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Tag: manifestação


19:11 · 06.04.2018 / atualizado às 19:27 · 06.04.2018 por

 

Ato contra prisão de Lula em Iguatu. Foto de Honório Barbosa

Cerca de 300 pessoas – servidores públicos federais, municipais, sindicalistas, professores e trabalhadores urbanos – participaram no fim da tarde e início da noite desta sexta-feira, 6, do ato contra a prisão do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, na Praça Gonçalves de Carvalho (Caixa Econômica) no Centro da cidade de Iguatu.

Dezenas de manifestantes se pronunciaram alegando ilegalidade da prisão, do processo que condenou o ex-presidente, da pressa do juiz Sérgio Moro, da ruptura democrática no País e do golpe contra a ex-presidente Dilma Rousseff. “Lula sofre perseguição política”, disse o representante da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Claudemir Brito. “Depois do golpe parlamentar o Brasil sofre um retrocesso, e Lula é vítima de uma grande injustiça”.

Ações governamentais de Lula na presidência do Brasil foram lembradas, tais como, investimentos em Educação e o combate à desigualdade social. “Lula vai ser preso nos braços do povo, na consciência dos trabalhadores”, disse a vereadora, Cida Albuquerque. “O Brasil sofre um ataque à democracia, às suas riquezas e instituições”.

Os manifestantes disseram acreditar que a luta em defesa da democracia e do ex-presidente Lula iria permanecer nos próximos dias. O professor Luís Oliveira disse que há um problema maior, que vai além da prisão de Lula, que é o ataque à democracia no Brasil.

O ato público foi pacífico.

 

09:58 · 24.02.2018 / atualizado às 11:05 · 24.02.2018 por

 

Agentes de Saúde realizaram manifestação. Foto de Lutero Fernandes

Com o objetivo de despertar a atenção das autoridades e dos moradores da cidade de Iguatu, agentes comunitários de Saúde, amigos e apoiadores promoveram na manhã desta sexta-feira, no Centro de Iguatu, manifestação em que pediram Justiça e denunciaram a violência contra as mulheres.

A motivação do ato foi o assassinato da agente de Saúde, Maria Helena Costa, praticado no último dia 13, durante o Carnaval. A suspeita é de que a vítima foi espancada pelo companheiro, que o principal acusado pelo crime e está preso.

O crime chocou os moradores de Iguatu a abalou os agentes de Saúde. “Era uma pessoa amiga, alegre”, disse a colega Francisca Oliveira.

De acordo com o delegado Regional de Polícia Civil de Iguatu, Jeffirson Pereira, parentes da vítima teriam visto quando um homem chegou e bateu à porta da vítima e suspeitam de ser o marido dela. “Ela estava sozinha em casa”, afirmou o delegado. “Os parentes disseram que ela não abriria a porta para um estranho”.

Na segunda-feira de Carnaval, um irmão da vítima foi à casa dela e a viu com hematomas no rosto. Maria Helena teria pedido um comprimido para dor e teria dito que havia caído. Entretanto, após o agravamento do estado de saúde, os parentes a levaram para o Hospital Regional de Iguatu e o médico constatou espancamento e traumatismo craniano. A agente de Saúde foi transferida, mas não resistiu à gravidade das lesões e morreu.

A família denunciou o caso na Delegacia Regional de Polícia Civil. Dois advogados chegaram a procurar o delegado regional informando que o acusado iria se apresentar na Quarta-Feira de Cinzas, o que não ocorreu.

Por se tratar de feminicídio, o caso foi transferido para a Delegacia de Defesa da Mulher. Na quinta-feira, a delegada de Defesa da Mulher, Monique Teixeira, representou pela prisão temporária do suspeito.

Justiça 

“Esperamos Justiça, queremos que o culpado por esse crime horrível seja punido”, frisou a presidente da Associação dos Agentes Comunitárias de Saúde, Sayonara Fernandes.

