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Mês: janeiro 2012


23:15 · 29.01.2012 / atualizado às 23:15 · 29.01.2012 por

A Agência Espacial Norte Americana divulgou imagens inéditas de uma das primeiras missões tripuladas ao espaço, chamada de ” Projeto Gemini”.

As fotos mostram diversas partes do planeta Terra em destaque, além de momentos de trabalho dos astronautas americanos. Em uma das imagens é possível ver, por exemplo, a cidade de Fortaleza e o vasto litoral cearense.

Foram um total de 12 missões realizadas entre 1964 e 1966 que ajudaram a Nasa a entender os efeitos que o espaço tem nos homens, o que terminou com a chegada à Lua, em 1969.

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03:57 · 27.01.2012 / atualizado às 03:57 · 27.01.2012 por
A rã descoberta em Papua Nova Guiné mede apenas 7,7 milímetros e é a menor espécie de vertebrado do planeta Imagem: National Geographic

Quão pequeno pode ser um animal vertebrado? Essa pergunta pode ter sido respondido com a nova descoberta feita  nas florestas úmidas de Papua Nova Guiné: uma rã de apenas 7, 7 milímetros. Isso é quase cinco vezes menor que uma tampa de caneta comum ou que muitos insetos.

A nova espécie foi batizada com o nome científico de Paedophryne amauensis e um segundo tipo de rã descoberto na mesma expedição integram um gênero de anfíbios de tamanho muito pequeno. As novas espécies estão descritas na mais recente edição da Public Library of Science One.

“Foi particularmente difícil localizar a Paedophryne amauensis devido ao seu pequenino tamanho e às vocalizações do macho, que são altas, parecida com as dos insetos”, disse Chris Austin, do Museu de Ciência Natural de Louisiana.

Até o novo achado, a menor espécie de vertebrado já registrada era um peixe da Indonésia, o Paedocypris progenetica, que tem tamanho ligeiramente superior aos oito milímetros, mas é ainda bem menor que uma abelha média, por exemplo.

“Acreditamos agora que estas criaturas (vertebrados muito pequenos) não são excentricidades biológicas. Representam um espaço ecológico que antes não estava documentado – ocupam um nicho que não está ocupado por nenhum outro vertebrado”, concluiu Austin.

Curiosidade (outros dos menores animais)

Mamífero: morcego kitti, da Tailândia, mede 3,3 cm

Ave: beija-flor abelha, de Cuba, mede 5 cm

Réptil: lagarto jaragua, da República Dominicana, mede 1,6 cm

Inseto: vespa braconídea,  de Guadalupe, mede 0,2 mm

Crustáceo: tantulocarídeo, mede menos de 0,1 mm

 

03:36 · 25.01.2012 / atualizado às 04:13 · 25.01.2012 por
Aurora boreal sobre o céu do lago Chena, no Alasca, Estados Unidos. Fenômeno é intensificado após erupções solares e já foi registrado até nos trópicos em 1859 Imagem: My Polar World

Os dias de baixa atividade solar estão acabando. O astro-rei está entrando novamente no período conhecido como máximo solar. O sinal mais recente disso foi que última segunda-feira a agência espacial norte-americana (Nasa) registrou a maior erupção do Sol desde 2005.

Como os prótons (partículas com carga elétrica positiva) ionizados viajam a 7,2 milhões de km/h e a distância da estrela para a Terra é em média de 150 milhões de km, os primeiros impactos dessas partículas com o campo magnético do nosso planeta ocorreram cerca de 21 horas depois da primeira explosão e devem seguir pelos próximos dias.

É, aliás, a proteção desse campo magnético o que evita consequências danosas para a vida na Terra, já que a maior parte da radiação solar é desviada por ele e não atinge nossa superfície.

No entanto, a erupção considerada como “relativamente forte”  deve ter como consequência imediata a redução das atividades dos astronautas no espaço (que devem permanecer dentro da Estação Espacial Internacional) e eventualmente pode danificar ou atrapalhar a comunicação de algum satélite.

O ciclo solar a as auroras polares

Um efeito colateral positivo dessa maior atividade solar (que deve chegar ao seu auge em 2013) será o aumento das auroras polares, fenômeno de extrema beleza, caracterizado por um brilho (geralmente esverdeado, mas podendo aparecer em outras cores) observado no céu à noite, em decorrência do impacto de partículas do chamado vento solar (e também da poeira espacial da nossa galáxia) com a alta atmosfera do nosso planeta.

