Diarinho

Categoria: Para os pais


18:31 · 03.10.2014 / atualizado às 18:37 · 03.10.2014 por

Pedro Álvares Cabral descobriu o Brasil em 22 de abril de 1500. Certo? Errado! Essa frase, decorada por muitos pais na infância, nos tempos em que a história era menos reflexiva ganha, através do olhar da escritora Nara Vidal, sua versão do lado dos indígenas.

A indiazinha Sucupira estava brincando de esconde-esconde, quando avistou Pedro Álvares Cabral, totalmente perdido no mar. Ficou espantada como aqueles homens conseguiam usar roupas tão grandes, naquele calorão e com o cabelo no rosto deles, a barba.

As ilustrações, sensíveis e usando várias técnicas, como colagem de estampas, também merecem destaque, porque irão com certeza, inspirar as crianças a desenharem as paisagens do tal “descobrimento”. Deem só uma olhada nessa do mar:

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Nessa terra distante, parecia não haver nem sequer pássaros como tucanos, dada a surpresa dos visitantes, que inclusive, chegaram na casa dos índios sem serem convidados.

Não foi Portugal que descobriu o Brasil. Aqui já vivia um povo numeroso, de várias etnias e que conhecia não o Brasil, nome adotado pelos portugueses, mas a Pindorama.

 

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Autora: Nara Vidal

Ilustrações: Bruna Assis Brasil

Editora: Penninha Edições

Indicação: a partir de seis anos

Preço médio:  R$ 20

23:46 · 30.08.2014 / atualizado às 00:00 · 31.08.2014 por

Se você gosta de viajar, junte-se à turma de Pilar!

Em formato de diários, os livros que contam as viagens de Pilar, de Flávia Lins e Silva, com ilustrações de Joana Penna, aliam as ilustrações a fotos e ao formato de diário, o que deixa os livros com um formato superbonitinho. Eu, pelo menos, me apaixonei. A menina tem uns 10 anos e, ao rodar sua rede mágica, se transporta com o amigo Breno e  o gatinho Samba para cidades maravilhosas, em tempos anteriores ao nosso.

 

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Essa é a Pilar

 

 

Entre os locais que ela visitou, estão a Grécia, o Egito, a Amazônia, o México, a Bahia

E as andanças da Pilar, que tem uma bonequinha de pano que segue a autora, mundo afora, temauto até um blog, em que ela é fotografada nos locais, como o Teatro Amazonas e tem várias fãs vestidas iguaizinhas a ela. O blog é esse.

Mas, voltando aos livros. No primeiro, ela vai á Grécia atrás do avô, que viajou para lá. Só que chega na época clássica, e conhece os deuses mitológicos, assim como personagens importantes como Midas, Hércules e outros.


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Diário de Pilar na Grécia

Autora: Flávia Lins e Silva

Ilustrações: Joana Penna

Editora Zahar

Preço médio: R$ 34

No do Egito, eles encontram Tutankamon, o jovem faraó que foi enterrado vivo em um sarcófago e aprendem a escrever hieróglifos.

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Diário de Pilar no Egito

Autora: Flávia Lins e Silva

Ilustrações: Joana Penna

Editora Zahar

Preço médio: R$ 39,90

 

No da Amazônia, eles conhecem crianças da região e vivem várias aventuras  ao lado de lendas, como a Iara e a Cobra-Grande e ela ainda começa a descobrir que Breno é mais que amigo.

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Diário de Pilar na Amazônia

Autora: Flávia Lins e Silva

Ilustrações: Joana Penna

Editora Zahar

Preço médio: R$ 36

 

No de Machu Picchu, que eu li em um dia as 152 páginas, a vontade que a gente tem é de ir pra lá e desvendar os mistérios dessa cidade perdida no Peru. A autora é daquelas que prende o leitor o tempo todo, porque o ritmo é bem acelerado e cheio de aventuras e suspense, além de ser bastante informativo.

 

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Essa é uma das ilustrações, que mostra o condor, tão importante para a cultura andina

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E aqui tem um pouquinho sobre ele e o estilo da escrita em diário, que nos encantou

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E aqui o mapa da América do Sul, para localizarmos a cidade perdida de Machu Picchu

 

Bem, para quem estiver em São Paulo, a novidade é que os diários de Pilar estão por R$ 29,90 na Bienal, que acontece até esse domingo, no Espaço Anhembi, em Santana.