O suspeito teve prisão temporária decretada e já se encontra preso na Cadeia Pública de Iguatu. O nome dele não foi revelado. A prisão ocorre por um período de 30 dias, podendo ser renovada, caso não ocorra a conclusão do inquérito.

A delegada de Defesa Mulher, Monique Teixeira, informou que a Polícia continua com as investigações para definição do inquérito policial. “As testemunhas são importantíssimas para esse caso, até por se tratar de uma situação de violência doméstica, e essas pessoas precisam vir á delegacia, confiar na polícia, e registrarem suas informações”, esclareceu.

O acusado nega a prática do crime.

17:05 · 19.02.2018 / atualizado às 17:05 · 19.02.2018 por

 

Em 2016, houve greve em Icó contra atraso salarial. Foto de Honório Barbosa

A cidade de Icó enfrenta outro desastre administrativo. A avaliação é da bancada de oposição e dos sindicatos dos servidores públicos municipais – dos servidores em geral e da Educação.

Na manhã desta segunda-feira, servidores e moradores realizaram manifestação, buzinaço. O protesto é contra a proposta da prefeita Laís Nunes que enviou para a Câmara Municipal projeto de lei que prevê a redução de 40 horas para 20 horas semanais de trabalho de pelo menos 360 professores.

Os sindicalistas e vereadores da bancada de oposição consideram a medida uma forma de perseguição aos professores da rede municipal de ensino.

O projeto de lei será apreciado na noite desta segunda-feira, 19, a partir das 19 horas na Câmara Municipal de Icó. 

A presidente da Federação dos Trabalhadores no Serviço Público do Estado do Ceará (Fetamce), Enedina Soares, disse que recebeu com muita indignação a proposta da prefeita Laís Nunes, que propõe o corte de ampliação de carga horária e de redução salarial. “A gestão de Icó está sendo um desastre”, frisou. “Estamos juntos nessa luta contra essa medida administrativa e espero que os professores não desistam e a Lei do Magistério tem esse direito, segundo necessidade do município”.

“Esse é um ato cruel”, disse o diretor do Sindicato dos Servidores, Júnior de Icó. 

O professor Santos usou as rede sociais para solicitar apoio dos pais e dos alunos. “Vamos solicitar aos vereadores que não aprovem esse projeto que tem por objetivo reduzir pela metade a carga horária e também reduzir salários”, pontuou.

O vereador Daniel Guimarães considerou o decreto do Executivo ‘imoral’. “Esse projeto é fraco, vai cair na Justiça”, frisou. “Peço a ajuda de todos os moradores para que não permitam que essa atrocidade possa acontecer”.

Gilberto Barbosa, vereador, divulgou nota de repúdio contra a iniciativa da prefeita, Laís Nunes. “Essa medida é um desrespeito aos professores e mais uma vez, se aprovada na Câmara, será derrotada na Justiça, porque a ampliação da carga horária obedeceu a critérios legais”.

“Vamos dizer não a esse ato imundo”, disse o vereador, Víctor Luiz.

10:37 · 14.12.2017 / atualizado às 10:40 · 14.12.2017 por
Manifestação de servidores de Icó foi realizada em agosto passado. Foto de Honório Barbosa

Os servidores públicos municipais de Icó promovem nesta sexta-feira, 14, protesto por atraso salarial. A mobilização conclama o funcionalismo para uma greve geral. “O pagamento parcelado de dezembro de 2016 continua em atraso, não pagaram novembro e ainda reivindicamos o desembolso de valores do quinquênio referente ao período em que foi suspenso pela prefeita”, explicou o assessor de comunicação do Sindicato dos Servidores Públicos Municipal de Icó, Júnior Araújo. 

De acordo com a programação do sindicato, os servidores vão se concentrar em frente à sede da entidade e seguir em caminhada pelas ruas do centro da cidade, com parada prevista em frente ao Fórum de Justiça.

