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Categoria: agricultura


10:00 · 15.09.2018 / atualizado às 10:00 · 15.09.2018 por

 

Dia de campo do melão atraiu produtores da região. Fotos de Honório Barbosa

A secretaria de Agricultura de Iguatu promoveu nesta sexta-feira, 14, o I Dia de campo da cultura do melão japonês. O objetivo é incentivar os produtores rurais a produzir a fruta. “O nosso esforço é apresentar a cultura do melão para os pequenos produtores rurais da agricultura familiar”, observou o secretário adjunto, José Teixeira Neto. 

O dia de demonstração da cultura ocorreu em uma área de quatro hectares no sítio Penha, zona rural de Iguatu. O plantio é uma iniciativa do próprio Teixeira, que é fruticultor, produtor de mamão. “Iguatu tem terras planas, férteis, água no subsolo e vocação agrícola”, frisou Teixeira. “Queremos incentivar e apoiar a produção de frutas na agricultura de base familiar”.

Essa é a primeira área de cultivo da fruta na região Centro-Sul do Ceará.

A secretaria vai tentar mobilizar um grupo de produtores para o cultivo orgânico de acerola e expandir a área de produção de goiaba.

No Baixo-Jaguaribe, havia uma área cultiva de melão japonês de 4,5 mil hectares e produção estimada de 115 mil toneladas.

O prefeito de Iguatu, Ednaldo Lavor, o secretário de Agricultura, Hildernando Barreto, técnicos e agricultores da região participaram do evento.

Os produtores rurais reivindicaram mais apoio dos governos municipal e estadual para a produção agrícola. “Falta apoio efetivo e temos apenas iniciativas isoladas de cultivo de frutas e hortaliças”, observou o produtor, Ednaldo Barros.

14:03 · 30.08.2018 / atualizado às 14:03 · 30.08.2018 por
Jovens defendem mais incentivo para permanência no campo. Foto de Silvana Frota 

Segundo dados do Censo Agropecuário 2017 do IBGE, 61% dos produtores rurais estão na faixa de 30 a 60 anos. Com relação ao sexo, o Censo demonstrou que 80% dos produtores são homens e 19% são mulheres. A sucessão no campo é uma realidade que tem que ser enfrentada pelos jovens produtores.

Aqui no Ceará, na Fazenda Ferreira, município de Palhano, encontramos a jovem Tainar Ferreira, 23 anos, que desde os 15 anos assumiu a parte jurídica e contábil da Fazenda de seu pai, estuda Zootecnia na UFC, e é articuladora do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).

Tainar Ferreira é uma dessas mulheres que segue seu destino defendendo a bandeira do campo. “Nunca o trabalho foi empecilho para mim nem para meu irmão, que começou a dirigir trator aos oito anos e hoje é um operador agrícola surpreendente, e eu aos 11 anos, fui estudar na cidade de Aracati, mas voltava nos finais de semana para a propriedade rural”, contou. “Ingressei na Universidade Federal do Ceará no curso de Zootecnia, e há dois anos articuladora Senar”.

A estudante quer mais incentivo para o jovem permanecer no campo. “A gente precisa ter mais informação, incentivar outros jovens a produzir, trazer a tecnologia para o Semiárido, porque temos que otimizar a produção agrícola”, pontuou.

 

Centro de treinamento em equinocultura e vaquejada

Como estudante de zootecnia, Tainar Ferreira montou na Fazenda dos seus pais , um Centro de Treinamento de Equinos, equipado com brete para contenção de animais, onde se realizam também vaquejadas, um hobby da jovem, ocorrem ofertas de cursos de doma racial. Em 11 de setembro será ofertado curso sobre inseminação artificial.

Em 22 de setembro, quando se comemora o Dia do Produtor, a jovem está organizando um dia especial sobre a agricultura familiar no assentamento Vale Santa Maria, no distrito de São José, em Palhano.

20:27 · 24.08.2018 / atualizado às 20:34 · 24.08.2018 por
Encontro articula ações entre as casas de sementes. Foto: divulgação

Agricultores de base familiar e agroecológica oriundos de várias comunidades do Ceará participaram recentemente do Encontro da Rede de Intercâmbio de Sementes do Centro-Sul, RIS. O evento aconteceu no sítio dos Lucas, na zona rural de Jucás, e contou com a participação de representantes de 15 Casas de Sementes dos municípios de Jucás, Cariús, Saboeiro, Senador Pompeu, Acopiara e Pedra Branca.

