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Tag: manifestação


20:22 · 13.11.2017 / atualizado às 20:22 · 13.11.2017 por

 

Pipeiros realizaram manifestação no Açude Orós. Foto de Honório Barbosa

Uma semana após iniciar a paralisação por tempo indeterminado, no Ceará, os pipeiros (condutores de caminhões pipa) promoveram concentração, nesta segunda-feira, em seis cidades do Interior, para reforçar a pauta de reivindicações ao Ministério da Integração Nacional e ao Exército.

A novidade foi um apelo lançado pela categoria e por representantes de comunidades rurais ao governo do Estado para que faça uma intermediação junto ao governo federal.

Sem abastecimento de água há oito dias, as localidades rurais enfrentam o agravamento da crise de falta de água. “O problema deve piorar se não houver uma resposta positiva do governo federal”, disse o diretor do Sindicato dos Pipeiros do Estado do Ceará (Sinpece), Edvan Rifane. “A paralisação vai continuar e vamos bloquear rodovias”.

Na manhã de hoje, terça-feira, 14, haverá uma reunião entre os representantes dos pipeiros e o comando da 10ª Região Militar, em Fortaleza. “Esperamos que as nossas reivindicações sejam atendidas”, observou o presidente do Sinpece, Eduardo Aragão.

Números 

No Ceará, segundo o Sinpece há cerca de 1900 caminhões cadastrados na Operação Pipa. Desse total, pelo menos 1800 aderiram à paralisação. Mais de 800 mil pessoas estão afetadas sem a distribuição regular de água em 130 municípios do Interior. Além do Ceará, pipeiros entraram em greve no fim de semana passado em Pernambuco e na Bahia.

Reivindicações 

As reivindicações do Sinpece incluem cumprimento do prazo de pagamento, organização de prestação de contas, utilização de dois meios de comprovação de entrega da carga de água e reajuste do valor pago pelo quilômetro rodado, melhoria do equipamento que faz o controle de deslocamento dos veículos do ponto de captação de água até a comunidade atendida por meio de um equipamento Gpipa.

“O rastreador é ofertado pelo consórcio TBK de Pernambuco, contratada pelo Exército, mas são ruins, apresentam problemas, erros, e as carradas não são pagas”, frisou Rifane. “Já apresentamos sugestões, mas não tivemos respostas”.

15:57 · 27.10.2017 / atualizado às 16:01 · 27.10.2017 por

 

Manifestação reuniu centenas de moradores. Foto de Marciel Bezerra

A cidade de Cedro, na região Centro-Sul do Ceará, realizou na manhã desta sexta-feira (27) um ato público com a participação de centenas de moradores em defesa do Sistema Único de Assistência Social (SUAS).

O objetivo da mobilização é denunciar o desmonte de direitos dos usuários da Assistência Social de todo país, conforme vem sendo proposto pelo governo Federal. O evento contou com a presença de moradores de várias localidades, portando cartazes, apitos e discursos de protesto. O ato foi na Praça Nilo Viana Diniz (Matriz).

A vereadora Ana Nilma destacou que uma sessão da Câmara Municipal debateu matéria relativa à redução de R$ 300 mil da Assistência Social para o município e cobrou da oposição envolvimento na luta em favor dos cedrenses.

O vereador Marcelo Matos lamentou o desmonte, os cortes em programas sociais, o fim direitos adquiridos. “Não podemos ficar calados diante desta situação. É preciso denunciar esta vergonha”.

O prefeito de Cedro, Dr. Nilson Diniz, detalhou como o corte irá afetar diversas famílias em todo país. E acalmou a população em relação à polêmica das redes sociais de que a gestão municipal promoveria cortes. “Existe alguém aqui no Cedro querendo colocar a culpa do desmando do governo Federal na gestão municipal. É gente irresponsável, mesquinha, mentirosa, doente”, afirmou. “Atitudes assim não merecem respeito. Sabemos das lutas e conquistas adquiridas, dos benefícios levados aos moradores atendidos pelos programas assistenciais como CRAS, CREAS, SCFV e outros mais”.

O presidente da Associação do bairro Planalto dos Lemos, Ribamar Costa, avalia que o corte irá afetar famílias e desestruturar a economia local. “A gente não via mais o povo pedindo mais esmolas. Isso poderá voltar a acontecer, caso o desmonte da Previdência seja efetivado. Vamos trabalhar em prol do povo humilde”, ressalta.

