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Tag: água


09:15 · 15.06.2017 / atualizado às 09:15 · 15.06.2017 por

 

Um clima de tensão, com agressões verbais contra representantes da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) e da Secretaria de Recursos Hídricos (SRH) e a disputa por água entre o Bacia do Baixo Jaguaribe e a Bacia Metropolitana marcaram o Seminário de Alocação Negociada de Água dos Vales Jaguaribe e Banabuiú, realizado, ontem, na cidade de Iguatu, no auditório do Campus Multi-Institucional Humberto Teixeira. O encontro foi promovido pela Cogerh.

ORÓS 

Com relação à alocação de água do Açude Orós ficou definida a liberação  de 3m3/s para atender localidades e cidades do médio Jaguaribe, indo até Jaguaretama. A proposta apresentada pelos usuários e integrantes da Bacia Hidrográfica do Alto Jaguaribe de reduzir para 2m3/s foi derrotada. Em dezembro, segundo previsão da Cogerh, o reservatório deve chegar a 5% de sua cpacidade. Hoje está com 10%.

“Estamos vivenciando uma crise hídrica que vai se agravar e ainda estão brigando por água para irrigação”, lamentou Paulo Landim, integrante do comitê. “Os moradores de Orós, de Icó e de localidades rurais vão ser prejudicados”.

Castanhão 

O evento reuniu usuários e integrantes dos comitês de Sub-bacias Hidrográficas do Alto, Médio e Baixo Jaguaribe, Banabuiú e Salgado. Desde o início da reunião que houve participação exaltada de integrantes dos organismos de representação dos usuários de água, ampliada com a intervenção de produtores rurais que vieram de municípios do Vale do Baixo Jaguaribe em caravana.

Em alguns momentos, participações de diretores da Cogerh foram respondidas com vaias e gritos de ‘mentira’. Mais de 500 pessoas lotaram o auditório e a reunião que começou por volta das 9h30 estendeu-se até as 16h30. De um lado, o governo do Estado querendo manter um mínimo de água para a Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). Do outro, os comitês querendo suspender até dezembro a transferência do recurso hídrico do Açude Castanhão para a Capital, Termelétricas, industrias do Pecém e de outras cidades do seu entorno.  

Por pouco, a proposta de zerar a liberação de água do Açude Castanhão para a RMF não foi aprovada. A intervenção do diretor da Cogerh, Gianni Lima, que apresentou uma proposta conciliadora evitou o agravamento da crise e a necessidade posterior de uma intervenção do Conselho Estadual de Recursos Hídricos (CONERH) que poderia modificar uma decisão coletiva dos comitês.

Foi aprovada, então, a proposta de manter a liberação de 3m3/s para o Eixão das Águas, reduzindo a transferência para a RMF, que deve ficar em torno de 1,2m3/s, manter 0,95m3/s para o Distrito de Irrigação de Tabuleiro de Russas (Distar) e aumentar em 50l/s a vazão atual de bombeamento reverso para o Canal do Trabalhador.

Outra proposta aprovada foi a liberação de 4,5m3/s para o Baixo Jaguaribe, trabalhar para reduzir perdas de perenização e atender abastecimento humano até a localidade de Sucurujuba, em Jaguaruana. Haverá ainda liberação de água para pequenos produtores e consumo dos animais (dessedentação).

 

11:57 · 09.06.2017 / atualizado às 11:59 · 09.06.2017 por

 

O rompimento da adutora do Trussu ocorreu nas proximidades do distrito de Suassurana. Foto de Honório Barbosa

Há três dias moradores de Iguatu, na região Centro-Sul do Ceará, enfrentam falta de água na rede de abastecimento da cidade. Milhares de famílias são afetadas e reclamam do atraso no restabelecimento do serviço de distribuição de água.

De acordo com o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) de Iguatu, o problema decorre de um rompimento da adutora do Açude Trussu, na terça-feira, 6, passada, à noite, próximo ao reservatório. Os operários trabalharam durante esses dias no esforço de consertar os canos que se romperam. Havia expectativa de término do serviço no fim da tarde desta quinta-feira, 8.

O SAAE informou que na manhã desta sexta-feira, 9, finalmente a adutora foi consertada e o sistema será ligado no fim da tarde de hoje. À noite, a água começa a chegar nas casas, aos poucos, por ruas e bairros e o abastecimento deve ser normalizado na manhã deste sábado, 10.

Os moradores reclamam da falta de água e enfrentam transtornos. As famílias que não dispõem de caixa de água e cisternas sofrem mais. “Aqui em casa, desde quarta-feira passada, que não pinga uma gota na torneira”, disse a dona de casa, Francisca Marques, do bairro Areias. “Está um sufoco, sem água para nada”.

