Diarinho

Categoria: Para os pais


13:51 · 12.04.2014 / atualizado às 12:16 · 16.04.2014 por

Já pensou conversar com alguém que escreveu mais de noventa livros? Pois o Diarinho entrevistou Alexandre Azevedo, escritor desde os 18 anos e com 92 livros publicados. Ele conversou com os participantes da Feira do Livro Infantil na manhã de sábado e respondeu às perguntas dos professores e crianças. Assim como ele, eu tive pouquíssimas oportunidades de conversar com um escritor. Só mesmo no Ensino Médio, quando falei com o Adriano Espínola, autor do livro de poesias Beira-Sol, indicado para o vestibular.

Para quem quiser curtir um pouquinho da feira, hoje é o último dia, mas ainda tem contação de histórias, a partir das 14 horas, com o Baú de Leitura da Endesa Fortaleza Criança e no Centro Cultural Banco do Nordeste, com oficina, contação de histórias e show de encerramento com Adelson Viana, às 18 horas. Tudo gratuito.

Vamos à entrevista:

1. Como você sentiu o desejo de se tornar um escritor?

Minha formação é em Filosofia, mas desde criança eu era um ‘devorador de livros’. Comecei escrevendo crônicas e depois, parti para a literatura infantil, mas escrevi para adultos e adolescentes também.

2. Como você vê o mercado de livros infantis?

Na década de 1970, aconteceu um boom da literatura infanto-juvenil no Brasil. Esse surgimento de novas histórias e autores facilitou, por exemplo, o contato entre leitores e autores, algo que não existia no meu tempo de esctudante. Para nós, naquele tempo, os escritores eram inacessíveis, pessoas muito diferentes de nós. Hoje, nós podemos mostrar que escritores são pessoas “normais”, como qualquer outra.

3. Quais livros mais marcaram a sua infância?

Eu tinha uma coleção com as obras do Monteiro Lobato, mas também gostei muito da A Revolução dos Bichos, de George Orwell.

4. E na idade adulta?

Além de escritor, também sou professor de literatura e fã confesso de Machado de Assis. Todas as obras dele são ótimas.

5. O que você diria sobre o livro “Bicho do Mato e outros bichos”, que veio lançar na Feira do Livro Infantil?

Esse é um livro de poesia, que fala do bicho do mato no sentido figurado, no sentido de ser envergonhado, tímido. O verdadeiro bicho do mato é o Lobo Guará, que está sempre desconfiado, mas temos poemas sobre a tartaruga e outros animais também. Ele é indicado para as crianças do terceiro e quarto ano do ensino fundamental.

Índice

Bicho do Mato e outros bichos
Autor: Alexandre Azevedo
Editora: Bagaço
Indicação: a partir dos sete anos

13:48 · 31.03.2014 / atualizado às 14:03 · 31.03.2014 por

As editoras tem lançado ótimas opções, nos últimos anos, para quem quiser incentivar os filhos e criar uma biblioteca cheia de boas histórias. Destes dez que eu escolhi, alguns tem ilustrações incríveis. Outros podem ser lidos aos pedaços, um conto por noite. Aguardem, que em abril, mês do Livro Infantil, iremos intensificar as dicas para os filhos e também para os pais.Vamos aos livros?

1. Orie

O livro é todo em papel pardo. As ilustrações, que mostram todo o talento e sensibilidade da autora, parecem ter sido feitas naquele momento, com giz de cera. A história do livro é a de uma avó muito querida, a Orie. Ela gostava de contar suas lembranças de quando criança, as viagens de barco com os pais, as alegrias, as dificuldades. Os bisavôs da autora eram barqueiros no Japão. Orie saiu do Japão aos vinte anos, mas sua terra natal estava sempre em suas memórias. A autora, Lúcia Hiratsuka é paulista, brasileira e já recebeu o Jabuti de ilustração. Que tal perguntar aos seus avós um pouco de como era a infância deles? Pode ser uma ótima oportunidade de reunir a família e aprender mais sobre as suas origens.