Sansão Francisco, morador do distrito São Miguel, informa que é usuário do Bolsa Família, e que os corte irão atingir diversas famílias. “A gente precisa muito desse recurso. Se houver corte, vai acabar com o comércio local. É uma renda extra para minha família”.

Durante todo o protesto, moradores gritaram palavras de ordem “Fora Temer” e exibiam cartazes com os dizeres: “Assistência Social não é favor é direito”, “Se você não lutar, seu BPC vai acabar”, “Não aos cortes do orçamento, não à diminuição dos direitos adquiridos”. O grupo realizou caminhada até a sede do Legislativo Municipal para chamar atenção dos vereadores sobre a importância de lutar pelo desenvolvimento de Cedro e bem-estar de seus moradores.

11:54 · 12.10.2017 / atualizado às 12:57 · 12.10.2017 por
         
       
          Os professores da rede municipal de ensino de Acopiara, na região Centro-Sul do Ceará, realizaram nesta quarta-feira, 11, um dia de paralisação para cobrar da Prefeitura o pagamento do precatório do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Fundamental e de Valorização do Magistério (antigo Fundef, hoje Fundeb).  
   
         A manifestação ocorreu pela manhã com concentração na Praça Celso Castro, em frente ao Banco do Brasil. Depois, o grupo percorreu ruas da cidade e fez manifestação em frente à Prefeitura.
         O protesto foi organizado pelo Sindicato dos Professores da Rede Municipal de Acopiara (SINDIPREMA). O presidente da entidade, professor Idalmi Pinho Guilherme, disse que se a gestão não se sensibilizar diante da mobilização, uma assembleia será convocada para decidir sobre a possibilidade de uma greve dos professores.
        A categoria reivindica uma audiência pública com o prefeito para tratar da aplicação dos recursos que, em valores corrigidos, ultrapassam R$ 55 milhões.  “Até hoje, não fomos recebidos pela gestão para tratarmos sobre o destino desse dinheiro. A prefeitura precisa apresentar um projeto de investimentos dos 40% e uma proposta de rateio do que nos é devido referente a 60% para o professor”, afirma Idalmi Pinho.
       O valor é oriundo de uma ação judicial movida pelo município contra o governo federal em vista dos anos em que o pagamento do Fundef não foi realizado corretamente. Pela legislação federal, 60% desses recursos devem ser destinados para a remuneração do magistério efetivo e os outros 40% em investimentos na área da educação básica municipal. Quase 400 professores do município têm direito ao benefício, que se refere ao período do Fundef entre os anos de 1999 e 2006.
        De acordo com o sindicato, há dois bloqueios do precatório, um no Tribunal de Contas do Estado (TCE) e outro na Justiça Federal. Ambos os processos precisam de um projeto, a ser apresentado pela Prefeitura Municipal de Acopiara, para fins de desbloqueio.
       Ainda segundo o Sindicato, a Prefeitura de Acopiara já apresentou um projeto no extinto Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), mas contendo algumas ilegalidades. A entidade sindical já provocou o TCE, o Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público do Estado do Ceará solicitando a desconsideração do projeto encaminhado pela administração e apresentou às instituições uma proposta criada em acordo com a categoria, baseada no Plano Nacional de Educação, no Plano Municipal de Educação e na LDB. “Esperamos o apoio dos alunos, pais e da comunidade local em favor do pagamento do precatório”, disse Idalmi Pinho. 
        Outro lado 
         O secretário de Educação do município de Acopiara, Robson Almeida, disse que a pasta não havia sido informada sobre qualquer ato público, paralisação ou manifestação de professores.  “O recurso do precatório encontra-se bloqueado na Justiça Federal, e o município aguarda o desbloqueio”, explicou Robson Almeida, sem entrar em detalhes como os recursos serão aprovados.
11:49 · 23.09.2017 / atualizado às 12:06 · 23.09.2017 por

 

Ipaumirim é uma cidade marcada por fortes manifestações de servidores. Foto de Honório Barbosa

Os servidores municipais de Ipaumirim estão mobilizados contra o atraso no pagamento salarial referente ao mês de agosto. O funcionalismo paralisou as atividades durantes três dias no início desta semana e na quarta-feira houve ocupação do prédio da Prefeitura Municipal.

