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Tag: morte


15:16 · 11.07.2018 / atualizado às 15:16 · 11.07.2018 por

Um atropelamento ocorrido nesta terça-feira, 10, por volta das 18h30, no sítio Barra II, zona rural de Iguatu, resultou na morte de José Igo Alves de Souza, 38 anos, agricultor. Segundo populares, Clerton Martins da Silva, 43 anos, pilotava a motocicleta Honda Fan 150 de cor cinza e placa OIG 8785, quando atropelou a vítima.

O condutor da motocicleta tentou se evadir do local mas foi detido por populares e entregue aos policiais. O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas ao chegar ao local do acidente, a vítima já havia falecido.

O condutor do veículo foi conduzido para a Delegacia Regional de Polícia Civil de Iguatu e o corpo da vítima foi levado para o IML de Iguatu.

14:54 · 21.06.2018 / atualizado às 14:54 · 21.06.2018 por
No passado, manifestações cobraram do governo alargamento e instalação de ciclovia na rodovia CE 282 em Icó. Foto de Arquivo/Honório Barbosa

Na tarde desta quarta-feira, 20, por volta das 16 horas, ocorreu um acidente de trânsito na CE 282, no KM 3, na saída de Icó em direção à cidade de Iguatu. Jaqueline Soares de Lima, 36 anos, seguia na moto Honda CG 125, Titan, sem placa anotada, morreu após ser atingida por uma caminhonete D 20, Conquest, também sem placa divulgada.

O motorista da camioneta fugiu e a vítima Jaqueline Lima morreu logo após o acidente. O rabecão fez a condução do corpo para o IML de Iguatu.  Uma equipe da Delegacia Regional de Polícia Civil compareceu ao local.

No local é comum a ocorrência de acidentes de trânsito com mortes e vítimas que sofrem traumatismos. No passado, já houve protesto dos moradores com colocação de cruzes de madeira no asfalto.

14:50 · 19.06.2018 / atualizado às 14:50 · 19.06.2018 por

 

Zé de Juvino foi vereador em Icó

Faleceu nas primeiras horas desta terça-feira, 19, na cidade de Icó, o ex-vereador José Araújo, conhecido por Zé de Juvino, aos 84 anos. Zé de Juvino tem uma longa prestação de serviços como vereador, servidor público e cidadão. Ele foi vereador durante duas legislaturas, sempre representando o distrito de Lima Campos.

Zé de Juvino era pai do atual vereador Francisco Evandro de Araújo (Evandro Juvino).

O ex-vereador estava com problemas de saúde. Seu corpo está sendo velado no memorial nas proximidades da antiga Coelce, na avenida Josefa Nogueira Monteiro, e será sepultado às 17 horas no cemitério velho.

(Com colaboração de Richard Lopes)

19:42 · 12.06.2018 / atualizado às 19:42 · 12.06.2018 por

Nesta segunda-feira, 11, por volta das 8h, foi registrado um acidente em Quixelô, próximo ao reservatório do SAAE. Otacílio Manoel Borges da Silva caiu de uma moto em um barranco nas margens da rodovia que dá acesso à cidade de Iguatu. Segundo parentes,  a vítima havia saído de casa na noite de domingo último e não havia retornado.

O rabecão removeu o corpo e conduziu para o IML de Iguatu.

12:56 · 05.06.2018 / atualizado às 13:17 · 05.06.2018 por

Entidades sociais e religiosas divulgaram nota com o objetivo de se posicionarem acerca das mortes ocorridas em Iguatu, no sítio Canto, em que a Polícia Civil faz referência à prática de ‘magia negra’ e de ‘rituais satânicos’. O receio dos representantes é que ocorra entre parte da população o relacionamento com religiões de matrizes africanas, uma vez que os delegados que investigam o caso afirmam que um dos acusados se auto intitula ‘pai de santo’.

