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Categoria: julgamento


20:44 · 12.11.2014 / atualizado às 20:46 · 12.11.2014 por
Julgamento do PM, Pedro Alves. Foto: Alex Santana/iguatu.net
Julgamento do PM, Pedro Alves. Foto: Alex Santana/iguatu.net

O policial militar, Pedro Alves, foi condenado a sete anos de prisão no regime semiaberto, após julgamento que se estendeu por mais de dez horas, no Fórum de Justiça da comarca de Iguatu, na região Centro-Sul do Ceará. O Júri Popular foi presidido pelo juiz, Josué de Souza Lima.

Pedro Alves estava trabalhando em uma patrulha policial que montou uma barreira na localidade de Varjota, periferia de Iguatu, na noite de 20 de setembro de 2007, quando ocorreu o crime que obteve ampla repercussão em Iguatu.

Os irmãos Sharles Reinam do Nascimento e Antônio Josemar do Nascimento Júnior seguiam em uma motocicleta, quando foram abordados por policiais militares. Um deles transportava uma espingarda de ar-comprido. O condutor não obedeceu a ordem dos policiais para que parassem. O policial Pedro Alves efetuou disparos de fuzil. Um disparo atingiu nas costas, Sharles Reinam, que morreu em seguida. Josemar sofreu ferimento leve.

Naquela noite houve dois crimes em Iguatu, homicídio e latrocínio, e os policiais militares estavam realizando buscas. Havia informação de que dois suspeitos haviam fugidos em uma moto.

O júri popular acolheu os argumentos dos advogados de defesa, Mário Leal e João Honorato. “Argumentei duas teses, mostrando que o homicídio foi culposo e sob estrito cumprimento do dever legal putativo, isto é, imaginário, pois o réu imaginou que os dois rapazes eram os bandidos fugitivos. Um deles conduzia uma espingarda, era de noite, a rodovia estava em construção, havia poeira, e não dava para perceber que era uma arma de ar-comprido”, explicou Mario Leal.  A vítima foi absolvida da acusação de crime de lesão corporal contra Josemar. 

O promotor de Justiça, Naelson Barros Marques Júnior, argumentou que o homicídio era doloso, quando há intenção de matar. O Ministério Público contou com duas assistências, os advogados, Iran Santos e Jane.

Os parentes e amigos da vítima demonstraram descontentamento  com o resultado do julgamento e consideram a pena reduzida.

O militar Pedro Alves disse que estava feliz com o resultado. “Quero viver a minha vida em paz e peço perdão a família da vítima, pois não fiz nada por maldade, mas porque estava no meu trabalho e teve uma grande sequências de erros naquela noite”, disse. Pedro Alves foi reformado, após o crime, porque ficou com depressão. Na PM ele era músico e treinava bandinhas de música em municípios.