Debates, intercâmbio, troca de experiência e de sementes, além de uma feirinha movimentou o evento que foi realizado em um clima de muita animação e partilha entre os participantes.

O objetivo é o fortalecimento da agroecologia com foco na preservação da biodiversidade genética das sementes crioulas. O evento teve como tema central: ‘É no semiárido que o povo vive e resiste’.

“Esse encontro é uma articulação de todas as Casas de Sementes, juntamente com a Cáritas Diocesana de Iguatu e outras entidades para que a gente possa trocar sementes crioulas, conhecimentos”, disse Mara de Oliveira, técnica da Cáritas Diocesana de Iguatu.

Durante o encontro foram discutidas estratégias coletivas e de segmentos específicos para o fortalecimento da agricultura familiar através da produção com o uso das sementes crioulas.

Ainda de acordo com Mara de Oliveira, o encontro que chegou à quarta edição, acontece duas vezes ao ano também como forma de potencializar e compartilhar experiências, que são desenvolvidas através das comunidades com as Casas de Sementes.

“A casa de sementes organiza os guardiões dos grãos antigos, crioulos e permite a troca das sementes”, ressaltou Mara Oliveira. Ela explicou que os encontros têm a missão de contribuir para o melhor funcionamento das casas nos aspectos organizacional, político, social e, principalmente, possibilitar o resgate das sementes crioulas.

14:39 · 22.08.2018 / atualizado às 14:39 · 22.08.2018 por

 

Agricultura de base familiar movimenta economia rural

Nos últimos dois anos, as grandes cidades assistiram o desemprego acentuar-se enquanto fenômeno urbano. Na contramão dessa realidade, a agricultura familiar tem assumido protagonismo preponderante na geração de trabalho e renda no campo.

A atividade representa 84% dos estabelecimentos rurais no país. O Ceará ocupa o quarto lugar no ranking dos estados brasileiros com o maior número de estabelecimentos familiares, com mais de 340 mil propriedades desse tipo, o que corresponde a 90% das unidades rurais do estado de acordo com o Censo Agropecuário do IBGE.

Para Francisco Júlio, 55 anos, que fez o caminho inverso de milhares de agricultores que saem do campo em direção à cidade, essa foi a alternativa para melhorar as condições de vida família. O contador trocou a vida em Quixadá, a maior cidade do Sertão Central, onde residia, pelo campo, por necessidade.

“Meu pai foi agricultor e criou os 14 filhos com muito suor na lida com a terra. Ele nos deixou em uma situação financeira confortável. Não era rico, mas morreu sem deixar nenhuma dívida. Tínhamos algumas propriedades, mas o maior legado que ele nos deixou foi o trabalho. E eu sempre tive muita vontade de voltar a morar no campo”, conta.

Em 2001, Francisco Júlio era presidente da Associação dos Colonos do Riacho Verde, em Quixadá. Em busca de uma terra onde houvesse água, encontrou no pequeno município de Morada Nova, às margens do Rio Banabuiú, o começo de uma nova história. “Eu cheguei em uma situação de não pedir esmola porque não tinha um saco plástico. Mas com persistência, comprei 50 pintos. Minha mulher brigava porque não tínhamos dinheiro para nada. Hoje, tenho 4 mil aves”, explica o agricultor que também produz ovos e pimentões.

Com os três filhos, a esposa e a nora no negócio da família, o ex-contador garante que está satisfeito com os resultados do trabalho e não pretende voltar para a cidade grande. Hoje, os principais desafios que Francisco Júlio lista são a estiagem prolongada aliada aos cortes no orçamento das políticas públicas de fortalecimento da agricultura familiar, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). “O agricultor cria uma expectativa e acaba, muitas vezes, perdendo sua produção. Outro grande gargalo está na falta de orientação. Essa é nossa única fonte de renda, mas muitos não sabem nem quem procurar para participar dos programas do governo”.

Um bom exemplo é a história da agricultora Arnóbia Galiza, 42 anos, moradora da comunidade do Arraial, zona rural de Limoeiro do Norte, que montou uma pequena queijaria no quintal de casa. Ela conta que em 2007 recebeu incentivo para realizar cursos na área de laticínios no Instituto Federal (IFCE). Quatro anos depois, em 2011, começou uma pequena produção em casa. “No início não foi fácil. Mas logo surgiu um convite para participar de uma capacitação e ampliar nossos conhecimentos também através da assistência técnica. Aos poucos fomos investindo em equipamentos e na melhoria do espaço com recursos da oferta de crédito. E hoje nossos produtos abastecem tanto o mercado interno, quanto o de outras cidades”.

