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Tecnologias asseguram água para consumo e produção no sítio Serraria em Cedro

13:22 · 22.03.2015 / atualizado às 13:22 · 22.03.2015 por
Barragem subtrrânea assegura água e produção. Foto de Honório Barbosa
Barragem subtrrânea assegura água e produção. Foto de Honório Barbosa

Enquanto a maioria das famílias de áreas rurais no sertão cearense sofre com a falta de água e de condições de produzir culturas de subsistências, famílias do sítio Serraria, zona rural do município de Cedro, não se ressentem da escassez. Beneficiadas com tecnologias de convivência no semiárido, lá sobra água de beber, para cozer os alimentos, tomar banho e até irrigar quintais produtivos com hortaliças e fruteiras e áreas de capim para os animais.

No sítio Serraria o verde prevalece e a realidade social e econômica diverge do cenário árido e escasso do sertão. As casas são erguidas em  alvenaria de boa qualidade, há carros e motos na garagem e eletrodomésticos nas salas e cozinhas. A produção é diversificada com criação de abelhas, bovinos, ovinos e galinha caipira. O clima é de prosperidade, paz e entendimento entre os poucos parentes que habitam o lugar.

Além das cisternas de placa e de calçadão, barragens subterrâneas foram instaladas para ampliar a reserva de água e viabilizar o cultivo de fruteira e capineira.  O agricultor Eliezer Gomes de Lima é um dos beneficiados e demonstra imensa gratidão e alegria com as mudanças ocorridas a partir da instalação de obras que formam as novas tecnologias de convivência com o semiárido. “Não tem comparação com o passado, pois agora temos água cristalina, de qualidade e abundante”, frisou.

O que se denomina de novas tecnologias de convivência com o semiárido e enfrentamento dos efeitos da seca são obras simples, mas que no passado não era pensado e nem executado, gerando enorme sofrimento para as famílias que habitam o sertão. No presente, há conhecimento, mas as ações ainda são tímidas, limitadas. “Essas obras aonde chegam fazem a diferença”, observa a animadora de campo do Instituto Elo Amigo, Cecília Dayane da Costa Melo.

O sítio Serraria é um exemplo. As poucas chuvas que caíram a partir da segunda quinzena de fevereiro passado deixaram as cisternas de placa e calçadão cheias. As barragens subterrâneas estão com nível elevado. O agricultor Francisco Lima de Matos Neto, conhecido por Dadova, disse estar animado. “Estou satisfeito demais e neste ano quero plantar capim e algumas fruteiras”, contou. “Antes da barragem a gente plantava, mas secava logo e perdia a safra”.

As barragens subterrâneas favorecem o acúmulo e permanência de água em córregos e riachos ao longo do segundo semestre (período de verão, seco, sem chuvas), criando um vale úmido e verde. Uma espécie de corredor produtivo. No ano passado, Eliézer de Lima disse que a plantação de capim no entorno da barragem estendeu-se até novembro. “Foi um alívio para alimentar o rebanho, de poucas cabeças”, frisou.

Cisterna com água limpa para o consumo da família. Foto de Honório Barbosa
Cisterna com água limpa para o consumo da família. Foto de Honório Barbosa

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