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19:54 · 07.02.2018 / atualizado às 19:54 · 07.02.2018 por

Depois de lançar o Tesla Roadster vermelho de Elon Musk como carga de teste para o foguete Falcon Heavy na terça-feira (6), a SpaceX transmitiu as primeiras horas da viagem inédita.

No vídeo acima, é possível ver diversos ângulos do carro e do “motorista”, um boneco vestido de astronauta apelidado de Starman em homenagem à música de David Bowie, que estaria tocando no rádio se o som pudesse se propagar no espaço.

As imagens cobrem mais de quatro horas e foram transmitidas ao vivo. No lugar de uma tela multímidia há a frase: “Don’t panic” (não se desespere), citada no “Guia do mochileiro das galáxias”. Em uma das placas eletrônicas do carro, Musk mandou gravar “Feito na Terra por humanos”, caso algum alienígena trombe com o carro por aí.

Mais do que uma jogada do empresário Elon Musk, que criou a Tesla, colocar o esportivo elétrico dentro de um foguete serviu para mostrar a capacidade da sou outra empresa, a SpaceX, de fazer viagens espaciais. O teste real foi do foguete jumbo Falcon Heavy, que se tornou o veículo espacial mais poderoso a ser lançado dos Estados Unidos desde os foguetes Saturn 5, da Nasa, que transportaram astronautas para a lua 45 anos atrás.

No entanto, o mais impressionante é que dois dos três foguetes usados como propulsores voltaram ao solo e pousaram intactos, prontos para uma próxima. O terceiro deles errou o alvo e se desintegrou no mar.

O Tesla Roadster foi impulsionado uma última vez, para escapar da órbita de Marte e dar uma volta como previsto no esquema divulgado por Musk.

Trajetória

A SpaceX ainda não confirmou se a trajetória está correta e quais as chances de ele colidir com qualquer outro objeto no espaço no meio do caminho. A ideia inicial era deixar o carro na órbita de Marte por anos.

O Falcon Heavy é projetado para transportar cargas úteis de muito maior peso do que um carro esportivo, com a SpaceX vangloriando sua capacidade de colocar cerca de 70 toneladas em órbita terrestre por um custo de US$ 90 milhões por lançamento.

A expectativa é de que a SpaceX, com sede na Califórnia, vai ganhar vantagem em relação às companhias de foguetes comerciais rivais que buscam contratos importantes com a Nasa, as Forças Armadas dos EUA, empresas de satélites e até mesmo com turistas espaciais pagantes.

O esportivo foi o primeiro modelo da Tesla e ganhará um “upgrade” em 2020, que o colocará como o carro mais rápido do mundo em aceleração. De acordo com o anúncio feito em novembro passado, ele será capaz de ir de 0 a 96 km/h em 1,9 segundo.

Essa marca supera o próprio Tesla Model S P100D, o híbrido Porsche 918 Spyder e o Bugatti Chiron – todos com desempenho acima de 2 segundos.

O novo Tesla Roadster ainda é conversível e tem outra característica impressionante: uma carga de bateria dura cerca de 1.000 km.

Com informações: Auto Esporte/Globo.com

16:25 · 01.02.2018 / atualizado às 16:25 · 01.02.2018 por
Mudanças climáticas estão reduzindo o habitat desses animais, forçando-os a ir cada vez mais longe para buscar comida durante o degelo, gastando mais energia que conseguem repor Foto: National Geographic

Os ursos polares têm taxas metabólicas mais altas do que se pensava e isso explica por eles têm sido incapazes de conseguir alimentos em quantidade suficiente para suas necessidades, de acordo com um novo estudo.

De acordo com os autores, publicada nesta quinta-feira (1), na revista Science, a pesquisa mostra quais são os mecanismos fisiológicos por trás do declínio já observado nas populações e nas taxas de sobrevivência dos ursos polares.

