Diário Científico

Categoria: Engenharias


16:14 · 17.01.2018 / atualizado às 16:14 · 17.01.2018 por
O incremento deveu-se em grande parte à China, que superou seu próprio recorde de investimentos, com um total de US$ 132,6 bilhões (desses US$ 86,5 em energia solar), um aumento anual de 24% Foto: Inn Daily

Os investimentos em energias renováveis no mundo voltaram a crescer em 2017 graças aos montantes recordes investidos na China na energia solar.

Após uma queda em 2016, os investimentos cresceram 3% em 2017, atingindo 333 bilhões de dólares, segundo relatório da Bloomberg New Energy Finance (BNEF).

“É o segundo melhor resultado anual observado até agora”, aponta o relatório, que destaca o “boom extraordinário de instalações fotovoltaicas” na China. O gigante asiático superou seu próprio recorde de investimentos, com um total de 132,6 bilhões de dólares (desses 86,5 bilhões em energia solar), um aumento anual de 24%. No total, a China criou novas instalações com capacidade de 58 GW, 20 GW a mais do que previa a BNEF, consultora que faz parte do grupo Bloomberg.

A nível mundial, a energia solar representou 160,8 bilhões de dólares em investimentos em 2017, um aumento de 18% em relação a 2016.

Em contrapartida, os investimentos em energia eólica caíram 12% em relação a 2016, a 107,2 bilhões de dólares.

As demais energias renováveis (biomassa, geotérmica, hidroelétrica de pequena escala, etc.) representam menos de 5 bilhões em investimentos.

Com informações: AFP

22:41 · 30.03.2015 / atualizado às 17:10 · 31.03.2015 por
Foto: Rezo.ch
Avião Solar Impulse 2 aterrissou na China, completando a quinta etapa da primeira volta ao mundo de um avião alimentado apenas por energia solar Foto: Rezo.ch

O avião Solar Impulse 2 aterrissou na China na madrugada desta terça-feira (31), completando a quinta etapa da primeira volta ao mundo de um avião alimentado apenas por energia solar.

Com o piloto Bertrand Piccard no comando, o avião de apenas um lugar pousou no aeroporto de Chongqing à 01h35 local de terça (14h35 de segunda-feira, horário de Brasília), após um voo de 20 horas e meia a partir de Mianmar.

Originalmente, o Solar Impulse deveria fazer apenas uma breve escala nesta cidade e continuar o voo para Nanquim – cerca de 270 km de Xangai – mas a parada foi prolongada devido ao mau tempo. Por isso, o piloto deve aguardar até que o tempo melhore para retomar a viagem.

Piccard, um dos dois pilotos suíços do Solar Impulse 2, teve que enfrentar um frio extremo, com temperaturas abaixo de 20 graus no cockpit, assim como os altos picos das províncias de Yunnan e Sichuan na China. Ele também sobrevoou uma área isolada da região na fronteira entre Mianmar e China, onde são registados violentos combates entre os rebeldes chineses da maioria étnica Kokang e o exército birmanês.

Mensagem

O SI2, que saiu de Abu Dhabi em 9 de março, tem a intenção de viajar 35.000 quilômetros ao total movido apenas por energia solar.

Esta volta ao mundo deve levar cinco meses, dos quais 25 dias são de voo efetivo, antes de retornar ao local de saída no final de junho ou início de julho.

Prevista para ser completada em 12 etapas, a volta ao redor do mundo é o resultado de 12 anos de pesquisa realizada por André Borschberg e Bertrand Piccard que, além da parte científica, tentam transmitir uma mensagem política.

Com informações: AFP

19:12 · 11.11.2014 / atualizado às 19:17 · 11.11.2014 por
Foto: Nasa
A asa possui um design diferenciado e curioso, com pontas que lembram muito um sistema de molas. Os pesquisadores apelidaram essa tecnologia peculiar de Adaptive Compliant Trailing Edge (ACTE) Foto: Nasa

De acordo com um comunicado publicado no site oficial da própria agência, a Nasa  realizou, no fim do mês passado, os primeiros testes de um sistema que promete revolucionar o cenário da aviação.

