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Categoria: culinária


13:09 · 24.08.2012 / atualizado às 13:16 · 24.08.2012 por
Não importa o nome, dindin, galadinho ou sacolé é uma delícia. Foto: Honório Barbosa

            A cidade de Iguatu, na região Centro-Sul, vive a expectativa de realizar o 1º Festival de Dindins. O nome do produto varia de região. Também é conhecido por sacolé e geladinho. A iguaria que é servida congelada em saquinhos plásticos tem sabores variados de frutas e agrada o paladar de crianças, adolescentes e até mesmo de adultos.

            O evento surpreendeu a maioria da população local. Alguns acharam a ideia interessante e outros ficaram surpresos. A iniciativa de realização do festival é do pastor evangélico, José de Arimateia Oliveira do Ministério Internacional Profético e Apostólico. “Pedi a Deus uma direção, algo para criar”, contou. “Esperei resposta das minhas lideranças e resolvi agir e promover o festival”.

            Durante o festival, haverá o concurso para a escolha do melhor dindin da cidade. Vão participar 30 mulheres que produzem os geladinhos em vários sabores. Serão montadas 30 barracas para a comercialização dos produtos. Os organizadores do evento estimam que cerca de duas mil pessoas devam participar. A programação inclui ainda a realização de um show gospel e pregação evangélica.

            Cada dindin será vendido por R$ 1,00. Os participantes do festival ainda concorrerão ao sorteio de Tablet. Uma comissão julgadora vai fazer a degustação e escolha dos melhores geladinhos de Iguatu. Os três primeiros lugares vão ganhar uma placa para ser fixada na fachada da casa, indicativa de que foram selecionados no evento como o melhor dindin da cidade. Haverá prêmio de participação de R$ 60,00. O evento será realizado na Rua Júlio Cavalcante entre a Avenida Agenor Araújo e Rua Deocleciano Bezerra, a partir das 19 horas de amanhã, sábado.

            A vendedora, Francisca Leonardo da Silva (Neide), há dez anos prepara deliciosos dindins de sabores variados: banana com uva, coco, abacate, manga, goiaba e outros.  Ela vai participar do festival e disse que vive a expectativa de concorrer à escolha do melhor geladinho de Iguatu. “O segredo de um bom dindin está na escolha da fruta sadia, de qualidade, leite e açúcar no ponto certo”, disse.

Vendedora de dindin, dona Neide, e o pastor José de Arimateia Oliveira, promotor do Festival de Dindins de Iguatu.
15:00 · 02.08.2011 / atualizado às 15:00 · 02.08.2011 por

Na comunidade de Tinguijado, zona rural de Cariús, na região Centro-Sul, uma tradição, herança da cultura indígena, é mantida graças ao esforço do agricultor Agenor Fernandes. É a produção artesanal de manuê, um bolo feito de mandioca. Alguns adaptaram a receita e também fazem de macaxeira, mas Fernandes permanece fiel às origens. “O verdadeiro manuê é de mandioca”, afirma. O dicionário Aurélio Eletrônico registra o nome da iguaria como sendo derivado de manauê, ‘uma espécie de fubá de milho’. O colonizador português acresceu temperos, as especiarias que naquela época vinham da Índia.
 Agenor Fernandes mantém a receita tradicional e faz o bolo de mandioca, que é raspada, lavada e imprensada numa antiga casa de farinha (aviamento) quase que desativada do lugar. Após secar por dois dias, a massa é recheada de temperos, cravo, canela, erva doce e raspa de rapadura e levada ao forno de lenha encoberta em folhas de bananeira. “É uma delícia”, garante o produtor. “Faço duas fornadas por semana de 150 bolos e vendo para os sítios, municípios vizinhos e até para São Paulo e Rio de Janeiro”. Cada bolo é vendido por R$ 1,50. 

Agricultor Agenor FErnandes revira o manuê, bolo de mandioca, assado em forno a lenha, sabor de iguaria de origem indígena. Foto: Honório Barbosa