Por meio de WhatsApp, três pessoas enviaram mensagem pedindo direito de resposta:

O professor universitário, Miguel Ângelo da Silva de Melo, babalorixá, avalia o caso das mortes em série em Iguatu e a divulgação de possível atos de magia negra como uma relação conflituosa. “Não pode haver relação entre esse serial killer e as religiões de matrizes africanas, pois isso pode promover o racismo religioso, põe em descrédito todo o trabalho de educação religiosa, promove violação à liberdade de crença”, frisou. “Esse caso trata-se de um sociopata, que se diz ser um religioso de religiões de matrizes africanas, mas ele não é pai de santo, nunca foi reconhecido como tal e já estamos fazendo memoriais para esclarecer que ele nunca foi iniciado em nenhuma casa no Cariri. 

“É com muita indignação que venho expressar minha opinião sobre matéria divulgada no Diário do Nordeste dando conta de que homicídios ocorridos em Iguatu foram realizados por seitas satânicas. Como membro do candomblé, que é muito perseguido, e que o satanismo não é e nunca será desenvolvido por nós, mas a matéria coloca a nossa religião em situação de risco. Repudio veemente a sua matéria, pois ela deixa claro, que povo de terreiro ou de matriz africana desenvolve o mal, quando na verdade realizamos o contrário (…) A nossa crença é como as demais (…)”, professor, teólogo, pai ogan, João Vitorino Neto.

Kelma Nunes (Kelma de Iemanjá), coordenadora nacional de religiões afrobrasileiras e saúde, mestra em Educação Brasileira, assistente social, diz que a reportagem vincula “esse senhor que é serial killer, que trabalha com satanismo” a religiões de matrizes africanas. “A gente não reconhece autoridade sacerdotal dele, e nós não praticamos esse tipo de coisa que está sendo colocado, vinculado, como se fosse um ritual das religiões de matrizes africanas (…) Nós já somos vítimas de muitos e muitos anos da intolerância religiosa presente no Brasil”. Kelma pede desvinculação do caso das mortes com as religiões de matrizes africanas que ‘defendem a vida, em abundância, na sua amplitude (…) a gente não reconhece esse senhor. Ele se intitula pai de santo, mas ele não tem essa autoridade…”

ESCLARECIMENTO DA REPORTAGEM: Em nenhum momento a matéria faz relação dos casos em Iguatu com a prática de ritos de religião de matriz africana, mas sim de ‘magia negra’, ‘satanismo’, que foram expressos pelo delegado de Polícia Civil, Sandro Lira. A expressão ‘pai de santo‘ foi usada também pelo delegado e está entre aspas.

Leia a nota das entidades sociais e religiosas

“DEBATENDO AS CATEGORIAS ASSASSINATOS EM SÉRIE E RACISMO RELIGIOSO NO CARIRI CEARENSE

 

No dia 18 de maio de 2018, o estudante e militante do movimento Levante Popular da Juventude e ativista LGBT, Jhey Oliveira, é morto de forma desumana, cruel com requintes de violência motivados pelo ódio. Após investigações da Polícia Forense, a mídia (regional e estadual) impressa e digital começa a divulgar que o caso, não se tratava de Homofobia (crime motivado pelo ódio dos agressores em relação a homossexualidade da vítima), mas de rituais de “magia negra” com requintes de satanismo. A vinculação e a adjetivação desta categoria “magia Negra” vincula a escuridão e a maldade todos os ritos oriundos das religiões de matrizes africanas e afrodescendentes, onde o que está em “jogo”, não é apenas a “magia”, mas a magia vinda do negro. De modo que o termo “magia negra” é propagado para auditórios específicos onde o orador além de desacreditar as religiões africanas e indígenas, finda por desacreditá-las e manipular o ódio religioso em relação as estas religiões, já tão perseguidas, descriminadas e humilhadas ao longo da história brasileira.

