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20:32 · 20.01.2016 / atualizado às 12:25 · 21.01.2016 por
Crédito: Divulgação
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Se o Havaí é um sonho para onze em cada dez surfistas, essa relação mantém-se a mesma quando o assunto é Maui e sua relação com o windsurfe. E para mostrar para vocês porque o windsurfe é um dos esportes mais radicais em água – e sua relação com o Havaí e o potencial que temos também no Ceará – vou compartilhar por aqui o encanto de Maui e o que faz deste lugar o nosso sonho e porque o que acontece aqui pauta o esporte mundo afora. 

Sou Mathias Pinheiro, velejador, campeão mundial de windsurfe em 2010 e vivo do e para o esporte. Passei um tempo em Maui em dezembro e janeiro, meses importantes para nós, atletas. Mas, antes de seguir, deixa eu te falar um pouco mais sobre o Havaí.

O arquipélago é composto por várias ilhas onde a mais famosa dela é a ilha de Oahu onde se encontra as ondas de Sunset e Pipeline. A ilha de Maui é a segunda mais frequentada,  famosa por ser o berço mundial dos esportes radicais, dentre eles o windsurfe. Estamos falando da casa de uma das maiores ondas do mundo, que é Jaws ou Peahi, na língua havaiana.

Além das condições de clima, geografia, mar e vento, é em Maui que estão centradas todas as principais marcas de equipamentos para windsurfe. Por aqui, passam todos os grandes nomes do esporte e podemos velejar com eles e acompanhar o desenvolvimento do que haverá de melhor no mercado mundial para quem curte e pratica o esporte.

Por isso, façam as malas! A temporada começou para mim e para vocês! E já de cara, vou logo avisando, se você é daqueles que querem conhecer este lugar,  sua viagem deve ser planejada nos mínimos detalhes. A escolha de um itinerário é fundamental para que sua viagem seja feita no menor tempo possível. E tempo, quando estamos entre aeroportos, aviões e fusos horários, tem seu valor.

Partindo de Fortaleza (CE), você pode escolher entrar nos Estados Unidos por qualquer portão de saída do Brasil. Mas, como velejador, estou sempre carregado de equipamentos e por isso minha opção é voar em uma companhia que tenha uma política de bagagens atrativa. E nesse quesito prefiro voar de American Airlines (AA). Sabe como é, viajar com pranchas de windsurfe, SUP e velas não é fácil. Outras companhias aéreas podem e tendem a restringir o acesso a esses equipamentos ou cobrar tarifas abusivas para transportá-los.

Nessa viagem, escolhi ir de milhas e, como acabei tirando em cima da hora, tive poucas opções de escolha do melhor itinerário. Foi o primeiro erro cometido já que o mês de dezembro é alta estação para quem visita o arquipélago havaiano. Por isso, programar sua vinda com antecedência é tão válido.

Sente o meu itinerário:

Minha viagem partiu de Fortaleza com pernoite em São Paulo. Já foi uma diária de hotel por não haver conexão disponível com AA para o mesmo dia. No dia seguinte, segui de São Paulo – GRU com destino a Miami – MIA. Foram 8hs de voo com uma conexão rápida para Seatle – TAC para mais um voo de 6h.

Outra pernoite até, finalmente, pegar o voo para Maui – OGG com outro de 6h de duração. Se tivesse tirado a passagem com antecendência, poderia ter evitado esse longo caminho optando por ir através de Dallas  – DFW ou Los Angeles – LAX, encurtando em um dia o tempo total de voo e economizado duas diárias de hotel.

Voando por Seatle – TAC, tive que ficar atento a temperatura local que, nesta época do ano, é bem congelante. Isto requer que tenhamos na bagagem de mão as roupas de frio. Por isso, fique esperto! Me ferrei com quase 3 dias de deslocamento.

Mathias Pinheiro
Velejador e campeão mundial de windsurf em 2010