“Queremos os nossos direitos, que são desrespeitados desde o início da atual administração”, disse o presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Icó, Irlênio Pereira. 

Greve 

Em agosto passado, os servidores de Icó promoveram greve que perdurou por vários dias, com apoio do Sindicato dos Servidores Municipais e do Sindicato dos Professores do Município de Icó. A Justiça derrubou portaria da prefeita Laís Nunes que cancelava o benefício do quinquênio. Posteriormente, a própria gestora anulou o ato.

A prefeita Laís Nunes alega falta de condições financeiras para manter o pagamento em dia dos servidores. Neste mês, optou pelo desembolso do 13º salário.

 Temor 

O funcionalismo teme novos atrasos referentes ao pagamento dos meses de novembro e dezembro em curso.

Segundo Júnior Araújo há comentários de que a gestão estaria estudando o ingresso de ação judicial para anular concurso público realizado em 2014. “Esse certame foi homologado e os concursados estão prestes a concluir o estágio probatório”, frisou Júnior Araújo.

O blog entrou em contato com a Procuradoria do Município, mas a chamada não foi atendida. 

12:04 · 06.12.2017 / atualizado às 07:40 · 07.12.2017 por

 

Um grupo de professores da rede municipal de ensino de Iguatu realizou manifestação na manhã desta quarta-feira, 6, pelas ruas do centro comercial de Iguatu. Mais cedo houve concentração dos docentes na Praça Gonçalves de Carvalho (Praça da Caixa Econômica).

O ato foi organizado pelo Sindicato dos Professores do Município de Iguatu. Ontem, segundo a entidade foi um dia de paralisações. “Essa manifestação é um protesto contra a falta de diálogo, retirada de nossos direitos e exigimos respeito e valorização, disse o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Iguatu, Pablo Neves.

Os docentes apresentaram pauta de reivindicações que incluem: descongelamento do anuênio conforme decisão judicial; manutenção dos direitos dos professores readaptados; cumprimento de acordo de data de pagamento dos servidores da Educação, revisão de decretos contrários aos interesses da categoria; manutenção de diálogo com o sindicato; melhoria nas condições de trabalho nas escolas; transparência na aplicação dos recursos do Fundeb e realização de concurso público. 

Por meio de nota, a Prefeiotura de Iguatu informou que o pagamento da folha salarial referente a novembro começou ainda nesta quarta-feira, 6. “Lembramos que o pagamento é programado para ser realizado até o quinto dia útil do mês subsequente, de acordo com  a legislação trabalhista”, frisa a nota. “Já antecipamos o pagamento do 13º salário aos professores”.

A Prefeitura esclarece ainda que neste ano os professores tiveram um aumento de 7,64% e o pagamento está em dia.

 

20:22 · 13.11.2017 / atualizado às 20:22 · 13.11.2017 por

 

Pipeiros realizaram manifestação no Açude Orós. Foto de Honório Barbosa

Uma semana após iniciar a paralisação por tempo indeterminado, no Ceará, os pipeiros (condutores de caminhões pipa) promoveram concentração, nesta segunda-feira, em seis cidades do Interior, para reforçar a pauta de reivindicações ao Ministério da Integração Nacional e ao Exército.

A novidade foi um apelo lançado pela categoria e por representantes de comunidades rurais ao governo do Estado para que faça uma intermediação junto ao governo federal.

Sem abastecimento de água há oito dias, as localidades rurais enfrentam o agravamento da crise de falta de água. “O problema deve piorar se não houver uma resposta positiva do governo federal”, disse o diretor do Sindicato dos Pipeiros do Estado do Ceará (Sinpece), Edvan Rifane. “A paralisação vai continuar e vamos bloquear rodovias”.

Na manhã de hoje, terça-feira, 14, haverá uma reunião entre os representantes dos pipeiros e o comando da 10ª Região Militar, em Fortaleza. “Esperamos que as nossas reivindicações sejam atendidas”, observou o presidente do Sinpece, Eduardo Aragão.

