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Categoria: agricultura


15:58 · 10.06.2017 / atualizado às 15:58 · 10.06.2017 por
Agricultores são chamados a negociar dívida de crédito rural. Foto de Honório Barbosa

As condições criadas pela Lei 13.340, regulamentada pelo Governo Federal no final do ano passado, permitiram que mais de 8,2 mil agricultores do Ceará recuperassem o crédito para melhorar sua condição financeira.

A medida possibilita a liquidação ou renegociação de dívidas de financiamento com recursos dos fundos constitucionais do Norte e do Nordeste (FNO e FNE). É válida para operações contratadas até dezembro de 2011 e concede descontos que podem chegar a até 95% sobre o saldo devedor. Mais de 46 mil agricultores já regularizaram sua situação, sendo 42,5 mil do Nordeste.

O Ceará apresenta o segundo maior volume de operações, ficando atrás apenas da Bahia, que já alcança 9,05 mil acordos. Os valores totais quitados e refinanciados até o momento somam mais de R$ 2 bilhões.

O benefício está assegurado a produtores rurais das regiões Norte e Nordeste do país, norte de Minas Gerais e norte do Espírito Santo. Mais de um milhão de operações de crédito podem ser repactuadas – são 860 mil no Nordeste e 215 mil na região Norte.

Os interessados têm até 29 de dezembro deste ano para manifestar o interesse de quitar ou renegociar seus débitos. Para isso, devem procurar a agência bancária onde o empréstimo foi contratado.

No Nordeste, a opção por liquidar a dívida representa mais de 78% do total de operações até o momento. Foram 31.078 quitadas e 8.458 renegociadas. Isso porque a lei aumentou de 85% para 95% o percentual de desconto máximo para produtores que desejam pagar de uma só vez todo o débito, justamente para os financiamentos de menor valor. O montante liquidado já garantiu a recuperação de R$ 738 milhões para novos investimentos na região.

Novo esforço 

Os produtores rurais com apoio de deputados federais ligados ao setor estão mobilizados para obter renegociação de dívidas rurais contraídas a partir de 2012, quando começa o atual ciclo de seca, que afeta a região. Houve frustração de safra e dificuldades durante o período. Há também um esforço para incluir a atividade das pequenas agroindústrias nos benefícios da renegociação.

10:49 · 09.06.2017 / atualizado às 10:49 · 09.06.2017 por

O desembargador federal Élio Siqueira Filho, do Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5, deferiu, em caráter liminar, o pedido da Defensoria Pública da União (DPU) para suspender o mandado de reintegração de posse, expedido pelo Juízo da 15ª Vara Federal do Ceará, no perímetro irrigado Jaguaribe-Apodi, em Limoeiro do Norte (CE). O mandado estava agendado para esta quinta-feira, 8.

 Cerca de 100 famílias de agricultores ocupam o local, pertencente ao Departamento Nacional de Obras contra as Secas (Dnocs), desde 2014.

De acordo com a DPU, o Dnocs apresenta “conduta contraditória”, uma vez que, mesmo após a sentença da primeira instância, tentou viabilizar uma composição entre as partes. “O próprio DNOCS, – após a prolação de sentença de procedência do pedido de reintegração em primeiro grau – criou, por meio da Portaria Interministerial nº 01 do Ministério da Integração Nacional e Ministério do Desenvolvimento Agrário, de 24 de março de 2015, um Grupo de Trabalho Interministerial para viabilizar um projeto de assentamento dessas famílias em agricultura familiar na área, sendo um canal de diálogo com as famílias ocupantes para auferir possibilidade de destinação de terras da área”.

A DPU assegura nos autos que, em reunião uma ocorrida entre a Defensoria e o DNOCS, no dia 5 de maio passado, já teria havido o cadastramento das famílias acampadas no perímetro, para fins de destinação dos lotes irrigados pelo Incra, consoante o art. 2º, do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com as famílias.

“A ambiguidade da posição do ente público se torna mais clara quando se constata que o mesmo Dnocs, que vem reiteradamente cobrando o despejo forçado nesta ação, peticionou, em processo judicial, a realização de uma audiência de conciliação em data próxima com a finalidade de dar cumprimento às obrigações tratadas no Termo em menção. O próprio Ministério Público Federal já se manifestou favorável à ocorrência desta audiência de conciliação”, disse Siqueira Filho.

Para Siqueira Filho, diante desse contexto, “a reintegração imediata da posse da área – ocupada por cerca de 100 famílias de agricultores – revela-se, por ora, temerária, uma vez que as negociações administrativas ocorreram após a sentença transitada em julgado”.

12:46 · 02.06.2017 / atualizado às 12:46 · 02.06.2017 por

O escritório regional da Ematerce, em Iguatu, organizou um Dia Especial de Campo da Cultura do Amendoim. O evento foi realizado na comunidade Gadelha, zona rural do município de Cariús, nesta semana.

Em uma área irrigada de 0,3 hectare, uma vez por semana, em 90 dias, produtor rural de base familiar, Abel Alves de Oliveira, obteve uma renda de R$ 3 mil e um custo de produção de apenas R$ 500,00. A oleaginosa é vendida na região, com facilidade. “A gente vende rapidinho, pois existe um mercado favorável e a produção é reduzida”, disse o agricultor. “No próximo ano, vou plantar novamente”.