Esse de Machu Picchu é o mais recente e é uma excelente leitura para as crianças acima de nove anos:

 

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Diário de Pilar em Machu Picchu

Autora: Flávia Lins e Silva

Ilustrações: Joana Penna

Editora Pequena Zahar

Preço médio: R$ 39,90

Para quem quiser criar sua própria viagem dos sonhos, tem esse caderno, com que a Pilar presenteia o leitor. Nele, é possível criar personagens e histórias incríveis, anotar as comidas mais estranhas que provou, as palavras que aprendeu em outras línguas, os animais diferentes que viu… O livro inclui espaço para desenhar, colar fotos e guardar lembranças; cartela de adesivos supercoloridos; mapas; e páginas para contar suas aventuras.

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Caderno de viagens da Pilar

Autora: Flávia Lins e Silva

Ilustrações: Joanna Penha

Editora Zahar

Preço médio: R$ 39,90

 

12:47 · 09.08.2014 / atualizado às 12:47 · 09.08.2014 por

Leitura compartilhada com pai e mãe é uma delícia, não é? E se for na hora de dormir, então, é sinônimo de carinho incondicional. Para enriquecer esses momentos, trago algumas dicas de livros que falam dessa relação tão bonita que existe entre pais e filhos.

Para começar, indico dois novos livros de um autor muito querido pela criançada, pelas suas ideias originais, inclusive inspirada nas próprias filhas. Falo de Ilan Brenman, doutor em educação e pai de duas meninas,  já publicou mais de 60 livros infantis e juvenis, sendo que três deles foram vencedores do Prêmio Fundação Nacional do Livro Infantil  Juvenil (FNLIJ) nas categorias Reconto (2009), Livro-Imagem (2010) e Melhor para Criança (2011). Ah, foi ele quem escreveu a divertida história que “Até as princesas soltam pum”, que é um de seus livros mais famosos. 

Pela Editora Moderna, Ilan acaba de lançar a coleção Olhar de Pai, composta por livros inspirados em histórias e comportamento de suas duas filhas. No primeiro, O Bico, o autor se inspirou na sua filha,  que sempre estava de cara emburrada e com um belo bico no rosto. Certo dia,  a pequena se deparou com um tucano, cujo bico era tão grande quanto o seu e percebeu que os semelhantes, no caso os bicudos, se atraem. A partir daí, substituiu o bico por um belo sorriso que nunca mais saiu de seu rosto. Uma das belas ilustrações, feitas por Noemi Villamuza

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O Bico

Autor: Ilan Brenman

Ilustrações: Noemi Villamuza

Indicação: a partir de sete anos

Preço médio: R$34

No outro Segredos”, Ilan brinca não somente com as confissões, seguidas do clássico “juro que não vou contar para ninguém”, mas também com a forma que algumas revelações escapolem sem o nosso consentimento e as consequências que isso pode trazer, tanto pra quem conta o segredo quanto para aquele que deixa o danado escapar! Olhem as ilustrações, feitas por Anuska Allepuz:

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Segredos

Autor: Ilan Brenman

Ilustrações: Anuska Allepuz

Editora Moderna

Indicação: A partir dos 8 anos

Preço médio: R$ 34

Para pais e filhos que curtem futebol, indicamos O Presente, da editora Cosac Naify. Neste livro-imagem de Odilon Moraes, um menino é convidado para uma “pelada” com os amigos logo após assistir, pela televisão, à derrota do Brasil em uma partida da Copa do Mundo. Com um gol de placa, ele abranda a decepção que sentira ao ver a seleção ser desclassificada. Belo retrato sobre os sentimentos que o esporte suscita, este é mais do que um livro sobre o futebol, “uma das mais complexas formações, e formação de compromisso, que a cultura e a sociedade brasileira foram capazes de produzir”, como escreve o professor e psicanalista Tales A. M. Ab’Sáber na quarta capa do livro. Essa é uma das muitas lindas ilustrações desse livro:

E essa é a animação dele, que lembra bem o que sentimos quando o Brasil perdeu pra Alemanha, né gente?

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O Presente

O Presente

Autor e ilustrador: Odilon Moraes

Editora: Cosac Naify

Indicação: A partir de quatro anos

Preço médio: R$39

Em Alô, papai!, de Alice Horn, da editora FTD, com tradução de Heloisa Prieto, um pai e um filho conversam por telefone. O menino pede ao pai que lhe traga um presente após o trabalho e o pai usa a criatividade para inventar um trator com asas, um avião com remo e até um bode de óculos. Apesar de achar muito divertido, o menino sempre contesta o pai. O presente que chega é uma grata surpresa para o filho.

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Alô, papai!

Autora: Alice Horn

Tradução: Heloisa Prieto

Ilustrações: Joëlle Torlonias

Editora FTD

Indicação: a partir dos seis anos

Preço médio: R$ 33

Já Meu pai sabe voar, de Marcelo Maluf e Daniela Pinotti, conta a história de Júlio, cujo pai é catador de papelão e todos os dias o presenteia com uma asa feita de materiais que recolhe nas ruas. À noite, conta ao menino uma história que ele mesmo inventa sobre cada uma delas. Um dia, Júlio observa o pai descendo uma ladeira. O peso da traseira do carrinho faz com que ele seja impulsionado para cima e o menino tem a impressão de que o pai está voando.

