Diarinho

Categoria: Educação


12:56 · 16.08.2012 / atualizado às 12:56 · 16.08.2012 por

As férias acabaram e trouxemos, no Diarinho da primeira semana de agosto, o perfil de duas crianças, a Catarina e o Gabriel, que estavam com saudades da sala de aula e de suas matérias favoritas. Quem de vocês viu a matéria? Ela ficou excelente!

A reportagem também contou com dicas da professora Patricia Nascimento, as quais trazemos, na íntegra, aqui no blog. São informações super úteis para a organização do tempo de estudo e melhor desempenho da criançada na escola. Confiram!

Para aprender melhor*

Prof. Patricia Nascimento, licenciada em Ciências Biológicas/UFC - Professora de Biologia e Ciências

Os dois últimos bimestres do ano são bastante curtos e com menos conteúdo – obviamente -, o que deveria ser um estímulo e uma ajuda para aqueles que precisam recuperar notas dos bimestres já passados.

Independente do horário de estudo do aluno, fisiologicamente toda criança precisa de umas boas oito horas de sono, aquela história de “dormir para poder crescer” do tempo da vovó, além de uma alimentação saudável. Este hábito interfere muito tanto na saúde como no rendimento do aluno.

Um estudante que não dorme bem fica sonolento em sala e acaba se prejudicando ao receber a matéria em primeira mão e se desestimulado ao estudar em casa, já que não entendeu a matéria na escola. Além disso, um aluno mal alimentado facilmente perde a concentração necessária.

É preciso criar uma rotina dinâmica de atividades. Já se foi aquela coisa de precisar de silêncio e quietude para aprender: muitas crianças e adolescentes aprendem muitos mais quando têm estímulos visuais, sonoros e até mesmo alimentícios. Mas um alerta! Cuidado para os estímulos não serem distrações e desviarem completamente o foco da atividade ou a comida se tornar prejudicial: lanchinhos saudáveis como frutas, proteínas em barra, sucos, são sempre melhores. Deixe as crianças estudarem onde sintam-se melhor: sentados ou deitados, não importa, contanto que o estudo tenha bons resultados. Por isso é importante os pais (ou o professor particular/tutor) também se envolverem checando o que foi estudado e se há dúvidas.

Não há uma tabela exata a seguir, o importante é a disciplina para alcançar seus objetivos. O ideal é que o aluno tenha um tempo de descanso quando chegue em casa após as aulas: uma soneca, um pouco de televisão, um som, uma conversa com os amigos pelo Facebook caem muito bem! Uma mente estimulada por muitas horas a fio pode até decorar muitas coisas, mas apreender o assunto é mais difícil.

Gabriel Rocha, 9 anos, adora estudar História (Foto: Marília Camelo)

Depois desse tempinho é hora de estudo. Tente começar pelas matérias mais difíceis vistas aquele dia; gaste um pouco mais de tempo com elas: faça exercícios propostos pelos professores, leia, procure resoluções, matérias sobre o assunto: use a internet a seu favor, mas deixe as redes sociais desligadas, já que elas atuam como os distratores que falamos anteriormente.

Sempre fica mais fácil de aprender quando associamos o conteúdo ao nosso dia a dia. É importante que existam pausas de 15 a 20 minutos a cada 1h30min, 2 horas de estudo, para descansar a mente. Mas são pequenas pausas e devemos tomar cuidado para que elas não se estendam indefinidamente. Se a matéria realmente estiver difícil, faça anotações para tirar dúvidas com seu professor na próxima aula e pule para as próximas matérias.

Catarina Crisóstomo é apaixonada por Redação e Língua Estrangeira (Foto: Kelly Freitas)

Associe também atividades físicas regulares. Crianças e adolescentes mais saudáveis são mais dispostos, inclusive para a rotina de estudos!

13:43 · 31.07.2012 / atualizado às 13:56 · 31.07.2012 por

Quem acompanhou o Diarinho do último domingo, dia 29 de julho, pôde conferir dicas do brincar de acordo com diferentes faixas de idade. Na verdade, a ideia da nossa matéria partiu da fisioterapeuta e psicomotricista Cristiane Oliveira, que entrou em contato conosco via fanpage do Diarinho Online para contribuir com uma edição do caderno impresso. Nós adoramos!

Vejam o Diarinho de domingo clicando aqui

Em seguida, Cris nos ligou e sugeriu a pauta, a partir das próprias dúvidas que ela percebe nos pais, em várias consultas, com relação às brincadeiras e brinquedos adequados aos seus pequenos.

A fisioterapeuta foi um amor conosco, nos enviou um texto super bacana e explicativo sobre “A importância do brincar”, que serviu  para nos ajudar na construção do conteúdo e na procura das crianças entrevistadas (a da capa, a Maria Luisa –  é filha da Cris!!!)

João Neto, Bia e Giovanna foram as demais crianças entrevistadas!