O ato de ocupação da Prefeitura foi marcado por momentos de tensão e quase ocorreu um quebra-quebra. Os ânimos ficaram acirrados após a secretaria de Administração anunciar que não havia recursos para o pagamento salarial. “Os servidores estavam com muita raiva”, disse a presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Ipaumirim, Terezinha Gonçalves, que conseguiu conter o ânimo da multidão ao subir em um birô e pedir calma.

“Vamos fazer a nossa manifestação sem vandalismo, sem destruir o patrimônio público”, disse. Sob orientação de Terezinha Gonçalves, os manifestantes sentaram-se no chão e se acalmaram.  “Fiquei com medo de uma destruição total porque os ânimos estavam animados”.

A ocupação permaneceu até a quinta-feira ao meio-dia, quando a Prefeitura anunciou que no próximo dia 29 começa o desembolso do pagamento salarial.

“No próximo dia 30 haverá uma assembleia geral e se o pagamento não começar, a categoria vai decidir se começa uma greve geral”, anunciou Terezinha Gonçalves.

Em fevereiro passado, já houve mobilização, paralisação por dia e ocupação da Prefeitura de Ipaumirim.

Presidente do Sindicato dos Servidores de Ipaumirim e advogada, Terezinha Gonçalves, conteve ânimos dos servidores. Foto: VC Repórter/WhatsApp

CPI

Escadaria de acesso ao prédio foi tomada por servidores em greve. Foto VC Repórter/WhatsApp

Os servidores que ocupavam a Prefeitura de Ipaumirim e o acesso à Câmara de Vereadores, que funciona no primeiro andar do antigo prédio do Banco do Brasil, sede da Prefeitura, pressionaram os vereadores a instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o destino dos recursos arrecadados pela administração municipal. Apenas um vereador não assinou o requerimento.

 “Queremos saber para onde o dinheiro está indo”, disse Terezinha Gonçalves. 

A Prefeitura já realizou o pagamento do mês de agosto dos setores de Educação e parte da Saúde.

      Ofício com ironia 

Em meio à mobilização dos servidores, um ofício datado de 21 deste mês e assinado pela secretária municipal de Administração de Ipaumirim, Jucieuma Gouveia Correia, deixou os servidores ainda mais revoltados. Em tom de ironia, após esclarecer que não tem como garantir o pagamento de todos os servidores, a secretária afirma que “se houver uma boa surpresa, vindo recursos além de nossas expectativas, pagaremos de forma integral a todos…”

 

 

Ato de ocupação da Prefeitura de Ipaumirim. Foto: VC Repórter/WhatsApp

 

 

21:24 · 18.05.2017 / atualizado às 21:24 · 18.05.2017 por
Manifestação tomou conta das ruas da cidade. Fotos de Augusto César

Neste 18 de maio, Dia Nacional de Combate à Exploração Sexual Contra Crianças e Adolescentes, na cidade de Várzea Alegre, houve manifestação realizada pela população com uma caminhada, organizada por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social através do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) Luíza Caldas.

A caminhada teve como ponto de partida o CREAS Luiza Caldas, na Rua Deputado Luiz Otacílio Correia, no bairro Centro, em direção ao Polo de Lazer Antônio Alves Costa (Calçadão).

O prefeito Zé Helder (PMDB), participou do evento. Ele enfatizou que cuidar das crianças e dos adolescentes é compromisso de todos os cidadãos, inclusive denunciando os responsáveis por cometer abusos e exploração sexual contra as crianças e adolescentes.

Laura Alves, secretária de Assistência Social, destacou a importância do evento que trata de trabalhar com a população a proteção das crianças e adolescentes contra as diversas formas de violência, notadamente, contra a exploração sexual e abusos. “Estamos unidos para dizermos, faça bonito em defesa de nossas crianças e adolescentes. Proteja a sua criança e proteja seu adolescente”, disse.

Laura Alves também incentivou a população a denunciar casos suspeitos de práticas de violência, abusos e exploração de crianças e adolescentes de Várzea Alegre. “Nós queremos dizer a você que está junto conosco nessa campanha, que denuncie, que fique atento, que não feche os olhos, porque quem se cala também está cometendo um crime”, disse.