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 Meu pai sabe voar

Autores: Marcelo Maluf e Daniela Pinotti

Editora FTD

Indicação: a partir dos oito anos

Preço médio: R$ 33

Pai está presente nas brincadeiras e nos conselhos com os filhos. Sempre ajuda, apóia e participa. O escritor e ilustrador Guto Lins mostra que ser pai é muito mais do que somente ser… pai. É ser amigo, professor, técnico, “paizão”, “paizinho” e até mãe – por que não? De forma criativa e divertida, o autor ilustra a vida desses personagens: de padrinho a papai Noel. Pai faz parte da Coleção Família, uma família de livros, uma família que encanta e emociona. Os livros Avó, Mãe, Filha, Filho, Primo e Sogra.

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Pai

Autor e ilustrador: Guto Lins

Indicação: a partir dos oito anos

Editora Globinho

Preço médio: R$ 22

No livro “Tudo Depende”, de José Manuel Mateo e ilustrações de Margarida Sada, o pai da jovem Maria tenta mostrar-lhe, com bom senso e delicadeza, que não existe o “certo” e o “errado” o “bom” e o “ruim”. Afinal, tudo depende do ponto de vista. Com diálogos curtos e linguagem simples, a obra ressalta o aprendizado por meio de experiências do dia a dia.

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Tudo Depende

Autor: José Manuel Mateo

Ilustração: Margarita Sada

Editora: Callis

Indicação: a partir de oito anos

Preço médio: R$ 28,90

Já na obra “Você Sabe Assobiar?”, o autor Ulf Stark ressalta a importância do avô. O livro conta a história de Beto, que com a ajuda do amigo Hugo, quer encontrar um avô legal que saiba assobiar e soltar pipa.  

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Você sabe assobiar?

Autor: Ulf Stark

Ilustração: João Lin

Indicação: a partir de 8 anos

Preço médio: R$ 28,90

 

 

16:16 · 06.08.2014 / atualizado às 16:16 · 06.08.2014 por

Com a volta às aulas não são poucas as crianças e jovens que escolhem recorrer a alimentos pouco saudáveis na hora de fazer um lanche ou almoçar. Afinal, a maior parte das opções disponíveis, fora de casa, são sempre as mesmas: doces industrializados, salgados, comida de fast-foods, entre outras ofertas do gênero.

lancheira-crianca-30290“Quando aumentam o consumo de alimentos desse tipo, crianças e adolescentes podem ingerir até o triplo de sódio contido na média diária recomendada pelos médicos – cerca de 1,5g a 2g por dia. Por isso, é preciso que os pais fiquem atentos à alimentação dos filhos para evitar que eles, futuramente, desenvolvam problemas cardiovasculares, como a hipertensão”, alerta o cardiologista do Hospital do Coração (HCor), Celso Amodeo.

Segundo o médico, grande parte dos pratos servidos a crianças e adolescente em cantinas e lanchonetes, por exemplo, pode conter mais sal do que pessoas nessa faixa etária deveriam consumir durante um dia inteiro. “O ideal seria que os mais jovens consumissem cerca de 1.8g de sódio por dia”, afirma para, em seguida, acrescentar: “Porém, uma única refeição servida dentro de muitos estabelecimentos da cidade pode conter, tranquilamente, quase 4g se contarmos a presença de acompanhamentos como fritas ou porções empanadas, por exemplo”.

Hipertensão

O cardiologista lembra que o aumento na quantidade de sódio servido às crianças e adolescentes atualmente é mais um dos fatores que contribuem com o crescimento dos casos de hipertensão arterial e, consequentemente, infartos e AVCs em todo o mundo.

“Em países onde se come muito sal, a pressão arterial das pessoas aumenta conforme a idade delas avança. Já onde se consome pouco sal, jovens, adultos e idosos têm o mesmo nível de pressão arterial. Nesse sentido é importante enfatizar que para 20 mmHg de aumento na pressão sistólica dobra-se o risco de um infarto ou derrame cerebral”, revela o médico.

Estilo de Vida

Embora a hipertensão também se manifeste em indivíduos com predisposição genética, ela ataca, principalmente, pessoas que mantém um estilo de vida sedentário e uma dieta desregrada, rica não só em sódio, mas também em gordura e calorias. Por isso, ela já é a doença crônica de maior prevalência no mundo. “É fundamental que os pais insiram alimentos saudáveis na dieta dos filhos e os orientem a reduzir o consumo de sal por meio da escolha de refeições balanceadas e livres de excessos”, recomenda o Dr. Amodeo. “Moderar a ingestão de sódio ainda é uma das melhores maneiras de manter a saúde do coração!”, ressalta o cardiologista do HCor.