Nos últimos dois anos, houve vários rompimentos da adutora, sempre na área entre a Vila de Suassurana e o Açude Trussu.

17:04 · 06.06.2017 / atualizado às 17:04 · 06.06.2017 por
Construção de canal do Cinturão das Águas do Ceará (CAC). Foto de Honório Barbosa

O Ministério da Integração Nacional anunciou nesta terça-feira, 6, a liberação de repasse no valor R$ 60 milhões para dar continuidade às obras do Cinturão das Águas do Ceará.

“O nosso povo estava aflito com boatos de que a verba não seria liberada. E hoje, após muito diálogo, comemoramos essa notícia. Os cearenses, principalmente das regiões mais atingidas pela seca, reconhecem a importância dessa obra e veem nela a esperança de dias melhores”, diz o deputado federal, Danilo Forte.

O diretor de Águas Superficiais da Superintendência de Obras Hidráulicas (Sohidra), Antônio Lucena, disse que a obra necessita de R$ 30 milhões a cada mês, e já havia quase três meses em atraso.

O empreendimento visa garantir a segurança hídrica do Estado permitindo que o Projeto de Integração do Rio São Francisco leve, inicialmente, água para o Rio Salgado, através do Riacho Seco, em Missão Velha, e depois para o Rio Jaguaribe, através do Rio Cariús, em Nova Olinda.

Com 146 km, o trecho 1 vai beneficiar mais de um milhão de pessoas na Região do Cariri, atendendo diretamente às cidades de Jati, Brejo Santo, Porteiras, Abaiara, Missão Velha, Barbalha, Crato, Nova Olinda, Milagres, Farias Brito, Lavras da Mangabeira, Iguatu, Icó, Orós, Mauriti, Aurora, Cariús e Quixelô.

18:56 · 31.05.2017 / atualizado às 18:56 · 31.05.2017 por

Em reunião realizada na comunidade Recanto do Abel, zona rural de Cedro, na região Centro-Sul, moradores reivindicaram à Prefeitura de Cedro, a instalação de sistema de abastecimento de água. O pleito foi apresentado pelo presidente da Associação Comunitária Vicência Gomes de Araújo, José Batista Dias. 

O prefeito de Cedro, Nilson Diniz, disse que o esforço da administração é universalizar o sistema de abastecimento de água nas comunidades rurais e assegurou que vai trabalhar para atender a demanda local, a exemplo de outras localidades que já receberam o benefício semelhante.

O secretário de Agricultura de Cedro, Manoel Bezerra, disse que a comunidade espera o sistema de abastecimento mediante a crise hídrica que é crescente. “A elaboração do sistema de abastecimento de água é prioridade e a comunidade precisa com urgência”, disse. “A topografia foi realizada e estamos planejando as próximas etapas. Ao todo, serão atendidas 18 famílias nesta comunidade, em conjunto com as ações existentes, tudo para minimizar a falta de água”.

11:03 · 30.05.2017 / atualizado às 11:03 · 30.05.2017 por
Moradores reivindicaram sistema de abastecimento de água. Foto de Maciel Bezerra

Reunidos na sede da Associação de Moradores de Varjota, no distrito de Várzea da Conceição, zona rural de Cedro, famílias locais e o prefeito Dr. Nilson Diniz trataram das dificuldades de abastecimento de água. O gestor adiantou que até o final do seu mandato irá universalizar o sistema de abastecimento de água e que todas as comunidades rurais terão acesso ao recurso hídrico.

“Vimos as dificuldades que a escassez tem causado na comunidade, por isso estamos empenhados nesta ação conjunta. A entrega de sistema de abastecimento de água tem sido a prioridade do meu governo”, explicou o prefeito.

Projetos 

Ao todo foram realizados 22 projetos de abastecimento de água para atender diversas comunidades cedrenses. O município tem sido referencia na região Centro-Sul do Estado. O vice-prefeito, Joãozinho de Titico, explica que mais um projeto de sistema de abastecimento de água está sendo concretizado, apesar de todas as dificuldades. “Com alegria estamos aqui mantendo o diálogo firme com a comunidade, buscando entender as necessidades e agir para o bem de todos.”

Já o secretário de agricultura, Manoel Bezerra, destacou a universalização das cisternas de polietileno como ação revolucionária da administração. Os dois poços profundos perfurados irão interligar o sistema de caixas d’água para o atendimento a 100 famílias. “A gente chega ao hospital e constata que as internações por surtos de diarreias diminuíram em 60% devido às ações que o poder executivo municipal vem realizando junto às comunidades rurais”.

 

A presidente da Associação, Rosana Bento, avaliou de forma positiva a vinda do gestor municipal em busca de solucionar um sonho da comunidade que dura décadas, mas que agora se transformará em realidade.