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Tag: catarina


18:42 · 11.04.2017 / atualizado às 18:42 · 11.04.2017 por

 

A cidade de Catarina, na região dos Inhamuns, enfrenta uma epidemia de chikungunya e dengue. O município já notificou neste ano 200 casos de dengue e igual número de chikungunya. De acordo com a secretária de Saúde do município, Valéria Cavalcante, a crise de desabastecimento de água faz com que os moradores armazenem água de forma incorreta, favorecendo os criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor dessas doenças.

Valéria Cavalcante disse que o problema é de todos. “A gente pede que cada um tire dez minutos por dia para cuidar da sua casa, telar caixas de água e evitar os possíveis focos do mosquito”, pontou. “A gente só consegue vencer essa luta, esse combate diário contra o mosquito de mãos dadas, todos juntos, diariamente”.

A recepcionista Antonia Oliveira que mora no Centro foi uma das vítimas da chikungunya. “Começou com dores nos pés, e se espalhou no corpo e ainda hoje sinto as dores”, contou.

Centenas de moradores já foram acometidos pela doença. A supervisora do controle de Vetores da Secretaria de Saúde do Ceará (Sesa), Roberta de Paula, disse que o Estado enviou uma equipe para a cidade. “A Sesa enviou uma equipe que ajudou na capacitação dos agentes de endemias, fez mobilização, e distribuiu gratuitamente telas”, pontou. “Já temos diminuição de casos, nos municípios”.

Divino Valeiro, coordenador de Malária e de doenças transmitidas por vetores, do Ministério da Saúde, disse que é preciso controlar os vetores. “Se isso não for feito, o problema vai persistir”, observou. Os principais criadouros são latões, caixa de água e cisternas mal tampadas.

22:41 · 03.04.2017 / atualizado às 22:41 · 03.04.2017 por
Promotora de Justiça, Raquel da Cunha

A promotora de Justiça de Catarina, Raquel da Cunha, participou de uma audiência pública sobre a situação de doenças provocadas pelo mosquito Aedes aegypti e alertou a população sobre reincidentes focos de larvas do vetor, que transmite dengue, zika e chikungunya, que estão sendo encontrados dentro das residências. A maioria dos focos (98%) está nas casas.

A promotora disse que os agentes municipais de endemias estão encontrando focos reiterados nas residências, fazem os trabalhos de eliminação e alertam a população e quando realizam novas visitas domiciliares são encontrados os mesmos focos do mosquito. “Isso é que vem causando todo esse transtorno pra cidade”, disse a representante do Ministério Público do Ceará.

Medidas serão adotadas pelo Ministério Público de Catarina com intervenção da Polícia Militar. Uma delas será administrativa na aplicação da Lei Federal 13.301 de 27 de julho de 2016, que dispõe sobre a adoção de medidas de vigilância em saúde quando verificada situação de iminente perigo à saúde pública pela presença do mosquito transmissor do vírus da dengue, chikungunya e zika. A Lei Estadual editada pelo governador do Ceará, Camilo Santana, que quando há imóveis abandonados pelos proprietários e há a recusa para realizar a limpeza ou não se acha a pessoa responsável pelo bem, o secretário de Saúde do município pode determinar a entrada forçada dos agentes de endemias.

O Ministério Público alerta para a parte criminal na recusa do proprietário do imóvel em não deixar os agentes de endemias realizarem o trabalho: condução até uma Delegacia de Polícia Civil para registrar o flagrante (T.C.O.)

O primeiro crime é descumprir uma determinação do Poder Público Municipal quando verificada situação de iminente perigo à saúde pública pela presença do mosquito Aedes aegypti nos imóveis. O segundo crime de acordo com o Ministério Público de Catarina é de natureza ambiental contra a saúde pública. Na recusa do proprietário da residência há disseminação dos focos do mosquito que tem causado endemia com hospital lotado de pessoas doentes. A pena pode chega a 4 anos.

O terceiro crime de acordo com a promotora é o de expor a saúde de outras pessoas.

20:45 · 23.03.2017 / atualizado às 21:15 · 23.03.2017 por

A secretaria de Saúde do Estado do Ceará (Sesa) vai enviar à cidade de Catarina uma equipe para investigar centenas de casos de suspeita de chikungunya e dengue que desde o início deste ano vem acometendo a população local.

A Sesa atenderá o apelo do prefeito Dr. Thiago que esteve em reunião com o secretário de Saúde do Estado, Henrique Javi, nesta quinta-feira, 23.

De acordo com relato de moradores, o município desde o fim do ano passado não realizou com cuidado o trabalho de combate aos focos do mosquito Aedes aegypti. O resultado foi a explosão de inúmeros casos, que superlotam unidades de atendimento e o hospital municipal.  A população está assustada e teme que casos recentes de mortes de moradores estejam relacionados com as doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.

Sem o controle da situação, a administração insistiu e conseguiu um carro fumacê para Catarina, mas pouco resultado trouxe o trabalho de borrifação das ruas da cidade.

