Desenroladas

Categoria: Da coluna


10:12 · 12.02.2014 / atualizado às 10:16 · 12.02.2014 por

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Dos blogs direto para as prateleiras das livrarias, Cris Zanetti e Fê Resende, do “Oficina de Estilo”, e Cris Guerra, do “Hoje Vou Assim”, propõem um novo olhar para o consumo de moda. Com uma proposta que valoriza a autoestima, ambos buscam trazer para o exercício diário de escolher o que vestir uma oportunidade de se conhecer melhor e, assim, comprar melhor.

A ideia é aprender a valorizar o próprio corpo, encontrar o seu estilo pessoal e compreender que não é preciso ter todos os lançamentos da temporada para construir um guarda-roupa eficiente e agradável. As “meninas do Oficina” propõem “substituir consumo por autoestima”. Já Cris Guerra aposta em uma “moda intuitiva”.

Disponível em diversas livrarias pelo Brasil, as duas publicações nascem com um conteúdo que vai além do que é postado nos dois blogs, mas que mantêm a mesma essência. Batemos um papo com elas, que revelaram detalhes dos textos e reforçaram as propostas de se valorizar para se vestir ainda melhor.

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Substituindo consumo por autoestima

Buscar em si e no seu modo de vida o mote para compreender as necessidades do seu cotidiano. Para as consultoras de estilo pessoal Cris Zanetti e Fê Resende, essa é a chave para uma relação saudável com o seu closet.

Há 10 anos atuando na área e com um blog de enorme sucesso, o “Oficina de Estilo”, a dupla comenta que via em suas leitoras e clientes muitos problemas comuns quando chegava a hora de se vestir para ocasiões específicas, como reuniões de trabalho ou festas de casamento.

Por insegurança ou falta de informação (dentre tantos outros motivos), muitas mulheres acabam consumindo mais do que deveriam. Mesmo assim, quem nunca afirmou exausta, após “garimpar” no próprio armário, a frase: “eu não tenho roupa”?

Essas são algumas das inquietações femininas que são comentadas no livro “Vista quem você é: descubra e aperfeiçoe seu estilo pessoal”, escrito por Fê e Cris e lançado pela editora Casa da Palavra, em 2013.

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A publicação traz um método desenvolvido por ambas ao longo da década de trabalho conjunto, através do qual a leitora faz um exercício passo a passo de autoconhecimento em busca de uma maior individualidade na hora de se vestir e maior consciência ao realizar compras. O resultado de tudo isso seria: mais autoestima e, consequentemente, mais confiança e satisfação na forma como se encara a vida.

“Não há certo e errado na moda. Quem ‘dita’ o que é certo e errado em revistas de moda também está fazendo escolhas de acordo com o gosto pessoal e da equipe. Você tem que se vestir de acordo com a sua prioridade e as necessidades da sua vida e não do outro. Acho que o grande ensinamento que tentamos passar é ‘vai ser feliz, não precisa ter medo de errar!'”, afirma Cris.

A linguagem leve do livro lembra uma conversa entre amigas e tem até glossário para aquelas dúvidas sobre termos “fashion” que possam surgir ao longo da leitura. Afinal, tanto o público do blog quanto do livro são muito diversos, com mulheres de diferentes relações com a moda.

“Buscamos sempre fazer palestrinhas em eventos de lançamento do livro, assim já temos uma interação imediata com nossas leitoras. Assuntos que sempre vêm à tona são os padrões de beleza que a mídia está nos vendendo, a obsessão feminina com a magreza, o medo de envelhecer, a busca por uma perfeição que não existe”, complementa Cris. Esses e outros temas estarão no próximo livro da dupla da “Oficina de Estilo”, ainda sem título, a ser lançado esse ano.

Em tempo de profusão imagética no qual muitas consumidoras constroem uma relação sempre no “piloto automático” com a vestimenta, essas reflexões tão atuais são cada vez mais bem vindas.

Vista quem você é
Autor: Resende, Fê; Zanetti, Cris
Editora: Casa da Palavra
Preço sugerido: R$39,90

Cris Guerra   

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A moda intuitiva de Cris

Ela é conhecida como a dona do “primeiro blog de looks do dia do Brasil”, o “Hoje Vou Assim”. Mas a mineira Cris Guerra é bem mais do que isso. Publicitária e escritora, Cris transformou o seu blog, que começou como um hobby e um exercício de autoconhecimento, em uma verdadeira empresa.

“Com um ano e meio de ‘Hoje Vou Assim’, ele começou a mexer com a minha vida. Comecei a receber convites para participar de eventos fora de Belo Horizonte, e também para palestras para falar sobre o blog”, relata.

No site, Cris postava os looks que usava para ir trabalhar, sem grandes produções (como a maioria de nós), mas com muita personalidade e até bom humor.

“Foi muito surpreendente perceber que as pessoas tinham em mim uma referência, eu não achava que fazia nada de diferente. Mas percebi que eu tinha uma forma de lidar diariamente com a roupa que me faziam usar as peças de um jeito diferente”, reflete.

Com quase 3 anos de blog, a moda começou a fazer cada vez mais parte de sua rotina. Foi o momento então de dedicar-se a ela integralmente. Deixou a agência e fez cursos de consultoria de imagem para aperfeiçoar o olhar. Porém, o que Cris de fato acredita que é, para ela, a moda é intuitiva.

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“Apesar de respeitar muito a profissão de consultora, eu nunca consegui fazer a coisa com uma cartilha por trás. Isso nunca funcionou pra mim, eu acho que tem consultores que trabalham de um jeito muito eficaz, mas o jeito que eu trabalho sempre foi muito intuitivo”, observa.

A partir de toda essa experiência, nasceu o livro “Moda Intuitiva”, em que Cris revela fazer um trabalho de valorização da autoestima e do autoconhecimento.

“Eu brinco que ele é um livro autobiográfico, mas organizei as informações que estavam no blog para a publicação de uma forma mais didática. Como eu sou uma pessoa do texto, queria fazer um livro que fosse gostoso de ler, que quebrasse essas regras impostas. Eu digo como eu fiz e encorajo as pessoas”, revela.

Para a publicitária e consultora, a leitura pode facilitar a buscar um novo olhar para a moda, que não seja aquele impositivo e sim como uma oportunidade de escolha.

“Ou você encara a moda como uma ‘fazedora’ ou como ‘seguidora’. E o fenômeno dos blog começou como uma forma autoral de moda. Porém, com o fenômeno das super blogueiras, isso se reverteu e elas se tornaram ferramentas para essa escravização da moda. E é isso que busco ir contra”.

