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Categoria: Climatologia


11:37 · 24.03.2018 / atualizado às 11:39 · 24.03.2018 por
O Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, está entre os principais cartões-postais brasileiros que terá sua iluminação desligada neste sábado (24), das 20h30 às 21h30, na chamada Hora do Planeta Foto: Américo Vermelho/WWF Brasil

As luzes de diversos monumentos em várias partes do País ficarão apagadas por uma hora neste sábado (24), das 20h30 às 21h30, em celebração à Hora do Planeta, uma iniciativa mundial promovida pela organização não governamental (ONG) WWF.

O ato simbólico ocorre desde 2007, com o objetivo de chamar a atenção para a importância de se preservar o meio ambiente e conscientizar a sociedade sobre as mudanças climáticas. De acordo com o WWF, na campanha deste ano, mais de 600 monumentos terão suas luzes apagadas em 145 cidades brasileiras. A expectativa é que mais de 250 mil pessoas participem do movimento.

Em Brasília, um dos monumentos que ficarão às escuras será o Congresso Nacional. O Cristo Redentor e o Pão de Açúcar, que estão entre os principais cartões-postais do Rio de Janeiro e do Brasil, também terão suas luzes apagadas. Em São Paulo, um dos monumentos a terem a luz desligada é a Fonte Multimídia, no Ibirapuera.

Estão previstas atividades como pedaladas, limpeza de praias, caminhadas, observação de estrelas e palestras e outras ações de conscientização sobre temas como o despejo adequado de lixo. Pessoas e empresas que queiram participar ou se informar sobre as atividades previstas para o evento podem fazê-lo por meio do site do WWF-Brasil. Segundo a ONG, mais de 3 mil monumentos de diversas partes do mundo já se inscreveram para participar do Hora do Planeta 2018, reforçando ainda mais a mensagem ambientalista proposta pela campanha.

Com informações: Agência Brasil

12:13 · 08.03.2018 / atualizado às 21:08 · 08.03.2018 por
Camada gasosa compreende um centésimo da massa do planeta, revelaram estudos com base em observações da nave espacial Juno da Nasa. Na Terra, essa proporção é inferior a um milionésimo Foto: Nasa

Se você pudesse ultrapassar toda a espessa camada de nuvens formada por diferentes gases (que circulam o planeta em altíssima velocidade), com um avião capaz de suportar a imensa pressão atmosférica do maior corpo celeste de nosso sistema estelar, depois do Sol, levaria mais ou menos o mesmo tempo que uma aeronave comercial gasta para transcorrer a distância entre Fortaleza e São Paulo.

A atmosfera tempestuosa de Júpiter se estende por cerca de 3.000 quilômetros de profundidade e compreende um centésimo da massa do planeta, revelaram estudos com base em observações da nave espacial Juno da Nasa. As medidas lançam luz pela primeira vez sobre o que acontece sob a superfície do maior planeta do Sistema Solar, que à distância se assemelha a um mármore de vidro colorido e listrado. “Galileu viu as listras em Júpiter há mais de 400 anos. Até agora, nós só tínhamos uma compreensão superficial delas”, disse Yohai Kaspi, do Instituto Weizmann de Ciência em Israel, autor de um dos quatro estudos publicados na Nature.

Até uma profundidade de cerca de 3.000 km, os dados de Juno mostraram, Júpiter compreende um redemoinho psicodélico de faixas de nuvens e correntes de jatos sopradas por ventos poderosos, em direções opostas e a diferentes velocidades. Mas embaixo, o núcleo líquido de hidrogênio e hélio do planeta gira uniformemente, comportando-se quase como um corpo sólido, descobriram os pesquisadores. “O resultado é uma surpresa porque isso indica que a atmosfera de Júpiter é enorme e se estende por uma profundidade muito maior do que esperávamos anteriormente”, disse Kaspi. A atmosfera da Terra, em comparação, representa menos de um milionésimo da massa total do planeta.

“É um enigma de quase 50 anos na ciência planetária que está resolvido”, disse outro autor do estudo, Tristan Guillot, da Universidade Cote d’Azur na França. “Nós não sabíamos se um planeta gasoso como Júpiter girava com zonas e cintos todo o caminho até o centro, ou se, pelo contrário, os padrões atmosféricos eram superficiais”.