As erupções no Sol, por sua vez têm origem nas chamadas manchas solares, regiões onde o campo magnético da nossa estrela é mais intenso e que chegam a ser três vezes maiores que a Terra. Os ciclos de atividade solar costumam ser muito regulares oscilando de mínimo a máximo a cada 11 anos.

As maiores erupções solares registradas

A maior erupção solar (na verdade o termo mais correto nesse caso devido à intensidade seria tempestade solar) já registrada ocorreu em 1º de setembro de 1859 e produziu auroras mesmo em regiões tropicais como Cuba e o Havaí, além de ter danificado sistemas de telégrafos da época.

No século XX, um dos períodos de maior atividade solar ocorreu entre 6 de março e 16 de agosto de 1989, quando ocorreram nada menos que 22 erupções solares. Redes elétricas e de computadores foram afetadas naquele ciclo.

No século XXI, a maior erupção  ocorreu em 04 de novembro de 2003. Estima-se que uma manifestação solar similar a que ocorreu em 1859 teria graves consequências sobre os sistemas elétricos e de comunicação modernos, podendo queimar redes inteiras.

12:28 · 22.01.2012 / atualizado às 18:10 · 23.01.2012 por
Angela Zhang na cerimônia em que ganhou uma bolsa de 100 mil dólares, por ter desenvolvido nova técnica de combate ao cãncer, usando nanopartículas Imagem: Siemens

Os dias em que o diagnóstico de câncer era considerado uma sentença de morte estão ficando cada vez mais perto de serem encarados como um passado obscuro.

A nova técnica desenvolvida por uma estudante de 17 anos pode ser mais um passo nesse sentido. Angela Zhang, aluna da Monta Vista High School, nos Estados Unidos,  acaba de ganhar uma bolsa no valor de US$ 100 mil e o primeiro lugar no Siemens Competition Math, Science & Technology, por ter projetado uma abordagem que combina o uso de nanopartículas compostas por ouro e óxido de ferro, combinadas a um medicamento à base da substância salinomicina.

Uma vez que as nanopartículas se prendam às células tumorais, a equipe médica realiza uma série de ressonâncias magnéticas para localizar o câncer e com o uso de luz infravermelha aquece e derrete essas partículas, liberando a salinomicina diretamente nas células cancerígenas. A técnica traz a grande vantagem com relação aos demais tipos de tratamento de  poder eliminar as células defeituosas de dentro para fora e reduzir os efeitos colaterais da quimio e da radioterapia, bem como permitir o acompanhamento em tempo real de como está sendo a eficácia da terapia.

O experimento foi um sucesso quase absoluto quando testado em ratos, mas deve demorar um tempo até ser aplicado em seres humanos. A garota prodígio trabalha nesse projeto desde os 15 anos, tendo dedicado quase mil horas a ele. Desde um pouco antes disso, Angela já lia artigos de pós-doutorado em bioengenharia e revelava o sonho de ser pesquisadora no laboratório da Universidade de Stanford.

Ela ganhou por dois anos consecutivos o Intel International Science & Engineering Fair ( 2010  e 2011) e uma viagem para participar da Taiwan International Science Fair concedido pelo Centro Nacional de Taiwan de Educação Científica.  Apesar do talento precoce para as ciências, a adolescente ainda encontra tempo para jogar golfe e tocar piano.

Mas a verdade é que a comunidade científica e as pessoas que sofrem com câncer já ficarão muito felizes se ela for um Tiger Woods ou um Tom Jobim da bioengenharia.

21:36 · 16.01.2012 / atualizado às 04:09 · 19.01.2012 por
Hazel Jones, 27 anos, revelou sua rara condição à TV: dois úteros e duas vaginas Imagem: Daily Picks and Flicks

Fenômeno da internet  na última semana, o caso revelado pela inglesa Hazel Jones, de 27 anos, em um programa de televisão norte-americano, que nasceu com dois úteros e duas vaginas é bem mais comum do que se pensa.

Calcula-se que uma em cada duas mil, ou algo entre 1 e 2 milhões  de mulheres no mundo tenham a má formação conhecida como útero didelfo, das quais, no entanto apenas cerca de 3 mil cheguem a desenvolver duas vaginas. Mas a grande maioria delas pode nunca chegar a descobrir a alteração, pois a aparência externa da genitália não difere muito da desenvolvida por uma mulher sem a anomalia.