Orie

Orie

Autora e ilustradora: Lúcia Hiratsuka

Editora: Pequena Zahar

Indicação: A partir de quatro anos

 

2. A Ilha do crocodilo – contos e lendas do Timor-Leste

Você lembra do Timor-Leste? É um país que fica no sudeste asiático e que tem o português como uma das línguas oficiais. Um dos mais jovens países do mundo, se tornou independente em 2002. Nesse livro de Geraldo Costa, podemos lê-lo todo de uma vez ou um conto por noite. Fizemos assim aqui em casa e foi ótimo. Uma leitura certamente muito enriquecedora do ponto de vista cultural, porque esse país, apesar de ter sido uma colônia portuguesa, assim como o Brasil, é muito diferente de nós. Livro publicado pela Editora FTD é fruto da experiência de cinco anos do autor no Timor Leste, onde conheceu o gosto local por contos, lendas e uma rica tradição oral. Também ganhou terceiro lugar na última edição do Prêmio Jabuti.

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A ilha do crocodilo – contos e lendas do Timor-Leste

Autor: Geraldo Costa

Ilustrador: Maurício Negro

Editora : FTD

Indicação: a partir dos  cinco anos.

 

3. Na floresta

Esse também tem ilustrações primorosas, resultado de um ilustrador-autor, ganhador de um dos mais importantes prêmios da literatura infantil mundial, o Hans Cristian Andersen. No livro, o autor trata de algumas angústias infantis, como o afastamento dos pais e o enfrentamento do desconhecido. No caminho da casa da avó, várias referências aos contos de fadas nos personagens que o menino encontra na caminhada. Uma história de familiaridade e estranhamento, de medo e coragem, de busca e encontro.

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Na  floresta

Autor e ilustrador: Anthony Browne

Editora: Pequena Zahar

Indicação: a partir dos 4 anos

 

4.Desenhando na cidade

Esse é um  livro infantil de arte. É todo desenhado à mão e conta a história real de Teju, cantora e artista popular autodidata, nascida em Ahmedabad, no oeste da Índia. Em desenhando na cidade, Teju desenha  sua trajetória de artista, tão entrelaçada com a de Ganeshbai, seu marido. Os dois pertenciam a uma comunidade que percorria as ruas cantando canções e, em troca recebiam cereais, roupas e dinheiro. A vida deles muda, ao conhecerem em Ahmedabad, o artista Haku Shan, que os estimulou a desenhar.

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Desenhando na cidade

Autor  e ilustrador: Tejubehan

Tradução: Mônica Stahel

Editora: Martins Fontes

Indicação: A partir dos seis anos

5.Você é uma figurinha

Tudo começou com um álbum de figurinhas da Alice no País das Maravilhas. Daí, a protagonista começou a fazer seu próprio álbum de figurinhas, mostrando como era a sua vida. A sua longa vida, de sete anos e meio. Tinha de tudo ali, os parentes, os amigos, os vizinhos e até o que ela se lembrava e o que não se lembrava. Me deu uma vontade de fazer o meu, ao estilo das agendas-diário dos anos 1990…

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Você é uma figurinha

Autores: Luiz Raul Machado e Ricardo Benevides

Ilustrações: Aline Abreu

Editora: Globinho

Indicação: a partir dos sete anos

6. Tanto mar

Nesse lindo livro azul, Thaís, em sua ilha, gostava de recolher o que o mar trazia. Conchas, sapatos, garrafas. Chegou ao ponto de não caber mais em seu quarto, de tanta tranqueira que o mar trazia. A grande esperança era que o mar trouxesse o pai dela, que o mar levou, depois de uma pescaria. A menina cresce com fome de conhecer o mundo e acaba descobrindo muitas outras coisas, que quem terminar o livro vai saber.