“Temos documentado, ao longo da última década, o declínio nas taxas de sobrevivência, nas condições de saúde e nos números populacionais do urso polar. Ao calcular as necessidades energéticas reais dos ursos polares e observar com que frequência eles são capazes de caçar focas, esse estudo identificou os mecanismos que estão levando a esses declínios”, disse o autor principal da pesquisa, Anthony Pagano, da Universidade da Califórnia em Santa Cruz.

Pagano explica que o declínio das populações de ursos já era associado às mudanças climáticas que estão reduzindo o habitat desses animais, forçando-os a ir cada vez mais longe para buscar comida durante o degelo. Mas a conta não fechava, porque não se sabia que os ursos precisavam de tanta energia – os estudos anteriores se baseavam em estimativas de uma taxa metabólica 50% mais baixa.

Monitoramento

Para realizar o novo estudo, os cientistas monitoraram o comportamento dos ursos, a frequência de sucesso na caça e as taxas metabólicas de fêmeas adultas sem filhotes quando elas buscavam presas no gelo do Mar de Beaufort durante a primavera.

O monitoramento foi feito com coleiras hi-tech, que registravam em vídeo as andanças dos animais, rastreando seu deslocamento, seu comportamento e os níveis de atividade em períodos de oito a 11 dias. Foram utilizados também sensores de atividade metabólica para determinar quanta energia os animais gastavam em suas atividades.

Com isso, os cientistas descobriram que as taxas metabólicas registradas eram, em média, 50% mais altas do que as estimadas por estudos anteriores. Cinco dos nove ursos estudados perderam muito peso e não conseguiram caçar focas em número suficiente para suprir seus gastos de energia.

“A pesquisa foi feita no início do período que vai de abril a julho, quando os ursos polares capturam a maior parte das suas presas e conseguem acumular a maior parte da gordura corporal que eles precisam para sustentá-los pelo resto do ano”, disse Pagano.

O cientista afirma que as mudanças climáticas têm efeitos dramáticos no gelo do mar do Ártico, forçando os ursos polares a percorrer distâncias maiores e dificultando a busca de presas.

No Mar de Beaufort, as geleiras marinhas começam a recuar a partir da plataforma continental em julho, quando a maioria dos ursos se move em direção ao norte à medida que o gelo se retrai.

Derretimento do gelo

Com o aquecimento do Ártico, mais gelo derrete nesse processo, obrigando os ursos a percorrer distâncias maiores que no passado. Isso faz com que eles gastem mais energia durante o verão, quando eles ficam em jejum até que o gelo volte, no outono, à plataforma continental. Em outras áreas, como na Baía de Hudson, a maior parte dos ursos vai para a terra quando o gelo marinho recua. Ali, o aquecimento do Ártico faz com que o gelo marinho se rompa mais cedo no verão e volte a se formar mais tarde no outono, forçando os ursos a ficarem mais tempo em terra.

“De qualquer maneira, a questão continua sendo quanta gordura eles podem acumular antes que o gelo comece a recuar e quanta energia eles terão que gastar. Nós descobrimos que os ursos polares têm uma necessidade de energia muito mais alta do que o estimado”, afirmou Pagano. Na primavera, os ursos polares caçam principalmente as focas que nasceram recentemente e que são mais suscetíveis que as focas adultas. No outono, quando as jovens focas já estão mais velhas e espertas, os ursos não conseguem tantas presas. “Calculamos que os ursos podem capturar até duas focas no outono. Na primavera e no começo do verão, eles caçam de cinco a 10 focas”, disse Pagano.

Os cientistas da Universidade da Califórnia em Santa Cruz têm estudado os ursos polares no Mar de Beaufort desde a década de 1980. Segundo Pagano, a estimativa populacional mais recente indica que o número de ursos polares caiu cerca de 40% na última década. Mas, segundo Pagano, era difícil estudar a biologia fundamental e o comportamento dos ursos polares em um ambiente tão remoto e hostil. “Agora nós temos a tecnologia para descobrir como eles se movem no gelo, quais são seus padrões de atividades e suas necessidades energéticas, de forma que podemos entender melhor a implicações das mudanças que estamos observando no gelo marinho” afirmou Pagano.