Em parceria com o Laboratório de Pesquisas da Força Aérea dos Estados Unidos, o instituto desenvolveu uma nova tecnologia que visa substituir os flaps, aquelas peças móveis localizadas na asa dos aviões e que mudam de posição de acordo com a necessidade do piloto.

A NASA propõe substituir essas peças por uma asa cuja superfície é flexível, sendo capaz de mudar de formato livremente durante o voo. A asa possui um design diferenciado e curioso, com pontas que lembram muito um sistema de molas. Os pesquisadores apelidaram essa tecnologia peculiar de Adaptive Compliant Trailing Edge (ACTE).

A expectativa é que o sistema consiga melhorar a aerodinâmica dos aviões, permitindo que eles viagem com mais velocidade e menos combustível. Além disso, asas fabricadas com a tecnologia são mais leves.

A NASA pretende fazer mais testes do ACTE antes de divulgar mais informações sobre a tecnologia, testando diferentes ângulos da asa durante uma viagem.

Com informações: TecMundo

17:33 · 17.01.2014 / atualizado às 17:35 · 17.01.2014 por
Foto: Universidade de Harvard / Divulgação
Materiais que podem baratear o custo desses equipamentos são elementos da classe das quinonas, derivadas de compostos químicos aromáticos como o benzeno e a naftalina Foto: Universidade de Harvard / Divulgação

Uma descoberta feita por pesquisadores da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, promete ser uma alternativa aos componentes das baterias que são caros e pouco eficientes para armazenar energia renovável, como a solar e a eólica.

Os materiais que podem baratear o custo desses equipamentos são elementos da classe das quinonas, derivadas de compostos químicos aromáticos como o benzeno e a naftalina. Alimentos como o ruibarbo, planta comestível muito popular no Reino Unido, têm em sua composição elementos de quinona.

A bateria seria capaz de armazenar um quilowatt-hora de energia com capacidade de recarga de até 100 vezes, custando um terço do preço das baterias convencionais. A razão para isso está no fato de que a quinona é solúvel em água, o que possibilita seu armazenamento em recipientes menos sofisticados do que os usados atualmente e desenvolvidos.

Segundo os pesquisadores, além de mais baratas, as baterias movidas à base desse  componente orgânico teriam ainda capacidade de funcionamento muito mais veloz do que o de baterias existentes hoje. Para o co-autor do estudo, o pesquisador Roy Gordonsaid, a descoberta sinaliza uma possível revolução nesse segmento de produtos.

“Com as moléculas orgânicas, nós apresentamos ao mundo uma vasta gama de novas possibilidades. Algumas delas podem vir a ser péssimas, outras, muito boas. Com as quinonas nós temos a primeira possibilidade que parece ser muito boa”, disse ele, na divulgação do estudo.

Com informações: Portal UOL

17:39 · 06.09.2012 / atualizado às 05:41 · 06.09.2012 por
Professor Roberto Menescal e Manoel Pedro de Oliveira Silva Filho ao lado do protótipo de aerogerador em movimento Imagem: Unifor Notícias

Essa excelente notícia publicada no jornal universitário “Unifor Notícias” vale divulgar na íntegra. Em resumo, trata-se de uma nova tecnologia em geradores de energia eólica desenvolvida por um estudante cearense:

Que os ventos podem ser e são uma fonte alternativa de energia todo mundo sabe. O que alguns desconhecem é que existem formas diferentes e eficientes de sua captação. Foi com esse pensamento que o aluno do curso de Engenharia de Produção Manoel Pedro de Oliveira Silva Filho desenvolveu um protótipo de um aerogerador de eixo vertical. O produto inovador virou trabalho de conclusão de curso, com direito a pedido de patente.

“No mercado de energia eólica, 99% dos aerogeradores são horizontais. A maioria das empresas traz a tecnologia da montagem. Esse é um aerogerador de pá vertical. A diferença é que o custo da fabricação é menor e do produto em si também. Para colocá-lo em cima de uma casa, não é preciso guindaste nem mastro ou máquina que fixe a base. Ele é todo desmontável ”, explica Manoel, que foi aprovado com nota 10 e louvor em julho último.