Alimentação saudável

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Para orientar pais e estudantes a evitar o alto consumo de sódio e cuidar melhor da saúde, o Dr. Amodeo também tem algumas dicas:

. Reduza as porções – isso diminui a quantidade de sódio e também de calorias.

. Não exagere nos condimentos – catchup e mostarda contêm sódio.

. Troque regularmente biscoitos recheados por frutas – produtos industrializados também costumam ter sódio. Trocá-los por maças ou peras algumas vezes durante a semana pode fazer muito bem à saúde.

. Escolha comida fresca – alimentos naturais, que não foram industrializados, contêm menos sal.

. Capriche na salada – sirva sempre grandes porções de salada. Frutas e vegetais têm pouco sódio.

. Tire o sal aos poucos – é difícil perceber uma redução de até 25% no sal na comida. Além disso, o Paladar se acostuma à ausência do mineral.

. Confira rótulos e etiqueta – é preferível escolher alimentos com menos de 300 miligramas de sódio.

. Substitua o sal por tempero – para não salgar tanto a comida, utilize vinagre, pimenta, raízes e ervas para dar sabor aos alimentos.

. Não ponha sal à toa – antes pegar o saleiro, prove os alimentos.

15:56 · 31.07.2014 / atualizado às 16:02 · 31.07.2014 por

No período de retorno às atividades escolares, a maioria dos alunos chega ansiosa para rever amigos e professores. Neste processo, é importante os pais ajudarem seus filhos a se organizar e aproveitar bem a estrutura da escola, visando um melhor aprendizado.

Dicas da pedagoga Francisca Paris, mestra em Educação e diretora de serviços educacionais da Editora Saraiva (Foto: Divulgação)
Dicas da pedagoga Francisca Paris, mestra em Educação e diretora de serviços educacionais da Editora Saraiva (Foto: Divulgação)

A pedagoga Francisca Paris, mestra em Educação e diretora de serviços educacionais da Editora Saraiva, elenca dez dicas práticas sobre o tema. Compartilhamos as sugestões no blog do Diarinho!

Comunicar regras claras – É preciso ensinar as crianças a viver cada momento intensamente, fazendo-os compreender que a vida é feita de ciclos em que ora se estuda, ora se descansa. Com a volta às aulas, eles devem saber que acabou o espírito das férias.

Manter uma agenda para registrar atividades e horários – Não podemos confiar na memória! Quando se tem uma organização e se sabe o dia certo para entregar cada trabalho, o aluno se dedica na ordem certa, de acordo com as datas. Também evita deixar de cumprir as atividades e esquecer os materiais para a aula do dia seguinte, que devem ser arrumados no dia anterior, não a cinco minutos de sair de casa.

Cumprir horário escolar – A criança tem que estar na escola no mínimo 10 minutos antes do início da aula. Quem chega atrasado perde importantes partes, como a explicação inicial de como será a atividade do dia e quais materiais serão usados. Um atraso de 15 minutos pode não parecer nada, mas faz com que ela chegue atrapalhada.

Ter vários materiais de consulta – Claro que a internet tem tudo, mas há outras opções de pesquisa, como arquivos de fotografia, periódicos e enciclopédias. O importante é saber consultar. O “Ctrl C + Ctrl V” é a primeira pesquisa, mas depois é preciso analisar esse conteúdo e escrever sobre ele com suas próprias palavras.

Alunos em atividade no Espaço Inteligente (Foto: Agência Diário/ Fabiane de Paula)
Alunos em atividade no Espaço Inteligente (Foto: Agência Diário/ Fabiane de Paula)

Estudar todos os dias – Estudar às vésperas de uma prova é péssimo, porque se conta somente com a memória e não se aprende de fato. Estudar diariamente é o ideal, porque aprende-se um pouco por dia.

Questionar, sempre – Aluno bom é aquele que tem dúvidas. Escola é o lugar de perguntar, então temos que fortalecer o “Não entendeu? Pergunta!”. Não existe questão imbecil, o aluno pode perguntar qualquer coisa.

Manter um espaço em casa para o estudo – As crianças e jovens de hoje são capazes de fazer várias atividades ao mesmo tempo, mas estudar exige concentração e dedicação. O corpo tem que parar! Esse lugar não precisa ser luxuoso, basta ter uma cadeira e uma mesa para ele e um horário reservado para o estudo, sem ser incomodado. É importante o hábito de se reservar um tempo para isso – meia hora por dia, por exemplo –, sem sacrifícios, porque deixar para adquiri-lo na adolescência é muito mais penoso.