Com informações: Estadão Conteúdo

21:02 · 28.01.2018 / atualizado às 21:03 · 28.01.2018 por
O monumento de Ain Dara data da “era arameia” (1.300 a 700 anos a.C) e se encontra no enclave de Afrin. A foto acima foi feita antes do ataque aéreo deste fim de semana Foto: Hitite Monuments

Um templo neo-hitita de 3 mil anos de antiguidade foi danificado pelos bombardeios aéreos turcos no norte da Síria, indicou neste domingo (28) uma organização não governamental e um arqueólogo.

O templo de Ain Dara, que data da “era arameia” (1.300 a 700 anos a.C) se encontra no enclave de Afrin, na mira da aviação e da artilharia turca, detalhou a ONG Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH). “O alcance das destruições é de 60%”, estimou o diretor do OSDH, Rami Abdel Rahman.

O sítio de 50 hectares, descoberto em 1982, é famoso por seus “leões em basalto, imponentes e excepcionais, e afrescos esculpidos em pedra”, indicou o ex-diretor-geral de Antiguidades e Museus da Síria, Mamun Abdelkarim. “Três mil anos de civilização, destruídos em um bombardeio aéreo”, lamentou o especialista.

A Direção-Geral de Antiguidades e Museus síria condenou em um comunicado “os ataques turcos a sítios arqueológicos de Afrin” e confirmou “a destruição do templo de Ain Dara, um dos edifícios arqueológicos mais importantes construídos pelos arameus na Síria”. A Turquia começou em 20 de janeiro uma ofensiva militar no norte da Síria para expulsar as milícias curdas sírias da região.

Palmira

Abdelkarim comparou a destruição do templo de Ain Dara à destruição causada pelo grupo jihadista Estado Islâmico (EI) em 2015 na cidade de Palmira, sítio de 2.000 anos de antiguidade inscrito na lista do Patrimônio da Humanidade da Unesco.

“A destruição do templo de Ain Dara é do mesmo nível de atrocidade que a do templo de Bel”, em Palmira, lamentou Abdelkarim. Ele se preocupa com as consequências dos combates no setor de Jabal Saman, onde há localidades que datam do começo do cristianismo e que estão inscritas desde 2013 na lista em perigo do Patrimônio Mundial da Unesco.

Com informações: AFP

08:53 · 28.01.2018 / atualizado às 11:25 · 27.01.2018 por
O Geopark Araripe faz parte de uma rede global de geoparques ligada à Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) Foto: Crato.org

Mais de quatro anos após uma apreensão de quase 3 mil fósseis furtados da Bacia do Araripe, localizada na região Nordeste, incluindo parte do território cearense, cientistas paulistas e nordestinos disputam o material.

Os fósseis, com idades de 100 milhões a 120 milhões de anos, foram retirados da região do Cariri, que inclui partes do Ceará, Pernambuco e Piauí. A Bacia do Araripe é uma das maiores e mais importantes jazidas do Período Cretáceo no Brasil e no mundo. Em 2014, quando a Justiça Federal decidiu que os fósseis recuperados pela Polícia Federal na França, em Minas Gerais e no interior de São Paulo fossem cedidos à Universidade de São Paulo (USP), que deveria armazená-los adequadamente e, principalmente, estudá-los.

A decisão foi cumprida e, de acordo com a pesquisadora responsável pelo material, Juliana Leme, professora de Paleontologia do Instituto de Geociências da USP, os fósseis – furtados para serem vendidos por altos valores a museus privados no exterior – estão proporcionando conhecimento científico há mais de um ano.

Na universidade paulista, eles têm sido utilizados em aulas, pesquisas de mestrado e doutorado e na divulgação científica: a instituição inaugurou recentemente uma exposição (mais informações nesta página) com mais de 50 peças importantes do acervo apreendido. De acordo com Juliana, os abundantes fósseis são “um tesouro científico brasileiro.”

“O material enviado à USP é belíssimo, com muitas peças raras. Vários fósseis estão em um grau incomum de preservação. É um alívio que isso não tenha ido parar em coleções particulares fora do País”, afirma.