As descobertas foram o resultado de medidas sem precedentes do campo de gravidade de Júpiter por Juno, na órbita do gigante gasoso mais próximo da Terra desde julho de 2016.

Outras observações incluíram uma erupção de ciclones maciços nos polos do planeta não observadas em nenhum outro planeta do Sistema Solar.

Não se sabe como os ciclones são formados, ou como eles persistem sem se fundir.

Formação do Sistema Solar

“A primeira e mais importante questão que Juno pretende responder é como o nosso Sistema Solar foi formado e consequentemente entender mais sobre sua evolução”, disse à AFP outro autor, Alberto Adriani, do Instituto Nacional de Astrofísica da Itália.

“Qualquer conhecimento que possamos acrescentar ao entender Júpiter, que é provavelmente o primeiro planeta formado (ao redor do Sol), é um passo nessa direção”.

Com informações: AFP

21:06 · 02.03.2018 / atualizado às 21:06 · 02.03.2018 por
Foto: Argyll Freepress

A cobertura do gelo marinho na Antártica caiu para o seu segundo nível mais baixo já registrado, anunciaram autoridades australianas nesta sexta-feira (2), acrescentando que ainda não estava claro o que estava impulsionando a redução após vários anos de níveis máximos recorde.

O relatório chega após cientistas dizerem, no início desta semana, que a região do Ártico estava registrando recordes de temperaturas altas, e que o gelo do mar estava cobrindo a menor área no inverno desde que os registros começaram, há mais de meio século. A Divisão Antártica Australiana (AAD) disse que os últimos dados de satélite mostraram um total de 2,15 milhões de quilômetros quadrados em torno do continente gelado durante o ponto mais baixo em fevereiro, durante a temporada de verão. O recorde mínimo foi registrado em março do ano passado, quando uma leitura de verão de 2,07 milhões de quilômetros quadrados foi registrada, disse o AAD, que administra o programa da Antártida da Austrália. “Desde agosto de 2016, a cobertura do gelo do mar vem seguindo bem abaixo da média de longo prazo”, disse o cientista Phil Reid, do Instituto de Meteorologia do Antártico, em um comunicado.

“Em 2017, a extensão máxima de gelo do mar no inverno foi a segunda menor já registrada, em 18,05 milhões de quilômetros quadrados, vindo após níveis recordes sucessivos em 2012, 2013 e 2014.”

Reid disse que as variações foram uma “mudança significativa” da tendência crescente global no gelo marinho da Antártida, de cerca de 1,7% a cada década desde 1979.

Recomposição de outono

Depois de chegar ao seu ponto mais baixo no verão, o gelo marinho – que é criado quando o oceano ao redor do continente se congela – se recompõe no outono e se expande pela Antártica.

O cientista da AAD Rob Massom disse que os pesquisadores ainda estavam tentando determinar o que estava impulsando as mudanças e a variabilidade na cobertura do gelo marinho, e disse que entender esses processos era uma “alta prioridade”.

“A cobertura de gelo desempenha um papel crucialmente importante tanto no sistema climático global quanto como um habitat-chave para uma ampla gama de biota, de micro-organismos até grandes baleias”, acrescentou em um comunicado.

“As condições do gelo do mar também têm um grande impacto nas operações de navegação e logística no Oceano Antártico”.

Com informações: AFP

18:18 · 26.02.2018 / atualizado às 18:18 · 26.02.2018 por
Risco é devido aos efeitos do aquecimento global sobre os ecossistemas habitados pela ave. Mesmo na hipótese climática mais otimista, 45% da população de pinguins-reis estaria ameaçada, segundo os pesquisadores Foto: Wiktionary

Diante das mudanças climáticas que os afastam de seu alimento, até 70% dos pinguins-reis poderiam desaparecer até o final do século, adverte um estudo publicado nesta segunda-feira (26). Atualmente, existem 1,6 milhão de casais de pinguim-rei (Aptenodytes patagonicus), que são um pouco menores que os pinguins-imperadores, medindo menos de um metro. Vivem sobretudo nas ilhas subantárticas de Crozet, Kerguelen e Príncipe Eduardo, na Terra do Fogo, assim como nas Malvinas.

