Acopiara, uma usina beneficiadora de algodão que opera com 5% de sua capacidade, e que se propõe a comprar toda a produção da região. Atualmente, uma arroba de algodão, que pesa 15kg, é negociada na usina ao preço de R$ 28,00.

15:58 · 10.06.2017 / atualizado às 15:58 · 10.06.2017 por
Agricultores são chamados a negociar dívida de crédito rural. Foto de Honório Barbosa

As condições criadas pela Lei 13.340, regulamentada pelo Governo Federal no final do ano passado, permitiram que mais de 8,2 mil agricultores do Ceará recuperassem o crédito para melhorar sua condição financeira.

A medida possibilita a liquidação ou renegociação de dívidas de financiamento com recursos dos fundos constitucionais do Norte e do Nordeste (FNO e FNE). É válida para operações contratadas até dezembro de 2011 e concede descontos que podem chegar a até 95% sobre o saldo devedor. Mais de 46 mil agricultores já regularizaram sua situação, sendo 42,5 mil do Nordeste.

O Ceará apresenta o segundo maior volume de operações, ficando atrás apenas da Bahia, que já alcança 9,05 mil acordos. Os valores totais quitados e refinanciados até o momento somam mais de R$ 2 bilhões.

O benefício está assegurado a produtores rurais das regiões Norte e Nordeste do país, norte de Minas Gerais e norte do Espírito Santo. Mais de um milhão de operações de crédito podem ser repactuadas – são 860 mil no Nordeste e 215 mil na região Norte.

Os interessados têm até 29 de dezembro deste ano para manifestar o interesse de quitar ou renegociar seus débitos. Para isso, devem procurar a agência bancária onde o empréstimo foi contratado.

No Nordeste, a opção por liquidar a dívida representa mais de 78% do total de operações até o momento. Foram 31.078 quitadas e 8.458 renegociadas. Isso porque a lei aumentou de 85% para 95% o percentual de desconto máximo para produtores que desejam pagar de uma só vez todo o débito, justamente para os financiamentos de menor valor. O montante liquidado já garantiu a recuperação de R$ 738 milhões para novos investimentos na região.

Novo esforço 

Os produtores rurais com apoio de deputados federais ligados ao setor estão mobilizados para obter renegociação de dívidas rurais contraídas a partir de 2012, quando começa o atual ciclo de seca, que afeta a região. Houve frustração de safra e dificuldades durante o período. Há também um esforço para incluir a atividade das pequenas agroindústrias nos benefícios da renegociação.

10:49 · 09.06.2017 / atualizado às 10:49 · 09.06.2017 por

O desembargador federal Élio Siqueira Filho, do Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5, deferiu, em caráter liminar, o pedido da Defensoria Pública da União (DPU) para suspender o mandado de reintegração de posse, expedido pelo Juízo da 15ª Vara Federal do Ceará, no perímetro irrigado Jaguaribe-Apodi, em Limoeiro do Norte (CE). O mandado estava agendado para esta quinta-feira, 8.

 Cerca de 100 famílias de agricultores ocupam o local, pertencente ao Departamento Nacional de Obras contra as Secas (Dnocs), desde 2014.

De acordo com a DPU, o Dnocs apresenta “conduta contraditória”, uma vez que, mesmo após a sentença da primeira instância, tentou viabilizar uma composição entre as partes. “O próprio DNOCS, – após a prolação de sentença de procedência do pedido de reintegração em primeiro grau – criou, por meio da Portaria Interministerial nº 01 do Ministério da Integração Nacional e Ministério do Desenvolvimento Agrário, de 24 de março de 2015, um Grupo de Trabalho Interministerial para viabilizar um projeto de assentamento dessas famílias em agricultura familiar na área, sendo um canal de diálogo com as famílias ocupantes para auferir possibilidade de destinação de terras da área”.

A DPU assegura nos autos que, em reunião uma ocorrida entre a Defensoria e o DNOCS, no dia 5 de maio passado, já teria havido o cadastramento das famílias acampadas no perímetro, para fins de destinação dos lotes irrigados pelo Incra, consoante o art. 2º, do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com as famílias.

“A ambiguidade da posição do ente público se torna mais clara quando se constata que o mesmo Dnocs, que vem reiteradamente cobrando o despejo forçado nesta ação, peticionou, em processo judicial, a realização de uma audiência de conciliação em data próxima com a finalidade de dar cumprimento às obrigações tratadas no Termo em menção. O próprio Ministério Público Federal já se manifestou favorável à ocorrência desta audiência de conciliação”, disse Siqueira Filho.

Para Siqueira Filho, diante desse contexto, “a reintegração imediata da posse da área – ocupada por cerca de 100 famílias de agricultores – revela-se, por ora, temerária, uma vez que as negociações administrativas ocorreram após a sentença transitada em julgado”.

12:46 · 02.06.2017 / atualizado às 12:46 · 02.06.2017 por

O escritório regional da Ematerce, em Iguatu, organizou um Dia Especial de Campo da Cultura do Amendoim. O evento foi realizado na comunidade Gadelha, zona rural do município de Cariús, nesta semana.

Em uma área irrigada de 0,3 hectare, uma vez por semana, em 90 dias, produtor rural de base familiar, Abel Alves de Oliveira, obteve uma renda de R$ 3 mil e um custo de produção de apenas R$ 500,00. A oleaginosa é vendida na região, com facilidade. “A gente vende rapidinho, pois existe um mercado favorável e a produção é reduzida”, disse o agricultor. “No próximo ano, vou plantar novamente”.