Moda intuitiva
Autor: Guerra, Cris
Editora: Lafonte
Preço sugerido: R$34,90

PLUS – A ENTREVISTA COMPLETA COM CRIS GUERRA

 A gente te acompanha desde os primórdios do “Hoje Vou Assim”. Sabemos que ele nasceu despretensioso. Quando você começou a perceber que ele tomava um espaço significativo na sua vida?

A partir de um ano do blog, eu já comecei a perceber que ele tava crescendo, que ele tinha uma coisa diferente. Mas, no começo, meu blog principal era o “Para Francisco”. Acho que o “Hoje vou assim” com um ano e meio é que  ele começou a mexer com a minha vida. Comecei a receber convites para participar de eventos fora de belo horizonte,  por exemplo.

De que forma a moda fazia parte da sua vida antes do blog se tornar referência?

Eu sempre gostei de roupa e tinha algumas frustrações da infância que, quando entrei na vida adulta, fizeram eu me tornar uma consumidora compulsiva. Minha mãe faleceu quando eu tinha 24 anos, então comprava roupa como mecanismo de escape, compensação. A moda, então, não tinha um lugar oficial, até eu mesma brincava com meu vício por compras. Mas quando  entrei na psicanálise,  minha terapeuta chamou a atenção para o meu talento para a moda.
Foi mto surpreendente pra mim perceber que as pessoas tinham em mim uma referência. Eu não achava que eu fazia nada diferente. Mas percebi que eu tinha uma forma de lidar diariamente com a roupa, que me faziam usar as roupas de um jeito diferente. E isso pra mim foi mto importante compreender.

Quando você percebeu que a moda começou a fazer parte da sua rotina diretamente, como foi a decisão de dedicar-se a ela integralmente?

A decisão foi tomada com quase 3 anos de blog  e quando eu fui tomar essa decisão eu percebi que não dava mais pra conciliar meu trabalho de publicidade com o de moda. Percebi que   precisava aproveitar as oportunidades de viajar e quando eu finalmente resolvi, acho que a decisão demorou a ser tomada, porque aconteceu quando foi inevitável. Quando fui comentar com a minha chefe, ela falou: “tava demorando, né?”, porque ela já estava enxergando isso.
Mas foi um começo muito difícil, eu ainda errei muito. No começo, eu enxergava o blog como um negócio, aí eu passei a ter duas pessoas trabalhando comigo e pessoas que eu tinha conhecido a pouco tempo, que vendiam o blog comercialmente e, às vezes, essas pessoas eram muito inexperientes. E eu também tinha uma inexperiência empresarial, não sabia como fazer, não sabia a maneira certa de vender o blog. Eu tive um espécie de sócia, uma amiga, e essa amiga começou a ter um certo ciúme, ela não agiu de forma profissional, porque também queria ganhar roupa e não tinha noção que ali tinha um negócio sério acontecendo. Foi uma amizade que acabou, então o primeiro aprendizado é não se tornar sócio da sua amiga. Hoje eu estou nas mãos de uma agência de talentos, tenho um assessor que cuida de vender minhas palestras, e hoje eu tô muito mais bem assessorada.

 Você passou então a ser convidada a dar consultorias de estilo. Apesar do seu livro de chamar “Moda Intuitiva”, você foi em busca de alguma formação nesse sentido?

Fiz um curso de consultoria de imagem. Mas,  apesar de respeitar muito a profissão, eu nunca consegui fazer a coisa com uma cartilha por trás. Isso nunca funcionou pra mim. Eu acho que tem consultores que trabalham de um jeito muito eficaz, mas o jeito que eu trabalho sempre foi muito intuitivo. Uma boa parte do que a gente aprende, a gente aprende fazendo, por mais que a gente tenha aulas teóricas, a gente aprende fazendo, observando, fazendo de novo, vendo pessoas que você admira fazendo. E na moda foi assim, porque o exercício do vestir diário, essa atividade do look do dia me ensinava muito, o desejo de fazer diferente, de inovar a cada dia, e os próprios erros me ensinaram muito. Eu não faço tanto o trabalho de consultoria de imagens em pessoas, meu trabalho acabou indo pra um lado de descoberta da autoestima, o quanto isso foi importante pra mim, pro meu próprio processo.

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Você diz que a moda foi importante para a formação da sua autoestima, mas muitas pessoas atribuem à ela  e aos padrões a sua baixa autoestima. O que você trouxe de positivo da moda pra você?

Eu digo que tudo depende da maneira como a gente encara a moda. Ou você encara como uma seguidora ou como uma fazedora. E a minha sempre foi de fazedora, porque eu nunca achei que a moda fosse uma ditadura, a moda era um exercício de liberdade, era uma oportunidade. É como disse Gloria Kalil,  “moda é oferta e estilo é escolha”, é como  você usa a moda para encontrar entre as ofertas o que você se sente confortável. E o fenômeno dos blogs é um fenômeno do autoral na moda e  encontrar uma forma sua de fazer moda. Mas,  com o surgimento das super blogueiras, esse fenômeno acaba se revertendo, porque elas viraram ferramentas para escravização da moda, utilizando  termos como “tem que ter”, “devo usar” que os blogs começaram questionando.

Você defende uma busca pelo autoconhecimento para poder vestir-se bem. Qual tipo de exercício você faz e você propõe para esse autoconhecimento?

Eu tenho vários exercícios que eu proponho no livro, não tem como citar todos aqui, mas é considerar o seu dia a dia como uma oportunidade de exercício, porque todos os dias qndo  você tem que se vestir, você tem pelo menos 5 dias de treinamento para algo. Você tem 5 oportunidades de experimentar uma forma nova. Também tem a coisa da mala, a mala te ensina muito porque você restringe seu armário durante um tempo. Eu proponho também que você use só uma parte do armário durante uma semana. Também a fazer uma limpa,  porque quantidade não ajuda, te deixa mais confusa. Uma quantidade menor com cada peça com um potencial maior é o ideal. A ideia é aproveitar o potencial de uma roupa ao máximo,  igual na decoração que a gente pode usar um objeto de uma maneira que ele não tinha sido pensado daquela forma.
Eu, por exemplo, usava muito vestido com calça, saia com calça e já fui criticada. E agora a gente já viu nas passarelas. Às vezes, depois de ir pras passarelas, as pessoas tem coragem de usar. E a gente não precisa esperar alguém permitir.

Você tem alguma referência de estilo? Quem?