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Tanto mar

Autora: Tatiana Salem Levy

Ilustrações: Andrés Sandoval

Editora: Galerinha Record

Indicação: a partir dos cinco anos

7.  João Bocó e o Ganso de Ouro

Esse é um cordel, que ainda traz lição no fim. “Este conto popular/que aqui vamos narrar/talvez possa nos mostrar/uma bonita lição/ que tem um valor profundo/uma bonita lição/que tem um valor profundo/um simplório vagabundo/ que conquistou meio mundo/por ter um bom coração/João não tem esperteza/mas com seu ganso de ouro/conquistou uma princesa/ e um cobiçado tesouro”. A autoria é do cearense Arievaldo Viana, com ilustrações de Jô Oliveira.

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João Bocó e o Ganso de Ouro

Autor: Arievaldo Viana

Ilustrações: Jô Oliveira

Editora Globinho

Indicação: a partir de sete anos

8. Meu gato mais tonto do mundo

Esse é para rir. O animalzinho ‘pequeno” faz tudo o que um gatinho esperto poderia fazer. Se esconde no cesto de roupas, quer brincar  com o novelo de lã. Só que ele não é um felino, isso torna tudo muito engraçado. Mais um livro de autor-ilustrador, Gilles Bachelet.

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Meu gato mais tonto do mundo

Autor e ilustrador: Gilles Bachelet

Editora: Estação Liberdade

9.Isso eu sei

O livro é só de nomes e ilustrações. Ótimo para crianças em fase de alfabetização. Tem de tudo, lagarta, girafa, pasta de dente, maçã mordida. Tem coisas que as crianças podem ficar perto e outras que devem se manter longe.

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Isso eu sei

Autor e ilustrações: Moni Port

Editora: Callis

Indicação: a partir de quatro anos

10. Olívia não quer ser princesa

A maioria das meninas quer ser princesa.  A personagem aqui, a porquinha Olívia, não quer nem saber dessa história. E sugere outros caminhos para as crianças e seus pais, através de um papo cabeça, capturado com maestria pelo ilustrador-autor Ian Falconer.

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Olívia não quer ser princesa

Autor e ilustrações: Ian Falconer

Editora: Globinho

Indicação: a partir de cinco anos

 

 

 
14:42 · 26.03.2014 / atualizado às 14:42 · 26.03.2014 por

Gente, desde que comecei a escrever por aqui sempre dei dicas de livros e, com menos frequência, de filmes e programações culturais para as crianças. Entretanto,  já há algum tempo, pensei em ampliar essas dicas com livros bacanas para os pais também.

Existe um ditado popular que nos diz “A palavra convence e o exemplo, arrasta”. Portanto, se ler foi um hábito dos pais em casa, certamente a criança terá mais vontade de folhear os livros e, com esse contato, até mesmo a leitura fluente pode acontecer antes do esperado.

“O comportamento da família influencia diretamente os hábitos da criança. Se os pais leem muito, a tendência natural é que a criança também adquira o gosto pelos livros”, afirma Rosane Lunardelli, doutora em Estudos da Linguagem e professora Universidade Estadual de Londrina (UEL).

Para ajudar a desbravar esse encantado mundo da leitura, passarei a dar dicas de livros interessantes também para os pais, aqui no blog. Espero que gostem!

O primeiro “101 Coisas que não me contaram antes do casamento” é voltado para casais e confesso que me surpreendeu. Isso porque se trata  de um livro de aconselhamento em que eles não citam somente exemplos de casais heterossexuais, mas também de homossexuais.  Outra vantagem é que podemos abrir o livro onde quisermos, porque cada um dos 101 tópicos pode ser lido de forma independente. Além disso, a introdução é feita por um psicanalista brasileiro, que esclarece acerca das principais diferenças culturais entre nós e os americanos, público para o qual o livro foi escrito. Ah, é um livro de bolso, o que facilita o transporte e a leitura em qualquer lugar. Basicamente, o livro nos fala das pequenas diferenças que  podem tornar a rotina de um casal muito difícil. Também traz dicas para ajudar a lidar com os altos e baixos da vida a dois.