Protesto cearense

Apesar do aparente final feliz, a escolha da USP como depositária dos fósseis causou protestos.

O paleontólogo Álamo Saraiva, professor da Universidade Regional do Cariri (Urca), discorda da decisão judicial e entrou com um recurso para que os fósseis sejam enviados de volta à região de origem.

“Por sorte, pudemos contar com a Polícia Federal e a Agência Brasileira de Inteligência, que têm feito um trabalho tão bom que até nos surpreende. Mas ainda temos um grande problema aqui no Cariri: além de ter de lidar com os traficantes de fósseis, somos vítimas do ‘fogo amigo’”, diz Saraiva, que é curador do Museu de Paleontologia da Urca, em Santana do Cariri, no Ceará, referindo-se aos cientistas do Sudeste.

Saraiva explica que, para os pesquisadores nordestinos, a presença dos fósseis no Ceará é fundamental para o desenvolvimento sustentável da região, que abriga o Geopark Araripe, parte de uma rede global de geoparques ligada à Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco). Criados em áreas do mundo onde há patrimônio geológico importante, os geoparques envolvem ciência, conservação ambiental e do patrimônio cultural, educação, geoturismo e desenvolvimento econômico.

“Vivemos dos fósseis, que têm valor de patrimônio cultural. Eles perdem esse valor quando saem daqui e vão parar em gavetas em universidades de São Paulo e do Rio, embora ainda mantenham o valor científico”, declarou Saraiva.

‘Cumprimento de decisão’

Juliana, por outro lado, argumenta que a USP está apenas cumprindo uma decisão judicial, segundo a qual o Instituto de Geociências da USP foi escolhido como destino das peças “por ter totais condições de dar a elas o tratamento e uso científico adequado”.

A pesquisadora também alega que a USP investiu recursos e trabalho no material, já que a universidade recebeu os fósseis lacrados em outubro de 2014, acompanhados de laudos técnicos. O processo para retirar o lacre, identificar, acondicionar e guardar peça por peça durou um ano. Apenas no fim de 2015 o material foi liberado para pesquisa.

Nos dois anos seguintes, a coleção proporcionou pelo menos oito pesquisas de iniciação científica, mestrado e doutorado, de acordo com Juliana. No fim de 2016 foi lançado o edital para a exposição e, um ano depois, ela foi aberta ao público. “Não é verdade, absolutamente, que esse material ficou engavetado”, defende. Saraiva, porém, contesta o investimento feito pela USP. “Se a USP tivesse injetado muitos recursos no material apreendido, eu até aceitaria que a coleção ficasse em São Paulo. Mas o que requer mais investimento é a preparação dos fósseis e esse material já estava perfeitamente preparado”, disse.

A preparação dos fósseis é um processo de alta complexidade técnica, no qual os especialistas retiram minuciosamente, no laboratório, o excesso de sedimentos incrustados nas peças, para que as características dos fósseis fiquem visíveis, permitindo seu estudo.

Contrabando

Segundo Saraiva, pela alta qualidade da preparação dos fósseis apreendidos, é possível até mesmo identificar o paleontólogo que fez o serviço: o alemão Michael Schwickert, considerado um dos principais contrabandistas de fósseis do Araripe há pelo menos 20 anos.

De acordo com a PF, ele está entre as 13 pessoas que integravam a quadrilha desbaratada. “Basta olhar para o material para constatar que a preparação primorosa foi feita por ele”.

Com informações: Estadão Conteúdo

10:25 · 27.01.2018 / atualizado às 10:25 · 27.01.2018 por
A chance de que os corais contraíam algum tipo de doença aumenta de 4% para 89% quando tais animais cnidários estão em contato com materiais desse tipo Foto: Hunger TV

Quando os recifes de coral entram em contato com lixo plástico no oceano, o risco desse conjunto de organismos ficar doente dispara, aponta um estudo internacional.

Os pesquisadores examinaram mais de 120.000 corais em 159 recifes – alguns poluídos com plástico, outros não – da Indonésia, Austrália, Mianmar e Tailândia para o estudo, publicado na revista Science.