Ciclo de Seminários

Diante desta percepção sobre o potencial da agricultura para o sustento da família e como forma de renda, o Instituto de Arte, Cultura, Lazer e Educação do Ceará (Iarte), com o patrocínio do Instituto Agropolos, realizará no próximo sábado, dia 25 de agosto, das 8h às 13h, a 5ª e última etapa do Ciclo de Seminários “Cenários para o Fortalecimento da Agricultura Familiar”, na Escola Profissionalizante, no município de Morada Nova.

A região escolhida para sediar a última etapa do Ciclo de Seminários se destaca na produção de carne, leite e derivados. Criações de ovinos, bovinos e caprinos garantem para muitas famílias o sucesso do agronegócio. A cidade de Morada Nova, por exemplo, empresta seu nome a uma espécie de ovinos deslanados, bastante apreciada no mercado internacional. Além disso, o município tem potencial para que se implante um Polo de Fruticultura Orgânica, com foco na cultura da acerola.

A ideia, de acordo com o coordenador técnico do evento, Antônio José, é debater o cenário e as perspectivas para agricultura familiar, tendo como objetivo discutir medidas práticas para o desenvolvimento social e econômico do Vale do Jaguaribe. “A importância dessa iniciativa vai desde a conscientização da sociedade sobre o potencial da agricultura para o sustento da família e como forma de renda para uma comunidade, até as ações de orientação do produtor sobre os melhores meios de produção, as soluções para as dificuldades de se lidar com as culturas, a comercialização dos produtos e o acesso às políticas públicas de fortalecimento do setor”.

Dentre as atividades programadas para o Ciclo de Seminários destacam-se palestras com temáticas importantes para o setor, como “políticas públicas para agricultura familiar”; “empreendedorismo na agricultura familiar”; e “segurança alimentar e nutricional na agricultura familiar”.

O Ciclo de Seminários “Cenários para o Fortalecimento da Agricultura Familiar” percorreu outras quatro cidades, representando as macrorregiões do Estado: Barbalha (Cariri), Quixadá (Sertão Central), Aracati (Litoral Leste) e Itapipoca (Litoral Oeste).

Programação

8h – Acolhida: Atividade Cultural

8h30 – Café da manhã regionalizado

9h – Solenidade de abertura

9h30 – Painel: Políticas Públicas para a Agricultura Familiar no estado do Ceará

Presidente do Instituto Agropolos, Ana Teresa Carvalho

Secretário do Desenvolvimento Agrário, De Assis Diniz

10h30 – Painel: Empreendedorismo na agricultura familiar – Experiência exitosa do Vale do Jaguaribe. Apresentação dos agricultores familiares:

José Weliton Rodrigues

João de Deus Girão Filho

Raimundo de Moura Tomaz

Exibição de vídeo – Depoimento da agricultura familiar Arnóbia de Sousa Lima de Galiza

11h30 – Painel: Segurança alimentar e nutricional na agricultura familiar (Debate/ Ação de interatividade)

Presidente do Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), Francisca Malvinier Macedo

13h00 – Almoço e encerramento

Serviço: 5ª etapa do Ciclo de Seminários “Cenários para o Fortalecimento da Agricultura Familiar”

Data: 25 de agosto

Horário: 8h às 13h

Local: Escola Profissionalizante – Rua Aluízio Gonzaga Lima, S/N, bairro 02 de Agosto – Morada Nova

21:35 · 16.08.2018 / atualizado às 21:35 · 16.08.2018 por

O Instituto Elo Amigo vem promovendo nos últimos meses capacit

Apicultores passaram por treinamento em Acopiara

ações em apicultura, junto a 100 apicultores, no município de Acopiara, como resultado do Projeto 16.981 – Agroecologia e Desenvolvimento Produtivo Rural (AGROAPI), nas comunidades de Barra do Ingá, João Bento, Floresta e São Paulinho, zona rural de Acopiara.

O AGROAPI objetiva capacitar, acompanhar tecnicamente apicultores ligados à agricultura familiar, bem como, apoiar o beneficiamento do mel, através de cursos sobre biologia das abelhas, polinização, espécies vegetais e a importância apícola, instalação de apiários, métodos de aquisição de enxames, manejo correto de colmeias; produção de mel, combate a pragas e doenças, alimentação, colheita de mel, entre outros. A iniciativa é financiada pela Fundação Banco do Brasil (FBB) e realizado no município, pelo Instituto Elo Amigo (IEA)e prepara os apicultores(as).