Portanto, percebemos que o tema da violência racial e do racismo religioso, é um tópico que faz parte da história do Brasil e, há muito tempo, já vem sendo objeto de estudos pelas mais diferentes ciências sociais, humanas e jurídicas. Dessa maneira, debater e atrelar os últimos acontecimentos de crimes de série às religiões de matrizes africanas, afro-brasileiras e indígenas é a propagar o ódio e a exclusão de brasileiras e brasileiros no seio da nossa sociedade. A representação do caso de crimes de série em Iguatu relacionando estes a “Rituais de Magia Negra” atestam e solidificam o propósito civilizador da dominação de um segmento religioso que vai de encontro a Laicidade no Estado brasileiro, uma vez que ações como estas propagam a violência em forma de Racismo Religioso contra as Religiões Afrobrasileiras e Indígenas na contemporaneidade. Devido aos episódios cotidianos da violência que não são motivados por nenhuma religiosidade, incluindo as não hegemônicas no Brasil, percebe-se que não se pode fechar os olhos para a constatação de que a violência é única, se repete e que tem dinâmica própria, já que mudam os atores – sujeitos agressores e vítimas – envolvidos nas interações e dinâmicas que originam conflitos de violência, mas a violência continua lá sendo um fenômeno temeroso e real que atinge a todos os indivíduos em sociedade.

É surpreendente que a violência vem sendo exposta e entendida como um grito de batalha política, na qual contraditórias formas de potência são instrumentalizadas pela interação entre partes em conflito que se tornam adversárias, intencionalmente, ou sem intenção de se sobrepor umas às outras. Estas novas formas de pensar impulsionam, assim, o Racismo Religioso no Estado do Ceará, a construção de mecanismos de libertação à opressão e dominação das antigas, mas ainda persistentes, estruturas produtoras da violência e de desigualdade, dentre outras práticas sistemáticas de exclusão social. O Racismo Religioso torna-se, neste novo cenário midiático e de microfísicas de poder, movido por transformações morfológicas, um necessário e, ao mesmo tempo, fundamental instrumento de dominação. Através de fotografias recentes, não só de cenas de crime e entrevistas com os afetados, este livro difere do resto, um pouco literatura inflacionária sobre o assunto. Principalmente, quando opiniões são formadas pela indústria cultural e midiática nas redes sociais, uma vez que estas findam por influenciar um sentimento de ódio coletivo, e que pode de forma desenfreada levar vigorosamente, a práticas de auto-justiça contra templos e terreiros religiosos das religiões africanas, afro-brasileiras e indígenas. Porque se esta sociedade ainda não sabe o que avaliar o grau de veracidade e confiabilidade das notícias divulgadas pelos cotidianos meios de comunicação.

Verificamos que as últimas notícias do Caso Iguatu, relatam tratar-se de casos de crimes de série e não de rituais religiosos, onde ainda se vincula a categoria “Magia Negra”. Neste sentido, é importante esclarecer que os casos de Crimes de Série em Iguatu não podem ser, irresponsavelmente, atrelados com a religiosidade do Agressor/ Autor/ Réu. Pois, a religiosidade humana, seja ela a sua matriz, judaico-cristã, árabe-mulçumana, budista, espírita, hinduísta ou africana, afrodescendente ou indígena, em nada tem a ver com as atitudes psicopatas entre um assassino “predador” e suas vítimas. Como esse fenômeno pode ser explicado? Provavelmente pelo fato de que o criminoso em série emanar uma fascinação sinistra e pelo fascínio da violência. A violência, torna-se para este, uma singularidade de força, poder e dominação.

A atração por estas práticas monstruosas, colocam o criminoso a sangue frio sobre a lei e a moralidade, o que torna inaceitável a relação desta monstruosidade com as práticas e doxias religiosas ancestrais da Cultura Africana e Indígena Americana. Assassinos em série são, como o nome indica, múltiplos assassinos, mas de um tipo especial. É por isso que não se deve atrelar a religião aos assassinos e assassinatos em série, uma vez que os serial killers são em sua maioria sádicos e, por isso, são frequentemente descritos por amigos e conhecidos como pessoas normais, discretas e que parecem capazes de ignorar todas as normas, inclusive as religiosas “não matarás!”. Por favor, respeitem as religiões de matrizes africanas, afro-brasileiras e indígenas”.