Obter a progressão do aluno – O objetivo da escola é a aprendizagem, o crescimento em relação a ele mesmo, sem comparações com o restante da classe. Cada criança é única, assim como seu desenvolvimento. A escola tem que ser significativa e não utilitária, já que serve para nos ensinar o que a humanidade construiu.

Deixar as crianças com tempo livre – Elas não podem ser submetidas a uma rotina rígida. Os pais passam sua ansiedade para a criança, então temos casos de pequenos hipertensos e estressados porque estão com a agenda sobrecarregada. Não precisamos ser 8 ou 80, mas temos que parar com essa ideia obsessiva de preparação e recuperar o brincar. Infelizmente muitas crianças só conhecem o mundo pela televisão e pela internet.

Estreitar relações com os filhos – Os pais devem perguntar a eles como foi o dia, o que teve de bom e o que não ficou claro no que aprenderam, e participar das atividades da escola. Mesmo que não possam ajudá-los, farão parte da vida deles. O mesmo vale para pequenos sinais de bullying, que crianças e adolescentes muitas vezes não falam espontaneamente, mas acabam revelando-os quando são questionados.

13:33 · 26.07.2014 / atualizado às 09:03 · 27.07.2014 por

Tem coisa mais gostosa que avó e avô, minha gente? Eu não conheço. Casa de vô tem cheiro de comida gostosa, de danação, de cafuné, de carinho.

No meu caso, tive a sorte de ter dois avôs e avós totalmente diferentes, que me trazem lembranças bem diversas. Uma, de cabelo bem branquinho, cheia das batatinhas, que gostava de dançar um carnaval com as marchinhas e se achava a própria chiquita bacana, a Chica da Pero Neto, em São Paulo.

Os outros dois, Doquinha e Maria, acordavam antes das galinhas e dormiam pouco depois de o sol se por. Não gostavam desse negócio de televisão e sim da calmaria do Córrego do Urubu, na Jijoca de Jeri.

Para festejar esse dia lindo de sábado com os avós, que tal uma boa leitura? Estamos com quatro dicas que devem render muita conversa boa entre as duas gerações.

1. Orie

Orie é uma avó muito querida, que gostava de contar suas lembranças de quando criança. No Japão, ela viajava de barco com os pais, tinha suas alegrias e também tristezas, como todo mundo. Era a própria avó da autora-ilustradora Lúcia Hiratsuka, que era filha de barqueiros. Além da história ser muito sensível, as ilustrações são lindas. Parecem que acabaram de ser feitas e levam poucas cores, só o vermelho, o preto, o branco, o amarelo e um pouco de aquarela, como se cada livro fosse único.  E tem pouco texto, perfeito para as crianças menores.

Olhem só, que coisa mais linda,  a Orie:

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Orie

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Autoria e ilustrações: Lúcia Hiratsuka
Editora: Pequena Zahar
Preço médio: R$ 44,90

Já nesse da Globinho aquela máxima que em casa de avó, tudo pode é muito certa. A autora, Andrea Hensgen e o ilustrador Joëlle Torlonias são alemães. O livro começa com o retorno da criança para a casa da mãe, que pergunta como foi na casa da vó.

Essa é uma das ilustrações:

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O curioso é porque o menino conta como foi, mas ao lado a aparece a ilustração sobre a versão real dos fatos. Muito bom.

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Um dia com a vovó
Autora: Andrea Hensgen
Ilustrações: Joëlle Tourlonias
Editora: Globinho

É Tudo família não é voltado só para os avós e netos, mas ajuda bastante a explicar as novas famílias mosaico. Antes, normalmente, as pessoas tinham duas avós e dois avôs. Hoje, é possível ter muito mais que isso. Porque tem também os pais do padrasto e da madrasta. E às vezes, a avó e o avô são os pais de fato. Enfim, foram muitas as mudanças nos últimos 50 anos.

Esse era o possível retrato antigo de família, com todos os avôs e avós, tios e primos presentes:

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As ilustrações são bem divertidas e explicam de forma didática  essas relações novas.

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É tudo família
Autora: Alexandra Maxeiner
Ilustrações: Anke Kuhl
Tradução: Hedi Gnädinger
Editora: L&PM Editores
Preço médio: R$ 35,00

O menino maluquinho é um querido das crianças há tempos. Nessa história, Maluquinho de Família, ele consulta o avô para um trabalho da escola. E acaba sabendo bem mais sobre a história do avô. E que as maluquices vem de família. Tudo em quadrinhos. Acho que vocês vão amar.