Para pôr o ovo que a fêmea e o macho incubam de forma alternada durante mais de 50 dias, esta ave sem asas necessita de uma praia, um mar sem gelo e uma fonte de alimentos abundante e próxima para levar comida a seu bebê durante mais de um ano. Mas as mudanças climáticas está empurrando as reservas de peixes e polvos de que se alimentam para o sul, longe das colônias, segundo o estudo publicado pela revista científica Nature Climate Change. Dessa forma, suas viagens em busca de comida serão cada vez mais longas, ameaçando a sobrevivência dos pequenos e dos adultos que ficam com eles, a não ser que a espécie se instale em outras ilhas.

“Se não se tomar nenhuma medida para parar ou limitar o aquecimento (…), a espécie poderia desaparecer em um futuro próximo”, resumem à AFP os três principais autores do estudo, Robin Cristofari, Céline Le Bohec e Emiliano Trucchi.

Capacidade de explorar o oceano

E se acontecer o pior dos cenários previstos pelo grupo de especialistas da ONU sobre o clima (IPCC), “70% dos 1,6 milhão de casais reprodutores provavelmente se exilarão de forma brusca ou desaparecerão antes do final do século”, segundo o estudo.

Na hipótese climática mais otimista do IPCC, 45% da população de pinguins-reis estaria ameaçada, segundo os pesquisadores.

A espécie conseguiu, contudo, sobreviver a outras grandes mudanças ambientais, a última há 20.000 anos. Por isso, “parecem capazes de explorar de modo eficaz o oceano Antártico para localizar os melhores abrigos”, segundo Trucchi, da universidade italiana de Ferrara. Os especialistas citam a possibilidade de que se exilem mais ao sul, por exemplo, na ilha Bouvet.

Mas nas ocasiões anteriores, os pinguins dispuseram de mais tempo para efetuar este exílio forçado, em comparação com o ritmo atual das mudanças climáticas. “A concorrência pelos lugares para fazer ninho e se alimentar será árdua, sobretudo com outras espécies como o pinguim-de-barbicha, o gentoo ou o de adélia, sem contar a atividade pesqueira” na zona, comentou Le Bohec.

Além disso, o pinguim-rei não será provavelmente o único a enfrentar o dilema de permanecer em sua colônia para se reproduzir com o risco de morrer de fome ou partir sem garantias.

“No oceano Antártico, as aves marinhas, entre elas muitas espécies de pinguins – até mesmo todas – assim como alguns mamíferos marinhos (como o leão-marinho subantártico) poderiam enfrentar o mesmo dilema”, ressaltaram os autores do estudo.

Com informações: AFP

16:25 · 01.02.2018 / atualizado às 16:25 · 01.02.2018 por
Mudanças climáticas estão reduzindo o habitat desses animais, forçando-os a ir cada vez mais longe para buscar comida durante o degelo, gastando mais energia que conseguem repor Foto: National Geographic

Os ursos polares têm taxas metabólicas mais altas do que se pensava e isso explica por eles têm sido incapazes de conseguir alimentos em quantidade suficiente para suas necessidades, de acordo com um novo estudo.

De acordo com os autores, publicada nesta quinta-feira (1), na revista Science, a pesquisa mostra quais são os mecanismos fisiológicos por trás do declínio já observado nas populações e nas taxas de sobrevivência dos ursos polares.

“Temos documentado, ao longo da última década, o declínio nas taxas de sobrevivência, nas condições de saúde e nos números populacionais do urso polar. Ao calcular as necessidades energéticas reais dos ursos polares e observar com que frequência eles são capazes de caçar focas, esse estudo identificou os mecanismos que estão levando a esses declínios”, disse o autor principal da pesquisa, Anthony Pagano, da Universidade da Califórnia em Santa Cruz.

Pagano explica que o declínio das populações de ursos já era associado às mudanças climáticas que estão reduzindo o habitat desses animais, forçando-os a ir cada vez mais longe para buscar comida durante o degelo. Mas a conta não fechava, porque não se sabia que os ursos precisavam de tanta energia – os estudos anteriores se baseavam em estimativas de uma taxa metabólica 50% mais baixa.

Monitoramento

Para realizar o novo estudo, os cientistas monitoraram o comportamento dos ursos, a frequência de sucesso na caça e as taxas metabólicas de fêmeas adultas sem filhotes quando elas buscavam presas no gelo do Mar de Beaufort durante a primavera.