Apesar de a matéria ter ocupado três páginas do Diarinho (pgs 3 a 5), o conteúdo da fisioterapeuta foi além e não coube no material que preparamos. Assim, trazemos o extra para papais, mamães e criançada aqui, no nosso blog! Confiram!!!

A Importância do Brincar*

BRINCAR é uma fonte de estímulo ao desenvolvimento infantil. Através das brincadeiras, a criança desenvolve habilidades motoras, sensoriais, cognitivas, sociais e afetivas.

Para brincar, não é necessário ter o último lançamento das lojas de brinquedos. Papel de embalagem e sucata podem se transformar em brinquedos. É só usar e abusar da criatividade.

– Com a minha filha, Maria Luisa, procuro estimular as brincadeiras mais simples possíveis, aquelas que me lembram da minha infância, onde ainda era possível brincar na rua com os vizinhos ou no quintal de casa.

– A criança passa por diferentes fases e os brinquedos e brincadeiras acompanham esse desenvolvimento. O bebê já pode ser estimulado desde bem pequenininho e nessa fase o melhor objeto de estímulo são a mamãe e o papai. Conversar com o bebê, colocá-lo sobre o seu colo para que ele sinta seu coração, o toque durante o banho, uma musiquinha que você costumava ouvir quando ele ainda estava na barriga são momentos importantes do dia-a-dia.
Por volta do 3º mês de vida, eles já começam a firmar a cabecinha acompanhando o estímulo com o olhar. Os móbiles são uma boa opção, pois estimulam o visual e também o auditivo. Ainda nessa idade, os bebês começam a levar a mão à boca. As mãos nesse caso passam a ser um brinquedo, pois elas ficam muito tempo brincando com elas.
 – No 3º mês alguns bebês iniciam o rolar. Existe hoje no mercado tapetinhos cheios de estímulos visuais e sensoriais que podem ser colocados no chão para o bebê brincar.

– No 5º e 6º mês, o bebê já começa a sentar e assim ter uma nova visão do espaço em que ele vive e que até então ele via deitado. Nesta idade, eles se divertem muito com a própria imagem no espelho. Também seguram os brinquedos com firmeza e conseguem passar de uma mão para outra. 

– Dos 7 aos 10 meses, o bebê passa a se deslocar no espaço, seja se arrastando, engatinhando ou tentando ficar de pé. Passam a explorar o ambiente e ficam muito curiosos com os objetos que estão ao seu redor.  

 Por volta de 1 ano de idade, os brinquedos de encaixe fazem sucesso. Uma caixa vazia pode se transformar numa rica fonte de estímulo. Os bebês passam muito tempo brincando com o dentro-fora trabalhando assim as noções de espaço e proporção. Algumas crianças nesta idade já estão iniciando os primeiros passinhos. É uma fase que elas adoram empurrar tudo que vem pela frente apoiando as mãos na postura de pé.

– Dos 18 aos 24 meses, os pequenos já estão se comunicando bastante. Imitam os adultos a sua volta, o som do au-au, o som do bi-bi, dão comida para a boneca.  A hora do banho pode ser uma grande diversão e uma solução para quem não tem tanto espaço. As lousas também podem ser fixadas em paredes em ambientes pequenos. Se não tiver a lousa, uma folha de papel ou cartolina podem resolver. Massinha caseira também é ótimo. Feita com ingredientes comestíveis para não ter problema caso os pequenos resolvam colocar na boca. 

– Aos 3 aninhos os pequenos já conhecem bem seus desenhos preferidos e amam se vestir com fantasias. As meninas se sentem as princesas e os meninos os super-heróis.

Por volta de 4 anos, as crianças já brincam mais em grupo, o que é super importante para a sua socialização.  Dividir, esperar a vez, respeitar o amiguinho são conquistas importantes para a vida dessa criança. 

– Dos 4 aos 6 anos, eles gostam muito do faz-de- conta, imitam o cotidiano, “as bonecas viram filhas”, e se divertem com histórias.  Já adquiriram com domínio a linguagem e passam a se interessar pela escrita e leitura.  Livros com figuras e fantoches são bem-vindos.


– Para os maiores de 6 anos, fase da alfabetização, as atividades intelectuais são muito exploradas. Quebra-cabeça, jogo da memória e jogos com regras sempre ajudam na resolução dos conflitos. Bicicleta, patins, skate são ótimos pois atuam muito na coordenação motora e equilíbrio.Vale lembrar que os brinquedos citados são sugestões pois cada criança tem o seu desenvolvimento individual além do gosto pessoal.  Descubra com o seu filho quais são as brincadeiras preferidas dele e aproveite para brincar e se divertir junto com ele. 

– Na minha opinião, as brincadeiras e/ou brinquedos mais divertidos e indicados são aqueles que exploram o movimento do corpo, a coordenação motora, e a expressão dos sentimentos.

– Através do brincar a criança trabalha não só a parte física do corpo, mas também a emocional e intelectual. Uma dica importante é deixar os brinquedos a disposição da criança e não guardados dentro do armário.

* Cristiane de Oliveira, fisioterapeuta e psicomotricista
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