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Maluquinho de família
Autor-ilustrador: Ziraldo
Editora: Globinho
Preço médio: R$ 23,80

15:48 · 17.07.2014 / atualizado às 19:14 · 17.07.2014 por

Para quem curte a animação das festas juninas, neste sábado, tem arraiá fora de época na Casa de José de Alencar. Este será o primeiro arrasta-pé Infantil do Clube da Sivozinha. A festa, que começa às 16h e segue até as 20h30min, contará com apresentação da banda Brincart (participação especial da porquinha Peppa), da quadrilha Arraiá Esperancinha e do sanfoneiro Cleirton do Acordeon. Haverá ainda brincadeiras e bingo com prêmios variados.

Uma curiosidade dessa festa é também resgatar  a velha rivalidade entre as rainhas do Partido Azul e do Partido Vermelho. A rainha do partido azul  é a apresentadora Bruna Damasceno e a do Partido Encarnado,  a atriz, modelo e apresentadora Rebeca Louise. As meninas irão concorrer ao título de rainha do nosso Arrasta Pé Infantil.

O convite pode ser trocado até hoje,  na Casa de José de Alencar, por uma lata de leite em pó, que será doada para o Lar Amigos de Jesus, que apoia crianças com câncer e para o Lar Santa Mônica, que apoia crianças que sofreram abuso. O evento é realizado pelo Clube da Sivozinha com o apoio da Casa de José de Alencar, da Universidade Federal do Ceará.

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15:59 · 11.07.2014 / atualizado às 15:59 · 11.07.2014 por

Neste domingo, dia 13, se comemora o Dia do Rock. Essa data começou a ser festejada quando um cara chamado Bob Geldof, vocalista da banda Boomtown Rats, organizou aquele que foi sem dúvida o maior show de rock da Terra, o Live Aid – uma perfeita combinação de artistas lendários da história da pop music e do rock mundial. Para quem gosta do ritmo, a tendência é repassar o quanto antes as canções para os filhos e netos, para que eles herdem o “bom gosto musical.

Um dos livros mais interessantes que eu já vi sobre a temática é o Rock para Pequenos, de Laura Macoriello, que traz bons hábitos ensinados pelos ídolos rockers e ainda traz ilustrações super lindas dos artistas, feitas por Lucas Dutra. Para quem conheceu o primeiro volume, esse ano foi lançado o número 2. Com a mesma fórmula do primeiro, desta vez, traz 20 grandes nomes do bom rock’n roll: Axl Rose, Björk, Bono Vox, Bruce Dickinson, Dave Grohl, Dick Dale, Freddie Mercury, Green Day, Jeff Hanneman (Slayer), Jerry Lee Lewis, Jim Morrison, Chrissie Hynde (Pretenders), John Lennon, Lemmy Kilmister, Metallica, Morrissey, Nina Hagen, Robert Smith (The Cure), Sex Pistols e Van Halen.

Dá só uma olhada como está legal:

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Rock Para Pequenos 2 – Um livro ilustrado para futuros roqueiros

Autora: Laura Macoriello

Ilustrador: Lucas Dutra

Edições Ideal

Preço: R$ 39,90

Indicação: a partir de quatro anos

Outra sugestão é “O homem deu nome a todos os bichos”. A voz rouca de Bob Dylan somada à batida marcante da música Man Gave Names to All the Animals, em português O homem deu nome a todos os bichos, conquistou pessoas de todas as idades pelo mundo afora. Nela, Dylan descreve e nomeia diversos bichos e brinca com as características marcantes de cada um. Publicada pela editora Nossa Cultura, a obra é toda ilustrada pelos desenhos de Jim Arnosky que misturam a natureza com o lúdico e conquistam o leitor pelo seu humor e detalhismo. Acompanhado de um CD com a canção original, o livro O homem deu nome a todos os bichos promete propiciar uma experiência única que irá divertir e ensinar toda a família.

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O homem que deu nome a todos os bichos

Autor: Bob Dylan

Ilustrações: Jim Arnosky

Editora Nossa Cultura

Preço: R$43,00

Para quebrar estereótipos, outra dica interessante é Minha vovó Rock and Roll,  da jornalista, dramaturga e historiadora Paula Autran. O enredo gira em torno de Cecília, que é convocada pela professora a escrever sobre alguém querido, que não seja nem o pai, nem a mãe. Ela, assim como todos os colegas, escolhem a avó. Porém, após o entusiasmo inicial, a garota fica surpresa e chateada ao descobrir que não tem uma avó como as outras. Ela não usa chinelo, mas All Star; não usa vestido, mas calça jeans; não faz crochê, mas toca violão, guitarra e harpa; não canta cantiga de ninar, mas rock and roll; e não faz bolos, só pipocas. O final ainda reserva uma surpresa metalinguística, que prova como Cecília foi obrigada a rever todos os seus conceitos.

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Minha vovó Rock and Roll

Autora: Paula Autran

Ilustrações: Natália Lemos

Editora: Prumo

Preço: R$ 23,90

Feliz Dia do Rock pra nós!