O monitoramento foi feito com coleiras hi-tech, que registravam em vídeo as andanças dos animais, rastreando seu deslocamento, seu comportamento e os níveis de atividade em períodos de oito a 11 dias. Foram utilizados também sensores de atividade metabólica para determinar quanta energia os animais gastavam em suas atividades.

Com isso, os cientistas descobriram que as taxas metabólicas registradas eram, em média, 50% mais altas do que as estimadas por estudos anteriores. Cinco dos nove ursos estudados perderam muito peso e não conseguiram caçar focas em número suficiente para suprir seus gastos de energia.

“A pesquisa foi feita no início do período que vai de abril a julho, quando os ursos polares capturam a maior parte das suas presas e conseguem acumular a maior parte da gordura corporal que eles precisam para sustentá-los pelo resto do ano”, disse Pagano.

O cientista afirma que as mudanças climáticas têm efeitos dramáticos no gelo do mar do Ártico, forçando os ursos polares a percorrer distâncias maiores e dificultando a busca de presas.

No Mar de Beaufort, as geleiras marinhas começam a recuar a partir da plataforma continental em julho, quando a maioria dos ursos se move em direção ao norte à medida que o gelo se retrai.

Derretimento do gelo

Com o aquecimento do Ártico, mais gelo derrete nesse processo, obrigando os ursos a percorrer distâncias maiores que no passado. Isso faz com que eles gastem mais energia durante o verão, quando eles ficam em jejum até que o gelo volte, no outono, à plataforma continental. Em outras áreas, como na Baía de Hudson, a maior parte dos ursos vai para a terra quando o gelo marinho recua. Ali, o aquecimento do Ártico faz com que o gelo marinho se rompa mais cedo no verão e volte a se formar mais tarde no outono, forçando os ursos a ficarem mais tempo em terra.

“De qualquer maneira, a questão continua sendo quanta gordura eles podem acumular antes que o gelo comece a recuar e quanta energia eles terão que gastar. Nós descobrimos que os ursos polares têm uma necessidade de energia muito mais alta do que o estimado”, afirmou Pagano. Na primavera, os ursos polares caçam principalmente as focas que nasceram recentemente e que são mais suscetíveis que as focas adultas. No outono, quando as jovens focas já estão mais velhas e espertas, os ursos não conseguem tantas presas. “Calculamos que os ursos podem capturar até duas focas no outono. Na primavera e no começo do verão, eles caçam de cinco a 10 focas”, disse Pagano.

Os cientistas da Universidade da Califórnia em Santa Cruz têm estudado os ursos polares no Mar de Beaufort desde a década de 1980. Segundo Pagano, a estimativa populacional mais recente indica que o número de ursos polares caiu cerca de 40% na última década. Mas, segundo Pagano, era difícil estudar a biologia fundamental e o comportamento dos ursos polares em um ambiente tão remoto e hostil. “Agora nós temos a tecnologia para descobrir como eles se movem no gelo, quais são seus padrões de atividades e suas necessidades energéticas, de forma que podemos entender melhor a implicações das mudanças que estamos observando no gelo marinho” afirmou Pagano.

Com informações: Estadão Conteúdo

17:53 · 08.01.2018 / atualizado às 17:53 · 08.01.2018 por
O termômetro baixou até os 2,6 °C em algumas zonas desse país do sul da Ásia, onde o inverno costuma ser suave, a temperatura mais baixa desde 1948, quando começaram as medições Foto: AFP

Mais acostumado às temperaturas subtropicais, Bangladesh sofre com uma onda de frio incomum, com os termômetros marcando valores mínimos.

O mercúrio baixou até os 2,6 °C em algumas zonas desse país do sul da Ásia, onde o inverno costuma ser suave. “É a temperatura mais baixa desde que começamos a fazer o registro, em 1948”, afirmou Shamsuddin Ahmed, diretor do departamento de meteorologia do país.

O recorde anterior registrado foi de 2,8 °C em 1968. A queda da temperatura levou as autoridades a distribuir 70.000 cobertores nos distritos mais afetados.

Segundo um jornal local, nove pessoas morreram de frio no norte do país. As autoridades ainda não confirmaram a informação.

Extremos climáticos

O ano de 2018 começou com uma meteorologia diferenciada em diversas partes do planeta.

A América do Norte sofreu uma onda de frio polar que atingiu os -15 ºC no final de semana em Nova York.