“Descobrimos que a chance de doença aumenta de 4% para 89% quando os corais estão em contato com o plástico”, disse a autora principal, Joleah Lamb, do Centro de Excelência ARC para Estudos de Recifes de Coral na Universidade James Cook, na Austrália.

Lamb disse que os cientistas ainda estão tentando descobrir por que os plásticos são tão perigosos para os corais, organismos vivos que cobrem cerca de 0,2% do fundo do oceano e fornecem um habitat crucial para quase um milhão de espécies de peixes.

Pode ser que “os plásticos sejam canais ideais para colonizar organismos microscópicos que poderiam desencadear doenças se entrarem em contato com os corais”, afirmou.

“Por exemplo, itens de plástico como aqueles geralmente feitos de polipropileno, como tampas de garrafas e escovas de dentes, demonstraram estar fortemente habitados por bactérias que são associadas a um grupo globalmente devastador de doenças de corais, conhecido como síndrome branca”. O problema da poluição com plástico é generalizado nos oceanos e está piorando rapidamente.

“Nós estimamos que existem 11,1 bilhões de itens de plástico em recifes de coral em toda a Ásia-Pacífico e prevemos que isso aumentará 40% dentro de sete anos”, disse Lamb. “Isso equivale a 15,7 bilhões de itens de plástico em recifes de coral em toda a Ásia-Pacífico até 2025.”

Os recifes de coral já estão sob estresse devido ao aquecimento global, o que impulsiona as doenças e pode fazer com que os corais branqueiem e morram.

Com informações: AFP

17:33 · 22.01.2018 / atualizado às 17:33 · 22.01.2018 por
O incêndio na embarcação decorreu da colisão com um cargueiro chinês a 300 km ao leste de Xangai Foto: The Guardian

A maré negra provocada pelo naufrágio de um petroleiro no mar da China oriental triplicou seu tamanho em apenas quatro dias e cobre agora mais de 300 km² – informa Pequim.

Imagens feitas por satélite permitiram detectar três camadas de hidrocarbonetos que medem 332 km² no total, indicou no domingo (21) à noite a agência chinesa responsável pelos oceanos, em um comunicado. Na quarta-feira passada (17), essa agência havia informado que a maré negra se espalhava por 101 km².

O “Sanchi”, que transportava 136 mil toneladas de condensado – hidrocarbonetos leves -, afundou em 14 de janeiro após arder por uma semana. O incêndio na embarcação decorreu da colisão com um cargueiro chinês a 300 km ao leste da cidade de Xangai.

Perdas humanas e risco ambiental

No acidente, 32 marinheiros – 30 iranianos e dois bengalis – morreram na catástrofe. O barco está agora a 115 metros de profundidade no mar.

Ainda não se sabe a quantidade de agentes poluentes em seu interior. Além de sua carga, o “Sanchi”, de bandeira panamenha, pode levar a bordo até mil toneladas de diesel pesado para o funcionamento de suas máquinas.

A maré negra se desloca para o norte, devido aos ventos e às correntes marinhas e pode ameaçar o litoral de Coreia do Sul e Japão, anunciou a Administração de Oceanos na semana passada.

Com informações: AFP

16:14 · 17.01.2018 / atualizado às 16:14 · 17.01.2018 por
O incremento deveu-se em grande parte à China, que superou seu próprio recorde de investimentos, com um total de US$ 132,6 bilhões (desses US$ 86,5 em energia solar), um aumento anual de 24% Foto: Inn Daily

Os investimentos em energias renováveis no mundo voltaram a crescer em 2017 graças aos montantes recordes investidos na China na energia solar.

Após uma queda em 2016, os investimentos cresceram 3% em 2017, atingindo 333 bilhões de dólares, segundo relatório da Bloomberg New Energy Finance (BNEF).