Números 

No Ceará, segundo o Sinpece há cerca de 1900 caminhões cadastrados na Operação Pipa. Desse total, pelo menos 1800 aderiram à paralisação. Mais de 800 mil pessoas estão afetadas sem a distribuição regular de água em 130 municípios do Interior. Além do Ceará, pipeiros entraram em greve no fim de semana passado em Pernambuco e na Bahia.

Reivindicações 

As reivindicações do Sinpece incluem cumprimento do prazo de pagamento, organização de prestação de contas, utilização de dois meios de comprovação de entrega da carga de água e reajuste do valor pago pelo quilômetro rodado, melhoria do equipamento que faz o controle de deslocamento dos veículos do ponto de captação de água até a comunidade atendida por meio de um equipamento Gpipa.

“O rastreador é ofertado pelo consórcio TBK de Pernambuco, contratada pelo Exército, mas são ruins, apresentam problemas, erros, e as carradas não são pagas”, frisou Rifane. “Já apresentamos sugestões, mas não tivemos respostas”.

15:57 · 27.10.2017 / atualizado às 16:01 · 27.10.2017 por

 

Manifestação reuniu centenas de moradores. Foto de Marciel Bezerra

A cidade de Cedro, na região Centro-Sul do Ceará, realizou na manhã desta sexta-feira (27) um ato público com a participação de centenas de moradores em defesa do Sistema Único de Assistência Social (SUAS).

O objetivo da mobilização é denunciar o desmonte de direitos dos usuários da Assistência Social de todo país, conforme vem sendo proposto pelo governo Federal. O evento contou com a presença de moradores de várias localidades, portando cartazes, apitos e discursos de protesto. O ato foi na Praça Nilo Viana Diniz (Matriz).

A vereadora Ana Nilma destacou que uma sessão da Câmara Municipal debateu matéria relativa à redução de R$ 300 mil da Assistência Social para o município e cobrou da oposição envolvimento na luta em favor dos cedrenses.

O vereador Marcelo Matos lamentou o desmonte, os cortes em programas sociais, o fim direitos adquiridos. “Não podemos ficar calados diante desta situação. É preciso denunciar esta vergonha”.

O prefeito de Cedro, Dr. Nilson Diniz, detalhou como o corte irá afetar diversas famílias em todo país. E acalmou a população em relação à polêmica das redes sociais de que a gestão municipal promoveria cortes. “Existe alguém aqui no Cedro querendo colocar a culpa do desmando do governo Federal na gestão municipal. É gente irresponsável, mesquinha, mentirosa, doente”, afirmou. “Atitudes assim não merecem respeito. Sabemos das lutas e conquistas adquiridas, dos benefícios levados aos moradores atendidos pelos programas assistenciais como CRAS, CREAS, SCFV e outros mais”.

O presidente da Associação do bairro Planalto dos Lemos, Ribamar Costa, avalia que o corte irá afetar famílias e desestruturar a economia local. “A gente não via mais o povo pedindo mais esmolas. Isso poderá voltar a acontecer, caso o desmonte da Previdência seja efetivado. Vamos trabalhar em prol do povo humilde”, ressalta.

Sansão Francisco, morador do distrito São Miguel, informa que é usuário do Bolsa Família, e que os corte irão atingir diversas famílias. “A gente precisa muito desse recurso. Se houver corte, vai acabar com o comércio local. É uma renda extra para minha família”.

Durante todo o protesto, moradores gritaram palavras de ordem “Fora Temer” e exibiam cartazes com os dizeres: “Assistência Social não é favor é direito”, “Se você não lutar, seu BPC vai acabar”, “Não aos cortes do orçamento, não à diminuição dos direitos adquiridos”. O grupo realizou caminhada até a sede do Legislativo Municipal para chamar atenção dos vereadores sobre a importância de lutar pelo desenvolvimento de Cedro e bem-estar de seus moradores.