Eu tenho uma referência forte que é a Audrey Hepburn, porque acho que os clássicos  têm uma importância muito grande, eles são nosso alicerces. E o alicerces da nossa produção estão nos clássicos, pois  se você usar tudo muito moderno, não ai se sustentar. Ela é um referência de peças atemporais, simplicidade e atemporalidade, é muito boa pras nossas bases estéticas.
A Iris Apfel (americana de 92 anos de idade, decoradora e ícone de moda) é um grande exemplo pra mim, porque cada vez mais velha ela fica cada vez mais confortável com ela mesma. A maneira dela existir na terra é de uma maneira bonita  e é uma coisa que  as consultorias talvez desaconselhariam.

Você começou com o blog e, apesar de ter outras publicações como o “Para Francisco”, porque decidiu escrever esse livro sobre moda?

Eu acho que na verdade, o “Para Francisco” é a adaptação de um blog pra livro, mas eles são diferentes entre si. O livro tem 20 textos a mais que ajudam a contar a história. E se vc pegar o blog hoje tem outros textos que mostram um a evolução literária.
O “Moda Intuitiva” eu brinco que também é um livro autobiográfico, mas o “Hoje Vou Assim ”  não estava lá em forma de livro. O que tem na internet foram me ensinando coisas que passam mensagens subliminares, no livro eu organizei as informações didaticamente. Foi muito difícil escrever o livro porque o resultado disso é um algo que mexe com as pessoas, mas elas tem uma reação muito positiva. Eu sou cronista, assino uma coluna de moda na Band News, brinco que sou uma cronista de moda, falo de um olhar cotidiano, um olhar de fora, e como eu sou uma pessoa do texto eu queria fazer um livro que fosse gostoso de ler. Queria um livro que quebrasse essas regras. eu digo como eu fiz e encorajo

Se você puder definir um lema para a sua vida, relacionada a moda, claro. Qual seria?

O lema pra mim é que a moda é a liberdade que se renova a cada dia.  Se você olha pra moda dessa forma é uma influência mais positiva, um instrumento de afirmação da própria identidade. Ela é a minha aliada para consolidar as minhas diferenças, e a  base da autoestima é a diferença, é ser único.

09:38 · 05.02.2014 / atualizado às 09:41 · 05.02.2014 por
Julia Petit ,blogueira
Conversamos com Julia Petit durante a Couromoda, em que ela divulgava sua parceria com a marca Jorge Alex.  Foto: Gabriela Dourado

Em um encontro durante a Couromoda, feira de calçados e acessórios que aconteceu em São Paulo, conversamos com Julia Petit, editora do site de notícias que aborda a moda e o universo pop “Petiscos”. A consultora e blogueira estava na feira para divulgar a campanha da marca Jorge Alex, da qual é garota propaganda. E o que começou como uma entrevista, acabou fluindo para um grande bate papo sobre os mais diversos assuntos.

Jorge Alex

“Eu uso a marca há muito tempo e, por conta do meu trabalho, tenho que ter mesmo muitas coisas para usar. Então a grife já é nossa parceira há alguns anos e esse trabalho para a campanha acaba soando muito natural, porque as pessoas já me viam muito usando as peças da marca”.

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Anos 90

“Essa é uma das tendências mais fortes da estação e, pra gente que viveu intensamente os anos 90, tudo ainda está muito fresco. Eu gosto do grunge, por exemplo, por ser muito confortável. E era uma característica dos anos 90 isso de misturar uma peça bem pesada com algo mais leve. Foi uma década diversa, tinha um exótico muito legal. Pra música, o house começou nos anos 90 e os clubbers estavam com tudo. Mas a minhas referências musicais são muito de quem veio daquela época e continuou. Não tenho essa admiração por quem ficou por lá, como o Nirvana, por exemplo. Eu gosto muito mais do Dave Grohl e do Foo Fighters. Tem ainda o Pearl Jam, Eddie Vader ou o Sound Garden, que evoluíram de uma maneira interessante”.

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Julia tem um estilo que “sustenta” infinitas produções, sempre fashionistas e elegantes

Livros

“Há cerca de quatro anos, nos procuraram para fazer um livro do Petiscos, mas acabou não rolando. Hoje tem alguns blogs que acompanho que foram para a versão impressa como o Oficina de Estilo, mas o Oficina é um blog bem específico, de dicas, sobre a profissão das meninas. E o Petiscos é muito diverso, um site de notícias mesmo. E eu também não tenho interesse em fazer um livro sobre a minha vida. Eu quero até produzir um livro, mas é um projeto mais pra frente e preciso pensar bem sobre como seria essa publicação. Outro motivo para eu não pensar muito nisso é porque acredito muito no conteúdo digital e é nisso que sempre penso em investir, que planejo trabalhar.

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Anunciantes

“O Petiscos começou trazendo sempre muitas críticas e com um tempo percebi que a gente foi se acalmando, ficando meio chapa branca e eu não queria isso. A equipe deu uma acordada e voltamos com as nossa críticas que são muito características do site. A gente chegou em um momento da moda em que precisamos dar a informação para que as próprias pessoas façam as suas escolhas. Então, quando você deixa de falar de um assunto com medo de não faturar, você deixa de dar essa informação. E o cliente bacana quer um veículo idôneo, que não se vende, que não fala bem só porque está pagando. E a gente tem essa liberdade no site”

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Julia Petit é criativa em seus looks e tutoriais de make, que mostram que é possível ir muito além do “olho preto e boca nude”

Tattoo

“Hoje, se você quer ser diferente, não tenha tatuagem. Todo mundo tem! E a tattoo é uma relação da gente com a gente mesmo, mas, pra mim pelo menos, não muda em nada minha personalidade. Eu tenho as que gosto mais, as que gosto menos, as com significado e as sem significado. Tatuei esses dias uma concha simplesmente porque queria tatuar uma concha. Sem drama!”