Na fazenda do produtor Abel Oliveira o cultivo é de sequeiro, mas favorecido com irrigação complementar. “O recado que deixo é que outros agricultores podem plantar, que dá certo e tem um lucro favorável”, frisou.

O agrônomo da Ematerce, Erlan Weine, e o assessor estadual de culturas de oleaginosas, Valdir Silva, participaram do evento e destacaram a importância do amendoim para geram ocupação e renda em agricultura de base familiar.

De acordo com técnicos da Ematerce, a cultura do amendoim tem grande importância econômica, principalmente na indústria alimentar. Algumas variedades chegam a produzir até 50% de lipídios e são utilizadas na fabricação de óleo de cozinha. No Brasil, é muito apreciado na culinária e como aperitivo.

Os estudos mostram os benefícios para a saúde: fonte de energia, ajuda a perder peso, prevenção câncer de mama, melhora a memória, reduz risco de doenças cardiovasculares, rico em vitaminas e minerais e ajuda a diminuir o estresse.

Assessor estadual, Valdir Silva, e agricultor, Abel Oliveira
12:28 · 01.06.2017 / atualizado às 12:45 · 01.06.2017 por

 

Morte de tilápias em gaiolas traz prejuízo aos piscicultores. Foto: Honório Barbosa

Cerca de 90 mil tilápias criadas em gaiolas no Açude Rosário, zona rural de Lavras da Mangabeira, morreram em decorrência da falta de oxigenação na água do reservatório. A mortandade ocorreu na última terça-feira. O pescado morto já começou a ser retirado dos tanques-rede e enterrados próximo à margem do reservatório.

 De acordo com o gerente regional do escritório da Ematerce, em Lavras da Mangabeira, o prejuízo estimado é de 30 toneladas de pescado e cerca de R$ 200 mil. A mortandade atingiu 17 famílias de pisicultores, que formam uma associação comunitária. A mortandade atingiu 35 gaiolas em quatro lotes. 

“Só não morreram os alevinos de até 15 dias”, frisou Correia.

O clima na comunidade é de tristeza e preocupação entre os piscicultores mediante o prejuízo e a perda de receita mensal com a atividade. O açude acumulava 11%, mas obteve recarga e está com 40%.

“Pode ter ocorrido uma inversão térmica, que é comum nessa época do ano, associada à queda de oxigenação da água por causa do acúmulo de matérias orgânicas”, disse Correia.

Não desistir

O piscicultor Cícero José Machado disse que a associação comunitária foi criada em 2005, iniciando a atividade de piscicultura. “Essa foi a primeira vez que morreram peixe aqui no Rosário em grande quantidade”, contou. “Enterramos todo o pescado nesta quarta-feira e agora vamos atrás de unir forças, apoio do governo para recomeçar porque não podemos ficar parados”.

Machado disse que a água sem oxigenação que estava no fundo do açude subiu por causa da inversão térmica, provocando a morte do pescado e acredita que a recarga do açude que encobriu vegetação também contribuiu para o fenômeno. “Veio tudo de uma vez só”, disse.

Cada família de piscicultor tem uma renda mensal média de R$ 2 mil.  

Tecnologia 

Esse é mais um caso de mortandade que atinge criatórios de tilápia nos açudes do Ceará. Outros ocorreram no Orós, Castanhão e em outros reservatórios, mostrando que há necessidade de se implantar tecnologias de aeração das gaiolas, medição do nível de oxigenação da água.

Projeto São José 

A Associação dos Piscicultores do Rosário foi beneficiada com um projeto São José III que deve liberar cerca de R$ 800 mil para aquisição de kit tecnológico com medidor de temperatura e oxigenação da água e aquisição de aeradores e de novas gaiolas, maiores, para dar mais espaço para o pescado. As gaiolas atuais são pequenas 2 metros por dois metros, com 1,20 m de profundidade.

06:40 · 24.05.2017 / atualizado às 19:48 · 23.05.2017 por

A Secretaria de Desenvolvimento Agrário e Econômico de Várzea Alegre realizou em parceria com a Associação dos Produtores de Leite (Aprovale), curso de inseminação artificial para bovinos, no sítio Boa Vista.

Para Estevão Silva, técnico em agropecuária da Secretaria e um dos facilitadores do curso, esta ação teve como objetivo capacitar os criadores de gado para que possam realizar o procedimento de inseminação artificial de forma segura, melhorando a qualidade genética do rebanho.

Segundo José Marcondes Saldanha, técnico em agropecuária, durante os dois dias foram trabalhadas as seguintes técnicas: conceitos e vantagens da inseminação artificial; anatomia e fisiologia do aparelho genital da vaca; implantação da inseminação artificial; materiais necessários para a prática da inseminação; reconhecimento da vaca no cio; horário da inseminação; manejo do botijão e uso correto do sêmen; sequência da inseminação; e controle zootécnico e anotações das inseminações.

Para o secretário Cícero Izidório, a ação faz parte do plano de governo do prefeito Zé Helder (PMDB), para fortalecer as associações através de parceria, promovendo assistência técnica aos agricultores e criadores de Várzea Alegre.

O  curso foi realizado na comunidade do sítio Boa Vista e articulado pelo líder comunitário Antônio Gonçalves da Costa Neto.