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Tag: manifestação


15:28 · 28.04.2017 / atualizado às 15:30 · 28.04.2017 por
Moradores dão abraço simbólico no Hospital São Raimundo em Várza Alegre. Foto de Laece Oliveira

Moradores da cidade de Várzea Alegre participaram de uma corrida solidária e de um abraço simbólico em prol de arrecadar fundos para o Hospital São Raimundo Nonato. O movimento foi idealizado e organizado pelo grupo Runfire, com apoio das secretarias municipais de Esporte e Saúde, professores, estudantes, trabalhadores e atletas.

A corrida e a caminhada do abraço aconteceram  na noite desta quarta-feira, 26, com a participação de pessoas de diferentes idades, inclusive crianças.

O objetivo era chamar a atenção da população e autoridades. Cerca de 650 pessoas se inscreveram pra participar da corrida, pagando uma taxa de adultos R$ 20,00 e crianças R$ 10,00. O total arrecadado foi de R$ 13 mil.

O hospital São Raimundo Nonato vem há algum tempo enfrentando dificuldades para o seu pleno funcionamento, devido a redução dos repasses do governo Federal, mesmo sendo uma unidade polo, que atende também pacientes de municípios circunvizinhos.

No período de janeiro a dezembro de 2016 foram realizados um total de 111.844 atendimentos ambulatoriais, partos e cirurgias.

O diretor técnico do Hospital, Carlaine Aquino Sátiro Oliveira, explicou que o São Raimundo Nonato é uma unidade filantrópica, e que mesmo não sendo um hospital público, 95% de sua receita e de seus atendimentos são provenientes do SUS. Ele ressaltou que há cerca de dez anos a tabela de repasses não sofre nenhum reajuste, embora, nesse mesmo período, o hospital tenha ampliado seu número de atendimentos.

Desde 2014, a unidade passou a ser hospital pólo, atendendo também pacientes referenciados de outros sete municípios: Granjeiro, Cariús, Lavras da Mangabeira, Cedro, Ipaumirim, Baixio e Umari.

O diretor destacou a importância da unidade, que foi fundada há 52 anos, e faz parte da vida de toda a comunidade. “Todos nós que fazemos parte do Hospital São Raimundo estamos envolvidos nessa luta, abraçando essa causa”, frisou.

  Cícero Rodrigues da Silva e Íris Fiúza, que fazem parte do grupo de atletas de Várzea Alegre, o Runfire, falaram da iniciativa de realizar esse evento, aliando a conscientização da necessidade da prática esportiva como um fator preventivo para a saúde, e a defesa do hospital.
Antonio Gregório, secretário municipal de Administração, disse que a ataual gestão tem investido regularmente, e se preocupado bastante com a situação do hospital. “Porém, nossos esforços serão inúteis, se não houver a colaboração adequada por parte dos governos estadual e federal”, frisou. “Não podemos deixar esse hospital fechar”, pontuou Gregório.

Ivo de Oliveira Leal, secretário de Saúde falou do comprometimento da secretaria em buscar uma solução permanente para resolver os problemas do hospital.  (Com colaboração de Amaury Alencar).

16:22 · 16.11.2016 / atualizado às 16:30 · 16.11.2016 por

 

Manifestação dos promotores de Justiça e da população de Crateús contra aumento dos vereadores. Foto: divulgação
Manifestação dos promotores de Justiça e da população de Crateús contra aumento dos vereadores. Foto: divulgação

Os moradores de Crateús e os promotores de justiça que atuam no município realizaram um protesto em frente à Câmara Municipal na última segunda-feira, 14. Os manifestantes se posicionam contra o aumento dos subsídios dos vereadores do município.
Os promotores de Justiça da comarca de Crateús entraram com uma ação no Poder Judiciário solicitando a revisão da Lei Orçamentária do Município, que prevê a destinação de 7% da arrecadação municipal para o custeio do poder legislativo, entre eles o reajuste dos subsídios dos vereadores da cidade.

De acordo com o promotor de justiça Arteiro Goiano, o aumento fere os princípios da moralidade, publicidade, economicidade, entre outros. “O nosso objetivo é defender o controle dos gastos públicos, a probidade administrativa e os valores republicanos no âmbito do Município de Crateús”, disse.