O apicultor, José Neto Sobrinho, 52, de Barra do Ingá, tem 42 colmeias, participou das formações. Ele relata que a partir de agora, conseguirá aumentar a produção de enxames em seu apiário. “Nesta época do ano, onde é mais seco, é difícil reproduzir os enxames e com as dicas repassadas nas capacitações, eu poderei aumentar ainda mais essa produção, e consequentemente, terei mais produção de mel”, disse.

De acordo com o coordenador do projeto, Chrístian Arruda, o objetivo é trabalhar a cadeia produtiva do mel em Acopiara, possibilitando não somente o fortalecimento da produção de mel através das capacitações, mais fundamentalmente fortalecer a estruturação da Teia Produtiva da Apicultura no Município. “As capacitações trabalham elementos de beneficiamento e agregação de valor do mel, através da implantação de um máquina de sachê e kits de extração de mel, e apoia questões de acesso a mercado, tendo como eixo principal assessoria técnica a estes apicultores, de modo a elevar o nível tecnológico destas unidades produtivas e possibilitando a estruturação de multiplicadores, podendo assim apoiar a disseminação da apicultura junto ao município de Acopiara”, finalizou Chrístian.

A realização deste projeto, em Acopiara, conta com um leque de parceiros estratégicos, dentre eles; Secretaria de Agricultura e Desenvolvimento Sustentável de Acopiara; Associação de Apicultores; Condecom; Sindicato dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares; Sebrae; e apicultores.

16:43 · 11.07.2018 / atualizado às 16:43 · 11.07.2018 por

Jaguaribe. Esta cidade no vale Jaguaribano promove até o próximo sábado, 10, a 6ª Exposição Agropecuária de Jaguaribe (Expojaguar), no Parque de Exposições de Jaguaribe. O evento tem como objetivo principal o fortalecimento da agropecuária local e regional. A programação inclui concurso leiteiro, julgamento de animais de raça, oficinas, palestras, shows de humor, forró e vaquejada.

A abertura oficial foi realizada na noite desta terça-feira, 10, no Parque de Exposição pelo prefeito, José Abner Pinheiro, que destacou a importância da atividade agropecuária que gera trabalho e renda no município. “Temos uma importante bacia leiteira, produzimos queijo de qualidade que é exportado e temos produtores dedicados que apesar das dificuldades mantêm as fazendas produtivas”, pontuou.

No próximo sábado (14) pela manhã, às 10 horas, ocorrerá a premiação da Expojaguar e a comemoração ao Dia Municipal do Queijo, com homenagens aos mestres do queijo (queijeiros raiz). Serão escolhidos cinco produtores rurais que vão levar os seus produtos para degustação e demonstração.

A programação inclui desfile de cães, show de humor com Luana do Crato, forró pé de serra, desfile para escolha da Rainha da Expojaguar olimpíada rural, concurso leiteiro e de animais de raça (bovinos, ovinos e caprinos), além da tradicional vaquejada a partir da próxima sexta-feira, 13, até domingo, 15. O evento é promovido pela Prefeitura de Jaguaribe com apoio do governo do Estado, Sebrae e Sesc.

Queijo

Este município é conhecido no Ceará por larga produção de queijo de coalho. O produto é exportado para a Região Metropolitana de Fortaleza e para outras regiões, além de município de Estados vizinhos. Na última década, com apoio do escritório do Sebrae de Limoeiro do Norte e de outras instituições houve investimentos – treinamento, capacitação – para a melhoria do processo de fabricação.

11:15 · 06.07.2018 / atualizado às 11:15 · 06.07.2018 por
Caravana de produtores rurais de Cedro. Foto de Marcos Rodrigues

 

O XXII Seminário Nordestino de Pecuária (Pecnordeste), entre os dias 05 e 07 de julho, realizado em Fortaleza, no Centro de Eventos em Fortaleza, contará com a presença de 60 produtores rurais. A caravana é liderada pelo prefeito de Cedro Dr. Nilson Diniz e pelo secretário de Agricultura, Manoel Bezerra, e do representante do Sindicato Rural, José Ferreira.