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101 coisas que não me contaram antes do casamento

Autores: Linda e Charlie Bloom

Editora: Viva Livros

Peter Pan é um clássico e, pela sua popularidade, todos nós conhecemos a sua história de menino que não quer crescer, até porque já foi adaptada para o cinema, está presente até nas coleções mais simples de contos de fadas e foi desenho com exibição diária nas manhãs dos anos 1990.

Mas essa edição da Zahar é um encanto. Com ilustrações, a edição de bolso luxo é aquele livro que se lê e que se tem vontade de guardar para quando o filho crescer, para que ele possa ler também e acompanhar a verdadeira história de Peter, Wendy, seus irmãos e os meninos perdidos. Verdadeira porque tem vários detalhes que se perdem nas adaptações, como as batalhas de Peter e como ele se safa do Capitão Gancho e o fim da história, que não está presente em nenhum dos filmes. Na introdução, também é falado bastante sobre a vida do autor e também de Monteiro Lobato, que incluiu essas histórias nas que eram contadas para as crianças do Sítio do Picapau Amarelo. Essa Edição Comentada e Ilustrada traz o texto integral de J.M. Barrie, notas explicativas de Thiago Lins, apresentação da escritora Flávia Lins e Silva e ilustrações originais de F.D Bedford para a primeira edição de Peter Pan, em 1911. E também tem a vantagem de ser de bolso, o que facilita levar para qualquer lugar, sem incômodo.

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Peter Pan

Editora Zahar

Autor: J.M Barrie

15:27 · 12.03.2014 / atualizado às 15:27 · 12.03.2014 por

Qual é a criança que não fica vidrada na tela da televisão com as divertidas histórias de Peppa? O sucesso da porquinha faz com que famílias inteiras se reúnam  diante da telinha para acompanhar a série, que tem muito a ver com o cotidiano das crianças, cheio de brincadeiras, amigos por todos os lados e dias felizes. Tudo isso com o acompanhamento e amor do Papai Pig e da Mamãe Pig, que ensinam Peppa e George, o irmão caçula, valores como generosidade, amizade e sinceridade, de uma forma encantadora e com muito humor. 

O desenho, inclusive, foi  premiado pela Academia Britânica de Artes do Cinema e Televisão e pelo Festival Internacional de Animação para Televisão e Conteúdo Multiplataforma – Cartoons on the Bay.

Pois a boa notícia é que a editora Salamandra acaba de lançar no Brasil, com exclusividade, uma coleção de livros com a Peppa e seus amigos. A coleção é composta por um livro de história e quatro livros de atividades. Em A história de Peppa são apresentados Peppa e seus familiares, os locais que costumam ir e, principalmente, o que a família Pig mais gosta de fazer!

Já os quatro livros de atividades Brincando com Peppa oferecem diversos exercícios, que estimulam o desenvolvimento cognitivo dos pequenos, de acordo com o estágio de desenvolvimento de cada criança.

Divididos pela faixa etária, os cadernos de atividades propõem desenhos e pinturas livres, organização de elementos similares e exercícios de traçar os pontos para as crianças de 3 a 4 anos.

Para os mais grandinhos, de 5 a 6 anos, as atividades vão desde leitura e compreensão da linguagem escrita, identificação de semelhanças e diferenças até a introdução de matemática por meio de identificação e reconhecimento de algarismos.

Todos os livros de atividade contam ainda com uma cartela de adesivos com imagens diversas, que podem ser usadas para completar os espaços em branco, de acordo com a proposta dos exercícios, criando assim a associação de imagens.

Além de lindos, os livros ainda são educativos. Não podem faltar na nossa estante, por isso, já garantimos os nossos. E vocês?

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A história de Peppa/ Brincando com a Peppa

Editora Salamandra

Indicação: a partir de três anos

21:56 · 25.02.2014 / atualizado às 21:56 · 25.02.2014 por

Estamos na semana da folia, na contagem regressiva para o Carnaval, uma das festas mais vibrantes do Brasil. Para combinar com a alegria desse período, indico alguns livros, que contam a história de algumas personalidades que são a cara dessa época, como Chiquinha Gonzaga, Cartola e Noel Rosa. Também tem o Galo da Madrugada, o maior bloco de Carnaval do Mundo, que sai no Recife, Pernambuco e é personagem de um livro superbacana da atriz e humorista Fabiana Karla, a Perséfone da última novela das oito,  Amor à Vida, que agora estreia na literatura. Vamos às dicas?