 

Juazeiro do Norte, 01 de junho de 2018

Assinam este documento:

  • LABORATÓRIO INTERDISCIPLINAR DE ESTUDOS DA VIOLÊNCIA/ LIEV (Juazeiro do Norte/CE);
  • REDE NACIONAL DE RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS E SAÚDE/RENAFRO KARIRI (Juazeiro do Norte/ CE);
  • REDE NACIONAL DE RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS E SAÚDE/RENAFRO FORTALEZA (Fortaleza/ CE);
  • INSTITUTO CULTURAL DE INTERVENÇÃO E EDUCAÇÃO AFROBRASILEIRA/ ICIEAB (Juazeiro do Norte/CE);
  • INSTITUTO COM DENDÊ (Juazeiro do Norte/ CE);
  • COLETIVO EM TEMPOS DE AYOKÁ (Fortaleza/CE);
  • NÚCLEO DE EDUCAÇÃO PARA A PROMOÇÃO DA IGUALDADE RACIAL DE JUAZEIRO DO NORTE/ NEPIR);
  • REDE DE AWÓS DO CEARÁ/ REAWCE (Fortaleza/ CE);
  • UNIÃO ESPÍRITA CEARENSE DE UMBANDA/UECUM (Fortaleza/ CE);
  • CENARAB- CARIRI (Juazeiro do Norte/ CE);
  • ILE ALAKETU IJOBÁ ASÉ LOGUN Y OIYÁ (Juazeiro do Norte/ CE);
  • ILE AXÉ OXUM TUNJI (Juazeiro do Norte/ CE);
  • EGBÉ IFÁ AGBONNIREGUN ODÚ OKARAN ATÉ (Juazeiro do Norte/ CE);
  • NZO NGANA NZAZI-NDANJI GOMEIA-MUXITU (Juazeiro do Norte/ CE);
  • ILÊ AXÉ OMINSENSSUL TALANDGY (Juazeiro do Norte/ CE);
  • ILE ASÉ T’OSUN OPARA OMIYADE (Juazeiro do Norte/ CE);
  • IGREJA CATÓLICA ANGLICANA DOM JUNIPERO/ REGIÃO SUDESTE (São Paulo/ SP)
  • EGBE AWO TÍ ORUNMILÁ (São Paulo/ SP)
  • NZO WA UPANGE KIANZU Ê KINHOCA (São Paulo/ SP)
  • CONGÁ ARUANDA SÃO SEBASTIÃO (Fortaleza/ CE);
  • COMITÊ IMPULSSIONADOR EM DEFESA DA LIBERDADE RELIGIOSA EM JUAZEIRO DO NORTE (Juazeiro do Norte/ CE);
  • – IRMANDADE BENEFICIENTE E AFRO CULTURAL DO ILE ASÉ OMI BILÉ (Pindoretama/ CE);
  • – NZO ABANGANGA (Montes Claros/ MG);
  • – MANZO JINGILA HENDA (Taquaritinga/ SP);
  • – EGBE IFÁ ORUNMILA ELERIN IPIN ODU OSA OTURA (Taquaritinga/ SP);
  • – CENTRO ESPÍRITA DE UMBANDA CABOCLO VIRA MUNDO PEMBA (Fortaleza/ CE);
  • – EGBE ILE IYEMONJA ORONOBI (Fortaleza/ CE);
  • -ILE ASÉ ADJBOWABA (Fortaleza/ CE);
  • – FÓRUM PERMANENTE DE LUSTAS CONTRA LGBTFOBIA CARIRI (Crato/ CE);
  • – CENTRO CULTURAL AFRO-BRASILEIRO ILE DE OSANYÌN (Mato Grosso);
  • – GRUPO DE VALORIZAÇÃO NEGRA DO CARIRI/ GRUNEC (Crato/ CE);
  • NÚCLEO DE ESTUDOS E PESQUISAS EM EDUCAÇÃO, GÊNERO E RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS/ NEGRER-URCA (Crato/ CE).
11:27 · 30.05.2018 / atualizado às 14:00 · 30.05.2018 por
Bombeiros encontraram nesta terça-feira,mais um corpo no sítio Canto, zona rural de Iguatu. Foto VC Repórter/WhatsApp