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Televisão

“Eu pedi para me ausentar do ‘Vamos combinar seu estilo’ por conta de pendências pessoais, estava precisando ficar mais em casa por conta do meu pai (Julia perdeu o pai recentemente). Já temos um novo projeto para voltar à TV, no próprio GNT, mas tudo ainda no começo, com calma”

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Julia e Mariana Weickert quando a ruiva ainda fazia parte do programa “Vamos Combinar Seu Estilo”
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Julia na época do “Base Aliada”, seu outro programa na TV

Manual

Os tutoriais de beleza de petit

Contorno facial
Para uma pele perfeita
Julia Petit valoriza uma pele bem trabalhada na maquiagem. Neste vídeo, ela ensina o básico do contorno facial, para iluminar o que deve ser valorizado e disfarçar imperfeições

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Fantasia
Makes para o carnaval
Entre os tutoriais, outros que costumam fazer sucesso são os estilo fantasia. Ótimas inspirações para essa época de carnaval, como este de colombina

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Cabelo
Penteados práticos
Além das makes, Julia também arrasa nos penteados e ensina desde produções simples até as mais elaboradas para fazer em casa

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*A coluna viajou a São Paulo com exclusividade à convite da Couromoda

 

10:32 · 29.01.2014 / atualizado às 10:36 · 29.01.2014 por

Depois da febre dos spikes e tachinhas, as correntes surgem como uma nova proposta para adornar os sapatos. Com aspecto rocker ou fetichista, os elos estiveram entre as principais apostas apresentadas na Couromoda

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Cara Delevingne em desfile da Chanel outono- inverno 13/14. As “chain boots” se tornaram desejo imediato e as correntes inspiraram coleções

Os motivos para as mulheres adorarem tanto o universo dos sapatos são os mais diversos. Há quem tenha neles a segurança de que não será “abandonada”, já que a numeração não muda. Ou quem se encante pelas infinitas possibilidades de design que os modelos podem apresentar. Ainda tem o grupo de mulheres que usam os sapatos como arma de sedução. Em todos eles, há algo em comum: o fetiche que esses acessórios representam.

Não à toa, os sapatos têm esse aspecto, afinal são acessórios com um alto poder de atração e são sedutores a partir de seus formatos ou materiais. E se já são responsáveis por causar todo esse desejo feminino, uma tendência para o inverno/2014 tem tudo a ver com a relação fetichista: as correntes.

Durante a Couromoda, feira Internacional de Calçados, Artefatos de Couro e Acessórios de Moda realizada em São Paulo, as correntes se mostraram presentes nas coleções de grande parte das marcas e mostram ser a grande aposta da temporada.

Clássico

Para a Chanel, as correntes são um clássico e costumavam estar presentes nas alças das bolsas mais desejadas. Porém, durante o desfile outono/ inverno 2013/2014 “Ready To Wear”, apresentado durante a Paris Fashion Week, as modelos desfilaram botas e acessórios cobertos por correntes pesadas.

Das passarelas da Chanel, o destino é sempre o mesmo: o desejo absoluto entre as mulheres. Adornando botas, sandálias, flats e sapatilhas, as correntes se apresentam na próxima temporada como uma alternativa às tachinhas e spikes, exaustivamente utilizadas em coleções anteriores.

Modelos

As leituras da aplicação nos sapatos podem ser as mais diversas e inspirar produções em diferentes estilos. Desde uma propostas mais rocker (que conversa bem com a tendência grunge dos anos 90, forte aposta da temporada), em coturnos e botas mais pesadas, até um lado fetichista e sexy, em sandálias de salto alto ou botas mais clássicas.

No design dos sapatos, as correntes aparecem também em propostas diferentes. Soltas no peito do pé, passadas por debaixo do salto, aplicadas em tiras, envolvendo o solado ou até no formato do salto foram algumas das propostas observadas na feira.

Como protagonista ou apenas como um detalhe, vamos começar a ver os elos tomando conta das vitrines por aí. Além dos calçados, a proposta é que as correntes também surjam em colares, pulseiras, gargantilhas, cintos e brincos. Se você se identifica com a tendência, não será difícil encontrar um acessório que combine com o seu estilo.

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1 – Bota Arezzo | 2 – Bota Lilly´s Closet | 3- Bota Usaflex   | 4, 5 e 6 – Botas de salto fino Colcci
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1 – Sandália Ramarim | 2 – Miezko | 3 – Colcci 4 – Vizzano
rasteiras
1 – Rasteirinha Dafiti | 2 – Alpargata Miezko | 3 – Alpargata Dafiti | 4 – Rasteirinha Dafiti

* A coluna viajou com exclusividade à São Paulo a convite do evento

PLUS. Dá só uma olhada como as correntes já tomaram conta das ruas em looks cheios de personalidade:

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09:21 · 22.01.2014 / atualizado às 09:23 · 22.01.2014 por

Jovens empresárias cearenses contam como vêm alcançando sucesso com suas respectivas marcas nas redes sociais, usando os looks do dia como ferramenta de disseminação de novidades das lojas

Fotos: Beatriz Bley

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Vestir uma produção especial, caprichar na maquiagem, fazer pose, clicar o visual e compartilhar a imagem com os amigos virou rotina entre as usuárias de redes sociais, como o Facebook e Instagram. Popularizado pelos blogs de moda, os “looks do dia” vão além da simples catalogação pessoal e “egomania”, tornando-se uma forma certeira para divulgar marcas online.

É o que garante a empresária Bruna Waleska Quinderé, sócia da loja multi-marcas Rouge, que iniciou de maneira informal e hoje, cinco anos depois, vê suas vendas alavancadas graças à força das mídias sociais.

“Procuramos atualizar nossas clientes com tudo o que acontece na loja através do Instagram (@lojarouge) e Facebook (/rouge.meireles.1). Quando postamos os looks, o retorno é imediato!”, conta. Formada em Fashion Image Consulting pelo Instituto Marangoni de Paris, Bruna credita a grande influência desse tipo de postagem à praticidade e ao realismo das fotografias.

“É bem mais fácil a cliente se imaginar em uma roupa sendo usada em uma pessoa ´normal´ do que em uma modelo que é super magra, alta, maquiada e com muito ´Photoshop´. Com o meu Instagram (@brunawaleska), também proponho algumas produções fáceis de usar e atualizadas nas principais tendências. Acho que por isso ela adoram!”, entrega.

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Bruna waleska é sócia da loja multi-marcas Rouge e viu suas vendas alavancadas graças às mídias sociais, nas quais costuma postar seus looks

Marketing

Para Martha Gabriel, escritora e consultora de marketing digital, entender o público-alvo da empresa e a forma como ele se relaciona com o ambiente digital é o primeiro passo para o sucesso. Ela é autora de livros como “Marketing na Era Digital” e “SEM e SEO: Dominando o Marketing de Busca”, ambos referências na área em nosso País. Para Martha, uma das grandes mudanças na comunicação atual é que o público não é mais somente alvo, passando também a ser gerador de conteúdo. Fenômenos como o “selfie” e “looks do dia”, entram nessa categoria.

Além de publicarem online suas produções, as empresárias Camila Lima e Ana Carolina Pinto, sócias da marca Viori, também contam com as postagens de suas clientes para fortalecer o conteúdo digital. “As clientes são um elemento-chave do nosso sucesso, pois sempre postam fotos usando nossa marca. Isso gera uma propaganda boca-a-boca, que agora podemos chamar de Instagram-a-Instagram”, brinca Ana Carolina.