“É o segundo melhor resultado anual observado até agora”, aponta o relatório, que destaca o “boom extraordinário de instalações fotovoltaicas” na China. O gigante asiático superou seu próprio recorde de investimentos, com um total de 132,6 bilhões de dólares (desses 86,5 bilhões em energia solar), um aumento anual de 24%. No total, a China criou novas instalações com capacidade de 58 GW, 20 GW a mais do que previa a BNEF, consultora que faz parte do grupo Bloomberg.

A nível mundial, a energia solar representou 160,8 bilhões de dólares em investimentos em 2017, um aumento de 18% em relação a 2016.

Em contrapartida, os investimentos em energia eólica caíram 12% em relação a 2016, a 107,2 bilhões de dólares.

As demais energias renováveis (biomassa, geotérmica, hidroelétrica de pequena escala, etc.) representam menos de 5 bilhões em investimentos.

Com informações: AFP

17:16 · 16.01.2018 / atualizado às 17:16 · 16.01.2018 por
Para o jornalista Nicolas Chevassus-au-Louis, as “fake news”, procedem de uma mesma retórica apoiada em “versões alternativas” para explicar “inconsistências teóricas”. Um caso é a aparente imunidade da Antártida ao aquecimento global Foto: Marine Bio

A internet contribuiu também para propagar notícias científicas falsas, como dizer que a Terra é plana, que os americanos jamais pisaram na Lua e que o homem não é responsável pelas mudanças climáticas, alertam os cientistas.

O perigo destas teorias cientificamente invalidadas é que às vezes são aceitas por parte do grande público, como acontece com as “fake news” em geral. Um estudo recente na França mostrou que 79% dos cidadãos acreditam em ao menos uma teoria da conspiração. Por exemplo, 16% pensam que o homem não chegou à Lua e 9% acham “possível” que nosso planeta seja plano.

No âmbito climático, “enfrentamos uma vontade deliberada de manipular a opinião pública e os que decidem”, disse a climatologista Valérie Masson-Delmotte, convidada recentemente a participar de um colóquio em Paris.

Aqueles que Masson-Delmotte, membro do grupo de especialistas da ONU sobre o clima (IPCC), chama de “comerciantes da dúvida” buscam essencialmente, segundo ela, limitar a regulação ambiental. Mas as motivações dos propagadores das notícias falsas não são só econômicas: podem ser religiosas, ideológicas ou às vezes mais pessoais, como a busca de visibilidade.

Retórica comum

Para o jornalista especializado Nicolas Chevassus-au-Louis, as notícias falsas, científicas ou não, “procedem de uma mesma retórica”: “Se começa suscitando uma dúvida. O método mais eficaz consiste em ressaltar as supostas incoerências da versão oficial, aferrar-se a um detalhe e insistir ao máximo sobre ele”, explica.

Por exemplo, uma pergunta recorrente é: “Você não acha estranho que a Antártida não pareça estar derretendo?”. Depois se apresentam “versões alternativas”, como a ideia de que as mudanças climáticas poderiam estar ligadas à atividade solar e não à do homem, como foi estabelecido cientificamente. Com testemunhos de personalidades e publicações apresentadas como científicas, tenta-se convencer finalmente sobre a veracidade da versão alternativa, segundo Chevassus-au-Louis.

Fatos X opinião

Discernir entre uma informação rigorosa e verificável e uma opinião pode ser, além disso, mais difícil para o público quando se trata de temas científicos.

“Todos temos uma responsabilidade, o ensino, os meios, os pesquisadores e os organismos, por não termos conseguido mostrar essa diferença”, explica Masson-Delmotte.

Paralelamente, os especialistas ressaltam que a ciência esbarra em outras dificuldades para chegar ao grande público. No ano passado, “33% dos artigos sobre clima na imprensa anglo-saxã mais populares na internet continham informações falsas”, embora não fossem mal intencionadas, afirma o climatologista Emmanuel Vincent.

Masson-Delmotte explica que a internet aumentou a discrepância entre os ritmos da atualidade e o conhecimento científico. Por exemplo, quando vários furacões afetaram o Atlântico em setembro passado, os meios se perguntaram se estes fenômenos extremos estavam ligados ao aquecimento global, uma resposta impossível de se dar imediatamente, para os especialistas.