O presidente da Associação Cearense do Ministério Público (ACMP), Lucas Azevedo, apoia a ação dos promotores de justiça e considera o reajuste inconstitucional. “O trabalho realizado pelos promotores da Comarca de Crateús, juntamente com o apoio popular, impedirá que os recursos públicos tenham uma destinação inadequada e notoriamente inconstitucional, principalmente no que diz respeito ao aumento dos gastos públicos no âmbito da Câmara de Vereadores do Município de Crateús”, afirma. Na próxima segunda-feira, 21, está agendado novo protesto. Na data, membros da diretoria da ACMP irão pessoalmente a Crateús prestar apoio ao movimento.

Além da Comarca de Crateús, a Comissão Diocesana de Justiça e Paz, a Cáritas Diocesana de Crateús, a OAB do município, e os sindicatos dos trabalhadores, professores e servidores também se manifestam contrários ao percentual do reajuste. Em duas semanas, mais de 7 mil assinaturas foram colhidas como forma de protesto dos crateuenses. “Esse é um movimento histórico que nunca havia acontecido antes na cidade. Isso prova que o povo quer participar das decisões do município”, disse o promotor de justiça Arteiro Goiano.

O bispo da diocese de Crateús, dom Ailton Menegussi, se diz indignado diante do valor proposto pelos vereadores. “Diante da situação que o município vive hoje, eu considero imoral o fato de 15 vereadores consumirem 7% da arrecadação municipal. Além de bispo, sou também cidadão e não posso me calar”, afirma.

População participou de manifestação contrária ao aumento salário dos vereadores
População participou de manifestação contrária ao aumento salário dos vereadores
15:16 · 12.11.2016 / atualizado às 15:16 · 12.11.2016 por

 

Servidores e sindicalistas participaram do protesto em Iguatu. Foto: divulgação
Servidores e sindicalistas participaram do protesto em Iguatu. Foto: divulgação

Mais de mil servidores, sindicalistas e estudantes participaram da manifestação pelas ruas da cidade de Iguatu, na região Centro-Sul do Ceará, nesta sexta-feira, 11, pela manhã. Houve concentração na Praça Gonçalves de Carvalho (Praça da Caixa Econômica) e depois os manifestantes percorreram ruas do Centro e foram até o Campus Multi-institucional Humberto Teixeira, na Avenida Dário Rabelo.

O ato fez parte do dia de manifestação nacional de Greve Geral contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241/55. A concentração começou às 7h30m. O evento foi encerrado com um debate no campus Humberto Teixeira, com exposição das advogadas, Wanessa Oliveira e Mayara Souza, do Sindicato dos Servidores Municipais de Iguatu.

A presidente do Sindicato dos Servidores do Município de Iguatu, Fátima Siqueira, disse que o evento foi demonstração de força e mobilização da sociedade contra a perda de direitos trabalhistas.

Participaram do evento caravanas das cidades de Jucas, Cariús, Tarrafas, Saboeiro, Antonina do Norte, Aiuaba, Quixelo e Acopiara. Representantes de vários sindicatos e da Associação Comunitária dos Agentes de Saúde participaram da manifestação.

Protestos

Houve protestos nas cidades de Icó e de Cedro contra a PEC 55 e retirada de direitos sociais e dos trabalhadores.

12:53 · 08.11.2016 / atualizado às 12:53 · 08.11.2016 por

 

Policiais em greve percorreram ruas de Iguatu. Foto: vc repórter
Policiais em greve percorreram ruas de Iguatu. Foto: vc repórter

Novamente em greve, policiais civis realizam manifestação em cidades do Interior, além da Capital. Na manhã desta segunda-feira, 7, um grupo de 100 integrantes da Polícia Civil, oriundos das regiões Centro-Sul e do Cariri cearense, promoveu caminhada pelas ruas do centro, após concentração na Delegacia Regional de Polícia Civil.

O ato contou com a presença da vice-presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Ceará, Ana Paula Cavalcante. Policiais civis da Delegacia Regional, da Delegacia de Proteção à Mulher participaram da mobilização quer tem por finalidade chamar a atenção e pedir o apoio da sociedade sobre o movimento grevista.