Produtores de diversas comunidades rurais do município participarão de seminários setoriais, envolvendo segmentos como apicultura, aquicultura e pesca, artesanato, avicultura, bovinocultura, caprinovinocultura, equinocultura e suinocultura. E também dos Seminários Cearense de Palma Forrageira, de Turismo Rural, além de oficinas de capacitação, eventos paralelos, exposição de animais, feira de produtos e de serviços agropecuários.

O prefeito de Cedro ressalta a importância da caravana no evento. “É o momento oportuno de os nossos produtores conhecerem as inovações, participarem de oficinas e cada vez mais aperfeiçoarem as atividades no campo”. Dr. Nilson também destaca a parceria com o Sebrae. “Todo ano contamos com o apoio de uma entidade que acredita em nossos produtores, para que mudem a realidade do nosso sertão por meio de consultorias e cursos ofertados”.

Além da programação técnica, o evento conta com uma área de 5 mil m2 para exposição, onde serão realizados a XXII Feira de Produtos e de Serviços Agropecuários, estimulando a geração de negócios nas áreas de máquinas e equipamentos, animais, insumos, produtos agropecuários, agroindustriais e artesanais, apoiando o setor produtivo na realização de investimentos, na comercialização de produtos, na apresentação de serviços e incentivando às atividades não agrícolas no meio rural, principalmente, o artesanato e o turismo no espaço rural e natural.

Pela primeira vez no Pecnordeste, o vice-presidente do movimento jovem da Cachoeira dos Araújo, Wellington Silva conta da alegria de participar do evento. “Fiquei feliz pelo convite da gestão municipal de aqui representar os jovens que residem na zona rural, para que tenham a oportunidade de conhecer novas tecnologias, participar de oficinas e colocar todo aprendizado em prática”, ressalta. De acordo com o Secretário de Agricultura, Manoel Bezerra, o seminário se consolida, a cada dia, como o maior evento de capacitação do produtor rural no Nordeste. “São seis anos de participação da nossa comitiva, assegurando aos produtores da zona rural melhorar conhecimentos e desempenho”, reforça.

O Seminário Nordestino de Pecuária é um importante evento do agronegócio promovido pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará – FAEC, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Ceará – SENAR/CE, Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil – CNA, Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado do Ceará – SEBRAE e Sindicatos dos Produtores Rurais.

VI ExpoCedro

No próximo mês de outubro acontece a VI Exposição de Caprinos e Ovinos (ExpoCedro 2018). O visitante poderá conferir exposições de animais, concurso leiteiro, ciclo de palestras, venda de produtos da Agricultura Familiar, shows culturais e diversas inovações no segmento tecnológico e gastronômico.

11:03 · 06.07.2018 / atualizado às 11:08 · 06.07.2018 por
Sítio preserva história e tradição do lugar. Foto de Wandenberg Belém

O lugar que parece não ter mudado ao longo dos anos. O sítio São Romão, na zona rural de Orós, ainda preserva casarões e tradições antigas. A pacata comunidade, preserva ainda o antigo engenho de cana-de-açúcar, a casa grande da fazenda, essa com mais de 40 cômodos. Além da forte religiosidade dos moradores, o gosto pelas atividades rurais e a união das famílias.

O acesso para São Romão é pela CE- 470, Rodovia Estadual recém construída, por onde passava a antiga estrada de ferro. Moradores não sabem ao certo quantos anos tem a comunidade, mas ressaltam que a chegada dos primeiros habitantes, foi por volta de 1850. A história do lugar é marcado pela exploração agrícola, criação de gado e a produção de cana-de-açúcar. No sítio ainda é possível encontrar vestígios da presença dos primeiros moradores, principalmente na casa grande. O local ainda preserva as mesmas características desde quando foi construída. O grande terreiro, o alpendre. Um lugar que já foi cheio de vida e bastante movimentado. “Lembro que aqui nunca faltava gente. A noite aqui debaixo do alpendre, no terreiro tinha gente brincando, conversando. Assim o ano todo”, relembra do agricultor José Porfírio, filho do casal, Maria Josino e João Porfírio, fundadores da fazenda.