Estes resultados científicos estiveram disponíveis vários meses depois, “mas só obtiveram um lugar muito limitado nos meios”, lamenta Masson-Delmotte.

Com informações: AFP

11:55 · 13.01.2018 / atualizado às 11:57 · 13.01.2018 por
Escavações pouco profundas feitas em 2013 pelo rover Curiosity já haviam revelado a presença de gelo no solo marciano Foto: Nasa

Cientistas detectaram geleiras enterradas em Marte, que oferecem novos indícios sobre a quantidade de água acessível que o planeta tem e onde esta se encontra.

Embora se saiba há algum tempo que existe gelo em Marte, estudar melhor sua profundidade e localização poderia ser vital para futuras missões com humanos, indicou o estudo publicado na revista norte-americana Science.

“Basicamente, os astronautas poderiam ir lá com um balde e uma pá e obter toda a água que necessitam”, disse um dos autores da pesquisa, Shane Byrne, do Laboratório Lunar e Planetário da Universidade de Arizona, em Tucson.

A erosão deixou expostos oito locais de gelo, com profundidades de um a 100 metros abaixo da superfície, afirmou. Estas escarpas subterrâneas parecem “ser gelo quase puro”, indicou o artigo, baseado em dados recolhidos pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter, lançada em 2005.

“Este tipo de gelo está mais estendido do que se pensava anteriormente”, disse Colin Dundas, geólogo do Serviço Geológico de Estados Unidos, em Flagstaff, Arizona. O gelo mostra faixas e variações de cor que sugerem que se formou camada por camada, talvez conforme a neve se acumulou ao longo do tempo.

Os pesquisadores acreditam que o gelo se formou há relativamente pouco tempo, pois os locais parecem ser lisos na superfície, e não marcados por crateras que teriam se formado com o impacto de detritos celestes no planeta ao longo do tempo.

Os buracos e precipícios estão todos perto dos polos, que mergulham em uma escuridão gélida durante o inverno marciano e não seriam um local adequado para um acampamento humano de longo prazo.

No entanto, se fosse possível perfurar e analisar uma amostra de uma das geleiras, os pesquisadores poderiam aprender muito sobre a história climática de Marte e o potencial de vida no planeta vizinho.

A Nasa planeja enviar os primeiros exploradores a Marte na década de 2030.

Com informações: AFP

16:20 · 09.01.2018 / atualizado às 16:20 · 09.01.2018 por
Em decorrência do melhor descanso, os cientistas mostraram também que crianças com maior ingestão mensal desse tipo de alimento apresentaram melhor desempenho em testes de QI Foto:iStockphoto

Um artigo publicado no periódico científico “Scientific Reports” mostrou que se alimentar de peixes pode ser um dos fatores por trás de uma boa noite de sono.

O estudo de pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, nos EUA, foi feito com crianças chinesas e apresentou uma correlação entre o consumo regular de peixes e um sono de boa qualidade, resultado atribuído à substância Ômega 3, presente nos peixes. Em decorrência do melhor descanso, os cientistas mostraram que essas crianças apresentaram melhor desempenho em testes de QI.

Já se conhecia a relação entre consumo de Ômega 3 e um bom desempenho cognitivo. O artigo mostra que essa associação seria mediada por boas noites de sono. Participaram do estudo 541 crianças chinesas de 9 a 11 anos. Os pesquisadores pediram a elas para descrever seus hábitos alimentares, incluindo a frequência com que consumiam peixes. Os pais das crianças, por sua vez, foram entrevistados acerca dos padrões de sono de seus filhos.

Os cientistas então aplicaram testes de QI quando os jovens completaram 12 anos. Eles encontraram uma ligação entre o consumo regular de peixe e uma melhor noite de sono e notas mais altas no teste de raciocínio. Segundo os pesquisadores, embora o estudo tenha sido feito com crianças, é razoável imaginar que as descobertas também valham para adultos.

De acordo com os autores do estudo, consumir peixe algumas vezes por mês já seria suficiente para melhorar as funções cerebrais.

Com informações: Folhapress