15:08 · 23.04.2014 / atualizado às 15:08 · 23.04.2014 por

Hoje, 23 de abril, é o Dia Mundial do Livro. A data foi instituída em 1930, lembrando o dia do falecimento de Miguel de Cervantes, que morreu em 23 de abril de 1616 e é um dos mais importantes escritores da literatura mundial. A sua obra-prima é Dom Quixote, um clássico da literatura ocidental. Para celebrar a data, aqui estão algumas dicas de bons livros para os adultos.

Os dois primeiros também são clássicos, mas de Júlio Verne, o mestre das aventuras de ficção científica e que mantém sempre a sua atualidade, mesmo depois de mais de cem anos do lançamento de suas obras. O outro é mais contemporâneo, mas igualmente delicioso: o romance de estreia do filósofo Peter Bieri, que assina com o pseudônimo Pascal Mercier, com mais de 2,5 milhões de exemplares vendidos no mundo e uma adaptação para os cinemas. Como amo literatura, preferi, dessa vez, expor três opções do gênero para os pais, em vez de livros com dicas de educação, saúde ou para melhorar os relacionamentos. Mas, em breve, iremos trazer dicas desse tipo de livro por aqui também.

1. Viagem ao Centro da Terra – Júlio Verne – Coleção Eu leio – Editora Ática.

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Eu comprei esse em um sebo por um preço bem baixo e foi a minha estreia nos livros do autor. Trata-se de uma adaptação para as jovens, o que deixa a leitura bem mais fluida, contudo tem alguns errinhos de ortografia, mas nada que tire o brilho do livro. A narrativa nos apresenta Otto Lindenbrok, um típico cientista e professor (um tanto atrapalhado) de mineralogia e seu sobrinho Axel – um moço apaixonado pelos minerais e pela bela jovem que com ele convive, Grauben. Ambos têm suas vidas mudadas radicalmente quando Lindenbrok encontra um manuscrito escrito por um mítico, Arne Saknussemm. A aventura começa na tarefa de decifrar o criptograma encontrado em um livro antigo, que fala como o mítico chegou ao centro da terra. A partir disso, o professor e seu sobrinho encaram uma aventura que envolve trens, navios, caminhada, escalada e é claro, descida, muita descida! Extremamente sensorial, a obra nos passa cada detalhe narrado: desde a coleção de rochas e minerais do professor à textura das cavernas e grutas visitadas por nossos aventureiros ao longo da expedição. Essa riqueza de detalhes nos transporta de forma real para a história e essa é uma das características sempre presentes nas obras de Verne. Para quem quiser complementar a obra vendo o filme, a adaptação mais recente é de 2008.

2. 20 Mil Léguas Submarinas – Júlio Verne – Edição comentada e ilustrada – Editora Zahar

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Esse livro já nos conquista pela qualidade da edição, que tem capa dura, páginas com papel especial e ilustrações da primeira edição, ainda do século XIX. Outro diferencial é a tradução que, diferente da edição simplificada da Editora Ática, está impecável. Entretanto, as descrições de Verne podem fazer com que os leitores iniciantes desistam do livro antes dos episódios de ação mais intensa, que ocorrem após a entrada no Nautilus. Em 20 mil léguas submarinas, o leitor é transportado para 1866, ano em que navios de diferentes nacionalidades começam a naufragar e sofrer misteriosas avarias. As descrições revelam que um ser “comprido, fusiforme, fosforescente em certas ocasiões, infinitamente maior e mais veloz que uma baleia” seria o responsável. Imediatamente, governantes e homens da ciência mobilizam-se para deter o misterioso monstro marinho. A missão, porém, não sai como esperado. Os responsáveis pela expedição são capturados pelo capitão Nemo, enigmático e problemático, criador do moderno submarino Náutilus, confundido com o tal monstro misterioso. A aventura só começou. A trupe vai viajar pelo fundo do mar, enfrentando águas remotas, criaturas das profundezas e uma fauna e flora exuberantes.
3. Trem noturno para Lisboa – Pascal Mercier – Edições Best Bolso

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Essa é a leitura da vez. Confesso que acabei demorando demais para pegar esse livro, que foi meu companheiro na ida e na volta da minha viagem de Semana Santa. Estou completamente envolvida com ele. A história trata da mudança brusca na vida do professor de línguas clássicas Raimund Gregorius, que deixa a universidade, a casa e a sua vida em Berna para conhecer Lisboa e a língua portuguesa, através do olhar do médico Amadeu do Prado, escritor de um único livro, que ele comprou em um sebo. Fascinado pelo livro, Gregorius decide investigar o autor. Em sua viagem encontra pessoas que ficaram marcadas por seu relacionamento com esse homem excepcional, que o conheceram como médico, poeta ou combatente da ditadura. O melhor do livro é imaginar as ruas dessa cidade histórica. Fiquei pensando em como seria se alguém acompanhasse algum autor cearense desconhecido nas suas andanças por Fortaleza. Se fôssemos até onde o autor morou, conversássemos com seus parentes vivos, para saber mais obre ele. Trem noturno para Lisboa se tornou fenômeno editorial na Europa e vendeu dois milhões e meio de exemplares desde que foi publicado em 2004.