O útero didelfo se caracteriza pela não fusão dos chamados ductos de Muller durante o desenvolvimento do embrião (0u seja trata-se de uma deformidade congênita), o que acaba resultando em dois hemiúteros (ou algo como dois meio-úteros) e às vezes também em dois hemicolos e duas hemivaginas.

Os principais tipos de exame que podem identificar a presença de útero difelfo são a ultrassonografia tridimensional e a ressonância nuclear e é comum que só seja identificada a anomalia quando a mulher engravida. Apesar disso, algumas mulheres em que o útero didelfo desemboca em duas vaginas relatam também dores durante o ato sexual, devido a espessura reduzida de cada  hemivagina.

Outro risco é o de no caso de gravidez de um útero, a mulher com dois úteros, engravidar  do segundo, o que pode levar a aborto espontâneo ou mesmo má formação dos bebês. A condição é ainda mais rara, mas já foram registrados casos, inclusive em que dois pais diferentes engravidam a mesma mãe.

Em caso de suspeita de útero didelfo, a gestante deve ser acompanhada semanalmente pelo médico.

Caso anterior

Antes de Hazel Jones, a mulher com útero didelfo mais conhecida no mundo era Lauren Williams, hoje com 31 anos. A também britânica  foi igualmente a um desses programas sensacionalistas de TV e revelou sua condição rara, em 2009.

Ela disse que só descobriu que tinha duas vaginas reduzidas aos 25 anos e que realizou uma cirurgia para unir os dois canais de penetração. Lauren declarou ainda que tem um ciclo menstrual de 21 dias (quando o normal é 28), crises fortíssimas de TPM (tensão pré-menstrual), mas que após a operação passou a ter uma vida sexual prazerosa, sem as dores que a incomodavam antes.

No caso mais recente, o de Hazel Jones, não foi realizada cirurgia para união das duas vaginas e ela descobriu a condição bem mais cedo, aos 18 anos. Também revelou ter rompido os dois hímens em sua vida sexual e ter realizado, há poucos dias, exames de Papanicolau nos dois colos do útero.

Como são os úteros e as vaginas normais

O útero é o órgão dos mamíferos onde o óvulo fertilizado se fixa para o desenvolvimento do bebê.  Tem o formato similar ao de uma pêra de cabeça para baixo e é formado por paredes de músculo, sendo oco por dentro e sendo geralmente  inclinado para a frente, na posição. Sua porção inferior, perto da vagina, chama-se colo. Já a parte de cima é chamada de fundo uterino.

Na verdade, apesar da confusão gerada pelo tom de comicidade com o qual o caso foi divulgado, dizer que uma mulher tem duas vaginas significa dizer que ela tem dois canais de penetração ligados a dois úteros e não que ela tenha duas vulvas (genitália externa). A vagina se estende do colo do útero à vulva dirigida de cima para baixo e de trás para frente.

Em cada lado da abertura da vagina há duas glândulas (de Bartholin) que secretam um muco lubrificante durante o ato sexual. Em mulheres adultas, a cavidade vaginal tem comprimento que  varia de 9 a 12 cm.

Além dos dois órgãos compõem o aparelho reprodutor feminino: os pequenos e grandes lábios, o clitóris e as trompas.

Outros tipos de anomalias uterinas

Útero bicorno: é o mais comum. Em vez de parecer uma pêra de cabeça para baixo, o útero parece mais um coração, com um recorte na parte superior central. O bebê fica com menos espaço para crescer do que num útero normal.

Útero unicorno: é bem raro. O tecido que forma o útero não se desenvolve direito na mulher, e o órgão tem apenas metade do tamanho do normal. Além disso, só há uma tuba uterina, em vez de duas. Apesar disso, na maioria dos casos a mulher tem dois ovários.

Útero didelfo: bastante raro. É quando o útero tem duas cavidades internas, sendo que cada uma delas pode levar a um colo do útero e a uma vagina. A mulher pode assim ter duas vaginas.

Útero septado: a cavidade interna do útero é dividida por uma parede, chamada septo. O septo pode ir só até metade do caminho ou chegar até o colo do útero.

Com informações: Baby Center