Os grevistas realizaram panfletagem durante o evento. “Faltam condições adequadas de trabalho e os salários estão defasados”, disse Ana Paula Cavalcante.

Em setembro, a greve dos policiais civis foi considerada ilegal pelo Tribunal de Justiça do Ceará. Houve recuou da categoria, mas agora o movimento foi retomado.

23:47 · 07.11.2016 / atualizado às 23:47 · 07.11.2016 por

 

População acompanhou sessão em frente à Câmara de Vereadores. Um telão foi instalado na praça. Foto de Juniel Vieira
População acompanhou sessão em frente à Câmara de Vereadores. Um telão foi instalado na praça. Foto de Juniel Vieira

Apesar da pressão popular, do Ministério Público Estadual, da diocese de Crateús e de outras instituições, a maioria dos vereadores do município de Crateús decidiu manter projeto de lei aprovado no último dia 31 de outubro que aumentou o subsídio dos parlamentares de R$ 8.016,00 para R$ 10.101,00.

Dezenas de moradores ocuparam o auditório da Câmara Municipal e centenas de pessoas permaneceram acompanhando a sessão do lado de fora, em frente à Câmara, por meio de um telão.

Há uma campanha de iniciativa popular com mais de sete mil assinaturas que ganhou reforço com ingresso de ação judicial por parte dos cinco promotores de Justiça, além da participação do bispo da diocese de Crateús.

“Os vereadores estão irredutíveis”, disse o promotor de Justiça, José Arteiro Goiano. “É imoral o aumento concedido pelos vereadores”.

Depois da sessão, um grupo de 20 representantes de entidades populares reuniu-se na Promotoria de Justiça para definir que ações tomar nos próximos dias.

AÇÃO JUDICIAL 

Cinco promotores de Justiça ingressaram com na justiça local para obtenção de Tutela Provisória de Urgência, em caráter antecedente, que obrigue a Câmara Municipal de Crateús a votar emenda à Lei Orçamentária Anual (LOA) e desfazer a votação ocorrida na segunda-feira (31/10) que reajustou os subsídios dos vereadores de R$ 8.016,00 para R$ 10.101,00, mesmo valor do secretariado municipal.

A Mesa Diretora está irredutível, mesmo com a pressão popular, porque o aumento do salário dos vereadores é de iniciativa exclusiva dos parlamentares que votam a Lei de Diretrizes Orçamentárias.

Os subsídios do presidente da Câmara e do prefeito, a partir de 2017, passarão a R$ 17.670,00, valor maior do que o do governador do Ceará. Os vereadores aprovaram projeto de lei assegurando repasse de 7% de todas as receitas municipais como forma de duodécimo. “Esse valor deveria ser entendido como teto, mas os vereadores interpretaram como mínimo obrigatório”, explicou o promotor de Justiça, José Arteiro Goiano.

A lei aprovada pela maioria dos vereadores prevê que em caso de descumprimento pelo chefe do Executivo municipal do repasse do percentual estipulado legalmente, até o dia 20 de cada mês, em forma de duodécimo, há crime de responsabilidade e, por conseguinte, ‘impeachment’ do gestor.

“Da forma como foi aprovada, cada um dos 15 vereadores terá, ao final da próxima legislatura, recebido a quantia de R$ 484 mil onerando o erário do “paupérrimo” município em mais de R$ 17 milhões”, disse o promotor José Arteiro. Os vereadores de Crateús só se reúnem uma única vez por semana, normalmente, na segunda-feira à noite.

O bispo da diocese de Crateús, Dom Ailton Menegussi, em carta aberta aos vereadores disse estar indignado e considerou a proposta de aumento como imoral, além de pedir a revogação do ato. “Não gostaria de me sentir envergonhado pelos representantes do legislativo municipal”, escreveu o religioso. Mediante a pequena jornada de trabalho, o bispo até sugeriu redução dos salários, em vez de aumento. O Diário do Nordeste tentou entrar em contato com a Câmara Municipal, mas o telefone ontem a tarde não atendeu a ligações.

Vereadores em Crateús permaneceram irredutíveis. Foto de Juniel Vieira
Vereadores em Crateús permaneceram irredutíveis. Foto de Juniel Vieira