A caminhada contou com participação muitas crianças, de secretarias do Governo Municipal, escolas da rede pública e privada e de outros segmentos da sociedade.

15:28 · 28.04.2017 / atualizado às 15:30 · 28.04.2017 por
Moradores dão abraço simbólico no Hospital São Raimundo em Várza Alegre. Foto de Laece Oliveira

Moradores da cidade de Várzea Alegre participaram de uma corrida solidária e de um abraço simbólico em prol de arrecadar fundos para o Hospital São Raimundo Nonato. O movimento foi idealizado e organizado pelo grupo Runfire, com apoio das secretarias municipais de Esporte e Saúde, professores, estudantes, trabalhadores e atletas.

A corrida e a caminhada do abraço aconteceram  na noite desta quarta-feira, 26, com a participação de pessoas de diferentes idades, inclusive crianças.

O objetivo era chamar a atenção da população e autoridades. Cerca de 650 pessoas se inscreveram pra participar da corrida, pagando uma taxa de adultos R$ 20,00 e crianças R$ 10,00. O total arrecadado foi de R$ 13 mil.

O hospital São Raimundo Nonato vem há algum tempo enfrentando dificuldades para o seu pleno funcionamento, devido a redução dos repasses do governo Federal, mesmo sendo uma unidade polo, que atende também pacientes de municípios circunvizinhos.

No período de janeiro a dezembro de 2016 foram realizados um total de 111.844 atendimentos ambulatoriais, partos e cirurgias.

O diretor técnico do Hospital, Carlaine Aquino Sátiro Oliveira, explicou que o São Raimundo Nonato é uma unidade filantrópica, e que mesmo não sendo um hospital público, 95% de sua receita e de seus atendimentos são provenientes do SUS. Ele ressaltou que há cerca de dez anos a tabela de repasses não sofre nenhum reajuste, embora, nesse mesmo período, o hospital tenha ampliado seu número de atendimentos.

Desde 2014, a unidade passou a ser hospital pólo, atendendo também pacientes referenciados de outros sete municípios: Granjeiro, Cariús, Lavras da Mangabeira, Cedro, Ipaumirim, Baixio e Umari.

O diretor destacou a importância da unidade, que foi fundada há 52 anos, e faz parte da vida de toda a comunidade. “Todos nós que fazemos parte do Hospital São Raimundo estamos envolvidos nessa luta, abraçando essa causa”, frisou.

  Cícero Rodrigues da Silva e Íris Fiúza, que fazem parte do grupo de atletas de Várzea Alegre, o Runfire, falaram da iniciativa de realizar esse evento, aliando a conscientização da necessidade da prática esportiva como um fator preventivo para a saúde, e a defesa do hospital.
Antonio Gregório, secretário municipal de Administração, disse que a ataual gestão tem investido regularmente, e se preocupado bastante com a situação do hospital. “Porém, nossos esforços serão inúteis, se não houver a colaboração adequada por parte dos governos estadual e federal”, frisou. “Não podemos deixar esse hospital fechar”, pontuou Gregório.

Ivo de Oliveira Leal, secretário de Saúde falou do comprometimento da secretaria em buscar uma solução permanente para resolver os problemas do hospital.  (Com colaboração de Amaury Alencar).

16:22 · 16.11.2016 / atualizado às 16:30 · 16.11.2016 por

 

Manifestação dos promotores de Justiça e da população de Crateús contra aumento dos vereadores. Foto: divulgação
Manifestação dos promotores de Justiça e da população de Crateús contra aumento dos vereadores. Foto: divulgação

Os moradores de Crateús e os promotores de justiça que atuam no município realizaram um protesto em frente à Câmara Municipal na última segunda-feira, 14. Os manifestantes se posicionam contra o aumento dos subsídios dos vereadores do município.
Os promotores de Justiça da comarca de Crateús entraram com uma ação no Poder Judiciário solicitando a revisão da Lei Orçamentária do Município, que prevê a destinação de 7% da arrecadação municipal para o custeio do poder legislativo, entre eles o reajuste dos subsídios dos vereadores da cidade.