As lembraças do casal que criou 13 filho está marcada não só pelas lembranças dos familiares, mas nas fotos na parede da sala principal. Em cada canto da casa, dos mais de 40 cômodos ainda preservam mobílias antigas: camas, armários com livros, potes de barro, o velho fogão a lenha. O sótão onde era guardado a safra de milho colhida, além dos vários quartos e salas quase incontáveis. “Essa casa não era desse tamanho, foi crescendo de acordo com os nascimento dos filhos e das safras. Porque além dos quartos, ele tem muitos armazéns”, explica José Carlos, relembrando um momento histórico para a família, que tem uma grande mesa de madeira maciça com mais quase 3 metros comprimento. Segundo José Carlos, a mesa tem mais de 200 anos, serviu até de palco para o poeta Patativa do Assaré, fazer uma cantoria em cima dela. “Eu devia te uns 12 anos, era menino ainda, mas lembro bem desse momento. Patativa fez essa cantoria ao lado de outro violeiro em cima dessa mesa, no terreiro. Ou coisa que não esqueço também era a fartura de carne de carneiro que a gente comia em volta dela”, relembrou sorrindo José Carlos.

Mas o passeio pela casa não para na sala, são vários armazéns anexos a casa, onde ficavam guardados a produção colhida no campo, os sacos com arroz, os tonéis de zinco que conservam o feijão e o milho. Já em outro lado da casa, três grandes caixas de madeiras, guardavam as rapaduras produzidas no engenho da fazenda. “Era uma época de fartura, quando se tinha muita cana e gente disposta para trabalhar. Hoje o engenho tá desativado por falta de produção. A última vez que fizemos moagem foi há dois anos. Mas também por conta da seca. Sem água não tem produção de nada”, comentou o agricultor Aristóteles Porfírio, neto de Josina e João Porfírio.

A história da família foi construída de muito trabalho e união dos 13 filhos do casal. Todos nasceram e se criaram na roça, com o passar do tempo, alguns foram embora, mas os que ainda moram em São Romão trabalham juntos, nas mesmas áreas e na lida ensina pelo pai.

Mesmo com dificuldades os proprietários lutam para preservar, a história do lugar, os costumes e manter de pé a casa grande. A casa dois anos, há um mutirão para pintar e recuperar alguns comodos da casa que necessitem de reparos. “Não temos dinheiro para fazer tudo de uma só vez. Vamos fazendo o que dá pra gente fazer. Se fosse para passar por uma reforma seria muito dinheiro e não temos como fazer de uma vez”, disse José Carlos.

Um memorial da família está sendo organizado, no local estão guardados equipamentos, objetos e utensílios que viveram na fazenda, no auge de sua atividade econômica e social. A riqueza que esse patrimônio imaterial teve no passado.

Para quem mora ou visita São Romão até parece que a comunidade esta ainda parada no tempo. Os moradores costumam sentar na sombra dos alpendres depois da lida no campo e dos afazeres domésticos e colocar as conversas em dia e preservam costumes antigos, Dona Plautília Porfírio, diariamente ascende uma fogueirinha no terreiro da casa dela, deixa uma garrafa de café quentinha e outra de água, para as visitas que costuma receber todas as noites. “Mesmo com a chegada da energia eletrica, continuo fazendo isso. Isso aprendi como meu pai, que fazia na casa dele. Toda noite as seis horas ascendia uma fogueira, vinha gente de todo lado lá pra casa, beber café e conversar. Meu pai morreu e continuamos aqui fazendo todo santo dia essa fogueira”, comentou dona a aposentada.

George de Lima, mora em Recife, Pernambuco, pelo menos uma vez ao ano volta a São Romão, para ele é como se fizesse uma volta ao passado. “A gente relembra das festas, as celebrações religiosas, da festa do Padroeiro São Luiz de Gonzaga, gosto de está com esses arquivos vivos, que relembra e contam histórias pra gente de tudo que vivemos aqui. Tempo bons que tento recordar. Passei um tempo sem visitar aqui, mas nos últimos quatro anos venho com mais frequência”, disse.

Em Orós, o patrimônio cultural rural integra vários sítios, vilas e fazendas, um conjunto de registros materiais e imateriais, que se tornaram praticamente invisíveis. Para o ativista cultural, Zé Vicente, cantor e compositor é urgente criar estímulos à preservação dessas culturas. Somente a partir de um mapeamento, será possível criar políticas de preservação para explorar o potencial dessas comunidades rurais. Ferramenta que possibilita compreender ainda mais os aspectos culturais, patrimoniais e religiosos. De acordo com Zé Vicente, fundador da Organização sócio-cultural Sertão Vivo, “o patrimônio cultural rural cearense é muito rico, em histórias, com espaços privilegiados para pesquisa históricas e turismo. Cada local com seu patrimônio cultural com características específicas, diferentes do patrimônio cultural urbano e seus filhos que ainda guardam na memoria histórias e acontecimentos desses locais”, aponta Zé Vicente.