Na Oceania, em compensação, a Austrália sofre com o calor e Sydney registrou no domingo o dia mais quente de seu verão desde 1939, com 47,3 °C.

Com informações: AFP

19:25 · 16.02.2017 / atualizado às 19:27 · 16.02.2017 por
Temperaturas incomuns contribuíram para o derretimento de gelo no Ártico, onde a média na quantidade de gelo foi de 1,26 milhão de Km², 8,6% a menos que a média registrada entre 1981 e 2010 Foto: Blog Thinking About Change

Janeiro registrou um novo declínio recorde na quantidade de gelo nos polos da Terra, enquanto as temperaturas desse mês também foram consideradas as terceiras mais altas da era moderna, informou o governo norte-americano nesta quinta-feira (16). Analistas da Agência Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) determinaram que em janeiro a temperatura da Terra foi 0,88 grau superior ao esperado para a média do século XX, de acordo com o documento.

“É a maior temperatura registrada para um mês de janeiro” desde 1880, com exceção dos anos 2016 e 2007, quando ocorreram a mais alta e a segunda mais alta temperatura respectivamente. Essas temperaturas incomuns contribuíram para o derretimento de gelo no Ártico, onde a média na quantidade de gelo foi de 1,26 milhão de Km²: 8,6% a menos que a média registrada entre 1981 e 2010. “Trata-se da menor superfície existente nos polos em janeiro desde que começaram os registros em 1979: 258.998,81 km² a menos que o recorde anterior registrado em 2016”, ressaltou o informe.

Na Antártida, a extensão de gelo em janeiro foi de 1,1 milhões de km², 22,8% a menos que a média registrada entre 1981 e 2010. “Essa foi a menor extensão de gelo na Antártida em janeiro desde que a pesquisa começou em 1979, e aproximadamente 284.898 km² menor que o recorde de 2006”, acrescentou.

Apesar da redução do nível do gelo polar, houve uma ampla variedade pluviométrica no planeta em janeiro. A neve, por sua vez, tem sido mais intensa no hemisfério norte, com 2.305.089 Km² a mais que a média documentada entre os anos 1981–2010.

Com informações: AFP

22:18 · 11.01.2017 / atualizado às 22:18 · 11.01.2017 por
Foto: WWF
Estudo indica que a Bacia Amazônica nunca foi seca o suficiente em nenhum momento nos últimos 45 mil anos a floresta se transformou em uma savana Foto: WWF

Uma investigação científica sobre a quantidade de chuva que caiu na Amazônia nos últimos 45 mil anos mostra que mesmo a porção que se acredita ser a mais propensa à savanização – o leste da região – nunca chegou realmente a secar nem durante o período mais seco da última era do gelo, entre 24 mil e 18 mil anos atrás.

A pesquisa, destacada na capa da revista Nature desta semana, sugere que a floresta pode igualmente ser resiliente a um futuro de aquecimento global. Mas isso só será possível se outras interferências humanas ao microclima, como desmatamento, queimadas e expansão da agricultura, sejam contidas, uma vez que elas têm o poder de reduzir a umidade do ar.

O estudo feito por pesquisadores de Cingapura, Brasil, China e Estados Unidos analisou dados geoquímicos de oxigênio na caverna Paraíso, no Pará, uma das poucas da região que tem estruturas como estalactites e estalagmites (formações que descem a partir do teto ou sobem a partir do chão), de onde é possível retirar amostras para análise.

Comparações

Os pesquisadores, liderados por Xianfeng Wang, do Observatório da Terra de Cingapura, trabalharam com isótopos de oxigênio (variantes do elemento químico com diferentes massas), que são sensíveis à variação climática, e compararam com dados do oeste da Amazônia, de clima mais estável.

Assim, foi possível fazer uma viagem no tempo e mapear quanto choveu em diferentes períodos. Já havia uma suspeita de que a última era do gelo poderia ter sido seca, mas a dúvida era quanto e se havia sido o suficiente para promover uma savanização da floresta – um dos temores que existe em relação ao aquecimento global.

Há cerca de 21 mil anos, com a temperatura 5°C inferior, a precipitação era de 58% dos níveis atuais e no período de aquecimento que se seguiu, no meio do Holoceno (há 6 mil anos), foi para 142% sobre hoje.

O trabalho indica “que a Bacia Amazônica nunca foi seca o suficiente na era do gelo nem em qualquer outro momento nos últimos 45 mil anos a floresta se transformou em uma savana”.