Agora, de acordo com a Prefeitura, uma equipe especializada da Sesa fará um estudo aprofundado da situação de Catarina, vai fortalecer ações de combate ao mosquito e orientar os moradores, além do envio de mais agentes comunitários e agentes de endemias, aporte de material químico, biológico e mecânico para o combate ao Aedes aegypti.

Ainda segundo a Prefeitura, duas mortes recentes em Catarina não estão relacionados com os casos de chikungunya. Por meio de nota, a Prefeitura esclareceu que está reforçando as ações de combate ao mosquito.

Situação alarmante 

“A situação aqui é alarmante”, disse a moradora Luciana Cavalcante. “Estamos abandonados pelo poder público. Na semana passada, íamos fazer um protesto, mas o gestor tomou conhecimento e abafou o protesto por meio de uma caminhada com os alunos das escolas públicas, na tentativa desesperada de mostrar que está fazendo alguma coisa”.

18:05 · 18.03.2017 / atualizado às 18:10 · 18.03.2017 por
Mobilização contra mosquito Aedes aegypti em Catarina. Foto de Diomar Araújo

Moradores da cidade de Catarina participaram de uma caminhada  que saiu da Praça da Matriz de São José e percorreu ruas do centro urbano com o objetivo de chamara a atenção para o crescente foco do mosquito Aedes aegypti.

A caminhada terminou em frente à secretaria de Saúde, no bairro Pedreira. O prefeito Dr. Thiago Paes de Andrade Rodrigues, o secretário adjunto de Educação, professor Elisvaldo Guedes e o coordenador municipal de endemias, Aglayrton Guedes Feitosa, falaram sobre as ações que estão sendo realizadas no combate aos focos do mosquito.

A Prefeitura promove o telamento de caixa d’água, visita de agentes de Saúde e de endemias às residências, limpeza de terrenos, coleta de lixo regularmente, conscientização dos alunos nas escolas, da população nos bairros, contratação de mais profissionais, compra de estoque de medicamentos, reforço na atenção básica hospitalar, uso de larvicida, solicitação do carro fumacê, aquisição de repelentes para gestantes através da secretaria de Saúde do Estado do Ceará e capacitação das equipes para manejo de pacientes com arbovirose.

Sintomas da virose da mosca, dengue, zika e chikungunya vêm superlotando o Hospital Municipal de Catarina, Dr. Gentil Domingues, nos últimos dias. De acordo com informações do diretor administrativo da unidade, Jardel Mendonça, em torno de 300 pessoas estão sendo atendidas diariamente com os sintomas da arbovirose.

A secretaria de Saúde do Estado do Ceará através da 18ª Célula Regional de Saúde em Iguatu enviou para Catarina o carro famacê. De acordo como a secretária de Saúde de Catarina, Valéria Rodrigues, somente no mês de fevereiro foram confirmados 16 casos de chikungunya em Catarina. (Com informações de Diomar Araújo)

10:29 · 07.03.2017 / atualizado às 10:29 · 07.03.2017 por

 

Hospital municipal em Catarina. Foto de Diomar Araújo

Diarreia, vômito, febre, dor de cabeça e dores musculares. São esses os sintomas de dezenas de pacientes que lotam o Hospital Municipal de Catarina, Dr. Gentil Domingues, em busca de atendimento médico. A secretária municipal de Saúde de Catarina, Valéria Rodrigues Cavalcante, disse que esses sintomas levam a crer que sejam causados pela virose da mosca. Para evitar a doença, a secretária diz que todos devem lavar bem as mãos e os alimentos antes de comer, e conservá-los na geladeira, manter a higiene de casa e beber muita água.

A Prefeitura de Catarina, a Secretaria Municipal de Saúde e a direção do Hospital Municipal de Catarina reforçaram a equipe médica, de enfermagem e demais profissionais para o atendimento no setor de emergência.

Para o coordenador municipal de Endemias, os casos suspeitos de dengue, chikungunya e zika quadruplicaram no último mês em Catarina, afirma Agapito Neto.

Caso suspeito é todo aquele que apresente febre seguido de dois ou mais sintomas: náuseas, vômitos, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dores nas articulações, dores no corpo, manchas no corpo. Fortes dores articulares com febre sugerem chikungunya. Manchas no corpo que coçam, e febre baixa sugerem zika.

O tratamento de ambas as viroses é semelhante, e salvo, exceto as pessoas que tenham alergia, constitui-se em repouso, ingestão de três a cinco litros de água ao dia, medicações para alívio da febre e da dor: dipirona e/ou paracetamol.

Na última sexta-feira (3), o coordenador municipal de endemias de Catarina, Aglayrton Guedes, dois funcionários da 18ª Célula Regional de Saúde de Iguatu, Valmir Torres, supervisor regional, e Ivan Souza, técnico regional, participaram de uma reunião com a secretária de Saúde de Catarina, Valéria Rodrigues Cavalcante. No encontro, gestores locais solicitaram o carro fumacê. (Com informações de Diomar Araújo).