O ritual de magia negra que levou à morte do estudante Jheyenderson de Oliveira Xavier, conhecido por Jhey, pode ter feito outras vítimas. Segundo o delegado regional de Polícia Civil de Iguatu, Jerffison Pereira, pelo menos mais uma ossada humana foi encontrada enterrada no sítio Canto, no distrito de Suassurana, na zona rural de Iguatu, onde o primeiro corpo foi encontrado.

Os restos mortais de Jhey foram encontrados no local há uma semana, na quarta-feira (23), quatro dias após ser assassinado.  última terça-feira (29), a Polícia Civil localizou uma ossada, no sítio, onde foi assassinado o jovem Jhey Oliveira, na sexta-feira, dia 19.

De acordo com o delegado, a informação foi de Gleudson Dantas Barros, 29 anos, pai de santo, que está preso, juntamente com Roberto Alves da Silva, 40 anos. Os dois são suspeitos de participação na morte do estudante. “O Gleudson disse que essa ossada seria do adolescente Micael, que estava desaparecido, e vamos solicitar exame de DNA”, explicou Jerffison Pereira.

O delegado afirmou ainda que o sítio foi usado para enterrar outro corpo em mais uma ação ilícita. Segundo ele, há indícios de que um adolescente tenha matado a namorada, identificada como Jaqueline Silva, e enterrado no sítio”.

Delegado regional de Polícia Civil de Iguatu, Jerffison Pereira

Nesta quarta-feira, 30, novas buscas foram realizadas no sítio Canto. “Eles disseram que há outros corpos no local e vamos realizar as buscas“, frisou o delegado.

Morte do adolescente

Nesta terça-feira, a Polícia Civil confirmou a morte por suicídio do adolescente que teria assassinado a namorada, identificado como Sâmio, na cidade de Irapuan Pinheiro. Ele também é suspeito de participação na morte de Jhey. “É lamentável, pois ele tinha muitas informações importantes”, frisou o delgado Jerffison Pereira.

Os dois acusados presos deram nomes e locais, mas a Polícia mantém cautela, pois ambos negaram os fatos nos depoimentos iniciais.

22:13 · 25.05.2018 / atualizado às 22:13 · 25.05.2018 por
Delegado Jerffison Pereira da Silva. Foto: Honório Barbosa

O delegado regional de Polícia Civil de Iguatu, Jerffison Pereira, afirmou que a Polícia Civil elucidou a motivação da morte do estudante, Jheyenderson de Oliveira Xavier, conhecido por Jhey, 25 anos, ocorrida na última sexta-feira. O corpo da vítima foi encontrado nesta quarta-feira, 23, em uma cova escavada em um matagal, no sítio Canto, no distrito de Suassurana, zona rural do município.

“A motivação não se relaciona com a prática de magia negra, mas por uma espécie de vingança, foi um crime premeditado”, disse o delegado. “Verificamos imagens de câmeras de um posto de combustível, vimos os acusados com a vítima na sexta-feira passada, e depois localizamos o carro alugado que os levaram para a casa em Suassurana”.

Inicialmente, os acusados negaram participação no crime. O autointitulado Pai de Santo, Gleudson Dantas Barros, 30 anos, acabou confessando para o delegado o motivo do crime, que estaria relacionado com um desentendimento entre ele e a vítima, em uma festa há mais de um ano.