Criada em 2008, a Viori tem uma moda “casual chic” que segue em ritmo de fast fashion. “Trabalhamos com um giro rápido de produção para poder atender com eficiência e alta qualidade tanto nossos clientes atacadistas, como os nossos consumidores finais (varejistas)”, afirma Camila.

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Carol pinto e Camila Lima comandam a Viori e garantem que os looks usados por elas mesmas e postados nas redes sociais ajudam nas vendas da marca

Segundo a empresária, o sucesso da marca nas redes sociais é tão grande que elas precisaram criar um serviço exclusivo de atendimento em casa, para agilizar as vendas. “Nossa maior venda é devido ao Instragram. As pessoas veem a foto e já querem comprar o look. O retorno é imediato!”, complementa.

Mas é claro que não é só com uma ideia na cabeça e um bom smartphone na mão que se ergue uma empresa. O segredo está no árduo trabalho nos bastidores e também em saber administrar bem o conteúdo publicado nas redes, prezando por qualidade e planejamento.

“Tento postar meus looks todos os dias, sempre com peças que sejam realmente interessantes”, indica Bruna Waleska. Além disso, é importante buscar perfis influentes e interagir com os usuários, como conta Ana Carolina. “Faça parcerias com blogueiras ou formadores de opinião na sua área, para divulgar a sua marca em outros perfis e assim impulsionar a grife. Interaja com seus clientes, sempre respondendo às perguntas ou deixando um recadinho”, indica.

E, claro, procure sempre ter fotos interessantes prezando pela qualidade da imagem e mantendo-se fiel ao estilo da sua marca.

Mais informações

Rouge
Travessa Mei Mei, 30, Meireles. Tel.: (85) 3242.6374.
http://www.lojarouge.com.br/
Viori
Rua Ana Neri, 462, Montese. Tel.: (85) 3055.2807 / (85) 9695.1051. http://www.viori.com.br/

09:32 · 15.01.2014 / atualizado às 18:18 · 15.01.2014 por

O grunge, o minimalismo, o desconstrucionismo e a street wear entram no editorial da coluna Desenroladas, que faz uma mistura das principais tendências lançadas na década de 90

Zoeira

Do Nirvana às “Patricinhas de Beverly Hills” (1995), passando pelas Spice Girls e pela novela “Vamp” (1991/92), inúmeros são os ícones desse período.

Uma das marcas mais representativas da década, a Calvin Klein lançou em 1990 o vestido tubinho que seguia o lema “menos é mais”, um marco do minimalismo. Linhas simples, cores neutras e ausência de estampas compõem esse estilo clean, um contraste à euforia das roupas coloridas dos anos 80 e também ao movimento grunge de Seattle.

Com origem na cena musical e tendo Kurt Cobain (então vocalista do Nirvana) como principal representante, o grunge lutava contra o sistema, mas acabou sendo englobado por ele. Os estilistas norte-americanos Marc Jacobs e Anna Sui foram alguns dos responsáveis por levar essa tendência às passarelas. Até a toda-poderosa Vogue se rendeu às camisas de flanela, às camisetas “podrinhas” e aos jeans rasgados.

Do outro lado do oceano, estilistas como o japonês Issey Miyake e o belga Martin Margiela buscavam subverter as modelagens tradicionais e reavaliar o significado das roupas, criando uma moda de vanguarda conhecida como “desconstrucionismo“.

Para produzir um look atual, o segredo está no crash de referências, resultando em composições únicas e cheias de atitude!

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Vestido: Anamac / Pochete: Santa Lolla
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À Francesa. Blazer: Brechó Reinvenção / Conjuntinho Rosa: Anamac / Anel: Full Vinyl / Sapatos: Santa Lolla
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Mochileira. Vestido preto: Anamac / Jaqueta jeans: Dress To / Mochila: Jinja Bolsas

Zoeira

Zoeira
Tudo Junto. Anel: Full Vinyl / Conjuntinho com estampa tropical: Dress To / Tênis listrado: Santa Lolla
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Grunge chic. Joias: Eliana Alcântara / Vestido tubinho: Anamac / Camisa Xadrez: Acervo / Sandálias: Santa Lolla

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Zoeira
Rock com glamour. Bolsa “boca”: Full Vinyl / Blazer listrado: Anamac /
Colar: FYI / Camiseta “Kurt Cobain”: Full Vinyl / Saia jeans: Dress To / Tênis com spikes: Santa Lolla

Zoeira

Fotos: Lucas Menezes
Modelo: Isabel Paiva
Produção, Styling e Maquiagem: Desenroladas
Locação: Muros grafitados durante o festival Concreto

Anamac: 3477.3560
Brechó Reinvenção: 3253.0474
Dress To: 3241.0166
Eliana Alcântara: http://elianalcantara.goodsie.com/
Full Vinyl: 3268.3706

11:21 · 08.01.2014 / atualizado às 11:43 · 08.01.2014 por

O ano começou e, com ele, o verão. Com o calor tomando conta do Brasil e as férias ainda rendendo dias de folga, é hora de colocar em prática uma das resoluções de ano novo: viajar! Para que você faça uma mala eficiente, montamos um checklist

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Todo ano começa com a famosa “lista de metas”. Entre “voltar à academia”, “fazer dieta”, “ajudar mais ao próximo” e “ler mais livros”, outro item costuma ganhar destaque: viajar mais. Para quem não vê a hora de colocar em prática essa resolução de ano novo, preparamos um checklist para facilitar a arrumação da mala. Esse momento pode parecer chato, mas é essencial para o sucesso da seu momento turista. Afinal, nada mais chato do que esquecer aquela peça que você comprou especialmente para o local ou o creme leave in que “doma” os cabelos em climas mais úmidos.

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Para que qualquer viagem seja um sucesso total, é importante que a bagagem não atrapalhe e seja útil, prática, funcional e eficiente. Por isso, nada de sair carregando a casa inteira por conta daquela sensação de “pode ser que precise”. O ideal é verificar o clima do local, quais programas pretende fazer (tanto noturnos quanto diurnos) e o tempo de viagem. Para que você não passe nenhum aperto, montamos essa lista com todos os itens essenciais para uma viagem de cerca de 10 dias, em clima de verão. Recorte a lista ao lado (ou salve essa imagem no seu computador e imprima) e use-a na hora de aprontar as malas. Depois, é só curtir!