Você já ouviu aquela marchinha: “Ô abre alas, que eu quero passar!…”. Quem escreveu essa e outras muitas músicas foi Chiquinha Gonzaga, uma mulher à frente do seu tempo. Ela, Cartola, outro compositor autor de pérolas como “O Mundo é um Moinho” e “As Rosas não falam”, são personagens da coleção Crianças Famosas, que revela episódios da infância de músicos, pintores, escritores e inventores, mostrando sua genialidade precoce. Na primeira obra, a autora mostra a paixão de Francisca Edwiges Neves Gonzaga, antes mesmo dos dez anos de idade, transcorrendo sua trajetória como compositora até a criação da primeira marchinha de Carnaval, “O abre alas”, cantada em muitos blocos até hoje. De maneira lúdica e divertida, os leitores ainda mergulham nos primeiros anos de vida de Cartola, um sambista apaixonado e fundador de uma das principais Escolas de Samba do País: a Estação Primeira de Mangueira.Por fim, a folia nordestina também ganha espaço no acervo da editora. No livro “Os sons de Salvador”, o leitor vai se deparar com Caê, um músico que está estudando os ritmos da cidade baiana e a sua história. Uma narrativa gostosa e interessante escrita por Luiz Brás.

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Chiquinha Gonzaga

Autor: Edinha Diniz

Ilustrações: Ângelo Bonito

Editora Callis

 

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Cartola

Autor: Edinha Diniz

Ilustrações: Ângelo Bonito

Editora Callis

 

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Os sons de Salvador
Autor: Luiz Bras

Editora Callis

 

Para os maiores de dez anos, indico “Ninguém aprende samba no colégio”, de Christina Dias, que conta a história da delicada relação entre uma adolescente e sua avó, enquanto apresenta um pouco da vida e da obra do Poeta da Vila Isabel. No prefácio, o cantor Martinho da Vila destaca que o título do livro é um trecho de Feitio de oração, uma canção apaixonada de Noel, e comenta a falta de informação sobre o samba nas escolas. A obra traz ainda uma biografia de Noel Rosa e a letra de todas as músicas citadas na história. São dez grandes sucessos do artista, entre eles Conversa de botequim, Com que roupa?, Fita amarela, entre outras.

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Ninguém aprende samba no Colégio
Autor: Christina Dias
Ilustrador: Dave Santana
Editora: Globo Livros

 

Em O rapto do Galo, Fabiana Karla faz homenagem à cultura de sua terra natal, Pernambuco. O livro é todo escrito em rimas, como um cordel contemporâneo, que faz par direitinho com as ilustrações de Rosinha, outra pernambucana que tem feito muito sucesso com suas ilustrações coloridas e ganhou um Jabuti, o mais importante prêmio literário do Brasil, de ilustração. No fim, ainda tem um glossário que explica o que faz parte do Carnaval de Recife, como o Homem da Meia-Noite, o Zé Pereira e os Caboclos de Lança.

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O Rapto do Galo
Autora: Fabiana Karla
Ilustrações: Rosinha
Editora: Rocco Pequenos Leitores

20:03 · 11.02.2014 / atualizado às 20:03 · 11.02.2014 por

mochila2Agora que as aulas das crianças voltaram, o material foi comprado e o uniforme escolar está em dia, é hora de dar uma olhadinha especial na mochila! Afinal, a lista com os itens que devem ser levados diariamente para a escola é bem grande. É preciso ficar de olho no peso que os pequenos estão carregando nas costas para que não interfira na saúde deles.

Segundo a Associação Brasileira de Reabilitação de Coluna (ABRC), 70% dos problemas de coluna na fase adulta são causados por sobrecarga de peso e esforços repetitivos durante a infância e a adolescência. Diante do fato, o Senado aprovou o projeto de lei 66/2012, que propõe o limite de peso da mochila de cada jovem, que deve corresponder a, no máximo, 15% do seu peso.