Segundo ele, o modelo do protótipo apresentado gerou até 12 volts de energia nas condições do laboratório – energia suficiente para ligar uma TV, um computador ou uma geladeira. “A ideia é que o protótipo alimente um jogo de baterias para carregar esses equipamentos. Comprei tudo – chapa, rolamento, etc. – e fiz a fabricação. Tudo tomou um tempo danado. A gente tem limite de dados e de tempo, foi um desafio”, acrescenta.

“O aerogerador é uma iniciativa para o mercado. Acho que o TCC é o selo profissional do aluno. Se ele demonstra empenho e capacidade de inovação, vai exercer isso em sua profissão. O mérito é dele. O papel do orientador é incentivar e orientar para que um projeto sirva para o futuro do aluno e à sociedade”, avalia o orientador e professor do curso de Engenharia de Produção, Roberto Menescal.

O agora engenheiro de produção afirma que já tinha a ideia de fazer o aerogerador há pelo menos uns dois anos, mas faltava um estímulo. “O protótipo é uma porta aberta que se abriu em termos de possibilidades. Meu objetivo é abrir uma empresa no ramo da indústria e comércio, e incubá-la na Universidade para desenvolver o produto. O curso me deu estrutura para realizar e desenvolver o projeto. A Unifor me deu segurança para saber que a coisa ia dar resultado e fez sem dúvida a diferença na minha vida”, conta Manoel Pedro, que também é formado em Letras e ensina inglês em um curso da cidade.

01:06 · 21.06.2012 / atualizado às 20:47 · 04.07.2012 por

Pesquisadores do curso de Engenharia Civil da UFC no Cariri desenvolveram uma estrutura espacial de aço mais resistente do que a que hoje é utilizada em obras. Com um ajuste geométrico, eles chegaram a percentual de resistência 56% maior em estruturas com ligação típica reforçada.

Estrutura espacial é um tipo de rede metálica aplicada na construção de cobertas e obras com grandes vãos, como galpões e postos de gasolina. O estudo foi desenvolvido no Grupo de Pesquisa em Engenharia Estrutural (GPEEC). Para tanto, foram utilizados protótipos de dimensões reais de 6,0 x 9,0 metros.

Os resultados serão publicados no 10th World Computational Mechanics, evento que se realiza de 8 a 13 de julho, em São Paulo, e que irá reunir pesquisadores de todo o mundo nas discussões sobre mecânica de materiais. A pesquisa é coordenada pelo Prof. André Freitas.

Com Informações: Universidade Federal do Ceará

12:18 · 26.05.2012 / atualizado às 19:40 · 28.05.2012 por

Ainda está bem longe do imaginado nos filmes de ficção científica, mas uma equipe de físicos da Universidade de Ciência e Tecnologia da China, em Xangai, conseguiu teletransportar  fótons (partículas-onda que compõem a luz), por dentro de um lago, por uma distância de 97 quilômetros.

Em 2010, os mesmos cientistas já haviam teletransportado fótons por 16 quilômetros de distância. Apesar de serem dois feitos notáveis, o teletransporte realizado até agora pela ciência humana é na verdade apenas parcial. Isso porque não é exatamente o objeto (ou partícula, no caso) o que é teletransportado, mas a informação contida nele.

Nos experimentos chineses foi utilizado um laser de 1,3 Watt de potência,  para teletransportar 1.100 fótons, em um processo que durou 4 horas. Mas devido as vibrações do ar  e o alargamento natural do feixe de luz,  alguns fótons não chegaram no outro lado.

De todo modo, o que já foi conseguido permite aos pesquisadores de Xangai projetarem um futuro em que as comunicações entre satélites e a Terra atinjam altíssimas velocidades, utilizando o princípio do teletransporte.

Ou seja, pode ser que nunca consigamos viajar de um lugar a outro entrando numa máquina de teletransporte, como se vê nos filmes, mas quem sabe será o fim do incômodo delay nas transmissões televisivas.

12:36 · 25.05.2012 / atualizado às 15:42 · 25.05.2012 por

As fontes alternativas de energia estão cada vez mais alternativas. A última novidade nessa categoria é a produção de energia piezoelétrica aproveitando forças de atrito e (acreditem) vírus para carregar baterias de smartphones!