“Depois da briga entre ambos, Barros teria avaliado que perdera clientes e ficara com a imagem abalada por perder o controle emocional e entrar em agressão corporal”, contou o delegado. “Ele nunca esqueceu o fato”. O comparsa então propôs a morte do jovem que foi executado na sexta-feira. O acusado disse que os dois tiros na cabeça que mataram o jovem estudante foram disparados por um adolescente que estaria em outra cidade.

Prisão

Os dois homens presos acusados de participação direta no homicídio do estudante, ocultação de cadáver e posse ilegal de arma de fogo são: Roberto Alves da Silva, 41 anos, e Gleudson Dantas Barros, 30 anos.

Magia Negra 

Segundo investigação da Polícia Civil, a casa onde o estudante foi assassinado é local de prática de magia negra e de consumo de drogas.

“Na casa dos acusados, encontramos vários livros de magia negra e ocultismo, um revólver calibre 38 municiado, duas cápsulas calibre 38 deflagradas, o aparelho celular da vítima, esculturas de entidades relacionadas ao ocultismo, um crânio humano, além de outros objetos relacionados a rituais satânicos”, pontuou o delegado, Wesley Alves.

17:38 · 24.05.2018 / atualizado às 17:38 · 24.05.2018 por

 

Material apreendido na casa dos acusados para rituais de magia negra. Foto: divulgação da Polícia Civil

Os moradores da cidade de Iguatu estão chocados com a morte do estudante, Jheyenderson de Oliveira Xavier, conhecido por Jhey, 25 anos, cujo corpo foi encontrado nesta quarta-feira, 23, em uma cova escavada em um matagal, no sítio Canto, no distrito de Suassurana, zona rural do município.

Dois homens foram presos em flagrante acusados de participação direta no homicídio do estudante, ocultação de cadáver e posse ilegal de arma de fogo: Roberto Alves da Silva, 41 anos, e Gleudson Dantas Barros, 30 anos.

Para o delegado de Polícia Civil de Iguatu, Wesley Alves, a motivação do crime está relacionada com rituais de magia negra. “Essa é a nossa principal linha de investigação”, frisou. “Na casa dos acusados, encontramos vários livros de magia negra e ocultismo, um revólver calibre 38 municiado, duas cápsulas calibre 38 deflagradas, o aparelho celular da vítima, esculturas de entidades relacionadas ao ocultismo, um crânio humano, além de outros objetos relacionados a rituais satânicos”, pontuou Alves.
Desaparecido

Na sexta-feira passada Jhey desapareceu. A população iguatuense realizou manifestações nas redes sociais, a fim de divulgar a foto do jovem e a família procurou a Polícia para registrar o fato. Parentes realizaram buscas na cadeia, IML e hospitais e buscaram informações em empresas de ônibus. A mobilização continuou até esta quarta-feira, 23.
A equipe de investigação da Delegacia Regional de Polícia Civil de Iguatu nesta quarta-feira (23) após diligências e por de informações anônimas, localizou o corpo do jovem, enterrado em uma cova com mais de um metro de profundidade e distante cerca de 10 metros da casa dos acusados.

“Os dois acusados são praticantes de rituais de magia negra”, reforçou o delegado regional, Jeffirson Pereira. Os acusados estão presos na Cadeia Pública de Iguatu.

Repercussão

A morte do estudante do curso de Serviço Social do Instituto Federal de Educação (IFCE), campus de Iguatu, obteve ampla repercussão na região Centro-Sul cearense. O corpo dele foi enterrado nesta quarta-feira, 23, à noite no cemitério Parque da Saudade, em Iguatu.

Jhey Oliveira integrava o movimento Levante Popular da Juventude – Ceará, desde 2013. A entidade divulgou nota afirmando que ‘Jhey nunca abriu mão de lutar em defesa da juventude brasileira, pelo fim de todas as opressões, de preconceitos e em especial a população LGBT’.