A religiosidade é outro traço marcante da história desse locais e em São Romão, não é diferente. A devoção a São Luiz de Gonzaga, padroeiro do lugar, começou bem antes mesmo da construção da capela, que é nova, tem pouco mais de vinte anos. São Luiz de Gonzaga já era celebrado pelos moradores isso há 81 anos, no sítio Betânia. “Com a morte do Padre Chagas, a imagem do Santos e os costume das novenas, da festa de São Luiz de Gonzaga que celebrado entre o dia 12 a 22 de junho, foram ficando esquecidos em Betânia, moradores que constumavam ira para o novenários lá, trouxeram a imagem e depois construíram através do trabalho deles a capela para o santo, fortalecendo ainda mais a fé e religiosidade entre os moradores do lugar.

11:50 · 20.06.2018 / atualizado às 11:50 · 20.06.2018 por
Agricultor trabalha na coleta da fibra. Fotos de

O plantio de algodão em uma área de dois hectares, no sítio Iputi, distrito de Ibicatu, zona rural de Várzea Alegre, serve de modelo e experiência, além de incentivar outros produtores rurais. O cultivo é uma iniciativa dos agricultores Zé Preto e Francisco Diassis Duarte.

O prefeito Zé Helder e o secretário de Desenvolvimento Agrário e Econômico de Várzea Alegre, Cícero Izidório, acompanhados dos técnicos da secretaria, Estevão Silva e Hugo Fiúza, e de Evilásio José, gerente local da Ematerce, visitaram a área de cultivo do chamado ‘ouro branco’.

Segundo Zé Helder, nas visitas ficou comprovado que a revitalização da cultura do algodão é realidade para Várzea Alegre. “Na oportunidade podemos testemunhar a concretização do Projeto Ouro Branco, que tem por finalidade revitalizar a cultura do algodão em Várzea Alegre e na região do Cariri em parceria da Universidade Federal do Cariri – UFCA e com a Embrapa Algodão. De fato, agora não é mais um sonho, já virou realidade”, disse.

Em Várzea Alegre, o prefeito Zé Helder autorizou o município a comprar as sementes de algodão e distribuir com os agricultores como incentivo para o aumento da área plantada.

Para Cícero Izidório, o algodão irá proporcionar a melhoria de renda do homem do campo. “Estamos felizes porque além do planejamento e do desejo da gestão, os agricultores também acreditaram no projeto e lançaram as sementes que deram frutos”, disse.

Cícero Izidório pontuou que a Prefeitura de Várzea Alegre tem garantido assistência técnica aos agricultores que estão ou que tenham interesse plantar algodão.

Iniciativa e expansão

A área plantada de algodão se expande no município. Essa é uma ideia que nasceu no início de 2017, com o Ouro Branco, projeto do curso de Agronomia da Universidade Federal do Cariri (UFCA), em parceria com a Embrapa e com a Prefeitura Municipal. O Ouro Branco é uma iniciativa do professor Sebastião Cavalcante de Sousa e faz parte do Programa de Desenvolvimento Rural Sustentável do Cariri que trabalha a revitalização da cotonicultura.

O Ouro Branco em Várzea Alegre teve início com dois campos experimentais de algodão, sendo um na propriedade do agricultor Fernando Gil, no distrito de Canindezinho e outro nas terras do agricultor Arimatéia de Oliveira, no sítio Mourão, na Sede Rural.

A experiência com a retomada do plantio do algodão tem sido satisfatória para quem já plantou, casos dos agricultores Cícero Alves de Araújo, no sítio Jatobá, José Alves de Oliveira no sítio Exu – Canindezinho, Valdivan Bezerra de Oliveira e Chico de Senhor no sítio Vacaria e José da Silva Leal, no sítio Pau D’arco – Ibicatu.

Já foram distribuídas sementes para mais de 40 agricultores com o objetivo de plantar até 120 hectares de campos de algodão no município.

Venda do produto

Segundo o secretário de Desenvolvimento Agrário e Econômico de Várzea Alegre, Cícero Izidório, o Governo de Várzea Alegre faz a intermediação para a venda do algodão. Os negócios são fechados com a Algodoeira e Agropecuária Rufino LTDA (Usina Rufino), do município de Acopiara.

