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#PazNoClássicoRei

Publicado em 23/03/2012 - 10:13 por | Comentar

Diretores de Ceará e Fortaleza estiveram conosco falando sobre a união dos dois times em prol da paz entre as torcidas. Às vésperas de mais um Clássico Rei, recebemos Fábio Mota (Fortaleza) e Marcos Medina (Ceará) (ambos estarão também presentes no Painel de Futebol do Desencontro 2012), para um bate-papo bem descontraído sobre mídias sociais, Desencontro e o esforço conjunto para difundir a paz entre as torcidas rivais. Vejam:

A tutela excessiva do estado e as mídias sociais

Publicado em 12/03/2012 - 20:04 por | Comentar

Categorias: Pessoal, social media

Cerveja e Internet. Ainda vão proibir o uso dos dois. Separado ou em conjunto.

Lendo um texto do Superbeta, retorno a pensar num dos problemas renitentes de nossa modernidade: a super tutela do Estado. E como isso ainda há de interferir sobremaneira no uso das mídias sociais por parte da sociedade.

Para o bem ou para o mal, saliente-se. Onde quer que pisemos, há o dedo do Estado. Seja na hora de nos cobrar uma carga tributária desigual, seja na hora de interferir em nossa livre escolha, como por exemplo, ao tentar comprar um remédio para curar uma garganta inflamada. Você não conseguirá mais, pois recente decisão da Anvisa proibiu a comercialização de antibióticos sem a prescrição de um médico. Convivo com essa imposição sempre. Uma otite que me ataca por causa da natação me obriga agora a voltar ao mesmo médico em busca do mesmo remédio.

Ao mesmo tempo em que conseguimos desbravar e mudar o mundo através do alcance das mídias sociais, vivemos também uma paradoxal época de tutela excessiva. O Estado (lato sensu) já proíbe quase tudo ao cidadão moderno. Nas mídias sociais, agora quer demarcar também a livre manifestação do pensamento, impedindo que perfis no Twitter como os de Lei Seca, existam. Eu, sempre bato nessa tecla, sou contra a divulgação e não sigo ou retuito tais perfis. Mas sou ainda mais contra a censura a eles. É direito da população de noticiar que existem blitze do Estado em determinado lugar. O preceito ali abrigado é ainda maior que um eventual mau uso por parte de quem quer que seja. O assunto é polêmico, mas já remonta ao policiamento que se busca implantar à Internet. Vide, por exemplo, a roupagem que dão à tentativa de censura ao Wikileaks, que só veio à tona como grande “Satã” moderno, após denunciar vários desmandos militares dos EUA no Oriente Médio, até então encobertos pela máscara do “Top Secret”. Neste aspecto, Julian Assange não tem nada de vilão, muito pelo contrário.

Estamos em tempos complicados. E aqui segue um desabafo pessoal sobre mídias sociais e o Estado. Elas irão, cada vez mais, dar trabalho, causar e incomodar muita gente. E é importante que o façam mesmo, pois a base do próprio constitucionalismo e da democracia sempre foi o homem se insurgindo contra o poder estatal.

No caso específico do texto citado acima no Superbeta, onde questiona uma nova deliberação da ANVISA contra cigarros, vale lembrar que a proibição do fumo em locais públicos – da qual sou favorável – já foi uma violência aos fumantes, muitos dos quais se viram vítimas do uso do fumo por anos a fio de uma complacência histórica do Estado Brasileiro. De uma hora para outra, o mesmo Estado se torna um algoz impiedoso e joga os fumantes à horda da chamada opinião pública, que sempre acaba por aderir a qualquer discurso de massa, sem ao menos exercitar o direito de questionar-lhes o motivo. Agora, a mesma ANVISA que me proíbe de tratar a minha otite com um antibiótico me obrigando a ir ao médico para receber a mesma receita de sempre, resolve ir contra os fumantes com mais uma votação: do componente dos cigarros.

Eu não sei onde isso irá acabar. Se acabará, mas pela primeira vez eu me vejo com pena dos fumantes que acabam sendo tratados a toque de caixa dessa super tutela do Estado. Particularmente odeio cigarro, mas quando esse mesmo Estado começa a querer se meter até na composição do produto que a gente consome, isso me preocupa. Imaginem quando se virarem para a composição química da minha Cerveja. Espero que ainda reste alguém com pensamento crítico para poder dar um grito.

E La Nave va…


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