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17:05 · 31.12.2013 / atualizado às 17:05 · 31.12.2013 por

Aqui no blog e na coluna Desenroladas, gostamos de ver a moda pelo viés da história, da antropologia, da filosofia e da comunicação. Mesmo em tempos hiper conectados, onde as informações são tão rápidas e com fenômenos como o fast fashion, que mais pasteuriza que de fato ajuda a construir a moda (nesses termos citados anteriormente). Mas cabe a nós enquanto jornalistas garimpar essas informações para levar ao máximo de leitoras/consumidoras uma moda apurada, pensada e acessível. É claro que nós também amamos saber o que está em alta e de que forma essas tendências podem ser usadas no nosso dia a dia. Como transformar aquela produção impecável e conceitual da passarela em um look real e possível? A missão não é das mais fáceis, mas abraçamos esses desafios com muito carinho. Assim como a vontade de quebrar as tão famosas “regras da moda”, como o mito de que gordinhas não podem usar listras horizontais ou que tem que ser super magra para ficar bem de hot pants.

Aqui, cabem todas as regras que você quiser. Todas os seus desejos de moda, da forma que você quiser comunicar sua personalidade. Aqui cabem as marcas-desejo, mas também aquele achado de brechó e até o desapego de uma amiga. Inclua um design inovador, doses de itens básicos, um pouco de tradição artesanal e o que mais você quiser. O resultado é uma moda real e cheia de história pra contar. A sua história.

Listamos aqui as colunas que mais curtimos realizar em 2013:

O Potencial do Ceará – Dragão Fashion Brasil

Sim, você pode tudo! – Moda Plus Size

Entrevista com a Maquiadora Vanessa Rozan – Make simples

A moda inovadora de Londres

A moda que virou mania – O estilo da Califórnia

De olho na jardineira – Editorial marcando a volta da jardineira

Cinema fashion – Filmes que marcaram ou foram marcados pela moda

Sexy On the Beach – Editorial de moda praia

No clima de Sampa – Street Style

Estilo à flor da pele – Entrevista com Brisa Issa

Com amor e com estilo – Guia de looks para grávidas

Nos encontramos em 2014?

10:07 · 18.12.2013 / atualizado às 10:07 · 18.12.2013 por
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O círculo cromático mostra combinações harmônicas de cores, como complementares ou análogas



Usar lingerie amarela na festa de Réveillon “chama” sorte e dinheiro para o ano seguinte? Saiba mais sobre a simbologia das cores na moda. Superstição ou tradição, a verdade é que o poder simbólico das cores está muito mais enraizado em nossa cultura do que podemos imaginar.

O pintor holandês Vincent Van Gogh (1853-1890) é conhecido pelo uso de tons intensos em suas obras de arte. “Como mostrar o trabalho de um camponês na mais ardente colheita, em pleno meio-dia? Com alaranjados fulgurantes como o ferro sob as chamas e até mesmo nas sombras utilizarei um ouro luminoso”, afirmou certa vez em carta para o irmão, Théo.

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“12 girassóis numa jarra”, de Van Gogh

Não por acaso, ao longo da história muitos artistas e estilistas tiveram seus trabalhos marcados por tons específicos: a fase azul de Pablo Picasso (1881-1973); o preto e branco de Coco Chanel (1883-1971); os tons vibrantes de Frida Kahlo (1907-1954); o vermelho de Valentino; o azul royal usado pelo artista plástico Yves Klein (1928-1962), que, aliás, acabou se tornando uma das cores mais usadas na moda na última década.

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“Lagoa Particular”: o azul esverdeado é a aposta da Coral como tom-tendência do próximo ano

Uma das correntes de pensamento mais antigas a estudar a simbologia das cores, o Feng Shui busca o equilíbrio cromático nos ambientes de forma a preservar as boas influências e reduzir efeitos de possíveis “energias negativas”. Os diferentes significados dos matizes têm ação fundamental. A cor violeta, por exemplo, remete à paz de espírito, tranquilidade e sossego.

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“Radiant Orchid”, a cor de 2014 segundo a Pantone

Esse tom é uma das bases do “Radiant Orchid” (um lilás rosado), escolhido pela Pantone como Cor de 2014.  A empresa é uma das líderes mundiais em sistemas de cores e essa seleção anual exige uma análise cuidadosa dos tons que influenciam a indústria criativa no período, do cinema às passarelas.

Outra aposta de tendência para 2014 é a cor “Lagoa Particular”, um azul esverdeado que, segundo o estudo “Colour Futures” da Coral, reflete o equilíbrio e o desejo de descobrir. Inspire-se com o círculo cromático ao lado para compor looks ainda mais criativos e cheios de simbolismos em 2014!

Aposta dos profissionais:

“Busco não seguir tendências nas minhas criações. Por isso, uso cores atemporais como tons pastel, preto e tons crus. Elas determinam o conceito geral da marca, de uma moda mais duradoura” 

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Estilista
Aposta de cor para 2014: verde oliva

“A relação de luz e cor é a base do meu trabalho, ajuda a transmitir minhas ideias. Seja para envolver o observador, criar uma atmosfera ou simplesmente para organizar o contexto da foto”

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Caio Ferreira
Fotógrafo
Aposta de cor para 2014: azul petróleo

08:53 · 11.12.2013 / atualizado às 12:52 · 14.12.2013 por

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“Dostoiévski certa vez disse: ‘A beleza salvará o mundo’. Agora, quem salvará as modelos?”. O questionamento feito pela modelo Michelli Provensi publicado no site Petiscos já chega quebrando alguns estereótipos da sua profissão. Foi seguindo na contramão de tudo o que se pensa sobre esse universo almejado por inúmeras meninas, que Michelli publicou “Preciso Rodar o Mundo”, livro em que conta os bastidores da trajetória de uma modelo “real”.

Na profissão há 12 anos, Michelli não chegou a ser top (“poucas são. O mercado não comporta muitas tops, os cachês são muito altos), mas pode-se considerar uma modelo de sucesso, com campanhas e desfiles importantes pelo mundo inteiro.

Natural de Maravilha (SC), Michelli foi descoberta durante um concurso para o Diário Catarinense. A partir daí começou a sua peregrinação pelo mundo, passando por mais de 37 países e dividindo apartamento com 127 meninas no total. Ela conta os bastidores da profissão, assim como mostra também outras modelos cearenses. Não, não é fácil.

Quais as situações mais adversas que uma modelo costuma viver?