De acordo com o promotor de justiça Arteiro Goiano, o aumento fere os princípios da moralidade, publicidade, economicidade, entre outros. “O nosso objetivo é defender o controle dos gastos públicos, a probidade administrativa e os valores republicanos no âmbito do Município de Crateús”, disse.

O presidente da Associação Cearense do Ministério Público (ACMP), Lucas Azevedo, apoia a ação dos promotores de justiça e considera o reajuste inconstitucional. “O trabalho realizado pelos promotores da Comarca de Crateús, juntamente com o apoio popular, impedirá que os recursos públicos tenham uma destinação inadequada e notoriamente inconstitucional, principalmente no que diz respeito ao aumento dos gastos públicos no âmbito da Câmara de Vereadores do Município de Crateús”, afirma. Na próxima segunda-feira, 21, está agendado novo protesto. Na data, membros da diretoria da ACMP irão pessoalmente a Crateús prestar apoio ao movimento.

Além da Comarca de Crateús, a Comissão Diocesana de Justiça e Paz, a Cáritas Diocesana de Crateús, a OAB do município, e os sindicatos dos trabalhadores, professores e servidores também se manifestam contrários ao percentual do reajuste. Em duas semanas, mais de 7 mil assinaturas foram colhidas como forma de protesto dos crateuenses. “Esse é um movimento histórico que nunca havia acontecido antes na cidade. Isso prova que o povo quer participar das decisões do município”, disse o promotor de justiça Arteiro Goiano.

O bispo da diocese de Crateús, dom Ailton Menegussi, se diz indignado diante do valor proposto pelos vereadores. “Diante da situação que o município vive hoje, eu considero imoral o fato de 15 vereadores consumirem 7% da arrecadação municipal. Além de bispo, sou também cidadão e não posso me calar”, afirma.

População participou de manifestação contrária ao aumento salário dos vereadores
População participou de manifestação contrária ao aumento salário dos vereadores
15:16 · 12.11.2016 / atualizado às 15:16 · 12.11.2016 por

 

Servidores e sindicalistas participaram do protesto em Iguatu. Foto: divulgação
Servidores e sindicalistas participaram do protesto em Iguatu. Foto: divulgação

Mais de mil servidores, sindicalistas e estudantes participaram da manifestação pelas ruas da cidade de Iguatu, na região Centro-Sul do Ceará, nesta sexta-feira, 11, pela manhã. Houve concentração na Praça Gonçalves de Carvalho (Praça da Caixa Econômica) e depois os manifestantes percorreram ruas do Centro e foram até o Campus Multi-institucional Humberto Teixeira, na Avenida Dário Rabelo.

O ato fez parte do dia de manifestação nacional de Greve Geral contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241/55. A concentração começou às 7h30m. O evento foi encerrado com um debate no campus Humberto Teixeira, com exposição das advogadas, Wanessa Oliveira e Mayara Souza, do Sindicato dos Servidores Municipais de Iguatu.

A presidente do Sindicato dos Servidores do Município de Iguatu, Fátima Siqueira, disse que o evento foi demonstração de força e mobilização da sociedade contra a perda de direitos trabalhistas.

Participaram do evento caravanas das cidades de Jucas, Cariús, Tarrafas, Saboeiro, Antonina do Norte, Aiuaba, Quixelo e Acopiara. Representantes de vários sindicatos e da Associação Comunitária dos Agentes de Saúde participaram da manifestação.

Protestos

Houve protestos nas cidades de Icó e de Cedro contra a PEC 55 e retirada de direitos sociais e dos trabalhadores.

12:53 · 08.11.2016 / atualizado às 12:53 · 08.11.2016 por

 

Policiais em greve percorreram ruas de Iguatu. Foto: vc repórter
Policiais em greve percorreram ruas de Iguatu. Foto: vc repórter

Novamente em greve, policiais civis realizam manifestação em cidades do Interior, além da Capital. Na manhã desta segunda-feira, 7, um grupo de 100 integrantes da Polícia Civil, oriundos das regiões Centro-Sul e do Cariri cearense, promoveu caminhada pelas ruas do centro, após concentração na Delegacia Regional de Polícia Civil.

O ato contou com a presença da vice-presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Ceará, Ana Paula Cavalcante. Policiais civis da Delegacia Regional, da Delegacia de Proteção à Mulher participaram da mobilização quer tem por finalidade chamar a atenção e pedir o apoio da sociedade sobre o movimento grevista.