O campus do IFCE em Iguatu suspendeu as aulas nesta quarta-feira, 23, e também divulgou nota de pesar sobre a morte do estudante, prestando solidariedade à família e aos colegas de curso.
Nas redes sociais, no Facebook houve várias manifestações, mensagens de solidariedade e de apoio à luta do jovem assassinado.

O padre João Batista Gonçalves, pároco da Igreja Matriz de Nossa do Perpétuo Socorro, no Prado, em Iguatu, e psicólogo clínico, divulgou nota analisando o crime:

“O rapaz assassinado era homossexual e militante do movimento LGBT. Na vida de tantos jovens com este perfil, a cultura e a sociedade preconceituosas, também perpassadas por contextos familiares e comunitários de exclusão e fundamentalismos religiosos, desenvolvem posturas tantas vezes excludentes e geradoras de precariedade e vulnerabilidade psicológica nestes que já sofrem tanto com as crises pessoais de identidade.

Muitos não entendem que o sofrimento empurra jovens assim cada vez mais para “a margem” e os torna expostos a grupos e pessoas exploradoras e abusadoras. Até chegarem a situações trágicas como esta que vimos hoje. O assassinato de mais um jovem, com requintes de crueldade e estranheza que nos assustam tanto, nos fazem pensar na suposta loucura nos atos dos envolvidos.

Precisamos nos perguntar: o que temos feito para criar uma rede de cuidado e proteção social e emocional para esses nossos adolescentes e jovens, tantas vezes inseguros e presas fáceis desses contextos dramáticos?

Acusado morte estudante
Outro acusado morte de estudante
17:48 · 23.05.2018 / atualizado às 17:48 · 23.05.2018 por

O agricultor Andrey Medeiros foi assassinado no município de Lavras da Mangabeira. O crime ocorreu nesta terça-feira, 22, por volta das 6h, no sítio Espraiado. A vítima estava chegando em sua propriedade quando foi surpreendida por dois homens encapuzados que atiraram, provavelmente de espingarda.

Policiais militares realizaram busca na tentativa de localizar e identificar os acusados, mas não obtiveram êxito.

16:02 · 19.05.2018 / atualizado às 16:02 · 19.05.2018 por

 

Maria da Igreja. Foto de Maciel Bezerra

Na manhã deste sábado (19), Maria de Souza Lima, mais conhecida como “Maria da igreja”, morreu na cidade de Cedro. Ela era zeladora da paróquia de São João Batista no município de Cedro.

Maria da Igreja tinha 85 anos, em janeiro de 2016 ela sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) e, desde então, lutava contra problemas cardíacos. O corpo está sendo velado em sua residência na Rua Sinhá de Alcântara, bairro divisão. O sepultamento será às 10 horas, no Cemitério São João Batista.

Dr. Nilson Diniz, prefeito de Cedro, enfatizou o amor de Maria da Igreja e a saudade que ela deixa. “Ficamos tristes por sua partida, o que fica é a saudade da mulher de fibra e amiga de todos nós, sempre nos acolhendo com muito amor na casa do pai”. Nas redes sociais a população escreveu mensagens relembrando a dedicação e atenção que Maria da Igreja tinha com todos os fiéis de São João Batista.

Biografia
Natural de Várzea Alegre, Maria da Igreja, nasceu em 1932 e, no dia 07 de Setembro de 1951 passou a residir em Cedro. Durante a juventude encontrou na igreja Católica e na amizade com os párocos locais a fé para uma vida devotada. Em Cedro, foi responsável por zelar a paróquia São João Batista, atividade que desempenhou até meados de 2016.

Homenagens
Os poderes Legislativo e Executivo já homenagearam Maria com títulos e comendas, por conta do carinho e dedicação a fé e pelos relevantes serviços prestados no município. Em 2014, a Casa da Cultura de Cedro, homenageou com título mulher de fibra em solenidade entregue pela primeira-dama Ana Clécia.