A usina comprará ao preço de R$ 28,00 a arroba (15 quilos) de algodão e ainda fornecerá aos agricultores os sacos de estopa para embalagem e transporte do produto.

Prefeito Zé Hélder animado com o projeto Ouro Branco
07:16 · 22.05.2018 / atualizado às 20:24 · 21.05.2018 por
Dia de campo incentiva a produção de sorgo para reserva alimentar.a Foto de HB

Com o objetivo de dar mais competitividade à produção de leite do Nordeste, a empresa Betânia Lácteos promove, no dia 24 de maio, um Dia de Campo sobre a colheita do sorgo forrageiro e produção de silagem para produtores, em Iguatu (CE), autoridades do setor rural, além de técnicos e estudantes da região. O evento acontece na Fazenda Cruiri, às 9h.

O Dia de Campo Betânia é um projeto que objetiva difundir tecnologias agropecuárias para produtores e técnicos. Entre fevereiro e março de 2018, a Betânia, juntamente com os parceiros, realizou três dias de campo nas cidades de Morada Nova, Iguatu e Quixeramobim, sobre plantio de sorgo forrageiro, quando foram implantadas unidades demonstrativas de 1 ha de sorgo.

Agora haverá a segunda fase do Dia de Campo Betânia, quando serão realizadas a colheita do sorgo e a produção de silagem para pecuária de leite, em Iguatu e municípios da região, Acopiara, Baixio, Cariús, Catarina, Cedro, Icó, Ipaumirim, Lavras da Mangabeira e Mombaça.

Representantes dos principais produtores dessa região participarão do Dia de Campo cuja programação inicia com um café da manhã com produtos Betânia, líder no mercado de leite longa vida no Nordeste, seguido da colheita do sorgo forrageiro, de orientações técnicas sobre silagem e de sorteio de brindes. O evento conta com a parceria da Secretaria de Desenvolvimento Agrário do Ceará, da Secretaria de Agricultura e Desenvolvimento Agrário Municipal, da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará (Ematerce), do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE), da fazenda Cruiri e das empresas Terra Fértil, TV Jaguar, Cargill, Seagri e Fortress.

Sobre o Programa Dia de Campo

O Programa Tecnologia no Campo – TEC CAMPO foi criado pela Betânia visando transferir conhecimento aos produtores e técnicos da cadeia produtiva de leite. O Dia de Campo Betânia é uma das práticas mais apropriadas para difundir essas tecnologias com o objetivo de melhorar a competitividade leiteira no Nordeste brasileiro. Em 2017, a Betânia, com seus parceiros, promoveu quatro Dias de Campo sobre produção de silagem de pastagem nativa em Limoeiro do Norte, Ibicuitinga, Iguatu e Quixeramobim, com a presença de 700 participantes entre técnicos, produtores, estudantes e autoridades.

Em 2018, haverá seis dias de campo sobre o plantio e manejo correto de sorgo forrageiro em sistema de sequeiro para produção de silagem, sendo dois na região de Quixeramobim, dois na região de Morada Nova e dois na região de Iguatu. Os Dias de Campo em 2018 terão duas etapas, sendo a primeira (Dia de Campo) para treinamento de técnicos e operadores de máquinas no cultivo do sorgo e instalação de uma Unidade Demonstrativa de 1 ha de sorgo com todas as tecnologias disponíveis. E o segundo Dia de Campo ocorrerá no mesmo local do primeiro, 80-90 dias depois, no momento da colheita da produção dessa Unidade Demonstrativa, quando serão convidados técnicos e, principalmente, produtores de leite para conhecer os resultados e discutir o uso adequado da silagem de sorgo.

Sobre a Betânia

Há 47 anos no mercado, e com forte presença no Nordeste, a Betânia Lácteos diferencia-se por estar presente em todos os elos da cadeia produtiva do leite: da ordenha da vaca até o processo de industrialização e distribuição. Nas mesas de milhões de famílias nordestinas, o leite longa vida Betânia é mais vendido do Nordeste, com 30% de share de mercado na região.

Com cinco unidades industriais nos estados do Ceará, Pernambuco, Paraíba e Sergipe, a empresa tem contribuído para o processo de desenvolvimento dessas regiões, mobilizando 3,5 mil famílias produtoras de leite em cerca de 130 municípios nordestinos, produzindo mais de 700 mil litros de leite por dia, além de contar com 1.800 funcionários diretos e mais de 50 mil pontos de venda.