O projeto foi aperfeiçoado, exigindo que as escolas instalem armários em suas dependências. Portanto, a lei precisa novamente passar por aprovação. A expectativa é que entre em vigor ainda este ano.

Para prevenir os danos, que podem atingir músculos e articulações, pés, joelhos e quadris, o fisioterapeuta Helder Montenegro, presidente da ABRC, dá alguns conselhos para a hora de comprar a mochila e organizá-la. Confira:

-Os objetos mais pesados devem ser guardados no espaço principal da mochila;
-Os objetos menores devem ser distribuídos nos bolsos externos;
-A mochila deve ter duas alças, para que o peso seja distribuído igualmente;
-As alças da mochila devem ser largas e acolchoadas;
-A postura da criança deve ser observada e, quando necessário, corrigida.

Fonte: Uol

15:25 · 06.02.2014 / atualizado às 15:25 · 06.02.2014 por

Ao ler esse título, você deve estar se perguntando: o que tem a ver os números com a natureza? Bem, se aproveitarmos os animais para a aprender a contar, teremos ótimas lições. Os gatos e cachorros têm quatro patas. Os insetos, seis e as aranhas, oito. As libélulas tem quatro asas. Tudo isso, a gente aprende na prática, ao ver esses bichos e também outras quantidades no livro “1,2,3, estrelas! Contando na natureza”, de Anne Sophie Baumann, com ilustrações de Anna-Lise Boutin. O livro, da editora Pequena Zahar, faz uma abordagem bem diferente dos números, através de uma viagem lúdica e colorida ao coração da natureza.

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Autora: Anne-Sophie Baumann
Ilustradora: Anne-Lise Boutin
Tradução: André Telles
Indicação: A partir dos três anos.

 

A ideia de “E o dente ainda doía”, de Ana Terra, que faz parte da coleção Itaú, também nos ajuda a contar e a aprender a memorizar frases. O jacaré estava com dor de dente e veio um montão de bichos amigos darem umas dicas para melhorar desse sofrimento. Tinha de tudo: coelho, sapo, rato, tatu, toupeira e até patinho, com soluções meio estranhas, como morder um pedregulho para passar a dor. E Ana Terra ainda dá umas dicas de como fez para ilustrar o livro.

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Autora e ilustradora: Ana Terra
Editora: DCL
Indicação: A partir dos três anos.

 
Esses são perfeitos para os mais curiosos. Os livros: “Pergunte ao inseto” e “Pergunte ao dinossauro” trazem várias  informações para quem quer saber mais sobre eles. Os dois tem um visual bem dinâmico, cheio de fotos. Entre as curiosidades, estão se todas as abelhas produzem mel, por que as libélulas estão sempre com pressa e por que as aranhas não grudam em suas teias. Já sobre os dinossauros, podemos descobrir quem eram os mais ferozes, se sabiam nadar e outras coisas interessantes.

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Editora: FTD
Indicação: a partir dos cinco anos

 

Para quem gosta de abas explicativas e ilustrações em formato pop-up, “Por dentro do vulcão”, da editora FTD,  é uma ótima dica. Com mais de 30 abas, o livro mostra como esses gigantes que cospem fogo são por dentro, assim como a temperatura média e o tempo de formação e os países que mais tem, as mudanças na paisagem.

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Editora: FTD
Indicação: a partir dos cinco anos

 

11:31 · 03.02.2014 / atualizado às 11:31 · 03.02.2014 por

Vem a 7ª edição do Bazar Materno de Fortaleza, evento que é uma boa oportunidade para vender e comprar produtos usados, seminovos para bebês, crianças e até para as mamães a preços bacanas.

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Fundado em 2011, o bazar reúne  roupas, brinquedos, cosméticos e outros itens bacanas. Mas o mais legal é que, dessa grande reunião de trocas, nasce uma boa ação: o evento arrecada alimentos e latas de leite para doar para instituições de caridade.