11:54 · 12.10.2017 / atualizado às 12:57 · 12.10.2017 por
         
       
          Os professores da rede municipal de ensino de Acopiara, na região Centro-Sul do Ceará, realizaram nesta quarta-feira, 11, um dia de paralisação para cobrar da Prefeitura o pagamento do precatório do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Fundamental e de Valorização do Magistério (antigo Fundef, hoje Fundeb).  
   
         A manifestação ocorreu pela manhã com concentração na Praça Celso Castro, em frente ao Banco do Brasil. Depois, o grupo percorreu ruas da cidade e fez manifestação em frente à Prefeitura.
         O protesto foi organizado pelo Sindicato dos Professores da Rede Municipal de Acopiara (SINDIPREMA). O presidente da entidade, professor Idalmi Pinho Guilherme, disse que se a gestão não se sensibilizar diante da mobilização, uma assembleia será convocada para decidir sobre a possibilidade de uma greve dos professores.
        A categoria reivindica uma audiência pública com o prefeito para tratar da aplicação dos recursos que, em valores corrigidos, ultrapassam R$ 55 milhões.  “Até hoje, não fomos recebidos pela gestão para tratarmos sobre o destino desse dinheiro. A prefeitura precisa apresentar um projeto de investimentos dos 40% e uma proposta de rateio do que nos é devido referente a 60% para o professor”, afirma Idalmi Pinho.
       O valor é oriundo de uma ação judicial movida pelo município contra o governo federal em vista dos anos em que o pagamento do Fundef não foi realizado corretamente. Pela legislação federal, 60% desses recursos devem ser destinados para a remuneração do magistério efetivo e os outros 40% em investimentos na área da educação básica municipal. Quase 400 professores do município têm direito ao benefício, que se refere ao período do Fundef entre os anos de 1999 e 2006.
        De acordo com o sindicato, há dois bloqueios do precatório, um no Tribunal de Contas do Estado (TCE) e outro na Justiça Federal. Ambos os processos precisam de um projeto, a ser apresentado pela Prefeitura Municipal de Acopiara, para fins de desbloqueio.
       Ainda segundo o Sindicato, a Prefeitura de Acopiara já apresentou um projeto no extinto Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), mas contendo algumas ilegalidades. A entidade sindical já provocou o TCE, o Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público do Estado do Ceará solicitando a desconsideração do projeto encaminhado pela administração e apresentou às instituições uma proposta criada em acordo com a categoria, baseada no Plano Nacional de Educação, no Plano Municipal de Educação e na LDB. “Esperamos o apoio dos alunos, pais e da comunidade local em favor do pagamento do precatório”, disse Idalmi Pinho. 
        Outro lado 
         O secretário de Educação do município de Acopiara, Robson Almeida, disse que a pasta não havia sido informada sobre qualquer ato público, paralisação ou manifestação de professores.  “O recurso do precatório encontra-se bloqueado na Justiça Federal, e o município aguarda o desbloqueio”, explicou Robson Almeida, sem entrar em detalhes como os recursos serão aprovados.
11:49 · 23.09.2017 / atualizado às 12:06 · 23.09.2017 por

 

Ipaumirim é uma cidade marcada por fortes manifestações de servidores. Foto de Honório Barbosa

Os servidores municipais de Ipaumirim estão mobilizados contra o atraso no pagamento salarial referente ao mês de agosto. O funcionalismo paralisou as atividades durantes três dias no início desta semana e na quarta-feira houve ocupação do prédio da Prefeitura Municipal.

O ato de ocupação da Prefeitura foi marcado por momentos de tensão e quase ocorreu um quebra-quebra. Os ânimos ficaram acirrados após a secretaria de Administração anunciar que não havia recursos para o pagamento salarial. “Os servidores estavam com muita raiva”, disse a presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Ipaumirim, Terezinha Gonçalves, que conseguiu conter o ânimo da multidão ao subir em um birô e pedir calma.