Segundo os autores, a floresta persistiu mesmo quando a quantidade de chuva era de apenas cerca de 60% da atual.

Com informações: Estadão Conteúdo

17:07 · 21.06.2016 / atualizado às 17:07 · 21.06.2016 por
Foto: WWF
O maior ecossistema de recifes de coral do mundo, declarado Patrimônio Mundial, sofreu um branqueamento sem precedentes no início do ano devido ao aumento da temperatura do mar, que causou a morte de quase um quarto dos corais Foto: WWF

O branqueamento da Grande Barreira de Coral da Austrália poderia levar à perda de um milhão de visitantes por ano e de grande parte da receita procedente do turismo, de acordo com um estudo publicado nesta terça-feira (21).

O maior ecossistema de recifes de coral do mundo, declarado Patrimônio Mundial, sofreu um branqueamento sem precedentes no início do ano devido ao aumento da temperatura do mar, que causou a morte de quase um quarto dos corais.

“As zonas de turismo de recifes correm o risco de perder mais de um milhão de visitantes por ano”, afirma o estudo realizado pelo ‘think tank’ Instituto Austrália. O relatório acrescenta que, sem esses visitantes, o país perderia cerca de um bilhão de dólares australianos (747 milhões de dólares americanos) em receitas.

Cerca de 10.000 postos de trabalho do Estado australiano de Queensland também correm o risco de desaparecer com a queda do turismo, um dos setores econômicos mais importantes da região. O estudo afirmou que no ano passado cerca de 3,5 milhões de turistas, em sua maioria australianos, visitaram as costas situadas diante da Grande Barreira de Coral.

Mais de um terço dos turistas australianos, metade dos chineses e 35% dos americanos disseram que prefeririam visitar outros lugares caso o branqueamento continue. A barreira de 2.300 quilômetros de comprimento, o maior ecossistema de corais do mundo, está sofrendo o pior branqueamento da sua história devido ao aquecimento das temperaturas do mar.

O branqueamento ocorre quando condições ambientais anormais levam os corais a perderem as algas microscópicas que vivem em grandes colônias em sua superfície. Estas algas, chamadas de dinoflageladas, servem de alimento e são responsáveis pelo colorido exuberante que alguns desses seres apresentam.

Com informações: AFP

19:43 · 20.02.2015 / atualizado às 20:08 · 20.02.2015 por
Foto: Blog de María Elena
Em Havana, a mínima foi de apenas 13°C, obrigando seus 2,2 milhões de habitantes a vestir as poucas roupas de frio que têm, inclusive gorros e cachecóis de lã Foto: Blog de María Elena

Uma massa de ar polar, que afetou os Estados Unidos, atingiu também Cuba, onde nesta sexta-feira (20) foi registrado um recorde de temperatura mínima, de apenas um grau Celsius, informou o Instituto de Meteorologia.

Segundo a fonte, nesta madrugada, na estação meteorológica de Unión de Reyes, 120 km ao leste de Havana, “foi registrada a temperatura mais baixa da atual temporada de inverno (no hemisfério norte), com o registro nos termômetros de um grau Celsius”, um novo recorde para fevereiro, informou a agência cubana AIN.

Em Havana, onde raramente as temperaturas descem abaixo dos 23 graus, a mínima foi de apenas 13 graus, segundo o Instituto, obrigando seus 2,2 milhões de habitantes a vestir as poucas roupas de frio que têm, inclusive gorros e cachecóis de lã. “Estas temperaturas se deveram à forte influência de uma massa de ar fria e muito seca de origem ártica, combinada com a pouca nebulosidade em regiões do interior do leste”, disse a AIN.

“A estação meteorológica de Unión de Reyes, na província de Matanzas, reportou uma temperatura mínima de 1 grau Celsius, o que constitui um novo recorde de temperatura mínima para o mês de fevereiro (…), já que o anterior era de 2,5 graus Celsius e foi reportado em 18 de fevereiro do ano 1996”, reportou a agência.

A marca “igualou o recorde absoluto, que era de 21 de janeiro de 1971, com 1 grau Celsius”, acrescentou. A onda de frio na ilha tropical ocorreu no meio da alta temporada de turismo, que atrai a cada ano milhares de visitantes canadenses e europeus, em busca de praia e calor.

Com informações: AFP