O mais difícil é a pressão do mercado em si, que exige muito do nosso psicológico e do nosso corpo. Também já dividi apartamento com 127 meninas no total e com isso tive que aprender a conviver com pessoas de todo jeito. E, em um apartamento com tantas meninas, nem todas trabalham bem, então tinha muita inveja. As meninas chegavam a colocar vinagre no leite da outra para azedar. Outras atrasavam o relógio da colega para ela chegar atrasada no casting.

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Como você lida com essas vaidades que costumam imperar no mundo da moda?

Você tem que ser meio psicóloga das suas colegas. Eu tentava entender o que acontecia com cada uma, se era um problema de família (que muitas têm). É um mercado que tem egos bem gigantescos, então você tem que aprender que isso é só um trabalho. Acontece também das pessoas, em algumas temporadas, te tratarem bem e depois, se você não estiver tão em evidência, te tratarem mal. Eu não gostava disso.

Como você conseguia interpretar essas angústias das outras meninas?

Eu lia muitos livros de psicologia, além de ser uma coisa muito minha isso de ouvir o outro. Além disso, ajudando as outras meninas eu também estava me ajudando, eu conseguia entender os meus dilemas. Eu sou uma menina normal, que chegou o mais próximo do sucesso que uma modelo pode chegar sem ser uma ‘top’. Porque as ‘tops’ são cada vez mais raras, o mercado não consegue nem suprir os cachês muito altos delas.

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Que relação você mantinha com a escrita anteriormente? Tinha diários?

Sempre mantive diários e tenho até hoje. Eles foram muito importantes no processo de pesquisa do livro. Aliás, aconselho a toda menina a escrever um diário, pois ajuda a botar nossas questões pra fora. Recomendo também a fazer terapia. Aliás, queria muito que toda agência tivesse um acompanhamento psicólogo e nutricional, pois as meninas sofrem muito com as pressões do mercado, principalmente as relacionadas ao peso e às medidas. A minha agência tem, mas é raríssimo. Era algo que deveria vir no pacote.

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Você é a favor da mudança do padrão exigido pelo mercado?

Esse padrão de magreza não vai mudar tão cedo. É uma consciência mundial que tem que ser mudada. Eu gostaria que as pessoas entendessem que geneticamente o ser humano é diferente, limitar o quadril a 90cm para todo mundo é algo muito difícil de manter. E os estilistas querem meninas cada vez mais magras e por isso existem modelos tão novas trabalhando. Eu acredito que a mudança tem que começar pelo cliente, em não apoiar e não selecionar meninas tão magras.

Você chegou a comentar em um post no site “Petiscos” uma frase de uma amiga sua: “A geladeira está vazia, mas meu guarda roupa é de dar inveja!”. Explica melhor um pouco essa questão.

Muitos cachês são pagos em roupa. Isso acontece muito, principalmente no começo da carreira. Eu não aceito mais cachê só em roupa, peço pelo menos uma parte em dinheiro porque meu IPTU não consigo pagar com roupa. Pode até ser importante no começo, quando você precisa estar bem vestida para os castings, mas depois de um tempo enche o saco. Mas isso acontece inclusive em Nova York. O Marc Jacobs, por exemplo, só paga as meninas em peças.

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Sua publicação gerou algum mal estar nos backstages, por revelar esses bastidores do mundo da moda?
Não, acredita? Eu fiquei até surpresa. As pessoas entenderam que era meu ponto de vista e das coisas que eu tinha vivido. Eu tive uma aceitação muito grande por parte das pessoas da moda. Muitos produtores, stylist, maquiadores me escreveram elogiando. Eu posso até ter dado uma cutucada em alguém no livro, mas não ofendi ninguém. A ideia era mesmo mostrar o lado humano das modelos, que não precisam de ninguém nos ofendendo, nos chamando de gorda. Não precisa gerar essa energia.

Porque não esperou se “aposentar” para escrever esse livro?

No começo eu estava um pouco mais medrosa, pensava em como ia falar sobre esses assuntos. Mas depois pensei que tinha mesmo que contar enquanto sou modelo, enquanto vivo tudo isso. Mas no livro eu também uso muito do humor para não machucar ninguém. Nem quero assustar as meninas que sonham com a profissão, mas quero que elas tenham noção de que é um trabalho, que você tem que estar preparada psicologicamente e se conhecer para não ficar frustrada.

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Como você lida com o estigma de “burrice” que permeia a sua profissão?

Quando eu dizia que queria publicar um livro, eu sentia uma certa surpresa. Mas também muita admiração. O sentimento que eu tenho é de que fui muito apoiada pelos meus colegas, porque rola um ‘bullying’ muito grande de que a gente é fútil e burra. Então foi difícil até para encontrar uma editora, porque não era a Gisele Bündchen escrevendo um livro, era uma modelo normal, que é mais conhecida no mercado da moda mesmo.

Que mensagem final você deseja que as pessoas tenham a partir do seu livro?

Quero que as pessoas nos enxerguem como batalhadoras e vejam que o glamour fica muito para o espectador.

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Autor: Provensi, Michelli
Editora: Da Boa Prosa
Nº de Páginas: 256
Preço sugerido: R$39,90

 

 Depoimentos de modelos cearenses sobre as dificuldades da profissão:

Karen Palhano

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“Sou modelo há seis anos e atualmente moro em Singapura. Os momentos mais marcantes da minha carreira foram uma campanha para promover a revista Capricho, da qual sempre fui leitora, e quando fotografei pra revista GQ em Xangai (China). Adorei fotografar pra uma revista internacional! Mas não é tudo glamour, muito menos moleza. Ter a consciência de que o trabalho não vem fácil e sem esforços é uma dica importante a ser dada. A modelo deve ser forte, saber o que quer e que essa profissão não é ‘brincadeira’. Não basta ter só um rosto bonito. Devemos estudar, estar sempre por dentro do que está rolando no mundo da moda, treinar pose, atuação e ter o espelho como seu ‘melhor amigo’. A parte mais difícil da profissão é modelar num país no qual a população não fala inglês, nem a sua língua e você também não fala a língua deles. Ainda por cima tem os costumes totalmente diferentes dos seus, o que por vezes é estressante. Você abusa das mímicas, mas chega a ser cômico também e você aprende bastante. Uma vez o fotografo pediu em ‘inglês’ pra eu sentar e sorrir, mas pronunciou ‘shit and smell’. Fiquei confusa né gente? (risos).”