Os grevistas realizaram panfletagem durante o evento. “Faltam condições adequadas de trabalho e os salários estão defasados”, disse Ana Paula Cavalcante.

Em setembro, a greve dos policiais civis foi considerada ilegal pelo Tribunal de Justiça do Ceará. Houve recuou da categoria, mas agora o movimento foi retomado.

23:47 · 07.11.2016 / atualizado às 23:47 · 07.11.2016 por

 

População acompanhou sessão em frente à Câmara de Vereadores. Um telão foi instalado na praça. Foto de Juniel Vieira
População acompanhou sessão em frente à Câmara de Vereadores. Um telão foi instalado na praça. Foto de Juniel Vieira

Apesar da pressão popular, do Ministério Público Estadual, da diocese de Crateús e de outras instituições, a maioria dos vereadores do município de Crateús decidiu manter projeto de lei aprovado no último dia 31 de outubro que aumentou o subsídio dos parlamentares de R$ 8.016,00 para R$ 10.101,00.

Dezenas de moradores ocuparam o auditório da Câmara Municipal e centenas de pessoas permaneceram acompanhando a sessão do lado de fora, em frente à Câmara, por meio de um telão.

Há uma campanha de iniciativa popular com mais de sete mil assinaturas que ganhou reforço com ingresso de ação judicial por parte dos cinco promotores de Justiça, além da participação do bispo da diocese de Crateús.

“Os vereadores estão irredutíveis”, disse o promotor de Justiça, José Arteiro Goiano. “É imoral o aumento concedido pelos vereadores”.

Depois da sessão, um grupo de 20 representantes de entidades populares reuniu-se na Promotoria de Justiça para definir que ações tomar nos próximos dias.

AÇÃO JUDICIAL 

Cinco promotores de Justiça ingressaram com na justiça local para obtenção de Tutela Provisória de Urgência, em caráter antecedente, que obrigue a Câmara Municipal de Crateús a votar emenda à Lei Orçamentária Anual (LOA) e desfazer a votação ocorrida na segunda-feira (31/10) que reajustou os subsídios dos vereadores de R$ 8.016,00 para R$ 10.101,00, mesmo valor do secretariado municipal.

A Mesa Diretora está irredutível, mesmo com a pressão popular, porque o aumento do salário dos vereadores é de iniciativa exclusiva dos parlamentares que votam a Lei de Diretrizes Orçamentárias.

Os subsídios do presidente da Câmara e do prefeito, a partir de 2017, passarão a R$ 17.670,00, valor maior do que o do governador do Ceará. Os vereadores aprovaram projeto de lei assegurando repasse de 7% de todas as receitas municipais como forma de duodécimo. “Esse valor deveria ser entendido como teto, mas os vereadores interpretaram como mínimo obrigatório”, explicou o promotor de Justiça, José Arteiro Goiano.

A lei aprovada pela maioria dos vereadores prevê que em caso de descumprimento pelo chefe do Executivo municipal do repasse do percentual estipulado legalmente, até o dia 20 de cada mês, em forma de duodécimo, há crime de responsabilidade e, por conseguinte, ‘impeachment’ do gestor.

“Da forma como foi aprovada, cada um dos 15 vereadores terá, ao final da próxima legislatura, recebido a quantia de R$ 484 mil onerando o erário do “paupérrimo” município em mais de R$ 17 milhões”, disse o promotor José Arteiro. Os vereadores de Crateús só se reúnem uma única vez por semana, normalmente, na segunda-feira à noite.

O bispo da diocese de Crateús, Dom Ailton Menegussi, em carta aberta aos vereadores disse estar indignado e considerou a proposta de aumento como imoral, além de pedir a revogação do ato. “Não gostaria de me sentir envergonhado pelos representantes do legislativo municipal”, escreveu o religioso. Mediante a pequena jornada de trabalho, o bispo até sugeriu redução dos salários, em vez de aumento. O Diário do Nordeste tentou entrar em contato com a Câmara Municipal, mas o telefone ontem a tarde não atendeu a ligações.

Vereadores em Crateús permaneceram irredutíveis. Foto de Juniel Vieira
Vereadores em Crateús permaneceram irredutíveis. Foto de Juniel Vieira