O último bazar foi só sucesso. Mamães, papais e crianças fizeram a festa no evento, que teve sua primeira edição em 2011 (Foto: Arquivo Pessoal)
O último bazar foi só sucesso. Mamães, papais e crianças fizeram a festa no evento, que teve sua primeira edição em 2011 (Fotos: Arquivo Pessoal)

Que tal participar de mais uma edição de um evento cheio de amor e boas intenções?

Serviço:
7º Bazar Materno de Fortaleza
Dia 8 de fevereiro, das 14h às 18h
Rua Maria Josefina Pessoa, 220, Maraponga
Entrada: uma lata de leite em pó ou dois sachês

 

16:41 · 30.01.2014 / atualizado às 16:41 · 30.01.2014 por

Neste dia 30 de janeiro completa-se 145 anos da publicação da primeira história em quadrinhos brasileira. Em 1869, foi publicada “As aventuras de Nhô Quim” na revista Vida Fluminense, com desenhos de Ângelo Agostini. A data foi instituída como Dia Nacional das Histórias em Quadrinhos pela Associação de Quadrinistas e Cartunistas do Estado de São Paulo.

Eu, que aprendi a ler nas revistinhas da Marvel, porque meu tio era colecionador, sou suspeita para falar de quadrinhos, paixão que me acompanha desde a infância. Não consegui “evoluir” para os quadrinhos mais adultos e continuo amando os voltados para crianças mesmo, como os da Turma da Mônica, que compro, todo o mês para a pequena leitora lá de casa e me divirto muito, quando leio antes.

Preparamos algumas dicas que irão agradar não só os pequenos, mas também os mais crescidinhos e os pais.

 

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Editora Armazém da Cultura
Indicação: a partir dos cinco anos

Este, eu já falei sobre ele no Diarinho, mas como  é um quarentão conservado e é o nosso herói cearense que tudo atura, merece mais uma indicação. Nessa edição comemorativa da Armazém da Cultura, com organização do Fórum de Quadrinhos do Ceará, são vários desenhistas que recriam as histórias mais famosas do Capitão Rapadura.

Ilha do TesouroAutor: Robert Louis Stevenson (adaptação Manuel Pace e Carlo Rispoli; tradução Fernando Scheibe e Diego Cervelin)
Editora: Nemo
Indicação: a partir de 10 anos

Piratas, aventuras e traições em alto mar fazem de “A Ilha do Tesouro” uma das histórias mais conhecidas da literatura, que ganhou uma versão toda em quadrinhos. Robert Louis Stevenson escreveu essa história em 1883, que conta como o menino Jim Hawkins acha um mapa do tesouro que pertencia a um velho lobo-do-mar e participa de uma expedição para encontrar a fortuna do pirata. 

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Editora: Pixel
Indicação: a partir dos 8 anos

Essa coletânea da Luluzinha é imperdível para reunir três gerações em torno das revistinhas. O bom é porque mostra um pouco de como era o cotidiano dos pais e filhos nesse tempo, em que a televisão ainda não estava em todas as casas e computadores e tablets então, nem na ficção científica. As mães, em sua maioria, também não trabalhavam fora. Outra curiosidade é que vemos os protagonistas, todos crianças, brincando com revólveres de brinquedos entre outras ações politicamente incorretas mas que são retratos da época. A edição da Pixel é bem cuidada, com papel bom, colorido e há também um efeitinho imitando páginas antigas, meio amareladas. Para quem não conhece a personagem, ela nasceu inicialmente em 1935 para divertir leitores através das tirinhas do Saturday Evening Post, mas só ganhou os quadrinhos apenas depois de uma série de aparições em comerciais, filmes e propagandas que a deixaram famosa. Após sete anos de aventuras em HQ, Luluzinha ganhou o mundo em 1943, quando a Paramount Pictures produziu as primeiras animações focadas na personagem. Hoje, tem também a Luluzinha jovem, que vive indecisa se namora ou não com o Bola, que é o Bolinha crescido.