A  tecnologia desenvolvida pela Universidade de Berkeley, na Califórnia (EUA) , consiste em aproveitar a capacidade que um tipo de vírus inofensivo aos seres humanos tem de gerar energia elétrica quando é atritado contra alguma superfície. Os “vírus-bateria” são então grudados em uma espécie de eletrodo em forma de papel fino que pode ser grudado na sola do seu sapato, por exemplo.

Embora a piezoeletricidade (do grego piezein, espremer) já fosse conhecida e utilizada em aparelhos como isqueiros elétricos, medidores de pressão, alarmes antifurto, agulha do toca-discos (como dizemos no Ceará: é o novo!), nebulizadores e alto-falantes, é a primeira vez que se usa essa propriedade para alimentar baterias elétricas a partir de um ser vivo.

A partir dessa técnica qualquer atividade mecânica simples pode ser usada para gerar eletricidade limpa, até mesmo o caminhar. Para isso é preciso apenas que a superfície do objeto atritado (sapato, roupa, luva.etc) esteja coberta por esse vírus.

Confira vídeo mostrando como funciona a bateria “movida a vírus”

12:34 · 24.05.2012 / atualizado às 15:55 · 24.05.2012 por
Gaseificador realiza a queima das cascas de castanha de caju e após processo de filtragem gera gás rico em metano, potencial gerador de energia elétrica Imagem: Unifor/Divulgação

Um projeto do Centro de Ciências Tecnológicas da Unifor está avaliando o potencial da queima das cascas de castanha de caju na geração de gás e energia elétrica.

A ideia é aproveitar o subproduto, considerando que o Ceará responde por quase metade de toda produção de castanha do País, sendo o Estado o maior produtor. O estudo é destaque na edição de maio da revista universitária Unifor Notícias.

“A gaseificação é uma das ferramentas para a produção da energia elétrica e tem a vantagem de aproveitar resíduos que iriam para o lixo. A importância do projeto consiste em se trabalhar com energia alternativa que tem viabilidade na região. Existe o consenso de que podem haver unidades menores de geração de energia com baixos investimentos”, explica o coordenador do projeto o, Juan Carlos Alcocer.

As pesquisas e experimentos estão sendo realizados no Núcleo de Tecnologia da Combustão do curso de Engenharia Mecânica da Unifor.  Além da questão energética, o estudo envolve análise e monitoramento dos gases e impurezas geradas a partir da queima das cascas de castanha de caju (tais como alcatrão, cinzas volantes e compostos de carbono), a partir de um equipamento analisador de gás.

“A ideia é dar uma adequação às impurezas do gás gerado, e não queimar por queimar. Conseguimos dominar a produção do gás e agora temos que dominar sua filtragem”, projeta o professor do curso de Engenharia Mecânica João Batista Furlan Duarte. Ele explica ainda que quanto melhor a filtragem  mais rico em metano se torna o gás obtido, o que amplifica o poder calorífico e energético.

Os primeiros resultados dessa análise indicam que de cada tonelada de cascas de castanha de caju queimadas no gaseificado são gerados 1166 litros de gás. “Estamos trazendo para o estado uma tecnologia nova e uma energia eficiente e limpa. Já temos uma patente em andamento sobre parte do processo”, comemora Alcocer.

O projeto tem financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e convênio com a Universidade de Campinas (Unicamp), dentro da Rede Nacional da Combustão. No total, cinco professores, cinco alunos de Engenharia e um de Direito participam da pesquisa.

04:04 · 11.05.2012 / atualizado às 04:05 · 11.05.2012 por

Dois britânicos, Chris James e Robin Millar,  que sofriam de cegueira total, recuperaram parcialmente a visão após passarem por um implante de chip eletrônico na parte de trás de suas retinas.

Eles foram capazes de enxergar luzes e contornos de objeto  e até  a sonhar em cores, devido a pixels fotossensíveis nos chips que mandam os sinais captados para o nervo ótico e para o cérebro. A técnica foi desenvolvida pela equipe do Oxford Eye Hospital, coordenada pelo oftalmologista e professor universitário Robert MacLaren.

Veja vídeo produzido pela BBC

Experiência semelhante já havia sido feita com sucesso na Alemanha, em 2010, (também sob supervisão de MacLaren), entre pacientes que sofriam de distrofia hereditária da retina, mas naquela ocasião os pacientes só puderam distinguir tons de preto, branco e cinza.

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