“Vamos fazer a nossa manifestação sem vandalismo, sem destruir o patrimônio público”, disse. Sob orientação de Terezinha Gonçalves, os manifestantes sentaram-se no chão e se acalmaram.  “Fiquei com medo de uma destruição total porque os ânimos estavam animados”.

A ocupação permaneceu até a quinta-feira ao meio-dia, quando a Prefeitura anunciou que no próximo dia 29 começa o desembolso do pagamento salarial.

“No próximo dia 30 haverá uma assembleia geral e se o pagamento não começar, a categoria vai decidir se começa uma greve geral”, anunciou Terezinha Gonçalves.

Em fevereiro passado, já houve mobilização, paralisação por dia e ocupação da Prefeitura de Ipaumirim.

Presidente do Sindicato dos Servidores de Ipaumirim e advogada, Terezinha Gonçalves, conteve ânimos dos servidores. Foto: VC Repórter/WhatsApp

CPI

Escadaria de acesso ao prédio foi tomada por servidores em greve. Foto VC Repórter/WhatsApp

Os servidores que ocupavam a Prefeitura de Ipaumirim e o acesso à Câmara de Vereadores, que funciona no primeiro andar do antigo prédio do Banco do Brasil, sede da Prefeitura, pressionaram os vereadores a instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o destino dos recursos arrecadados pela administração municipal. Apenas um vereador não assinou o requerimento.

 “Queremos saber para onde o dinheiro está indo”, disse Terezinha Gonçalves. 

A Prefeitura já realizou o pagamento do mês de agosto dos setores de Educação e parte da Saúde.

      Ofício com ironia 

Em meio à mobilização dos servidores, um ofício datado de 21 deste mês e assinado pela secretária municipal de Administração de Ipaumirim, Jucieuma Gouveia Correia, deixou os servidores ainda mais revoltados. Em tom de ironia, após esclarecer que não tem como garantir o pagamento de todos os servidores, a secretária afirma que “se houver uma boa surpresa, vindo recursos além de nossas expectativas, pagaremos de forma integral a todos…”

 

 

Ato de ocupação da Prefeitura de Ipaumirim. Foto: VC Repórter/WhatsApp

 

 

21:24 · 18.05.2017 / atualizado às 21:24 · 18.05.2017 por
Manifestação tomou conta das ruas da cidade. Fotos de Augusto César

Neste 18 de maio, Dia Nacional de Combate à Exploração Sexual Contra Crianças e Adolescentes, na cidade de Várzea Alegre, houve manifestação realizada pela população com uma caminhada, organizada por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social através do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) Luíza Caldas.

A caminhada teve como ponto de partida o CREAS Luiza Caldas, na Rua Deputado Luiz Otacílio Correia, no bairro Centro, em direção ao Polo de Lazer Antônio Alves Costa (Calçadão).

O prefeito Zé Helder (PMDB), participou do evento. Ele enfatizou que cuidar das crianças e dos adolescentes é compromisso de todos os cidadãos, inclusive denunciando os responsáveis por cometer abusos e exploração sexual contra as crianças e adolescentes.

Laura Alves, secretária de Assistência Social, destacou a importância do evento que trata de trabalhar com a população a proteção das crianças e adolescentes contra as diversas formas de violência, notadamente, contra a exploração sexual e abusos. “Estamos unidos para dizermos, faça bonito em defesa de nossas crianças e adolescentes. Proteja a sua criança e proteja seu adolescente”, disse.

Laura Alves também incentivou a população a denunciar casos suspeitos de práticas de violência, abusos e exploração de crianças e adolescentes de Várzea Alegre. “Nós queremos dizer a você que está junto conosco nessa campanha, que denuncie, que fique atento, que não feche os olhos, porque quem se cala também está cometendo um crime”, disse.

A caminhada contou com participação muitas crianças, de secretarias do Governo Municipal, escolas da rede pública e privada e de outros segmentos da sociedade.