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Roteiro: Marcos Martinho
Arte: André Diniz
Coordenação: Heloísa Prieto
Editora: ática
Indicação: a partir dos 10 anos

No “Os mitos gregos e a música”, os personagens viajam para a Grécia e conhecem mais sobre o processo de criação das músicas. Gu tem 16 anos e o primo Fé, tem 10. Os dois partem nas férias para visitar o tio Hermógenes, na Grécia. Um dos locais que eles vão conhecer é Delfos, com o guia Pausânias. Os quatro juntos então descobrem que podem aprender muito uns com os outros, além de filosofia, história, mitologia e até sobre rock.

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Autores: Lee Falk e Ray Moore

Editora Pixel

Indicação: a partir dos 10 anos

Criado em 1936, por Lee Falk, o mesmo criador do mágico Mandrake, o Fantasma é um clássico dos quadrinhos. Nesta história, o espírito de 400 anos e que faz justiça contra os piratas, a aventura e a ação são os motes. Originalmente,  foi publicada em tiras diárias, entre os anos de 1936 e 1937.

 

 

13:12 · 22.01.2014 / atualizado às 13:12 · 22.01.2014 por

Depois de descobrir as obras infantis de Graciliano Ramos e Clarice Lispector, o Diarinho agora vai revelar mais sobre os livros de Cecília Meireles para crianças.

Para quem não conhece tanto a respeito dessa grande poetisa e escritora, um de seus grandes feitos foi ter fundado, em 1934, a primeira biblioteca infantil do Rio de Janeiro, em 1934. Isso porque, antes de ser jornalista, ela tinha sido professora e permaneceu publicando vários artigos sobre educação. Suas obras são permeadas de poesia e musicalidade, explorando versos regulares, a combinação de diversos metros, além do verso livre. Os poemas não ficam restritos à leitura infantil, permitindo diferentes níveis de leitura.

Seu primeiro livro foi publicado em 1919, Espectros, quando ela tinha apenas 18 anos. A sua obra infantil  mais famosa é o livro “Ou isto ou aquilo”, que mostra, através de versos, que a vida é feita de escolhas e estas são muitas vezes difíceis de resolver. (E como!). Foi publicado pela primeira vez em 1964.

Olhem só a beleza desses versos de Cecília:

Ou Isto ou Aquilo

Ou se tem chuva e não se tem sol

ou se tem sol e não se tem chuva!

Ou se calça a luva e não se põe o anel,

ou se põe o anel e não se calça a luva!

Quem sobe nos ares não fica no chão,

quem fica no chão não sobe nos ares.

É uma grande pena que não se possa

estar ao mesmo tempo nos dois lugares!

Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,

ou compro o doce e gasto o dinheiro.

Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo…

e vivo escolhendo o dia inteiro!

Não sei se brinco, não sei se estudo,

se saio correndo ou fico tranqüilo.

Mas não consegui entender ainda

qual é melhor: se é isto ou aquilo.

 

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Editora: Global
Ilustrações: Odilon Moraes
Indicação: a partir de sete anos, mas os de três ou quatro anos são capazes de compreender o sentido.

Os pescadores e suas filhas é uma obra que já falei aqui no blog. Por ser poesia,  e contar com pouco texto em cada página, pode ser compreendida pelas crianças menores, que ainda não sabem ler. As ilustrações de Chris Eich são lindas e podem inspirar belos desenhos em aquarela. Me deu até vontade de andar de jangada com o meu pai, que já foi pescador de fim de semana…

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Editora: Global
Ilustrações: Chris Eich
Indicação: A partir dos três anos.

O menino azul conta a história de um menino que queria ter um burrinho, para acompanhá-lo em suas aventuras imaginárias. Elma também dá um show de sensibilidade e delicadeza com suas ilustrações. Ela assume que é parecida com o menino azul e está sempre dentro de um livro que ilustrou ou escreveu.

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Editora: Global
Ilustrações: Elma
Indicação: No site da editora tem 7, 8 anos. Li para crianças a partir dos três anos e deu certo.

 

 

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