Luiza Kemp

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“Quando coloquei os meus pés na China, em minha primeira viagem internacional, foi um momento muito marcante. Tinha 15 anos na época. Já a Turquia é um lugar perigoso para trabalhar e as modelos são confundidas com prostitutas. Existem agências sérias, mas são poucas. Graças a Deus não aconteceu nada comigo porque tive auxílio da embaixada do Brasil para sair do país. Por isso repito a importância de checar bem as pessoas com quem você irá trabalhar, buscar agências com bons nomes no mercado e sempre procurar as referências do lugar.
Outro lado que as pessoas normalmente desconhecem é o quão cansativo é o nosso trabalho. São horas de espera, tanto nos castings (seleção para trabalhos) como nos desfiles, onde chegamos de manhã para trabalhar só à noite.
E por último, as situações mais curiosas/adversas foram um ensaio de salto na proa de um navio (o que foi bem arriscado) e contracenar com um homem vestido de coelho que só falava japonês, durante toda a madrugada, para um comercial da Panasonic.”

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13:59 · 04.12.2013 / atualizado às 14:00 · 04.12.2013 por

Evento como o Mercado Mundo Mix é uma ótima opção para antecipar suas compras de Natal com achados criativos. Saiba mais sobre o projeto e outras feiras descoladas que acontecem em Fortaleza

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O Mercado Mundo Mix acontece pela primeira vez em Fortaleza no North Shopping Jóquei

Deixar as compras de Natal para a última hora não costuma ser uma boa ideia. Com mais tempo para pesquisar, você pode encontrar produtos especiais, de boa qualidade e o melhor: com precinhos camaradas. Reunindo esses três pontos e ainda com um toque extra de criatividade, indicamos três eventos em Fortaleza para quem deseja fugir das rotas tradicionais.

Há quase 20 anos no Brasil, o Mercado Mundo Mix acontece pela primeira vez na capital cearense, entre os dias 5 e 24 de dezembro, das 14h às 22h, no North Shopping Jóquei. Mais de 40 marcas participam dessa edição, realizada em parceria com o Dragão Fashion Brasil.

Estrearemos em Fortaleza, em primeira mão, com um novo formato, mantendo as características de vanguarda, multiculturalismo e ousadia do Mercado Mundo Mix“, afirma Beto Lago, idealizador do evento cuja estreia no Brasil aconteceu em 1994. Nos estandes, é possível encontrar marcas como Cavalera, Têca, AMP – A Mulher do Padre, Aleides Maria, SIS Couture, JuXavier, Miss Lolla, Kza do Dragão, Laplage, Robia, Ahaze, DLT, Dólmen, Junkie, entre outras.

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Tendo o DNA nordestino e brasileiro como foco, a feira apresenta novos talentos, ideias e tendências nas áreas de arte, música, moda e design. A programação do Auditório Mix é gratuita, aberta ao público e inclui palestras, desfiles, exposição de artistas plásticos e DJs para deixar o ambiente mais animado enquanto os consumidores aproveitam para garimpar.

Entre os destaques da programação estão: “Workshop de Automaquiagem”, com Aline Carvalho Cavalcante (dia 11/12, das 16 às 18h); “Palestra: Tendências de Moda para o Verão 2014”, com a designer e figurinista Paula Baiôco (dia 11/12, das 19h às 21h); “Workshop Decoração de mesa para eventos”, com Aldenizia da Costa Girão (dia 12/12, das 16h às 18h); “Workshop de drinks e coquetéis”, com Francisco Chaves (14/12, das 16h às 18hs); e “Palestra: Dicas e Técnicas com Câmeras Digitais Compactas”, com o fotógrafo Mizael Carneiro (18/12, das 19h às 21h).

Além das opções diversas de compras e dos ótimos preços, eventos como o Mercado Mundo Mix servem como mola propulsora de novos criadores, fortalecendo o comércio local e colaborando com a sustentação de novas marcas.

Após 200 edições realizadas, a feira já passou por 14 cidades e revelou talentos da moda nacional como: Alexandre Herchcovitch, Marcelo Sommer, Mário Queiróz, André Lima, Thais Gusmão, Chilli Beans, Carlos Tufvesson, Marimoon e A Mulher do Padre.

Para Cláudio Silveira, realizador do Dragão Fashion Brasil, esta é uma ação de grande importância para o comércio cearense. “Que nossas empresas aproveitem essa grande troca de saberes com as marcas brasileiras convidadas a participar do evento“, comenta o produtor.

Agora é se jogar no garimpo e fazer verdadeiros achados para rechear a base de sua árvore natalina. Boas compras e Feliz Natal!

Mais informações

Mercado Mundo Mix
5 a 24 de dezembro, das 14 às 22h, no North Shopping Jóquei (Av. Lineu Machado, 419).

Babado Coletivo

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Enquanto um evento como o Mercado Mundo Mix ainda não chegava à Fortaleza, um grupo de jovens designers e empreendedores resolveu arregaçar as mangas e criar a própria feira. É o Babado Coletivo, união de jovens marcas cearenses.

Nós já comentamos sobre o Babado por aqui, mas a nova edição, que acontece hoje, no Floresta Bar, conta com várias novidades. A proposta dessa vez tem como temática o universo de viagens, mochilões e férias que envolvem o final do ano.

Seguindo o tema, a Nayana Estanislau surge recém-chegada de uma super trip pela Califórnia. Em seu espaço, a estilista alia suas confecções próprias a achados que fez pelos Estados Unidos.

Também no clima, a Ahaze apresentará a coleção “Alma Viajante”, inspirada pelo universo “wanderlust” (termo alemão que significa “um forte desejo ou impulso de viajar e explorar o mundo”).

Hoje, de 17h às 22h, no Floresta Bar (Av. Santos Dumont, 1788). Entrada gratuita (3044.2226)

Bazar Desapego

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O Bazar Desapego promove neste fim de ano uma edição comemorativa. Já são dez edições do evento que promove o desapego e ainda abre espaço para novas marcas. Dois dias estão reservados: dias 7 e 14, no Fá Chá Casa de Bar.

Entre as novidades, uma proposta solidária em que o evento solicita doações para a Toca de Assis. Podem ser roupas ou alimentos. Parte do ingresso de R$5 também será destinado à compra de alimentos a serem doados.

Seguindo a mesma intenção, no dia 14, uma das barracas, organizado por Paula Sampaio e Rafa Eleutério, terá todo o dinheiro arrecadado com a venda dos desapegos revertido em doações.

Além da proposta de transformar a roupa velha de alguém em nova para outra pessoa, o espaço também terá marcas como N Gurgel Store, Bitch Please, Flor do Caribe (moda praia) e Alegria (infantil). No Fá Chá Casa de Bar (Rua Canuto de Aguiar, 425 – Meireles). Ingressos: R$5 (ou R$4 + 1kg de alimento) (8846.8444)

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