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Moradores de Catarina realizam protesto contra a Cagece por falta de água e cobrança de tarifa elevada

03:49 · 07.10.2017 / atualizado às 02:25 · 07.10.2017 por

 

Moradores de Catarina protestaram por falta de água. Foto de Diomar Araújo

Moradores da cidade de Catarina, na região Centro-Sul do Ceará, realizaram na manhã desta sexta-feira (6) um protesto contra a falta de água. Os manifestantes concentraram-se no bairro Lagoinha e saíram em caminhada até o escritório local da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece).

O protesto denominado ‘Queremos Água’ reuniu centenas de moradores. Há pelo menos um mês que a água dos poços profundos não chega às residências de alguns bairros de Catarina, mas conta de água não atrasa e tem sido motivo de reclamações.

Com carro de som, cartazes e latas, os moradores permaneceram em frente ao escritório da Cagece por cerca de meia hora. O gerente local da Cagece, Audizio Holanda, disse que nas próximas 48 horas o abastecimento de água dos bairros seria normalizado.

O vice-presidente da Câmara Municipal de Catarina, Dineudo Pereira, que também participou do protesto disse que na próxima quarta-feira (18) haverá uma audiência pública na Câmara Municipal com a presença do diretor da Unidade de Negócios da Cagece, Helder Cortez, para discutir o problema da irregularidade na distribuição de água entre os bairros e encontrar uma solução.

 Atualmente quatro poços profundos com vazão de pouco mais de 37 mil litros de água por hora abastecem a cidade de Catarina através de uma adutora, mas não tem sido suficiente devido à grande demanda por água. 

Alguns bairros são abastecidos e outros não. A dona de casa Maria Anizia de Sousa, residente no bairro Lagoinha, uma das organizadoras do protesto, disse que há quase dois meses não chega água nas torneiras da casa dela. “Água não tem, mas a conta de água está chegando com um valor exorbitante em torno de R$ 50,00”, reclamou.
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Moradores do bairro Balanças recorreram ao Ministério Público do Estado do Ceará e terão audiência na próxima terça-feira (17) com o promotor de Justiça da Comarca de Catarina, Alexandre Pascoal, em decorrência da falta de água e do valor que está sendo cobrado pela Cagece.

Com colaboração de Diomar Araújo

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