09:28 · 19.04.2014 / atualizado às 09:28 · 19.04.2014 por
Abril é um mês com várias comemorações na literatura. No dia 2, se festeja o Dia do Livro Infantil, por causa do nascimento de Hans Christian Andersen, autor de histórias inesquecíveis, como a Pequena Sereia e O Soldadinho de Chumbo. Já no dia 17, é a vez de se celebrar o Dia Nacional do Livro Infantil, por conta do nascimento de Monteiro Lobato, lido por gerações de brasileiros e grande incentivador da Literatura Infantil, através do seu Sítio do Picapau Amarelo. No dia 19, ainda temos o Dia do Índio, que nos ensinam muito através das suas lendas e pelo seu respeito à natureza. Nesse feriado, estamos com algumas dicas de livros que lembram essas datas. Para começar, vamos falar dos livros escritos por um índio que ganhou o Prêmio Jabuti, o mais importante prêmio da Literatura Infantil com as suas obras.
Daniel Mundukuru já viajou por vários países para mostrar a importância da cultura indígena brasileira. Entre os títulos do autor editados pela Callis está a obra “Coisas de Índio” vencedora dos prêmios Jabuti e da Fundação Nacional do Livro  Infantil e Juvenil (FNLIJ). O livro, que possui versão para crianças e para adultos, relata detalhes sobre a língua, os jogos, a medicina, a economia e os direitos indígenas. Já nos livros “Histórias que eu ouvi e gosto de contar” e “Histórias que eu vivi e gosto de contar”, Mundukuru mostra de forma lúdica e divertida curiosidades da cultura popular brasileira, como a do Boto Tucuxi e do Curupira.
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Coisas de índio para crianças
Ilustrações: Rosinha Campos
Autor: Daniel Munduruku
Editora: Callis
Ainda sobre índios, eu indico um que li aos 9 anos. Cem Noites Tapuias também é um clássico, ganhador do prêmio Jabuti na década de 1970, da Coleção Vagalume, da editora ática. É uma narrativa que aborda o conflito entre garimpeiros e índios, no Mato Grosso. Quincas Venâncio é o pai de Quinquim que, junto com a professora, uma “bugra”, foi raptado pelos índios xavantes. A narrativa do rapto e do resgate dos dois se apresenta paralela a uma série de histórias contadas por Joana, a bugra-professora, para tentar amenizar o sofrimento da criança. São mitos e lendas indígenas, em que as lições de comportamento tornam-se exemplares. Durante as cem noites em que passam presos, são contadas histórias pertencentes ao folclore brasileiro, incluindo o mito do saci, explorado anteriormente por Lobato, e aventuras de animais típicos da fauna brasileira, como a anta. São também incluídas nas histórias trechos de cantigas e quadrinhas típicas do folclore nacional, fato enriquecedor da narrativa, que além da história de Quinquim traz ao leitor o conhecimento de elementos de sua cultura, sob a forma agradável da literatura de entretenimento.
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Cem noites tapuias
Autores: Ofélia e Narbal Fontes
Editora Ática
Indicação: a partir de nove anos
Serões de Dona Beta  é um clássico, de autoria de Monteiro Lobato, que deveria estar em todas as bibliotecas, desde as escolares até as de casa. A Globinho é a editora que publica as novas edições de todos os livros dele e acabou de lançar  Serões de Dona Benta. No livro,
depois de perceber certa mudança nas crianças desde a abertura do primeiro poço de petróleo no Brasil – episódio narrado no livro O poço do Visconde -, Dona Benta resolve ensinar física, geografia e astronomia para Pedrinho, Narizinho e Emília. Eles tinham aprendido um pouco de geologia e queriam mais, estavam ansiosos por “saber tudo quanto há no mundo”.

Ao longo da narrativa, Dona Benta fala de assuntos ligados à ciência de maneira, simples, direta e dinâmica. Usa acontecimentos do cotidiano, experiências e curiosidades como ponto de partida para as aulas. Lançada pela primeira vez em 1937, a obra é um reflexo da preocupação de  Lobato com a educação e de sua visão revolucionária sobre pedagogia.
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Serões de Dona Benta – Edição comentada
Autor: Monteiro Lobato
Ilustrador: Roberto Fukue
Indicação: a partir de 9 anos
Editora: Globinho
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