Na fazenda do produtor Abel Oliveira o cultivo é de sequeiro, mas favorecido com irrigação complementar. “O recado que deixo é que outros agricultores podem plantar, que dá certo e tem um lucro favorável”, frisou.

O agrônomo da Ematerce, Erlan Weine, e o assessor estadual de culturas de oleaginosas, Valdir Silva, participaram do evento e destacaram a importância do amendoim para geram ocupação e renda em agricultura de base familiar.

De acordo com técnicos da Ematerce, a cultura do amendoim tem grande importância econômica, principalmente na indústria alimentar. Algumas variedades chegam a produzir até 50% de lipídios e são utilizadas na fabricação de óleo de cozinha. No Brasil, é muito apreciado na culinária e como aperitivo.

Os estudos mostram os benefícios para a saúde: fonte de energia, ajuda a perder peso, prevenção câncer de mama, melhora a memória, reduz risco de doenças cardiovasculares, rico em vitaminas e minerais e ajuda a diminuir o estresse.

Assessor estadual, Valdir Silva, e agricultor, Abel Oliveira
12:28 · 01.06.2017 / atualizado às 12:45 · 01.06.2017 por

 

Morte de tilápias em gaiolas traz prejuízo aos piscicultores. Foto: Honório Barbosa

Cerca de 90 mil tilápias criadas em gaiolas no Açude Rosário, zona rural de Lavras da Mangabeira, morreram em decorrência da falta de oxigenação na água do reservatório. A mortandade ocorreu na última terça-feira. O pescado morto já começou a ser retirado dos tanques-rede e enterrados próximo à margem do reservatório.

 De acordo com o gerente regional do escritório da Ematerce, em Lavras da Mangabeira, o prejuízo estimado é de 30 toneladas de pescado e cerca de R$ 200 mil. A mortandade atingiu 17 famílias de pisicultores, que formam uma associação comunitária. A mortandade atingiu 35 gaiolas em quatro lotes. 

“Só não morreram os alevinos de até 15 dias”, frisou Correia.

O clima na comunidade é de tristeza e preocupação entre os piscicultores mediante o prejuízo e a perda de receita mensal com a atividade. O açude acumulava 11%, mas obteve recarga e está com 40%.

“Pode ter ocorrido uma inversão térmica, que é comum nessa época do ano, associada à queda de oxigenação da água por causa do acúmulo de matérias orgânicas”, disse Correia.

Não desistir

O piscicultor Cícero José Machado disse que a associação comunitária foi criada em 2005, iniciando a atividade de piscicultura. “Essa foi a primeira vez que morreram peixe aqui no Rosário em grande quantidade”, contou. “Enterramos todo o pescado nesta quarta-feira e agora vamos atrás de unir forças, apoio do governo para recomeçar porque não podemos ficar parados”.

Machado disse que a água sem oxigenação que estava no fundo do açude subiu por causa da inversão térmica, provocando a morte do pescado e acredita que a recarga do açude que encobriu vegetação também contribuiu para o fenômeno. “Veio tudo de uma vez só”, disse.

Cada família de piscicultor tem uma renda mensal média de R$ 2 mil.  

Tecnologia 

Esse é mais um caso de mortandade que atinge criatórios de tilápia nos açudes do Ceará. Outros ocorreram no Orós, Castanhão e em outros reservatórios, mostrando que há necessidade de se implantar tecnologias de aeração das gaiolas, medição do nível de oxigenação da água.

Projeto São José 

A Associação dos Piscicultores do Rosário foi beneficiada com um projeto São José III que deve liberar cerca de R$ 800 mil para aquisição de kit tecnológico com medidor de temperatura e oxigenação da água e aquisição de aeradores e de novas gaiolas, maiores, para dar mais espaço para o pescado. As gaiolas atuais são pequenas 2 metros por dois metros, com 1,20 m de profundidade.

06:40 · 24.05.2017 / atualizado às 19:48 · 23.05.2017 por

A Secretaria de Desenvolvimento Agrário e Econômico de Várzea Alegre realizou em parceria com a Associação dos Produtores de Leite (Aprovale), curso de inseminação artificial para bovinos, no sítio Boa Vista.

Para Estevão Silva, técnico em agropecuária da Secretaria e um dos facilitadores do curso, esta ação teve como objetivo capacitar os criadores de gado para que possam realizar o procedimento de inseminação artificial de forma segura, melhorando a qualidade genética do rebanho.

Segundo José Marcondes Saldanha, técnico em agropecuária, durante os dois dias foram trabalhadas as seguintes técnicas: conceitos e vantagens da inseminação artificial; anatomia e fisiologia do aparelho genital da vaca; implantação da inseminação artificial; materiais necessários para a prática da inseminação; reconhecimento da vaca no cio; horário da inseminação; manejo do botijão e uso correto do sêmen; sequência da inseminação; e controle zootécnico e anotações das inseminações.

Para o secretário Cícero Izidório, a ação faz parte do plano de governo do prefeito Zé Helder (PMDB), para fortalecer as associações através de parceria, promovendo assistência técnica aos agricultores e criadores de Várzea Alegre.

O  curso foi realizado na comunidade do sítio Boa Vista e articulado pelo líder comunitário Antônio Gonçalves da Costa Neto.