Busca

Estudo mostra que combinação de imunoterapias é mais eficaz contra tipo agressivo de câncer

22:12 · 31.05.2015 / atualizado às 22:12 · 31.05.2015 por
Foto: Wright State Physicians
O melanoma é tumor maligno originário dos melanócitos (células que produzem pigmento) e ocorre em partes como pele, olhos, orelhas, trato gastrointestinal, membranas mucosas e genitais Foto: Wright State Physicians

A imunoterapia, que utiliza a energia do sistema imunológico para atacar o câncer, é mais potente contra o melanoma quando dois agentes são combinados, mas os efeitos colaterais são mais fortes em alguns pacientes – disseram cientistas neste domingo (31).

Os resultados de um ensaio clínico de fase III comparando a ação terapêutica da nivolumab (Opdivo), isoladamente ou em combinação com ipilimumab (Yervoy) mostram que a ação conjunta de ambas as terapias foi “significativamente mais eficaz do que o ipilimumab sozinho”, de acordo com resultados apresentado neste domingo durante a conferência da Sociedade Americana de Oncologia Clínica, em Chicago (Illinois, norte dos Estados Unidos). O Opdivo bloqueia uma proteína PD-1 que evita que o sistema imunológico localize e destrua as células cancerosas.

O Yervoy, a primeira imunoterapia desenvolvida contra o melanoma, desbloqueia a proteína CTL-4 encontrada nas células do sistema imunológico, o que lhes permite atacar o câncer. Ambas as moléculas são fabricadas pela farmacêutica norte americana Bristol-Meyers Squibb, que financiou o estudo.

Depois de nove meses de tratamento, o nivolumab mais do que duplicou o período médio sem progressão do melanoma em comparação com ipilimumab, para 6,9 meses versus 2,9 meses. Mas quando ambos os tratamentos são combinados, este período aumentou para cerca de 11,5 meses.

A taxa de resposta para o tratamento foi também mais alta entre os pacientes que receberam a imunoterapia combinada. O número de efeitos colaterais importantes foi mais alto entre os pacientes que receberam o tratamento nivolumab-ipilimumab combinado. Alguns tiveram parar o tratamento duplo.

Até agora, o ipilimumab e o nivolumab foram aprovados pela Food and Drug Administration (FDA , por sua sigla em inglês), apenas para tratar separadamente melanomas metastáticos inoperáveis ou avançados que não respondem aos tratamentos convencionais.

O que é o melanoma

O melanoma é tumor maligno originário dos melanócitos (células que produzem pigmento) e ocorre em partes como pele, olhos, orelhas, trato gastrointestinal e genitais.

Um dos tumores mais perigosos, o melanoma tem a capacidade de invadir qualquer órgão, criando metástases, inclusive no cérebro e coração.

É, portanto, um câncer com grande letalidade, entre 50% e 70%.

Com informações: AFP/Blog Minha Vida

Comentários 0

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *